Expansão da consciência

COLUNA SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora

‘Expansão da consciência:

A jornada mais importante da vida

Joelson Mora
Joelson Mora
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Todos nós nascemos com olhos capazes de enxergar o mundo, mas nem todos desenvolvemos a capacidade de compreendê-lo profundamente.

A expansão da consciência talvez seja uma das jornadas mais importantes que um ser humano pode viver. Não se trata apenas de adquirir conhecimento, acumular diplomas ou colecionar experiências. Trata-se de ampliar a forma como percebemos a nós mesmos, as pessoas ao nosso redor e o significado da própria existência.

A palavra consciência vem do latim conscientia, que significa “conhecimento compartilhado consigo mesmo”. Em outras palavras, consciência é a capacidade de perceber a realidade interna e externa de forma clara e profunda.

Quando uma pessoa expande sua consciência, ela deixa de viver no piloto automático. Passa a questionar hábitos, crenças, comportamentos e padrões que antes pareciam normais. Começa a perceber que muitas de suas escolhas foram influenciadas pela família, pela cultura, pela sociedade ou pelas circunstâncias da vida.

É como sair de um quarto escuro e abrir uma janela para a luz.

A ciência demonstra que nosso cérebro possui uma extraordinária capacidade de adaptação chamada neuroplasticidade. Isso significa que podemos aprender, desaprender e reconstruir formas de pensar durante toda a vida. Cada leitura, cada reflexão, cada experiência e cada diálogo significativo tem potencial para ampliar nossa percepção da realidade.

No entanto, a expansão da consciência não acontece apenas através da informação.

Vivemos uma época em que o acesso ao conhecimento é praticamente ilimitado. Nunca tivemos tantos livros, vídeos, cursos e conteúdos disponíveis. Paradoxalmente, muitas pessoas continuam desconectadas de si mesmas.

Informação não é transformação.

Uma pessoa pode conhecer todas as teorias sobre saúde e ainda assim negligenciar seu próprio corpo. Pode estudar relacionamentos e continuar repetindo os mesmos conflitos. Pode falar sobre espiritualidade sem jamais experimentar a paz interior.

A verdadeira expansão da consciência acontece quando o conhecimento se transforma em sabedoria.

E a sabedoria nasce da experiência refletida.

Ao longo da vida, passamos por alegrias, perdas, encontros, despedidas, vitórias e fracassos. Cada acontecimento pode nos tornar mais amargos ou mais conscientes. A diferença está na forma como interpretamos aquilo que vivemos.

Os grandes mestres da humanidade compreenderam essa verdade.

Filósofos, cientistas, líderes e pensadores de diferentes épocas apontaram para a mesma direção: o ser humano precisa olhar para dentro de si.

Quem conhece apenas o mundo exterior possui informação.

Quem conhece a si mesmo possui discernimento.

A saúde integral também está profundamente relacionada à expansão da consciência. Quando nos tornamos mais conscientes, passamos a compreender melhor os sinais do corpo, a importância do movimento, da alimentação equilibrada, do descanso adequado e da gestão das emoções.

Percebemos que saúde não é apenas ausência de doença.

É equilíbrio.

É coerência entre aquilo que pensamos, sentimos e fazemos.

É viver de forma alinhada aos nossos valores mais profundos.

A expansão da consciência também transforma relacionamentos. Quanto mais consciência desenvolvemos, menos julgamos e mais compreendemos. Menos reagimos impulsivamente e mais refletimos. Menos buscamos ter razão e mais buscamos construir pontes.

Passamos a entender que cada pessoa está travando batalhas invisíveis.

Que cada ser humano carrega sua própria história.

Que a empatia é uma das maiores expressões da inteligência humana.

Sob uma perspectiva espiritual, expandir a consciência é reconhecer que somos parte de algo maior. É perceber que a vida não se resume ao acúmulo de bens, títulos ou conquistas materiais.

Existe uma dimensão mais profunda da existência.

Uma dimensão que se manifesta no amor, na gratidão, no serviço ao próximo, na fé e na busca constante por evolução.

Talvez a expansão da consciência seja justamente isso: tornar-se cada vez mais humano.

Mais presente.

Mais desperto.

Mais conectado com aquilo que realmente importa.

No final da vida, dificilmente seremos lembrados pela quantidade de bens que possuímos ou pelos cargos que ocupamos.

Seremos lembrados pela luz que compartilhamos.

Pelas vidas que tocamos.

Pelo amor que espalhamos.

E talvez a maior expansão da consciência aconteça quando compreendemos que viver não é apenas existir.

É despertar todos os dias.

Joelson Mora

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Marilza Santos: 'Cinco pilares da Inteligência Emocional'

Marilza Santos

Para toda doença existe uma cura e um meio de melhorar

Você sabia que uma pessoa com baixa Inteligência emocional pode desenvolver sintomas de bipolaridade sem necessariamente sofrer desse mal?

O termo Quociente de inteligência (QI) é a capacidade intelectual de um indivíduo. Então, como pode uma pessoa considerada portadora de alto índice de inteligência intelectual afundar numa prova de vestibular, fracassar numa entrevista de emprego ou não saber lidar com o fim de um relacionamento?

Até a década de 1990 acreditava-se que o Quociente Intelectual determinava o sucesso profissional e até pessoal de um indivíduo, entretanto com a evolução da Ciência, da psicologia, da psiquiatria e atualmente da neurociência descobriram que além do QI, existe outro fator determinante na vida de uma pessoa. As discussões nessa questão são unânimes ao definir que os seres humanos possuem além da Inteligência Intelectual a Inteligência Emocional.

A Inteligência Emocional é a capacidade do ser humano de aprender a lidar com as próprias emoções e usufrui-las em benefício próprio e aprender a compreender os sentimentos e comportamentos dos outros.

Pessoa que não tem domínio das suas emoções como a raiva, inveja, ciúmes, ódio, mágoa, ressentimento, pode perder o controle facilmente e ser taxado como louco, disseminado e de antissocial. Para toda doença há uma cura e existe um meio de você melhorar seu comportamento, mas, é claro que isto não acontece de um dia para outro. Com prática e força de vontade tudo é possível.

Foi Daniel Golemam, jornalista, cientista especializado na área da Inteligência Emocional, quem elencou seus cinco pilares como:

1º- Conhecer as próprias emoções;

2º- Controlar suas próprias emoções;

3º- Automotivação;

4º – Empatia;

5º – Saber relacionar Interpessoalmente.

Vejamos os significados dos cinco pilares da Inteligência Emocional:

Conhecer as próprias emoções: Conhecer-se a si mesmo, ter noção das suas fraquezas, dos seus medos, das suas inseguranças faz de você uma pessoa equilibrada e Emocionalmente inteligente, pois adquirindo essa consciência evita que a pessoa aja por impulso, fazer auto avaliação internalizando o que sente e anotar numa agenda pode ajudar. Após tomar consciência de quem você é, quais são as suas fraquezas, você estará pronto para controlar suas emoções.

Controlar suas próprias emoções: Todos nós em situações estressoras, alguma vez na vida agimos por impulso. Isso acontece porque nosso inconsciente é mais rápido que nossa razão e antes mesmo de pensarmos nas consequências dos atos, tomamos decisões que poderemos nos arrepender pelo resto da vida diante de uma situação conflitante, por isso, evite pensar negativo, seja otimista, tente olhar com serenidade, reflita, acalme-se, saia do ambiente, procure alguma coisa para fazer e só depois de esfriar a cabeça, tome uma decisão.

Automotivação: Com certeza você tem metas na vida, tem ideais, planos, sonhos, esperanças e por fim, procura autogerenciamento consciente das suas metas e objetivos. Você estaria disposto a colocar tudo a perder num único minuto de vacilo? Então, controle-se! Motive-se!

Empatia: Ter empatia é saber se colocar no lugar do outro, enxergar no olhar, na expressão dos gestos, nas emoções do próximo. Fazer uma leitura corporal e analisar expressões não verbais.

Saber relacionar Interpessoalmente: Ter bons relacionamentos interpessoais significa ter consciência de que “nenhum homem é uma ilha isolada”, como disse Jhon Donne, e “Quem se isola procura sua própria vontade e se irrita contra tudo que é razoável” (Prov.18,1). Ser Inteligente emocionalmente significa ter bons relacionamentos.

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Portanto, os níveis de Inteligência Emocional podem ser alto, médio ou baixo, quanto à intensidade dessa capacidade incrível da mente humana vai depender única e exclusivamente de você mesmo, do seu esforço, da sua luta constante, do seu foco e das suas metas e objetivos. Se você deseja estar entre os melhores, no topo, no pódio, no lugar de vitória, aconselho que busque imediatamente adquirir a tão sonhada Inteligência Emocional, pois um alto Quociente Emocional fará com que você foque no positivo e se cerque de pessoas igualmente positivas, e acima de tudo “Guarda o teu coração acima de todas as coisas, porque dele brotam todas as fontes de vida” (Prov. 4,23).

Por Terapeuta Marilza Santos

Texto publicado originariamente na Coluna Diário das Emoções – Terapia de Resultados – 19/06/2021 23h35