Pacto

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: Ensaio ‘Pacto’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing, em 09/07/2026, `s 10h45
Imagem criada peloa IA do Bing, em 09/07/26 às 10:45h

A palavra pacto costuma despertar imagens muito específicas. Alguns pensam em contratos, outros em alianças religiosas e há quem a associe a histórias envoltas em mistério. Em sua essência, porém, um pacto é simplesmente um compromisso assumido com consciência e responsabilidade.

E, talvez, seja justamente aí que esteja a sua maior força.

A vida humana é construída sobre pactos.

Desde cedo fazemos acordos com a sociedade, com a família, com o trabalho e com as pessoas que cruzam o nosso caminho. Assumimos responsabilidades, fazemos promessas e estabelecemos compromissos que orientam nossas escolhas. Entretanto, existe um pacto que antecede todos os demais e que, muitas vezes, passa despercebido: o compromisso que estabelecemos com a própria consciência.

Esse pacto não é firmado com uma assinatura, mas com decisões.

Cada vez que escolhemos agir com honestidade quando ninguém está olhando, renovar um hábito, controlar uma reação impulsiva, cuidar da saúde ou oferecer perdão, reafirmamos um compromisso silencioso com quem desejamos nos tornar.

Na perspectiva espiritual, esse é o verdadeiro ponto de partida da transformação. Antes de mudar o mundo ao nosso redor, somos convidados a transformar o mundo que existe dentro de nós. Grandes tradições espirituais, cada uma à sua maneira, ensinam que a verdadeira mudança nasce no interior e se revela nas atitudes. A espiritualidade deixa de ser apenas um conjunto de crenças para tornar-se uma forma de viver.

Mas existe um aspecto ainda mais profundo.

Somos seres que influenciam e são influenciados constantemente. Nossos pensamentos despertam emoções, as emoções orientam comportamentos e nossos comportamentos moldam os ambientes onde vivemos. A ciência demonstra que estados emocionais afetam nossa saúde física, nossas relações e até a forma como enfrentamos desafios. Da mesma forma, muitas tradições filosóficas utilizam a ideia de “vibração” para representar a qualidade da presença que levamos ao mundo. Quando cultivamos serenidade, esperança, gratidão e compaixão, nossa presença tende a gerar confiança e acolhimento. Quando alimentamos medo, ressentimento ou agressividade, esses estados também se refletem na forma como nos relacionamos.

Por isso, falar em elevar a própria vibração não significa recorrer ao pensamento mágico, mas assumir a responsabilidade de cultivar pensamentos, emoções e atitudes que favoreçam uma vida mais equilibrada. Nossa energia não é apenas aquilo que sentimos; é também aquilo que transmitimos por meio da nossa presença.

Esse entendimento aproxima o conceito de pacto da Saúde Integral. Corpo, mente, emoções, relacionamentos e espiritualidade não caminham separados. Eles dialogam o tempo todo. Negligenciar um desses pilares inevitavelmente repercute nos demais.

Talvez o maior desafio da vida não seja cumprir promessas feitas aos outros, mas permanecer fiel às promessas feitas a si mesmo. Quantas vezes prometemos cuidar da saúde, dedicar mais tempo à família, estudar, descansar, desenvolver paciência ou simplesmente viver com mais propósito? Nem sempre falhamos por falta de capacidade; muitas vezes falhamos porque esquecemos de renovar diariamente esse compromisso interior.

Um pacto verdadeiro não transforma apenas um dia. Ele transforma uma identidade. Aos poucos, deixamos de agir apenas por obrigação e passamos a agir por convicção. A mudança deixa de ser um esforço temporário para tornar-se parte de quem somos.

No fim, percebemos que não existe crescimento sustentável sem coerência entre aquilo que pensamos, sentimos e fazemos. Essa coerência é o alicerce da paz interior, das relações saudáveis e da construção de uma vida com significado.

Vivemos em uma época em que muitos buscam mudar o mundo, mas poucos se perguntam: qual compromisso tenho assumido comigo mesmo?

Talvez essa seja a pergunta mais importante de todas.

Porque toda transformação verdadeira começa em silêncio, dentro da consciência, muito antes de ser percebida pelo mundo.

O primeiro pacto é com você mesmo.

Joelson Mora

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Nature within

Mustafa Abdulmalek Al-Sumaidi

Poem ‘Nature within’

Mustafa Al-Sumaidi
Mustafa Al-Sumaidi
Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/46758d3c7fac5f17?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Nature an absolute whole
It lingers in all things
The visible breathes
so does the invisible

Stones hold pre-sound hymns
held in stillness
Winds break as lost language
half-shaped, half-gone

We do not only watch
Something watches through us

Roots reach into the hidden
stars pulse at the distant edge
No clear looking—
only the folding of space
between what is
and what we might be

Mustafa Abdulmalek Al-Sumaidi

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A fenomenologia do polegar em queda

Pietro Costa: ‘A fenomenologia do polegar em queda’

Pietro Costa
Pietro Costa
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69dff3df-ff98-83e9-afe7-3bb20cd651a2

Olhos fixados no luminoso oráculo.
O polegar desliza, rito automático.
Teu filho andou pela primeira vez:
A vivência que não entrou no feed.

Sarcasmos prontos, cinismos em série,
piadas leves como a consciência.
Gritos e choros em silêncio digital:
não viraliza a falta de audiência.

Compra-se para esquecer o dia,
acumula-se o que não preenche.
Em casa, aquece-se o urgente,
congela-se o sentir: ego e agonia.

Executa-se a cretinice em escala industrial:
Se vota diferente, é inimigo visceral.
Se critica meu ídolo, é herege, insano.
Se crê fora do meu templo, não é humano.

A ampulheta implode, vazio profundo.
O tempo não passa, acumula feridas.
Preconceitos marcam a pele do mundo:
rugas precoces — civilização exaurida.

Merleau-Ponty já advertia a humanidade:
o corpo é campo sensível, não secundário.
Há um logos inscrito na carne,
uma gramática do sentir antes do discurso, do vernáculo.

Essência e existência soletram-se no cotidiano:
nos afetos negados, nos encontros adiados,
nos mitos que repetimos, em autoengano.

Cada vida é texto em curso:
ou ponte, ou abismo.
E o sentido, hoje,
exige menos conexão
e mais coragem de sentir.

Pietro Costa

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Vamos nos amar

Osvaldo Manuel Alberto: ‘Vamos nos amar’

Osvaldo Manuel Alberto
Osvaldo Manuel Alberto
Imagem criada por IA do Grok
Imagem criada por IA do Grok

Vamos nos amar.
Vamos nos amar para que a vergonha tenha vergonha de nos envergonhar

Vamos nos amar para que as lutas sejam colectivas e tornem-se mais fáceis de vencer.

Vamos nos amar para que a soberba diminua e a petulância se esvazie, para compreender que tudo é vaidade.

Vamos nos amar para que não precisemos de justificar nada, para que a empatia e a solidariedade não sejam objectos das redes sociais motivados por likes, que sejam naturais e refrescantes como a brisa do mar no entardecer.

Vamos nos amar. Vamos nos amar para que a ciência se torne comum ao senso de todos os meros mortais, para que a pedra não pese sobre nós em forma de julgamento.

Vamos nos amar para que na presença ou na ausência os corações continuem verdejantes como a floricultura bem tratada.

Vamos nos amar para sentir menos dor, para ter paz, diluir qualquer peso que possa abalar a estrutura de uma consciência.

Vamos nos amar para que nem a dor, nem a doença e nem a morte possa importunar a criação dos nossos filhos. Mesmo quando o cerne é o corpo, em nada adianta proteger a carne quando o coração está em pedaços.

Vamos nos amar. Vamos nos amar para juntos ultrapassarmos as intempéries calamitosas deste sistema, para juntos combatermos as armadilhas do passarinheiro. Para que a amizade perdure no tempo nessa caminhada efémera.

Vamos nos amar para evitar o empobrecimento da alma e o embrutecer do coração.

Vamos nos amar. Vamos nos amar para não nos procurarmos quando já não é possível nos preocuparmos. Para evitar que morramos em vida. Para que a morte não signifique o fim, mas, tão somente, a etapa necessária que todos os seres viventes passarão.

Vamos nos amar. Vamos nos amar para que ainda que um de nós parta, parta seguro de que ficará a saudade, as lembranças positivas e que nenhum peso abale a estrutura de uma consciência costurada pelo amor.

Vamos nos amar para demostrar segurança, não porque é desejo dos outros, mas porque o comando interno assim está programado.

Vamos nos amar para dar de beber quem tem sede, para criar uma barreira intransponível e ouvir os gritos do silêncio!

Osvaldo Manuel Alberto

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O casulo e a borboleta

José Antonio Torres: ‘O casulo e a borboleta’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA do Bing
Imagem criada pela IA do Bing

Me arrasto em busca de mim mesmo;
O que me esperará mais à frente?
Qual será o meu destino?
Possuo muitas dúvidas,
Mas também desejos e metas;
Sim, tenho perspectivas e objetivos.
Embora tendo total consciência de mim,
Sinto que falta algo;
Estou incompleto…
E assim, sigo me arrastando.
Sinto algo muito forte em meu íntimo;
Isso me impulsiona a não desistir;
Intuo algo grandioso e que faz valer a pena o meu rastejar;
Mais um pouco… mais à frente… sigo.
O grande momento se aproxima…
Me recolho em meu interior, meu casulo.
Conhecimentos adquiridos…
Sentimentos intensamente vividos,
Alegrias… decepções… amores… realizações.
A transformação se processa lentamente e se realiza;
Sou recompensado pela persistência;
Meu espírito está livre e radiante como uma linda borboleta.

José Antonio Torres

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A energia na promoção da saúde integral

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: ‘A energia na promoção da saúde integral’

Joelson Mora
Joelson Mora
"A energia na promoção da saúde integral
‘A energia na promoção da saúde integral’
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

A Energia é um substantivo feminino que na Física podemos definir como a capacidade que um corpo, uma substância ou um sistema físico tem de realizar trabalho e, na Filosofia, em Aristóteles é ação de um motor (físico ou metafísico) que permite a atualização de uma potencialidade.

Além de seu papel físico e perceptível, a energia desempenha um papel mais profundo e sutil na promoção da saúde integral.

Hoje quero ir além da energia como simples combustível para as atividades diárias e mergulharemos em sua natureza mais essencial e transcendental.

Na tradição oriental, como na medicina tradicional chinesa e na filosofia iogue, a energia é vista como um fluxo vital que permeia todos os aspectos do ser. Essa energia, conhecida como “Qi” ou “Prana”, flui através de canais sutis do corpo, conhecidos como meridianos ou nadis, e é essencial para a saúde física, emocional e espiritual. Quando esse fluxo é bloqueado ou desequilibrado, surgem doenças e desconfortos.

A energia está intimamente ligada à consciência. Quanto mais conscientes somos de nossos pensamentos, emoções e padrões mentais, mais podemos direcionar e canalizar nossa energia de forma eficaz. A prática da meditação e da atenção plena nos permite acessar e direcionar conscientemente nossa energia, promovendo um estado de equilíbrio e harmonia.

Além de afetar nossa saúde individual, nossa energia também influencia nossas interações com os outros. Quando estamos vibrando em uma frequência elevada, irradiamos uma energia positiva que pode inspirar e elevar aqueles ao nosso redor. Da mesma forma, quando estamos desequilibrados ou sobrecarregados, podemos transmitir uma energia negativa que impacta negativamente os outros e afeta nossos relacionamentos.

A energia transcende a dualidade de corpo e emoções, matéria e espírito. Ela nos lembra da comunicação entre todos os aspectos do ser e nos convida a transcender as limitações percebidas da existência física. Ao reconhecermos a natureza energética de nossa realidade, nos abrimos para uma compreensão mais profunda de nós mesmos e do universo ao nosso redor.

Ao explorarmos a profundidade da energia na saúde integral, somos convidados a expandir nossa compreensão além dos limites do tangível e do mensurável. A energia não é apenas uma força física, mas também uma expressão da vida e da consciência em sua forma mais pura e essencial. Ao honrarmos e cultivarmos essa energia, abrimos as portas para um estado de saúde e bem-estar que vai além do físico e alcança os domínios mais sutis do ser.

Joelson Mora

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Subsistência…

Clayton Alexandre Zocarato: Poema ‘Subsistência’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton Alexandre Zocarato

Ando por aí…

Procurando consciência!…

Qual é?…

Sua ciência…

Para se ter consciência?…

Em meio a tanta demência?…

Perguntou a miséria da subsistência…

Para a inconsciência da vida…

Clayton Alexandre Zocarato

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