Mistério no Triângulo Mineiro: Sônia Gomes cruza as fronteiras da ficção e da realidade com envolvente suspense infantojuvenil que desafia os segredos do universo
Cartaz de divulgação do lançamento do livro ‘Estamos Sozinhos?’, da autora Sônia Gomes.
A escritora, professora e revisora uberlandense Sônia Gomes lança o seu mais novo livro, ‘Estamos sozinhos?‘, sob o selo da Editora Baru. O evento de lançamento acontecerá na Diocese Sociocultural de Uberlândia, no dia 30 de outubro, às 19h, reunindo os amantes da literatura, jovens leitores e entusiastas dos grandes mistérios cósmicos.
Sinopse: Entre a Aventura e o Inexplicável
‘Estamos Sozinhos?‘ é uma narrativa magnética voltada para o público infantojuvenil que levanta um dos questionamentos mais antigos e fascinantes da humanidade: a existência de vida extraterrestre. Diferente das ficções comuns, a obra é baseada em uma história real, relatando várias situações de avistamentos e contatos imediatos que desafiam a nossa lógica e nos deixam constantemente em dúvida.
A trama ganha vida quando um grupo de adolescentes se reúne para celebrar o aniversário de Celina, uma amiga em comum. Para injetar uma dose de adrenalina e suspense na noite, a jovem Quina decide entrar em uma mata fechada para investigar uma misteriosa luz que viram caindo do céu. Afinal, seres de outro mundo realmente existem?
Natural de Uberlândia (MG), Sônia Gomes é graduada em Letras pela UFU/MG (2011) e pós-graduada em Linguística (2015). Além do novo lançamento, é autora de “Fragmentos de um Despertar” (2021) e “40 Poemas escolhidos pelo autor” – Coletânea Poetas por Excelência (2024), acumulando participações em 14 antologias literárias e colaborações para a Revista Autorretratos.
Sua imensa contribuição à cultura levou-a a ocupar cadeiras de destaque internacional. Em 2024, tornou-se membro fundador da Academia Mineira de Belas Artes (AMBA-BH) e da Academia de Ciências, Artes e Letras de Saquarema (RJ), onde ocupa a cadeira nº 54, sob o patronato de Clarice Lispector. É também associada ao Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Portugal (NALAP) e, desde 2025, atua como diretora e membro fundadora da Academia de Letras de Uberlândia, ocupando a cadeira nº 03, dedicada a Cecília Meireles.
Sua prateleira ostenta honrarias internacionais e nacionais de peso recebidas em 2024, como o título de Chanceler Honorário das Artes (London International Prize of Arts pela Editora Mágico de Oz), o Prêmio O Homem Vitruviano (Vale do Loire, França), o prêmio Personalidades do Ano (Lisboa, Portugal), além dos troféus Minas Gerais de Saberes, Fernando Pessoa e Prêmio Carioca de Excelência Artística. É ainda detentora de comendas de prestígio, incluindo as condecorações em homenagem a Florbela Espanca e Evita Perón.
Da música à literatura, Gabriela Franco inaugura um novo nicho de sucesso
Capa do livro ‘Vozes do Coração’, de Gabriela Franco
“Nunca abandone seus sonhos por considerá-los impossíveis de realizar. Persevere e verá que conseguirá alcançá-los”. (Gabriela Franco)
Cantora desde os 6 anos de idade, a equatoriana Gabriela Franco lança-se na literatura com a autobiografia ‘Vozes do Coração’, obra lançada no dia 4 de outubro de 2026, na Feira Internacional do Livro, em Quito, Equador.
O livro, sob o prestigiado selo editorial Ediciones Kuelap, de Lima (Peru), foi recebido com entusiasmo por seu público fiel, que já a elegera como uma das grandes vozes da música equatoriana e internacional.
Sinopse (Pela Autora)
“Estas são lembranças da minha vida, centradas naquela parte relacionada à música: como um diário íntimo — uma polifonia da existência —, que pretende mostrar a você como nasceu em mi essa paixão tão importante, com altos e baixos, com alegrias e tristezas, com grandes satisfações, mas também desilusões. Nada do que você vai ler é fantasia: são passagens reais da minha vida, tal como as recordo, com as emoções que senti, as ilusões que perdi e os resultados, bons ou ruins.
A vida do artista é, por demais, dura: muitas vezes incompreendida, menosprezada e ignorada. Apesar de nossos extenuantes estudos e práticas, ela não é considerada uma profissão, mas sim uma atividade por diversão, pela maioria dos seres humanos. Por isso, meu caminho na música tem sido de rosas, mas também de espinhos, escorregões e quedas, um voltar a levantar-se e seguir, arriscar, perder e também ser recompensada, em ocasiões significativas. E devo confessar-lhes que, ainda assim, não trocaria minha paixão por nenhuma outra na vida.
Ao escrever esta simples obra, gostaria de deixar registrado meu agradecimento a todos aqueles que acreditaram em mi ao longo do tempo… são tantos! Alguns deles vocês poderão conhecer por meio dos acontecimentos desta narrativa existencial. Outros terão vivido de perto, em meus tempos, minhas anedotas, minha vida, e certamente irão rememorá-los.
E, naturalmente, a você, que está lendo minha história e me considera sua amiga nesta leitura… páginas que o levarão pela mão a tantos lugares e momentos memoráveis, acontecimentos inesquecíveis… em algumas ocasiões com surpresa, em outras com naturalidade, tal como é a própria existência de qualquer ser em qualquer lugar deste planeta.”
Prefácio
Assina o prefácio a Dra. Hanna Fordette, intelectual e colaboradora literária dos livros lançados pela editora Ediciones Kuelap, a qual pontua:
“Vozes do Coração inscreve-se na tradição do relato autobiográfico de vocação. Gabriela Franco escreve uma memória musical. A narradora conta sua vida a partir da voz materna que a embala antes de nascer. Esse embalo funciona como leitmotiv. A música organiza o sentido e a forma. O prefácio a define como polifonia da existência. O livro adota uma estrutura circular. O primeiro capítulo, ‘A fonte’, situa a origem no ventre e na voz da mãe. O epílogo devolve essa voz, agora encarnada na própria protagonista, que canta para seu filho.
O final ilumina o princípio. A obra conclui-se como se encerra uma canção, com o retorno do tema inicial. Evidencia-se aqui um registro oral muito trabalhado. Abundam os diminutivos afetivos: escuelita, papitos, mami. Aparecem o riso transcrito, as exclamações e as perguntas dirigidas à leitora. A narradora transforma o leitor em confidente. Essa apelação constante cria intimidade e sustenta o pacto autobiográfico. Até mesmo os nomes desempenham um papel protagonista evidente, como o da amiga Christmas Carol. O próprio texto se pensa como partitura. Os episódios transcorrem com ligeiras variações. Preparação, vestuário, medo cênico, aplauso e abraço familiar encadeiam-se e se enriquecem ao longo da obra. Há, além disso, uma dimensão testemunhal valiosa. O relato guarda a memória de um tempo, de uma cidade e de uma cena artística equatoriana. Nomes, coros e viagens ficam registrados como arquivo afetivo, testemunhal e histórico.”
Prólogo
‘Vozes do Coração’ traz um prólogo especial, assinado pela escritora, poetisa, palestrante, radialista e oradora italiana Elisa Mascia:
“Começar um novo livro é como empreender uma viagem, não para explorar novos lugares e paisagens, mas para adentrar no mundo da autora e deixar-se cativar por ele, submergindo no labirinto de histórias e detalhes. «Encontro-me nas sombras, em um lugar tão íntimo, confortável e caloroso que não quero abandonar jamais»… O início do romance autobiográfico de Gabriela Franco representa o estímulo que todos precisamos ouvir: sair da zona de conforto à qual, em nossa rotina diária, preferiríamos não ser catapultados, e adentrar no turbilhão da vida real, onde tudo se move a toda velocidade.
Ter o livro de Gabriela nas mãos significa relaxar e submergir na leitura, não de páginas, mas de emoções, onde também se pode redescobrir algo de si mesmo. Esta é a história das lembranças de um diário íntimo impresso na partitura de sua vida. Através destas páginas, a autora narra como nasceu e se desenvolveu uma paixão, a essência mesma da existência da protagonista: a música.
Há fragmentos de pura verdade, entre altos e baixos, profundas alegrias, dores, grandes satisfações e inevitáveis decepções, vividas com a intensidade das emoções reais. O caminho de um artista costuma ser árduo, salpicado de asperezas e mal-entendidos. Tendemos a pensar na música como um simples passatempo, mas na verdade ela implica anos de estudo extenuante, sacrifício e dedicação absoluta.
A viagem de Gabriela foi de rosas e espinhos, quedas e escorregões vertiginosos, alternados com momentos em que teve de reunir forças para se levantar, arriscar e recomeçar. No entanto, apesar das feridas e das decepções, não mudaria sua paixão por nenhuma outra no mundo.
Ao ler estas páginas, o leitor visitará muitos lugares e viverá momentos memoráveis, às vezes com surpresa, às vezes com naturalidade, identificando-se com a própria existência de Gabriela e refletindo sobre ela, de qualquer canto do planeta. Desfrute da sua viagem através das melodiosas notas destas páginas musicais.”
Contato para o envio do livro: Gabriela Franco: 59 3 9 87629783
Sobre a autora
Gabriela Franco
Gabriela Franco é equatoriana e canta desde os 6 anos de idade. Possui uma longa trajetória artística, com cerca de 2.000 apresentações ao vivo em palcos, desde sua estreia como solista, em 2007. Sua primeira oportunidade surgiu por meio de um evento do FAAL, promovido pela Prefeitura de Guayaquil, para o qual continuou sendo convidada por seis anos consecutivos.
Seu repertório soma 150 canções lançadas em álbuns e singles, em inglês e espanhol, entre composições originais e versões, tanto retrô quanto contemporâneas. Ela já gravou músicas até mesmo em japonês e italiano. Canções como Las Princesas Disney, além de outras voltadas ao empreendedorismo e ao público infantil, destacam-se como obras especiais.
Ao longo de sua trajetória, recebeu, até o momento, mais de 200 diplomas, troféus, estatuetas e outras distinções, conquistados no Equador e no exterior. Destacam-se suas bem-sucedidas viagens para apresentações em países como Argentina, Uruguai e Espanha, bem como sua participação em festivais, representando o Equador e atuando como jurada.
Gabriela integra grupos internacionais de criadores, como a União Hispano-Americana de Escritores. O Dr. César García-Rincón, da Espanha, é seu compositor oficial. Outros artistas, como Juan Erasmo Mochi, também lhe cederam suas canções.
Musicontigo, da Espanha; Andrés Mayo Mastering, da Argentina; Borkis Entertainment, do Equador; Bermon Studios, dos Estados Unidos; e M.A.C. Studio Production, de Gibraltar, são alguns dos estúdios de produção musical certificados do Equador e do mundo nos quais Gaby grava suas músicas.
Como coroamento de seus talentos, ela escreve um livro sobre parte de suas vivências no universo da música, sob o prestigiado selo editorial Kuelap, de Lima, no Peru.
O lema que Gabriela proclama desde o início de sua carreira é: “Nunca abandone seus sonhos por considerá-los impossíveis de realizar. Persevere e verá que conseguirá alcançá-los”.
A descoberta de Angeline: o novo livro de Fabíola Fabrícia!
Da sala de aula à literatura: como a professora e escritora piauiense transforma conhecimento em uma instigante viagem ficcional pela Serra da Capivara
Capa do livro A Descoberta de Angeline, de Fabíola Fabrícia
A escritora, poeta bilíngue, colunista e professora piauiense Fabíola Fabrícia, radicada em Brasília (DF), é fascinada pelo universo literário desde a infância. Graduada em Letras – Português e Inglês e respectivas Literaturas, encontrou em sua formação acadêmica caminhos que fortaleceram sua trajetória na docência.
O contato diário com os estudantes é uma verdadeira fonte de inspiração para suas narrativas. A autora já publicou sete livros, sendo cinco de poesia e dois de literatura infantojuvenil.
Em suas duas obras infantojuvenis, a escritora aborda temáticas relacionadas aos desafios cotidianos. Em Lili Brownie, por exemplo, trata do bullying, uma problemática presente no ambiente escolar.
A Descoberta de Angeline
Em sua mais recente obra, A Descoberta de Angeline, a escritora apresenta uma história que estimula a curiosidade, a aprendizagem e a valorização do conhecimento. Os leitores são convidados a embarcar em uma instigante viagem à Serra da Capivara, no Piauí, repleta de aventuras e descobertas.
A protagonista Angeline cativa o leitor com suas nuances emocionais, marcadas por medos, dúvidas e questionamentos. No que diz respeito ao conteúdo educativo, a narrativa apresenta informações históricas, culturais e turísticas sobre Teresina e a Serra da Capivara, além de abordar temas como paleontologia, pinturas rupestres, patrimônio cultural e natureza local, reforçando a identidade regional do Piauí.
A importância da família também é evidenciada na ficção, uma vez que os pais da protagonista acolhem e orientam a filha nos momentos de aflição e insegurança. Ao longo do enredo, é perceptível o amadurecimento da personagem, que aprende a enfrentar situações inesperadas com serenidade e confiança.
“A descoberta de Angeline é uma obra que nos inspira a sonhar e nos mostra que, mesmo quando uma aventura não começa como imaginávamos, ela pode terminar de uma maneira ainda mais especial”, resume a autora.
Fabíola Fabrícia é escritora, poeta bilíngue, colunista, antologista e professora graduada em Letras Português/Inglês e Respectivas Literaturas e Pós-graduada em docência do Ensino Superior.
Publicou: ‘Escritos Morgados’ (2017); ‘Reflexões Poéticas’ c/ Antonio Lima Martins (2018); ‘Poesia, literatura de ideias – Poetry, literature of ideas’ – bilíngue português/inglês(2019); ‘Lili Brownie’ – Infantil – edição bilíngue português/inglês(2021); e ‘Alarido Poíesis’ – edição bilíngue português/espanhol(2023), ‘Vinho Poíesis’ – edição bilíngue português/inglês (2025) – A Descoberta de Angeline (2026).
A autora tem participações em diversas antologias nacionais e internacionais.
Foi convidada a apresentar os seus livros na Feira Virtual Internacional Del Libro Centro América, Peru, Chile e Argentina, entre outras.
Carlos Javier Jarquín: Presentación de la novela ‘Ceniza y Miel’, de Tatiana Serrano – A cobertura completa do lançamento literário que uniu a sensibilidade de Julieta Dobles e a força da nova literatura costarriquenha
Logotipo da sedção O Leitor ParticipaTatiana Serrano (izquierda) y Julieta Dobles Yzaguirre, durante la presentación de la novela Ceniza y Miel (Uruk Editores), el pasado lunes 21 de septiembre, en el Museo Dr. Rafael Ángel Calderón Guardia, en San José, Costa Rica. Foto cortesía de Tatiana Serrano
Na última segunda-feira, 21 de setembro, a partir das 18h, foi apresentado oficialmente o romance Ceniza y Miel (Uruk Editores, 2026), da autora costarriquenha Tatiana Serrano, no Museu Dr. Rafael Ángel Calderón Guardia, em San José.
Durante a apresentação, a comentarista foi a poeta costarriquenha Julieta Dobles Yzaguirre. Em sua intervenção, ela destacou que Ceniza y Miel “merece ser lido com calma e desfrutado com tempo, pois faz as delícias de todo tipo. Com uma capa tão divertida e louca quanto o romance — obra da artista plástica e visual costarriquenha Marcia Salas, que acabou de chegar e está aqui presente —, o livro chama imediatamente a atenção de seus possíveis leitores”.
Ela também expressou sua admiração e comentou:
É surpreendente que sua autora consiga escrever a história da família Patay usando um narrador-testemunha que mal iniciou a adolescência. O garoto Tomás, mais conhecido como Tomasito, cujo sobrenome Patay vem de sua mãe, é filho de uma das filhas do avô. Seu pai foi ausente em sua vida e nunca o reconheceu; então, o avô, no final, se compraz em saber que esse menino tem o sobrenome Patay e vai seguir adiante com a família, embora não tenha sido reconhecido pelo pai… Mas realmente me surpreendeu que uma escritora jovem que publica seu primeiro romance alcance tal grau de experiência vital para o leitor, a ponto de este conseguir se lançar de cabeça na leitura e ler com a avidez com que eu li. Eu o li em pouquíssimos dias. Entre os personagens criados pela autora, plenos de significado, podemos reconhecer alguns protótipos comuns em nossa sociedade, tanto entre os homens quanto entre as mulheres do romance…”.
Tatiana Serrano, muestra la portada de su novela Ceniza y Miel (Uruk Editores, 2026). Foto cortesía de Tatiana Serrano
Prezada Tatiana: Qual é a temática central abordada em Ceniza y Miel e a que público o romance se dirige? Ceniza y Miel introduz o leitor no universo da família Patay. Este é um clã onde a vida e a morte, os afetos, a memória e os vínculos familiares convivem com naturalidade, ternura, humor e ironia. Através de personagens cativantes, contradições reconhecíveis e um equilíbrio entre humor, ternura e ironia, a obra reflete sobre aquilo que herdamos e sobre as histórias familiares que moldam nossa identidade. Esta é uma história construída ao redor daquilo que herdamos, das pessoas que nos precederam e dos relatos familiares que, de uma maneira ou de outra, terminam formando parte de quem somos.
Ceniza y Miel é direcionado a pessoas que desfrutam de histórias sobre os vínculos, a memória, as famílias e as marcas que as gerações anteriores deixam em cada uma das pessoas que conformam esse grupo social. O romance se conecta especialmente com quem aprecia personagens marcantes, contradições humanas e um humor que acompanha inclusive os momentos difíceis.
Ceniza y Miel é o seu primeiro romance. Que impressões você tem recebido dos seus primeiros leitores e o que significou para você esta estreia no gênero do romance? Os leitores têm sido muito generosos na recepção do romance. Muitos se aproximaram para comentar que a obra lhes pareceu refrescante, amena e agradável. Um dos aspectos em que a maioria coincide é que se trata de um romance diferente do que está no mercado e das propostas literárias habituais. Comentam que se conectam com a história desde o início e que o final se mostra cativante. Destacam que os personagens permanecem com eles. Existe uma coincidência entre os leitores de que o romance é percebido como natural, crível, contando com verossimilhança e sentido.
Carlos Jarquín con la portada de Ceniza y Miel (Uruk Editores, 2026), Foto: 23 de septiembre de 2026. Cortesía de Carlos Jarquín.
Desde sua apresentação inicial no marco da Feira Internacional do Livro da Costa Rica, Ceniza y Miel chamou a atenção de leitores e meios culturais. O jornal La Nación o incluiu entre as “Cinco joias imperdíveis” da Feira Internacional do Livro, enquanto o Semanario Universidad o destacou entre três romances de mulheres publicados pela Uruk Editores.
Esta estreia no gênero do romance significou uma experiência muito importante para mim, porque Ceniza y Miel é construído a partir de treze relatos interconectados. Cada capítulo se sustenta como um episódio completo, mas a soma das histórias conforma o romance da família Patay; cada capítulo é uma porta para um momento determinado no clã. Gosto de concebê-lo como um prato no qual cada capítulo traz um aroma, um sabor e uma cor particular, mas todos juntos produzem uma explosão de sabores.
Escolhi uma estrutura fragmentada porque as memórias não são lineares. Além disso, um mesmo acontecimento pode se transformar em uma história completamente diferente dependendo de quem o lembre ou o conte. Por isso, a unidade do livro não é cronológica: constrói-se a partir dos personagens, dos vínculos familiares e dos elementos que reaparecem ao longo do romance. Escrever um romance a partir de relatos interconectados foi uma aposta ambiciosa, porque eu queria conservar a intensidade do conto, um gênero que me apaixona por sua precisão, sua contenção e pela escolha muito consciente de cada palavra, e ao mesmo tempo aproveitar as liberdades do romance, que permite construir o efeito com pequenos golpes acumulativos.
No último dia 21 de setembro, você apresentou oficialmente Ceniza y Miel no Museu Dr. Rafael Ángel Calderón Guardia. O que significou para você apresentar seu livro neste museu? As apresentações de obras sempre são um ápice dentro do processo de publicação que acompanha todo texto. São momentos desfrutados porque se trata de compartilhar com diferentes setores os detalhes da obra, desde o processo criativo até as decisões, seleções e a história da própria história. Apresentar Ceniza y Miel no Museu Dr. Rafael Ángel Calderón Guardia foi, além da apresentação de um livro em um espaço cultural, o encontro de um romance construído ao redor da memória, da família e das marcas do passado com um lugar que também resguarda a memória histórica.
Nessa apresentação, a poeta Julieta Dobles foi a comentarista da sua obra. O que representou para você contar com a voz e a leitura dela no lançamento do seu primeiro romance?
Contar com a voz e a leitura de Julieta Dobles na apresentação de Ceniza y Miel foi uma honra muito especial. Dona Julieta Dobles é uma das vozes mais reconhecidas e queridas da poesia costarriquenha contemporânea. O trabalho que ela desenvolveu através da formação em universidades e oficinas é fundamental. Sua trajetória literária, sua sensibilidade e sua contribuição contínua para a cultura nacional a convertem em uma figura de grande relevância dentro das letras costarriquenhas.
Ela dedicou sua vida à escrita, à docência e à reflexão poética, e sua obra faz parte essencial do panorama literário do país. Por isso, o fato de ela ler e comentar meu primeiro romance teve um significado profundamente emotivo e simbólico. Sua visão não apenas trouxe uma leitura sensível e generosa da obra, mas também acompanhou esta estreia a partir de um lugar de experiência, autoridade literária e proximidade humana. Para mim, sua presença representou uma espécie de boas-vindas ao gênero do romance por parte de uma escritora admirada, uma autora cuja palavra tem peso, memória e uma enorme legitimidade dentro da literatura costarriquenha.
Carlos Javier Jarquín faz uma imersão fascinante na trajetória de Marlene Pasini, a egiptóloga e escritora mexicana que conecta arte, misticismo e lança sua nova e admirável obra no Cairo
Logotipo da seção Entrevistas ROLianas O livro mais recente de Marlene Pasini é Memórias de viagens e misticismo no Antigo Egito, obra que será oficialmente apresentada durante este mês de setembro, no Cairo, Egito. Foto: cortesia de Marlene Pasini.
Existen personas que saben aprovechar el tiempo de manera sorprendente, de tal forma que despiertan admiración o incluso envidia. Saben dividir el tiempo, saben aprovecharlo al máximo y así logran potenciar sus talentos y llevarlos a un nivel muy alto en comparación con la mayoría. Una mayoría que, lamentablemente, no siempre desarrolla esa habilidad para cultivar sus propias capacidades con éxito notable.
Marlene Pasini posa junto a una de sus pinturas. Foto: cortesía de Marlene Pasini.
Hoy tengo el placer de compartir con ustedes una entrevista que le he realizado a la artista mexicana Marlene Pasini. Es poeta, escritora, editora, artista visual, compiladora, gestora cultural y psicoterapeuta, cuya obra se ha desarrollado entre la poesía, el ensayo, la novela y la reflexión espiritual. Además de su labor como creadora, es comunicóloga, especialista en medicina alternativa, maestra en Literatura Hispanoamericana y tiene estudios en Historia, Egiptología, jeroglíficos, religiones comparadas y misticismo. Su obra literaria y artística posee ese mágico color universal que la convierte en una artista polifacética de auténtica y genuina admiración.
Nuestra invitada es una mujer que desborda talento, carisma, belleza y, sobre todo, humanidad. A lo largo de su vida ha diseñado un legado admirable, tanto en su obra literaria como en su obra artística. Es autora de 20 libros entre poesía, novela, ensayo, artículos, y también ha realizado incontables exposiciones de arte, tanto virtuales como presenciales. Marlene es coautora de la antología CANTO PLANETARIO: HERMANDAD EN LA TIERRA, Volumen I, (H.C EDITORES, 2023).
En esta entrevista nos comenta acerca de su último libro publicado, titulado Memorias de viajes y misticismo en el Antiguo Egipto, obra que presentará oficialmente durante este mes de septiembre en El Cairo, Egipto. También nos habla de cómo divide su tiempo como ama de casa, como madre, como artista y, por supuesto, cómo dedica tiempo a sus animales de compañía. Asimismo, desde su opinión, nos comparte su perspectiva sobre cómo saber invertir el tiempo en las redes sociales y cómo sacarles el máximo provecho a esas plataformas que, para muchos, se convierten en una dependencia; para otros, incluso, en una especie de esclavitud digital.
Marlene Pasini é uma viajante incansável e já escreveu diversas obras inspiradas em suas viagens por diferentes regiões do mundo. Foto: cortesia de Marlene Pasini.
Nos habla también de sus pasiones: el arte, el conocimiento, los viajes y, por supuesto, sus libros. Ella, como viajera incansable, ha escrito varias obras inspiradas en sus recorridos por diferentes regiones del mundo. Nos comparte cuál es el mensaje principal que transmite —o aspira a transmitir— a través de su trabajo pictórico. Y, para cerrar, nos despide con un mensaje al mundo desde México: un mensaje de paz, de esperanza, de amor; una invitación profunda a la reflexión como solo ella lo sabe hacer desde su mundo tan diverso y colorido.
ENTREVISTA
¿Qué momento o vivencia de su infancia la marcó más?
Muchos momentos de mi vida han sido especiales, momentos que como pasa en este mundo traen alegrías, pero también tristezas, pero todos me han ayudado a desarrollar un proceso de trabajo personal orientado hacia la espiritualidad.
Desde niña tuve una gran inclinación por la escritura y por la lectura, especialmente por aquelloslibros relacionados con el misticismo y el desarrollo humano.La historia y las culturas ancestrales también han sido siempre mis grandes pasiones. Creo que esa inquietud y esa búsqueda de conocimiento que estuvieron presentes desde mi infancia fueron sembrando las bases de lo que posteriormente se convertiría en mi trayectoria como escritora, poeta, artista y estudiosa de la sabiduría antigua.
¿Qué la motivó a estudiar historia, egiptología, jeroglíficos, religiones comparadas y misticismo?
Siempre fui una mujer inquieta, ávida de conocimiento, de búsquedas, de conocer la historia de las grandes civilizaciones que han dejado una huella importante en la humanidad. Así que desde temprana edad sentí una especial inclinación por el Antiguo Egipto.Con el paso de los años, y después de haber estudiado dos carreras universitarias: Ciencias de la Comunicación y Psicoterapia Transpersonal,realicé una maestría en Literatura Hispanoamericana y un diplomado en Historia Renacentista. Más adelante, después de viajar a Egipto por primera vez en 2017, sentí la necesidad de escribir un libro sobre esto y fue a partir de allí, cuando decidí formalizar mis estudios de Egiptología, incorporando también el estudio de los jeroglíficos.
Su obra más reciente se titulaMemorias de viajes y misticismo en el Antiguo Egipto. ¿Puede hablarnos de este libro?
Precisamente después de estudiar Egiptología y de haber visitado Egipto en tres ocasiones, surgió en mí la inquietud de dejar una huella propia dentro de este fascinante campo. Sabiendo que existen muchos libros sobre el Antiguo Egipto quise hacer algo diferente entre lo histórico, lo esotérico y lo místico, integrando mi propia experiencia personal durante mis viajes por Egipto, no como turista, sino como sacerdotisa del tiempo.
El libro finalmente está publicado, y me siento profundamente feliz porque durante este mes de septiembre, tendré la oportunidad de realizar su presentación formal en Egipto, en esa tierra que, sin duda, ha abierto un horizonte profundamente significativo dentro de mi trayectoria como escritora, poeta, artista, psicoterapeuta y egiptóloga.
¿Qué significó para usted que el prologuista de esta obra haya sido el Dr. Hussein Bassir, director del Museo de Antigüedades de la Biblioteca de Alejandría?
Tuve la oportunidad de conocer al Dr. Hussein Bassir hace algunos años. Desde nuestro primer encuentro se interesó por el trabajo que he venido desarrollando a lo largo de mi trayectoria como escritora y poeta.
En 2019 me invitó a presentar mi libro de poesía: Claroscuro, traducido al árabe por mi traductora oficial en Egipto, la Dra. Raghda Maged, y revisado por el profesor hispanista Abdellah Aghzaf, de Marruecos.
La presentación tuvo lugar en la biblioteca del Museo de Antigüedades de la Biblioteca de Alejandría, lo cual fue un suceso sumamente importante dentro de mi carrera literaria.
Considerando además que el Dr. Hussein Bassir es un eminente egiptólogo, decidí invitarlo a escribir el prólogo de mi libro: Memorias de viajes y misticismo en el Antiguo Egipto. Para mí, que una figura de su relevancia haya aceptado formar parte de este proyecto representa un enorme honor y tiene un significado muy especial dentro de mi trayectoria.
Además, el libro cuenta también con una reseña del Dr. Tarek El Khouly, un destacado político egipcio y quien ha sido parlamentario en El Cairo. Todo ello hace que esta obra tenga un respaldo muy significativo. La participación de estas personalidades le otorga al libro una relevancia especial y representa, para mí, un momento muy importante en mi camino como escritora.
¿Qué representa para usted que este sea su primer libro publicado como egiptóloga y que lo presente en El Cairo?
Definitivamente, para cualquier escritor o egiptólogo que haya dedicado una obra al estudio del Antiguo Egipto, tener la posibilidad de presentar su libro en El Cairo representa algo de una importancia incalculable. Para mí, significa un respaldo a mi trayectoria, no solamente como egiptóloga, sino también como escritora.
Esta oportunidad ha sido posible, gracias a la coordinación y al apoyo de la Dra.Taghrid Fayyad, presidenta del Foro Cultural Fayyad Egipto-Líbano, quien además, desde hace varios años, me ha honrado al nombrarme asesora cultural de esta institución.
El Foro desarrolla una importante labor de promoción de la literatura y la cultura mediante encuentros, eventos literarios y lecturas poéticas, y para mí ha sido muy significativo poder desempeñar allí mi función como asesora cultural. Por ello, presentar en El Cairo mi primer libro como egiptóloga tiene un significado enorme dentro de mi carrera literaria y cultural. Estoy llevando una obra que nació de años de estudio, investigación, experiencia y vivencias personales.
Ha viajado por varios países y estos viajes han sido motivo de inspiración para escribir algunas de sus obras. ¿Puede hablarnos brevemente de ellas?
Afortunadamente, la vida me ha dado la posibilidad de viajar por distintos países, y algunos de esos viajes se han convertido en una fuente muy importante de inspiración para mi obra. Me interesa la literatura de viajes no solamente desde la experiencia del turista que conoce nuevos lugares, sino desde una mirada profunda, que deja un testimonio invaluable.
De mis viajes por Medio Oriente y el norte de África, como Marruecos, Túnez, Tierra Santa y, Egipto, surgió mi libro: Memorias nómadas del Medio Oriente al norte de África.
También otros países han formado parte de ese bagaje creativo, España, dio origen a mi libro de haikus: Memorias de Andalucía.
Actualmente estoy trabajando también en un nuevo poemario que reunirá poemas y haikus inspirados en varios de los países que he visitado a lo largo de los años. Será un recorrido poético por distintas geografías y las experiencias que esos lugares han dejado en mí.
¿Cuál es el eje temático de su libroEl lenguaje secreto de las almas: Berkana una luz en la palabra 2023?
Este libro forma parte de mi colección de poesía, que actualmente está integrada por nueve de mis veinte libros, y nace de un momento en el que experimenté una profunda conexión con aspectos sagrados y con una intimidad especial con mi propia alma.
Siento que El lenguaje secreto de las almas fue, una revelación. Aquello que el alma puede percibir, expresar o revelar más allá de las palabras convencionales.
Con estos poemas tuve experiencias de conexión espiritual que podrían interpretarse como encuentros con seres de luz, con otras almas o incluso con Dios. Son experiencias que llegaron a mí y que encontraron en la poesía una forma de expresión.
El libro también nace en un momento histórico que muchas personas perciben como particularmente complejo, incluso con una sensación casi apocalíptica. Por ello considero que es un poemario fuerte, no solamente por su contenido poético, sino porque aborda las inquietudes del ser humano desde una perspectiva de revelación mística y sagrada.
Hay en él una búsqueda espiritual que evoca la experiencia visionaria como lo fue para muchos místicos.
Dada su inquietud por cultivar diversas disciplinas del arte, ¿qué significa el conocimiento para usted?
Más que hablar de conocimiento, yo hablaría de sabiduría, porque que existe una diferencia entre acumular conocimientos y alcanzar verdaderamente la sabiduría.
El conocimiento puede obtenerse a través de los libros, del estudio y de la experiencia académica.La sabiduría, en cambio, implica una comprensión mucho más profunda de la vida y del ser humano.Es también un legado que recibimos de las grandes culturas ancestrales del mundo.
¿Podría hablarnos de su faceta como especialista en medicina alternativa?
La segunda carrera que estudié a nivel universitario fue Psicoterapia Transpersonal, con una especialidad en Educación. Por varios años atendí pacientes en consulta privada, y sentí la necesidad de complementar mi formación con distintas herramientas relacionadas con la medicina alternativa.
Considero que estas disciplinas pueden ofrecer recursos complementarios para acercarnos al ser humano desde una perspectiva integral, tomando en cuenta no solamente su dimensión psicológica, sino también sus emociones, su mundo interior y su dimensión espiritual.
A lo largo de ese proceso me formé en diferentes herramientas, entre ellas la terapia floral, la sonoterapia con cuencos tibetanos, la rueda de medicina Lakota, el manejo del péndulo y la radiestesia, etc.
Todo ello ha sido importante tanto en lo profesional como en mi propio proceso de desarrollo personal.
Actualmente aunque ya no estoy ejerciendo, estos conocimientos y experiencias son una parte completamentaria a mi trayectoria literaria y de arte.
En un mundo saturado de redes sociales, ¿qué sugiere para no ser esclavos de ellas?
Actualmente vivimos inmersos en un mundo dominado por las redes sociales y la tecnología, incluida la inteligencia artificial y cada vez estamos más apegados a estos medios y, corremos el riesgo de ser dependientes de ellos.
Creo que una manera de evitarlo es recuperar el interés por aquellas actividades que nos llaman la atención y nos nutren… el arte, la escritura, la lectura, la historia, la música, el deporte o cualquier actividad o disciplina que despierte nuestra sensibilidad y nuestra creatividad.
Debemos aprender a aprovechar mejor el tiempo que tenemos y no perder de vista aquello que realmente le da sentido a nuestra existencia. Necesitamos conectarnos nuevamente con la naturaleza, con la divinidad y con todo aquello que consideramos sagrado.
Convivir más con las personas que amamos, con nuestra familia y con nuestros animales de compañía. Esas conexiones afectivas y profundas pueden ayudarnos a no perdernos en un mundo virtual que, aunque tiene enormes posibilidades, también puede absorber gran parte de nuestra vida.
Entre tantas actividades que realiza, ¿cómo hace para dividir su tiempo y, por supuesto, dedicarlo también a su familia?
Es algo complicado, porque realmente tengo muy poco tiempo disponible y son muchas las actividades que debo atender.
Una parte importante de mi tiempo está dedicada a mi familia y a mi hogar.Como muchas mujeres, soy ama de casa, madre y también me ocupo de las labores cotidianas: la casa, la cocina y todo lo que implica mantener un hogar.
Después, el tiempo que me queda lo dedico a pintar, a mis proyectos literarios, a las presentaciones, a la promoción de mis libros y a todas las actividades relacionadas con mi trayectoria.
También dedico tiempo a mis animales de compañía, que son una parte muy importante de mi vida. Y, debo confesarlo, duermo poco, porque siempre intento encontrar un espacio para todo.
Hay además una parte de mi vida que se encuentra en el mundo virtual. Mi comunidad en redes sociales, particularmente en Facebook, ha crecido mucho a lo largo de los años. Y para mí, muchas de las personas que me siguen han dejado de ser simplemente seguidores, son amigos, colegas y, en muchos casos, forman parte de mi familia virtual. Las redes sociales para mí, son un apoyo de difusión para mi trayectoria profesional. Así que, también les dedico tiempo.
¿Cuáles son los temas principales que aborda en su obra literaria?
Mi obra gira alrededor de temas relacionados con la espiritualidad, el misticismo y ese testimonio que va quedando a través de mis viajes y de mis experiencias personales.
Existe también un profundo amor por lo sagrado y por la historia, que aparece de distintas maneras en mis libros. Por ejemplo, en mi novela histórica “En la proa del tiempo”, abordo la época de los grandes descubrimientos marítimos de España y Portugal, así como algunos de los momentos históricos relacionados con la Inquisición, la alquimia.
También he escrito ensayos relacionados con la mujer y lo femenino, como mi libro: “La mujer y lo sagrado” o vinculadas con distintas tradiciones místicas. Un ejemplo es mi libro: “Un viaje por el camino del amor”, inspirado en el sufismo. Otros temas también abarcan el desarrollo personal, como mi libro: “Coaching esencial, un viaje hacia el éxito y la trascendencia”.
Ha compilado varias antologías. ¿Cómo ha sido su experiencia al trabajar con poetas de distintas partes del mundo?
Como ocurre con muchos escritores, a lo largo de mi trayectoria he ido incursionando en diferentes ámbitos de la literatura. Al contar además con un sello editorial, surgió en mí la inquietud de contribuir a promover la literatura y el arte.
Así fue como comencé a antologar y compilar trabajos tanto de poesía como de artes visuales, reuniendo a creadores de distintas partes del mundo.
Para mí ha sido una experiencia muy enriquecedora, sin embargo, no es una labor sencilla. La realización de estas antologías ha requerido una importante inversión personal, tanto económica como de tiempo y esfuerzo. Han sido proyectos que he financiado personalmente y que, además, he desarrollado de manera gratuita para los participantes.
Estas antologías continúan disponibles a través de Amazon y forman parte de mi proyecto: Consciousness and Transformation. Actualmente he decidido poner este proyecto en pausa, precisamente porque requiere una gran dedicación de tiempo, trabajo y recursos.
En su obra como artista visual, ¿qué mensaje transmite a través de sus pinturas?
Una de las cosas que he tratado de integrar en mi obra visual es precisamente ese universo de la espiritualidad y de lo sagrado que también está presente en mi literatura.
Trabajo con diferentes técnicas, entre ellas el óleo, la acuarela y el acrílico, y a lo largo de mi trayectoria como artista he experimentado con diferentes lenguajes y procesos. He transitado por el arte figurativo y posteriormente también por el arte abstracto, permitiéndome explorar distintas formas de expresión.
En muchas ocasiones mi obra pictórica y mi obra literaria van entrelazadas.
A lo largo de mi trayectoria he participado en más de 350 exhibiciones de arte, tanto virtuales como presenciales, en más de 34 países.
Desde México, ¿qué mensaje le gustaría compartir con el mundo?
Creo que actualmente estamos viviendo tiempos complejos, no solamente en México, sino en prácticamente todo el mundo.
Lo vemos en las guerras, en los efectos del cambio climático, en los desastres y las agresiones de la naturaleza, en la división social, en la violencia y en la delincuencia. Todo ello nos habla de un momento de profundos cambios para la humanidad.
Considero que precisamente por eso necesitamos acercarnos nuevamente a nuestra alma y a nuestra espiritualidad; volver a nuestro punto de origen, que es la conexión con lo sagrado, con la naturaleza y con lo divino.
También necesitamos recuperar nuestros valores humanos más esenciales y actuar con ética, conciencia y responsabilidad. Cada uno de nosotros puede aportar algo desde su propio espacio, desde sus capacidades, desde su profesión y desde su manera de relacionarse con los demás.
Creo que debemos comenzar por nosotros mismos si realmente queremos contribuir a la transformación de este mundo. Y aunque muchas veces sentimos que vivimos en un mundo que parece encontrarse en colapso, también creo profundamente que toda crisis puede convertirse en una oportunidad para despertar y transformar nuestra conciencia.
Mi cariño, como siempre, para todos, y mis bendiciones.
Y agradecerte especialmente a ti, querido Carlos Jarquín, por esta entrevista y por la importante labor que realizas a través de tus antologías y de tu Canto Planetario, contribuyendo también a promover la poesía, la literatura y la unión entre creadores de diferentes lugares del mundo.
Estimada Marlene, desde estas líneas recibe mis sinceras felicitaciones por todo ese trabajo grandioso que has realizado y que realizas. Te deseamos mucho éxito en cada uno de tus proyectos, literarios, artísticos y en todo aquello en lo que estés emprendiendo. Gracias por darnos la oportunidad de dar a conocer y difundir tu excelente trabajo.
Mis queridos amigos y cómplices están invitados a darse la oportunidad de conocer a esta maravillosa artista mexicana.
Autora sorocabana lança livro inspirado em memórias na Austrália
Um dia em Tallangatta
Após mais de duas décadas no setor corporativo, Fernanda Melchior estreia no universo literário com uma história afetiva sobre infância, natureza e o valor das coisas simples.
SOROCABA – O hábito de ler chegou à vida de Fernanda de Almeida Marques Melchior já na vida adulta, mas o desejo de transformar essa paixão em incentivo para as novas gerações nasceu de uma virada de chave.
Após 21 anos trabalhando, a sorocabana de 51 anos decidiu trilhar novos caminhos.
Apenas um ano e meio após deixar o mundo corporativo, a inspiração bateu à porta e deu origem ao seu primeiro livro infantil.
Fernanda Melchior
A obra nasce de uma experiência vivida pela própria autora em Tallangatta, uma acolhedora cidade no interior da Austrália.
É nesse cenário que os leitores conhecem Léo, um garoto de 8 anos que vive momentos inesquecíveis ao lado de seus avós.
Mais do que uma simples narrativa infantil, o livro é um convite para desacelerar.
Na trama, o pequeno protagonista aprende com o avô a beleza contida no cotidiano e nas coisas simples: o aroma das flores e das folhas, o calor do sol na pele, os passeios de bicicleta, o café da manhã em família e os jantares à beira da fogueira ao som de música e sob o céu estrelado.
Experiências que tocam o coração de Léo tão profundamente que o levam a um genuíno sentimento de gratidão.
“O livro surgiu a partir de uma memória e de uma experiência muito especial que vivi na Austrália.
Quis expressar meu amor pela natureza e por esses momentos simples que nos marcam para sempre, especialmente quando são compartilhados com quem amamos”
Fernanda Melchior
Incentivo à Leitura e Paixão pelas Artes
Apreciadora de esportes, com destaque para a natação, seu momento de refúgio e relaxamento, Fernanda carrega uma relação íntima com a arte em suas mais diversas formas, de fotografias e esculturas a quadros e poesias.
Leitora assídua de nomes como Carlos Ruiz Zafón e Fernando Pessoa, ela cultiva uma pequena biblioteca em casa e hoje coloca como missão pessoal o estímulo à leitura na infância.
“Toda criança que eu puder incentivar a ler, eu farei”, afirma Fernanda, que já prepara o lançamento de seu segundo livro infantil para breve.
A obra de estreia de Fernanda Melchior é um sopro de sensibilidade para pais e filhos, lembrando que as memórias mais valiosas da vida são construídas no afeto, na presença e no olhar atento ao mundo ao nosso redor.
Vida Becker: de menina insegura à maior guerreira da História
A protagonista da saga de Maurício Gomyde vai aprender com grandes personalidades históricas e combater as mentes mais cruéis da humanidade
Capa do livro ‘Vida Becker e a máquina de contar histórias’, de Maurício Gomyde Divulgação – Qualis Editora
E se você fosse escolhido para liderar os grandes gênios da humanidade na maior guerra da história do universo? Vida Becker jamais poderia imaginar que caberia a ela essa missão. Em Vida Becker e a máquina de contar histórias, primeiro livro da trilogia de Maurício Gomyde, o leitor acompanhará a passagem da jovem paulistana para o Paramundo, o destino dos mais de 100 bilhões de humanos que já morreram na Terra.
Essa população está dividida entre os Amáveis, que re-vivem no Território Fraterno, e os Temíveis, relegados a re-viverem para sempre nos confins do Território Ermo. A personagem chega ao Paramundo por meio de um portal em forma de livro e se depara com uma guerra iminente, após milhares de ciclos em que a paz reinou. Na dicotomia representada pelo bem e o mal, a jovem irá aprender, crescer e aos poucos ganhará o respeito dos Amáveis para se tornar a grande líder.
— Mas ninguém pode ter sido só bom ou só mau. — Você está coberta de razão, Vida. Todo amável teve, na Terra, um quê de temível. Assim como todo temível, claro, teve lampejos amáveis. Porém, o Paramundo é maniqueísta. Ao chegarem aqui, os seres humanos amáveis tornam-se integralmente sua melhor versão amável e os seres humanos temíveis tornam-se a sua mais cruel versão temível. E assim ficarão para sempre. (Vida Becker e a máquina de contar histórias, pg. 78)
Nesta jornada épica, a protagonista vai interagir com grandes personalidades da história. Enquanto luta contra os exércitos de Napoleão Bonaparte, Mussolini e Gengis Khan, Vida tem ao lado figuras como Joana d’Arc, Dandara dos Palmares e Marielle Franco. Mulheres fortes que reforçam o componente feminista da obra, inspirada essencialmente na filha de 14 anos do autor, também músico e roteirista de cinema.
“De tanto escutar as dúvidas e angústias da minha filha sobre o mundo, o futuro, pertencimento e identidade, decidi criar a jornada desta personagem”, comenta o também autor de Surpreendente!”, finalista ao Jabuti, que aposta também na importância da cultura e do conhecimento “para que Vida aprenda e resolva seus maiores problemas com sabedoria.”
Dono de uma escrita que se distingue pela sensibilidade, neste coming of ageMaurício Gomyde agora leva a mensagem aos jovens que passam pelas dúvidas próprias da idade. Trata de medo, aceitação e futuro. “Esta é uma aventura que celebra o lado bom do ser humano como um “superpoder”, e não como uma fraqueza a ser remediada e endurecida”, comenta em prefácio o também finalista ao Jabuti, Felipe Castilho, autor de Serpentário.
FICHA TÉCNICA
Título: Vida Becker e a máquina de contar histórias
Maurício Gomyde é músico, roteirista de cinema e autor de oito livros publicados em seis países.
Foi finalista do prêmio Jabuti 2016 com o livro Surpreendente!, título publicado também em Portugal, Espanha, Itália e Lituânia. Vida Becker e a máquina de contar histórias é o quarto lançamento pela Qualis Editora.
Sobre a editora: Há mais de 15 anos, a Qualis se destaca no cenário literário como uma editora tradicional, reconhecida por seu comprometimento com a promoção e o investimento em talentos nacionais. Criada em 2008 com a missão de disseminar o conhecimento científico produzido no âmbito acadêmico, a editora se reinventou, e ampliou seu alcance com o selo de literatura.
Todo esse processo sem jamais se desviar de um objetivo essencial: contribuir para uma sociedade mais justa e sem preconceitos. Sustentada por uma visão inclusiva e diversificada, a Qualis tem como norte o princípio de que todas as vozes merecem ser ouvidas e todas as histórias, contadas.