{"id":13496,"date":"2017-10-04T14:34:49","date_gmt":"2017-10-04T17:34:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=13496"},"modified":"2017-10-04T14:34:49","modified_gmt":"2017-10-04T17:34:49","slug":"erica-matias-a-jovem-alagoana-colunista-do-rol-teve-o-conto-reencontro-premiado-no-v-concurso-de-contos-arriete-vilela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=13496","title":{"rendered":"Erica Matias, a jovem alagoana colunista do ROL, teve o conto &#039;Reencontro&#039; premiado no V Concurso de Contos Arriete Vilela"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F13496&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F13496&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/erica.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-12775 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/erica-199x300.jpg\" alt=\"\" width=\"192\" height=\"289\" \/><\/a><strong>O conto &#8216;Reencontro&#8217; foi premiado no\u00a0V<b>\u00a0CONCURSO DE CONTOS ARRIETE VILELA,\u00a0<\/b>promovido na Universidade\u00a0Federal\u00a0de Alagoas &#8211; UFAL durante a\u00a0X Semana de Letras\u00a0Linguagem e(m) di\u00e1logos, que aconteceu\u00a0no per\u00edodo de 08 a 22 de setembro de 2017<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><!--more--><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O primeiro conto e uma premia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Algumas pessoas parecem predestinadas ao reconhecimento imediato de seu talento natural.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu com Erica Matias, a jovem alagoana de 24 anos, que enriquece o Quadro de Colunistas do jornal ROL &#8211; Regi\u00e3o On Line!<\/p>\n<p>Em agosto deste ano, Erica classificou-se em 1.\u00ba lugar no 13.\u00ba Concurso Liter\u00e1rio Nacional &#8216;Prof. Armando Oliveira Lima&#8217;. Em setembro, teve poema selecionado no projeto &#8216;Doce Poesia Doce&#8217;, de Salvador\/BA e, agora, premiada no V Concurso de Contos Arriete Vilela!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/21764767_1451706341543775_6156704326764171403_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13523 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/21764767_1451706341543775_6156704326764171403_n-256x300.jpg\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"300\" \/><\/a>&#8216;Reencontro&#8217; foi o primeiro conto escrito por ela. E, com ele, Erica foi premiada no concurso\u00a0 promovido na Universidade Federal de alagoas &#8211; UFAL durante a X Semana de Letras Linguagem e(m) di\u00e1logos, que aconteceu no per\u00edodo de 8 a 22 de setembro de 2017.<\/p>\n<p>A premia\u00e7\u00e3o teve um efeito impactante em Erica! Tanto que uma &#8216;onda&#8217; de inspira\u00e7\u00e3o a cobriu e ela est\u00e1 escrevendo outros contos, a fim de publicar um livro!<\/p>\n<p>A jovem poetisa se diz\u00a0apreciadora das obras de Arriete e afirma que ela, como pessoa e escritora, lhe \u00e9\u00a0 uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Arriete Vilela<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 sem motivo que Erica se diz inspirada por Arriete Vilela, alagoana de Marechal Deodoro, autora de mais de 30 pr\u00eamios,\u00a0dentre eles onze nacionais, concedidos pela Uni\u00e3o Brasileira de Escritores\/UBE\/Rio e recebidos na Academia Brasileira de Letras.<\/p>\n<p>Poetisa,\u00a0 contista e romancista, a\u00a0partir de 1980, publicou livros de contos (Farpa; Maria Flor etc; Tardios Afetos; Grande Ba\u00fa, a Inf\u00e2ncia), editados em Contos Reunidos (2011), e de poemas (A Rede do Anjo; Vadios Afetos; O \u00d3cio dos Anjos Ignorados; Fr\u00eamitos; A Palavra sem \u00c2ncora; \u00c1vidas Paix\u00f5es, \u00c1ridos Amores), reunidos em um \u00fanico volume: Obra Po\u00e9tica Reunida (2011).<\/p>\n<p>Em 2012, publicou Luares para o Amor n\u00e3o Naufragar (poemas) e Alzirinha (infantojuvenil), e, em 2015, Te\u00e7o-me (poemas) e Abra\u00e7os (poemas).<\/p>\n<p>&#8216;Fantasia e avesso&#8217;, uma prosa po\u00e9tica pontuada pelo discurso er\u00f3tico-amoroso e pela paix\u00e3o ao fazer liter\u00e1rio, atualmente na 5.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, foi adotado no vestibular da UFAL por 3 anos e proporcionou \u00e0 autora v\u00e1rios pr\u00eamios, inclusive nacionais.<\/p>\n<p>&#8216;Grande ba\u00fa, a inf\u00e2ncia&#8217; \u00e9 considerado outro grande sucesso de Arriete Vilela e est\u00e1 na 5.\u00aa edi\u00e7\u00e3o (Edufal, 2015); em mar\u00e7o de 2007, foi lan\u00e7ado, pela Edufal, em linguagem braille.<\/p>\n<p>Em 2002, a biblioteca setorial do programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras e Lingu\u00edstica da Ufal passou a chamar-se Biblioteca Escritora Arriete Vilela, por iniciativa da profa. dra. Belmira Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>Em 2005, foi editado o primeiro romance de Arriete Vilela, &#8216;L\u00e3s ao vento&#8217;, que recebeu o Pr\u00eamio L\u00facia Aizim, da Uni\u00e3o Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro e o Pr\u00eamio Internacional de Literatura, da Academia Feminina Mineira de Letras.<\/p>\n<p>Em 2005, recebeu a Comenda Nise da Silveira, concedida pelo Governo do Estado, em reconhecimento \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o na cultura alagoana.<\/p>\n<p>Em 2007, a Construtora Colil lan\u00e7ou o Condom\u00ednio Pra\u00e7a dos Poetas, que conta com tr\u00eas pr\u00e9dios residenciais: Edif\u00edcio Jorge de Lima, Edif\u00edcio Arriete Vilela e Edif\u00edcio L\u00eado Ivo.<\/p>\n<p>Em 2011, Arriete Vilela teve cinco poemas traduzidos para o espanhol e publicados na Antologia de poetas brasile\u00f1os actuales (edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue), pela Paralelo Sur Ediciones, Barcelona, Espanha.<\/p>\n<p>O livro &#8216;Maria Flor etc.&#8217; foi adaptado pela PANAM Filmes, produtora alagoana, e exibido em 3 de outubro de 2012 com o t\u00edtulo &#8216;Farpa&#8217;.<\/p>\n<p>Em 2013, foi institu\u00eddo o I Concurso de Contos Arriete Vilela, pela Faculdade de Letras e o Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial do Curso de Letras da Universidade Federal de Alagoas (Pet\/Letras).<\/p>\n<p>Sobre sua obra, que \u00e9 reconhecida e estudada nos meios acad\u00eamicos, h\u00e1 in\u00fameros artigos de professores universit\u00e1rios, cr\u00edticos liter\u00e1rios e escritores, tanto de Alagoas como de outros Estados.<\/p>\n<p>Aposentada da Ufal, Arriete Vilela divide-se entre os Cursos de Leitura e Escrita Criativa, que ministra sistematicamente, e as palestras em escolas e faculdades para as quais \u00e9 convidada com bastante frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/22278880_1460161220698287_245314241_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13507 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/22278880_1460161220698287_245314241_o-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>\u00a0\u00a0<strong>A jovem contista, ao lado de sua &#8216;Musa Liter\u00e1ria Inspiradora&#8217;, Arriete Vilela&#8217;, no momento da premia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O conto &#8216;Reencontro&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>Com uma inspira\u00e7\u00e3o de tal magnitude liter\u00e1ria, Erica\u00a0 Matias iniciou sua prosa em contos com uma honrosa premia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E vale a pena conhecer sua primeiro produ\u00e7\u00e3o nesse g\u00eanero!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 REENCONTRO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No inverno de 1985 em uma tarde chuvosa, \u00e0s 16h50mim, encontrava-se Cec\u00edlia, mal agasalhada, tremia de frio, tinha consigo apenas um livro que cuidadosamente entre os bra\u00e7os tentava proteg\u00ea-lo dos pingos d\u2019\u00e1gua. Contava incessantemente os segundos no rel\u00f3gio da esta\u00e7\u00e3o do Centro na cidade do Recife, onde ela estava esperando ansiosamente o trem das 17h para retornar a sua casa.<\/p>\n<p>Poucos minutos depois, com o pensamento distanciado, os olhos que estavam rodeados de olheiras avistaram o trem, que como sempre chegava pontualmente e aos poucos ele aproximava-se daquela menina, ela nem imaginava que dentro dele havia algu\u00e9m pr\u00e9 destinado a mudar sua vida completamente.<\/p>\n<p>Logo, o trem parou na esta\u00e7\u00e3o. Desceram uma, duas, tr\u00eas, &#8230; oito pessoas. Ela fez quest\u00e3o de contar uma por uma de t\u00e3o ansiosa que estava, pois mal via a hora de entrar, sentar-se e sentir-se um pouco aquecida. Naquele ano teve in\u00edcio a circula\u00e7\u00e3o dos primeiros trens, ainda eram poucas as pessoas que usavam esse meio de transporte.<\/p>\n<p>Quando o trem parou Cec\u00edlia entrou, procurou entre os vag\u00f5es um assento preferencialmente ao lado de uma janela, lugar preferido dela, pois gostava de viajar olhando as paisagens, as quais o caminho de casa presenteava \u00e0queles olhos que de t\u00e3o azuis pareciam o mar.<\/p>\n<p>O trem levava poucos passageiros e Cec\u00edlia ao entrar, avistou o assento onde costumava sentar-se na maioria de suas viagens. At\u00e9 ent\u00e3o foi mais um dia de sorte, ele estava vazio. Aproximou-se, sentou-se e p\u00f4s o livro no banco do lado. O apito soou e sem demora, o trem continuou a viagem.<\/p>\n<p>Fixou os olhos na imagem do lado de fora que aos poucos ia ficando para tr\u00e1s. Os pingos da chuva molhavam o vidro da janela, escorriam como l\u00e1grimas, mas eles n\u00e3o impediam que ela deixasse de contemplar aquele fim de tarde nebuloso. E a cada minuto que o vento frio embalava seus lisos e longos cabelos ruivos, ela parecia mais fascinada. Era como se estivesse esquecida do mundo ao seu redor, e de fato estava. Vivia no auge dos 18 anos, lia muitos romances e preocupa\u00e7\u00e3o era uma palavra desconhecida em seu vocabul\u00e1rio aprimorado. Sempre distra\u00edda, nem se quer deu import\u00e2ncia para os olhares constantes de Louren\u00e7o, os quais eram direcionados a ela. Ele estava sentado na cadeira em frente \u00e0 Cec\u00edlia.\u00a0 Era um rapaz jovem, alto, bem apresent\u00e1vel, ficou imediatamente encantado com a beleza singular daquela mo\u00e7a, dona de um pensamento alheio. Olhava-a repetidamente e s\u00f3 avistou o livro de Cec\u00edlia quase meia hora depois que ela sentou-se.<\/p>\n<p>Meio afastado, estava curioso para saber sobre a jovem que lhe prendia o olhar. Naquele momento qualquer informa\u00e7\u00e3o era valiosa. Rec\u00e9m-chegado no Recife, ele pensou em puxar assunto, perguntar sobre a cidade a qual estava adaptando-se, mas Cec\u00edlia estava t\u00e3o concentrada e ao mesmo tempo distra\u00edda, que resolveu permanecer calado. Louren\u00e7o ergueu um pouco a cabe\u00e7a e leu: <em>O doce mist\u00e9rio de um olhar. <\/em>Era o t\u00edtulo do livro que estava escrito na capa grossa<em>.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00ad<\/em>&#8211; Uau! Parece-me interessante. Pensou ele.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o e o barulho causado pelos trilhos, eram o que faziam lembrar a bela menina que ela estava na terra, no seu mundo real.<\/p>\n<p>Era quase noite, a forte chuva amenizava e o apito do trem anunciou a pr\u00f3xima parada, Esta\u00e7\u00e3o Werneck, um pouco menos movimentada do que a Esta\u00e7\u00e3o do Centro.<\/p>\n<p>Cec\u00edlia esperou o trem parar e ajeitou os cabelos que entrela\u00e7avam seu rosto. Nesse instante, os seus olhos avistaram os de Louren\u00e7o, duas luas negras a comparar-se com a cor do chap\u00e9u que ele usava. O jovem tinha um olhar profundo. T\u00edmida, Cec\u00edlia dirigiu-se \u00e0 porta de sa\u00edda e desceu. Meio hipnotizada com aquele olhar, andou alguns passos, mas ainda na Esta\u00e7\u00e3o lembrou-se que deixou o livro no assento do lado que ela estava. De imediato desesperou-se, correu, gritou, mas o trem j\u00e1 havia partido. Era um livro de romance que tinha ganhado h\u00e1 poucos dias no seu anivers\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8211; Adorei as dez primeiras p\u00e1ginas da hist\u00f3ria. Agora \u00e9 tarde para saber o final. Disse ela.<\/p>\n<p>Ao longe, o trem ia rumo \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Coqueiral, onde findava o destino de Louren\u00e7o. Ap\u00f3s a descida de Cec\u00edlia, Louren\u00e7o percebeu que o livro havia sido esquecido. Pela janela, tentou procur\u00e1-la, mas n\u00e3o a viu. A comunica\u00e7\u00e3o com o maquinista estava impossibilitada, pois uma cabina os separavam.\u00a0 Em seguida o mo\u00e7o leu novamente o t\u00edtulo do livro, segurou-o firme com as duas m\u00e3os e abriu a capa. Estava escrito com caneta azul a seguinte dedicat\u00f3ria:<\/p>\n<p><em>Para Cec\u00edlia,<\/em><\/p>\n<p><em>Que este livro te mostre um novo horizonte.<\/em><\/p>\n<p>Essa frase o deixou curioso para saber sobre o enredo, ent\u00e3o leu as primeiras p\u00e1ginas, no m\u00e1ximo tr\u00eas, quantidade suficiente para chegar na Esta\u00e7\u00e3o Coqueiral. As poucas palavras que os olhos avistaram, revelaram sobre o romance proibido de um jovem casal.<\/p>\n<p>Rec\u00e9m-formado em Jornalismo, Louren\u00e7o morava com os pais no interior e resolveu ir para a casa de um tio na capital pernambucana com o intuito de conseguir um emprego na cidade grande.<\/p>\n<p>No dia seguinte, ter\u00e7a-feira Cec\u00edlia foi logo cedo para a Esta\u00e7\u00e3o Central. Estava esperan\u00e7osa, pois s\u00f3 havia um maquinista que fazia o percurso naquela cidade e em seu pensamento possivelmente ele estivesse com o livro. \u00c0s 07h, o trem chegou, mas o condutor n\u00e3o soube inform\u00e1-la sobre o objeto perdido. Triste e sem esperan\u00e7as, entrou em um dos vag\u00f5es e voltou para casa. Dessa vez, pouco importava o local para sentar-se.<\/p>\n<p>Na tarde daquele dia Louren\u00e7o dirigiu-se ao Centro do Recife, onde h\u00e1 duas semanas ia procurar emprego, levou o livro na bolsa para entrega-lo \u00e0 Cec\u00edlia, caso a encontrasse. Contava com frequ\u00eancia as horas no rel\u00f3gio da esta\u00e7\u00e3o, eram 16h31min &#8230; e procurava atenciosamente aqueles olhos azuis que os deixaram encantado. Mas n\u00e3o os viam.<\/p>\n<p>A mesma cena repetiu-se at\u00e9 a quinta-feira. Na sexta, j\u00e1 pr\u00f3ximo das 17h, estava ele mais um dia na Esta\u00e7\u00e3o, como sempre ansioso, mas meio sem esperan\u00e7a. Prestes a desistir da procura, aproximava-se a hora do trem chegar. Naquele dia fazia sol. Era entardecer, o c\u00e9u transformou-se em uma aquarela e o sol timidamente despedia-se da tarde clara. Eis que surge, ainda ao longe, a confundir-se com o arrebol aqueles cabelos ruivos que diante de Louren\u00e7o foram oscilados pelo vento frio.<\/p>\n<p>Aproximando-se da esta\u00e7\u00e3o, com a cabe\u00e7a baixa e distra\u00edda como sempre, Cec\u00edlia<\/p>\n<p>dirigia-se \u00e0 plataforma. Sentado em um banco, Louren\u00e7o avistou uns longos cabelos arruivados e gritou euf\u00f3rico:<\/p>\n<p>&#8211; CEC\u00cdLIA!<\/p>\n<p>Sem demora, ela levantou a cabe\u00e7a, direcionou os olhos aos dele e os reconheceu. Com o cora\u00e7\u00e3o palpitando aceleradamente, disse:<\/p>\n<p>&#8211; Sim! Sou eu, e voc\u00ea como se chama?<\/p>\n<p>&#8211; Sou Louren\u00e7o, estava a sua procura para entregar-te este livro.<\/p>\n<p>Naquele momento, o cora\u00e7\u00e3o que palpitava depressa, parecia estar prestes a sair pela boca e al\u00e7ar voo de alegria.<\/p>\n<p>&#8211; Muito agradecida! Disse ela.<\/p>\n<p>Deram um forte e demorado abra\u00e7o.<\/p>\n<p>Piui! Piuiii!&#8230; O trem aproximava-se.<\/p>\n<p>E assim, iniciou-se uma linda hist\u00f3ria de amor com o doce mist\u00e9rio de um olhar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conto &#8216;Reencontro&#8217; foi premiado no\u00a0V\u00a0CONCURSO DE CONTOS ARRIETE VILELA,\u00a0promovido na Universidade\u00a0Federal\u00a0de Alagoas &#8211; UFAL durante a\u00a0X Semana de Letras\u00a0Linguagem e(m) di\u00e1logos, que aconteceu\u00a0no per\u00edodo de 08 a 22 de setembro de 2017<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1055,2228,2314,3339,8539],"class_list":["post-13496","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-arrieta-vilela","tag-concurso-de-contos-arriela-vilela","tag-conto","tag-erica-matias","tag-ufal"],"aioseo_notices":[],"views":696,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":12986,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=12986","url_meta":{"origin":13496,"position":0},"title":"A poetisa e colunista Erica Matias teve o poema &#039;Contempla\u00e7\u00e3o&#039; selecionado no Projeto &#039;Doce Poesia Doce&#039;, de Salvador (BA)","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"13 de setembro de 2017","format":false,"excerpt":"A poetisa e colunista Erica Matias teve o poema 'Contempla\u00e7\u00e3o' selecionado no Projeto 'Doce Poesia Doce', de Salvador (BA) \u00a0 Erica Matias, classificada em 1.\u00ba lugar no 13.\u00ba Concurso Liter\u00e1rio Nacional 'Prof. Armando Oliveira Lima', na categoria Poesia teve o poema 'Contempla\u00e7\u00e3o' selecionado no Projeto 'Doce Poesia Doce', de Salvador\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/erica-199x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":12384,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=12384","url_meta":{"origin":13496,"position":1},"title":"A acad\u00eamica Erica Matias dos Santos \u00e9 a mais nova colunista-colaboradora do ROL","author":"Helio Rubens","date":"18 de agosto de 2017","format":false,"excerpt":"ERICA MATIAS DOS SANTOS : Alagoas, terra cultural! 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