{"id":16240,"date":"2018-02-02T11:10:24","date_gmt":"2018-02-02T13:10:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=16240"},"modified":"2018-02-02T11:10:24","modified_gmt":"2018-02-02T13:10:24","slug":"jorge-facury-aguas-e-conversas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=16240","title":{"rendered":"Jorge Facury: &#039;\u00c1guas e conversas&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F16240&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F16240&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/23472085_1717105704966667_8554501693615056740_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16241 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/23472085_1717105704966667_8554501693615056740_n-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"156\" height=\"156\" \/><em>&#8220;Tomado de uma interpreta\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica, sinest\u00e9sica, senti aquela conversa como fosse uma po\u00e7a d\u2019\u00e1gua barrenta mexida indefinidamente com uma vara, em movimentos circulares constantes. Era isso aquela conversa: uma \u00e1gua que n\u00e3o flu\u00eda, mas revolvia-se em si mesma, todo o tempo&#8230;<\/em><\/a><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/1272891182481.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-16246 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/1272891182481-300x186.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"186\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Andei muito tempo de \u00f4nibus. Quando obtive a carta de habilita\u00e7\u00e3o e passei a dirigir ve\u00edculo pr\u00f3prio, obviamente poucas vezes voltei \u00e0 experi\u00eancia de passageiro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Recentemente deixei o carro para uma revis\u00e3o. Dormiu de um dia a outro na oficina e num s\u00e1bado cedo tomei um \u00f4nibus para resgat\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Enquanto esperava o coletivo, tempo que foi de uns vinte minutos, duas mo\u00e7as conversavam ao meu lado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o \u00e9 de bom-tom prestar aten\u00e7\u00e3o em conversa alheia, mas, \u00e0s vezes, pela proximidade, s\u00f3 mesmo se se \u201cdesligar\u201d a percep\u00e7\u00e3o, caso contr\u00e1rio n\u00e3o h\u00e1 como fazer-se surdo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Uma das mo\u00e7as contava para a outra sobre os sucessos e particularidades do patr\u00e3o. Que ele comprou dois caminh\u00f5es, sendo um car\u00edssimo, um valor exorbitante, mas o tipo de coisa que dura uma vida inteira. E que ele fez da vida profissional e pessoal algo focado nos trabalho com os caminh\u00f5es&#8230; E foi dizendo mais e mais, revelando saber, na verdade, muito e em profundidade da vida do chefe.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dizia de um aspecto, entrava em outro, voltava a falar dos caminh\u00f5es e foi dizendo mais sobre tais aquisi\u00e7\u00f5es e, com o passar do tempo, fui sentindo a conversa, quase como um mon\u00f3logo, pois a outra s\u00f3 de quando em quando reagia com um \u201cah\u201d, \u201cpuxa\u201d e a narradora seguia fluente, mas sempre no mesmo barco: era o patr\u00e3o, eram os caminh\u00f5es, era o patr\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tomado de uma interpreta\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica, sinest\u00e9sica, senti aquela conversa como fosse uma po\u00e7a d\u2019\u00e1gua barrenta mexida indefinidamente com uma vara, em movimentos circulares constantes. Era isso aquela conversa: uma \u00e1gua que n\u00e3o flu\u00eda, mas revolvia-se em si mesma, todo o tempo&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Foi ent\u00e3o que me dei conta de qu\u00e3o comum e cotidiano isto acontece: as conversas, \u00e1s vezes s\u00e3o como \u00e1guas, ao passo que as \u00e1guas n\u00e3o s\u00e3o como conversas&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1, pois conversas que s\u00e3o l\u00edmpidas e frescas, delas resultando um banho para a alma dos conversantes. H\u00e1 outras que s\u00e3o como \u00e1gua barrenta, empo\u00e7adas ou em curso&#8230; Outras ainda, s\u00e3o arenosas, dif\u00edceis, pesadas. Precisam passar por uma peneira.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 conversas que nem deveriam vir ao mundo, assemelham-se a loda\u00e7ais, carregadas de elementos insalubres.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Quando menino, chamava-me a aten\u00e7\u00e3o numa grande gaveta de ferramentas e materiais soltos que meu pai mantinha no quarto de despejo, uma boia met\u00e1lica com um tanto de \u00e1gua dentro. Passavam-se os anos e eu gostava de agitar aquela esfera met\u00e1lica meio amassada, para ouvir o barulhinho da \u00e1gua que ela continha. Um dia me quedei pensando: \u201cessa aguinha vive no escuro e nunca sai da\u00ed&#8230;\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Questionei meu pai sobre como ficava uma \u00e1gua assim e ele me falou uma palavra esquisita, chamando-a de \u201cestagnada\u201d. Pedi melhor entendimento e ele resumiu \u201c\u00e9 \u00e1gua choca\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Creio que certas conversas sejam desse tipo, uma coisa choca. Sem sal, sem a\u00e7\u00facar, como se diz.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 conversas feitas de \u00e1gua gelada, d\u00e3o choque t\u00e9rmico de gra\u00e7a. Outras seguem mornas, sem contar as ferventes e apimentadas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 palavras doces que ensejam di\u00e1logos sublimes e outras que formatam conversas amargas. Isso \u00e9 coisa do dia a dia e, pior: no mais das vezes flui de maneira incontorn\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ao comparar as conversas a \u00e1guas, penso n\u00e3o estar sendo t\u00e3o distante de um sentido maior, pois os s\u00e1bios ind\u00edgenas viam nas \u00e1guas dos rios, riachos e c\u00f3rregos as vozes de seus antepassados.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ao dizerem disso n\u00e3o tratavam de uma figura\u00e7\u00e3o de linguagem, pois os s\u00e1bios da floresta guardam\u00a0\u00a0um tipo de percep\u00e7\u00e3o infinitamente apurada, fina, l\u00edmpida como as \u00e1guas s\u00e3s, coisa al\u00e9m do conhecimento do homem\u00a0\u00a0branco; logo, \u00e9 certo que diziam de algo vindo de dimens\u00e3o mais que po\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Grava\u00e7\u00f5es de vozes de multid\u00e3o, se colocadas em \u00e1udio, conforme o n\u00edvel de audi\u00e7\u00e3o, lembram tamb\u00e9m grandes \u00e1guas em movimento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Bem, no in\u00edcio do texto afirmei que as \u00e1guas s\u00e3o como conversas, ao passo que o contr\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 verdadeiro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Salvo se o leitor tiver uma apreens\u00e3o que n\u00e3o tive, quis com isso dizer que as conversas s\u00e3o criadas o tempo todo, resultam das emo\u00e7\u00f5es humanas. As \u00e1guas, por sua vez, j\u00e1 existem, n\u00e3o s\u00e3o criadas ao sabor de sobressaltos espirituais; cumprem um ciclo natural e fundamentado. Por isso, n\u00e3o podem ser comparadas a conversas, t\u00e3o \u00e0s vezes desnaturais e no mais das vezes tremendamente faltosas de fundamento!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">De qualquer modo, entre \u00e1guas e conversas, uma coisa n\u00e3o posso deixar de reconhecer: ainda que tenha gestado a cr\u00f4nica e derivado nessa reflex\u00e3o, prestar aten\u00e7\u00e3o em conversa alheia continua sendo coisa de muito pouco bom-tom&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jorge Facury\u00a0<\/strong>&#8211; jorgefacuryautor@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Tomado de uma interpreta\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica, sinest\u00e9sica, senti aquela conversa como fosse uma po\u00e7a d\u2019\u00e1gua barrenta mexida indefinidamente com uma vara, em movimentos circulares constantes. 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