Avaliação da aprendizagem: seu outro lado da moeda!

José Ngola Carlos analisa por que compreender o processo do aluno é mais importante do que medir conteúdos

Kamuenho Ngululia
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Jovem negro de mochila sobe uma escadaria de pedra rumo ao horizonte. Ao seu redor, círculos flutuantes mostram cenas de sua vida e comunidade: família lendo, sala de aula, fé, amigos, tecnologia e cultura tradicional.
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No universo acadêmico, não é raro ouvir a expressão avaliação da aprendizagem, utilizada como sinônima de avaliação dos conteúdos trabalhados em sala de aula. Entretanto, seriam realmente equivalentes? O que significa avaliar os conteúdos e o que significa, propriamente, avaliar a aprendizagem?

A avaliação dos conteúdos consiste, fundamentalmente, na recolha e interpretação de informações acerca dos conhecimentos, habilidades e competências que os alunos possuem, estão desenvolvendo ou desenvolveram ao longo do processo educativo. Essa avaliação pode assumir diferentes funções, como a diagnóstica, a formativa e a somativa, conforme o momento e a finalidade com que é realizada.

Entretanto, a avaliação da aprendizagem não deveria limitar-se à verificação daquilo que o aluno sabe ou deixou de aprender. Embora a avaliação dos conhecimentos e das competências constitua uma dimensão importante da avaliação da aprendizagem, esta pode assumir uma perspectiva mais ampla: compreender como o aluno aprende, quais dificuldades enfrenta, que estratégias utiliza e quais condições favorecem ou dificultam o seu processo de aprendizagem.

Avaliar a aprendizagem significa, portanto, procurar compreender o aluno enquanto sujeito que aprende. Nesse sentido, a avaliação constitui um importante ponto de partida para a ação educativa, pois permite ao professor obter informações que ultrapassam a simples constatação dos resultados alcançados. Trata-se de um processo intencional e dialógico, por meio do qual professor e aluno podem construir uma compreensão mais profunda sobre o percurso da aprendizagem.

Compreender como os alunos aprendem pode ajudar o professor a tomar decisões pedagógicas mais adequadas. As informações obtidas podem contribuir para a seleção ou reformulação de métodos, estratégias, recursos e atividades de ensino, tendo em consideração as características, necessidades, dificuldades e potencialidades dos estudantes.

Quando essa dimensão da avaliação é pouco considerada, existe o risco de o professor tomar decisões pedagógicas dispondo de informações insuficientes sobre os processos de aprendizagem dos seus alunos. Consequentemente, métodos e estratégias podem ser escolhidos mais com base em pressupostos gerais do que na compreensão concreta daqueles que participam do processo educativo.

Por isso, avaliar a aprendizagem não deve significar apenas perguntar: o que o aluno aprendeu?, mas também procurar responder a questões como: como ele aprende?, quais dificuldades encontra?, que estratégias utiliza?, o que favorece a sua aprendizagem? e como podemos ajudá-lo a aprender melhor?

Assim, a avaliação dos conteúdos e a avaliação da aprendizagem não precisam ser compreendidas como práticas excludentes. A primeira pode fornecer informações sobre os conhecimentos, habilidades e competências desenvolvidos pelos alunos; a segunda amplia essa perspectiva ao procurar compreender também os processos envolvidos na construção dessas aprendizagens.

Em síntese, avaliar os conteúdos é importante, mas compreender a aprendizagem é indispensável. Se a avaliação pretende verdadeiramente contribuir para a melhoria da educação, não deve limitar-se a verificar aquilo que o aluno aprendeu. Deve também procurar compreender como, por que, em que condições e com que dificuldades ele aprende. Afinal, talvez este seja o outro lado da moeda que, por vezes, permanece menos visível no processo educativo.

Por José Ngola Carlos, Msc.

Malanje, 26 de agosto de 2026

Como citar este artigo: 

Carlos, J. N. (2026:8). Avaliação da Aprendizagem: Seu Outro Lado da Moeda! São Paulo: Jornal Cultural ROL.




Avaliação educativa: um processo…

José Ngola Carlos

‘Avaliação educativa: um processo circular-contínuo‘

Kamuenho Ngululia
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A palavra avaliação, como qualquer outra palavra em Língua Portuguesa, é uma que se permite à atribuição de muitos significados, a depender do contexto em que estiver a ser utilizada. Na educação, área na qual nos propomos a discutir, avaliar pressupõe verificar tendo em vista um fim específico.

Como talvez se perceba, a noção de avaliação requer, para a sua eficiência e efetiva realização, que haja:

  1. Um agente avaliador;
  2. Recursos para a avaliação;
  3. Agentes a serem avaliados e

Embora muitas vezes negligenciado, é imperativo a existência de um

4. Propósito de avaliação.

Pelo que, quem avalia, sempre avalia alguém, em algo, com um fim determinado. A ausência de um dos quatro (4) elementos, citados acima, compromete significativamente o processo avaliativo, levando-a a inviabilidades, como a sua não realização ou a sua má realização.

Do exposto acima, é possível perceber que o ato de avaliar não é, ou não pode ser, um fim em si mesmo. Ela não começa e termina nela mesma. Antes, quando realizada, ela se presta a concretização de metas específicas, previamente pensadas.

Pensar em avaliação, não é pensar num processo horizonte-linear como em uma linha reta, não! A avaliação é um processo circular-contínuo que começa com um planejamento, aplicação, leitura ou análise dos resultados, assim como a elaboração e aplicação de um plano de respostas aos resultados descobertos, e neste ponto, o ciclo se repete.

José Ngola Carlos, Msc.

Malanje, 26 de julho de 2026

Como citar este artigo:  Carlos, J. N. (2026:7). Avaliação Educativa: Um Processo Circular-Contínuo. Brasil: Jornal Cultural ROL.

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