{"id":17467,"date":"2018-04-04T21:34:54","date_gmt":"2018-04-05T00:34:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=17467"},"modified":"2018-04-04T21:34:54","modified_gmt":"2018-04-05T00:34:54","slug":"as-varias-faces-da-capoeira-2a-parte-luta-musica-cancoes-toques-ginga-e-floreios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=17467","title":{"rendered":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! 2\u00aa Parte: luta, m\u00fasica, can\u00e7\u00f5es, toques, ginga e floreios"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F17467&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F17467&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/capoeiraa.preview-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17468 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/capoeiraa.preview-1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><em>\u201cComponente fundamental de uma roda de capoeira, a m\u00fasica determina o ritmo e o estilo do jogo que \u00e9 jogado. A m\u00fasica \u00e9 criada pela bateria e pelo canto (solista ou em coro), geralmente acompanhados de um bater de palmas.\u201d<\/em><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na 1\u00aa Parte das mat\u00e9rias referentes \u00e0 Capoeira (29\/03\/2018), apresentamos a etimologia da palavra \u2018capoeira\u2019, bem como fizemos uma viagem hist\u00f3rica, apontando a sua origem.<\/p>\n<p>Nesta 2\u00aa Parte, abordaremos seu aspecto musical, as can\u00e7\u00f5es e a dan\u00e7a, enfeixando a mat\u00e9ria com seus toques e golpes (movimentos).<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/f25.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17470 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/f25-300x216.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"216\" \/><\/a>Luta<\/strong><\/p>\n<p>No passado, a falta de paz e de tranquilidade moveu algumas comunidades a criar formas de entretenimento que contribu\u00edssem para a sua autodefesa. Na verdade, elas camuflavam a luta em certas dan\u00e7as. A capoeira \u00e9 uma delas.<\/p>\n<p>A capoeira \u00e9 uma luta de defesa e ataque mort\u00edfero. Os seus praticantes usam como \u2013 ferramentas de ataque \u2013 os p\u00e9s e a cabe\u00e7a, tornando os golpes mais r\u00e1pidos, calculados e fatais. As m\u00e3os tamb\u00e9m s\u00e3o usadas para o ataque e a defesa. Segundo Melquisedeque Sacramento Santos, contramestre de capoeira \u201ca capoeira \u00e9 um di\u00e1logo de corpos em que \u2013 enquanto se disputa \u2013 s\u00f3 se vence quando o parceiro j\u00e1 n\u00e3o tem respostas para as perguntas do seu dialogante. Ou seja, cada gesto feito dentro do c\u00edrculo \u00e9 uma fala corporal, e, \u00e0 medida que um projeta os pontap\u00e9s, \u00e9 obrigat\u00f3rio que o outro retribua.<\/p>\n<p>O jogo da capoeira, na forma cordial \u2013 ou dentro da roda \u2013 \u00e9 verdadeiramente um di\u00e1logo de corpos. Os dois capoeiristas partem do \u2018p\u00e9\u2019 do berimbau e iniciam um lento bal\u00e9 de perguntas e respostas corporais, at\u00e9 que um terceiro corte o jogo para que sucessivamente se desenvolva at\u00e9 que todos entrem na roda\u201d.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/instrumentos-da-arte-capoeira-bateria-completa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17471 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/instrumentos-da-arte-capoeira-bateria-completa-300x168.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/a>M\u00fasica<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 um componente fundamental da capoeira. Foi introduzida como forma de ludibriar os escravizadores, fazendo-os acreditar que os escravos estavam dan\u00e7ando e cantando, quando na verdade estavam desenvolvendo e treinando uma arte marcial para se defenderem. Componente fundamental de uma roda de capoeira, ela determina o ritmo e o estilo do jogo que \u00e9 jogado.<\/p>\n<p>A capoeira \u00e9 a \u00fanica modalidade de luta marcial que se faz acompanhada por instrumentos musicais. A pr\u00e1tica deve-se, basicamente, \u00e0s suas origens africanas, com maior influ\u00eancia para as dan\u00e7as tradicionais que dessa forma disfar\u00e7avam a peleja numa esp\u00e9cie de manifesta\u00e7\u00e3o cultural, enganando os senhores de terras e os capit\u00e3es-do-mato.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, esse acompanhamento era feito apenas com palmas e toques de tambores. Depois foi introduzido o berimbau, instrumento composto por uma haste cruzada por um arame, tendo por baixo uma caixa de resson\u00e2ncia feita de uma \u2018caba\u00e7a\u2019 cortada. O som \u00e9 obtido percutindo-se uma haste no arame. Este instrumento era usado, inicialmente, por vendedores ambulantes para atra\u00edrem fregueses e mais tarde tornou-se uma ferramenta simb\u00f3lica da capoeira, conduzindo o jogo no seu pr\u00f3prio timbre. Os ritmos s\u00e3o em compasso duplo e os movimentos s\u00e3o r\u00e1pidos e moderados no mesmo tom do berimbau.<\/p>\n<p>Para uma boa performance, o conjunto r\u00edtmico \u00e9 composto por tr\u00eas berimbaus \u2013 um grave chamado Gunga, um m\u00e9dio e um agudo chamado Viola, dois Pandeiros, um Reco-reco, um Agog\u00f3 e um Atabaque. A m\u00fasica tem ritmos que s\u00e3o cantados e repetidos em coro por todos os artistas na roda. Um bom capoeirista tem a obriga\u00e7\u00e3o de conhecer todos os instrumentos utilizados na dan\u00e7a.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 criada pela bateria e pelo canto (solista ou em coro), geralmente acompanhados de um bater de palmas.<\/p>\n<p>A bateria \u00e9, tradicionalmente, composta por tr\u00eas berimbaus, dois pandeiros e um atabaque, mas o formato pode variar excluindo-se ou incluindo-se algum instrumento, como o agog\u00f4 e o ganzu\u00e1. Um dos berimbaus define o ritmo e o jogo de capoeira a ser desenvolvido na roda. Desta maneira, \u00e9 a m\u00fasica que comanda a roda de capoeira, n\u00e3o s\u00f3 no ritmo, mas tamb\u00e9m no conte\u00fado.<\/p>\n<p><strong>Can\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><em>Berimbau\/ Instrumento que tem som\/ Toca a paz e toca a guerra\/ <\/em><\/p>\n<p><em>E tamb\u00e9m chula de amor\/ entro na roda\/ Logo vou te encarinhando\/ <\/em><\/p>\n<p><em>Com a baqueta e a ruela\/Minha chula eu vou cantando.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>As can\u00e7\u00f5es de capoeira s\u00e3o divididas em partes solistas e respostas do coro, formado por todos os demais capoeiristas presentes na roda. Dependendo do seu conte\u00fado, podem ser classificadas como ladainhas, chulas, corridos ou quadras. A ladainha ou lamento \u00e9 utilizada unicamente no in\u00edcio da roda de capoeira. \u00c9 parte do longo grito &#8220;i\u00ea&#8221;, seguido de uma narrativa solista cantada em tom solene. Geralmente, \u00e9 cantada pelo capoeirista mais respeitado ou graduado da roda. Neste momento, n\u00e3o existe jogo, n\u00e3o se bate palmas e alguns instrumentos n\u00e3o s\u00e3o tocados. A narrativa \u00e9 seguida pelas homenagens tradicionais feitas pelo solista (a Deus, ao seu mestre, a quem o ensinou e mais qualquer personagem importante ou fator relevante \u00e0 capoeira, como a malandragem), respondidas intercaladamente pela louva\u00e7\u00e3o do coro e pelo in\u00edcio das palmas e dos instrumentos complementares. O jogo de capoeira somente pode iniciar ap\u00f3s o fim da ladainha.<\/p>\n<p>A chula \u00e9 um canto em que a parte solista \u00e9 muito mais longa do que a a resposta do coro. Enquanto o solista canta dez, doze, ou at\u00e9 mais versos, o coro responde com apenas dois ou quatro versos. A chula pode ser cantada em qualquer momento da roda. O corrido, forma musical mais comum da roda de capoeira, \u00e9 um canto onde a parte solista e a resposta do coro s\u00e3o equivalentes, em alguns casos o n\u00famero de versos do coro superando os versos solistas. Pode ser cantado em qualquer momento da roda e seus versos podem ser modificados e improvisados durante o jogo para refletir o que est\u00e1 acontecendo durante a roda, ou para passar algum aviso a um dos demais capoeiristas.<\/p>\n<p>A quadra \u00e9 composta de um mesmo verso repetido quatro vezes, seja tr\u00eas versos solistas e uma resposta do coro, seja a parte solista e a resposta intercaladas. Pode ser cantada em qualquer momento da roda. As can\u00e7\u00f5es de capoeira t\u00eam assuntos dos mais variados. Algumas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o sobre hist\u00f3rias de capoeiristas famosos, outras podem falar do cotidiano da comunidade. Algumas can\u00e7\u00f5es comentam o que est\u00e1 acontecendo durante a roda de capoeira, outras divagam sobre a vida ou um amor perdido. Outras ainda s\u00e3o alegres e falam de coisas tolas, cantadas apenas por divers\u00e3o. Basicamente n\u00e3o existem regras e alunos s\u00e3o encorajados a criar suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os capoeiristas mudam as can\u00e7\u00f5es frequentemente de acordo com o que ocorre na roda ou fora dela. Um bom exemplo \u00e9 quando um capoeirista novato demonstra not\u00e1vel habilidade durante o jogo e o solista canta o verso &#8220;e o menino \u00e9 bom&#8221;, seguido pelo coro com o verso &#8220;bate palma pra ele&#8221;. A letra da m\u00fasica \u00e9 constantemente usada para passar mensagens para um dos capoeiristas, na maioria das vezes de maneira velada e sutil.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/91c3c003f439957678478c2766154d29.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17472 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/91c3c003f439957678478c2766154d29-300x241.jpg\" alt=\"\" width=\"264\" height=\"212\" \/><\/a>Toques de capoeira<\/strong><\/p>\n<p>O toque de capoeira \u00e9 o ritmo tocado pelos berimbaus, seguidos pelos demais instrumentos. Podem ser executados desde bem lentamente (como no toque de Angola), induzindo a um jogo mais lento e estrat\u00e9gico, at\u00e9 bastante acelerados (como em S\u00e3o Bento Grande), induzindo a um jogo r\u00e1pido, \u00e1gil e acrob\u00e1tico. Podem tamb\u00e9m ter outros significados que v\u00e3o al\u00e9m do jogo ou comandar uma roda restrita, como o toque de I\u00fana.<\/p>\n<p>Em uma roda de capoeira, a forma mais usual \u00e9 iniciar com o toque de Angola e subir o ritmo gradualmente, encerrando com o toque S\u00e3o Bento Grande em alta velocidade. Contudo n\u00e3o existem regras, uma roda pode manter sempre o mesmo toque ou mesmo inverter, come\u00e7ando de modo acelerado e terminando de modo lento.<\/p>\n<p>Alguns dos toques mais comumente utilizados: Toque de Angola &#8211; S\u00e3o Bento Pequeno &#8211; S\u00e3o Bento Grande de Angola &#8211; S\u00e3o Bento Grande da Regional \u2013 I\u00fana \u2013 Cavalaria \u2013 Samango &#8211; Santa Maria \u2013 Benguela \u2013 Amazonas \u2013 Idalina.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fe47091d92.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17473 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fe47091d92-300x167.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"167\" \/><\/a>A dan\u00e7a e a capoeira<\/strong><\/p>\n<p>Devido a sua origem e hist\u00f3ria, existiu sempre a necessidade de se esconder ou disfar\u00e7ar o aprendizado e a pr\u00e1tica da capoeira. Na \u00e9poca da escravid\u00e3o, era um risco enorme aos senhores de engenho possuir escravos h\u00e1beis em uma arte marcial. Para evitar repres\u00e1lias por parte de seus senhores, os escravos praticavam enquanto seus companheiros cantavam e batiam palmas. Os golpes e esquivas eram praticados durante uma falsa dan\u00e7a que seria o embri\u00e3o da atual ginga.<\/p>\n<p>Da falsa dan\u00e7a da \u00e9poca dos engenhos de a\u00e7\u00facar at\u00e9 os tempos mais atuais, a ginga evoluiu at\u00e9 se tornar uma estrat\u00e9gia de combate, cujo objetivo principal \u00e9 n\u00e3o oferecer ao oponente um alvo fixo. Mesmo hoje em dia a maioria dos leigos \u00e0 primeira vista acredita tratar-se a capoeira de uma coreografia, ou de uma dan\u00e7a acrob\u00e1tica. Outras manifesta\u00e7\u00f5es culturais como o batuque, o maculel\u00ea, a puxada de rede e o samba de roda s\u00e3o dan\u00e7as fortemente ligadas \u00e0 capoeira, por tamb\u00e9m terem nascido da mesma cultura.<\/p>\n<p><strong>Estilos<\/strong><\/p>\n<p>Falar sobre estilos na capoeira \u00e9 um argumento dif\u00edcil, visto que nunca existiu uma unidade na capoeira original, ou um m\u00e9todo de ensino antes da d\u00e9cada de 1920. De qualquer forma, a divis\u00e3o entre dois estilos e um subestilo \u00e9 amplamente aceita.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/korea.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17474 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/korea-300x213.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" \/><\/a>Angola<\/strong><\/p>\n<p>Capoeira Angola refere-se a toda a capoeira que mant\u00e9m as tradi\u00e7\u00f5es da \u00e9poca anterior \u00e0 da cria\u00e7\u00e3o do estilo Regional. Em outras palavras \u00e9 a capoeira mais tradicional. Existindo em diversas \u00e1reas do pa\u00eds desde tempos mais remotos, notadamente no Rio de Janeiro, em Salvador e em Recife, \u00e9 imposs\u00edvel precisar onde e quando a capoeira Angola come\u00e7ou a tomar sua forma atual.<\/p>\n<p>O nome &#8220;Angola&#8221; j\u00e1 come\u00e7a a aparecer com os negros que vinham para o Brasil oriundos da \u00c1frica, embarcados no Porto de Luanda, que, independente de sua origem, eram designados na chegada ao Brasil de &#8220;negros de Angola&#8221;. Em alguns locais, a popula\u00e7\u00e3o se referia ao jogo de capoeira como &#8220;brincar de Angola&#8221; e, de acordo com Mestre Noronha, o &#8220;Centro de Capoeira Angola Concei\u00e7\u00e3o da Praia&#8221;, criado pela nata da capoeiragem baiana, j\u00e1 utilizava ilegalmente o nome &#8220;capoeira Angola&#8221; no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920.<\/p>\n<p>O nome &#8220;Angola&#8221; foi finalmente imortalizado por Mestre Pastinha, ao inaugurar em 23 de fevereiro de 1941 o &#8220;Centro Esportivo de capoeira Angola&#8221; (CECA). Pastinha foi conhecido como grande defensor da &#8220;capoeira tradicional&#8221;, prestigiad\u00edssimo por capoeiristas de renome como Mestre Jo\u00e3o Grande e Mestre Moraes. Com o tempo, diversos outros grupos de &#8220;capoeira tradicional&#8221; passaram a adotar o nome Angola para seus estilos.<\/p>\n<p>A Angola \u00e9 o estilo mais pr\u00f3ximo de como os escravos lutavam ou jogavam a capoeira. Caracterizada por ser estrat\u00e9gica, com movimentos furtivos executados perto do solo ou em p\u00e9 dependendo da situa\u00e7\u00e3o a enfrentar, ela enfatiza as tradi\u00e7\u00f5es da mal\u00edcia, da malandragem e da imprevisibilidade da capoeira original. Alguns angoleiros afirmam que seu dom\u00ednio \u00e9 muito complicado, envolvendo n\u00e3o s\u00f3 a parte mec\u00e2nica do jogo mas tamb\u00e9m caracter\u00edsticas como sutileza, o subterf\u00fagio, a dissimula\u00e7\u00e3o, a teatraliza\u00e7\u00e3o, a mandinga ou mesmo a brincadeira para superar o oponente. A bateria t\u00edpica em uma roda de capoeira Angola \u00e9 composta por tr\u00eas berimbaus, dois pandeiros, um atabaque, um agog\u00f4 e um ganzu\u00e1.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/capoeira-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17475 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/capoeira-1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>Regional<\/strong><\/p>\n<p>A capoeira regional come\u00e7ou a nascer na d\u00e9cada de 1920, do encontro de mestre Bimba com seu futuro aluno, Jos\u00e9 Cisnando Lima. Ambos acreditavam que a capoeira estaria perdendo seu valor marcial e chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que uma reestrutura\u00e7\u00e3o era necess\u00e1ria. Bimba criou, ent\u00e3o, sequ\u00eancias de ensino e metodizou o ensino de capoeira. Aconselhado por Cisnando, Bimba chamou sua capoeira de Luta Regional Baiana, visto que a capoeira ainda era ilegal na \u00e9poca.<\/p>\n<p>A base da &#8220;capoeira regional&#8221; \u00e9 a capoeira tradicional mais enxuta, com menos subterf\u00fagios e maior objetividade. O treinamento era mais focado no ataque e no contra-ataque, com muita import\u00e2ncia para a precis\u00e3o e a disciplina. Bimba tamb\u00e9m incorporou alguns golpes de outras artes marciais, notadamente o batuque, antiga luta de rua praticada por seu pai. O uso de acrobacias e saltos era m\u00ednimo: um dos fundamentos era sempre manter ao menos uma base de apoio. Como dizia Mestre Bimba, &#8220;o ch\u00e3o \u00e9 amigo do capoeirista&#8221;. A capoeira regional tamb\u00e9m introduziu, na capoeira, o conceito de gradua\u00e7\u00f5es. Na academia de mestre Bimba, existiam tr\u00eas n\u00edveis hier\u00e1rquicos: calouro, formado e formado especializado. As gradua\u00e7\u00f5es eram determinadas por um len\u00e7o amarrado na cintura.<\/p>\n<p>As tradi\u00e7\u00f5es da roda e do jogo de capoeira foram mantidas, servindo para a aplica\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas aprendidas em aula. A bateria, contudo, foi modificada, sendo composta por um \u00fanico berimbau e dois pandeiros. Uma das maiores honras para um disc\u00edpulo era a permiss\u00e3o para jogar i\u00fana. O jogo de i\u00fana tinha a fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de promover a demarca\u00e7\u00e3o do grupo dos formados para o grupo dos calouros. A \u00fanica peculiaridade t\u00e9cnica do jogo de i\u00fana em rela\u00e7\u00e3o aos jogos realizados em outros momentos da roda de capoeira era a obrigatoriedade da aplica\u00e7\u00e3o de um golpe pr\u00e9-estabelecido no desenrolar do jogo. O jogo tamb\u00e9m destacava-se pela maior habilidade dos capoeiristas que o executavam. O jogo de i\u00fana era praticado apenas ao som do berimbau, sem palmas ou outros instrumentos, o que refor\u00e7ava seu car\u00e1ter solene. Ao final de cada jogo, todos os participantes aplaudiam os capoeiristas que sa\u00edam da roda.<\/p>\n<p>A luta regional baiana tornou-se rapidamente popular, levando a capoeira ao grande p\u00fablico e finalmente mudando a imagem do capoeirista, tido no Brasil at\u00e9 ent\u00e3o como um marginal. Das muitas apresenta\u00e7\u00f5es que mestre Bimba fez com seu grupo, talvez a mais conhecida tenha sido a ocorrida em 1953 para o ent\u00e3o presidente da rep\u00fablica Get\u00falio Vargas, ocasi\u00e3o em que teria ouvido do presidente: &#8220;A capoeira \u00e9 o \u00fanico esporte verdadeiramente nacional&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Capoeira contempor\u00e2nea<\/strong><\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 1970 um estilo misto come\u00e7ou a adquirir notoriedade, com alguns grupos unindo os fatores que consideravam mais importantes da Regional e da Angola. Notadamente mais acrob\u00e1tico, este estilo misto \u00e9 visto por alguns como a evolu\u00e7\u00e3o natural da capoeira, por outros como descaracteriza\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es capoeir\u00edsticas. Com o tempo, toda capoeira que n\u00e3o seguia as linhas da Regional ou da Angola, mesmo as amalgamadas com outras artes marciais, passou a se denominar &#8220;Contempor\u00e2nea&#8221;.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/capoeira-movimientos-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17477 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/capoeira-movimientos-1-300x166.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" \/><\/a>Golpes e movimentos<\/strong><\/p>\n<p>A capoeira usa primariamente os p\u00e9s como ataque. Golpes podem ser diretos, como no caso do Martelo, ou girat\u00f3rios, como no caso da Meia-lua de compasso. A rasteira \u00e9 de suma import\u00e2ncia, considerada por muitos como a melhor arma dispon\u00edvel para o capoeirista. Desenvolvida para o combate em desvantagem, o ataque do capoeirista deve ser aplicado no momento oportuno e de forma definitiva.<\/p>\n<p>A defesa usa o princ\u00edpio da n\u00e3o resist\u00eancia, isto \u00e9, evitar um golpe com uma esquiva em vez de apar\u00e1-lo. Esquivas podem ser executadas tanto em p\u00e9 quanto com os apoios das m\u00e3os no ch\u00e3o. No caso de impossibilidade da esquiva, o capoeirista se defende aparando ou desviando o golpe com as m\u00e3os ou as pernas. A ginga \u00e9 important\u00edssima para a defesa e para o ataque do capoeirista, tornando o capoeirista imprevis\u00edvel durante o ataque e dificultando um poss\u00edvel contra-ataque, al\u00e9m de evitar que o capoeirista se torne um alvo fixo. Completam a t\u00e9cnica as cabe\u00e7adas, floreios (acrobacias no solo), tesouras, cotoveladas e outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fontes de pesquisa:<\/strong><\/p>\n<p>Wikip\u00e9dia, a enciclop\u00e9dia livre. Dispon\u00edvel em: https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Capoeira&gt;. Acesso em: 19 fev.2018)<\/p>\n<p>Capoeira: dan\u00e7a ou luta? Vida e Lazer \u2013 Cultura &#8211; 10 Outubro 2013 (Atualizado em 16 Outubro 2013). Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.verdade.co.mz\/cultura\/40751-capoeira-danca-ou-luta\">http:\/\/www.verdade.co.mz\/cultura\/40751-capoeira-danca-ou-luta<\/a>&gt;. \u00a0Acesso em: 02 abr. 2018)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cComponente fundamental de uma roda de capoeira, a m\u00fasica determina o ritmo e o estilo do jogo que \u00e9 jogado. A m\u00fasica \u00e9 criada pela bateria e pelo canto (solista ou em coro), geralmente acompanhados de um bater de palmas.\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":17471,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[281,1140,1586,4186,5258,5900,8428],"class_list":["post-17467","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-2a-parte","tag-as-varias-faces-da-capoeira","tag-cancoes","tag-ginga-e-floreios","tag-luta","tag-musica","tag-toques"],"aioseo_notices":[],"views":1138,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":18608,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=18608","url_meta":{"origin":17467,"position":0},"title":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! 3\u00aa parte: os grandes mestres da capoeira: Mestre Z\u00e9 Baiano&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"25 de maio de 2018","format":false,"excerpt":"\"Jos\u00e9 Joaquim de Andrade Filho \u00e9 o nome de registro dele, sendo mais conhecido como 'Mestre Z\u00e9 Baiano', nascido em Paripiranga (BA).\" \u00a0 \u00a0 Mat\u00e9rias j\u00e1 publicadas sobre a s\u00e9rie \u2018As v\u00e1rias faces da Capoeira\u2019: (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/luta-danca-ginga-toque-e-floreios-as-varias-faces-da-capoeira-1a-parte-origem-da-capoeira\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-2a-parte-luta-musica-cancoes-toques-ginga-e-floreios\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-besouro-manganga\/) (www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-cobrinha-verde\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-bimba\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-gato-preto\/) \u00a0 Jos\u00e9 Joaquim de Andrade Filho \u00e9 o nome\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/principal1-1024x576-300x169.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":18041,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=18041","url_meta":{"origin":17467,"position":1},"title":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! 3\u00aa Parte: Os grandes mestres da capoeira: Mestre Cobrinha Verde","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"8 de maio de 2018","format":false,"excerpt":"Rafael Alves Fran\u00e7a, o Mestre Cobrinha Verde, viveu entre 1917 e 1983 e foi um dos mais temidos e respeitados capoeiristas de sua \u00e9poca \u00a0 Na s\u00e9rie de mat\u00e9rias sobre a Capoeira, a 1\u00aa parte abordou a origem da Capoeira (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/luta-danca-ginga-toque-e-floreios-as-varias-faces-da-capoeira-1a-parte-origem-da-capoeira\/). 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