O Negro d’Água

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora

‘O Negro d’Água e os mistérios da alma humana’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing - 18 de agosto de 2025, às 20:30 PM
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O Brasil é terra de encantos, crenças e tradições que atravessam gerações. Agosto, mês do folclore, nos convida a olhar para nossas raízes culturais e compreender como elas dialogam com a vida, a saúde e a espiritualidade. Entre as histórias que emergem das águas profundas dos rios amazônicos, encontramos a figura enigmática e temida: o Negro d’Água.

A Lenda Amazônica

O Negro d’Água — ou Nego d’Água — é descrito como um ser místico, metade homem, metade peixe, de pele escura e olhos cintilantes como brasas. Vive nos rios, igarapés e lagoas da Amazônia, e sua missão é proteger a natureza e os segredos das águas. Diz a tradição que ele aparece repentinamente para pescadores desavisados, virando canoas, afundando barcos e assustando aqueles que exploram o rio sem respeito.

Conta-se que, quando o Negro d’Água emerge, a superfície do rio se agita como se estivesse em fúria, revelando a força da natureza contra quem ousa abusar de sua generosidade. O ribeirinho sabe: não se deve pescar além da necessidade, nem desrespeitar a vida que habita as águas, pois o guardião pode se levantar.

Essa lenda não é apenas um conto para amedrontar crianças. Ela traz uma lição profunda: o equilíbrio entre o homem e o meio ambiente. O Negro d’Água surge como lembrança de que o ser humano não é dono da natureza, mas parte dela.

Assim como os rios têm sua força e mistério, também o corpo humano guarda correntes invisíveis que fluem em silêncio — o sangue que circula, a respiração que nos dá vida, a energia que nos move.

Se olharmos para além do mito, percebemos que o Negro d’Água pode ser compreendido como metáfora daquilo que habita as profundezas da alma: nossos medos, angústias, traumas e sombras internas. Assim como o pescador precisa aprender a respeitar as águas, cada um de nós precisa olhar para dentro e respeitar os movimentos ocultos de nossa mente e coração.

Muitas vezes, quando negamos nossas emoções, quando reprimimos sentimentos, o ‘Negro d’Água interior’ pode emergir em forma de ansiedade, estresse, depressão ou até doenças psicossomáticas. A saúde integral nos convida a reconhecer e dialogar com essas forças, buscando harmonia entre corpo, mente e espírito.

Assim como o Negro d’Água guarda o rio, somos chamados a sermos guardiões de nosso próprio corpo e da casa comum — o planeta. Respeitar nossos limites, nutrir a mente com pensamentos saudáveis, cuidar da respiração, exercitar o corpo, alimentar-se com equilíbrio e buscar espiritualidade são formas de honrar a vida.

O folclore, portanto, não é apenas uma lembrança cultural: é uma chave de sabedoria para o presente. A lenda amazônica ecoa como alerta: se abusarmos do que nos foi dado, seja no ambiente ou na própria saúde, o desequilíbrio se levantará contra nós.

Que neste mês do folclore possamos ouvir a voz ancestral que ressoa nas águas do Brasil profundo. O Negro d’Água não é apenas um ser do imaginário popular, mas um símbolo que nos lembra da importância de respeitar a natureza, honrar nossas raízes e cuidar de nossa saúde integral.

Assim como os rios precisam fluir livres e limpos, nossa vida também precisa correr em equilíbrio — para que corpo, mente e espírito naveguem em paz.

Joelson Mora

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Cultura: expoente máximo da pessoa humana

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:

‘Cultura: expoente máximo da pessoa humana’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
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às 15:46 PM

Pelo estudo do folclore e da etnografia, melhor se pode compreender o passado que, é parte de toda a pessoa; raiz da existência humana; e suporte de uma cultura, neste caso, a portuguesa, a qual se revela no modo de vida de um povo, na sua forma de agir, sentir e pensar, com base num conjunto de princípios, valores, sentimentos e práticas, e que estão adequados à persecução de um ideal.

O homem português tem que, face aos poderosos meios científicos e técnicos ao seu alcance, assumir a sua cultura, com tudo o que ela comporta, sem vergonhas, nem complexos, retirar do esquecimento as suas seculares tradições, recapitular o mundo antigo, antecipar para o futuro o classicismo greco-romano, do qual, e de resto, nasceram valores inestimáveis, nomeadamente: a Honra, o Respeito, o Humanismo, o Direito, a Justiça, a Liberdade, a Igualdade, a Fraternidade, entre muitos outros, hoje tão ignorados, ou ridicularizados, ou pelo menos, não assumidos.

Neste caso, todos aqueles grandes princípios, valores e sentimentos que, o Cristianismo, entre outras religiões, encerra, consubstanciados no Amor, na Verdade, na Solidariedade, na Lealdade, na relação antropológica do “Eu-Tu”, sob a Luz de um Ser Absoluto e Supremo, que de facto tudo fundamenta, é que dão esta dimensão inigualável da pessoa verdadeiramente humana.

Apesar do que fica escrito, a cultura portuguesa não está, ainda, completamente degradada, porque os cidadãos, inseridos numa civilização do tipo ocidental, conseguem, não obstante os vários movimentos supernacionalistas, manter uma certa referência ao passado, e uma distinção em reação a outros tipos civilizacionais e, como que “renascendo das cinzas”, mostrar aos parceiros internacionais um valioso património cultural, com base no sentimento emocional que carateriza a cultura portuguesa.

Esta cultura nacional é um processo de valorização do humano, mais de formação de caráter do que transmissão de saberes, dentro de um rigoroso conceito de humanismo, através da arte, da literatura, da filosofia e do vasto leque das outras ciências sociais e humanas.

Exatamente, dentro deste espírito, parece lógico e razoável que os governantes portugueses, independentemente das ideologias político-partidárias, dinamizem todo um processo educacional, em ordem à assunção dos valores mais tradicionais, e também em relação à salvaguarda dos princípios universais aceites pelo conjunto das nações.

Nesse sentido, justificam-se, plenamente, a desilusão, praticamente generalizada, sobre a desvalorização que certas disciplinas vêm tendo nos currículos do ensino em Portugal. A pouca carga horária, por exemplo, atribuída à disciplina de Filosofia, provoca, seguramente, uma certa “acefalia” no pensamento português, reduzindo a pessoa a uma mera máquina do sucesso material, robotizando-a naquilo que ela tem de mais profundo e livre que é o seu próprio pensamento, o seu “Eu”, a sua capacidade crítica, afinal, parte integrante da cultura.

É indubitável que, nas horas mais difíceis, deve triunfar a parte melhor que existe dentro da pessoa verdadeiramente humana, mas para que tal se verifique ela deve possuir formação humanística, deve ser culta e, na posse destes dois elementos, ela será, obviamente, solidária, amiga, leal, compreensiva, tolerante, inteligente, encontrando as soluções corretas e justas, para os problemas mais delicados.

O homem sem cultura é como um prisioneiro de preconceitos absurdos, isolado do seu contexto histórico, cultural, social e também religioso. A Cultura dá esperança ao homem e esta é a “última a morrer”, constituindo, por isso mesmo, uma saída para as crises, e para a projeção de um futuro mais promissor, porque sem esperança o homem não tem destino, não idealiza um projeto de vida, e jamais alcançará a felicidade suprema da realização pessoal, enquanto pessoa humana, de deveres e direitos, enquanto “animal de cultura”, dotado de inteligência e vocacionado para as mais elevadas realizações ecuménicas.

Venade/Caminha – Portugal, 2025
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Jornal ROL homenageia o poeta, escritor e compositor folclorista Francisco Garbosi

Francisco Garbosi, folião de Reis desde criança, também é atuante como mestre embaixador desde 1961



O jornal Cultural ROL, reconhecido internacionalmente por sua relevância como disseminador da cultura, homenageia o escritor, poeta e folclorista mineiro Francisco Garbosi, que, ainda hoje, aos 84 anos, faz questão de mostrar seu primoroso trabalho em prol da cultura, especialmente em relação a uma das festas populares mais comemoradas da história do folclore brasileiro, a ‘Folia de Reis‘, uma festa de caráter religioso realizada entre o período do Natal até o Dia de Reis, em 6 de janeiro.

Um eterno folião

Nascido em 1º de janeiro de 1939 em Paraguaçu-MG, filho de Ângelo Garbosi e Geralda Francisca de Jesus. Frequentou a escola mista rural do bairro Aparecida, em Tapiratiba – SP. Em 1950 mudou para o município de Londrina, onde trabalhou nas lavouras de café e em 1972 veio para a cidade, onde trabalhou na empresa Viação Garcia como cobrador; na empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina, como cobrador, fiscal e despachante de tráfego e na empresa Colégio Maxi, como segurança patrimonial noturna. É casado desde 20 de setembro de 1961, pai de 4 filhos, 8 netos e 4 bisnetos. É poeta, compositor e folclorista, como folião de Reis desde criança, mas como mestre Embaixador desde 1961 e em 1989 formou o grupo Mensageiros da Paz Londrina PR, que mantém atual até hoje.

Francisco é autor de várias obras literárias e considerado um dos mais antigos folião. Traz consigo a tradição desde a infância, e hoje, aos 84 anos, ainda encanta a todos com seu talento e disposição.

No dia 10/05/2023, entrevistamos Francisco, no programa Ver-arte, que aexibido toda quarta-feira, às 20h, pelo Intagram.

Link da entrevista: https://www.instagram.com/tv/CsFPCRvBKOO/?igshid=MTc4MmM1YmI2Ng==

Instagram do autor: https://instagram.com/franciscogarbosi?igshid=MzRlODBiNWFlZA==

A Folia dos Reis

Ariano Suassuna com Francisco Garbosi – Jornal Folha Norte 2006 Londrina-PR

Na Folia de Reis, grupos organizados de pessoas saem pelas ruas da cidade, visitando as casas e tocando músicas populares e entoando cânticos bíblicos em homenagem aos reis magos e ao nascimento de Jesus. Com os músicos, vão pessoas vestidas com roupas de personagens ligados ao tema da festa.

Alguns aspectos tradicionais da Folia de Reis foram trazidos para o Brasil no final do período colonial (provavelmente no começo do século XIX), pelos portugueses. Porém, de acordo com estudiosos da cultura popular, esta festa tem sua origem na Espanha.

A porta de entrada foi o nordeste brasileiro. Porém, em nosso país, a Folia de Reis ganhou traços culturais particulares, incorporando aspectos da cultura brasileira. Um destes exemplos está presente na música, com a presença das batidas típicas dos tambores africanos.

Vale dizer também que a Folia de Reis possui traços particulares em cada região do Brasil, inclusive, em Minas Gerais, terra do escritor e folclorista, que conheceu pessoalmente grandes nomes da literatura, a exemplo do escritor Ariano Suassuna, pelo qual tem grande carinho e admiração.

Livros de Francisco Garbosi

               




Entre redemoinhos de vento e pitadas, bate-papo abordou experiências vividas com o brasileiríssimo Saci

 No dia 30 de outubro, na Biblioteca Infantil de Sorocaba, o escritor, historiador e colunista do ROL Carlos Carvalho Cavalheiro recebeu convidados para o lançamento do livro ‘Reabertura do inquérito sobre o saci’ e para um bate-papo sobre  um dos mais famosos personagens do folclore brasileiro!

 

A partir de convite feito pelo jornal “O Estado de São Paulo”, Lobato incentivou as pessoas a encaminharem relatos sobre o mito do Saci-Pererê. O sucesso foi tanto que um ano depois o material foi compilado num livro: ‘Sacy Pererê – Resultado de um Inquérito.
Em 2006 o pesquisador, escritor e historiador sorocabano Carlos Carvalho Cavalheiro resolveu ‘reabrir’ o Inquérito e disponibilizou pela internet as histórias, desenhos, poesias e outras criações enviadas de todos os cantos.
De 2006 a 2017 o Inquérito esteve “reaberto” na página da internet da Editora Crearte: http://www.crearte.com.br/saci.htm.
Neste ano em que o Inquérito de Lobato completa 100 anos, o historiador sorocabano resolveu publicar em forma de livro todo material disponibilizado na internet. São dezenas de histórias e relatos que dimensionam o quanto o mito ainda sobrevive em nossos tempos. Além disso, o material é rico em informações e permite um estudo comparativo com as histórias recolhidas por Monteiro Lobato.
Em outras palavras, a “Reabertura do Inquérito sobre o Saci“, título dado ao livro, permite comparar e perceber as transformações do mito Saci decorridos 100 anos.
Com mais de quarenta colaborações, Carlos Cavalheiro resolveu transpor da internet para as páginas do livro impresso a Reabertura do Inquérito do Saci.
Com 112 páginas, o livro traz relatos curiosos e de escritores consagrados como Luiz Galdino, os pesquisadores Andriolli Costa, Alexandre Fávero, Chico Nogueira, Mathias Schelp e os sorocabanos Geraldo Bonadio, Élcio Mário Pinto, Sergio Diniz da Costa, Jorge Facury, Adriana da Rocha Leite, Débora Brenga entre outros. A imagem da capa é de autoria de Luis Magnani, que enviou a imagem para o Inquérito.
De acordo com o organizador, o material é interessante pela abrangência das contribuições, além de permitir acompanhar as transformações do mito do Saci ao longo do tempo já que se pode comparar os relatos recolhidos por Lobato com esses mais atuais.
O livro pode ser adquirido com o organizador pelo preço de R$ 20,00 + frete.
Carlos Carvalho Cavalheiro é professor de História da rede pública de Porto Feliz. Mestre em Educação pela UFSCar. Historiador, poeta, pesquisador e escritor, colabora com os jornais “Tribuna das Monções” e “ROL”.
Na abertura do bate-papo, Carlos Cavalheiro lembrou que desde a infância o mito do Saci o atrai, especialmente porque na sua geração a imagem foi fixada pela série de TV ‘Sítio do Picapau Amarelo’, alimentando a imaginação das crianças daqueles idos dos anos 1970 e 1980. E citou um fato curioso ocorrido com ele, que, em tendo guardado um saci durante muito tempo numa garrafa, resolveu soltá-lo, na Gruta de Porto Feliz. Entre a intenção e o ato em si, as situações curiosas e até cômicas, envolvendo a escola onde leciona, em Porto Feliz.
Em seguida, vários convidados, entre eles a escritora Adriana da Rocha Leite e o escritor Élcio Mário Pinto relataram experiências pessoais envolvendo o saci.
Para Adriana, o saci é um personagem real desde sua tenra idade, ainda que não tendo as mesmas características físicas do saci de Lobato. E sua amizade com esse personagem era tal que ele a teria livrado de muitas situações difíceis na escola onde estudava, perante seus coleguinhas.
Élcio Mário Pinto, por sua vez, e também pautado em experiências pessoais com o mito, lançou recentemente o livro ‘Pererezadas: um jeito sacizeiro de ser’, onde faz uma ressignificação do saci.
Abaixo, momentos do lançamento e do bate-papo:
  
  
  
  
  

  




Itapetininga terá evento em homenagem ao Folclore

Folclore e Literatura

Reescrita e novas ilustrações dão novos ares a livro de 2002

Para comemorar o Dia do Folclore as autoras Maria Nunes da Costa Menk e Luciane Camargo estão organizando a ‘Terça Cultural’ do Folclore de Itapetininga, juntamente com a Secretaria de Cultura e Turismo de Itapetininga. Durante o dia as autoras estão contando lendas e conversando com os alunos que farão visitas ao Centro Cultural.

O evento contará também com a presença de Milene França, da Biblioteca Municipal de Itapetininga, contando histórias sobre o Folclore para as crianças.

Depois, a partir das 18h, haveráo evento aberto ao público do lançamento do Livro ‘Lendas de Itapetininga – 2ª Edição’, também no Centro Cultural, no Largo dos Amores, com diversas brincadeiras para as crianças interagirem umas com as outras das 18h às 20h. Entre as brincadeiras, o ‘Acerte a Barrica’ e o ‘Coloque os Olhos no Raimundão’, criadas pelas autoras. Essas brincadeiras remetem as crianças a alguma lenda contada no livro, fazendo assim com que as crianças aprendam brincando.

Em seguida haverá exposição dos personagens folclóricos e suas respectivas lendas, música e comidinhas típicas, espaço para autógrafos dos livros com as autoras, e duas atrações principais: uma peça de teatro sobre o ‘Raimundão’, pelo grupo Tapanaraca e o concurso ‘Melhor Fantasia de Folclore’.

Raimundão, Saci, Mulher de Branco, Loira do Banheiro, todos esses estarão concorrendo ao prêmio que será: O TESOURO DO RAIMUNDÃO!

Haverá a venda dos livros pelas autoras e quem adquirir o livro ganhará um brinde artesanal.

O evento será encerrado às 21h.

 

Sobre as autoras

Maria Nunes da Costa Menk

Maria Nunes da Costa Menk nasceu em Tatuí, Estado de São Paulo, em 1949. Cresceu na cidade vizinha de Itapetininga, onde vive até hoje. Licenciada em Português, Inglês, Pedagogia e Supervisão Escolar pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Itapetininga, estreou na literatura com a publicação do livro Lendas de Itapetininga (2002). Alguns anos depois, escreveu o livro Eleição, Momento Sublime da Democracia (2004) e Lendas de Itapetininga e Região (2014), em parceria com Luciane Camargo, dando continuidade ao trabalho literário cultural que começou ainda como professora. Atuou durante vinte e cinco anos na Rede Municipal de Itapetininga e seis anos na Rede Estadual. Filha de Benedito Nunes da Costa, ex-combatente, e de Odila de Oliveira Costa.

Luciane Camargo

Luciane Camargo nasceu em Itapetininga, Estado de São Paulo, em 1985. Cresceu na mesma cidade e se mudou para São Paulo quando ingressou na Faculdade de Letras pela Universidade de São Paulo (USP), onde também concluiu o curso de Tradução e Interpretação pela Associação Alumni e pós-graduação em Interpretação de Conferência pela Universidade Gama Filho (UGF), atual Estácio. Morou nos Estados Unidos de 2006 a 2007, onde teve a oportunidade de estudar na Universidade de Harvard, e, durante alguns meses, morou na Itália no ano de 2011. Em 2014, de volta à Itapetininga, lançou o livro Lendas de Itapetininga e Região em parceria com Maria Nunes da Costa Menk. Além de trabalhar ativamente como tradutora, está engajada em projetos culturais da cidade que envolvem o Folclore.

 

Saiba mais sobre o Projeto Lendas de Itapetininga e Região

Dando seguimento ao trabalho desenvolvido em parceria no livro Lendas de Itapetininga e Região (2014), Maria Nunes da Costa Menk e Luciane Camargo se uniram mais uma vez para publicar novamente o livro Lendas de Itapetininga, inicialmente escrito em 2002 e agora reescrito pelas duas autoras e com novas ilustrações desenvolvidas por Magno Almeida Cunha.

“Despertar o interesse em uma criança com histórias do passado, diante de um mundo tão tecnológico, futurista e globalizado, é um grande desafio. Alcançar esse desafio, é uma grande vitória!

Nós, do livro Lendas de Itapetininga e Lendas de Itapetininga e Região, ficamos muito felizes e emocionadas ao ver nosso trabalho trazer esse sentimento de encanto e curiosidade nas crianças e nos adultos, passando a tradição oral da nossa cidade de geração a geração, através das Lendas imortalizadas nos livros que escrevemos.

A segunda edição deste livro traz, não apenas novas ilustrações para cada lenda, como também uma reescrita para enriquecer ainda mais as Lendas contadas tantos anos atrás pelos moradores da cidade.

Esse resgate cultural é de grande valor para todos que se relacionam com a cidade de Itapetininga, refletido como um dos bens mais preciosos da humanidade: o conhecimento. Conhecer as nossas raízes, a nossa história, é conhecer melhor a nossa própria identidade. E a identidade do interior tem toda a sua riqueza para ser passada, registrada, lida e repassada.”

O livro traz 38 lendas e contos de Itapetininga ilustrados para colorir e despertar ainda mais o interesse em crianças e adultos.

Aqueles que gostam de seguir as novidades relacionadas ao livro virtualmente, podem curtir a página do Facebook – Lendas de Itapetininga e Região <https://www.facebook.com/pages/Lendas-de-Itapetininga-e-Regi%C3%A3o/350177531786360> – e também o canal do YouTube Lendas de Itapetininga e Região <https://www.youtube.com/channel/UCo1nHB9mU-YvihcBIMY9yGg>, onde estão gravados alguns vídeos em que uma das autoras conta as lendas em pontos estratégicos da cidade de Itapetininga onde elas ocorreram.

O livro estará disponível nas bibliotecas da cidade e poderá ser adquirido nas livrarias e papelarias da cidade, bem como on-line por meio da página do Facebook – Lendas de Itapetininga e Região – ou pelo e-mail  lucianecamargo@hotmail.com.

 




Começa '55ª Semana Cornélio Pires' com música, cinema e teatro em Tietê

Todas as atrações são gratuitas e a indicação é livre

 Evento inicia nesta sexta-feira (21) e termina no dia 28.

Do G1 Itapetininga e Região

Saiu na TV Tem:

A 55ª Semana Cornélio Pires terá início a partir desta sexta-feira (21), em Tietê (SP). A comemoração ocorrerá até o dia 28 deste mês e promove atividades ligadas ao cinema, teatro, música e até cavalgada. Todas as atrações são gratuitas e a indicação é livre. Todo o dinheiro angariado com a venda de alimentos será revertido ao Fundo Social de Solidariedade (FSS) e escolas municipais. (Confira a programação abaixo)

O evento é realizado em homenagem a Cornélio Pires, antigo jornalista, escritor, poeta, folclorista e cantor que vivia na cidade. Ele é conhecido por ter sido o primeiro artista a gravar um disco de música caipira.

Cronograma:
Sexta-feira (21)
20h – Apresentações das escolas (Palco 2)
21h – Show de Felipe Ferreira (Palco 2)
23h – Show de Diego & Leandro (Palco 1)

Sábado (22)
14h – Reinauguração ‘‘Museu Cornélio Pires’’
14h30 – Pré-Estreia do curta-metragem ‘’O Enterro do Caipira’’, roteiro e direção de Robinson Borba (Parque Ecológico Cornélio Pires)
15h – Premiação concurso “Conte um Conto” (Parque Ecológico)
19h – Abertura da Festa (Praça Doutor Elias Garcia)
19h30 – Apresentações das escolas (Palco 2)
20h – Tropeirinhos do Rancho, de Tatuí (Palco 2)
22h – Show de Raizeiros, Sérgio Reis e Renato Teixeira (Palco 1)
0h – Show de Roberto Cristiano (Palco 2)

Domingo (23)
8h – Concentração da Cavalgada e Café da Manhã  (FAIT)
9h – Café Caipira com Moda de Viola e Roda de Prosa (Museu Parque Ecológico)
10h – Saída da Cavalgada (da Fait até o Parque Ecológico)
12h – Almoço com Queima do Alho (Parque Ecológico)
12h – Show do Clube dos Violeiros, de Salto (Parque Ecológico)
13h – Show de Kaio César (Parque Ecológico)
14h – Show de Tony Souto e Paulinho (Parque Ecológico)
15h – Show de Jangadeiro e Amorim (Parque Ecológico)
16h – Show do Clube dos Violeiros, de Salto (Parque Ecológico)
16h – Abertura da Festa (Praça Doutor Elias Garcia)
17h – Apresentações das Escolas (Palco 2)
18h – Teatro: ‘‘As Patacoadas de Cornélio Pires’’ (Praça Doutor Elias Garcia)
19h – Teatro Ambulante de Cornélio Pires (Palco 2)
20h – Show de Éder de Luca (Palco 2)
21h – Show de Christian & Cristiano (Palco 1)

Sexta-feira (28)
19h30 – Palestra: ‘‘Histórias de vida do Cornélio Pires’’ (Grupo Kardecista Missionários da Luz – Rua Joaquim de Paula, 75, Paraíso)

Do dia 22 ao dia 29
Visita ao ‘‘Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Cornélio Pires’’ (Parque Ecológico)




Semana do Folclore será celebrada em Itapetininga

 

A programação da Semana do Folclore prevê dança, música, contação de lendas, teatro e muitas atrações para a família

Em comemoração à Semana do Folclore, a Secretaria de Cultura e Turismo preparou uma programação especial.

Serão seis dias de muita cultura e diversão para toda a família. Todos os eventos são gratuitos.

Entre os dias 17 e 21 de agosto, de segunda a sexta-feira, na Biblioteca Municipal, os alunos das escolas da cidade se reunirão para ouvir, de manhã e à tarde, histórias do nosso folclore.

Na quarta-feira, às 14h, o encontro é aberto ao público.

Os adultos também são contemplados, como uma sessão especial do projeto Cine Clube, que acontecerá na terça-feira, dia 18, e trará a exibição do filme Tapete Vermelho. O filme é uma homenagem a Mazzaropi, protagonizado por Matheus Nachtergaele e apresenta um contraste entre o mundo rural e urbano. A exibição será no Auditório Abílio Victor, às 19h30.

No dia 22, sábado, Dia Internacional do Folclore, o Largo dos Amores será palco de apresentações de música, dança, teatro, além de contação de lendas, concurso de desenho e de fantasia folclórica e recreação para as crianças.

A programação acontecerá das 10h às 17h, é gratuita e aberta ao público.

Para finalizar, no dia 29, sábado, às 15 horas, o Tarde de Histórias também levará contação de lendas brasileiras aberta a toda a família.