{"id":19640,"date":"2018-07-11T08:33:29","date_gmt":"2018-07-11T11:33:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=19640"},"modified":"2018-07-11T08:33:29","modified_gmt":"2018-07-11T11:33:29","slug":"paulo-roberto-costa-a-ilha-do-fim-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=19640","title":{"rendered":"Paulo Roberto Costa: &#039;A ilha do fim do mundo&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F19640&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F19640&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/26112110_1794752344159287_112834625827787739_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19641 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/26112110_1794752344159287_112834625827787739_n-300x297.jpg\" alt=\"\" width=\"136\" height=\"135\" \/><em>&#8220;Eu precisava me distanciar um pouco de todo mundo e da minha pr\u00f3pria vida, para tentar ordenar a confus\u00e3o da minha mente. Mais do que tudo, eu precisava de um pouco de sil\u00eancio e solid\u00e3o.<\/em><\/a><em>&#8220;<\/em><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eram seis e meia da manh\u00e3 de um dia que prometia ser claro e quente. N\u00e3o se via nuvem alguma no c\u00e9u. Debrucei-me na amurada do cais, contemplando o horizonte, tentando decidir-me por alugar um barco e sair sem destino, ou pelo menos a uma dist\u00e2ncia da qual n\u00e3o visse mais ningu\u00e9m ou sequer terra firme. O dia parecia ideal para isso.<\/p>\n<p>Eu precisava me distanciar um pouco de todo mundo e da minha pr\u00f3pria vida, para tentar ordenar a confus\u00e3o da minha mente. Mais do que tudo, eu precisava de um pouco de sil\u00eancio e solid\u00e3o. Fiquei pensando por que havia me decidido passar as f\u00e9rias justamente na praia. Talvez porque na ag\u00eancia de viagens os cartazes mostrassem cenas de para\u00edsos solit\u00e1rios e maravilhosos, com todo o esplendor da natureza. Quando cheguei, entretanto, o que encontrei foi um oceano de gente congestionando um oceano de \u00e1gua. Ou seja, tudo aquilo do qual eu estava fugindo.<\/p>\n<p>Decidi alugar o barco e, quando estava a alguns quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia felicitei-me pela decis\u00e3o. O mar estava calmo, o c\u00e9u sem nuvens e o vento era apenas uma leve brisa; n\u00e3o se via mais a terra e sequer outro barco at\u00e9 onde a vista alcan\u00e7ava. S\u00f3 se ouvia o leve marulhar das ondas, que em pouco tempo me fizeram adormecer. As imagens da realidade pouco a pouco se mesclaram com as imagens de um sonho profundo, como resposta do meu corpo a todo o cansa\u00e7o e ansiedade acumulados por tanto tempo.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei por quanto tempo adormeci. De repente, fui despertado por um violento trov\u00e3o que me pareceu que o mundo todo tivesse explodido. Tremendo, assustado, me vi debaixo de um c\u00e9u completamente escuro e amea\u00e7ador, com altas ondas que quase cobriam totalmente o barco, e um vento forte e repentino que trazia consigo uma tempestade que se aproximava rapidamente, como se fosse uma parede de \u00e1gua em movimento, lan\u00e7ando raios por todos os lados. Liguei imediatamente o motor do barco e tentei fugir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 terra; por\u00e9m n\u00e3o tive tempo sequer para decidir-me por qual dire\u00e7\u00e3o. Queria apenas distanciar-me da tempestade o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. A \u00faltima coisa de que me lembro foi de ter vestido instintivamente o salva-vidas. O monstro negro me engoliu e, por um tempo que n\u00e3o consegui contar, mas que me pareceram muitas horas, fiquei em seu ventre sendo jogado de um lado para outro at\u00e9 que tudo desapareceu de minha mente e eu j\u00e1 n\u00e3o escutava nada; n\u00e3o sentia nada; n\u00e3o pensava em nada.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/the-islands-of-st-kilda-i-006.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-19642 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/the-islands-of-st-kilda-i-006-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" \/><\/a>O suave barulho das ondas contra rochas trouxe-me de volta \u00e0 consci\u00eancia e a primeira coisa que percebi \u00e9 que o barco j\u00e1 n\u00e3o mais existia. Eu estava agarrado a um peda\u00e7o de madeira do que fora o casco da embarca\u00e7\u00e3o. Olhei assustado ao meu redor. A tempestade tinha desaparecido, como se nunca tivesse existido. Olhei para o horizonte e para o c\u00e9u tentando orientar-me. N\u00e3o fazia ideia de onde estava. A pouca dist\u00e2ncia consegui vislumbrar uma ilha no ponto onde o mar e o c\u00e9u se encontravam, o que me pareceu estranho, uma vez que n\u00e3o a havia notado nas cartas n\u00e1uticas que havia consultado antes de partir. Chegar \u00e0 ilha foi mais dif\u00edcil do que imaginei. As ondas me puxavam de volta ao mar e precisei de muito esfor\u00e7o para venc\u00ea-las.<\/p>\n<p>Quando finalmente consegui p\u00f4r os p\u00e9s em terra, vi algumas pessoas que me fitavam, quase como se j\u00e1 me esperassem, embora nenhuma delas fizesse qualquer movimento no sentido de me ajudar, o que me surpreendeu muito. Percebi que a ilha era muito pequena e que sobre ela n\u00e3o havia quase nada, somente rochas e areia e duas colinas, uma em cada extremidade, que me lembravam enormes chifres. Era bonita, ainda que desolada. Juntei-me \u00e0quelas pessoas, feliz por encontr\u00e1-las e, de certa forma, aliviado por ter sobrevivido, pensando j\u00e1 em tudo o que teria para contar quando voltasse para casa.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e0 medida que aquelas pessoas respondiam minhas perguntas ansiosas, d\u00favidas terr\u00edveis come\u00e7aram a invadir minha mente e um crescendo de terror abateu-se sobre mim. Ningu\u00e9m sabia dizer onde est\u00e1vamos. Nenhuma daquelas pessoas conhecia aquela ilha ou a havia visto nas suas cartas n\u00e1uticas antes, apesar de alguns deles serem marinheiros experientes que diziam conhecer muito bem o mar. Todos chegaram \u00e0 ilha da mesma forma que eu, arrastados por uma tempestade. Nunca tinham conseguido encontrar um meio de sair de l\u00e1. Nunca haviam visto um barco sequer passar pelo horizonte ou um avi\u00e3o pelo c\u00e9u. N\u00e3o havia nada para comer ou beber embora nenhum deles sentisse fome ou sede. Alguns deles disseram estar l\u00e1 h\u00e1 muitos anos e n\u00e3o se sentiam um dia sequer mais velhos!<\/p>\n<p>O que mais me surpreendeu foi que todos eles, antes de se perderem, assim como eu, sa\u00edram para o mar buscando tranquilidade e um pouco de solid\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Eu precisava me distanciar um pouco de todo mundo e da minha pr\u00f3pria vida, para tentar ordenar a confus\u00e3o da minha mente. Mais do que tudo, eu precisava de um pouco de sil\u00eancio e solid\u00e3o.&#8220;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":19642,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[2314,4512,5982,6647],"class_list":["post-19640","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-conto","tag-ilha","tag-naufragio","tag-paulo-roberto-costa"],"aioseo_notices":[],"views":497,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":11931,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=11931","url_meta":{"origin":19640,"position":0},"title":"Paulo Roberto Costa: &#039;O velho Giba&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"1 de agosto de 2017","format":false,"excerpt":"Paulo Roberto Costa: 'O VELHO GIBA' \u00a0 Velho, velho o Gilberto n\u00e3o era. 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