{"id":15830,"date":"2018-01-03T11:50:46","date_gmt":"2018-01-03T13:50:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=15830"},"modified":"2018-01-03T11:50:46","modified_gmt":"2018-01-03T13:50:46","slug":"pedro-israel-novaes-de-almeida-avenida-do-ze","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=15830","title":{"rendered":"Pedro Israel Novaes de Almeida: &#039;Avenida do Z\u00e9&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F15830&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F15830&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Foto-close-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14111 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Foto-close-1.jpg\" alt=\"\" width=\"113\" height=\"150\" \/><em>&#8220;<\/em><\/a><em>A humanidade, velada ou abertamente, sempre buscou o reconhecimento social, e a pr\u00f3pria imortalidade.\u00a0O reconhecimento social tem ocorr\u00eancia quase espont\u00e2nea, nascida do reconhecimento coletivo de atos ou pensares benem\u00e9ritos. \u00c9 um ato de justi\u00e7a, eterno sobrevivente na mem\u00f3ria popular, escritos, quadros, est\u00e1tuas e transmiss\u00e3o rotineira de cultura.&#8221;<\/em><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/parque-de-los-presidentes-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15832 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/parque-de-los-presidentes-02-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>A humanidade, velada ou abertamente, sempre buscou o reconhecimento social, e a pr\u00f3pria imortalidade.<\/p>\n<p>O reconhecimento social tem ocorr\u00eancia quase espont\u00e2nea, nascida do reconhecimento coletivo de atos ou pensares benem\u00e9ritos. \u00c9 um ato de justi\u00e7a, eterno sobrevivente na mem\u00f3ria popular, escritos, quadros, est\u00e1tuas e transmiss\u00e3o rotineira de cultura.<\/p>\n<p>A imortalidade n\u00e3o existe. \u00c9 normalmente confundida com popularidade, sempre circunscrita a lapsos temporais, limites geogr\u00e1ficos e grupamentos humanos.<\/p>\n<p>Eis que a humanidade, repleta de caprichos e quereres, sempre tentou tornar imortais algumas pessoas, pelos mais diversos motivos. Vez ou outra, mas raramente, tenta imortalizar indiv\u00edduos benem\u00e9ritos.<\/p>\n<p>Dar nomes de pessoas a ruas, avenidas e outros logradouros p\u00fablicos \u00e9 um rematado absurdo. A atitude tem o cond\u00e3o de escravizar gera\u00e7\u00f5es, obrigando-as a utilizar como refer\u00eancia, no dia a dia, nomes com os quais, ao longo do tempo, foi perdendo o liame hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Nominar logradouros p\u00fablicos tamb\u00e9m \u00e9 expediente rasteiro para agradar fam\u00edlias com elevado n\u00famero de eleitores, ou dar publicidade a partidos, com homenageados de mem\u00f3ria vinculada \u00e0 agremia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nomes de pessoas conturbam a localiza\u00e7\u00e3o do logradouro, dificultando-a. \u00c9 comum, ao pedir informa\u00e7\u00f5es, o cidad\u00e3o ser informado de que a rua Emengardo Corrupto fica logo ap\u00f3s a avenida Cidinha Namoradeira, antes da pra\u00e7a Lindolfo Emanuel Azevedo de Souza Impichado.<\/p>\n<p>Poderosos de hoje ou ontem podem, no futuro, serem reconhecidos como p\u00e9ssimos cidad\u00e3os e pol\u00edticos desonestos, e n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil retirar de placas p\u00fablicas seus nomes e \u201cboas\u201d refer\u00eancias. Nossos legislativos n\u00e3o costumam ser t\u00e3o isentos e precavidos.<\/p>\n<p>Cidades melhor planejadas nominam ruas e avenidas com letras, n\u00fameros e at\u00e9 nomes de pedras, animais, p\u00e1ssaros, plantas, pa\u00edses, estados, cidades, etc. Tal postura elimina o risco de homenagens equivocadas e individualistas, facilitando a orienta\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica popular.<\/p>\n<p>\u00c9 tradi\u00e7\u00e3o, em popula\u00e7\u00f5es menos b\u00e1rbaras, o respeito aos nomes nascidos no seio dos mun\u00edcipes. Tais nomes possuem significado hist\u00f3rico e j\u00e1 foram assimilados pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Largo dos Amores, a rua da Biquinha, a avenida da Boiada e tantas outras\u00a0 denomina\u00e7\u00f5es deveriam ser mais respeitadas, e jamais substitu\u00eddas por nomes de pessoas. \u00c9 um desrespeito que j\u00e1 vitimou a maioria de nossas cidades e popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A humanidade conseguiu imortalizar o descaso com a impessoalidade. Ainda chegaremos ao tempo em que as escolas, os p\u00e1tios, as salas de aula e cada porta ter\u00e3o nomes pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>As sanhas e caprichos humanos persistem insaci\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O autor \u00e9 engenheiro agr\u00f4nomo e advogado, aposentado.<\/strong><\/p>\n<p>pedroinovaes@uol.com.br<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A humanidade, velada ou abertamente, sempre buscou o reconhecimento social, e a pr\u00f3pria imortalidade.\u00a0O reconhecimento social tem ocorr\u00eancia quase espont\u00e2nea, nascida do reconhecimento coletivo de atos ou pensares benem\u00e9ritos. \u00c9 um ato de justi\u00e7a, eterno sobrevivente na mem\u00f3ria popular, escritos, quadros, est\u00e1tuas<\/p>\n<p class=\"link-more\"><a class=\"myButt \" href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=15830\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[2456,6691],"class_list":["post-15830","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-cronica","tag-pedro-novaes"],"aioseo_notices":[],"views":416,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":3279,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=3279","url_meta":{"origin":15830,"position":0},"title":"Artigo de Pedro Novaes: &#039;Grupos Humanos&#039;","author":"Helio Rubens","date":"17 de setembro de 2015","format":false,"excerpt":"\u00a0\u00a0\u00a0 Pedro Israel Novaes de Almeida - \u00a0GRUPOS\u00a0 HUMANOS \u00a0 Diziam, desde o tempos das cavernas, que era melhor serem dois que um, pois, em um caindo, haver\u00e1 outro que o ampare. 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