Meigo olhar
Márcia Nàscimento: Crônica ‘Meigo olhar’


Eu estava tão feliz, andei por quilômetros de distância para lhe encontrar e, quando lhe vi pela primeira vez, a alma o reconheceu e fiquei imersa apenas naquele meigo olhar.
Um olhar tão dócil que ama sem ter a necessidade de verbalizar nenhuma palavra, olhar tão puro e amigo, nobre e verdadeiro, daqueles que o mundo, há muito tempo, já se esqueceu, mas que ao lhe vir, pude sentir, que ainda há esperança em um mundo melhor que já advém até nós pela grandeza e força transmitida naquele olhar.
Há uma espécie de segredo, mistério profundo, um misto de encanto e poesia, amor em demasia, saberes, conhecimento e sabedoria que alcançou o âmago do meu ser através deste teu olhar.
E como o rio se deleita indo ao encontro do mar, assim minha alma se alegrou ao vê-lo pessoalmente, e o vendo também o reconheceu de mundos e galáxias distantes, luzes reluzentes como o brilho de uma constelação a iluminar, eu o reconheci através do teu meigo olhar.
Sementes universais do amor incondicional, irmãos das estrelas com missões de elevar as consciências aqui na Terra, que se comunicam telepaticamente através da pureza deste meigo olhar.