{"id":3131,"date":"2015-09-02T09:59:01","date_gmt":"2015-09-02T12:59:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=3131"},"modified":"2015-09-02T09:59:01","modified_gmt":"2015-09-02T12:59:01","slug":"artigo-de-marcelo-paiva-pereira-arquitetura-sustentavel-edificando-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=3131","title":{"rendered":"Artigo de Marcelo Paiva Pereira: &#039;Arquitetura sustent\u00e1vel: edificando o meio ambiente&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F3131&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F3131&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h2><strong>Marcelo Paiva Pereira: &#8216;ARQUITETURA SUSTENT\u00c1VEL: EDIFICANDO O MEIO AMBIENTE&#8217;<\/strong><!--more--><\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/arquitetura1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3133\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/arquitetura1-300x192.jpg\" alt=\"arquitetura\" width=\"300\" height=\"192\" \/><\/a><\/p>\n<p>A arquitetura sustent\u00e1vel \u00e9 um ramo da arquitetura e urbanismo e um novo conceito com vistas a preservar o meio ambiente natural em benef\u00edcio das presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es, garantindo o conforto ambiental a que todos tem direito. O presente texto, ainda que superficialmente, abord\u00e1-la-\u00e1 sob os enfoques da sustentabilidade, do projeto sustent\u00e1vel e da permacultura.<\/p>\n<p>Pr\u00f3logo<\/p>\n<p>Ao redor do mundo a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente natural tem sido objeto de preocupa\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 70 do s\u00e9culo XX, enquanto no Brasil teve in\u00edcio em 1991 com um projeto de lei sobre o acondicionamento, tratamento, coleta e destina\u00e7\u00e3o final dos res\u00edduos hospitalares e institui\u00e7\u00f5es da \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1 muitas foram as legisla\u00e7\u00f5es elaboradas e publicadas sobre o tema, atingindo as \u00e1reas profissionais e do conhecimento, dentre as quais a arquitetura e urbanismo, uma das ci\u00eancias e carreiras profissionais respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos no ambiente artificial (as cidades) com efeitos danosos ao meio ambiente natural.<\/p>\n<p>Em face da realidade degradante que atinge o meio ambiente (tanto natural quanto artificial) surgiu a corrente da sustentabilidade, que tem o escopo de preservar o meio ambiente \u00e0 sobreviv\u00eancia das esp\u00e9cies e da humanidade.<\/p>\n<p>Da Sustentabilidade<\/p>\n<p>A sustentabilidade \u00e9 um conceito sist\u00eamico, abrange as \u00e1reas social, econ\u00f4mica, cultural, geogr\u00e1fica (ou espacial) e ecol\u00f3gica. O complexo formado por elas \u00e9 o suporte de exist\u00eancia da arquitetura sustent\u00e1vel. Seus conceitos seguem abaixo:<\/p>\n<ol>\n<li>A sustentabilidade social visa diminuir as discrep\u00e2ncias entre as classes sociais, pretendendo pela maior equidade na distribui\u00e7\u00e3o de bens e rendas.<\/li>\n<li>A sustentabilidade econ\u00f4mica visa mensurar a efici\u00eancia (rentabilidade) econ\u00f4mica por toda a sociedade, pretendendo pela rentabilidade social da economia, e n\u00e3o apenas pela empresarial.<\/li>\n<li>A sustentabilidade cultural visa compor \u2013 conciliar \u2013 a cultura cient\u00edfica com a popular (ou vernacular), para extrair de ambas os mais adequados projetos de constru\u00e7\u00e3o para o ambiente a que se destinam.<\/li>\n<li>A sustentabilidade geogr\u00e1fica (ou espacial) visa ao projeto, pretendendo pela compacidade (redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de ocupa\u00e7\u00e3o), flexibilidade (acolhimento de mais necessidades humanas) e formalidade (deve assegurar a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente natural do local, com a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental ou proteger ecossistemas fr\u00e1geis).<\/li>\n<li>A sustentabilidade ecol\u00f3gica visa criar sistemas de condicionamento ambiental e do aproveitamento de formas de energia que sejam limpas e dispon\u00edveis na natureza.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A sustentabilidade social e a econ\u00f4mica tem o prop\u00f3sito de diminuir as diferen\u00e7as econ\u00f4micas entre as classes sociais, medindo a rentabilidade econ\u00f4mica por toda a sociedade. Esta rentabilidade extrapola a rentabilidade empresarial e atinge a da sociedade, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s classes sociais que a constituem.<\/p>\n<p>A sustentabilidade cultural, geogr\u00e1fica e ecol\u00f3gica tem o prop\u00f3sito de diminuir os efeitos danosos ao meio ambiente com a redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de constru\u00e7\u00e3o, uso de materiais pr\u00f3prios ou pr\u00f3ximos do local e regular (condicionar) o uso do espa\u00e7o arquitet\u00f4nico sem prejudicar ou, ao menos, diminuindo em muito os danos ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas \u00faltimos tipos de sustentabilidade s\u00e3o informados por princ\u00edpios que orientam a forma\u00e7\u00e3o e a execu\u00e7\u00e3o do projeto arquitet\u00f4nico. S\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>Princ\u00edpio da Diversidade do Conhecimento Popular e de T\u00e9cnicas Cient\u00edficas: acolhe ambos os conhecimentos com o escopo de realizar todas as necessidades humanas. Informa a sustentabilidade cultural;<\/li>\n<li>Princ\u00edpio da Obedi\u00eancia \u00e0s Rela\u00e7\u00f5es Sist\u00eamicas entre Processos e Eventos: visa mensurar a quantidade de danos e a qualidade (nocividade) dos materiais ao meio ambiente. Informa a sustentabilidade ecol\u00f3gica;<\/li>\n<li>Princ\u00edpio da Interdisciplinariedade de Equipes: visa melhorar a elabora\u00e7\u00e3o do projeto ou sua execu\u00e7\u00e3o. Informa a sustentabilidade geogr\u00e1fica (ou espacial).<\/li>\n<\/ol>\n<p>Al\u00e9m desses existem outros princ\u00edpios, por\u00e9m anteriores \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Industrial (s\u00e9c. XVIII), os quais informavam as condutas construtivas. S\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>Princ\u00edpio da Adequa\u00e7\u00e3o da Edifica\u00e7\u00e3o ao Lugar: corresponde \u00e0 atual sustentabilidade geogr\u00e1fica (ou espacial);<\/li>\n<li>Princ\u00edpio da Constru\u00e7\u00e3o em Harmonia com a Natureza: corresponde \u00e0 atual sustentabilidade ecol\u00f3gica.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Atualmente esses princ\u00edpios, anteriores \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, informam as condutas humanas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intera\u00e7\u00e3o delas com o meio ambiente. A essa intera\u00e7\u00e3o atribui-se o t\u00edtulo \u2013 talvez rom\u00e2ntico \u2013 de \u201cesp\u00edrito do lugar\u201d, que traduz a ess\u00eancia do lugar para o conforto humano.<\/p>\n<p>Referidas condutas dever\u00e3o fazer uso da \u00e1gua, terra, fogo e ar \u2013 os quatro elementos da natureza \u2013 mensurando-os em propor\u00e7\u00f5es que n\u00e3o agridam o meio ambiente nem suprimam o conforto ambiental \u00e0s pessoas. A obra arquitet\u00f4nica dever\u00e1 ser harm\u00f4nica com o \u201cesp\u00edrito do lugar\u201d, podendo resultar de arquitetura t\u00e9cnica ou vernacular, mas dever\u00e1 ser sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A sustentabilidade tem por objeto o meio ambiente e por finalidade preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es. Suas diretrizes s\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>An\u00e1lises preliminares: aborda os aspectos naturais, a infraestrutura, a vizinhan\u00e7a e a legisla\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Perfil ambiental do empreendimento: aborda o programa de necessidades do empreendimento, a indica\u00e7\u00e3o de objetivos ambientais e o estudo da luz e dos ventos (elementos do clima).<\/li>\n<\/ol>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao estudo da luz e dos ventos, os per\u00edodos mais indicados s\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>Outono: 20 de mar\u00e7o, \u00e0s 07:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 18:00 hs;<\/li>\n<li>Inverno: 21 de junho, \u00e0s 07:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 17:00 hs;<\/li>\n<li>Primavera: 22 de setembro, \u00e0s 06:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 17:00 hs;<\/li>\n<li>Ver\u00e3o: 21 de dezembro, \u00e0s 06:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 18:00 hs.<\/li>\n<\/ol>\n<p>As diretrizes acima servem de pressupostos ao projeto \u2013 ou desenho \u2013 sustent\u00e1vel, que dever\u00e1 atribuir uso racional dos recursos naturais com vistas ao conforto humano e \u00e0 sustentabilidade do ambiente.<\/p>\n<p>A sustentabilidade surge na \u00e1rea da arquitetura e urbanismo como crit\u00e9rio de elabora\u00e7\u00e3o de projetos. A \u00e9tica a que se prop\u00f5e \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o do ambiente para as presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es e tem por est\u00e9tica a qualidade (atributos apreci\u00e1veis) dos projetos em benef\u00edcio da qualidade de vida das gera\u00e7\u00f5es presentes e futuras.<\/p>\n<p>Haja vista ser a sustentabilidade um conceito sist\u00eamico, relacionado com a continuidade dos aspectos econ\u00f4mico, social e ambiental (cultural, geogr\u00e1fica e ecol\u00f3gica), a atividade sustent\u00e1vel dever\u00e1 ser economicamente vi\u00e1vel, socialmente justa e ecologicamente correta. \u00c9 a hip\u00f3tese do projeto de arquitetura e urbanismo, que assim dever\u00e1 ser desenhado e executado.<\/p>\n<p>Do Projeto Sustent\u00e1vel<\/p>\n<p>O projeto sustent\u00e1vel dever\u00e1 ter efici\u00eancia energ\u00e9tica, sanit\u00e1ria e administrativa, objetivar o conforto e abordar os temas:<\/p>\n<ol>\n<li>Escolha integrada dos produtos, sistemas e processos construtivos;<\/li>\n<li>Respeito e adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s condicionantes (caracter\u00edsticas) locais;<\/li>\n<li>Minimiza\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais (danos) no entorno;<\/li>\n<li>Racionaliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e da energia;<\/li>\n<li>Espa\u00e7os adequados \u00e0 gest\u00e3o dos res\u00edduos;<\/li>\n<li>Canteiro de obras sustent\u00e1vel;<\/li>\n<li>Manuten\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Conforto e sa\u00fade dos usu\u00e1rios.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A efici\u00eancia energ\u00e9tica est\u00e1 contida no projeto sustent\u00e1vel e depende:<\/p>\n<ol>\n<li>Da implanta\u00e7\u00e3o: respeito e adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s condicionantes (caracter\u00edsticas) locais e minimiza\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais (danos) no entorno;<\/li>\n<li>Da orienta\u00e7\u00e3o: respeito e adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s condicionantes (caracter\u00edsticas) locais e minimiza\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais (danos) no entorno;<\/li>\n<li>Dos materiais da envolt\u00f3ria: escolha integrada dos produtos, sistemas e processos construtivos;<\/li>\n<li>Dos sistemas (resfriamento\/aquecimento, ilumina\u00e7\u00e3o, hidr\u00e1ulica, equipamentos, etc): escolha integrada dos produtos, sistemas e processos construtivos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O projeto sustent\u00e1vel tamb\u00e9m dever\u00e1 apresentar solu\u00e7\u00f5es ativas e passivas para a efici\u00eancia energ\u00e9tica. Elas se apresentam como abaixo seguem.<\/p>\n<p>S\u00e3o solu\u00e7\u00f5es ativas (s\u00e3o os objetivos da efici\u00eancia energ\u00e9tica):<\/p>\n<ol>\n<li>Redu\u00e7\u00e3o do consumo de energia de fontes n\u00e3o renov\u00e1veis: visa \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e da energia, e aos espa\u00e7os adequados \u00e0 gest\u00e3o dos res\u00edduos;<\/li>\n<li>Utiliza\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis de energia: visa \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e da energia, e \u00e0 minimiza\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais (danos) no entorno;<\/li>\n<li>Minimiza\u00e7\u00e3o na emiss\u00e3o de poluentes: visa \u00e0 minimiza\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais (danos) no entorno.<\/li>\n<\/ol>\n<p>S\u00e3o solu\u00e7\u00f5es passivas as que visam reduzir a necessidade de resfriamento e ilumina\u00e7\u00e3o natural quanto \u00e0 luz, ventila\u00e7\u00e3o e temperatura.<\/p>\n<p>A efici\u00eancia sanit\u00e1ria dever\u00e1 abranger o esgoto sanit\u00e1rio, os res\u00edduos s\u00f3lidos, o abastecimento e o tratamento de \u00e1gua, esgoto, res\u00edduos e rejeitos. Dever\u00e1 racionalizar a gest\u00e3o dos res\u00edduos e os recursos h\u00eddricos (\u00e1gua de chuva, \u00e1gua pot\u00e1vel, rede de esgoto, len\u00e7ol fre\u00e1tico e escoamento difuso das \u00e1guas), tendo por finalidades a funcionalidade do edif\u00edcio, o conforto dos ocupantes e a otimiza\u00e7\u00e3o do uso dos res\u00edduos. A salubridade do ambiente depende da qualidade sanit\u00e1ria da \u00e1gua, do ar, dos equipamentos e das superf\u00edcies de contato com as pessoas.<\/p>\n<p>A efici\u00eancia administrativa (ou gest\u00e3o ambiental da manuten\u00e7\u00e3o) consiste num conjunto de atividades destinadas a conservar ou recuperar a capacidade funcional e o desempenho da edifica\u00e7\u00e3o e de seus sistemas constituintes.<\/p>\n<p>Quanto ao conforto pretendido pelo projeto sustent\u00e1vel, este dever\u00e1 considerar as percep\u00e7\u00f5es humanas (s\u00e3o os sentidos da vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, gusta\u00e7\u00e3o, olfato e tato) e ser higrot\u00e9rmico (quanto ao clima do ambiente e \u00e0 temperatura dos materiais), ac\u00fastico (quanto \u00e0 sonoridade do ambiente), visual (quanto \u00e0 luminosidade do local e aos excessos de sinaliza\u00e7\u00f5es (polui\u00e7\u00e3o visual)) e olfativo (quanto aos gases e odores em suspens\u00e3o).<\/p>\n<p>Os projetos arquitet\u00f4nicos assim desenhados s\u00e3o objeto do capitalismo natural, modelo econ\u00f4mico do desenvolvimento sustent\u00e1vel, que depende de sistemas eficientes de produ\u00e7\u00e3o e cujos princ\u00edpios se alicer\u00e7am na preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e do meio ambiente, na solidariedade com as gera\u00e7\u00f5es futuras e na satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades b\u00e1sicas do ser humano.<\/p>\n<p>Da Permacultura<\/p>\n<p>Paralelamente h\u00e1 a permacultura, conjunto de conhecimentos interdisciplinares que foi criada na Austr\u00e1lia no final dos anos 70 do s\u00e9culo XX por Bill Mollison e David Holmgreen, e trata dos elementos de um sistema e dos relacionamentos que se pode criar entre eles, por meio da distribui\u00e7\u00e3o desses elementos no terreno. A palavra aludida resulta da conjun\u00e7\u00e3o de \u201cpermanente\u201d e \u201ccultura\u201d, e presume concep\u00e7\u00f5es baseadas em rela\u00e7\u00f5es mais duradouras e equilibradas com o meio socioambiental.<\/p>\n<p>A referida examina os ciclos biol\u00f3gicos da natureza e os reproduzem na elabora\u00e7\u00e3o de sistemas de condicionamento ambiental dos elementos (casas, a\u00e7udes, ruas, estradas, parques, etc) que os comp\u00f5em.<\/p>\n<p>Seus princ\u00edpios assemelham-se aos que informam a sustentabilidade, o projeto e o desenvolvimento sustent\u00e1vel. Eles, entretanto, orientam no sentido de integrar as condutas humanas criando la\u00e7os de depend\u00eancia ou rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito, com a finalidade de criar um sistema ordenado de rela\u00e7\u00f5es em prol da preserva\u00e7\u00e3o do ambiente natural e artificial (as cidades). Em rela\u00e7\u00e3o a este \u00faltimo, pretende pela cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas agricult\u00e1veis pelos habitantes de cada \u00e1rea ou trecho urbano, no af\u00e3 de gerar renda e aproximar as pessoas da natureza, ainda que sob as t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Da Arquitetura Sustent\u00e1vel<\/p>\n<p>A arquitetura sustent\u00e1vel pode ampliar o conforto ambiental e a economia de recursos naturais mediante os par\u00e2metros de economia, qualidade e durabilidade das obras e os princ\u00edpios da minimiza\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais e do uso racional dos recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis, junto com os princ\u00edpios oriundos do desenvolvimento sustent\u00e1vel:<\/p>\n<ol>\n<li>Preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e do meio ambiente: este cont\u00e9m os dois acima, que o especificam;<\/li>\n<li>Solidariedade com as gera\u00e7\u00f5es futuras: as obras realizadas n\u00e3o podem degradar o ambiente, assegurando a sua exist\u00eancia para as gera\u00e7\u00f5es futuras;<\/li>\n<li>Satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades b\u00e1sicas do ser humano: alude ao conforto, inclusive o ambiental.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Ela depende de todo o sistema que conceitua a sustentabilidade e da obedi\u00eancia \u00e0 todas as diretrizes do projeto sustent\u00e1vel. Est\u00e1 contida no modelo de desenvolvimento sustent\u00e1vel e do capitalismo natural.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da permacultura, depender\u00e1 da consci\u00eancia de cada pessoa no tratamento dado ao ambiente natural e urbano, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas agricult\u00e1veis pretendidas; estas indicam ser aproveit\u00e1veis aos habitantes de vilas, povoados, pequenas cidades ou de baixa renda, que poderiam extrair uma parte do sustento e da renda com a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Sem \u00f3bice da permacultura, a arquitetura sustent\u00e1vel tamb\u00e9m dever\u00e1 promover estrat\u00e9gias espec\u00edficas para a finalidade a que se prop\u00f5e, as quais abaixo seguem.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao conforto ambiental, dever\u00e1 examinar o conforto lum\u00ednico, ac\u00fastico e t\u00e9rmico \u2013 na forma do edif\u00edcio e nos materiais da envolt\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao aproveitamento e reuso de recursos em geral, dever\u00e1 tratar da capta\u00e7\u00e3o e armazenamento das \u00e1guas das chuvas (\u00e1gua de reuso), do reuso das \u00e1guas cinzas, da bacia sanit\u00e1ria com caixa acoplada e, quando for conveniente e oportuno, do uso de fog\u00e3o \u00e0 lenha.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao gerenciamento das \u00e1guas, dever\u00e1 examinar o uso racional da \u00e1gua (de reuso e pot\u00e1vel) sem preju\u00edzo das instala\u00e7\u00f5es e das necessidades humanas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 defini\u00e7\u00e3o dos materiais a serem utilizados, dever\u00e1 considerar as fases de projeto, constru\u00e7\u00e3o e desmontagem, seguir as diretrizes referentes aos materiais renov\u00e1veis, recicl\u00e1veis, reutiliz\u00e1veis e os at\u00f3xicos, \u00e0 facilidade de desmontagem, \u00e0 padroniza\u00e7\u00e3o de dimens\u00f5es e ao baixo conte\u00fado energ\u00e9tico (tanto no ciclo de vida do produto quanto no seu desmonte).<\/p>\n<p>Optando-se pela an\u00e1lise do ciclo de vida do produto, dever\u00e1 examin\u00e1-lo desde a obten\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima, manufatura, montagem, uso (opera\u00e7\u00e3o) e manuten\u00e7\u00e3o; e, quanto ao destino a ser dado ap\u00f3s seu exaurimento, dever\u00e1 examinar sua reutiliza\u00e7\u00e3o (usa pouca energia) e reciclagem (o uso da energia deve ser mensurado). As emiss\u00f5es a\u00e9reas e l\u00edquidas e a energia consumida na produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais intensas nas fases de obten\u00e7\u00e3o, manufatura e montagem, tamb\u00e9m devendo ser examinada pela arquitetura sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gest\u00e3o de res\u00edduos domiciliares, dever\u00e1 distinguir o lixo facilmente biodegrad\u00e1vel (res\u00edduos org\u00e2nicos, pap\u00e9is e restos vegetais) do n\u00e3o facilmente biodegrad\u00e1vel (vidro, metais e pl\u00e1sticos), com vistas a facilitar a coleta. Quanto \u00e0s \u00e1guas residuais, ser\u00e1 necess\u00e1rio distinguir as \u00e1guas negras (oriundas dos vasos sanit\u00e1rios) das cinzas (pias, tanques, lavat\u00f3rios e chuveiros) e dar a cada uma a destina\u00e7\u00e3o adequada (reuso das \u00e1guas cinzas e elimina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas negras).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao paisagismo, dever\u00e1 utilizar vegeta\u00e7\u00e3o caduciforme (no outono e inverno as folhas ressecam e caem) para o conforto t\u00e9rmico nas edifica\u00e7\u00f5es pelo sombreamento das fachadas; vegeta\u00e7\u00e3o de maior dura\u00e7\u00e3o para as coberturas (telhados) verdes; elaborar paisagismo pedag\u00f3gico e paisagismo sensorial (estimulantes da vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, gusta\u00e7\u00e3o (ou paladar), olfato e tato).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estrat\u00e9gias sociais, dever\u00e1 preservar ra\u00edzes hist\u00f3ricas, culturais e naturais (sustentabilidade cultural), promover a igualdade social, o acesso universal e a educa\u00e7\u00e3o ambiental, e incentivar a participa\u00e7\u00e3o popular na escolha e acolhimento de decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estrat\u00e9gias econ\u00f4micas, dever\u00e1 usar com efici\u00eancia os recursos dispon\u00edveis no local, possibilitar pequenos neg\u00f3cios familiares junto \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, reduzir a ocupa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel no lote para produzir alimentos (princ\u00edpio da permacultura), incentivar a reciclagem do lixo (princ\u00edpio da permacultura) e proporcionar a gera\u00e7\u00e3o de renda oriunda da venda do lixo reciclado e do excedente agr\u00edcola (princ\u00edpio da permacultura).<\/p>\n<p>Da Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>A arquitetura sustent\u00e1vel \u00e9 um ramo da arquitetura e urbanismo e um novo conceito, por\u00e9m dependente do conceito sist\u00eamico da sustentabilidade e dos princ\u00edpios que a informam. Estes tamb\u00e9m informam o projeto sustent\u00e1vel, o qual dever\u00e1 atingir o conforto ambiental e a efici\u00eancia energ\u00e9tica, sanit\u00e1ria e administrativa para suprir as necessidades e as percep\u00e7\u00f5es humanas (os cinco sentidos), adequando-se ao ambiente em que se encontrar (o \u201cespirito do lugar\u201d) e utilizando-se de estrat\u00e9gias espec\u00edficas para realiza-las.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 permacultura e seus princ\u00edpios, parece ser mais apropriada \u00e0s comunidades de vilas, povoados ou pequenas cidades, de modo que a arquitetura sustent\u00e1vel dependa do interesse dos habitantes urbanos quanto ao sistema ordenado de rela\u00e7\u00f5es e \u00e0 hip\u00f3tese de aquisi\u00e7\u00e3o de rendas pela venda do excedente agr\u00edcola (subsist\u00eancia) ou dos res\u00edduos urbanos (lixo) para reciclagem ou reutiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Finalmente, a arquitetura sustent\u00e1vel \u00e9 a edifica\u00e7\u00e3o do meio ambiente porque o constr\u00f3i artificialmente (as cidades) com a preserva\u00e7\u00e3o da natureza que a envolve e desta admite ser dependente para edificar-se adequadamente diante dela. Nada a mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marcelo Augusto Paiva Pereira.<\/p>\n<p>(o autor \u00e9 aluno de gradua\u00e7\u00e3o da FAUUSP)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FONTES DE PESQUISA<\/p>\n<p>CAUBR.GOV.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.caubr.gov.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/AF6_asbea_sustentabilidade.pdf\">http:\/\/www.caubr.gov.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/AF6_asbea_sustentabilidade.pdf<\/a>. Acessado aos 12.08.2015.<\/p>\n<p>HABITARE.ORG.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.habitare.org.br\/pdf\/publicacoes\/arquivos\/colecao9\/livro_completo.pdf\">http:\/\/www.habitare.org.br\/pdf\/publicacoes\/arquivos\/colecao9\/livro_completo.pdf<\/a>. Acessado aos 12.08.2015.<\/p>\n<p>PROACTIVECONSULTORIA.COM.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/proactiveconsultoria.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Arquitetura-e-Desenvolvimento-Sustentavel.pdf\">http:\/\/proactiveconsultoria.com.br\/2013\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Arquitetura-e-Desenvolvimento-Sustentavel.pdf<\/a>. Acessado aos 12.08.2015.<\/p>\n<p>REVISTAS.UNISINOS.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/revistas.unisinos.br\/index.php\/arquitetura\/article\/view\/4800\">http:\/\/revistas.unisinos.br\/index.php\/arquitetura\/article\/view\/4800<\/a>. Acessado aos 12.08.2015.<\/p>\n<p>USP.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.usp.br\/nutau\/CD\/28.pdf\">http:\/\/www.usp.br\/nutau\/CD\/28.pdf<\/a>. Acessado aos 12.08.2015.<\/p>\n<p>FCA.UNESP.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.fca.unesp.br\/Home\/Extensao\/GrupoTimbo\/permaculturaFundamentos.pdf\">http:\/\/www.fca.unesp.br\/Home\/Extensao\/GrupoTimbo\/permaculturaFundamentos.pdf<\/a>. Acessado aos 30.08.2015.<\/p>\n<p>PERIODICOS.IFSC.EDU.BR. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.ifsc.edu.br\/index.php\/rtc\/article\/download\/1455\/860\">https:\/\/periodicos.ifsc.edu.br\/index.php\/rtc\/article\/download\/1455\/860<\/a>. Acessado aos 30.08.2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcelo Paiva Pereira: &#8216;ARQUITETURA SUSTENT\u00c1VEL: EDIFICANDO O MEIO AMBIENTE&#8217;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-3131","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":34278,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=34278","url_meta":{"origin":3131,"position":0},"title":"Marcelo Augusto Paiva Pereira: &#039;Sustentabilidade: um passo da urbanidade&#039;","author":"Marcelo Paiva Pereira","date":"8 de outubro de 2020","format":false,"excerpt":"Sustentabilidade: um passo da urbanidade O conceito de sustentabilidade envolve as \u00e1reas social, econ\u00f4mica, cultural, geogr\u00e1fica e ecol\u00f3gica. \u00c9 tema sempre em voga nos segmentos da sociedade, dos quais o poder p\u00fablico e a iniciativa privada fazem parte. 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