{"id":20965,"date":"2018-09-16T18:19:24","date_gmt":"2018-09-16T21:19:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=20965"},"modified":"2018-09-16T18:19:24","modified_gmt":"2018-09-16T21:19:24","slug":"goncalves-viana-julinho-vendo-a-banda-passar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=20965","title":{"rendered":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Julinho vendo a banda passar&#8230;&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F20965&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F20965&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h3 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/VIANA-1-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20966 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/VIANA-1-1-197x300.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"153\" \/><\/a><em><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Aquele garoto bonito, de lindos olhos verdes, estava aliando a sua beleza f\u00edsica \u00e0 capacidade de compor m\u00fasicas belas, bem elaboradas e com letras primorosas. E, cada vez mais, assumindo um lugar de destaque no universo da MPB. Seu nome: Chico Buarque de Holanda.&#8221;<\/span><\/em><\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/CHICO-BUARQUE.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-20967 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/CHICO-BUARQUE.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"184\" \/><\/a>Aquele garoto bonito, de lindos olhos verdes, estava aliando a sua beleza f\u00edsica \u00e0 capacidade de compor m\u00fasicas belas, bem elaboradas e com letras primorosas. E, cada vez mais, assumindo um lugar de destaque no universo da MPB. Seu nome: Chico Buarque de Holanda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse garoto oriundo de tradicional fam\u00edlia nasceu no Rio de Janeiro, mas aos dois anos de idade, com os seus familiares mudou-se para S\u00e3o Paulo, onde iniciou sua forma\u00e7\u00e3o. Nos seus nove anos, transferiu-se, com a fam\u00edlia para a It\u00e1lia, onde seu pai, o historiador S\u00e9rgio Buarque de Holanda, foi lecionar, na Universidade de Roma.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_20968\" aria-describedby=\"caption-attachment-20968\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/destaque-497631-joao-gilberto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20968 size-medium\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/destaque-497631-joao-gilberto-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20968\" class=\"wp-caption-text\">Jo\u00e3o Gilberto<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na It\u00e1lia, Chico estudou em uma escola americana e, em pouco tempo, falava tr\u00eas idiomas, o portugu\u00eas em casa, o italiano na rua e o ingl\u00eas na escola. De volta a S\u00e3o Paulo, cursou o Col\u00e9gio Santa Cruz e, ali, escrevia contos e cr\u00f4nicas, no jornal escolar. Essa experi\u00eancia o levou a acreditar que um dia seria um escritor (o que realmente acabou por acontecer), isso, se n\u00e3o houvesse surgido em sua vida o LP Chega de Saudade de Jo\u00e3o Gilberto e o direcionasse para a m\u00fasica. Ele passava horas e horas tentando imitar os acordes de Jo\u00e3o. Da imita\u00e7\u00e3o, para a composi\u00e7\u00e3o foi um pulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_20976\" aria-describedby=\"caption-attachment-20976\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/AAAA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20976 size-medium\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/AAAA-300x183.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"183\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20976\" class=\"wp-caption-text\">Chico, interpretando &#8216;A banda&#8217;<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1963, Chico ingressa na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP) e tendo desistido de outro sonho, o de ser jogador de futebol \u2013 chegou a treinar no Clube Atl\u00e9tico Juventus, na Mooca \u2013 voltou sua aten\u00e7\u00e3o para a m\u00fasica, participando nos barzinhos e shows escolares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 havia composto v\u00e1rias m\u00fasicas, quando, em 1965, participou, sem nenhum sucesso, de um Festival. Mas, em outubro de 1966, inscreveu despretensiosamente, uma marchinha no II Festival de M\u00fasica Popular Brasileira, promovido pela TV Record que, para sua surpresa, foi classificada. O nome da marchinha era \u201c<\/span><b><i>A Banda<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_20969\" aria-describedby=\"caption-attachment-20969\" style=\"width: 165px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/geraldo-vandre.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20969\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/geraldo-vandre-220x300.jpg\" alt=\"\" width=\"165\" height=\"225\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20969\" class=\"wp-caption-text\">Geraldo Vandr\u00e9<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa m\u00fasica acabou por polarizar o p\u00fablico do festival, metade torcia por ela e a outra metade aplaudia \u201c<\/span><b><i>Disparada<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, de Geraldo Vandr\u00e9. Quando chegou a apresenta\u00e7\u00e3o das vencedoras, o p\u00fablico ficou na expectativa de ver a quem caberia o primeiro lugar. \u00c0 medida que os apresentadores iam anunciando, em ordem decrescente, o 5\u00ba, o 4\u00ba, o 3\u00ba e o 2\u00ba lugares, criou-se um suspense na plateia, pois nenhuma das duas mais aplaudidas tinham sido anunciadas, e s\u00f3 restava uma coloca\u00e7\u00e3o, o 1\u00ba lugar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 que Blota Jr. viesse e anunciasse ter havido um empate entre as duas, e que a organiza\u00e7\u00e3o do festival resolveu dividir o pr\u00eamio entre elas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Posteriormente, soube-se que Chico, nos bastidores, percebendo \u2013 ou j\u00e1 sabendo \u2013 que venceria, sugeriu que houvesse empate. Os organizadores estavam indecisos, e s\u00f3 aceitaram essa proposta, em face de que Chico se recusaria publicamente a receber o pr\u00eamio sozinho.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_20975\" aria-describedby=\"caption-attachment-20975\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ZUZA-HOMEM-DE-MELLO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20975 size-medium\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ZUZA-HOMEM-DE-MELLO-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20975\" class=\"wp-caption-text\">Zuza Homem de Melo<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, Chico jamais fez qualquer alus\u00e3o a esse fato. O resultado da vota\u00e7\u00e3o \u2013 sete a cinco em favor de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A Banda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 foi mantido em sigilo por quase quatro d\u00e9cadas. Os votos ficaram em um cofre na casa de Zuza Homem de Melo, que s\u00f3 o revelou em seu livro: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A Era dos<\/span><\/i> <i><span style=\"font-weight: 400;\">Festivais \u2013 Uma Par\u00e1bola<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com isso, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A Banda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> tornou-se \u00a0um tremendo sucesso, o que aumentou ainda mais a popularidade de Chico, passando a ser considerado uma unanimidade nacional, em compara\u00e7\u00e3o a Noel Rosa. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/DONGA-PIXINGUINHA-E-JO\u00c3O-DA-BAIANA-HOMENAGEM-A-CHICO-BUARQUE.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-20977 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/DONGA-PIXINGUINHA-E-JO\u00c3O-DA-BAIANA-HOMENAGEM-A-CHICO-BUARQUE-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>Para se ter uma ideia dessa empolga\u00e7\u00e3o com ele, basta lembrar que, em 1967, a apresentadora Hebe Camargo, ent\u00e3o na TV Record, fez uma apresenta\u00e7\u00e3o com Chico, em que subiram ao palco, nada mais nada menos que a \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sant\u00edssima Trindade do Samba\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que havia come\u00e7ado tudo isso, no inicio do s\u00e9culo passado: Donga, Pixinguinha e Jo\u00e3o da Baiana, somente para efusivamente saudarem Chico Buarque de Holanda, como o novo rei da MPB.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, como bem dizia N\u00e9lson Rodrigues: <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Toda unanimidade \u00e9 burra<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">! E para desmentir essa unanimidade, aquele menino bonito, e de bom car\u00e1ter, come\u00e7ou a deixar o \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">bom-mocismo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d de lado e passou a p\u00f4r as garras para fora, isso, no ponto de vista das autoridades, ou melhor, da Ditadura Militar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De repente, Chico passou de her\u00f3i a vil\u00e3o, sendo o artista mais perseguido pela Censura, eram os \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">anos de chumbo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d. Bastava submeter qualquer obra com o nome de Chico Buarque para que ela fosse revirada por todos os lados e invariavelmente proibida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A situa\u00e7\u00e3o chegou a tal ponto que Chico, para cumprir o compromisso com a gravadora de produzir um disco, n\u00e3o tinha composi\u00e7\u00f5es suas devidamente liberadas, para completar o LP. Ele, ent\u00e3o, optou por gravar s\u00f3 com composi\u00e7\u00f5es alheias, com o nome de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sinal<\/span><\/i> <i><span style=\"font-weight: 400;\">Fechado<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Chico-Buarque-Mem\u00f3rias-p\u00f3stumas-de-um-mo\u00e7o-chamado-Julinho-da-Adelaide-Edu-Cruz-M\u00fasica-1981-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-20978 alignright\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Chico-Buarque-Mem\u00f3rias-p\u00f3stumas-de-um-mo\u00e7o-chamado-Julinho-da-Adelaide-Edu-Cruz-M\u00fasica-1981-01-223x300.jpg\" alt=\"\" width=\"223\" height=\"300\" \/><\/a>Foi quando ele conheceu um compositor, na favela da Rocinha. Esse compositor tinha algumas caracter\u00edsticas nas suas m\u00fasicas que eram semelhantes \u00e0s suas pr\u00f3prias. Era o Julinho da Adelaide, Chico, ent\u00e3o, gravou no disco uma composi\u00e7\u00e3o dele, Julinho, com Leonel Paiva, \u00e9 a faixa \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Acorda Amor<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d. Posteriormente, gravaria outras duas composi\u00e7\u00f5es de Julinho: \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Jorge Maravilha<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d e \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Milagre Brasileiro<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em setembro de 1974, Julinho da Adelaide concedeu uma longa entrevista ao ent\u00e3o jornalista, M\u00e1rio Prata, publicada no jornal <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00daltima Hora<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> de S\u00e3o Paulo, na qual, entre tantas coisas, rasgou-se em elogios \u00e0 Censura e demonstrou certo ci\u00fame de Chico Buarque.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais tarde, por\u00e9m, descobriu-se que tanto Julinho da Adelaide quanto Leonel Paiva, eram pseud\u00f4nimos que Chico utilizou para burlar a Censura. A\u00ed foi que a Censura recrudesceu, e Chico acabou por exilar-se na It\u00e1lia. A partir de ent\u00e3o as autoridades passaram a exigir a apresenta\u00e7\u00e3o do CPF e do RG do compositor.<\/span><\/p>\n<p><b><i> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0(Gon\u00e7alves Viana)<\/i><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A BANDA<\/strong><\/p>\n<p>Estava \u00e0 toa na vida<\/p>\n<p>O meu amor me chamou<\/p>\n<p>Pra ver a banda passar<\/p>\n<p>Cantando coisas de amor<\/p>\n<p>A minha gente sofrida<\/p>\n<p>Despediu-se da dor<\/p>\n<p>Pra ver a banda passar<\/p>\n<p>Cantando coisas de amor<\/p>\n<p>O homem s\u00e9rio que contava dinheiro parou<\/p>\n<p>O faroleiro que contava vantagem parou<\/p>\n<p>A namorada que contava as estrelas parou<\/p>\n<p>Para ver, ouvir e dar a passagem<\/p>\n<p>A mo\u00e7a triste que vivia calada sorriu<\/p>\n<p>A rosa triste que vivia fechada se abriu<\/p>\n<p>E a meninada toda se assanhou<\/p>\n<p>Pra ver a banda passar<\/p>\n<p>Cantando coisas de amor<\/p>\n<p>O velho fraco se esqueceu do cansa\u00e7o e pensou<\/p>\n<p>Que ainda era mo\u00e7o pra sair no terra\u00e7o e dan\u00e7ou<\/p>\n<p>A mo\u00e7a feia debru\u00e7ou na janela<\/p>\n<p>Pensando que a banda tocava pra ela<\/p>\n<p>A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu<\/p>\n<p>A lua cheia que vivia escondida surgiu<\/p>\n<p>Minha cidade toda enfeitou<\/p>\n<p>Pra ver a banda passar cantando coisas de amor<\/p>\n<p>Mas para meu desencanto<\/p>\n<p>O que era doce acabou<\/p>\n<p>Tudo tomou seu lugar<\/p>\n<p>Depois que a banda passou<\/p>\n<p>E cada qual no seu canto<\/p>\n<p>Em cada canto uma dor<\/p>\n<p>Depois da banda passar<\/p>\n<p>Cantando coisas de amor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Aquele garoto bonito, de lindos olhos verdes, estava aliando a sua beleza f\u00edsica \u00e0 capacidade de compor m\u00fasicas belas, bem elaboradas e com letras primorosas. E, cada vez mais, assumindo um lugar de destaque no universo da MPB. Seu nome: Chico Buarque<\/p>\n<p class=\"link-more\"><a class=\"myButt \" href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=20965\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":20976,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[383,1872,2907,4168,4206,4909,5823],"class_list":["post-20965","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-a-banda","tag-chico-buarque","tag-disparada","tag-geraldo-vandre","tag-goncalves-viana","tag-julinho-da-adelaide","tag-mpb"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":12214,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=12214","url_meta":{"origin":20965,"position":0},"title":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Ipanema&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"9 de agosto de 2017","format":false,"excerpt":"Gon\u00e7alves Viana: 'IPANEMA' \u00a0 Ipanema \u00e9 um bairro do Rio de Janeiro que ficou famoso por sua praia recheada de mulheres lindas com seus sum\u00e1rios biqu\u00ednis (fio-dental) e tamb\u00e9m por ter sido o ber\u00e7o daquela m\u00fasica que iria desbancar Aquarela do Brasil de Ary Barroso do primeiro lugar de m\u00fasica\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/19275204_1097741666992578_27767704583773194_n-300x298.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":21957,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=21957","url_meta":{"origin":20965,"position":1},"title":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Paulo C\u00e9sar Pinheiro&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"28 de outubro de 2018","format":false,"excerpt":"\"Paulo, apesar da pouca idade, queria cada vez mais compor e a entender o processo musical. Conversando com o Jo\u00e3o de\u00a0Aquino, disse-lhe que eles tinham que fazer m\u00fasica, e citava o exemplo do primo Baden.\" Paulo C\u00e9sar Pinheiro come\u00e7ou a compor m\u00fasica e a escrever versos aos treze anos. Nesse\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/VIANA-1-2-1-197x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":21539,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=21539","url_meta":{"origin":20965,"position":2},"title":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Como dizia o poeta, numa tarde em Itapo\u00e3&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"15 de outubro de 2018","format":false,"excerpt":"\"Vinicius havia terminado um novo poema que falava de Itapo\u00e3, que pretendia entregar para o baiano Dorival Caymmi musicar, era 'Tarde em Itapo\u00e3'\" \u00a0 Em 1970, Vinicius e Maria Creuza foram fazer uma turn\u00ea em Buenos Aires, e levaram Toquinho para terem um viol\u00e3o brasileiro no acompanhamento. A turn\u00ea foi\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/VIANA-1-2-197x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":20782,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=20782","url_meta":{"origin":20965,"position":3},"title":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;O mundo \u00e9 um moinho&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"9 de setembro de 2018","format":false,"excerpt":"\"Angenor de Oliveira, o Cartola, n\u00e3o gostava de estudar, sendo expulso de todas as escolas que frequentou. Assim, quando sua m\u00e3e faleceu, seu pai mandou-o tratar da vida.\" Cartola nasceu no Catete, bairro do Rio de Janeiro, em 11 de outubro de 1908, e faleceu em 30 de novembro de\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/VIANA-1-197x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":14303,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=14303","url_meta":{"origin":20965,"position":4},"title":"Gon\u00e7alves Viana: &#039;Uma cabocla chamada Tereza&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"1 de novembro de 2017","format":false,"excerpt":"Cabocla Tereza \u00e9 um dos maiores cl\u00e1ssicos da m\u00fasica sertaneja, atualmente dita de 'raiz', e que antigamente era chamada de 'moda de viola'. Foi composta por Jo\u00e3o Pac\u00edfico e Raul Torres, que tamb\u00e9m a gravaram como dupla em 1940 \u00a0 Cabocla Tereza \u00e9 um dos maiores cl\u00e1ssicos da m\u00fasica sertaneja,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/15349830_938788429554570_4061495208637168552_n-300x227.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":23947,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=23947","url_meta":{"origin":20965,"position":5},"title":"O poeta Gon\u00e7alves Viana lan\u00e7a seu 7\u00ba livro: &#039;Quadras Quadradas Quadrinhas&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"18 de janeiro de 2019","format":false,"excerpt":"Mestre em haicais, Gon\u00e7alves Viana, agora, navega pelo universo das quadras 'Quadras Quadradas Quadrinhas', editado pela Crearte Editora e com o apoio cultural da Lexmediare Ltda., \u00e9 o 7\u00ba livro lan\u00e7ado pelo poeta Gon\u00e7alves Viana. A obra, prefaciada pelo escritor e poeta Sergio Diniz da Costa e ilustrada por Caique\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/convite-1-268x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20965\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}