Augusto DamasImagem gerada por IA do Grok – https://grok.com/imagine/post/2bea912f-e263-4d3f-ab65-f6bcf02ffd94
Não há razão para que o dia de hoje passe sem que se exalte a grandeza da mulher. Celebrar sua presença no mundo é, antes de tudo, um gesto de coerência e de reconhecimento. A mulher não é apenas parte da história humana — ela é, em muitos aspectos, o próprio caminho pelo qual a história se torna possível.
Na tradição cristã, acredita-se que, no princípio da humanidade, ecoou uma ordem divina: “multiplicai-vos e enchei a Terra.” Nessa missão sagrada de continuidade da vida, a mulher ocupa um lugar essencial, como guardiã do mistério da existência e da renovação das gerações.
Reconhecer as virtudes da mulher é também reconhecer a nossa própria origem. Cada ser humano que caminha sobre a Terra traz em sua história o primeiro abrigo do amor: o ventre de uma mulher. Assim se revela uma verdade simples e profunda — somos todos filhos de uma mulher.
Mesmo aquela que, por circunstâncias da vida, não venha a experimentar a maternidade, jamais deixa de carregar consigo esse elo primordial, pois também ela nasceu do cuidado e da esperança de outra mulher. Nesse laço silencioso e eterno repousa um dos fundamentos mais belos da condição humana.
Quando olhamos para o mundo sob as lentes da antropologia, da cultura, da ciência, da política e das artes, percebemos que a presença feminina não é apenas participação: é inspiração, é sensibilidade, é inteligência que molda caminhos e constrói futuros.
Pode haver vozes dissonantes ou ideias inflamadas que tentem diminuir esse papel. Contudo, tais discursos dificilmente resistem a uma reflexão honesta. A própria dinâmica da vida e da sociedade testemunha a interdependência entre homens e mulheres na construção da civilização.
A voz da demografia, silenciosa e firme, lembra-nos de que a continuidade da humanidade depende desse equilíbrio sagrado entre as forças da criação. A mulher, nesse contexto, permanece como símbolo de origem, de esperança e de permanência.
Por isso, em 8 de março, não celebramos apenas uma data do calendário. Celebramos um princípio da própria vida. Renovamos nossas felicitações a todas as mulheres do mundo — pela ternura que inspira, pela coragem que sustenta e pela beleza de sua existência na história humana. Porque, em última análise, celebrar a mulher é celebrar a própria vida.
Neste mês que abre suas janelas para a memória da mulher, o tempo faz uma breve pausa para escutar um antigo pulsar que habita o coração da história.
A mulher caminha pelas estradas da vida carregando o segredo dos começos, como se fosse a nascente onde se formam as primeiras narrativas da existência.
De seus passos crescem os significados, e de sua paciência os dias aprendem a ouvir a voz da justiça.
A mulher é a memória da terra quando narra seu cansaço, e a voz da alma quando busca um sentido mais profundo para a vida.
Em sua presença a linguagem se renova, e a ideia se amplia até tornar-se humana o suficiente para abraçar o mundo.
Quando escreve sua experiência nas páginas do tempo, desenham-se os contornos de um futuro mais caloroso.
Quantos sonhos nasceram no coração de uma mulher antes de encontrar o caminho da luz.
Quantas ideias atravessaram seu silêncio até transformarem-se em passos rumo à liberdade.
Ela é o ser que aprende com a dor a sabedoria do caminho e transforma a espera em energia de vida.
No seu dia internacional, as vozes das mulheres encontram-se como asas de luz atravessando os continentes.
Cada voz carrega uma história, e cada história abre uma janela para o significado da dignidade humana.
Desse encontro nasce uma nova linguagem que o coração compreende antes que as palavras a traduzam.
A mulher não é apenas um motivo passageiro de celebração no calendário dos dias.
Ela é uma presença profunda no tecido da civilização e um ritmo oculto que acompanha o crescimento da consciência humana.
Onde quer que esteja, nasce a possibilidade de mudança e desperta no ser humano um sentimento mais puro de justiça.
Por isso este dia surge como um espelho onde o mundo contempla seu rosto humano.
Nele percebe que a dignidade cresce quando o espaço para o sonho e o conhecimento se amplia.
E a mulher vê em seu reflexo um caminho que continua a estender-se em direção a um horizonte mais luminoso.
Assim a luz continua sua viagem através do tempo, carregada pelo coração de uma mulher que acredita que a vida pode tornar-se mais compassiva.
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo: 'A felicidade de uma Mulher não pode ser atacada '
Diamantino Lourenço R. de Bártolo
A felicidade de uma Mulher não pode ser atacada
Hoje é o dia que o mundo dedica à Mulher, mas todos os dias deveriam ser consagrados a este ser maravilhoso Ser, que nem sempre o homem sabe estimar, valorizar e amar incondicional e autenticamente, seja qual for esse amor: conjugal, filial, parental, amigo genuíno, entre outros possíveis, no limite amar a Mulher no seu sentido mais sublime, nobre, respeitável, agora e sempre, não apenas hoje.
É claro que à mulher também lhe cabem idênticas responsabilidades e sentimentos, assumindo as posturas e comportamentos que a dignifiquem e que sejam respeitadores dos seus entes queridos, reveladores de um amor impoluto, sincero, integral que sente, por exemplo e desde logo, pelo seu marido, companheiro ou, por que não, pelo seu “apaixonado”, enfim, atitudes que não venham a estigmatizar, humilhar e envergonhar os seus filhos e demais familiares.
Neste dia mundial dedicado à Mulher, tal como em todos os dias do ano, a responsabilidade da Mulher, enquanto arquétipo de bons exemplos, na sociedade e na família, é muito grande, por isso ela deve rodear-se sempre das melhores companhias, fazer-se acompanhar das pessoas que sabe que, em todos os contextos, a respeitam, a dignificam e que não se aproveitarão de eventuais fragilidades, para tentarem quaisquer “benefícios” que a venham a magoar.
E se por um lado, pertence à família defender, intransigentemente, a respetiva progenitora, também a esta compete precaver-se, para não dar azo à divulgação de “juízos de valor” por parte de uma determinada sociedade por vezes, aparentemente, bem informada, porque quando uma Mulher se envolve com certos indivíduos, cujo caráter deixa muito a desejar, que se tem conhecimento da vida que eles levam, de dia e de noite, de um passado duvidoso, que continua no presente e se projeta para um futuro de excessos de vária ordem: do álcool, passando pela prostituição até à droga, de uma vida parasitária ou quase, de uma situação de negação de quaisquer compromissos familiares, a Mulher que pactua, convive, relaciona-se, mais ou menos estreitamente, com tais criaturas, corre sérios riscos de vir a ser desvirtuada, toda a sua honestidade, reputação e bom nome, caem, irremediavelmente, na “lama”, porque: “À mulher de César não lhe basta ser séria; também tem de o parecer”.
Nesta sociedade tão conturbada, onde os princípios, valores, sentimentos e emoções, parece que são cada vez mais “falsificados”, resta-nos a esperança de recebermos o apoio, os bons conselhos, os excelentes exemplos da Mulher Imaculada, seja ela a nossa mãe, a nossa esposa, a nossa namorada, a nossa amiga verdadeira, enfim, aquela Mulher que nós sabemos que nos quer bem, que nós amamos, respeitamos e também, quando necessário, protegemos.
Os olhos da sociedade, para o bem e para o mal, estão colocados na Mulher. Por isso, e nesse sentido, se apela à nossa outra “Alma Gêmea” em particular, e à Mulher em geral, para que cada vez mais dignifique a sua condição feminina, que honre o seu superior estatuto de mulher, esposa, mãe, filha, amiga. A Felicidade das pessoas, da família e da sociedade gira à volta da Mulher, este Ser magnífico que tanto nos pode orgulhar e ajudar a vencer as dificuldades da vida, como nos derrotar para todo o sempre.
Fica aqui, também, uma palavra para os homens que se consideram amigos fidedignos de senhoras e/ou que têm amigas verdadeiras: nunca permitam, na medida do possível, e no que de vós depender, que algum outro indivíduo, por qualquer processo, por qualquer posição mais privilegiada, por ascendentes que possa ter, que comprometa a idoneidade de uma Mulher honesta, porque há por aí muitos sujeitos, que gostam imenso de se exibir, de mostrar a sua alegada virilidade.
A felicidade de uma Mulher, quando ela tem a sua família constituída, que ama o seu marido e filhos, não pode ser atacada por quem quer que seja, deve, isso sim, ser protegida, a não ser que ela dê sinais em contrário e, em cado momento da sua vida, esteja a caminhar para uma rutura, todavia, ainda assim, nós, homens, educados, amigos verdadeiros e incondicionais de tais mulheres, devemos tudo fazer para que elas mantenham a sua respeitabilidade, dignidade, reputação e bom nome, até para salvaguarda da nobreza dos seus restantes familiares. Não deveremos ser oportunistas da fragilidade ou infelicidade de uma amiga, se realmente somos amigos dessa Mulher.
Venade/Caminha – Portugal, 2021
Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Maria Helena Toledo Silveira Melo: 'As incríveis mulheres de 32!'
Maria Helena Toledo Silveira Melo
AS INCRÍVEIS MULHERES DE 32!
Neste dia dedicado às Mulheres, quero homenagear estas Incríveis Mulheres de 32. É impossível não deixar de reconhecer o quanto elas foram importantes na Revolução Constitucionalista.
As mulheres brasileiras tiveram participação ativa, não só na retaguarda, como também nas trincheiras.
Maria Stela Sguassábia, de São João da Boa Vista (Mário Soldado), professora e Maria José Bezerra de Limeira (Maria Soldado), cozinheira, empunharam o fuzil e foram para as frentes de batalhas. De Piracicaba, Maria de Almeida Silveira vestiu o uniforme e foi para o fronte e Odila de Souza Diehl salvou uma Bandeira Paulista, escondendo-a debaixo de sua saia, bandeira essa que atualmente se encontra no acervo do Museu Prudente de Morais.
Índias e negras também foram, acompanhando seus companheiros, enfrentar o inimigo nos campos de combate e tantas outras que serviram com coragem ao Movimento Constitucionalista. A elas, nossas honras e nosso reconhecimento.
Mario dos Santos Meira, Ex-1º tenente, comandante da 4ª Cia. Do 1º. B.P.M.Civil, em 1935, disse:
“D. Maria Stella Sguassábia bateu-se durante toda a luta como verdadeira espartana e com os seus companheiros de trincheiras; recebeu diretamente o ataque das tropas contrarias, sem nenhum desfalecimento, sem alimentação e mesmo sem água para beber, mantendo-se calma, sem soltar uma única queixa, tornando-se alvo da admiração e estima de todos os companheiros.”
E o Jornal A Gazeta, na edição de 5 de setembro de 1932, publicou o seguinte sobre Maria Soldado:
¨Uma mulher de cor, alistada na Legião Negra, vencendo toda a sorte de obstáculos e as durezas de uma viagem acidentada, uniu-se aos seus irmãos negros em pleno entrincheiramento na frente do sul, descrevendo a página mais profundamente comovedora, mais cheia de civismo, mais profundamente brasileira, da campanha constitucionalista, ao desafiar a morte nos combates encarniçados e mortíferos para o inimigo, MARIA DA LEGIÃO NEGRA! Mulher abnegada e nobre da sua raça.”
Um Feliz Dia à todas as mulheres que de uma maneira ou outra enfrentam suas batalhas diárias!!!
Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo
07/03/2019.
Instituto Federal de Itapetininga prepara palestras sobre o Dia Internacional da Mulher
O projeto ‘II Discussões Femininas do IFSP’
será realizado dia 8 de março no prédio da escola
Os participantes receberão certificados.
Inscrições: dias 6 e 7 fr março.
Duas palestras marcarão o evento:
‘A luta da mulher na contemporaneidade’, por Thais Maria S. Vieira, no Auditório Informática, às 8 e 9h30 horas
e
‘Assédio moral, social e violência doméstica’,por Luciana Terra Vilar, no Auditório Mecânica, às 8 e 9h30