O leitor participa: Luís Manuel, de Luanda (Angola), com a prosa poética ‘Do começo ao fim… O meio vale muito mais!
Luís Manuel
Ninguém sabe por que razão algumas coisas dão certo e outras não. Porém, eu tenho dito que não precisamos antecipar o resultado quando podemos aproveitar os pequenos passos. Tanto faz… se vamos chorar ou então sorrir. Basta-nos saber que uma coisa iremos aprender e será essencial para o nosso viver
Lembro de quando me apaixonei: quando sobre a atmosfera do meu coração caiu a estrela que iluminou os caminhos da minha paixão .… quando achei a direção certa para a pequena aventura do meu coração. Foi um dos momentos mais especiais da minha vida Tão nobre sentimento, invadindo o espaço da minha alma querida.
Embarquei na esperança de que no final tudo daria certo
e que, finalmente, teria a mina mais bela por perto. Era eu. Todo alegre e entusiasmado com uma guitarra na mão… sem nem saber tocar. Apenas acompanhava o som e para ela cantava uma canção de amor.
Momentos como esses foram se repetindo. Várias vezes… … Vezes e vezes. Sorrisos eram vistos. Abraços, sentidos …Sons, ouvidos. Todos os dias. Com um lindo semblante de alegria.
Porém, num piscar de olhos, a vida já não sorriu pra mim, o amor que tanto se almejou… se apartou de mim. Nessa hora, todos os belos sentimentos que eu carregava foram substituídos: Desânimo, cansaço. Estresse! Dor e sofrimento. … e tudo que não fazia bem.
Sem perceber coloquei sobre o meu barco o peso da escuridão. Naveguei em direção à trilha solidão.
Então, despertei! Acordei. Assustei! Daí me lembrei Que, às vezes, e mais vezes… a vida não será conforme o que planeei. E que o melhor resultado está no caminho a ser percorrido. Nos bastidores. O “processo” nos lapidando… seja qual for o final, o importante é que vivemos os momentos com a maior alegria. Intensidade.
Ouvindo sempre a voz do coração, voltei a carregar os mais belos sentimentos no coração. Desta vez… com a satisfação de ter aprendido muita coisa. Uma lição. Ao procurar um eterno amor, achei uma nobre amizade.
Na real, viver é mesmo isso: “aprender para crescer”. Não precisamos fazer presente a vida futura. Nos basta, na maior simplicidade, viver os pequenos
passos. Se vai dar certo ou não, apenas se saberá se a gente tentar. Do começo ao fim…o meio vale muito mais!
Luís o Poeta, Sempre Creia!
Luís Mucau Manuel é escritor, poeta e estudante de Direito pela Universidade Agostinho Neto, em Luanda. Autor do livro Escritos de Sabedoria, publicado no mês de maio do ano 2023.
‘Culinária Literária e outras reflexões poéticas’, de Silvio Antônio de Almeida, pela Editora Viseu.
Resenha do Livro ‘Culinária Literária e outras reflexões poéticas’
Um livro que se mostra em duas fases:
A fase mais afetiva, que fala sobre a infância do autor, como ele via a força de sua mãe, a afetuosidade do pai, que amava política e amava ler.
Fala de seus amigos, de suas aventuras.
Capa do Livro ‘Culinária Literária’
RESENHA
Uma narrativa particular, que nos leva para um lugar muito bonito, até mesmo em nossas lembranças mais fecundas e nos traz um quentinho no coração.
E parte mais reflexiva do livro, escrita de uma forma mais rebuscada, cheia de nuances e sentimentos, fala sobre o mundo, as dificuldades dos que vivem à margem da sociedade. Mas fala também de amor e solidão.
Este livro foi escrito em plena pandemia de covid-19, e traz em sua escrita reflexiva muito do que todos nós passamos…
Um livro para ser saboreado no que mais nos envolve, e degustado com calma nas reflexões que têm sabores novos e distintos.
Uma escrita interessante, pungente e muito intensa.
Super recomendo!!
Leiam!!!
Assista a resenha no canal @OQUELI no YouTube
SOBRE A OBRA
Um livro escrito durante a pandemia de covid 19, que fala sobre infância e reflexões sobre o que viveu neste período.
O Autor sempre havia nutrido a vontade de escrever uma obra, e nesta fase pandêmica, se viu inspirado, por tudo que estava acontecendo ao seu redor, e pelas lembranças, a colocar no papel tudo que se passava em seu coração.
Alguns contos são autobiográficos, com situações de sua infância e relatos que foi acumulando na memória.
Também há relatos de situações vividas na ditadura militar e outros tantos contos dispersos de situações várias do cotidiano.
SINOPSE DO LIVRO
(Fonte: AMAZON)
O gosto de um bom alimento depende de seu tempero e de seu preparo, das temperaturas adequadas e, principalmente, do estado de espírito do mestre-cuca.
O aroma e o sabor vivificam a alma e o corpo que consomem as iguarias; as essências finas oferecem o despertar dos sentidos ao prazer de degustar um alimento saudável, além de oferecerem energia suficiente para a lida diária.
Substâncias incorporadas ao calor do fogo devem ser especiais, como uma osmose primordial de transubstanciação.
Todo processo de mistura é detalhadamente escolhido em um transe de satisfação pessoal entre o sal e o açúcar, usado conforme o prato inebria os sentidos e sacia o corpo.
Assim como o alimento, um bom livro depende de toda a alquimia das palavras que, associadas, encantam a alma e o espírito, levando o leitor a uma visão abrangente e crítica e instigando-o a não absorver qualquer essência que venha a confundir sua formação como ente e como ser.
Esta duplicidade entre corpo e espírito precisa do equilíbrio salutar para ter vida em plenitude.
Temos grandes escritores em nossa cultura que alimentam nossos devaneios com o conhecimento e entretenimento de bons livros, então é como estar em uma mesa repleta de manjares salutares.
Essas circunstâncias se interpenetram na formação do indivíduo como células do corpo social, pois a sociedade, sem as virtudes da individualidade, não formaria a civilização em todo o seu sentido humano.
Espero contribuir, de alguma forma, para saciar sua fome de justiça, no imaginário fértil da evolução que transgrida o lugar-comum da vida.
Jamil.
SOBRE O AUTOR
Silvio Antônio de Almeida nasceu na cidade de Guaratinguetá, estado de São Paulo, no fundo do Vale do Paraíba, em julho de 1959.
Trabalha a 45 anos como radiologista, produzindo imagens para interpretação médica.
Amante da literatura, sempre escreveu contos e resenhas.
Leitor assíduo, acredita que a leitura oferece a liberdade e igualdade que um povo precisa.
Para ele, da mesma forma que o alimento da força e energia para a vida, a leitura também nos nutre, dando-nos inspiração e alento para a alma.
Diferentemente de outras publicações, focadas em documentos, entrevistas e pesquisas, em ‘Eletro Tupi – Minhas memórias da loja’, Élcio Mário Pinto opta por resgatar memórias
Natural de Angatuba (SP), e radicado em Sorocaba (SP, Élcio Mário Pinto está lançando o 62º livro: ‘Eletro Tupi – Minhas memórias da loja, editado pela Crearte Editora e com o patrocínio da Lexmediare Câmara de Mediação e Estudos Ltda.
-Diferentemente de outras publicações, focadas em documentos, entrevistas e pesquisas, nesta 62ª obra o Élcio Mário Pinto opta por resgatar memórias.
O trabalho, o ambiente e os amigos. A Loja, entre 1977 e 1985. As mercadorias, os registros e a clientela. As comemorações e o Natal.
Com farol de 50 anos iluminando a história, a memória vai buscar, nos Labirintos do Tempo, as lembranças ainda frescas para trazê-las ao presente e compartilhar a vida. Na alegria de gratidão a todos que participaram daqueles 7 anos e 5 meses, o abraço de comemoração!
O lançamento será realizado hoje (25 de junho), às 19h, com transmissão pelo Facebook.
O AUTOR
Élcio Mário Pinto, 58 anos, supervisor de ensino na Rede Pública Municipal de Votorantim, completou 30 anos de trabalho na Educação e 61 publicações, desde novembro de 2013, quando lançou seu primeiro livro: “Cronicranças 1 – Crônicas para crianças – perguntanças e resposteiras”.
Recebeu o prêmio Sorocaba de Literatura 2015 na categoria romance com o livro: “A Fonte: o forasteiro, o romeiro, a penitente, o turista e o viajante”. Em 2016 foi contemplado pela LINC – Lei de Incentivo à Cultura – Prefeitura Municipal de Sorocaba, com a publicação de “Pererezadas: jeito sacizeiro de ser”.
Sua formação acadêmica abrange Filosofia, Teologia, Pedagogia, Letras, História e Sociologia, com diversas especializações, além de outras áreas, como mediação escolar de conflitos e outras, do Direito.
Em agosto/2018 esteve na 25ª Bienal Internacional do Livro, pela segunda vez, com o livro: “Bilo: a salvadora de livros!”, pela Scortecci Editora/SP.
CARAVANAS LITERÁRIAS
Realizada a 1ª Caravana Literária em Santa Catarina e Paraná no ano de 2015, em diversas cidades com lançamentos de livros destacando suas aves-símbolos, o trabalho continuou com a 2ª Caravana na Paraíba e no Rio Grande do Norte, com o livro “Catulino Capilé” em Taperoá, cidade da infância de Ariano Suassuna.
Já a 3ª Caravana aconteceu em Angatuba/SP, a partir da publicação “Alma-de-gato: protegendo os vivos!”, em homenagem à cidade que estabeleceu a ave como seu símbolo oficial pela Lei Municipal nº 218 de 28/02/2018.
A 4ª Caravana em Votorantim/SP, em fins de maio e a 5ª em Itapetininga/SP, em fins de junho.
Na 6ª Caravana voltamos para Votorantim e na 7ª para Taperoá/PB, todas em 2018.
Para 2019, a 8ª Caravana aconteceu em Itapetininga, no mês de abril, a 9ª, permanente, em Votorantim, destacando sua ave-símbolo “Noivinha” pela Lei Municipal nº 2.715, de 01 de agosto de 2019, a 10ª em Angatuba e a 11ª, VIRTUAL, nível nacional, em 2020.
Para 2021 – a 12ª; 2022 – a 13ª (ambas virtuais) e a 14ª em 2023, presencial: Taperoá e parari/PB, Angatuba/SP e Itapetininga/SP.
O ESCRITOR EM TODOS OS CANTOS
Desde 2014 desenvolve o projeto ‘O Escritor em Todos os Cantos‘ – pelas Caravanas Literárias.
De acordo com a agenda, a conversa com estudantes, pelas escolas, dá-se de modo descontraído na apresentação das publicações e em seguida, espaço para os questionamentos da plateia.
Não há cobrança financeira.
O escritor leva os materiais disponíveis e se tem reserva de livros, oferece um exemplar de cada publicação para a escola. Se há interessados em adquirir materiais autografados, combina-se outro momento com envio pelos Correios.
Poeta do Rio Poeta carioca, Que escreve ao sol de si mesma, Que chora ao perceber a solidão dos versos – não há praias, Que não é modelo, mas desfila no ardor de sua alma infeliz.
Poeta carioca, Troca o biquíni pelo maiô de larvas, Transcreve passados intensamente sórdidos, Troca o sol pela cafeína das cafeterias, E leva um caderno para a zona sul do Rio.
Poeta carioca, Mora em Copacabana e inveja o subúrbio, Inveja os lugares distantes que ninguém percebe, Assim como ninguém a percebeu. Ama seu bairro nesta solitude, E transforma-o em unidade.
A beleza está mais nela do que no calçadão. Multidão do Rio, Tem uma estranha escrevendo. O caminho é sensível, E eu tenho medo de ondas.
Multidão do Rio, Quanto mais dito versos, mais mergulho nos números incontáveis de tristezas, Poeta do Rio, Coração do arpoador, Cansaço divino, Meu livro ressuscitou.
“O importante não é o que eu fiz, é aquilo que eu deixei de fazer, e aquilo que ainda está para ser feito”. Orlando Parolini em ‘Sangue Corsário’.
Uma figura exótica de olhar fixo, perdido e contemplativo, frequentemente agregava aos filmes de Carlos Reichenbach, emprestando uma aura profética e indiretamente ominosa aos densos e subjetivos enredos concebidos pelo saudoso cineasta gaúcho radicado em São Paulo. Constantemente interpretando personagens igualmente complexos e misteriosos, conhecemos o poeta, dramaturgo e ator Orlando Parolini, (1936 -1991), eminente representante da contracultura e desdobramentos da poesia Beatnik no Brasil.
Especialista em cinema japonês, crítico e ator visceral, recebeu a alcunha de o ‘Poeta Maldito’ e ‘O Profeta da Galeria Metrópole’, ao passo que distribuía panfletos de poesia profana aos transeuntes do viaduto do chá.
Um dos aspectos fascinantes dessa figura, repise-se, enigmática, é a escassez de dados biográficos mais substanciais, bem como a acessibilidade à sua obra com teor fortemente oral, pois não deixou publicações promovidas por grandes editoras, havendo concebido as coletâneas poéticas ‘Poemas’ (1957-1961), ‘Poemas do pequeno assassino’ (1963-1964), ‘O pântano (1964-1968)’, e ‘Cartas de Babilônia” (1968-1972). No campo teatral, escreveu duas peças, ‘Divirta-se’ e ‘O frango e a freira’, bem como o romance “Culus ridendus” (1986).
O finado cineasta Reichenbach é conhecido como um dos principais representantes do cinema marginal vertente da sétima arte nacional com alto desenho experimental e de viés autoral, com expoentes como Ozualdo Candeias João callegaro e José Mojica Marins.
Discípulo de Luiz Sérgio Person, de quem foi aluno na faculdade de cinema da São Luiz, ‘Carlão’, como era conhecido na Boca do Cinema paulistana, teve a percepção para escalar Parolini em papéis nos quais sua veia poética arraigada ao existencialismo, ainda que de feições concretas, poderia ser explorada em paralelo ao perfil dramático dos roteiros nos quais era inserido.
Atuou como o louco messiânico de ‘Império do Desejo’ (1981); o professor idealista de ‘Amor, palavra prostituta’ (1982); além de ter instigado e indiretamente guiado o peregrino Fausto (Ênio Gonçalves) na procura por seu refúgio em Miraceli, no aclamado ‘Filme Demência’ (1986).
Acerca do histórico criativo entre os dois realizadores, o estudioso de literatura comparada Fabiano Calixto, escreveu em texto publicado na Revista Cult: “Além de dirigir aquele que seria o primeiro filme underground no Brasil, o Via sacra (1965), cuja fotografia foi feita pelo grande cineasta Carlos Reichenbach (1945-2012) que, sobre a película de Parolini, escreveu: “Misturava imagens de um Cristo esfarrapado perambulando pelas ruas do centro de São Paulo com cenas estarrecedoras de nudez frontal, sexo em grupo e canibalismo. Parolini antecedeu Pasolini em sua ascese feita de excessos”.
O filme, entretanto, não existe mais, pois, Parolini, num acesso de paranoia, em 1970, sob a ameaça de ter seu filme confiscado pela polícia federal e de ser preso, torturado, morto, sabe-se lá, picotou todo o negativo, fotograma por fotograma”,(https://revistacult.uol.com.br/home/noticias-de-outras-ilhas-fabiano-calixto/).
Robustecendo o ideário utópico libertário que permeia a obra de ‘Carlão’, e, em na forma de homenagem ao Profeta da Galeria Metrópole, existe o fascinante curta-metragem de 1979, ‘Sangue Corsário’.
No roteiro, os personagens de Parolini e Roberto Miranda, dois amigos separados pelo tempo e os rumos da vida, se encontram no centro de São Paulo, onde o bancário de vida segura e entregue à rotina, rememora de modo saudoso e admirado o pioneirismo cultural (e modus vivendi) do amigo, de olhos cerrados aos ditames sociais e às convenções.
Enquanto caminham por belas locações na Selva de Pedra, como a Praça Júlio Mesquita, Largo da Memória e Largo Paissandú, o diálogo, na verdade, quase um monólogo, representa o conflito e ruptura de gerações em meio ao cenário político e cultural dos anos sessenta e setenta, panorama da obra poética de Parolini.
Decerto, o próprio meio urbano catalisador de números sentimentos e tragédias, e que encapsula vidas e dramas (erros?), também serviu de matéria-prima às composições do autor, num reflexo entre ser, cidade, meio concreto e espaço sentimental.
Um ressuscitar e regurgitar do romantismo mórbido de Álvares de Azevedo transposto e ampliado ao elemento funéreo de Augusto dos Anjos, perpassando de forma sensível os pontos mais sombrios que habitam a mente do homem sensível.
O final de ‘Sangue Corsário’, pessimista, antevê e entrevê a aquiescência às normas protocolares de convivência que cerceiam sonhos, tendências e aspirações, conscientes ou não. Ainda em tom epilogal, uma mensagem se protrai, como se o diálogo instigasse o expectador ao questionamento: “Vale a pena ousar?”. A pergunta remanesce sem resposta.