{"id":18313,"date":"2018-05-16T14:39:17","date_gmt":"2018-05-16T17:39:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=18313"},"modified":"2018-05-16T14:39:17","modified_gmt":"2018-05-16T17:39:17","slug":"as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-gato-preto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=18313","title":{"rendered":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! 3\u00aa parte: os grandes mestres da capoeira: Mestre Gato Preto"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F18313&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F18313&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gato01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18388 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gato01.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"221\" \/><\/a><em>Um dos mais requisitados tocadores de berimbau de toda a Bahia,\u00a0<b>Mestre Gato Preto<\/b>\u00a0\u00e9 uma das figuras mais queridas no universo da Capoeira, gra\u00e7as \u00e0 grandeza de seu car<\/em><em>\u00e1ter<\/em><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mat\u00e9rias j\u00e1 publicadas sobre a s\u00e9rie \u2018As v\u00e1rias faces da Capoeira\u2019:<\/strong><\/p>\n<p>(http:\/\/www.jornalrol.com.br\/luta-danca-ginga-toque-e-floreios-as-varias-faces-da-capoeira-1a-parte-origem-da-capoeira\/)<\/p>\n<p>(http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-2a-parte-luta-musica-cancoes-toques-ginga-e-floreios\/)<\/p>\n<p>(http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-besouro-manganga\/)<\/p>\n<p>(www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-cobrinha-verde\/)<\/p>\n<p>(http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-bimba\/)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mestre_gato_preto_01.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18315 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mestre_gato_preto_01.png\" alt=\"\" width=\"185\" height=\"250\" \/><\/a>Mestre Gato Preto\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Gabriel G\u00f3es<\/strong> nasceu em Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o, a 19 de mar\u00e7o de 1929. Come\u00e7ou na Capoeira aos oito anos de idade, e nunca se formou em Capoeira, por convic\u00e7\u00e3o. &#8220;A capoeira nunca para&#8221;, diz ele. Sempre foi um excelente capoeira, dono de agilidade incomum. Conviveu com grandes expoentes da Capoeira. Desde 1966, quando integrou a delega\u00e7\u00e3o brasileira no Premier Festival International des Arts N\u00e8gres, em Dakar (Senegal), tornou-se um embaixador itinerante da Capoeira, tendo visitado muitos pa\u00edses e transmitido seus conhecimentos. Foi consagrado em algumas obras de Jorge Amado. Um dos mais requisitados tocadores de berimbau de toda a Bahia,\u00a0<b>Mestre Gato Preto<\/b>\u00a0\u00e9 uma das figuras mais queridas no universo da Capoeira, gra\u00e7as \u00e0 grandeza de seu car\u00e1ter.\u00a0&#8221;<\/p>\n<p><strong>Parece um gato!<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Esse menino de D. Luiza parece um gato! Vai acabar na capoeira tamb\u00e9m.&#8221;\u00a0 Foi de tanto achar ele parecido com gato que acabou sendo chamado de &#8216;Mestre Gato&#8217;.<\/p>\n<div>\n<p>http:\/\/www.capoeiradobrasil.com.br<\/p>\n<div><strong>Entrevista c\/ Mestre Gato Preto &#8211; Revista Capoeira N\u00ba04, ano II, P\u00e1g 8 a 11<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p><b><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mestre-gato-preto-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18389 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mestre-gato-preto-02.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"180\" \/><\/a>Como e quando foi seu encontro com a capoeira?<\/b><\/p>\n<p>Comecei, aos oito anos, com meu pai, Eut\u00edquio L\u00facio G\u00f3es. Ele foi meu mestre. Aos doze anos de idade (1941), achavam que eu j\u00e1 n\u00e3o tinha mais nada para aprender. Os treinos eram num quartinho fechado. Ele atacava com uma esgrima (bast\u00e3o de maculel\u00ea) ou fac\u00e3o, para eu me defender. Quando eu errava, ele acertava minha munheca (pulso). At\u00e9 um dia que dei uma cabe\u00e7ada forte e ele caiu. Quando se levantou, saiu correndo atr\u00e1s de mim, amea\u00e7ando me cortar, e gritando: \u201cVem c\u00e1, moleque\u201d! A\u00ed parou de me ensinar.<\/p>\n<div>\u00a0Depois veio meu tio, Jo\u00e3o Catarino, aluno de Besouro, at\u00e9 que ele morreu de derrame, que a turma chamava de congest\u00e3o. Passado esse per\u00edodo, veio Leo, Cobrinha Verde, mestre Waldemar e mestre Pastinha e tamb\u00e9m Gildo, Roberto e Jo\u00e3o Grande, que tocava berimbau e foi muito importante como capoeirista, na \u00e9poca. Na roda, Jo\u00e3o Pequeno, Moreno, Albertino, Valdomiro e eu faz\u00edamos a bateria.<\/div>\n<div>\u00a0<b><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Mestre-Canjiquinha.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-18390 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Mestre-Canjiquinha-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"271\" \/><\/a>E seu contato com os mestres da \u00e9poca?<\/b><\/div>\n<div>Havia, na Bahia, muitos mestres que jogavam bem, como Canjiquinha, Z\u00e9is, Vandir, Agulh\u00e3o, Zacarias, Bom Cabelo. Outros, que n\u00e3o eram mestres, mas tamb\u00e9m jogavam muito bem, como Deodato e Bigodinho. Todos da Liberdade (bairro da Liberdade, em Salvador), de mestre Waldemar, eram bons, bons, muito bons! Tinha um encanador, que morreu com 28 anos, que foi um grande angoleiro!<\/div>\n<div>\u00a0Naquela \u00e9poca, quais eram, ao seu ver, os capoeiristas de maior destaque?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na minha avalia\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o grande, no jogo-de-dentro. Na base do sapateado, foi o cabra Gilberto que se cuidou muito e hoje est\u00e1 bem velhinho.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/instrumentos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18391 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/instrumentos-300x215.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"215\" \/><\/a>Como era a instrumenta\u00e7\u00e3o da Capoeira?<\/b><\/div>\n<div>Tr\u00eas berimbaus (um gunga, um berra-boi e um viola), dois bodes (pandeiro), um ganz\u00e1 de bambu (n\u00e3o o ganz\u00e1 de metal) e um reco-reco. O primeiro berimbau fazia a angola; o segundo, o s\u00e3o bento grande e o terceiro, a angolinha. Era esta a bateria, acompanhada do canto.<\/div>\n<div><\/div>\n<p><b>Qual era o perfil do capoeirista naquele tempo?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>O capoeirista era um trabalhador: um condutor, que tirava a cana; um estivador do cais do porto; um pedreiro; um carpinteiro; um eletricista; caixeiro-viajante; um marinheiro, enfim, era sempre um trabalhador que, independente da fun\u00e7\u00e3o profissional, jogava por amor, por lazer, um tipo de terapia. O capoeirista fazia aquilo por ser uma dan\u00e7a, que fazia ele se sentir bem e conseguir o que queria, atrav\u00e9s da concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div>\u00a0<b>N\u00e3o rolava dinheiro? Ningu\u00e9m vivia da capoeira?<\/b><\/div>\n<div>\u00a0O dinheiro veio depois, com brincadeiras feitas na roda. Algu\u00e9m pedia para o capoeirista pegar com a boca uma nota de dinheiro, colocada no ch\u00e3o, no meio da roda, em cima de um len\u00e7o vermelho.<\/div>\n<div>Os dois parceiros sa\u00edam jogando at\u00e9 que um fosse imobilizado com um golpe de p\u00e9 \u2013 n\u00e3o com a m\u00e3o \u2013 e o outro pegasse a c\u00e9dula. Era preciso deixar o advers\u00e1rio im\u00f3vel para n\u00e3o correr o risco de receber um chute no rosto. Depois de tudo, se abra\u00e7avam e o dinheiro era colocado na caba\u00e7a do berimbau, para pagar a rodada de cerveja, refrigerante ou pinga, depois da roda. S\u00f3 a\u00ed entrava o dinheiro.<\/div>\n<div><\/div>\n<figure id=\"attachment_18392\" aria-describedby=\"caption-attachment-18392\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/33bd3dc772b1e41311a6aec2fd0d84ea.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18392 size-medium\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/33bd3dc772b1e41311a6aec2fd0d84ea-300x297.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"297\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18392\" class=\"wp-caption-text\">Mestre Pastinha<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Nem os mestres tinham a capoeira como profiss\u00e3o?<\/b><br \/>\nNingu\u00e9m tinha. Todos eles eram oper\u00e1rios, tinham sua profiss\u00e3o. Pastinha era tarefeiro, depois foi tomar conta de jogo; Daniel Noronha trabalhava na estiva; Canjiquinha e Cai\u00e7ara, na Prefeitura; Paulo dos Anjos, como motorista; mestre Ferreira e eu, como armador. Ningu\u00e9m vivia da capoeira. Eu vivi nela durante 40 anos sem ganhar um tost\u00e3o!<\/p>\n<div>\u00a0Mas naquela \u00e9poca, se aprendia muito. Um grupo da Liberdade era levado para me visitar em Itapuan e um grupo jogava com o outro. O que tomasse uma rasteira e ca\u00edsse de bunda no ch\u00e3o, perdia o jogo. Tamb\u00e9m n\u00e3o se podia sujar a roupa do advers\u00e1rio. Era falta de educa\u00e7\u00e3o. Os mestres ficavam abra\u00e7ados, conversando. Brinc\u00e1vamos a tarde toda!<\/div>\n<div><\/div>\n<p><b>E a capoeira atual?<\/b><\/p>\n<p>O neg\u00f3cio evoluiu. Evoluir \u00e9 muito bom, mas \u00e9 preciso ter uma raiz, um in\u00edcio para a coisa n\u00e3o andar para um lado contr\u00e1rio, pois esta arte \u00e9 rica demais! A capoeira \u00e9 sua vida, minha e de muitos outros. N\u00e3o se tem como controlar isso. Da\u00ed, \u00e9 preciso ter um dom\u00ednio de educa\u00e7\u00e3o para que ela n\u00e3o perca essa coisa linda que possui.<\/p>\n<div><b><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/images-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18393 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/images-1.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"224\" \/><\/a>O que um capoeirista precisa para se tornar mestre?<\/b><\/div>\n<div>Para come\u00e7ar n\u00e3o existe formatura em capoeira. Um ponto final, porque a capoeira n\u00e3o tem fim. Onde quer que voc\u00ea v\u00e1, ir\u00e1 v\u00ea-la. O mesmo vai acontecer com seu filho, seu neto, ou bisneto: onde quer que eles forem, ir\u00e3o v\u00ea-la. Ela \u00e9 universal, ela anda, \u00e9 din\u00e2mica, n\u00e3o tem formatura como o m\u00e9dico que aprende tudo, se forma e vai cuidar da profiss\u00e3o.<\/div>\n<div>O doutor da capoeira \u00e9 a sabedoria. Para conseguir tem que prolongar a viv\u00eancia na arte. Como? Dando um cord\u00e3o ao menino e deixar ele treinar durante quatro anos, para se preparar e para se acostumar com a realidade. Para conseguir a sabedoria. Com dez anos, ele pode ser contra-mestre, atrav\u00e9s de pesquisas e estudos. Ent\u00e3o, aos vinte anos de experi\u00eancia ele pode ou n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de ser mestre. Tudo depende da sabedoria e sabedoria nada tem a ver com a idade. Da\u00ed pode vir o t\u00edtulo, dado pelos mestres, de \u201cpassou a estar pronto\u201d. N\u00e3o significa estar formado, pois o trabalho e o aprendizado continuam. A capoeira n\u00e3o p\u00e1ra, n\u00e3o morre.<\/div>\n<div>\u00a0A capoeira temos 180 golpes e 180 contragolpes. N\u00e3o se aprende dez ou doze golpes, falar que conhece seis golpes da regional, outros da angola e j\u00e1 sai dizendo que \u00e9 capoeirista. \u00c9 preciso conhecer, descobrir e confrontar todos os golpes.<\/div>\n<div>\u00a0Muitos n\u00e3o querem discutir ou aprender toda a capoeira. \u00c9 a\u00ed que se acabam, porque n\u00e3o v\u00e3o passar do m\u00ednimo que j\u00e1 sabem. Quem leva a pior nisto tudo \u00e9 a pr\u00f3pria capoeira, porque esse pessoal termina perdendo o talento que possui e afastam a capoeira da realidade dela.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<figure id=\"attachment_18394\" aria-describedby=\"caption-attachment-18394\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/M-waldemar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18394 size-medium\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/M-waldemar-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18394\" class=\"wp-caption-text\">Mestre Waldemar<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O Sr. Se referiu a um tempo em que todos eram amigos, havia uni\u00e3o. Hoje h\u00e1 muita rivalidade. O capoeirista forte e grande entra na roda disposto a destruir o outro. Que acha disso?<\/strong><\/p>\n<p>Naqueles tempos, os mestres se respeitavam entre si e incentivavam a considera\u00e7\u00e3o por parte dos alunos. O cara podia ser grand\u00e3o, como Agulh\u00e3o, que media dois metros de altura, ou forte como mestre Waldemar, Tra\u00edra, Zacarias, Davi ou Dada \u2013 que na \u00e9poca, davam o maior show de capoeira \u2013 mas havia um controle, um respeito. Quem tomava uma cabe\u00e7ada, ca\u00eda e se levantava para dar as m\u00e3os ao parceiro, sem agressividade ou rancor.<\/p>\n<\/div>\n<div>Hoje eu vejo que h\u00e1 muita gente ensinando a bater, querendo ser o melhor e enchendo a cabe\u00e7a dos coitados, que n\u00e3o tem informa\u00e7\u00e3o, de que isto \u00e9 importante. S\u00e3o pessoas que s\u00f3 v\u00eaem o lado da destrui\u00e7\u00e3o. Os mestres tornam-se culpados pelas conseq\u00fc\u00eancias e a capoeira fica numa posi\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o pode mostrar seu potencial.<\/div>\n<div><\/div>\n<p><b><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mestre-cai\u00e7ara.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18396 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mestre-cai\u00e7ara-180x300.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"300\" \/><\/a>Isso tamb\u00e9m acontecia tamb\u00e9m entre os mestre antigos?<\/b><br \/>\nN\u00e3o. Os \u00fanicos mestres que discutiam em Salvador, naquela \u00e9poca, eram Canjiquinha e Cai\u00e7ara, mas tudo encena\u00e7\u00e3o, nas apresenta\u00e7\u00f5es para turistas. Abusavam dos risos e das tapea\u00e7\u00f5es. Os dois morreram de bem um com o outro.<\/p>\n<div>\u00a0Bimba tinha academia no Maciel de Cima e Pastinha, no Largo do Pelourinho. Bem pr\u00f3ximos. N\u00e3o se visitavam, mas tamb\u00e9m n\u00e3o falavam mal da academia do outro. Tenho comigo reportagens de jornal de 1984 sobre Jo\u00e3o Pequeno e Jo\u00e3o Grande, em Itapuan. Precisa ver como eles se gostavam e se respeitavam!<\/div>\n<div>\u00a0Cai\u00e7ara e Canjiquinha foram meus amigos at\u00e9 o fim de suas vidas. Alunos de Bimba mant\u00e9m amizade comigo h\u00e1 45 anos. N\u00e3o tenho inimigos na capoeira e se tiver n\u00e3o ser\u00e3o contra mim, mas contra a arte. N\u00e3o fa\u00e7o nada contra eles. Uns se destroem por si, outros se reeducam e aparecem sem entrar nessa de trai\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>\n<p>Mais recente, conheci alunos que chegam a querer bater em seus mestres, alegando que nada aprenderam. Sabe o que \u00e9 isso? Falta de educa\u00e7\u00e3o. O capoeirista tem que se educar, para respeitar e ser respeitado.(\u2026)<\/p>\n<div>http:\/\/eulanet.sites.uol.com.br\/Gato_preto.htm<\/div>\n<div>Mestre Gato Preto &#8211; A arte do berimbauhttp:\/\/rapidshare.com\/files\/349394638\/Mestre_Gato_Preto_de_Santo_Amaro_-A_Arte_do_berimbau-www.osomdacapoeira.blogspot.com.zip<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte de pesquisa:\u00a0http:\/\/osomdacapoeira.blogspot.com.br\/2010\/02\/mestre-gato-preto-de-santo-amaro-arte.html<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Um dos mais requisitados tocadores de berimbau de toda a Bahia,\u00a0Mestre Gato Preto\u00a0\u00e9 uma das figuras mais queridas no universo da Capoeira, gra\u00e7as \u00e0 grandeza de seu car\u00e1ter<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":18315,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1140,4235,5621],"class_list":["post-18313","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-as-varias-faces-da-capoeira","tag-grandes-mestres","tag-mestre-gato-preto"],"aioseo_notices":[],"views":629,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":18608,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=18608","url_meta":{"origin":18313,"position":0},"title":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! 3\u00aa parte: os grandes mestres da capoeira: Mestre Z\u00e9 Baiano&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"25 de maio de 2018","format":false,"excerpt":"\"Jos\u00e9 Joaquim de Andrade Filho \u00e9 o nome de registro dele, sendo mais conhecido como 'Mestre Z\u00e9 Baiano', nascido em Paripiranga (BA).\" \u00a0 \u00a0 Mat\u00e9rias j\u00e1 publicadas sobre a s\u00e9rie \u2018As v\u00e1rias faces da Capoeira\u2019: (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/luta-danca-ginga-toque-e-floreios-as-varias-faces-da-capoeira-1a-parte-origem-da-capoeira\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-2a-parte-luta-musica-cancoes-toques-ginga-e-floreios\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-besouro-manganga\/) (www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-cobrinha-verde\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-bimba\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-gato-preto\/) \u00a0 Jos\u00e9 Joaquim de Andrade Filho \u00e9 o nome\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/principal1-1024x576-300x169.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":18622,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=18622","url_meta":{"origin":18313,"position":1},"title":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! 3\u00aa parte: os grandes mestres da capoeira: &#039;Mestre Waldemar da Liberdade&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"30 de maio de 2018","format":false,"excerpt":"A vida de Waldemar como capoeirista e mestre de capoeira come\u00e7a na d\u00e9cada de 1940, onde ele implanta um barrac\u00e3o na invas\u00e3o do Corta-Bra\u00e7o, futuro bairro da Liberdade, onde joga-se capoeira e choquen pom todos os domingos, tamb\u00e9m ensinando na rampa do mercado na cidade baixa \u00a0 Mat\u00e9rias j\u00e1 publicadas\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/PRINCIAPL-300x237.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":18041,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=18041","url_meta":{"origin":18313,"position":2},"title":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! 3\u00aa Parte: Os grandes mestres da capoeira: Mestre Cobrinha Verde","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"8 de maio de 2018","format":false,"excerpt":"Rafael Alves Fran\u00e7a, o Mestre Cobrinha Verde, viveu entre 1917 e 1983 e foi um dos mais temidos e respeitados capoeiristas de sua \u00e9poca \u00a0 Na s\u00e9rie de mat\u00e9rias sobre a Capoeira, a 1\u00aa parte abordou a origem da Capoeira (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/luta-danca-ginga-toque-e-floreios-as-varias-faces-da-capoeira-1a-parte-origem-da-capoeira\/). A 2\u00aa, sobre a luta, m\u00fasica, can\u00e7\u00f5es, toques, ginga\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/m-cobrinha-verde-1-300x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":18768,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=18768","url_meta":{"origin":18313,"position":3},"title":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! \u00daltima parte: na s\u00e9rie &#039;Os grandes mestres da capoeira&#039;, entrevista com o Mestre Jaime Balbino","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"3 de junho de 2018","format":false,"excerpt":"\"Na verdade, a capoeira come\u00e7a \u00e9 na roda. (...)\u00a0A cantoria t\u00e1 aqui, o cantador canta, os participantes respondem; eu canto, eles respondem; ent\u00e3o, concentra-se uma energia, uma manifesta\u00e7\u00e3o viva. A capoeira \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o viva.\" \u00a0 Mat\u00e9rias j\u00e1 publicadas sobre a s\u00e9rie \u2018As v\u00e1rias faces da Capoeira\u2019: (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/luta-danca-ginga-toque-e-floreios-as-varias-faces-da-capoeira-1a-parte-origem-da-capoeira\/) - (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-2a-parte-luta-musica-cancoes-toques-ginga-e-floreios\/)\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/33117492_1689158127806233_2197847022923415552_n-300x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":18239,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=18239","url_meta":{"origin":18313,"position":4},"title":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! 3\u00aa parte: os grandes mestres da capoeira: Mestre Bimba","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"12 de maio de 2018","format":false,"excerpt":"\"Segundo Capoeira (2006, p.50) Bimba era um lutador renomado e temido. Ganhou o apelido de 'Tr\u00eas Pancadas' porque, segundo se dizia, era o m\u00e1ximo que seus advers\u00e1rios aguentavam.\" \u00a0 Mat\u00e9rias j\u00e1 publicadas sobre a s\u00e9rie 'As v\u00e1rias faces da Capoeira': (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/luta-danca-ginga-toque-e-floreios-as-varias-faces-da-capoeira-1a-parte-origem-da-capoeira\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-2a-parte-luta-musica-cancoes-toques-ginga-e-floreios\/) (http:\/\/www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-besouro-manganga\/) (www.jornalrol.com.br\/as-varias-faces-da-capoeira-3a-parte-os-grandes-mestres-da-capoeira-mestre-cobrinha-verde\/) \u00a0 MESTRE BIMBA 1. Introdu\u00e7\u00e3o \u00a0Manoel\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mestre1-239x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":17963,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=17963","url_meta":{"origin":18313,"position":5},"title":"As v\u00e1rias faces da Capoeira! 3\u00aa Parte: Os grandes mestres da capoeira: Mestre Besouro Mangang\u00e1","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"1 de maio de 2018","format":false,"excerpt":"Muitas s\u00e3o as lendas que permeiam a vida de Besouro. Diziam que quando acontecia alguma confus\u00e3o, o capoeirista se transformava num besouro e saia voando, ou ent\u00e3o se transformava simplesmente num toco de pau \u00a0 Na s\u00e9rie de mat\u00e9rias sobre a Capoeira, a 1\u00aa parte abordou a origem da Capoeira\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/wallpaper_cartaz_2-300x240.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18313"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18313\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}