{"id":14252,"date":"2017-10-31T08:31:28","date_gmt":"2017-10-31T10:31:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=14252"},"modified":"2017-10-31T08:31:28","modified_gmt":"2017-10-31T10:31:28","slug":"paulo-roberto-costa-sonhos-de-um-dia-de-verao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=14252","title":{"rendered":"Paulo Roberto Costa: &#039;Sonhos de um dia de ver\u00e3o&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F14252&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F14252&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/paulo-roberto-costa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9447 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/paulo-roberto-costa-300x226.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"113\" \/><em>&#8220;(&#8230;)\u00a0<\/em><\/a><em>O som do motor da moto rec\u00e9m-adquirida lhe dava uma sensa\u00e7\u00e3o inebriante n\u00e3o somente pela pot\u00eancia que transmitia, mas, muito mais, pelos olhares que recebia dos pedestres que o observavam com um misto de admira\u00e7\u00e3o e inveja.&#8221;<\/em><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Domingo de manh\u00e3. O sol p\u00e1lido e morno de um ver\u00e3o surpreendentemente ameno fornecia uma luminosidade suave e uma leve brisa transmitia uma tranquilidade que remetia ao murm\u00fario de riachos entre pedras em paisagens buc\u00f3licas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/SONHOS-DE-UM-DIA-DE-VER\u00c3O-Foto-de-moto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14253 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/SONHOS-DE-UM-DIA-DE-VER\u00c3O-Foto-de-moto-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>O motociclista descia lentamente a avenida saboreando todo esse raro momento, propiciado pela aus\u00eancia de carros e da polui\u00e7\u00e3o da semana. O som do motor da moto rec\u00e9m-adquirida lhe dava uma sensa\u00e7\u00e3o inebriante n\u00e3o somente pela pot\u00eancia que transmitia, mas, muito mais, pelos olhares que recebia dos pedestres que o observavam com um misto de admira\u00e7\u00e3o e inveja.<\/p>\n<p>Sentia-se grato e radiante por toda essa felicidade e pela expectativa de chegar ao local onde, aos domingos de manh\u00e3, jogava futebol com os amigos de inf\u00e2ncia que, certamente, tamb\u00e9m iriam sufoc\u00e1-lo de perguntas sobre a nova aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A motocicleta e o futebol eram suas paix\u00f5es, pois permitiam tanto exibir seu sucesso profissional quanto suas habilidades com as pernas, dignas de um promissor atleta.<\/p>\n<p>A mente vagava por todo o labirinto de seu ego em um devaneio tal que somente se deu conta de que estava em um cruzamento de avenidas quando ouviu um barulho assustador de um carro em alta velocidade freando inutilmente e o som do choque inevit\u00e1vel de metais.<\/p>\n<p>Por alguns instantes, que n\u00e3o soube precisar quanto, tudo desapareceu. Lentamente, por\u00e9m, come\u00e7ou a recobrar os sentidos. Ouvia ao longe o som indistinto de vozes e percebia, mais do que via, a correria de pessoas. N\u00e3o sentia dor alguma. Na verdade, n\u00e3o sentia nada e sentiu-se feliz apenas por n\u00e3o ter batido a cabe\u00e7a. N\u00e3o conseguia imaginar como, mas j\u00e1 estava sem o capacete que, ou fora arrancado pela batida ou havia sido retirado de sua cabe\u00e7a por algu\u00e9m. N\u00e3o sabia dizer. Girou lentamente a cabe\u00e7a e tentou focar em alguma coisa. Foi quando viu alguma coisa que lhe gelou o sangue. Ao lado de seu corpo, mas totalmente separado dele conseguia ver o que parecia ser uma de suas pernas ensanguentada, parecendo ter sido arrancada na altura da coxa. O p\u00e2nico e o pavor lhe secaram a boca. Arregalou os olhos em total incredulidade. O horror tomou conta de todo o seu ser e come\u00e7ou a gritar, gritar, gritar e chorar com todas as suas for\u00e7as.<\/p>\n<p>Foi quando acordou! Ainda gritando. N\u00e3o estava mais no ch\u00e3o da avenida no domingo de manh\u00e3! Estava em uma cama, no meio da noite, encharcado de suor e com o cora\u00e7\u00e3o que parecia querer sair pela boca.<\/p>\n<p>Meu Deus! Estivera sonhando! Gra\u00e7as a Deus! Gra\u00e7as a Deus! Sentiu um al\u00edvio tal que parecia ter se livrado do peso do mundo todo de suas costas. Com um suspiro profundo, tentou se localizar na escurid\u00e3o do quarto enquanto repassava o enorme pesadelo do qual havia acordado.<\/p>\n<p>Sentia o corpo pesado e tinha certa dificuldade de se mover. N\u00e3o conseguia sequer raciocinar direito. Foi quando algu\u00e9m, provavelmente alertado pelos seus gritos, entrou correndo no quarto e acendeu a luz. Uma enfermeira! N\u00e3o estava em sua casa! Estava em um quarto de hospital! Enquanto a enfermeira corria atend\u00ea-lo, sentindo que o terror lhe assaltava novamente, reuniu todas as suas for\u00e7as para levantar-se um pouco enquanto olhava desesperado para o final da cama. Puxou as cobertas e contemplou aturdido o vazio na cama onde deveriam estar suas pernas. Voltou a gritar e a chorar. Queria se levantar e fugir, fugir desse pesadelo. Gritou, gritou, gritou e, de repente, acordou&#8230;.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;(&#8230;)\u00a0O som do motor da moto rec\u00e9m-adquirida lhe dava uma sensa\u00e7\u00e3o inebriante n\u00e3o somente pela pot\u00eancia que transmitia, mas, muito mais, pelos olhares que recebia dos pedestres que o observavam com um misto de admira\u00e7\u00e3o e inveja.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":14253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[2314,6647,7363],"class_list":["post-14252","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-conto","tag-paulo-roberto-costa","tag-realismo-fantastico"],"aioseo_notices":[],"views":440,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":64558,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=64558","url_meta":{"origin":14252,"position":0},"title":"Sou sol soul","author":"Pietro Costa","date":"28 de fevereiro de 2024","format":false,"excerpt":"Sob o sol do ver\u00e3o, minha alma dan\u00e7a, no ritmo do jazz, que me satisfaz, notas no ar, eis a leveza que avan\u00e7a, inunda o meu ser, de paz me refaz. 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