{"id":15451,"date":"2017-12-14T14:58:17","date_gmt":"2017-12-14T16:58:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=15451"},"modified":"2017-12-14T14:58:17","modified_gmt":"2017-12-14T16:58:17","slug":"paulo-roberto-costa-lembrancas-de-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=15451","title":{"rendered":"Paulo Roberto Costa: &#039;Lembran\u00e7as de guerra&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F15451&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F15451&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/paulo-roberto-costa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9447 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/paulo-roberto-costa-300x226.jpg\" alt=\"\" width=\"178\" height=\"134\" \/><\/a><em>&#8220;Era uma clara e agrad\u00e1vel manh\u00e3 de domingo no cora\u00e7\u00e3o da primavera. Uma leve brisa j\u00e1 tinha levado a chuva embora e o sol j\u00e1 secava o ch\u00e3o ensopado pela tempestade do dia anterior.&#8221;<\/em><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Era uma clara e agrad\u00e1vel manh\u00e3 de domingo no cora\u00e7\u00e3o da primavera. Uma leve brisa j\u00e1 tinha levado a chuva embora e o sol j\u00e1 secava o ch\u00e3o ensopado pela tempestade do dia anterior.<\/p>\n<p>Caminhando por uma estreita trilha ao lado de uma longa e larga faixa de \u00e1gua, apropriadamente conhecida como \u201cO espelho d\u2019\u00e1gua\u201d, podiam-se observar in\u00fameros esquilos que cruzavam o caminho e uma imensa variedade de p\u00e1ssaros coloridos voando por toda parte. A sensa\u00e7\u00e3o de calma era tal que quase n\u00e3o se percebia um estranho zumbido que pouco a pouco aumentava de intensidade. Ent\u00e3o, repentinamente, um barulho ensurdecedor quebrou a tranquilidade id\u00edlica daquele peda\u00e7o de para\u00edso. Alguns metros acima, as formas assustadoras de dois enormes helic\u00f3pteros militares encobriram momentaneamente o sol, pairando por alguns instantes com os canos das potentes metralhadoras projetados amea\u00e7adoramente em dire\u00e7\u00e3o ao solo, para ent\u00e3o rumar em dire\u00e7\u00e3o sul.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/DSC05833.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15453 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/DSC05833-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>Eu estava no parque principal da capital do mais poderoso pa\u00eds do planeta na atualidade, indo em dire\u00e7\u00e3o ao monumento ao Vietn\u00e3, marco de uma das mais nefastas guerras dos tempos modernos, ao lado do memorial a Lincoln, marco da sangrenta guerra civil norte-americana, imaginando a influ\u00eancia de todas essas guerras na vida e na mente do povo deste pa\u00eds, que parece respirar belicosidade.<\/p>\n<p>Chegando ao local dos monumentos, fiquei impressionado mais com a multid\u00e3o reunida em torno a eles que pelas est\u00e1tuas propriamente ditas, as quais representam a uni\u00e3o do povo americano, brancos, negros e ind\u00edgenas, na luta pelos ideais e inimigos comuns. Havia representantes de todos os cantos do mundo, sussurrando em dezenas de idiomas diferentes, a maioria dos quais eu sequer conseguia identificar, tirando centenas de fotografias e fazendo horas de grava\u00e7\u00f5es em v\u00eddeo, para comprovar suas presen\u00e7as \u00e0queles que ficaram em casa.<\/p>\n<p>Depois de algumas fotos que tirei tamb\u00e9m pelos mesmos motivos, deixei aquele rebuli\u00e7o de turistas tendo minha aten\u00e7\u00e3o despertada por uma longa fila de pessoas em frente a um muro de m\u00e1rmore preto, que reconheci como sendo o local onde estavam gravados os nomes de todos os 58.000 soldados americanos mortos ou desaparecidos em combate no Vietn\u00e3. O impressionante monumento come\u00e7ava a poucos cent\u00edmetros do solo com os nomes dos primeiros soldados desaparecidos, aumentando de altura na medida em que mais nomes eram acrescentados, de acordo com a data de seus desaparecimentos.<\/p>\n<p>A maioria dos turistas apenas passava por ali, em respeitoso sil\u00eancio, observando os que, tendo algum parente entre aqueles nomes, rezavam, choravam ou simplesmente fitavam silenciosa e obstinadamente um nome no muro. No ch\u00e3o, flores, letras, poemas, fotografias, presentes e todo tipo de lembran\u00e7as. Uma sofisticada vers\u00e3o americana do <em>Muro das Lamenta\u00e7\u00f5es<\/em> judaico.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio, respeitado at\u00e9 mesmo pelas in\u00fameras crian\u00e7as, lembrava um funeral de verdade de alguma figura importante e querida.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que eu o vi. Um homem alto e magro, de cabe\u00e7a raspada por baixo do quepe militar, vestindo um uniforme completo do ex\u00e9rcito, exceto pelas cal\u00e7as, substitu\u00eddas por um jeans muito usado. Em seu peito in\u00fameras medalhas. Estava parado, quase em posi\u00e7\u00e3o de sentido, olhando atentamente para o muro em um sil\u00eancio profundo, tendo uma m\u00e3o apoiada sobre uma bengala e a outra bem rente ao corpo. Parecia uma sentinela. Sua apar\u00eancia s\u00e9ria e taciturna dava a impress\u00e3o de ser algu\u00e9m acostumado a dar ordens e a ser obedecido incondicionalmente; algu\u00e9m de fortes convic\u00e7\u00f5es, talvez um oficial. Fiquei imaginando que responsabilidades ele deveria ter tido e qual seu papel naquele evento todo.<\/p>\n<p>Embora sua face n\u00e3o revelasse emo\u00e7\u00e3o alguma, seus olhos fixos no muro, olhando atentamente para um lugar distante no passado, pareciam contemplar cenas que simples palavras n\u00e3o seriam capazes de descrever. Fiquei imaginando quantos daqueles nomes ele reconhecia. Quantos deles ele tinha visto morrer. A que horrores ele teria sido submetido. E o que dizer de todo sofrimento, dor, mortes que teria presenciado. Quantos seres humanos, apelidados de inimigos, ele poderia ter tido que matar? E o mais importante de tudo: para qu\u00ea?<\/p>\n<p>De repente, ele se virou e nossos olhares se encontraram. Fiquei desconcertado, como se tivesse sido descoberto fazendo algo errado, talvez invadindo sua privacidade. Sentindo-me culpado e um pouco envergonhado desviei o olhar, fingindo n\u00e3o t\u00ea-lo percebido, mas n\u00e3o pude evitar encar\u00e1-lo, novamente. A intensidade do seu olhar me surpreendeu. Ele n\u00e3o parecia furioso ou ofendido; ao contr\u00e1rio, seu olhar era triste e demonstrava compreens\u00e3o, como se estivesse lendo meus pensamentos e percebido toda minha compaix\u00e3o por ele. No momento em que ele se voltava para encarar o muro novamente, percebi um brilho perdido de uma l\u00e1grima que ele se esfor\u00e7ava por manter escondida no profundo do olhar.<\/p>\n<p>Os poucos segundos em que isso aconteceu me pareceram horas. Alguns instantes depois ele se virou e foi embora, apoiado em sua bengala, mancando, lento e dificultosamente por entre a multid\u00e3o, aguardando de tempos em tempos que as pessoas lhe dessem passagem, como que inseguro de conseguir dar os passos.<\/p>\n<p>Fiquei observando-o por um longo tempo, arrastando sua perna inutilizada, caminhando em dire\u00e7\u00e3o a outros monumentos de guerra, olhando fixamente \u00e0 frente, como se nada mais existisse ou importasse no mundo, apenas sua mem\u00f3ria cheia de lembran\u00e7as, duras lembran\u00e7as de guerra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0Paulo Roberto Costa &#8211;\u00a0<\/strong>paulocosta97@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Era uma clara e agrad\u00e1vel manh\u00e3 de domingo no cora\u00e7\u00e3o da primavera. 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