{"id":29089,"date":"2019-08-12T18:09:25","date_gmt":"2019-08-12T21:09:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=29089"},"modified":"2019-08-12T18:09:25","modified_gmt":"2019-08-12T21:09:25","slug":"marcelo-paiva-pereira-arquitetura-e-urbanismo-futurista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=29089","title":{"rendered":"Marcelo Paiva Pereira: &#039;Arquitetura e Urbanismo futurista&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F29089&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F29089&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_29033\" aria-describedby=\"caption-attachment-29033\" style=\"width: 207px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/28951-2\/nova-foto-em-7-de-agosto-2019\/\" rel=\"attachment wp-att-29033\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-29033\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Nova-foto-em-7-de-agosto-2019-207x300.jpg\" alt=\"\" width=\"207\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29033\" class=\"wp-caption-text\">Marcelo Paiva Pereira<\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>ARQUITETURA E URBANISMO FUTURISTA<\/strong><\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/marcelo-paiva-pereira-arquitetura-e-urbanismo-futurista\/cidade-do-futuro-por-santelia\/\" rel=\"attachment wp-att-29090\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"29090\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=29090\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Cidade-do-Futuro-por-SantElia.jpg\" data-orig-size=\"2386,2432\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;18&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D200&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1216117608&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;31&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;100&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.01&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Cidade do Futuro por Sant&amp;#039;Elia\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Cidade-do-Futuro-por-SantElia.jpg\" class=\"size-medium wp-image-29090 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Cidade-do-Futuro-por-SantElia-294x300.jpg\" alt=\"\" width=\"294\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/h2>\n<p>A arquitetura e urbanismo futurista tem sua g\u00eanese no movimento futurista iniciado em 1909, quando da publica\u00e7\u00e3o do Manifesto Futurista, do qual v\u00e1rios artistas aderiram. O presente texto a abordar\u00e1, ainda que suscintamente, como abaixo segue.<\/p>\n<p><strong>Do Movimento Futurista<\/strong><\/p>\n<p>O movimento futurista surgiu com o Manifesto Futurista, do poeta italiano Felippo Tommaso Marinetti (1876-1944), publicado aos 20.02.1909 no jornal franc\u00eas <em>\u201cLe F\u00edgaro\u201d<\/em>. Iniciou-se como reforma liter\u00e1ria, rejeitava o moralismo e o passado.<\/p>\n<p>Tinha como objetos a velocidade, a vida moderna, as m\u00e1quinas e a ruptura com as artes de \u00e9pocas anteriores. As obras prestigiavam a velocidade, a geometria das m\u00e1quinas e o desenvolvimento tecnol\u00f3gico do final do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Tinha como finalidade exp\u00f4-los, realiza-los com o dinamismo da vida moderna e urbana que surgia: uma vida assistida pelo a\u00e7o, orgulho e velocidade vertiginosa. Para retrat\u00e1-los fizeram uso do cubismo como representa\u00e7\u00e3o de movimento e do dinamismo da vida urbana que surgia.<\/p>\n<p>Referido movimento surgiu e se desenvolveu no per\u00edodo da Paz Armada, que se iniciou em 1871, com a conclus\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia (1815-1870) e da Alemanha (1866-1871), e se encerrou em 1914, quando teve in\u00edcio a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Foi o apogeu da belicosidade das na\u00e7\u00f5es, \u00e1vidas pela disputa de territ\u00f3rios, de mercados consumidores e de poder, at\u00e9 eclodir mencionada guerra.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o desse per\u00edodo (1871-1914), o movimento futurista tamb\u00e9m exaltava a guerra e a viol\u00eancia. A belicosidade era latente na Europa e contaminava os \u00e2nimos das pessoas, inclusive da juventude da \u00e9poca. Muitos dos artistas daquele movimento eram jovens e queriam mudar o mundo, ainda que do jeito deles (v\u00e1rios deles engrossaram as frentes militares durante a Primeira Guerra Mundial).<\/p>\n<p>O movimento futurista influenciou a pintura, a m\u00fasica, as artes c\u00eanicas, o cinema e a arquitetura, esta \u00faltima representada pelo seu expoente Antonio Sant\u2019Elia.<\/p>\n<p><strong>Da Arquitetura Futurista<\/strong><\/p>\n<p>Surgiu essa corrente art\u00edstica em 1914 com a publica\u00e7\u00e3o do manifesto <em>\u201cL\u2019Architettura Futurista\u201d<\/em>, do arquiteto italiano Antonio Sant\u2019Elia (1888-1916). Nesse documento ele repudiava a vulgaridade dos elementos decorativos de origem eg\u00edpcia, indiana e bizantina e do conjunto de idiotices do neoclassicismo, que profanavam a arquitetura moderna. A ele nada disso era necess\u00e1rio \u00e0 arquitetura moderna, quer pelas necessidades construtivas, quer pelos gostos das pessoas dele contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p>O discurso da arquitetura modernista consistia em criar do nada a casa futurista, sem se valer de modelos, f\u00f3rmulas ou regras de desenho e de projetos anteriores ou preexistentes. Deveria ser pensada com suporte na tecnologia do momento, com os recursos da ci\u00eancia e da t\u00e9cnica contempor\u00e2neas. Uma ruptura com o historicismo que conduzia as correntes arquitet\u00f4nicas anteriores.<\/p>\n<p>A cidade futurista deveria ser um grandioso canteiro \u00e1gil, tumultuante e din\u00e2mico, enquanto a casa seria uma enorme m\u00e1quina, constru\u00edda com concreto, ferro e vidro, sem adornos e dimensionada conforme suas necessidades e n\u00e3o pela legisla\u00e7\u00e3o municipal, e erguida em n\u00edvel acima das ruas.<\/p>\n<p>\u00c0 luz da arquitetura futurista dever\u00edamos ser complacentes com grandes obras, como os grandes hot\u00e9is, ruas imensas, avenidas lineares, galerias iluminadas, colossais esta\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias, mercados cobertos, esta\u00e7\u00f5es de trens e das demoli\u00e7\u00f5es oportunas. Enfim, do mundo moderno, tecnol\u00f3gico e cient\u00edfico que se afirmava.<\/p>\n<p>O desenho da arquitetura futurista deveria primar pelas linhas curvas (obl\u00edquas e el\u00edpticas) em detrimento das retas, para retratar o dinamismo que ela queria representar. Era elementar a transitoriedade das obras, que seriam ef\u00eameras, de dura\u00e7\u00e3o por vezes inferior ao tempo de vida das pessoas. Obras muito duradouras n\u00e3o acompanhariam a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e as transforma\u00e7\u00f5es sociais que o progresso reclamaria.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o russa (1917) abriu espa\u00e7o para o acolhimento da arquitetura e urbanismo futurista como modelo da sociedade que se formava e se avizinhava das outras na\u00e7\u00f5es europeias.<\/p>\n<p><strong>Da Arquitetura Futurista Russa<\/strong><\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o russa (ou bolchevique), ocorrida em outubro de 1917, p\u00f4s fim ao czarismo e \u00e0 sociedade feudal e burguesa que dominava a R\u00fassia, e instituiu o comunismo como modelo econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Uma nova sociedade surgiu \u2013 de g\u00eanese prolet\u00e1ria \u2013 sem lastros com o passado, que precisava identificar-se em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, ao direito, \u00e0 ci\u00eancia, \u00e0s artes, \u00e0 cultura, aos costumes e ao novo modo de vida que se apresentava. Esta identidade tamb\u00e9m deveria ser vis\u00edvel, not\u00f3ria e distinta da anterior (extinta pela aludida revolu\u00e7\u00e3o). Era preciso da identidade ao homem e \u00e0 mulher novos.<\/p>\n<p>O movimento futurista foi o escolhido pelos revolucion\u00e1rios e artistas militantes ou a eles coniventes, que se desdobrou na arquitetura e urbanismo sovi\u00e9tico das d\u00e9cadas de 10 e 20 do s\u00e9culo XX, com vistas a reconstruir os edif\u00edcios, as habita\u00e7\u00f5es e as cidades russas e, por fim, a sociedade que surgia.<\/p>\n<p>Referido movimento tinha g\u00eanese em elementares da revolu\u00e7\u00e3o bolchevique, quais eram a ruptura com o passado, a inova\u00e7\u00e3o cultural e social, o apego \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia contempor\u00e2neas e a exalta\u00e7\u00e3o da guerra e da viol\u00eancia. Caminhavam lado a lado, ainda que o futurismo tivesse pretens\u00f5es burguesas ou capitalistas. Bastava adapt\u00e1-lo aos interesses comunistas.<\/p>\n<p>A nova sociedade prolet\u00e1ria deveria viver em integra\u00e7\u00e3o com as cidades e o campo para oferecer melhor qualidade de vida, ent\u00e3o preterida pelas cidades industriais europeias. Era a ideia da <em>\u201cdesurbaniza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> ou da descentraliza\u00e7\u00e3o urbana. Os modelos urbanos acolhidos pelos revolucion\u00e1rios sovi\u00e9ticos foram a de cidade-verde (baseada na cidade-jardim) e a cidade linear (ainda que estas n\u00e3o fossem propostas futuristas).<\/p>\n<p><em>Das cidades futuristas sovi\u00e9ticas<\/em><\/p>\n<p>Os artistas, revolucion\u00e1rios e entusiastas russos acolheram a corrente do construtivismo para realizar (construir) o futurismo almejado, porque entendiam as (novas) cidades como condensadores sociais, espa\u00e7os urbanos planejados para transformar a sociedade, liberta da explora\u00e7\u00e3o do capital. Eles entendiam as cidades tradicionais como fontes \u2013 ou s\u00edmbolos \u2013 da explora\u00e7\u00e3o capitalista do trabalho.<\/p>\n<p>Num ambiente urbano em que o coletivo deveria ser a regra, em que os habitantes teriam vida comunit\u00e1ria, o conceito de casa (habita\u00e7\u00e3o) foi modificado at\u00e9 coincidir com o de cidade, para atingir o objetivo de alterar as rela\u00e7\u00f5es entre familiares, vizinhos e demais pessoas.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de projetos para o atingimento dessa finalidade acolheu a constru\u00e7\u00e3o, inclusive na periferia das grandes cidades, de edif\u00edcios habitacionais populares, com apartamentos individuais e cozinhas comunit\u00e1rias, agregados a equipamentos p\u00fablicos como escolas e outros servi\u00e7os, em rela\u00e7\u00e3o aos quais se aplicavam as modernas regras de padroniza\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>\n<p>As cidades industriais foram repensadas e a l\u00f3gica urbana que as constitu\u00eda foi abandonada em benef\u00edcio do novo espa\u00e7o urbano. A proposta sovi\u00e9tica, constitu\u00edda de espa\u00e7os comunit\u00e1rios agregados aos edif\u00edcios habitacionais, n\u00e3o se coadunava com os modelos preexistentes \u00e0 nova sociedade que surgia, que pugnava escapar dos malef\u00edcios delas.<\/p>\n<p>Mas, para integrar as novas cidades com o campo e dessa rela\u00e7\u00e3o mista obter as benesses pretendidas, os arquitetos e urbanistas sovi\u00e9ticos desenvolveram a <em>\u201cdesurbaniza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> como princ\u00edpio a ser seguido desde a elabora\u00e7\u00e3o at\u00e9 a integra\u00e7\u00e3o almejada.<\/p>\n<p>A <em>\u201cdesurbaniza\u00e7\u00e3o\u201d <\/em>foi o ideal \u2013 ou fundamento \u2013 sobre o qual se assentou toda a elabora\u00e7\u00e3o urbana e habitacional das novas cidades sovi\u00e9ticas, que deveriam seguir o modelo das cidades-jardins ou lineares para integrar a urbe com o campo e beneficiar os habitantes dessa integra\u00e7\u00e3o espacial. Desse ideal surgiram os projetos das cidades-verdes e das cidades lineares.<\/p>\n<p><em>Das cidades-jardins<\/em><\/p>\n<p>Projeto de cidade criado pelo ingl\u00eas Ebenezer Howard (1850-1928), acolhia o conv\u00edvio das pessoas em harmonia com a natureza, distribu\u00edda pelo plano urbano, junto \u00e0s edifica\u00e7\u00f5es e infraestrutura urbana. Tinha a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos habitantes com a elimina\u00e7\u00e3o da insalubridade das cidades industriais inglesas do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>As cidades-jardins consistem de seis urbes menores, cada qual para 32.000 habitantes, formadas por quadras urbanas distribu\u00eddas em cintur\u00f5es separados por avenidas, que se aproximam do centro.<\/p>\n<p>O cintur\u00e3o mais distante (perif\u00e9rico) \u00e9 o da \u00e1rea industrial, seguido da primeira avenida, \u00e1rea residencial, a segunda avenida, \u00e1rea residencial, a terceira \u2013 e grande avenida \u2013 \u00e1rea residencial, quarta avenida, \u00e1rea residencial, quinta avenida, \u00e1rea comercial, parque central, \u00e1rea institucional e, no centro, o jardim. Todos os cintur\u00f5es s\u00e3o cortados por <em>\u201cboulevards\u201d<\/em> que tem in\u00edcio no jardim (ao centro da cidade) e terminam na \u00e1rea industrial.<\/p>\n<p>Elas se distribuiriam ao redor da urbe maior, a cidade central (planejada para 54.000 habitantes), que com elas se comunica por largas avenidas. E entre essas cidades menores a liga\u00e7\u00e3o se faria por linhas de trens tangentes aos cintur\u00f5es industriais, e por largas avenidas radiais, que as atravessariam pelos <em>\u201cboulevards\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>O conjunto das seis cidades-jardins conexas com a cidade central era planejado para receber 246.000 habitantes. Nelas os habitantes teriam a mesma qualidade de vida, conjugada com os benef\u00edcios da urbe e do campo, independente das classes sociais ou econ\u00f4micas a que pertencessem. O coletivo preponderaria sobre o individual.<\/p>\n<p><em>Das cidades lineares<\/em><\/p>\n<p>A ideia de cidade linear pertence ao urbanista espanhol Arturo Soria y Mata (1844 a 1920) que a apresentou pela primeira vez em 1882, nas p\u00e1ginas do jornal El Progresso, e foi executada em 1894 na periferia de Madrid, como bairro experimental. Compunha-se de 700 habita\u00e7\u00f5es unifamiliares organizadas em 5 Km de extens\u00e3o.<\/p>\n<p>A proposta dele era criar uma cidade desprovida de centro (\u00e1rea urbana conc\u00eantrica) e constitu\u00edda de uma faixa \u2013 de extens\u00e3o indefinida \u2013 e de largura limitada, assistida por uma ou v\u00e1rias linhas de trens em sua extens\u00e3o urbana.<\/p>\n<p>As habita\u00e7\u00f5es seriam casas unifamiliares em lotes providos, cada qual, de horta e jardim. As quadras seriam constru\u00eddas ao longo de um eixo central (via principal), que serviria para limitar a largura das quadras e da pr\u00f3pria cidade, que sempre se estenderia indefinidamente.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o da cidade deixou de lado a est\u00e9tica para acolher a t\u00e9cnica, com vistas \u00e0 a circula\u00e7\u00e3o de pessoas, bens e servi\u00e7os em detrimento das pra\u00e7as e quarteir\u00f5es dos costumeiros projetos urbanos. Visava ao fim dos congestionamentos, \u00e0 salubridade dos habitantes em geral e dos trabalhadores em especial.<\/p>\n<p>O projeto criado pelos sovi\u00e9ticos dessas cidades as previa como urbes perimetrais, dispostas ao longo de rios e em conformidade com as condicionantes do local. Compunham-se de setores funcionais paralelos, que atendiam \u00e0s ferrovias, zonas de produ\u00e7\u00e3o e de empresas comunit\u00e1rias, \u00e0 rodovia <em>(\u201chighway\u201d<\/em>), zona residencial com institui\u00e7\u00f5es sociais, ao parque e \u00e0 zona agr\u00edcola. No projeto dos sovi\u00e9ticos havia o suped\u00e2neo da <em>\u201cdesurbaniza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, princ\u00edpio pelo qual as cidades deviam se integrar em harmonia com o campo.<\/p>\n<p><em>Do per\u00edodo Stalinista<\/em><\/p>\n<p>Stalin rejeitou o construtivismo e determinou a elabora\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de obras \u00e0 sua prefer\u00eancia, batizada de arquitetura stalinista ou classicismo socialista. Existiu no per\u00edodo de 1933, quando foi aprovado o desenho de Boris Iofan para o Pal\u00e1cio dos Soviets, a 1955, quando Nikita Khrushchev denunciou os excessos de Stalin e p\u00f4s fim \u00e0 Academia Sovi\u00e9tica de Arquitetura.<\/p>\n<p>As obras eram de edif\u00edcios p\u00fablicos e de habita\u00e7\u00f5es luxuosas para os membros de mais alta patente ou de gradua\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica do corpo pol\u00edtico de St\u00e1lin. Eram o resultado da opress\u00e3o, ostenta\u00e7\u00e3o e megalomania daquele chefe de Estado e de Governo.<\/p>\n<p>As obras dedicadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o foram relegadas ao segundo plano, sem as mesmas preocupa\u00e7\u00f5es dedicadas aos projetos e implanta\u00e7\u00e3o das obras p\u00fablicas representativas do Estado Sovi\u00e9tico e de seus burocratas de mais elevada patente ou gradua\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica.<\/p>\n<p>CONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p>A arquitetura futurista foi uma corrente art\u00edstica que n\u00e3o chegou a fazer escola (como fez o modernismo), mas influiu no pensamento arquitet\u00f4nico e urban\u00edstico do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, do qual os sovi\u00e9ticos foram os que mais se interessaram.<\/p>\n<p>Contempor\u00e2neos do per\u00edodo da Paz Armada (1871-1914), da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e da Revolu\u00e7\u00e3o Bolchevique (1917), acolheram essa corrente arquitet\u00f4nica devido \u00e0 similitude de elementares com a nova sociedade que se formava na R\u00fassia, quais eram a ruptura com o passado, a inova\u00e7\u00e3o cultural e social, o apego \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia contempor\u00e2neas e a exalta\u00e7\u00e3o da guerra e da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Para adapt\u00e1-la aos ideais comunistas fizeram uso do construtivismo para corporifica-la, dar exist\u00eancia material ao futurismo almejado \u2013 transformar as cidades em condensadores sociais \u2013 e do princ\u00edpio da <em>\u201cdesurbaniza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> para integr\u00e1-las com o campo e atribuir aos habitantes as benesses urbanas e campesinas em prol da melhor qualidade de vida, n\u00e3o oferecida aos trabalhadores nas cidades burguesas.<\/p>\n<p>Dessa adapta\u00e7\u00e3o resultaram as propostas de cidades-verdes e de cidades lineares, trazidas da Inglaterra e Espanha e adaptadas ao modelo sovi\u00e9tico de sociedade que se formava. O per\u00edodo stalinista rejeitou o construtivismo e imp\u00f4s a constru\u00e7\u00e3o de obras opulentas, que ostentassem a for\u00e7a e o poder do Estado Sovi\u00e9tico, em detrimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em suma, a arquitetura futurista foi um movimento art\u00edstico ef\u00eamero, teve \u00f3bices ao seu desenvolvimento \u2013 como a Primeira Guerra Mundial e o per\u00edodo Stalinista \u2013 e mais permaneceu no papel (plano das ideias) do que na realiza\u00e7\u00e3o (mundo material ou dos fatos), mesmo ap\u00f3s ter sido acolhida pelos revolucion\u00e1rios sovi\u00e9ticos. O ponto fraco da arquitetura futurista foi a exalta\u00e7\u00e3o da guerra e da viol\u00eancia, que se voltaram contra ela. Nada a mais.<\/p>\n<p>Marcelo Augusto Paiva Pereira.<\/p>\n<p>(o autor \u00e9 arquiteto e urbanista)<\/p>\n<p>Fontes de Pesquisa<\/p>\n<p>Textos:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/WWW.USJT.BR\">WWW.USJT.BR<\/a>: <a href=\"http:\/\/www.usjt.br\/arq.urb\/numero-09\/13-antonio-sant-elia.pdf.%20Acessado%20aos%2009.06.2017\">http:\/\/www.usjt.br\/arq.urb\/numero-09\/13-antonio-sant-elia.pdf. Acessado aos 09.06.2017<\/a>;<\/p>\n<p>ARQUITETURA.WEEBLY.COM:<a href=\"http:\/\/arquitetura.weebly.com\/uploads\/3\/0\/2\/6\/3026071\/ta489_e-03.pdf\">http:\/\/arquitetura.weebly.com\/uploads\/3\/0\/2\/6\/3026071\/ta489_e-03.pdf<\/a>. Acessado aos 09.06.2017;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/HOME.UNICRUZ.EDU.BR\">HOME.UNICRUZ.EDU.BR<\/a>: <a href=\"https:\/\/home.unicruz.edu.br\/seminario\/anais\/anais-2017\/XXII%20SEMIN%C3%81RIO%20INTERINSTITUCIONAL%202017%20-%20ANAIS\/GRADUA%C3%87%C3%83O%20-%20TRABALHOS%20COMPLETOS_Ci%C3%AAncias%20Sociais%20e%20Humanidades\/FUTURISMO_UMA%20FORMA%20DE%20EXPRESS%C3%83O%20DA%20ARTE%20MODERNA.pdf\">https:\/\/home.unicruz.edu.br\/seminario\/anais\/anais-2017\/XXII%20SEMIN%C3%81RIO%20INTERINSTITUCIONAL%202017%20-%20ANAIS\/GRADUA%C3%87%C3%83O%20-%20TRABALHOS%20COMPLETOS_Ci%C3%AAncias%20Sociais%20e%20Humanidades\/FUTURISMO_UMA%20FORMA%20DE%20EXPRESS%C3%83O%20DA%20ARTE%20MODERNA.pdf<\/a>. Acessado aos 03.08.2019;<\/p>\n<p>ESTUDANDOAARTE.BLOGSPOT.COM:<a href=\"http:\/\/estudandoaarte.blogspot.com\/2011\/04\/futurismo-introducao.html\">http:\/\/estudandoaarte.blogspot.com\/2011\/04\/futurismo-introducao.html<\/a>. Acessado aos 07.08.2019;<\/p>\n<p>FUTURISMO1909.WORDPRESS.COM: <a href=\"https:\/\/futurismo1909.wordpress.com\/about\/\">https:\/\/futurismo1909.wordpress.com\/about\/<\/a>. Acessado aos 07.08.2019;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/WWW.HISTORIADOMUNDO.COM.BR\">WWW.HISTORIADOMUNDO.COM.BR<\/a>: <a href=\"https:\/\/www.historiadomundo.com.br\/idade-moderna\/unificacao-italiana.htm\">https:\/\/www.historiadomundo.com.br\/idade-moderna\/unificacao-italiana.htm<\/a>. Acessado aos 07.08.2019;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/WWW.HISTORIADOMUNDO.COM.BR\">WWW.HISTORIADOMUNDO.COM.BR<\/a>: <a href=\"https:\/\/www.historiadomundo.com.br\/idade-contemporanea\/unificacao-alema.htm\">https:\/\/www.historiadomundo.com.br\/idade-contemporanea\/unificacao-alema.htm<\/a>. Acessado aos 07.08.2019;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/WWW.SIGNIFICADOS.COM.BR\">WWW.SIGNIFICADOS.COM.BR<\/a>: \u00a0<a href=\"https:\/\/www.significados.com.br\/paz-armada\/\">https:\/\/www.significados.com.br\/paz-armada\/<\/a>. Acessado aos 07.08.2019;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/WWW.AMAVI.ORG.BR\">WWW.AMAVI.ORG.BR<\/a>: <u>www.amavi.org.br\/arquivos\/2012-10\/1731361011-cidades-jardins.ppt<\/u>. Acessado aos 08.08.2019;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/WWW.RESEARCHGATE.NET\">WWW.RESEARCHGATE.NET<\/a>:<a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/283305271_CIDADES_JARDINS_E_SUSTENTABILIDADE_O_SIGNIFICADO_DO_VERDE\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/283305271_CIDADES_JARDINS_E_SUSTENTABILIDADE_O_SIGNIFICADO_DO_VERDE<\/a>. Acessado aos 08.08.2019;<\/p>\n<p>PROFESSOR.PUCGOIAS.EDU.BR:<a href=\"http:\/\/professor.pucgoias.edu.br\/SiteDocente\/admin\/arquivosUpload\/17497\/material\/aula08-cidade%20linear%20e%20Paris.pdf\">http:\/\/professor.pucgoias.edu.br\/SiteDocente\/admin\/arquivosUpload\/17497\/material\/aula08-cidade%20linear%20e%20Paris.pdf<\/a>. Acessado aos 09.08.2019;<\/p>\n<p>PROFESSOR.PUCGOIAS.EDU.BR:<a href=\"http:\/\/professor.pucgoias.edu.br\/SiteDocente\/admin\/arquivosUpload\/17497\/material\/Cidade%20lineares.pdf\">http:\/\/professor.pucgoias.edu.br\/SiteDocente\/admin\/arquivosUpload\/17497\/material\/Cidade%20lineares.pdf<\/a>. Acessado aos 09.08.2019;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/WWW.HISOUR.COM\">WWW.HISOUR.COM<\/a>: <a href=\"https:\/\/www.hisour.com\/pt\/stalinist-architecture-28603\/\">https:\/\/www.hisour.com\/pt\/stalinist-architecture-28603\/<\/a>. Acessado aos 09.08.2019;<\/p>\n<p>Imagem:<\/p>\n<p>PT.WIKIPEDIA.ORG:<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Antonio_Sant%27Elia#\/media\/Ficheiro:Casa_Sant'Elia.jpg\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Antonio_Sant%27Elia#\/media\/Ficheiro:Casa_Sant&#8217;Elia.jpg<\/a>. Resid\u00eancia com elevadores externos (1914). Acessado aos 08.08.2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARQUITETURA E URBANISMO FUTURISTA<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":29090,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1933],"class_list":["post-29089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-cidades-futuristas"],"aioseo_notices":[],"views":779,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Cidade-do-Futuro-por-SantElia.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":34278,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=34278","url_meta":{"origin":29089,"position":0},"title":"Marcelo Augusto Paiva Pereira: &#039;Sustentabilidade: um passo da urbanidade&#039;","author":"Marcelo Paiva Pereira","date":"8 de outubro de 2020","format":false,"excerpt":"Sustentabilidade: um passo da urbanidade O conceito de sustentabilidade envolve as \u00e1reas social, econ\u00f4mica, cultural, geogr\u00e1fica e ecol\u00f3gica. \u00c9 tema sempre em voga nos segmentos da sociedade, dos quais o poder p\u00fablico e a iniciativa privada fazem parte. 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