{"id":20061,"date":"2018-08-02T14:03:46","date_gmt":"2018-08-02T17:03:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=20061"},"modified":"2018-08-02T14:03:46","modified_gmt":"2018-08-02T17:03:46","slug":"goncalves-viana-ave-maria-no-morro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=20061","title":{"rendered":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Ave Maria no Morro&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F20061&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F20061&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/VIANA-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20062 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/VIANA-1-197x300.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"178\" \/><em>&#8220;Herivelto Martins, que viveu de 1912 a 1992, foi um talentoso compositor, extraordinariamente vers\u00e1til. Criou uma obra t\u00e3o variada que parece ter sido composta por v\u00e1rios autores.&#8221;<\/em><\/a><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/HERIVELTO-MARTINS-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-20064 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/HERIVELTO-MARTINS-1-193x300.jpg\" alt=\"\" width=\"165\" height=\"257\" \/><\/a>Herivelto Martins, que viveu de 1912 a 1992, foi um talentoso compositor, extraordinariamente vers\u00e1til. Criou uma obra t\u00e3o variada que parece ter sido composta por v\u00e1rios autores.<\/p>\n<p>Sua obra ia do samba-batuque dos terreiros (Pra\u00e7a Onze, A Lapa) \u00e0 fossa dos sambas-can\u00e7\u00f5es eivados de conflitos conjugais (Bom Dia, Segredo, Caminhemos); \u00e0 picardia do samba (Isaura, Odete); ao tango marginal (Carlos Gardel, Vermelho 27).<\/p>\n<p>Herivelto falava quase todas as l\u00ednguas musicais, da valsa (Timoneiro, Mam\u00e3e) \u00e0 marchinha de tintura espanhola (Malaguenha); do samba-exalta\u00e7\u00e3o (A Bahia Te Espera), \u00e0 rancheira (Ga\u00facho Velho) e \u00e0 toada (Rancho da Serra); da marchinha (Minueto, Seu Condutor); \u00e0 guar\u00e2nia paraguaia, vertida para o portugu\u00eas (Noites do Paraguai) e ao choroso samba-can\u00e7\u00e3o (Cabelos Brancos).<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse todo esse ecletismo, ousou compor um samba-can\u00e7\u00e3o com cad\u00eancia de orat\u00f3rio (Ave Maria no Morro) com tal fidelidade, que o Cardeal Dom Sebasti\u00e3o Leme tentou impedir sua execu\u00e7\u00e3o nas r\u00e1dios, para evitar fuma\u00e7as de heresia ou profana\u00e7\u00f5es dos ritos cat\u00f3licos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_20065\" aria-describedby=\"caption-attachment-20065\" style=\"width: 155px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/070805-01a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20065 \" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/070805-01a-184x300.jpg\" alt=\"\" width=\"155\" height=\"253\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20065\" class=\"wp-caption-text\">Benedito Lacerda<\/figcaption><\/figure>\n<p>Talvez, essa enorme variedade se deva \u00e0 ajuda de parceiros ass\u00edduos, caso de David Nasser, Marino Pinto, Roberto Roberti e Benedito Lacerda.<\/p>\n<p>E foi justamente com este \u00faltimo que ele protagonizou o seguinte fato:<\/p>\n<p>Certa tarde, Herivelto disse a Benedito que desejava fazer uma m\u00fasica falando do entardecer no morro, de forma mais l\u00edrica, mais sentimental, sem p\u00f4r o Carnaval no meio. Nessa \u00e9poca, era costume das r\u00e1dios tocar, \u00e0s seis horas da tarde, m\u00fasicas sacras, como a \u201cAve Maria\u201d de Gounod ou de Schubert. Era bonito ver o entardecer chegando, o sol sumindo no horizonte, as luzes acendendo-se, e as r\u00e1dios tocando aquela m\u00fasica suave, enquanto, na igrejinha da favela, no morro do Pinto, os moradores rezavam coletivamente uma \u2018Ave Maria\u2019, pedindo uma vida melhor, antes de se retirarem para os seus barrac\u00f5es.<\/p>\n<p>Dessa vis\u00e3o, Herivelto escreveu os seguintes versos:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>E quando o morro escurece,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Elevo a Deus uma prece<\/em><\/p>\n<p>Aos poucos, foram surgindo outros versos, como \u201cSinfonia de pardais\/ anunciando o anoitecer&#8230;\u201d inspirado pela lembran\u00e7a do barulho dos pardais, aninhando-se nas \u00e1rvores da Pra\u00e7a Tiradentes, no final da tarde, onde ficava jogando bilhar.<\/p>\n<p>Quando ele mostrou a Benedito os primeiros sons da m\u00fasica, esperando contar com ele para terminarem a can\u00e7\u00e3o, ouviu dele: &#8211; Oh, compadre! Isso \u00e9 m\u00fasica de igreja, eu n\u00e3o entro nessa parceria nem a pau!<\/p>\n<figure id=\"attachment_20066\" aria-describedby=\"caption-attachment-20066\" style=\"width: 248px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/maxresdefault.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20066 \" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/maxresdefault-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"187\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20066\" class=\"wp-caption-text\">A dupla Preto e Branco<\/figcaption><\/figure>\n<p>Herivelto, ent\u00e3o, terminou a can\u00e7\u00e3o sozinho. Nessa altura da sua carreira, ele j\u00e1 tinha formado a dupla Preto e Branco, primeiramente com Francisco Sena e, depois, com Nilo Chagas.<\/p>\n<p>Com o enorme sucesso da dupla, Herivelto trouxe Dalva de Oliveira \u2013 com quem estava vivendo \u2013 para ajudar nos vocais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_20068\" aria-describedby=\"caption-attachment-20068\" style=\"width: 155px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Dalva-de-Oliveira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20068 \" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Dalva-de-Oliveira-189x300.jpg\" alt=\"\" width=\"155\" height=\"245\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20068\" class=\"wp-caption-text\">Dalva de Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dalva de Oliveira (Vicentina de Paula Oliveira) (1917-1972), a partir de 1937, passou a viver com Herivelto e a cantar e a gravar com a dupla. Mas, em um programa na R\u00e1dio Mayrink Veiga, o apresentador C\u00e9sar Ladeira os anunciou como Dalva de Oliveira e a dupla Preto e Branco, um verdadeiro trio de ouro! A partir de ent\u00e3o adotaram o nome Trio de Ouro.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 m\u00fasica de igreja, ap\u00f3s a recusa de Benedito Lacerda em ajudar, Herivelto ficou decepcionado, mas n\u00e3o desanimado. Passado algum tempo, ele terminou e ensaiou a m\u00fasica com o Trio de Ouro, e resolveu mostrar novamente ao Benedito, agora completa e arranjada. Chegou \u00e0 r\u00e1dio e disse: &#8211; Faz um F\u00e1 Maior\u00a0a\u00ed. Agora, um prel\u00fadio, feito piano. Herivelto pegou o viol\u00e3o, Dalva entrou &#8211; Dalva com vinte e poucos anos e com sua voz maravilhosa em toda a sua plenitude &#8211; e a dupla dando suporte por baixo, Benedito ficou embasbacado e totalmente boquiaberto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_20069\" aria-describedby=\"caption-attachment-20069\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/TRIO-DE-OURO-ORIGINAL-1937-1940.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20069 size-medium\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/TRIO-DE-OURO-ORIGINAL-1937-1940-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20069\" class=\"wp-caption-text\">Trio de Ouro (1937-1940)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Gravada na Odeon, em 1942, Ave Maria no Morro, se constituiu num dos maiores sucessos da m\u00fasica popular brasileira, sendo exaustivamente gravada no Brasil. Praticamente todos os grandes cantores (as) e int\u00e9rpretes nacionais gravaram Ave Maria no Morro, foi o caso de \u00c2ngela Maria, Elza Soares, Agnaldo Rayol, Nelson Gon\u00e7alves, Gal Costa, Caetano Veloso, Jo\u00e3o Gilberto, entre outros. Eduardo Ara\u00fajo e Sylvinha gravaram uma bel\u00edssima vers\u00e3o country ou rock rural, que fez enorme sucesso. Houve at\u00e9 mesmo uma vers\u00e3o em esperanto.<\/p>\n<p>Quando a m\u00fasica estourou, Benedito Lacerda, parceiro de tantas obras, logo gritou: \u201c\u00d4! Herivelto, eu estou nessa parceria tamb\u00e9m, n\u00e9!?\u201d \u2014 \u201cN\u00e3o, Benedito, nesta voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1, esta \u00e9 \u2018m\u00fasica de igreja\u2019, lembra?\u201d<\/p>\n<p>A exemplo do que ocorreu no Brasil, no exterior, tamb\u00e9m, grandes artistas gravaram-na em sua l\u00edngua p\u00e1tria ou, como fizeram alguns, em castelhano.<\/p>\n<p>Em italiano temos: Andrea Bocelli, Zucchero, Luciano Pavarotti, etc. Em alem\u00e3o, v\u00e1rias grava\u00e7\u00f5es: Monika Martini, Manuela, Goombay Dance, e outros. Em castelhano: Sarita Montiel, Mariachi Mencey Azteca, Los Tres Soles del Paraguay, e demais artistas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos poloneses: Czeslaw Wydrzy, Leszek Orkisz; dos belgas: Helmut Lotti, Violeta Villas; dos suecos: Gabriela Kozik, The Hootenanny Singers. Temos ainda grava\u00e7\u00f5es na Filipinas, Gr\u00e9cia e Holanda e assim por diante, mundo afora.<\/p>\n<p>Certa vez, em 1994, eu estava assistindo, na TV, a uma apresenta\u00e7\u00e3o da banda de heavy metal e hard rock, os Scorpions, no M\u00e9xico, quando o vocalista anunciou \u2018Ave Maria no Morro\u2019, fiquei atento para ver como seria. Eles fizeram uma bela apresenta\u00e7\u00e3o, mas cantaram em castelhano. Como eles s\u00e3o alem\u00e3es, julguei que fossem cant\u00e1-la em alem\u00e3o, pois existem muitas grava\u00e7\u00f5es em alem\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_20070\" aria-describedby=\"caption-attachment-20070\" style=\"width: 221px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/MANUELA-IMAGEM.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20070\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/MANUELA-IMAGEM-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"221\" height=\"221\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20070\" class=\"wp-caption-text\">Manuela (Doris Inge Wegener)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Excepcionalmente, muito marcante para mim, foi a apresenta\u00e7\u00e3o de uma jovem cantora alem\u00e3 \u2013 jovem na \u00e9poca, 1964 \u2013 de codinome Manuela \u2014 cujo nome verdadeiro era Doris Inge Wegener, nascida em Berlin aos 18\/08\/1943. Na R\u00e1dio Piratininga havia um programa para brotos, comandado pelo disc-jockei Ferreira Martins que era apresentado das 15 \u00e0s 16 horas, e que sempre tocava \u2018Ave Maria no Morro\u2019 na voz de Manuela. Essa m\u00fasica estava em um \u00e1lbum que, por milagre, foi lan\u00e7ado no Brasil. Seu carro chefe era \u201cMama ich sag dir was\u201d (Mam\u00e3e eu te diria algo). Eu n\u00e3o sosseguei enquanto n\u00e3o consegui o disco, at\u00e9 garimpando em S\u00e3o Paulo, pois em Sorocaba n\u00e3o chegava muita novidade. Esse disco foi lan\u00e7ado aqui, em 1964, pela Continental.<\/p>\n<p>Acontece que no LP, todas as faixas traziam o nome da m\u00fasica em alem\u00e3o e a tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas, mas justamente \u2018Ave Maria no Morro\u2019 estava s\u00f3 em portugu\u00eas e, tamb\u00e9m, n\u00e3o constava o autor da vers\u00e3o. Ent\u00e3o, eu queria saber o que dizia a vers\u00e3o, s\u00f3 muito tempo depois \u00e9 que eu descobri que, na letra em alem\u00e3o, \u00e9 incr\u00edvel, haviam mudado todo o enredo, assim como todo bom \u201cversor\u201d\u00b9 o faz em qualquer l\u00edngua do planeta.<\/p>\n<p>Trata-se da hist\u00f3ria de um mendigo sentado em uma esquina qualquer do Rio de Janeiro. Ele apanha seu viol\u00e3o, dedilha uma melodia, come\u00e7a a cantar uma can\u00e7\u00e3o, mas ningu\u00e9m d\u00e1 a m\u00ednima aten\u00e7\u00e3o, correndo apressados para os seus afazeres, deixando sua bandeja completamente vazia. Quando o mendigo j\u00e1 est\u00e1 sem esperan\u00e7as, ele ouve o tilintar de duas moedas de ouro caindo na sua lata, ele olha para cima e v\u00ea uma senhora toda de branco, muito bonita se afastando&#8230; era a pr\u00f3pria Nossa Senhora que o tinha socorrido!<\/p>\n<p>Essa vers\u00e3o alem\u00e3 ficou t\u00e3o ou mais pungente que o original. Eu acho a interpreta\u00e7\u00e3o de Manuela uma das melhores de todas as grava\u00e7\u00f5es j\u00e1 feitas\u00a0desse cl\u00e1ssico de Herivelto Martins, exceto a original do Trio de Ouro.<\/p>\n<p>As v\u00e1rias vers\u00f5es que ouvi em castelhano parecem ter sido feitas a partir dessa vers\u00e3o germ\u00e2nica, pois o enredo \u00e9 praticamente o mesmo. Ou pode ser vice-versa, j\u00e1 que n\u00e3o verifiquei as datas das vers\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gon\u00e7alves Viana<\/strong> &#8211;\u00a0viana.gaparecido@gmail.com<\/p>\n<p><strong>Ave Maria no Morro<\/strong><\/p>\n<p>Barrac\u00e3o de zinco sem telhado<br \/>\nSem pintura l\u00e1 no morro<br \/>\nBarrac\u00e3o \u00e9 bangal\u00f4<br \/>\nL\u00e1 n\u00e3o existe felicidade de arranha-c\u00e9u<br \/>\nPois quem mora l\u00e1 no morro<br \/>\nJ\u00e1 vive pertinho do c\u00e9u<br \/>\nTem alvorada, tem passarada, alvorecer<br \/>\nSinfonia de pardais anunciando o anoitecer<\/p>\n<p>E o morro inteiro<br \/>\nNo fim do dia<br \/>\nReza uma prece, Ave Maria<br \/>\nAve Maria, Ave<br \/>\nE quando o morro escurece<br \/>\nElevo a Deus uma prece<br \/>\nAve Maria, Ave Maria<\/p>\n<p>(<strong>Herivelto Martins<\/strong>)<\/p>\n<p>(1) <strong>Versor<\/strong> \u2013 Neologismo sugerido pelo autor, significando aquele que faz vers\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Herivelto Martins, que viveu de 1912 a 1992, foi um talentoso compositor, extraordinariamente vers\u00e1til. Criou uma obra t\u00e3o variada que parece ter sido composta por v\u00e1rios autores.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":20069,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1351,2589,3019,4206,4362,8487],"class_list":["post-20061","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-benedito-lacerda","tag-dalva-de-oliveira","tag-dupla-preto-e-branco","tag-goncalves-viana","tag-herivelto-martins","tag-trio-de-ouro"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":49095,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=49095","url_meta":{"origin":20061,"position":0},"title":"Poeta Gon\u00e7alves Viana \u00e9 agraciado pela FEBACLA com T\u00edtulos e Medalha","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"13 de mar\u00e7o de 2022","format":false,"excerpt":"Aos 77 anos de idade, o poeta Gon\u00e7alves Viana mostra-se um jovem enamorado pela vida! Um justo reconhecimento Diante de uma semeadura longa e laboriosa na seara da literatura, e por indica\u00e7\u00e3o do professor, escritor, poeta e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro, recentemente o poeta Aparecido Gon\u00e7alves Viana, ou Gon\u00e7alves Viana,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a8a3707c-ca20-4b8c-84d0-c59637300908-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a8a3707c-ca20-4b8c-84d0-c59637300908-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a8a3707c-ca20-4b8c-84d0-c59637300908-1.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a8a3707c-ca20-4b8c-84d0-c59637300908-1.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a8a3707c-ca20-4b8c-84d0-c59637300908-1.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":11677,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=11677","url_meta":{"origin":20061,"position":1},"title":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Folha morta&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"14 de julho de 2017","format":false,"excerpt":"Gon\u00e7alves Viana: 'FOLHA MORTA' \u00a0O samba-can\u00e7\u00e3o composto por Ary Barroso, como uma homenagem \u00e0 cantora Dalva de Oliveira \u00a0 Arthur Nestrovski, nascido em 1959, \u00e9 compositor, violonista, cr\u00edtico liter\u00e1rio e musical, escritor e editor. Nomeado diretor art\u00edstico da Orquestra Sinf\u00f4nica do Estado de S\u00e3o Paulo (OSESP) em 01\/2010. Em 2012,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/19275204_1097741666992578_27767704583773194_n-300x298.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":62071,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=62071","url_meta":{"origin":20061,"position":2},"title":"Astronauta","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"11 de outubro de 2023","format":false,"excerpt":"Meu sonho \u00e9 ser astronauta. Fico imaginando v\u00e1rios planetas. Os nomes dos planetas posso saber de cor. Eu penso cada dia melhor como ser um astronauta...","rel":"","context":"Em &quot;Literatura&quot;","block_context":{"text":"Literatura","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=9285"},"img":{"alt_text":"Astronauta","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/OIG-4.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/OIG-4.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/OIG-4.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/OIG-4.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":21225,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=21225","url_meta":{"origin":20061,"position":3},"title":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;O t\u00famulo do samba&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"30 de setembro de 2018","format":false,"excerpt":"\"Apesar de tudo isso, o certo \u00e9 que S\u00e3o Paulo tem muito samba e muitos bons sambistas, e podemos citar, entre eles: Oswaldo Moles, Geraldo Filme, Germano Mathias, Osvaldinho da Cu\u00edca, Eduardo Gudin e, sobretudo, Paulo Vanzolini e Adoniran Barbosa.\" \u00a0 Uma noite, em 1965, na boate Cave, na Rua\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/VIANA-1-2-197x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":12214,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=12214","url_meta":{"origin":20061,"position":4},"title":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Ipanema&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"9 de agosto de 2017","format":false,"excerpt":"Gon\u00e7alves Viana: 'IPANEMA' \u00a0 Ipanema \u00e9 um bairro do Rio de Janeiro que ficou famoso por sua praia recheada de mulheres lindas com seus sum\u00e1rios biqu\u00ednis (fio-dental) e tamb\u00e9m por ter sido o ber\u00e7o daquela m\u00fasica que iria desbancar Aquarela do Brasil de Ary Barroso do primeiro lugar de m\u00fasica\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/19275204_1097741666992578_27767704583773194_n-300x298.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":20223,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=20223","url_meta":{"origin":20061,"position":5},"title":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Uma dupla peculiar&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"12 de agosto de 2018","format":false,"excerpt":"\"No final dos anos cinquenta, do s\u00e9culo passado, mais precisamente em 1958, aconteceu o encontro de duas personalidades musicais que j\u00e1 tinham certo destaque no panorama da MPB. Desse encontro resultou uma dupla de compositores das mais prof\u00edcuas e prol\u00edferas j\u00e1 surgidas no Brasil, Evaldo Gouveia e Jair Amorim.\" \u00a0\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/VIANA-1-1-197x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20061\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}