{"id":11272,"date":"2017-06-26T17:01:06","date_gmt":"2017-06-26T20:01:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=11272"},"modified":"2017-06-26T17:01:06","modified_gmt":"2017-06-26T20:01:06","slug":"goncalves-viana-o-brasil-em-forma-de-aguarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=11272","title":{"rendered":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;O Brasil em forma de aquarela&#8230;&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F11272&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F11272&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h2 style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/15349830_938788429554570_4061495208637168552_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-11273 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/15349830_938788429554570_4061495208637168552_n-300x227.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"227\" \/><\/a><\/strong>Gon\u00e7alves Viana:<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>&#8216;O BRASIL EM FORMA DE AQUARELA&#8230;&#8217;<\/strong><\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ary-barrosoontem-hj.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-11274 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/ary-barrosoontem-hj-296x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"296\" height=\"300\" \/><\/a>Numa noite chuvosa de 1939, um casal recebe a visita de outro casal: s\u00e3o os cunhados. Ap\u00f3s os cumprimentos e as devidas acomoda\u00e7\u00f5es, o dono da casa, inspirado que estava, dirigiu-se ao piano, dizendo: \u2500 \u201cEstou com uma ideia batucando aqui dentro \u2013 batendo na testa \u2013 vou fazer um samba cheio de inova\u00e7\u00f5es&#8230;\u201d. Meia hora depois, a m\u00fasica e a letra estavam prontas.<\/p>\n<p>O cunhado, um engenheiro, pessoa afeita \u00e0s exatas, n\u00e3o gostou da letra e zombou: &#8211; P\u00f4, Ary! Coqueiro que d\u00e1 coco? Voc\u00ea queria que coqueiro desse o que? Abobrinhas, bananas! Al\u00e9m do mais, essas palavras esquisitas: inzoneiro, merenc\u00f3ria; tenha paci\u00eancia, n\u00e9 Ary! Esse Ary era nada mais nada menos que Ary Barroso, o j\u00e1 ent\u00e3o um compositor de certa proje\u00e7\u00e3o, e o samba em quest\u00e3o, Aquarela do Brasil! Ele ficou um tanto quanto encabulado, mas n\u00e3o disse nada e nem deu muita bola para o cunhado.<\/p>\n<p>Ary de Rezende Barroso, era um homem de m\u00faltiplas atividades; al\u00e9m de compositor, era tamb\u00e9m cronista, jornalista, radialista, vereador, amante de futebol (era flamenguista doente) e bo\u00eamio sadio, isto \u00e9, n\u00e3o bebia!<\/p>\n<p>Levou a composi\u00e7\u00e3o para uma pe\u00e7a teatral, onde seria cantada pela atriz Araci C\u00f4rtes, mas o samba passou despercebido. Pouco depois, outra Aracy, ent\u00e3o no auge da carreira (Aracy de Almeida), desistiu de grav\u00e1-lo, porque exigiria uma grande orquestra para acompanh\u00e1-la e ela s\u00f3 gostava de acompanhamento de regional.<\/p>\n<p>Conforme Ary havia dito, era um samba com muitas inova\u00e7\u00f5es, ele acabava de criar uma nova forma de samba, que passou a ser chamado de Samba-Exalta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse samba ficou esquecido, at\u00e9 que um grupo de americanos, em passagem por Bel\u00e9m do Par\u00e1, quis ouvir m\u00fasica brasileira e pediu ao sofr\u00edvel quarteto que se apresentava no restaurante do hotel que tocassem alguma coisa do Brasil. Eles tocaram de maneira mais sofr\u00edvel ainda a Aquarela do Ary.<\/p>\n<p>Foi o suficiente para que o americano mais influente do grupo quisesse saber quem era o compositor. Esse americano era simplesmente Walt Disney, que vinha ao Brasil fazer um desenho animado com motivos de um pa\u00eds tropical (estava criando o personagem Z\u00e9 Carioca). Colocou a m\u00fasica na trilha sonora do filme. Entusiasmado com Ary, incluiu mais tr\u00eas composi\u00e7\u00f5es dele na trilha.<\/p>\n<p>Foi o que bastou para que Ary Barroso ganhasse renome internacional, foi chamado a Hollywood, para fazer mais trilhas sonoras para filmes.<\/p>\n<p>Aquarela do Brasil foi gravada em ingl\u00eas \u2013 com o nome de \u201cBrazil\u201d \u2013 por um batalh\u00e3o de cantores famosos: Bing Crosby, Dick Haymes, Doris Day, Frank Sinatra, Ray Connif, etc\u2026<\/p>\n<p>Estaria tudo bem, se n\u00e3o fosse um pequeno sen\u00e3o, nos Estados Unidos ela mereceu um trocadilho gaiato, para n\u00e3o dizer infame, os americanos cantavam como \u201cbrassiere\u201d, que \u00e9 semelhante foneticamente com a pron\u00fancia de \u201cBrasil\u201d, que significa suti\u00e3.<\/p>\n<p>Aquarela do Brasil \u00e9 tamb\u00e9m considerada \u2013 com coqueiro que d\u00e1 coco, inzoneiro, merenc\u00f3ria e tudo mais \u2013 um segundo Hino Nacional.<\/p>\n<p>Essa m\u00fasica, al\u00e9m de ter feito a fama tanto nacional como internacional, permeou a vida de Ary at\u00e9 a sua morte, sen\u00e3o vejamos:<\/p>\n<p>\u2666 Ary era o animador de um programa de r\u00e1dio: \u2018<em>Calouros em desfile\u2019<\/em>, quando apareceu um candidato muito t\u00edmido.<\/p>\n<p>\u2500 Vai cantar o qu\u00ea, meu filho? \u2013 perguntou Ary Barroso.<\/p>\n<p>\u2500 Vou cantar um sambinha! \u2013 responde o calouro.<\/p>\n<p>\u2500 \u00c9 sempre assim. Se fosse mambo, n\u00e3o seria um mambinho. Se fosse um bolero, n\u00e3o seria um bolerinho. Mas samba \u00e9 um sambinha. E qual sambinha o senhor vai cantar? \u2014 Retruca Ary!<\/p>\n<p>E o calouro: \u2500 Aquarela do Brasil! Quase que Ary teve um infarto.<\/p>\n<p>\u2500 Pois ent\u00e3o comece!<\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o musical feita, o rapaz deu a partida:<\/p>\n<p><em>Brasil,<\/em><\/p>\n<p><em>meu Brasil brasileiro,<\/em><\/p>\n<p><em>meu mulato inzoneiro<\/em><\/p>\n<p><em>vou cantar-te em meus <strong>velsos<\/strong>\u2026<\/em><\/p>\n<p>Ary simplesmente arrancou o microfone das m\u00e3os do candidato, aos gritos:<\/p>\n<p>\u2500 V\u00e1 cantar nos <strong>velsos<\/strong> de outro! Porque nos meus <strong>versos<\/strong> o senhor n\u00e3o canta, n\u00e3o!<\/p>\n<p>\u2666 Al\u00e9m do enorme talento, ele ficou conhecido tamb\u00e9m pela fama de rabugento e encrenqueiro. Conta a lenda que, semanas antes de morrer, ele teve um encontro com o jornalista e compositor Ant\u00f4nio Maria (outro gigante da MPB), com quem andava \u00e0s turras por conta de uma disputa de pura vaidade. Ary vivia repetindo que a m\u00fasica mais conhecida dentro e fora do pa\u00eds era <em>Aquarela do Brasil<\/em>, de sua autoria. Ant\u00f4nio Maria rebatia com veem\u00eancia, alegando que a can\u00e7\u00e3o mais badalada aqui e no exterior era a sua bel\u00edssima <em>Ningu\u00e9m me Ama<\/em>.<\/p>\n<p>Depois de tantas brigas e com Ary muito doente, Ant\u00f4nio Maria foi \u00e0 casa de Ary visit\u00e1-lo, e este fez um ins\u00f3lito pedido:<\/p>\n<p>\u2500 Maria, canta pra mim <em>Aquarela do Brasil<\/em>.<\/p>\n<p>Comovido, Ant\u00f4nio Maria n\u00e3o se fez de rogado. Puxou uma caixinha de f\u00f3sforos e cantarolou a m\u00fasica inteirinha, sem errar uma palavra sequer.<\/p>\n<p>Fingindo-se agradecido e pretendendo retribuir a gentileza, Ary alfinetou:<\/p>\n<p>\u2500 Agora pede para eu cantar <em>Ningu\u00e9m me Ama<\/em>.<\/p>\n<p>\u2500 Bom, Ary, se voc\u00ea faz quest\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>A resposta do encrenqueiro: \u2500 N\u00e3o posso, eu n\u00e3o sei a letra!<\/p>\n<p>\u2666 No carnaval de 1964, a Escola de Samba Imp\u00e9rio Serrano escolheu como enredo o tema Aquarela do Brasil e criou o samba-enredo Aquarela Brasileira.<\/p>\n<p>Pouco antes de a escola pisar na avenida, chegou a not\u00edcia: Ary Barroso morrera! Era o dia 9 de fevereiro de 1964. Quem assistiu garante que a Imp\u00e9rio Serrano conseguiu, apesar de tudo, fazer um belo carnaval.<\/p>\n<p>Com o caix\u00e3o coberto pela bandeira do seu querido Flamengo, o corpo do compositor que deixou para a m\u00fasica brasileira perto de trezentas can\u00e7\u00f5es, foi enterrado no dia seguinte, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>* Em novembro de 1997, a Academia Brasileira de Letras, que estava comemorando cem anos de exist\u00eancia, encomendou, ao pesquisador Ricardo Cravo Albin, uma enquete que estabelecesse as catorze can\u00e7\u00f5es mais marcantes da m\u00fasica brasileira nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Albin convidou a votar sete autoridades no assunto e seis jornalistas ligados \u00e0 m\u00fasica popular. Os treze jurados foram os pesquisadores: Albino Pinheiro, Ary Vasconcelos, Jairo Severiano, Lena Frias, Luiz Fernando Vieira (presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Pesquisadores da M\u00fasica Popular), S\u00e9rgio Cabral, e o pr\u00f3prio Ricardo Cravo Albin; al\u00e9m dos jornalistas, Jo\u00e3o M\u00e1ximo (O Globo), T\u00e1rik de Souza (Jornal do Brasil), Joaquim Ferreira dos Santos (O Dia), Carlos Renn\u00f3 (Folha de S\u00e3o Paulo), Okky de Souza (Veja) e Ruy Castro (O Estado de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>Ao j\u00fari, foi pedido apenas que selecionasse os t\u00edtulos \u201cmais marcantes\u201d desses cem anos de m\u00fasica popular. Cada jurado entendeu essa classifica\u00e7\u00e3o a seu crit\u00e9rio: pela import\u00e2ncia hist\u00f3rica, pela beleza das can\u00e7\u00f5es, pelo gosto pessoal ou por uma combina\u00e7\u00e3o das tr\u00eas condicionantes.<\/p>\n<p>Na tarde do dia 21 de novembro, <em>N\u00e9lida Pi\u00f1on<\/em>, ent\u00e3o presidente da Academia Brasileira de Letras, anunciou o resultado da enquete:<\/p>\n<p><strong><em>Aquarela do Brasil<\/em><\/strong>, a monumental saga de Ary Barroso, composta em 1939 e talvez a primeira can\u00e7\u00e3o em <em>technicolor<\/em> da hist\u00f3ria (vide o filme de Walt Disney), obteve 12 votos entre os 13 jurados.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do que essa m\u00fasica representou, at\u00e9 ent\u00e3o, foi reavivada por essa enquete realizada pela Academia. Mas por que 14 m\u00fasicas? Porque esse \u00e9 o n\u00famero padr\u00e3o de faixas de um CD.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de curiosidade, segue as 14 can\u00e7\u00f5es eleitas as melhores do s\u00e9culo:<\/p>\n<p><em>Aquarela do Brasil<\/em> (Ary Barroso, 1939)<\/p>\n<p><em>Carinhoso<\/em> (Pixinguinha-Jo\u00e3o de Barro, 1937)<\/p>\n<p><em>Asa Branca<\/em> (Luis Gonzaga-Humberto Teixeira, 1947)<\/p>\n<p><em>\u00daltimo Desejo<\/em> (Noel Rosa, 1937)<\/p>\n<p><em>Chega de Saudade<\/em> (Tom Jobim- Vinicius de Moraes, 1958)<\/p>\n<p><em>O Que Ser\u00e1, Que Ser\u00e1<\/em> (Chico Buarque-Milton Nascimento, 1973)<\/p>\n<p><em>Se Voc\u00ea Jurar <\/em>(Ismael Silva-Newton Bastos-Francisco Alves, 1931)<\/p>\n<p><em>Ch\u00e3o de Estrelas <\/em>(S\u00edlvio Caldas-Orestes Barbosa, 1937)<\/p>\n<p><em>Alegria, Alegria<\/em> (Caetano Veloso, 1967)<\/p>\n<p><em>As Rosas N\u00e3o Falam<\/em> (Cartola, 1975)<\/p>\n<p><em>Abre-Alas<\/em> (Chiquinha Gonzaga, 1900)<\/p>\n<p><em>O Mar<\/em> (Dorival Caymmi, 1939)<\/p>\n<p><em>Pelo Telefone<\/em> (Donga-Mauro de Almeida, 1971)<\/p>\n<p><em>O B\u00eabado e a Equilibrista<\/em> (Jo\u00e3o Bosco-Aldir, 1972)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Gon\u00e7alves Viana<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>AQUARELA DO BRASIL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Meu Brasil brasileiro,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Meu mulato inzoneiro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Vou cantar-te nos meus versos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O Brasil, samba que d\u00e1<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Bamboleio que faz gingar<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O Brasil do meu amor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Terra de Nosso Senhor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil!&#8230; Brasil! Pra mim&#8230; Pra mim!&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00d4i! Abre a cortina do passado,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Tira a m\u00e3e preta do cerrado,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Bota o rei-congo no congado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil, Brasil.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Deixa cantar de novo o trovador<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00c0 merenc\u00f3ria luz da lua<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Toda a can\u00e7\u00e3o do meu amor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Quero ver essa dona caminhando<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Pelos sal\u00f5es arrastando<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O seu vestido rendado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil!&#8230; Brasil! Pra mim&#8230; Pra mim!&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil, terra boa e gostosa<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Da moreninha sestrosa<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>De olhar indiferente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O Brasil, samba que d\u00e1<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Para o mundo admirar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O Brasil do meu amor<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Terra de Nosso Senhor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil!&#8230; Brasil! Pra mim&#8230; Pra mim!&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00d4i! Esse coqueiro que d\u00e1 coco.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Onde eu amarro a minha rede<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Nas noites claras de luar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil!&#8230; Brasil! Pra mim&#8230; Pra mim!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00d4i, ouve essas fontes murmurantes<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Oi, onde eu mato minha sede<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>E onde a lua vem brincar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Oh! Esse Brasil lindo e trigueiro<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00c9 o meu Brasil brasileiro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Terra de samba e pandeiro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Brasil!&#8230; Brasil! Pra mim&#8230; Pra mim!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>(Ary Barroso)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gon\u00e7alves Viana: &#8216;O BRASIL EM FORMA DE AQUARELA&#8230;&#8217;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":11274,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1021,1122,4206],"class_list":["post-11272","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-aquarela-do-brasil","tag-ary-barroso","tag-goncalves-viana"],"aioseo_notices":[],"views":408,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":24121,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=24121","url_meta":{"origin":11272,"position":0},"title":"Poetas e amigos prestigiam o lan\u00e7amento do livro Quadras Quadradas Quadrinhas, de Gon\u00e7alves Viana","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"29 de janeiro de 2019","format":false,"excerpt":"Amizade, emo\u00e7\u00e3o e descontra\u00e7\u00e3o marcam o lan\u00e7amento do 7\u00ba livro do poeta Gon\u00e7alves Viana O poeta Gon\u00e7alves Viana escolheu o Est\u00fadio Cultural Lexmediare, do casal de escritores e amigos \u00c9lcio M\u00e1rio Pinto e Adriana Rocha, para o lan\u00e7amento de Quadras Quadradas Quadrinhas, sua 7\u00aa obra po\u00e9tica, editada pela Crearte Editora\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG-20190127-WA0044.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG-20190127-WA0044.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG-20190127-WA0044.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG-20190127-WA0044.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":27089,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=27089","url_meta":{"origin":11272,"position":1},"title":"Poeta Gon\u00e7alves Viana promove Roda de Conversa L\u00edtero-Po\u00e9tica","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"13 de maio de 2019","format":false,"excerpt":"Com o tema 'A poesia em seu estado mais simples', a Roda de Conversa ser\u00e1 realizada no dia 18 de maio (s\u00e1bado), \u00e0s 10h, na Livraria Nobel Com o tema 'A poesia em seu estado mais simples', o poeta Gon\u00e7alves Viana promover\u00e1 Roda de Conversa no dia 18 de maio\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/roda-de-conversa-212x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":49095,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=49095","url_meta":{"origin":11272,"position":2},"title":"Poeta Gon\u00e7alves Viana \u00e9 agraciado pela FEBACLA com T\u00edtulos e Medalha","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"13 de mar\u00e7o de 2022","format":false,"excerpt":"Aos 77 anos de idade, o poeta Gon\u00e7alves Viana mostra-se um jovem enamorado pela vida! 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