{"id":2898,"date":"2015-08-05T16:11:40","date_gmt":"2015-08-05T19:11:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=2898"},"modified":"2015-08-05T16:11:40","modified_gmt":"2015-08-05T19:11:40","slug":"artigo-de-marcelo-paiva-pereira-analisa-a-questao-da-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=2898","title":{"rendered":"Artigo de Marcelo Paiva Pereira analisa a quest\u00e3o da sustentabilidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F2898&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F2898&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h2><strong>SUSTENTABILIDADE: A RECICLAGEM DO TEMPO<\/strong><!--more--><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/sustentabilidade.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2899\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/sustentabilidade-300x300.jpg\" alt=\"sustentabilidade\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a>O tema da sustentabilidade tem sido abordado h\u00e1 anos em diversos pa\u00edses, com foco na preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente natural e \u2013 tamb\u00e9m \u2013 artificial (as cidades), no af\u00e3 de assegurar a exist\u00eancia para as presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es. No Brasil o debate sobre a sustentabilidade teve in\u00edcio na d\u00e9cada de 90 do s\u00e9culo XX e prossegue at\u00e9 o presente, com diversas atua\u00e7\u00f5es dos poderes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O presente texto abordar\u00e1, mesmo superficialmente, as atua\u00e7\u00f5es legislativa e administrativa dos poderes p\u00fablicos e as atua\u00e7\u00f5es de outras pessoas envolvidas no tema.<\/p>\n<p>DA ATUA\u00c7\u00c3O LEGISLATIVA<\/p>\n<p>No nosso pa\u00eds o tema da sustentabilidade teve in\u00edcio em 1991 com um projeto de lei sobre o acondicionamento, coleta, tratamento e destina\u00e7\u00e3o final dos res\u00edduos hospitalares e institui\u00e7\u00f5es da \u00e1rea da sa\u00fade. Seguindo-se essa inciativa, tamb\u00e9m surgiram projetos de lei sobre a responsabilidade p\u00f3s-consumo referentes \u00e0s embalagens, res\u00edduos eletr\u00f4nicos, pneum\u00e1ticos e baterias.<\/p>\n<p>Entre v\u00e1rios projetos de lei, quatro propuseram a cria\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica nacional de res\u00edduos s\u00f3lidos, dos quais um deles foi acolhido e transformado na Lei n\u00ba 12.305, de 2 de agosto de 2010 (regulada pelo Decreto n\u00ba 7.404, de 23 de dezembro de 2010), intitulada Lei da Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (PNRS), com vistas a tutelar o meio ambiente atrav\u00e9s de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Essencialmente a referida lei elencou, no art. 6\u00ba, I a XI, os princ\u00edpios com os quais aborda a gest\u00e3o integrada e o gerenciamento de res\u00edduos s\u00f3lidos, incluindo os perigosos, as responsabilidades dos geradores e os instrumentos econ\u00f4micos aplic\u00e1veis.<\/p>\n<p>Dentre eles, encontra-se o princ\u00edpio da ecoefici\u00eancia (inciso V), que compatibiliza o fornecimento de bens e servi\u00e7os com a redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais, no m\u00ednimo, ao equivalente \u00e0 capacidade de sustenta\u00e7\u00e3o do planeta. Este parece ser o mais importante princ\u00edpio da referida lei, porque torna a sustentabilidade do meio ambiente dependente da ecoefici\u00eancia dos bens (produtos) e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Para realizar a sustentabilidade prevista e reclamada pela sociedade, fixou regras para gest\u00e3o da coleta, tratamento, disposi\u00e7\u00e3o, responsabilidade solid\u00e1ria, subsidi\u00e1ria e compartilhada e da log\u00edstica reversa a ser dada aos res\u00edduos s\u00f3lidos (estes s\u00e3o os dom\u00e9sticos, de constru\u00e7\u00e3o e demoli\u00e7\u00e3o, de res\u00edduos industriais, de servi\u00e7os hospitalares e de institui\u00e7\u00f5es da \u00e1rea da sa\u00fade).<\/p>\n<p>A responsabilidade solid\u00e1ria, prevista no art. 25 da PNRS, torna o poder p\u00fablico, o setor empresarial e a coletividade respons\u00e1veis pela efetividade do cumprimento da aludida lei, enquanto a responsabilidade subsidi\u00e1ria, prevista no art. 29, a atribui ao poder p\u00fablico para minimizar ou fazer cessar o dano ao meio ambiente ou \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica decorrente do gerenciamento de res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>Ambas as responsabilidades tem o escopo de compromissar a sociedade \u2013 inclusive os poderes p\u00fablicos \u2013 a garantir \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es a exist\u00eancia de um meio ambiente natural e artificial (as cidades) equilibrado e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00c0 luz do art. 30 da PNRS, a responsabilidade compartilhada \u00e9 atribu\u00edda de forma individualizada e encadeada aos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e aos titulares dos servi\u00e7os p\u00fablicos de limpeza urbana e de manejo de res\u00edduos s\u00f3lidos (assim tamb\u00e9m estabelece o art. 5\u00ba do Decreto 7.404\/2010).<\/p>\n<p>Para dar cumprimento \u00e0 responsabilidade compartilhada, o poder p\u00fablico poder\u00e1 firmar acordos setoriais ou termos de compromisso \u2013 de abrang\u00eancia nacional, regional, estadual ou municipal \u2013 com os fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes.<\/p>\n<p>Referida responsabilidade se prolonga por todo o tempo de exist\u00eancia (ciclo de vida) dos produtos, em rela\u00e7\u00e3o aos quais aquelas pessoas dever\u00e3o realizar a gest\u00e3o integrada de res\u00edduos s\u00f3lidos, que consiste na coleta seletiva, destina\u00e7\u00e3o (reciclagem e reutiliza\u00e7\u00e3o) dos res\u00edduos e disposi\u00e7\u00e3o final dos rejeitos.<\/p>\n<p>Ao setor empresarial cabe realizar a log\u00edstica reversa (art. 33), processo de tratamento ou reutiliza\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos no pr\u00f3prio ciclo produtivo ou de outros produtos, o qual atribui a esses res\u00edduos a destina\u00e7\u00e3o final ambientalmente adequada. Dever\u00e1 o setor empresarial, tamb\u00e9m, investir em pesquisas e tecnologias para p\u00f4r no mercado produtos que sejam recicl\u00e1veis ou reutiliz\u00e1veis, reduzindo a degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>Aos titulares dos servi\u00e7os p\u00fablicos de limpeza urbana e de manejo de res\u00edduos s\u00f3lidos, a responsabilidade compartilhada determina a implanta\u00e7\u00e3o de cooperativas ou de outras formas de associa\u00e7\u00e3o de catadores, assim como a contrata\u00e7\u00e3o deles (art. 36, \u00a7 1\u00ba). E \u00e0 coletividade determina que fa\u00e7a a separa\u00e7\u00e3o e adequado acondicionamento do material recicl\u00e1vel para a realiza\u00e7\u00e3o da coleta seletiva e o sucesso da log\u00edstica reversa.<\/p>\n<p>Aos consumidores que descumprirem as obriga\u00e7\u00f5es para a coleta seletiva, o art. 84, \u00a7 2\u00ba, do Decreto 7.404\/2010, prev\u00ea a penalidade de advert\u00eancia. Caso reincidam na mesma infra\u00e7\u00e3o, poder\u00e3o ser apenados com multa, variando de R$ 50,00 (cinquenta reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos poderes p\u00fablicos, o art. 35, par\u00e1grafo \u00fanico, prev\u00ea que a prefeitura municipal possa instituir incentivos econ\u00f4micos aos consumidores que participarem do sistema de coleta seletiva. O art. 11 estabelece aos Estados-membros a obriga\u00e7\u00e3o de integrar as atividades p\u00fablicas de interesse comum da gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos nas regi\u00f5es metropolitanas, aglomera\u00e7\u00f5es urbanas e microrregi\u00f5es, controlar e fiscalizar as atividades sujeitas ao licenciamento ambiental e priorizar as iniciativas do munic\u00edpio de solu\u00e7\u00f5es consorciadas ou, ent\u00e3o, compartilhadas entre dois ou mais deles.<\/p>\n<p>Os Estados-membros dever\u00e3o, ainda, elaborar planos estaduais de res\u00edduos s\u00f3lidos com vig\u00eancia por prazo indeterminado, com vistas a evitar diverg\u00eancias entre pol\u00edticas regionais e garantir a continuidade das pol\u00edticas institu\u00eddas.<\/p>\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o final dos rejeitos dever\u00e1 ser realizada na forma prevista pelo \u00f3rg\u00e3o competente do SISNAMA e, havendo, em conformidade com o disposto no plano municipal de gest\u00e3o integrada de res\u00edduos s\u00f3lidos (arts. 19 e 33, \u00a7 6\u00ba, da PNRS).<\/p>\n<p>Referido plano dever\u00e1 fixar os limites de participa\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico municipal na coleta seletiva e na log\u00edstica reversa, assim como determinar outras a\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 responsabilidade compartilhada pelo tempo de exist\u00eancia (ciclo devida) dos produtos.<\/p>\n<p>Cabe salientar que existem \u00e1reas reservadas e apropriadas para recebe-los, separando-os do meio ambiente natural e artificial (as cidades). S\u00e3o os aterros sanit\u00e1rios, os aterros para res\u00edduos especiais e as usinas de compostagem e de reciclagem. Em rela\u00e7\u00e3o aos aterros controlados e lix\u00f5es, s\u00e3o \u00e1reas inadequadas para a disposi\u00e7\u00e3o final dos rejeitos, porque contaminam o solo e danificam o meio ambiente.<\/p>\n<p>Paralelamente aos deveres e obriga\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico e das pessoas envolvidas na gest\u00e3o integrada de res\u00edduos s\u00f3lidos, a PNRS promoveu a inclus\u00e3o social e a valoriza\u00e7\u00e3o profissional dos catadores de materiais recicl\u00e1veis, fundamentando-se no princ\u00edpio constitucional da dignidade da pessoa humana (CF, 1\u00ba, III). Dever\u00e3o, ainda, ser inseridos nos planos de gest\u00e3o integral de res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>Aludidos catadores preenchem o primeiro elo da gest\u00e3o integrada de res\u00edduos s\u00f3lidos, fazendo a cata\u00e7\u00e3o (coleta) e sele\u00e7\u00e3o para a reciclagem ou reutiliza\u00e7\u00e3o pelos produtores, diminuindo a quantidade de res\u00edduos encaminhados aos aterros sanit\u00e1rios e a toxidade no meio ambiente.<\/p>\n<p>DA ATUA\u00c7\u00c3O EXECUTIVA<\/p>\n<p>Ao Poder Executivo compete realizar, atrav\u00e9s de decretos e de outros atos normativos (atua\u00e7\u00e3o legislativa) ou de atividades administrativas (atua\u00e7\u00e3o executiva), as diretrizes da legisla\u00e7\u00e3o a que incumbe.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de suas secretarias ou minist\u00e9rios, o Executivo tutela o interesse p\u00fablico, \u00fanica finalidade concedida pela lei. A gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos realizada pelo poder p\u00fablico \u00e9 eficiente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 coleta e ao transporte dos res\u00edduos, mas deficiente em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o final dos rejeitos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desse rev\u00e9s administrativo, a coleta e tratamento dos res\u00edduos urbanos \u00e9 mais extensa do que a realizada nos domic\u00edlios rurais. Em rela\u00e7\u00e3o a estes, os res\u00edduos inorg\u00e2nicos (pl\u00e1sticos, pilhas, l\u00e2mpadas fluorescentes, etc) deveriam ser coletados e tratados com a mesma incid\u00eancia com que faz em rela\u00e7\u00e3o aos domic\u00edlios urbanos; mas, ao contr\u00e1rio, o percentual atinge, quando muito, pouco menos da metade do percentual de domic\u00edlios urbanos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento e destina\u00e7\u00e3o dos rejeitos, o poder p\u00fablico carece de verbas para criar ou manter aterros sanit\u00e1rios, aterros para res\u00edduos especiais ou usinas de compostagem e de reciclagem. Os cons\u00f3rcios intermunicipais surgem como solu\u00e7\u00e3o; mas, sob a \u00f3ptica pol\u00edtica, as municipalidades discutem qual munic\u00edpio arcar\u00e1 com a \u00e1rea para receber os res\u00edduos e rejeitos, dificultando a execu\u00e7\u00e3o dessa solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 falta de verbas p\u00fablicas, o modo de adquiri-las \u00e9 a tributa\u00e7\u00e3o de diversos fatos geradores. Mas, pelo sistema tribut\u00e1rio brasileiro, o tributo apropriado \u00e9 o imposto, cuja arrecada\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem destina\u00e7\u00e3o certa, podendo ser aplicada para qualquer finalidade p\u00fablica. Ocorre, por\u00e9m, a destina\u00e7\u00e3o limitada aos \u00f3rg\u00e3os ambientais com preju\u00edzo \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Quanto aos \u00f3rg\u00e3os ambientais, a capacidade institucional deles \u00e9 limitada em raz\u00e3o da falta de infraestrutura (sistemas de monitoramento e sistemas efetivos de controle), falta de recursos humanos e pelo isolamento pol\u00edtico do setor ambiental (verbas p\u00fablicas limitadas).<\/p>\n<p>O efeito mais not\u00f3rio \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o em lix\u00f5es dos aterros sanit\u00e1rios e aterros para res\u00edduos especiais, pondo em risco a sa\u00fade p\u00fablica e contaminando o solo e o meio ambiente.<\/p>\n<p>Ao lado do poder p\u00fablico atua o setor empresarial, do qual os produtores tem a responsabilidade estendida ao per\u00edodo p\u00f3s consumo do tempo de exist\u00eancia (ciclo de vida) do produto, devido \u00e0 hipossufici\u00eancia do consumidor (ou poluidor) de reduzir os impactos ambientais da sua conduta consumerista.<\/p>\n<p>A responsabilidade p\u00f3s-consumo aplica-se ao produtor por ser ele quem mais exerce influ\u00eancia econ\u00f4mica sobre as demais pessoas que comp\u00f5em os est\u00e1gios do tempo de exist\u00eancia (ciclo de vida) do produto, al\u00e9m de determinar as caracter\u00edsticas de cada bem produzido.<\/p>\n<p>Devem, os produtores, coletar os produtos que se exauriram pelo uso, encaminhando-os \u00e0 reciclagem ou \u00e0 reutiliza\u00e7\u00e3o. E, quanto ao projeto dos bens a produzir, dever\u00e3o redesenha-los para suprimir ou diminuir os impactos ambientais resultantes do uso pelos consumidores. O projeto deles tem que pugnar pela sustentabilidade ambiental.<\/p>\n<p>DO RESUMO<\/p>\n<p>A lei da PNRS instituiu a responsabilidade compartilhada para realizar a gest\u00e3o integrada dos res\u00edduos s\u00f3lidos, consistente na coleta, destina\u00e7\u00e3o (reciclagem e reutiliza\u00e7\u00e3o) dos res\u00edduos e disposi\u00e7\u00e3o final dos rejeitos.<\/p>\n<p>Essa sequ\u00eancia comp\u00f5e o tempo de exist\u00eancia (ciclo de vida) do produto e a log\u00edstica reversa atua sobre a destina\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos, que depende da sele\u00e7\u00e3o e coleta de materiais recicl\u00e1veis, a ser realizada pelos catadores e pelos produtores.<\/p>\n<p>Surge a responsabilidade p\u00f3s-consumo depois do exaurimento do uso (ou da utilidade) do produto, momento em que o produtor dever\u00e1 fazer a coleta, independentemente da sele\u00e7\u00e3o e coleta realizada pelos catadores de materiais recicl\u00e1veis. Estes preenchem o elo inicial \u2013 a coleta \u2013 da gest\u00e3o integrada de res\u00edduos s\u00f3lidos e os produtores reciclam ou reutilizam esses materiais (res\u00edduos s\u00f3lidos).<\/p>\n<p>Ao produtor a lei tamb\u00e9m atribuiu a obriga\u00e7\u00e3o de redesenhar os produtos, com projetos pensados em favor da preserva\u00e7\u00e3o ambiental, em obedi\u00eancia ao princ\u00edpio da ecoefici\u00eancia (art. 6\u00ba, V, PNRS), ao mesmo tempo que dever\u00e3o contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas.<\/p>\n<p>O poder p\u00fablico tamb\u00e9m participa da gest\u00e3o integrada de res\u00edduos s\u00f3lidos, com os munic\u00edpios mediante planos de gest\u00e3o integrada de res\u00edduos s\u00f3lidos, incentivos econ\u00f4micos aos consumidores que participarem dos sistema de coleta seletiva, cons\u00f3rcios intermunicipais (para a disposi\u00e7\u00e3o final dos rejeitos), cabendo ao Estado-membro integrar atividades p\u00fablicas de interesse comum da gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos nas regi\u00f5es metropolitanas, aglomera\u00e7\u00f5es urbanas e microrregi\u00f5es, controlar e fiscalizar as atividades sujeitas ao licenciamento ambiental e priorizar as iniciativas municipais de solu\u00e7\u00f5es consorciadas ou compartilhadas.<\/p>\n<p>Os consumidores devem cooperar com a coleta seletiva para garantir o sucesso da log\u00edstica reversa, sob pena de advert\u00eancia ou multa (em caso de reincid\u00eancia).<\/p>\n<p>DA CONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p>A lei da PNRS criou um sistema integrado de responsabilidades (gest\u00e3o integrada de res\u00edduos s\u00f3lidos) que visa \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental e assegurar a sustentabilidade do meio ambiente para as futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dessas, a compartilhada e a p\u00f3s-consumo movimentam o sistema de destina\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos, em que o tempo de exist\u00eancia (ciclo de vida) do produto exaure o uso ou utiliza\u00e7\u00e3o para o qual foi desenhado (ou planejado), mas nem sempre o exaure em seu uso industrial (reciclagem e reutiliza\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Cabe \u00e0s pessoas envolvidas na gest\u00e3o integrada de res\u00edduos s\u00f3lidos redesenhar os bens a serem produzidos, com projetos adequados ao consumo e ao uso industrial, retirando do ambiente os res\u00edduos e rejeitos que o contamine, em obedi\u00eancia ao princ\u00edpio da ecoefici\u00eancia.<\/p>\n<p>Finalmente, a sustentabilidade \u00e9 a reciclagem do tempo porque \u00e9 preciso dar tempo ao meio ambiente para que se sustente paralelamente \u00e0s cidades que criamos. Nada a mais.<\/p>\n<p>Marcelo Augusto Paiva Pereira.<\/p>\n<p>(o autor \u00e9 aluno de gradua\u00e7\u00e3o da FAUUSP)<\/p>\n<p>BIBLIOGRAFIA<\/p>\n<p>SITES PESQUISADOS<\/p>\n<p>DERECHOYCAMBIOSOCIAL.COM. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.derechoycambiosocial.com\/revista026\/Gestao_integrada_de_residuos_solidos.pdf\">http:\/\/www.derechoycambiosocial.com\/revista026\/Gestao_integrada_de_residuos_solidos.pdf<\/a>. Acessado aos 05.12.2014.<\/p>\n<p>FILE.ABIPLAST.ORG.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/file.abiplast.org.br\/download\/lei_12305.pdf\">http:\/\/file.abiplast.org.br\/download\/lei_12305.pdf<\/a>. Acessado aos 03.08.2015.<\/p>\n<p>IBEAS.ORG.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.ibeas.org.br\/congresso\/Trabalhos2013\/V-017.pdf\">http:\/\/www.ibeas.org.br\/congresso\/Trabalhos2013\/V-017.pdf<\/a> Acessado aos 01.11.2014.<\/p>\n<p>IPEA.GOV.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/ipea.gov.br\/agencia\/images\/stories\/PDFs\/livros\/livros\/42543_Livro_InfraestruturaSocial_vol2.pdf\">http:\/\/ipea.gov.br\/agencia\/images\/stories\/PDFs\/livros\/livros\/42543_Livro_InfraestruturaSocial_vol2.pdf<\/a>. Acessado aos 14.03.2015.<\/p>\n<p>REVISTADIR.MCAMPOS.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.revistadir.mcampos.br\/PRODUCAOCIENTIFICA\/artigos\/lisandronortonsiqueiradosprincipioseinstrumentospoliticanacionalresiduossolidos.pdf\">http:\/\/www.revistadir.mcampos.br\/PRODUCAOCIENTIFICA\/artigos\/lisandronortonsiqueiradosprincipioseinstrumentospoliticanacionalresiduossolidos.pdf<\/a>. Acessado aos 05.12.2014.<\/p>\n<p>OUTRAS FONTES<\/p>\n<p>LOSCHIAVO, Maria C., SAKURAI, Tatiana. Design para a Sustentabilidade. FAUUSP. De 22.09 a 24.11.2014. Anota\u00e7\u00f5es de aulas. N\u00e3o publicadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SUSTENTABILIDADE: A RECICLAGEM DO TEMPO<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[5537],"class_list":["post-2898","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-meio-ambiente"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":79402,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=79402","url_meta":{"origin":2898,"position":0},"title":"As Magias da Sustentabilidade","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"20 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"Na manh\u00e3 de quinta-feira, 19 de mar\u00e7o de 2026, a sede da AFPESP foi palco de um raro momento de pausa em meio \u00e0 correria paulistana: o lan\u00e7amento da...","rel":"","context":"Em &quot;Antologia&quot;","block_context":{"text":"Antologia","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=9282"},"img":{"alt_text":"Capa do livro As Magias da Sustentabilidade","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1570ce4b-4389-40e6-9702-5d7dd3e80a47.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1570ce4b-4389-40e6-9702-5d7dd3e80a47.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1570ce4b-4389-40e6-9702-5d7dd3e80a47.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1570ce4b-4389-40e6-9702-5d7dd3e80a47.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":34278,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=34278","url_meta":{"origin":2898,"position":1},"title":"Marcelo Augusto Paiva Pereira: &#039;Sustentabilidade: um passo da urbanidade&#039;","author":"Marcelo Paiva Pereira","date":"8 de outubro de 2020","format":false,"excerpt":"Sustentabilidade: um passo da urbanidade O conceito de sustentabilidade envolve as \u00e1reas social, econ\u00f4mica, cultural, geogr\u00e1fica e ecol\u00f3gica. \u00c9 tema sempre em voga nos segmentos da sociedade, dos quais o poder p\u00fablico e a iniciativa privada fazem parte. 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