E o mundo me fez poeta

Ismaél Wankalika:
entre as sombras da vida e a luz dos versos, nasce a voz de um poeta!

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika

Nascemos entre os fios que nos ligam a existência
Nossa razão é a lógica da saberia assertiva
Num caminho vários espinhos
Abismos não limpam gargalhadas nos meios dos sorrisos
O passado é renovado pela semente lançada no óvulo
Vários mundos escolhendo os seus
Rendidos no cenáculo lançam suas preces a Deus
E assim na madrugada nos meus escritos o poeta nasceu
Dando a coreografia de sua caneta seu sonho reviveu…

E o mundo me fez poeta

Na voz de meu pai
No cantar de mamãe
Ouviram-se as sombras de suas épocas
Canção holística que arrastou-os para trilha
O poeta despertou comendo suas rimas na órbita da vida
As vezes a vida enquadra-se no sentido que damos a ela.

E o mundo me fez poeta

Eu era um menino desolado
Com ânsias no coração procurava melodias
Beijava o sol todas as manhãs que o vento soprava ao redor mundo
Escassez de encanto
Na palm da infância
Vivi meus dias perto do mar da vida

Caneta expressava um barulho tardio
No peito intenso desejo de mudar o trajeto
Ainda luto contra os meus choros
Massageio a dor no cotovelo das ondas
Caminho segurando as forças com o som de uma guitarra sem cordas
Esse é o meu destino visualizado na penumbra.

E o mundo me fez poeta

Entre os gritos injustos de meu pai
A resiliência destemida de mamãe
Fiz nascer meu primeiro verso
Transformei suas vidas nos meus textos
Sou eles, nessa versão poética de suas místicas vidas
Suas estórias estão aqui dentro
O orgulho que os venceu, tenho seu segredo em mim
Escrevo nestas sombras o enigma de suas tragédias
Sorte adiada no pumar da esperança
Sou poeta!
finjo dor
Escrevo com ardor

Sou capitão neste navio
Na contra mão de suas sombras
Cortarei o negro com a força das espadas.

E o mundo me fez poeta

Sinto o peso das almas que a mim clamam
Pressão nos ombros
No mundo de vários mundos encontrei o meu mundo.
Fiz minha letra
Que alma chora mas a resiliência mantém-me vivo.

E o mundo me fez poeta!

Soldado Wandalika

Voltar

Facebook




Coração de poeta

Evani Rocha: Poema ‘Coração de poeta’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA do Gencraft - 1º de setembro de 2025, às 10:20 PM
Imagem criada por IA do Gencraft – 1º de setembro de 2025, às 10:20 PM

O poeta é dolorido,

Emotivo, pensativo…

Às vezes quieto, ou irrequieto,

Às vezes contente e extrovertido!

O poeta é resiliente, sociável

Ou solitário…

Pode ser sorridente ou taciturno,

Ou simplesmente boêmio!

O coração de um poeta, as vezes sangra,

Seus olhos vertem cachoeiras…

E da pele encrespada, as digitais de um toque!

O que toca o poeta, as coisas fugidias da vida,

Aquelas que ficam, ou as que nunca mais…

O poeta não é feliz, nem triste,

Apenas sensível ou insensato…

Faz dos fatos simples, tempestades

E das tempestades, poesia!

Evani Rocha

Voltar

Facebook




O poeta e a poesia

Ivete Rosa de Souza: Poema ‘O poeta e a poesia’

Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza
"poeta se lança ao fundo de um poço, mas alcança estrelas e magia"
“poeta se lança ao fundo de um poço, mas alcança estrelas e magia”
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Para fazer poesia, é só pensar com o coração, 

 ele dita as palavras, esquece a pontuação

às vezes esquece e rima, outras faz reboliço

Como um trem descarrilhado

Sai do trilho, se joga na emoção

Às vezes planta flores onde existem pedras

E ainda assim ela nasce, florindo dando cor 

Poeta não pesquisa dicionário, tem coração preguiçoso

Não dá tempo pesquisar, sem data, nem horário

É tão maluco esse moço, seja por tristeza ou alegria

Se lança ao fundo de um poço, mas alcança estrelas e magia

Nas palavras escritas sem nexo, nem precisa muito esforço

Mas gosta de plantar amores, que por si só é poesia

Vai surgindo devagar, outras vezes escandaloso

Como um rio a transbordar, rebenta de dentro as palavras

Igual a semente que germina, às vezes só com um olhar

No tempo não determina, se vai ter onde parar

Poetas são todos loucos, com os parafusos soltos

Têm muita coisa para falar, muitas vezes se cansa, reclama 

Até de não poder versejar, e num estalo acontece

Parece estampido de dor, e a mão padece no embalo

Sem confiança, com temor, parece não conseguir 

Colocar no papel o que o coração exigente

Falando tão de repente, teimando em não repetir

A mão é que sofre a pena, da pena não traduzir

Tudo que o coração louco teima em sentir

Palavras que rasgam a alma, por teimosia escaparam.

Ivete Rosa de Sousa

Contatos com a autora

Voltar: https://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Eu, e eu mesma, nasce a poeta!

Sandra Albuquerque: Poema ‘Eu, e eu mesma, nasce a poeta!’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Nasce uma poeta
Criador de imagens do Bing

É um privilégio
Nasci no Dia do Poeta!
Para Deus, Missionária
Para mim, a filha, a neta, a irmã e a prima
A tia mãe. Sim!
Do Edson Jr. e do Eden
A Dinda dos quatro netos:
A primogênita kaká
Depois, vem a Giulia
O do meio, o João Marcos
E o caçula, Pedro Miguel.
Marlene Silva, a tia que me criou
Meu pai Moisés
Minha madrasta Glória.
Minha prima irmã Verônica
Meu irmão Márcio
Meus avós paternos Joaquim e Regina que já se foram
E meu tio pai Edson, também.
Todos que já dormem
E os que comigo convivem
Sentem muito orgulho de mim.
Cada um a seu modo.
E os amigos?
Poucos.
Sim! Amigo está presente em todo tempo
Embora que seja virtualmente ou não
Os outros são apenas colegas, conhecidos, ou coisa do tipo.
Para a FEBACLA, Acadêmica Imortal, Comendadora Guanabara e Embaixadora da Paz
Para a Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Dra. h. c. mult.
Sou, ainda, Benfeitora das Artes
E outros títulos mais.
Todos presenteados pelo Presidente Dom Alexandre Rurikovich
Para OMDDH, Embaixadora Imortal da Paz e Comendadora da Justiça de Paz.
Deus abençoe ao Dr. Dom Iguaci Gouveia.
Também pertenço à ACL.
Gratidão Leandro Campos
Confreira na AILAP
Graças ao convite de Charlan Fialho
Sou Camaquianista
Graças ao Camac Leon
E pertenço à AHBLA
A convite do Marquês Lisboa
Antologias?
Várias.
Mas vou destacar a ‘Inflexões e Crônicas’
Para representar a todas
Pois me descobri cronista.
Um Jornal onde sou Colunista e Editora Setorial?
JORNAL ROL
Obrigada, Sergio Diniz.
Um Jornal onde sou Representante Municipal-RJ
INTER-NET JORNAL
Graças ao Helio Rubens.
Revistas The Bard, através da Verônica Moreira
E Reginela, através da Embaixadora Regina Caciquinho.
Minha amiga Duquesa Claudia Lundgren
Sempre me ajuda
Nas edições.
Sou muito feliz.
Tenho cinco inseparáveis e lindos pets:
Os felinos, Princesa Regina, Thor, Flockinho e Gigi.
Somando a eles,
Minha Basset Jade.
É Arlequim. Kkk.
Tudo meu está entregue nas mãos do Criador.
Não tenho medo do amanhã.
Vivo o hoje
E isto é o que me importa.
No dia de hoje
Você, poeta
Assim como eu
Jamais devemos
Deixar apagar a luz
Que brilha em nós.
Que jamais seja fechada
A cortina da Poesia

Sandra Albuquerque

Contatos com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Somos poetas!

Sergio Diniz: Poema ‘Somos poetas!’

Sergio Diniz

Somos poetas!

Silenciosos

Ou em serestas

Somos guerreiros!

De guerras sem armas

Da vida, romeiros

Somos poetas!

E sentir

Nossa meta!

Sergio Diniz

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Jornal ROL homenageia o poeta, escritor e compositor folclorista Francisco Garbosi

Francisco Garbosi, folião de Reis desde criança, também é atuante como mestre embaixador desde 1961



O jornal Cultural ROL, reconhecido internacionalmente por sua relevância como disseminador da cultura, homenageia o escritor, poeta e folclorista mineiro Francisco Garbosi, que, ainda hoje, aos 84 anos, faz questão de mostrar seu primoroso trabalho em prol da cultura, especialmente em relação a uma das festas populares mais comemoradas da história do folclore brasileiro, a ‘Folia de Reis‘, uma festa de caráter religioso realizada entre o período do Natal até o Dia de Reis, em 6 de janeiro.

Um eterno folião

Nascido em 1º de janeiro de 1939 em Paraguaçu-MG, filho de Ângelo Garbosi e Geralda Francisca de Jesus. Frequentou a escola mista rural do bairro Aparecida, em Tapiratiba – SP. Em 1950 mudou para o município de Londrina, onde trabalhou nas lavouras de café e em 1972 veio para a cidade, onde trabalhou na empresa Viação Garcia como cobrador; na empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina, como cobrador, fiscal e despachante de tráfego e na empresa Colégio Maxi, como segurança patrimonial noturna. É casado desde 20 de setembro de 1961, pai de 4 filhos, 8 netos e 4 bisnetos. É poeta, compositor e folclorista, como folião de Reis desde criança, mas como mestre Embaixador desde 1961 e em 1989 formou o grupo Mensageiros da Paz Londrina PR, que mantém atual até hoje.

Francisco é autor de várias obras literárias e considerado um dos mais antigos folião. Traz consigo a tradição desde a infância, e hoje, aos 84 anos, ainda encanta a todos com seu talento e disposição.

No dia 10/05/2023, entrevistamos Francisco, no programa Ver-arte, que aexibido toda quarta-feira, às 20h, pelo Intagram.

Link da entrevista: https://www.instagram.com/tv/CsFPCRvBKOO/?igshid=MTc4MmM1YmI2Ng==

Instagram do autor: https://instagram.com/franciscogarbosi?igshid=MzRlODBiNWFlZA==

A Folia dos Reis

Ariano Suassuna com Francisco Garbosi – Jornal Folha Norte 2006 Londrina-PR

Na Folia de Reis, grupos organizados de pessoas saem pelas ruas da cidade, visitando as casas e tocando músicas populares e entoando cânticos bíblicos em homenagem aos reis magos e ao nascimento de Jesus. Com os músicos, vão pessoas vestidas com roupas de personagens ligados ao tema da festa.

Alguns aspectos tradicionais da Folia de Reis foram trazidos para o Brasil no final do período colonial (provavelmente no começo do século XIX), pelos portugueses. Porém, de acordo com estudiosos da cultura popular, esta festa tem sua origem na Espanha.

A porta de entrada foi o nordeste brasileiro. Porém, em nosso país, a Folia de Reis ganhou traços culturais particulares, incorporando aspectos da cultura brasileira. Um destes exemplos está presente na música, com a presença das batidas típicas dos tambores africanos.

Vale dizer também que a Folia de Reis possui traços particulares em cada região do Brasil, inclusive, em Minas Gerais, terra do escritor e folclorista, que conheceu pessoalmente grandes nomes da literatura, a exemplo do escritor Ariano Suassuna, pelo qual tem grande carinho e admiração.

Livros de Francisco Garbosi

               




Orlando Rafael Ukuakukula: 'Revelação' I

Orlando Ukuakukula

Revelação I

 

Um poeta vê inspiração em tudo
Até no coiso
No fio de cabelo
De uma donzela
Indesejada pelo seu esposo

Um poeta vê inspiração em tudo
Vê na planta amarela
Pela capacidade de murchar
E acender como sol
E escreve seu brilho
E lhe esconde como milho

O poeta não quer só rimar
Vê mesmo brilho no milho
Cujas cascas
Lhe inspiram letras de amor
Naquele seu abrir
Que parece um bebé nascer
E sua mãe ver seu filho
E da dor se esquecer
.
Um poeta vê coisas onde não há
Ou onde mais ninguém vê
Vê na água
E na seca
Vê no homem
E na mulher
Vê na terra
E no mar
Vê na luz
E no escuro do luar
.
Um poeta vê inspiração
Nos passos de um camalhão
Que a uma árvore sobe
E escreve o seu atingir ao topo
Pode apenas se inspirar com a água
E não com o copo
.
O poeta pode também se inspirar
Por nada
E por tudo
E quando isso lhe move
Não ouve ninguém
Só seu eu lírico
Torna-se mudo
Cego e surdo
.
Um poeta se inspira por uma música alta
Num volume baixo
O poeta é um adulto bebé
Pode apenas se inspirar com cuspe
Que lhe parece ferver

Enfim
O poeta só sabe viver
O poeta não existe
O poeta é
.
Orlando Ukuakukula
Luanda, 26 de Janeiro de 2022, pelas 18h00, no autocarro