Concreto de Gelo

No espetáculo, um arquiteto está recluso em seu estúdio de 15 m² há alguns dias e faz uma retrospectiva de sua vida. O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é o tema desta nova produção teatral

Concreto de Gelo - Foto Divulgação
Concreto de Gelo – Foto Divulgação

SAÚDE MENTAL E ETARISMO SÃO TEMAS DE ESPETÁCULO CYBERPUNK

Concreto de Gela – Foto divulgação

Concreto de Gelo é o título do 60º espetáculo da Cia. das Artes Dramáticas (CAD)e fecha a trilogia de saúde mental abordadas em outros textos de Julio Carrara: Castelos de Areia (transtorno bipolar) e Voar é com os Pássaros (sociopatia). O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é o tema desta nova produção teatral.

Vivemos sob uma luz artificial que ilumina tudo, menos a realidade. Em A Sociedade do Espetáculo (1967), Guy Debord descreve uma sociedade onde as imagens, a mídia e o consumo substituem a experiência real, criando uma forma de dominação social onde a vida se torna uma representação, alienando os indivíduos e transformando o ‘ser‘ em ‘parecer‘, com a cultura de massa controlando a consciência e o comportamento. As redes sociais, o uso excessivo de filtros e a ditadura da beleza potencializaram significativamente o TDC criando um ambiente propício para a comparação social e a internalização de padrões de beleza inatingíveis.

No espetáculo, um arquiteto está recluso em seu estúdio de 15 m² há alguns dias e faz uma retrospectiva de sua vida. Diagnosticado com TDC e viciado nas redes sociais, ele é vítima de etarismo. A partir daí, seus pensamentos obsessivos e inseguranças relacionados a supostos ‘defeitos’ na aparência ficam exacerbados.

A encenação tem a estética Cyberpunk – subgênero visual e temático da ficção científica que mistura ‘alta tecnologia e baixa qualidade de vida(Hich tech, low life) e é ambientada em São Paulo que, segundo dizem, é a cidade mais Cyberpunk do Brasil. 

Concreto de Gela – Foto divulgação
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BREVE HISTÓRICO DA CIA. DAS ARTES DRAMÁTICAS (CAD)

A Cia. das Artes Dramáticas (CAD) foi fundada por Julio Carrara em 25 de março de 1995 em Votorantim. As apresentações eram realizadas nos centros comunitários, escolas estaduais e na primeira sede do Teatro de Bolso Tatiana Belinky, que funcionou durante todo o ano de 1999 no prédio da subsede do Sindicato dos Têxteis. Em dezembro de 2000, Danielzinho e o Sono, de Ricardo Gouveia foi o primeiro espetáculo encenado no Teatro Municipal Francisco Beranger inaugurado nessa ocasião. 

Com a profissionalização do grupo, em 2005, as montagens passaram a ser apresentadas em São Paulo. Depois da Chuva, O Anjo Maldito, Adega dos Anjos e João Magriço foram algumas delas, alcançando grande repercussão do público e da crítica.

O ano de 2017 marcou a execução de mais um projeto: a série Contos Radiofônicos. Durante dois anos foram produzidos 150 audiodramas do gênero noir (caracterizado por pessimismo, fatalismo e histórias sombrias) para o canal Cadnoar. (https://youtube.com/cadnoar)

Em 8 de dezembro de 2019, o espetáculo A Onça e o Bode inaugurou a nova sede do Teatro Tatiana Belinkyna cidade de Sorocaba. Mas devido à pandemia de COVID-19, as atividades passaram a ser virtuais e o canal CAD Quarentena teve seu lançamento no Youtube. Até o momento foram exibidos 209 programas entre leituras dramáticas e bate-papos com dramaturgos cujo objetivo é traçar um panorama do teatro brasileiro. (https://youtube.com/CADQuarentena)

Bereca, a Intrometida, escrita e dirigida por Elvira Gentil, marcou a reabertura do Teatro, em fevereiro de 2024. Nesse mesmo ano aconteceram duas edições da Mostra de Monólogos (dedicadas à Elvira Gentil e Gabriela Rabelo), a Mostra de Dramaturgia (dedicada à Regina Helena de Paiva Ramos) e o Sarau Bocas da Cidade.

A Cia. das Artes Dramáticas (CAD)recebeu inúmeros prêmios em Festivais de Teatro, incluindo os de Melhor Direção em sua trajetória de três décadas. E para celebrar essa data, Concreto de Geloentra em cartaz.

Concreto de Gela – Foto divulgação

Ficha Técnica

Texto, Direção e Sonoplastia: Julio Carrara

Com: Luciano Schwab

Vozes em off: Alexandre Valentim, Ana Lúcia Mendes, Daniel Nunes, Igor Ogri, Jee México, Otávio Balieiro, Roberto Borenstein e Silmara Gussi

Depoimentos em vídeo: Antonio Carlos Bernardes, Cibele Troyano, Cláudia Dalla Verde, Gabriela Rabelo, Regina Helena de Paiva Ramos e Rosane Gofman.

Poema Sem Eufemismos de Leila Miccolis – escrito especialmente para o espetáculo

Máscara Olé (pintura e colagem): Fernando Castioni

Cenografia e Figurinos: Ana Duarte

Iluminação: Luciano Schwab

Maquete: Santiago Ribeiro

Cenotécnica: Marcelo V. Hessel 

Fotos, Design Gráfico e Vídeos: Alexandre Valentim

Interprete de Libras: Afenda Assessoria (Walkiria Santos Costa) 

Realização: Cia. das Artes Dramáticas (CAD) e Teatro de Bolso Tatiana Belinky

Produção e Supervisão Geral: Julio Carrara

Concreto de Gela – Foto divulgação

Serviço

Espetáculo: CONCRETO DE GELO

Texto e Direção: JULIO CARRARA

Poema: LEILA MICCOLIS

Ator: LUCIANO SCHWAB

Gênero: CYBERPUNK

Classificação: 16 ANOS

Duração: 50 MINUTOS

Temporada: DE 16 DE JANEIRO A 8 DE FEVEREIRO DE 2026 (DE SEXTA A DOMINGO) 

Horários: SEXTAS E SÁBADOS ÀS 20:30 HORAS E DOMINGOS ÀS 19:30 HORAS

Local: TEATRO DE BOLSO TATIANA BELINKY

Endereço: ALAMEDA FRANCA, 864 – VILA NOVA SOROCABA

Capacidade: 20 LUGARES

ENTRADA GRATUITA (Os ingressos estarão disponíveis no local com uma hora de antecedência e também podem ser reservados pelo Whatsapp: 11 943372368 com Julio Carrara)

O espetáculo começa pontualmente. Não será permitida, em hipótese alguma, a entrada após o início da sessão
Este espetáculo foi produzido com recursos da Lei Aldir Blanc através do Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura de São Paulo e Secretaria de Cultura de Sorocaba.

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Amor de Manjericão

Resenha do livro “Amor de Manjericão” de Ana Paula Couto, pela Editora Ases da Literatura.

Livro "Amor de Manjericão" de Ana Paula Couto

RESENHA

Uma mulher, com uma vida tranquila, que se casa cedo, mas, após muitos anos de união, descobre uma traição e se separa. Seu mundo caiu, e em meio ao caos, ainda perde sua mãe.

Chorou muito. Mas um dia acordou, pensou e decidiu: Hora de recomeçar.

Um livro narrado pela protagonista.

A mim, pareceu uma conversa com uma amiga próxima, que me contava suas confidências, suas histórias, seus medos e sua felicidade.

Li este livro totalmente absorta, tal é o capricho e carinho da autora em sua narrativa.

Me vi na história, sofri, chorei e ri muito, porque a protagonista é irônica consigo mesma. Torci, torci muito, em todas as páginas, como se torce por aquela amiga querida, para que ela seja, no próximo instante, mais e mais feliz.

É uma narrativa de vida, que pode ser a de qualquer pessoa que você conheça, ou de você.

Fala sobre assuntos importantíssimos, sem perder a ternura, a alegria, a suavidade e a delicadeza.

Um livro lindo, potente, amoroso e necessário, que me tocou a alma.

Super recomendo. Leiam!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Ana Paula é uma escritora amante de crônicas. Já participou de várias antologias e coletâneas.

E como ela mesma diz, anda se “aventurando e gostando” de escrever contos também. (Sorte a nossa!).

Esta escritora de fala sensível nos conta que ‘Amor de Manjericão’ foi todo pensado nas mulheres desde a escrita fluida aos temas importantes sobre o cotidiano feminino.

Também é uma forma que Ana encontrou de homenagear a várias escritoras. Cada capítulo do livro tem uma citação de uma escritora renomada.


Amor de Manjericão surgiu por um desejo de retratar questões do universo feminino. Por intermédio de experiências vividas pela própria escritora e pela observação das vivências das mulheres que circundaram a vida da autora, nasceu esse romance que trata com leveza sobre temas como síndrome do ninho vazio, relações familiares, divórcio, etarismo, sexismo, amor e superação.

Ana Paula Couto


SINOPSE DO LIVRO

“No alto do mirante ficamos em silêncio. Coisa que nos caía muito bem também. Abraçados ficamos envoltos ao que estávamos sentindo e à energia da natureza.

Caio e eu abraçados, o céu berrando seu azul, as árvores lindas, a cidade lá embaixo e nós sozinhos, como se estivéssemos no topo do mundo, inatingíveis, intocáveis e sós.

Tão juntinhos, porém sós e mergulhados em nós mesmos.” (…)

AMOR DE MANJERICÃO é um sopro, um instante, assim como a vida. É uma conversa entre uma mulher e outras mulheres.

Para o mundo, é uma chance ímpar de encontros e descobertas sob um prisma feminino. Muitas vezes, damos voltas e mais voltas até encontrar nosso caminho.

Nessas idas e vindas, não é raro nos sentirmos perdidos, desorientados e soltos. Mas é nessa hora que se abre um portal, um achado, uma oportunidade.

É perdendo-se e revirando-se do avesso que podemos, enfim, apreciar o verso de quem somos.

Embora a obra tenha uma voz feminina, ela a todos aproxima e atinge, sem distinções, pois trata de recomeço, reencontro, autoestima e amor, em suas variadas formas.

Assim acontece com a mãe de Laurinha que, estando completamente perdida após completar quarenta anos e enfrentar um divórcio, decide encontrar a si mesma, abrir suas asas e alçar voo para um novo começo.

Não é difícil perceber nessa história o forte olhar feminino sobre a vida e as nuances da trajetória de uma mulher que não desiste de si mesma.

Perceber-se mulher, ganhar seu espaço e voltar a amar nem sempre são tarefas simples. E para essa mãe não foi. Mas, por que não tentar?

O manjericão entra aqui não só como tempero, mas como um aroma, um sabor, um gosto que precisamos ter pela vida. Essa erva aromática traz a esse romance um toque sutil, mas capaz de transformar completamente essa mulher. (FONTE: Amazon)

SOBRE A AUTORA

Imagem da escritora Ana Paula Couto

Ana Paula Couto tem 54 anos, nasceu em Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro. É casada, tem uma filha.

Formou-se na Faculdade de Letras e ingressou no magistério como professora de Línguas Inglesa e Portuguesa.

Começou a escrever na adolescência e sempre se sentiu mais representada pela palavra escrita do que pela falada.

Por muitos anos a escritora ficou adormecida, dando luz à educadora.

Em 2020, em meio à pandemia, a até então só professora, viu-se tragada pela necessidade de expressar-se novamente através das palavras e voltou a escrever contos e crônicas Em 2021 participou da ‘Antologia da Pandemia – Diário dos Confinados’ pela Editora Resilience e também da coletânea ‘Lendas da Nossa Terra: Quem conta um conto?’ pela mesma editora.

Em julho de 2022 lançou mais alguns contos e crônicas na coletânea DELAS PARA ELAS pela Editora Inovar.

Acaba de publicar em junho de 2023 mais um conto e uma crônica na coletânea ‘Juntas e Diversas’ pela Editora InMediares.

Há alguns anos retomou à escrita de um conto que se transmutou, tornando-se o romance AMOR DE MANJERICÃO, primeira obra solo da autora publicada em dezembro de 2022 pela Editora Ases da Literatura.

OBRAS DA AUTORA

Livro "Amor de MAnjericão" de Ana Paula Couto

ONDE ENCONTRAR O LIVRO


Resenhas da colunista Lee Oliveira