{"id":13665,"date":"2017-10-10T07:50:44","date_gmt":"2017-10-10T10:50:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=13665"},"modified":"2017-10-10T07:50:44","modified_gmt":"2017-10-10T10:50:44","slug":"goncalves-viana-um-chorao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=13665","title":{"rendered":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Um chor\u00e3o&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F13665&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F13665&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/15349830_938788429554570_4061495208637168552_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-11273 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/15349830_938788429554570_4061495208637168552_n-300x227.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"227\" \/>Gon\u00e7alves Viana: &#8216;UM\u00a0 CHOR\u00c3O&#8217;<\/a><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Chorinho.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13668 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Chorinho-300x224.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"224\" \/><\/a>O <strong><em>choro<\/em><\/strong> surgiu por volta de 1870, n\u00e3o como g\u00eanero musical, mas como uma forma de tocar. Originou-se do estilo de interpreta\u00e7\u00e3o que os m\u00fasicos populares do Rio de Janeiro davam \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de polcas.<\/p>\n<p>Portanto o <strong><em>choro<\/em><\/strong>, assim como o <strong><em>beguine<\/em><\/strong> da Martinica, o <strong><em>danzon<\/em><\/strong> de Santiago de Cuba e o <strong><em>ragtime<\/em><\/strong> norte-americano s\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es da <strong><em>polca<\/em><\/strong>, uma dan\u00e7a eminentemente europeia.<\/p>\n<p>Mas cada uma dessas adapta\u00e7\u00f5es, embora tenham a mesma origem, apresentaram resultados diferentes, devido ao sotaque inerente \u00e0 m\u00fasica de cada colonizador \u2013 portugu\u00eas, espanhol, franc\u00eas e ingl\u00eas \u2013 e, tamb\u00e9m, a influ\u00eancia de m\u00fasica religiosa, assim como, a dos escravos, oriundos das regi\u00f5es da \u00c1frica, dominadas por cada um desses colonizadores.<\/p>\n<p>J\u00e1, com rela\u00e7\u00e3o ao nome desse g\u00eanero, segundo a hip\u00f3tese mais aceita, inclusive, pelo folclorista Luiz da C\u00e2mara Cascudo, o Choro viria de <strong><em>xolo<\/em><\/strong>, um baile que os escravos faziam nas fazendas, e que teria a palavra gradativamente mudada para <strong><em>xoro<\/em><\/strong> e, finalmente, <strong><em>choro<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/JoaquimAntoniodaSilvaCallado___290x240_.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13669 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/JoaquimAntoniodaSilvaCallado___290x240_.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"240\" \/><\/a>Um dos primeiros chor\u00f5es foi Joaquim Ant\u00f4nio da Silva Callado J\u00fanior (1848-1880), seguido por seu disc\u00edpulo, Viriato Figueira da Silva (1851-1883). Desde ent\u00e3o despontaram in\u00fameros interpretes e compositores, tais como, Ernesto Nazareth (1863-1934), Pat\u00e1pio Silva (1881-1907), Bonfiglio de Oliveira (1894-1940), Pixinguinha (1897-1973), Benedito Lacerda (1903-1958), Garoto (1915-1955), Altamiro Carrilho (1924-2012), e tantos outros, mas, principalmente os dois expoentes do g\u00eanero, Jacob do Bandolim (1918-1969) e Waldir Azevedo (1923-1980).<\/p>\n<p>Waldir foi o mais bem-sucedido em termos de vendas. A sua primeira composi\u00e7\u00e3o, o choro <strong><em>Brasileirinho<\/em><\/strong>, lan\u00e7ado em dezembro de 1949, foi um enorme sucesso, tocando nas r\u00e1dios e vendendo muitos discos. Em poucos meses, ele j\u00e1 havia arrecadado 250 contos (algo em torno de 30.000 d\u00f3lares), uma fortuna para a \u00e9poca.<\/p>\n<p>Os \u00eaxitos continuaram com <strong><em>Pedacinhos do C\u00e9u<\/em><\/strong>, em 1950, e <strong><em>Delicado<\/em><\/strong> em 1951. Essa composi\u00e7\u00e3o \u2013 Delicado \u2013 um <strong><em>choro-bai\u00e3o<\/em><\/strong>, em seis meses j\u00e1 havia vendido mais de 200.000 discos (recorde brasileiro, na \u00e9poca). Logo chegou \u00e0 Europa, repetindo o sucesso daqui. Foi sucesso tamb\u00e9m na Venezuela e na Argentina, onde foram vendidos 130.000 discos em poucos meses. E come\u00e7aram a chegar pedidos de autoriza\u00e7\u00e3o, de v\u00e1rios artistas norte-americanos, para que pudessem gravar a m\u00fasica.<\/p>\n<p>Isso levou um cr\u00edtico musical do jornal \u00daltima Hora a comentar em sua coluna, do dia 24 de maio de 1952, o seguinte: \u201cComo veem os leitores, depois de <strong><em>Tico-Tico no Fub\u00e1 <\/em><\/strong>de Zequinha de Abreu e <strong><em>Aquarela do Brasil<\/em><\/strong> de Ary Barroso, o <strong><em>Delicado<\/em><\/strong> de Waldir Azevedo ser\u00e1 a nossa terceira m\u00fasica com \u00e2mbito internacional de indiscut\u00edvel sucesso e popularidade\u201d.<\/p>\n<p>Mas esse choro-bai\u00e3o, ainda proporcionaria muitas emo\u00e7\u00f5es a Waldir. Na ocasi\u00e3o em que realizava uma <em>tourn\u00e9e<\/em> pelo Oriente m\u00e9dio, ao percorrer uma feira, um verdadeiro mercado persa, em um pa\u00eds \u00e1rabe, deparou-se numa das tendas, cheia de bugigangas, com uma caixinha-musical, ao abri-la, qual n\u00e3o foi a sua surpresa, a m\u00fasica era nada mais nada menos que o seu choro-bai\u00e3o Delicado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/45aa91f45bfd8bdddf4f6a6e84646f0c.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13670 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/45aa91f45bfd8bdddf4f6a6e84646f0c-274x300.jpg\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"300\" \/><\/a>J\u00e1 <strong><em>Brasileirinho<\/em><\/strong>, al\u00e9m de ser um grande sucesso, teve enorme repercuss\u00e3o, quando a nossa ginasta, campe\u00e3 ol\u00edmpica, Daiane dos Santos, batizou um salto de sua cria\u00e7\u00e3o com o nome de Brasileirinho, que ela executava ao som desse chorinho.<\/p>\n<p>Em 1971, seu genro, funcion\u00e1rio do Banco Central, foi transferido para Bras\u00edlia, Waldir acompanhou a filha, mudando-se para l\u00e1. Moravam em uma casa ampla e confort\u00e1vel, com uma grande \u00e1rea gramada. Certa tarde, ele estava lubrificando a m\u00e1quina de cortar grama, quando teve decepada a ponta do dedo anelar da m\u00e3o esquerda. Ao ser socorrido, Waldir parecia nem sentir dor, seu \u00fanico pensamento era que nunca mais poderia tocar. O m\u00e9dico que o atendeu, perguntou pelo peda\u00e7o do dedo e pediu para a esposa que fosse busc\u00e1-lo, que o reimplante talvez fosse poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o, Waldir passou meses com curativos, e sempre achando que n\u00e3o tocaria mais. Mas, no ano de 1974, come\u00e7ou a frequentar as reuni\u00f5es do Clube do Choro, onde tocava com Avena de Castro, entre outros. Ainda nesse ano, Waldir fez o seu retorno ao palco, no Teatro Nacional de Bras\u00edlia. Embora n\u00e3o acreditasse muito no interesse do p\u00fablico, a sala encheu e o \u00eaxito foi absoluto.<\/p>\n<p>Quando completou 57 anos, ele fumante inveterado, estava com a sa\u00fade muito debilitada, tomando v\u00e1rios rem\u00e9dios para o cora\u00e7\u00e3o, acabou por sofrer a ruptura de um aneurisma abdominal. Transferido de Bras\u00edlia para S\u00e3o Paulo, vindo a falecer em 20 de setembro de 1980.<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0Gon\u00e7alves Viana<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gon\u00e7alves Viana: &#8216;UM\u00a0 CHOR\u00c3O&#8217;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1881,4206,4813,8865],"class_list":["post-13665","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-choro","tag-goncalves-viana","tag-joaquim-antonio-da-s-callado-junior","tag-waldir-azevedo"],"aioseo_notices":[],"aioseo_head":"\n\t\t<!-- All in One SEO 4.9.8 - aioseo.com -->\n\t<meta name=\"description\" content=\"Gon\u00e7alves Viana: &#039;UM CHOR\u00c3O&#039; O choro surgiu por volta de 1870, n\u00e3o como g\u00eanero musical, mas como uma forma de tocar. 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