Entre reconstruções e restauros, renascimentos ocorrem (II)
Jadson Porto
Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos
‘Entre reconstruções e restauros, renascimentos ocorrem (II)


As transformações pelas quais Gotland iria passar, como resultado da missão dos três arqueiros que expuseram as mudanças que o Império dos Godos de Oriente estava por enfrentar, foram ampliados após aos impactos não programados e ocasionados pela tempestade. Cidades e infraestruturas logísticas foram destruídas; plantações foram afetadas; registros de 10.000 óbitos e cinco mil desaparecidos; ampliação de doenças ocasionadas pelo uso da água de inundação (que ali permaneceu por dois meses até o seu completo escoamento); registros de 500 casos de ataques de animais peçonhentos, que adentravam às casas na inundação; dentre outras manifestações.
A Casa dos Lordes estava muito movimentada. Tudo era prioridade para a recuperação da reino. O General Elson de Gotland e sua equipe eram constantemente convocados para atualizarem os relatórios à Casa Real. Gradativamente foram se retomando as vidas em Gotland, mesmo que precariamente. À medida que as reconstruções da infraestrutura de logística foram se consolidando, retomavam-se as economias do reino e ampliavam-se suas dinâmicas sociais. Quando se restauravam os procedimentos públicos institucionais, o faziam com a modernização exigida pelos novos tempos que a Casa Real adotara como diretriz. Quanto ao renascimento, esta se materializava pelas novas gerações sobreviventes aos novos tempos.
O relatório entregue pelo General Elson, em seu terceiro volume, na página 350, referente ao capítulo de Cenários em construção, assim conclui: Após os investimentos efetuados pelo Erário Real; que contou com a participação da nobreza que doou 3 toneladas de ouro e prata de seus cofres; e dos comerciantes de Gotland, que concederam alimentos, roupas e equipamentos para aqueles que atuaram na reconstrução da cidade e da infraestrutura urbana afetadas pela tempestade em Gotland, vem retomando gradativamente a sua vida social, dinâmica econômica e atuação nos cenários regional e internacional. Entre reconstruções e restauros, o renascimento de Gotland ocorre mais forte, sólido, moderno e inserido com mais intensidade em seu protagonismo internacional.
A participação da Universidade Nacional de Ostrog foi de fundamental importância neste contexto. Pois seus docentes e cavaleiros aprendizes, que ali se preparam para o futuro da Casa Real. Foram cerca de 120 trabalhos de conclusões de curso de graduação cavalaresca, bem como de suas especialidades, em todas as áreas do conhecimento ali atuantes, enfatizando-se a área técnica sob a diretriz do Engenheiro italiano Labenini. S. A. R. I. Severino Teodoro, a partir da experiência germânica, que fora afetada por uma intensa tempestade há 60 anos, criou uma semana cultural por ano, que haveria eventos culturais de diversos modelos e estímulos ao entretenimento para gerar fundos financeiros à reconstrução de seu território caso houvesse outra possível tempestade intensa como ocorrera outrora: A Semana Medieval de Gotland, na cidade de Visby, em agosto de cada ano.
Para atrair investimentos culturais, o Cavaleiro Fabric de Gotland, filho do General Elson, sugere a criação do Prêmio Águia de Dourada de Gotland. Hoje, o prêmio é referência mundial de excelência cultural, notadamente no meio literário.
Jadson Porto

Duque Dom Jadson Porto Eurico Rodrigo I é geógrafo graduado em Bacharelado e Licenciatura em Geografia (UFPa, 1990, 1993); Mestre em Geografia (UFSC,1998); Doutor em Ciência Econômica (Unicamp, 2002); pós-doutorado em Desenvolvimento Regional (FURB, 2014); pós-doutorado em Geografia, pela Universidade de Coimbra (Portugal) (2015); pós-doutorado em Estudos Sociais, pela Universidad Nacional de la Patagonia Austral – Unidade Río Gallegos (UNPA/UARG), Argentina (2017); pós-doutorado em Desenvolvimento (UFT, 2020); pós-doutorado em Planejamento Territorial (Idega/Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, 2025). Coordenador do Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nesur/Unifap).
Professor Titular da Universidade Federal do Amapá. Professor do Mestrado em Desenvolvimento Regional da Unifap. Integrante efetivo da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba, PR), cadeira de n. 3, patrono Alberto Oliveira (2022). Integrante efetivo da Academia Amapaense de Letras (Macapá, AP), cadeira 17, patrono Joaquim Caetano da Silva (2022). Tem se destacado em pesquisas sobre a Amazônia Setentrional brasileira e a Região das Guianas. Professor doutor doutor honoris causa multiplex. 5