A Última Cena  estreia no Sesc Vila Mariana em junho

Espetáculo dirigido por Flávia Melman explora a linguagem do teatro-documental ao trazer relatos de quatro brasileiros de realidades bem diferentes sobre o medo da finitude da vida

Fotos de Otávio Dantas 

Alguém aqui sabe empilhar cadáveres? Olha, eu não sou ninguém. Sou coveiro. Sabe quem eu sou? Sou o dramaturgo do enterro. O homem primeiro sepulta para depois construir sua casa. Qualquer coisa que aconteça, inclusive a morte, foi obra do tempo e nada mais. [Fininho, 64 anos, coveiro]

Espetáculo dirigido por Flávia Melman explora a linguagem do teatro-documental ao trazer relatos de quatro brasileiros de realidades bem diferentes sobre o medo da finitude da vida. A peça estreia dia 23 de junho, no Sesc Vila Mariana, onde segue em cartaz até 22 de julho, com apresentações às sextas, às 20h, e aos sábados, às 18h30.

Parte de uma tetralogia sobre abismos sociais e afetivos, o espetáculo teve sua pesquisa iniciada durante a pandemia de Covid-19, entre os meses de maio de 2020 e abril de 2021, por meio de uma série de encontros virtuais entre os participantes.

Em cena, estão quatro homens brasileiros de diferentes classes sociais, profissões e espaços geográficos, que imaginam seus momentos finais na vida e respondem à seguinte pergunta: como entrar em contato com o medo da morte nos transforma?

São eles: Antônio Janô, 82 anos, professor de teatro, maestro da vida e mestre de muitos atores brasileiros; Osmair Cândido, apelidado de Fininho, 64 anos, um coveiro filósofo, cuja vida se alterna entre empilhar cadáveres e empilhar histórias; Nando Bolognesi, 56 anos, um palhaço que enfrenta com risos e facas a esclerose múltipla, diagnosticada há 30 anos; e  Thiago Amaral, 40 anos, o jovem viúvo de Tião, que traz consigo a sua experiência do luto. Tião Braga (in memorian), aparece em vídeo. Tião cineasta e psicodramatista que descobriu o contato com a finitude aos 34 anos, ao ser diagnosticado com leucemia crônica em meio a pandemia. 

Tião morreu antes da estreia do projeto, em outubro de 2022, aos 37 anos.  Dessa forma, o corpo físico de Thiago traz sempre a presença de Tião, marcando, assim, sua ausência. A dramaturgia ainda é composta por conversas gravadas por Zoom e parte do extenso material de Tião em sua batalha contra o câncer.

“Ao tratar da morte e nos debruçarmos sobre ela, estamos buscando aquilo que nos aproxima, nos iguala, porque no final, a morte é a única certeza que temos na vida. A humanidade tem em comum, sobretudo, esta certeza: ‘viver, morrer, [sonhar talvez]’. E sonhamos que, ao falar sobre o medo de morrer, possamos nos encontrar e promover outros sentidos para a vida, outras formas de nos relacionarmos com o outro, com a natureza, de compartilhamos uma realidade”, comenta a diretora Flávia Melman.

A ideia do espetáculo não é tratar o medo da morte para dissipá-lo, como conta a encenadora. “Tratar a morte como algo que caminha ao nosso lado, de mãos dadas, como companheira; pode criar uma proximidade conciliadora entre as pessoas e diminuir o abismo que existe entre as relações humanas”, acrescenta.

E, para contar essas histórias, o grupo pesquisou a linguagem do teatro-documentário

Um Mergulho em Quatro Atos 

A Última Cena nasce como a segunda parte de uma tetralogia que se propõe a expor nossos abismos sociais e afetivos através de encontros entre pessoas de realidades e experiências de vida diversas.

A primeira parte dessa sequência foi o espetáculo A Noite dos Mortos-Vivos, que expunha os abismos e aproximações dos intérpretes com o universo das drogas.

E os outros dois espetáculos, ainda sem título definido, terão como ponto de partida a sexualidade e o dinheiro, respectivamente. 

Sinopse

De onde vem nosso medo da morte? E se falar sobre nossa condição finita fosse uma prática do cotidiano? Num encontro improvável, quatro homens se aproximam da morte: um coveiro, um senhor de 80 anos, um palhaço portador de esclerose múltipla, um jovem viúvo de 40 anos.

Guiados pela diretora, mergulham em seus medos e fantasias sobre o morrer e, com humor e sensibilidade, questionam-se sobre aquilo que os une: a vulnerabilidade. Uma peça que aspira a sensibilidades diversas, abrindo caminhos para a reflexão sobre hiatos entre viver e morrer comuns a todos nós.

Ficha técnica

direção: Flavia Melman

codireção: Aline Filócomo e Paula Picarelli

estrutura de dramaturgia: Aline Filócomo, Flavia Melman e Paula Picarelli

elenco: Antonio Januzeli (Janô), Nando Bolognesi, Osmair Candido (Fininho), Thiago Amaral e Tião Braga (in memorian).

vídeos: Clara Lazarin

cenário e luz: Marisa Bentivegna

operação de luz: Guilherme Soares 

operação de som e vídeo: Tomé de Souza

direção de produção: Aura Cunha

produção executiva: Yumi Ogino

programação visual: Laerte Késsimos

foto divulgação: Otávio Dantas

Assessoria de imprensa: Pombo Corre

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Voando em pensamentos

Comendadora Sandra Albuquerque:

Poema ‘Voando em pensamentos’

Sandra Albuquerque

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À beira do lago
Sentei-me
Ao cair da tarde
E observei
A natureza nele refletida
E o vento começou a soar
Bem calmo e frio
E com o toque dele
Em minha pele
Senti saudades
De você
Do seu toque
Da sua pele
Do seu cheiro
Do seu todo.
Os pássaros cantavam
Porém…
A saudade intensa
Não me deixava ouvi-los
Nada fazia sentido
O belo se misturava ao nada
E eu ali inerte
Olhando pro nada
Quando de repente…
Tudo mudou
Como num toque de mágica
Em um tapete voador
O vento trouxe você
E o meu olhar
Que antes estava perdido
Buscou por você
E eu me vi perdidamente
Envolta em seus braços
E eternizei aquele sonho
Para sempre.

Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque
Rio de Janeiro,15 de junho de 2023.

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Sesc Sorocaba apresenta programação do fim de semana

Sesc Sorocaba apresenta destaques da programação do fim de semana, com oficina de animação, dança, teatro, show e mais

Guaracy: oficina de produção de curta de animação | Foto: Pêu Ribeiro. 

A manhã de sábado começa com a oficina Guaracy: oficina de produção de curta de animação, onde os diretores compartilham o processo de produção do curta metragem Guaracy, desde a fase de escrita do roteiro e projeto para edital, passando pelas fases de produção, coordenação das etapas e decisões criativas, com Eliete Della Violla, Daniel Bruson e Talita Annunciato.

A oficina é gratuita, com vagas limitadas, acontece às 10h30, tem classificação indicativa de 16 anos e demanda retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência na Central de Atendimento. 

Às 16h, também no sábado, a Cia. Meu Corpo, Meu Brinquedo apresenta a atividade Brincando com a dança. Nesse espetáculo dançante, todos são convidados para movimentar o corpo, de maneira lúdica e envolvente, em um jogo de improvisação. Uma grande brincadeira, onde a dança leva o público a experimentar todas as possibilidades do movimento do corpo. Com classificação livre e grátis. Para participar é só chegar. 

A farsa do açúcar queimado ou a mulher que virou pudim | Foto: Divulgação. 

Encerrando o sábado, às 19h, tem a apresentação da peça A farsa do açúcar queimado ou a mulher que virou pudim. O espetáculo faz parte do projeto Artistaiada – Encontro de Teatro de Rua.

Com comédia musical e documentária, os artistas contam a história real de Guiomar Nunes (paraibana, lavadeira e analfabeta), a última mulher condenada à fogueira pela Inquisição no Brasil. Com Núcleo Sem Drama e Na Cia. da Cabra Orelana. Com classificação livre e grátis. Para participar é só chegar. 

domingo começa com a oficina O curioso mundo das minhocas, onde toda a família é convidada para descobrir tudo sobre as minhocas, esses animais curiosos que ajudam a produzir um solo rico em nutrientes para as plantas. 

As crianças poderão ter uma experiência sensorial e visual, com a oportunidade de tocar e observar as minhocas em um minhocário.

A atividade acontece às 10h30, é voltada para crianças de 4 a 10 anos, com vagas limitadas e gratuita. Demanda retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência na Central de Atendimento.   

Um canto para Carolina | Foto: André Hoff. 
 

Também fazendo parte do Artistaiada – Encontro de Teatro de Rua, às 16h, domingo, a Cia. dos Inventivos traz a peça Um canto para Carolina, inspirada na obra Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus. No espetáculo, três irmãos recebem de presente o primeiro exemplar do livro-diário escrito por sua mãe, Carolina.

Essa atividade é externa, a apresentação acontece no Parque das Águas – Rua Joaquim Ferreira Barbosa – Jardim Maria do Carmo, Sorocaba. Com classificação livre e grátis. Para participar é só chegar. Em caso de chuva o espetáculo será apresentado no Sesc Sorocaba.

João Platino e Flor Morena | Foto: Dias Araraquara. 

Encerrando o fim de semana, no domingo às 17h tem o show de João Platino e Flor Morena. Pai e filha, violeiros, apresentam músicas caipiras de sua própria autoria, além de clássicos de duplas e artistas que fizeram nome dentro dessa cultura, incentivando o público a relembrar canções que falam da história vivida pelas pessoas do campo. Classificação livre. Grátis. Para participar é só chegar.  

Lembrando que até o dia 17/9, o Sesc Sorocaba convida para a exposição 37º Panorama da Arte Brasileira – Sob as Cinzas, Brasa, com curadoria compartilhada por Cauê Alves, Claudinei Roberto da Silva, Cristiana Tejo e Vanessa Davidson. 

O 37° Panorama enfatiza as pesquisas que resultam em questionamentos e possíveis soluções artísticas surgidas do enfrentamento de um cenário onde a barbárie está manifestada de diversas formas. Ideais de civilização se atritam na busca da dimensão plural sobre as questões trazidas à tona a partir de obras que se relacionam, tanto pela condição comum deste cenário quanto por uma diversidade de perspectivas, sendo seus autores de diferentes gerações e identidades étnico-raciais e de gênero. 

A mostra valoriza a dimensão pedagógica da arte e prospecta rupturas estruturais. Ainda em um mundo pandêmico, o Panorama propõe investigar como os artistas enraizados no Brasil têm enfrentado os múltiplos problemas causados pelo modelo de desenvolvimento adotado nos últimos séculos. 

Terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30. Classificação livre. Grátis. 

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba. 

SERVIÇO 

OFICINA    

Guaracy: oficina de produção de curta de animação 

Sábado, dia 17/6, das 10h30 às 12h30. 

Vagas limitadas. Classificação indicativa de 16 anos. Grátis.  

Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência na Central de Atendimento. 

DANÇA (INFANTIL) 

Brincando com a dança 

Sábado, dia 17/6, às 16h. 

Classificação livre. Grátis. 

Para participar é só chegar. 

TEATRO 

A farsa do açúcar queimado ou a mulher que virou pudim 

Sábado, dia 17/6, às 19h. 

Classificação livre. Grátis. 

Para participar é só chegar. 

OFICINA (INFANTIL) 

O curioso mundo das minhocas 

Domingo, dia 18/6, das 10h30 às 11h30. 

Vagas limitadas. De 4 a 10 anos. Grátis. 

Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência na Central de Atendimento. 

TEATRO (ATIVIDADE EXTERNA) 

Um canto para Carolina 

Domingo, dia 18/6, às 16h. 

Parque das Águas – Rua Joaquim Ferreira Barbosa – Jardim Maria do Carmo, Sorocaba. 

Classificação livre. Grátis. 

Em caso de chuva o espetáculo será apresentado no Sesc Sorocaba.

MÚSICA 

João Platino e Flor Morena 

Domingo, dia 18/6, às 17h. 

Classificação livre. Grátis.
 

ARTES VISUAIS 

Exposição  

37º Panorama da Arte Brasileira – Sob as Cinzas, Brasa 
Até 17/9, terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30. 

Livre. Grátis. 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.       

Fone: (15) 3332-9933.     

Prefira o transporte público 

Terminal São Paulo 

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa 

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares 

Terminal Santo Antônio 

Linha 65: Campolim 

BRT 

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim 

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A Importância dos estudos na sociedade contemporânea

“Os estudos nos permitem estar em constante aprendizado, expandindo nossos horizontes e mantendo-nos atualizados em um mundo que está em constante mudança.”

Wanderson R. Monteiro

Os estudos desempenham um papel fundamental, tanto no âmbito pessoal, quanto na sociedade, proporcionando conhecimento, habilidades e oportunidades para o crescimento pessoal e profissional, e nos dando novas perspectivas para a melhor convivência e contribuição para com a sociedade.

Não é novidade para ninguém que os estudos são essenciais para a aquisição de conhecimento.

Através deles, temos a oportunidade de explorar diferentes campos do saber, adquirir informações e desenvolver uma compreensão aprofundada sobre os assuntos que nos interessam.

Os estudos nos permitem estar em constante aprendizado, expandindo nossos horizontes e mantendo-nos atualizados em um mundo que está em constante mudança.

Além do conhecimento, os estudos também nos fornecem habilidades essenciais para enfrentar os desafios da vida.

Eles nos ajudam a desenvolver habilidades de pensamento crítico, assim como análise e resolução de problemas.

Através dos estudos, aprendemos a pesquisar, interpretar informações, formular argumentos embasados e tomar decisões melhores. Essas habilidades são valiosas em todas as esferas da vida.

Os estudos proporcionam uma base sólida de conhecimento e experiência, permitindo que cada pessoa descubra suas paixões, talentos e áreas de interesse, oferecendo a oportunidade de se descobrir novas áreas de conhecimento e definir caminhos pessoais e profissionais.

Ao investir em estudos, estamos investindo em nosso próprio desenvolvimento e crescimento, e esse é um investimento que vale muito a pena! Mas, infelizmente, parece que muitas pessoas ainda não se deram conta disso.

 
A educação formal, como universidades e escolas, é apenas uma das formas de adquirir conhecimento. Os estudos também podem ser obtidos por meio de cursos online, leituras autodidatas, experiências práticas e por meio de interações com outras pessoas.

Atualmente, em um mundo cada vez mais competitivo, a importância dos estudos se tornou ainda mais evidente. Para se manterem atualizadas e competitivas, as pessoas precisam buscar constantemente oportunidades de aprendizado e aprimoramento.

Os estudos não apenas fornecem as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios do presente, mas também nos preparam para os desafios do futuro.

Além disso, os estudos promovem a cidadania ativa e responsável. Através do aprendizado, somos capazes de compreender melhor a sociedade em que vivemos, seus desafios e oportunidades.

Os estudos nos capacitam a tomar decisões informadas, participar de debates públicos, exercer nossos direitos e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Os estudos são extremamente importantes para todos nós, e desempenham um papel essencial na sociedade contemporânea, proporcionando conhecimento, habilidades e oportunidades para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Eles contribuem para o avanço da sociedade, impulsionam a inovação e nos capacitam a enfrentar os desafios do presente e do futuro. Investir nos estudos é investir em nós mesmos, em nosso crescimento intelectual e no progresso sociedade como um todo.

Que venhamos nos despertar para essa realidade e, através de nosso despertar, buscar influenciar as novas gerações para que as mesmas também se despertem, o quanto antes, para um hábito tão importante e crucial para o crescimento, tanto nosso, como indivíduos, quanto para o da sociedade em geral.

No entanto, é importante reconhecer os desafios e obstáculos enfrentados no acesso aos estudos.

Questões como acesso desigual à educação, falta de recursos financeiros, barreiras linguísticas e falta de suporte adequado podem dificultar o acesso e a continuidade dos estudos para muitos indivíduos, impedindo inúmeras pessoas de terem acesso ao conhecimento.

Wanderson Monteiro

Dudu.slimpac2017@hotmail.com

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Antologia reúne escritores de Angola, Brasil e Portugal

No dia 23 de julho, além do lançamento do livro, ocorrerá o I Encontro dos Escritores da Língua Portuguesa, e apresentação cultural dos 3 países

A 1.ª Antologia da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES – FEBACLA, dos Escritores de Língua Portuguesa, que irá agregar cerca de 30 escritores lusófonos (Angola, Brasil e Portugal), define um importante marco na história da literatura de língua portuguesa no cenário internacional, por reunir, além da arte poética intrínseca em si mesma, diferentes povos, culturas, histórias, falas e vivências.

A presente Antologia é um verdadeiro cancioneiro de belas flores poéticas que se desafia a marcar a sua posição na história da literatura mundial como um elemento importante na perpetuação dos vários modos de falas e dos respectivos povos. Constitui-se como uma ferramenta de empoderamento e posicionamento no vasto universo das artes.

Pela sua dimensão internacional é um instrumento eficaz que elevará as diferentes formas de comunicar com a língua para além dos limites fronteiriços geográficos atualmente impostos pelos continentes.

A Antologia é organizada pela brasileira Rita Melo e pelo angolano Kapa Afonso.

Dentre os escritores convidados para figurar na Antologia está Dom Alexandre da Silva Ruricovich Carvalho que tem se destacado à frente da presidência da Febacla e como um dos maiores incentivadores da arte e da cultura no Brasil. Por intermédio de sua atuação, Dom Alexandre tem concedido inúmeras honrarias a escritores, cientistas, artistas e intelectuais.

Ainda representando a Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente e o Centro Samarthiano de Altos Estudos Filosóficos, Dom Alexandre Ruricovich Carvalho tem honrado muitos produtores de cultura com medalhas, comendas e títulos honoríficos.

O evento de lançamento da Antologia será transmitido via internet para os países participantes.

Lançamento no Brasil 23 de julho, no FESTIVAL DE INVERNO DO SESC – Teatro SESC, ás 19 h
Lisboa (12\outubro) e em Vila Nova de Mil Fontes (14\outubro).

No dia 23 de julho, além do lançamento do livro, teremos o I Encontro dos Escritores da Língua Portuguesa, e apresentação cultural dos 3 países.

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Num Momento Como Este?!

Inspirado em conto de Luigi Pirandelo, o espetáculo dirigido por Cris Lozano e estrelado por Flávia Bertinelli trata da angústia da autora diante de um cenário de guerra

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Inspirado no conto ‘Colóquio com Personagens I’, do italiano Luigi Pirandello (1867-1936), o solo NUM MOMENTO COMO ESTE?!, dirigido por Cris Lozano e estrelado por Flávia Bertinelli faz duas apresentações gratuitas na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

O espetáculo foi contemplado pelo Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria da Cultura e Economia Criativa com o Programa de Ação Cultural – ProAC 02/ 2022 – Circulação.

O monólogo trata da angústia da autora diante de um cenário de guerra que culmina com o envolvimento do seu filho com uma facção, impossibilitando-a de organizar seu universo criador.   

A presença e teimosia de algumas personagens, impedem-na de fugir à própria verdade e a escritura pirandelliana, longe de ser um tipo de fuga, torna-se uma reflexão sobre seu próprio processo criativo.

Com mais de 150 anos de seu nascimento, a obra de Pirandello continua a nos colocar em xeque sobre um tema cada vez menos abordado: a humanística.

As teorias humanistas centram o seu estudo na particularidade de cada ser humano, na complexidade e singularidade de cada pessoa, nos seus motivos e interesses.

O foco desta abordagem não está no ensino em si mesmo, mas na aprendizagem numa perspectiva de desenvolvimento da pessoa humana. 

NUM MOMENTO COMO ESTE?! propõe uma abordagem expandida do espetáculo ‘Colóquio com os Personagens I’, que foi encenado pelo grupo em versão digital durante a pandemia de Covid-19.

A peça trata da autocensura na criação, mais particularmente da voz da autora em relação às suas criaturas-personagens, por respeito a um momento particular da sua vida pessoal, que envolve a reflexão sobre diversas guerras externas que circundam o momento atual e a sua interna, referente ao envolvimento de seu filho com uma organização criminosa.

Nesta obra, Pirandello nos permite fazer uma divisão entre o eu da autora e os seus outros eus que ganham vida como interlocutoras de si mesma. Há a intenção de calar suas vozes criativas devido um momento trágico onde não é possível colocar a arte em primeiro plano.

As personagens usam de sua autonomia e criam discursos metafóricos desmontando a ideia de separação da autora e faz uma ode à liberdade de criação artística.

Este monólogo ganha múltiplas representatividades, na medida em que a atriz Flávia Bertinelli, utiliza mascaramentos como dispositivos para travar diálogos entre a autora e personagens, multiplicando as várias possibilidades de vozes propostas pela dramaturgia. 

A construção da encenação enquanto experimento digital, se deu a partir do espaço utilizado na casa da atriz que possibilitou ressignificar um cômodo do ambiente doméstico.

Agora, é redimensionada para o presencial, e circula por espaços alternativos, na Bacia do Juquery e em São Paulo-Capital, além de receber adaptações e adequações que projetam e ampliam temas e assuntos urgentes. 

SINOPSE 

Espetáculo inspirado no conto: ‘Colóquio com os Personagens I’ de Luigi Pirandello, trata da angústia da autora diante da vida imersa num cenário de guerra que se configura com a partida de seu filho, integrando-se à uma facção, impossibilitando-a de organizar seu universo criador.

A presença e teimosia de algumas personagens, impedem-na de fugir à própria verdade e a escritura pirandelliana, longe de ser um tipo de fuga, torna-se uma reflexão sobre seu próprio processo criativo.  

SERVIÇO

Num Momento Como Este?!

Dias 23 e 24/06, na Oficina Cultural Oswald de Andrade São Paulo.

Dia 23/06 às 20h, com tradução de libras.

Dia 24/06 às 18h. Haverá bate-papo com o elenco, após o espetáculo.

Workshop: 22 de junho, das 15h às 17h

Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo.

Duração: 50 minutos

Teatro: adulto

Classificação etária: Indicado para maiores de 14 anos.   

Classificação etária: Indicado para maiores de 14 anos.

FICHA TÉCNICA

Texto: inspirado no conto ‘Colóquio com os Personagens I’ de Luigi Pirandello

Direção: Cris Lozano

Elenco: Flávia Bertinelli

Adaptação: Cris Lozano e Flávia Bertinelli

Preparação corporal e vocal: Norma Gabriel

Construção de corpo-máscara: Flávia Bertinelli

Trilha sonora: Mau Machado

Workshop: Flávia Bertinelli

Cenário e adereços: Adbailson Cuba

Iluminação: Fernanda Guedella

Figurino: Adbailson Cuba

Ilustrações: Mau Machado

Tradutora e intérprete: Silvia Sato

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Operação de som: Mau Machado

Operação de luz: Fernanda Guedella e PH Paulo Henrique

Fotos: Cacá Diniz

Filmagem: Isa Baptista

Contra-regra: Carol Cheretti

Produção e Execução: Gil Almeida  

AGRADECIMENTOS:

Ao CRD (Centro de Referência da Dança); à Oficina Cultural Oswald de Andrade; Ailton Guedes; Felisberto S. da Costa.

WORKSHOP ‘PARA ALÉM DAS MÁSCARAS’

Além do espetáculo, a atriz Flávia Bertinelli ministra o workshop “Para Além das Máscaras”, um diálogo entre a tradição e a atualidade, voltado à construção de um corpo(a)-máscara, a partir da prática do jogo cênico, inspirado em elementos e critérios constitutivos da linguagem teatral da commedia dell’arte e mascaramentos. Fruto de pesquisa da atriz, há mais de 20 anos sobre a linguagem, que também é objeto de seu mestrado. 

O foco será o corpo-máscara como um potente instrumento em processos criativos, seja no treinamento do ator, da atriz, assim como, na concepção da linguagem estética. O conteúdo abordado passará pela:

  • Utilização da máscara como instrumento pedagógico: neutra-inteira; meia máscara-neutra e meia máscara expressiva/arquetípica;

  • Conceito de corpo-máscara, tendo como um dos elementos disparadores, elementos constitutivos da commedia dell’arte;

  • Utilização de mascaramentos na cena teatral atual, diante dos deslocamentos, traços possíveis e combinações oriundas do uso expandido da máscara.

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A rapariga

Clayton Alexandre Zocarato: poema ‘A rapariga’

Clayton Zocarato

Uma rapariga…

Com a sua barriga…

Reluzente…

Tendo vértices…

Existenciais…

Anda pelas ruas…

Sofrendo julgamentos e sangramentos…

Realizando um ecumenismo da exclusão…

À procura de um coração…

Disseminando pelos caminhantes…

Delírios diante luares…

Que contagiam o Sol…

Fazendo nascer  birras e piras…

Com preguiças…

Tropica em algumas tiriças…

Saradas…

Fabricando charadas…

Azaradas…

Sagradas…

Rapariga…

Procura abrigo…

Em tridos de sofrimentos…

Detém a aspereza…

De livramentos…

Com juramentos…

E sacramentos…

Brilhantes, em ser amante…

Mas que diante de seus lamentos…

Produzem um grito silencioso…

Ocioso…

Substanciando vontades alheias…

Em teias…

Desestabilizando esteios…

Encorajando arreios…

Na sua carne…

A sua volúpia…

Do fruto proibido…

Fazendo orações…

Nos corações…

Perdidos em solidões…

Nas madrugadas…

A cada canto do galo…

Um novo estalo de desejo…

No seu sexo…

O luar ficou de amargar…

Mesmo assim…

A cada amanhecer…

Iremos novamente…

A te querer…

E te amar…

Sem nunca…

Te enojar…

Clayton Zocarato

E-meio: Clatalexandrezocarato@yahoo.com.br

WhatsApp: 17/99249-1192

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