{"id":43025,"date":"2021-07-17T20:07:11","date_gmt":"2021-07-17T23:07:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=43025"},"modified":"2021-07-17T20:07:11","modified_gmt":"2021-07-17T23:07:11","slug":"estreia-teatral-cemiterio-vertical-nova-montagem-sob-direcao-de-eric-lenate-com-12-atores-estreia-online-e-ao-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=43025","title":{"rendered":"Estreia teatral: \u00b4Cemit\u00e9rio Vertical\u00b4, nova montagem sob dire\u00e7\u00e3o de Eric Lenate com 12 atores, estreia online e ao vivo"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F43025&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F43025&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h5 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/estreia-teatral-cemiterio-vertical-nova-montagem-sob-direcao-de-eric-lenate-com-12-atores-estreia-online-e-ao-vivo\/unnamed-36-2\/\" rel=\"attachment wp-att-43027\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"43027\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=43027\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/unnamed-36.jpg\" data-orig-size=\"759,506\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"unnamed (36)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/unnamed-36.jpg\" class=\"aligncenter wp-image-43027\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/unnamed-36-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"523\" height=\"348\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/imagens.pressmanager.net\/download?foto_id=2981765&amp;release_id=324578&amp;contato_id=%%CONTATO_ID%%&amp;did=666960871&amp;envio_id=975307&amp;hash=a9f41e31f7354db735cd156df7c4e868\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">baixar em alta resolu\u00e7\u00e3o<\/a><\/h5>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><em><strong>CEMIT\u00c9RIO VERTICAL<\/strong>\u00a0\u00e9 o resultado do laborat\u00f3rio de montagem &#8216;Cemit\u00e9rio Vetical \u2013 Po\u00e9ticas de Resist\u00eancia \u00e0 Necropol\u00edtica&#8217;, criada por Eric Lenate especialmente para o projeto de Oficinas de Montagem\u00a0<strong>Inbox Cultural<\/strong><\/em><\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, Julho de 2021:\u00a0<\/strong>Durante 3 meses, um grupo de 12 artistas que atuam e escrevem trabalharam sob a orienta\u00e7\u00e3o e provoca\u00e7\u00e3o do ator e diretor<strong>\u00a0Eric Lenate<\/strong>. O objeto da pesquisa foi o estudo e an\u00e1lise da obra \u201cNecropol\u00edtica\u201d, do fil\u00f3sofo, te\u00f3rico pol\u00edtico, historiador e intelectual camaron\u00eas Achille Mbembe, as no\u00e7\u00f5es de biopoder\/biopol\u00edtica de Michel Foucault e as correla\u00e7\u00f5es com o Brasil atual.O objetivo da pesquisa foi a cria\u00e7\u00e3o de um campo de experimenta\u00e7\u00f5es em que esse grupo de atores e atrizes trabalharam seu desenvolvimento pessoal enquanto criadores e criadoras, tanto no campo da atua\u00e7\u00e3o, quanto no campo da dramaturgia.<\/p>\n<p>Ao final do processo, tomou corpo este experimento ceno-expressivo virtual composto por 12 solos, em temporada via streaming, com dramaturgia assinada pelo grupo e dire\u00e7\u00e3o assinada por Eric Lenate. O elenco de 12 artistas \u00e9 fomado por: Diego Lima, Juliana Poggi, Lorena Garrido, Lu\u00eds Paulon, Maria Am\u00e9lia Lonardoni, Maria Eduarda Pecego, Michelle Braz, Paloma Alecrim, Paulo Castello, Rebecca Loise, Renato Izepp e Vin\u00edcius Aguiar. A assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o e de provoca\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica \u00e9 de Vitor Julian.<\/p>\n<p><strong>CEMIT\u00c9RIO VERTICAL<\/strong>\u00a0\u00e9 o resultado do laborat\u00f3rio de montagem \u201cCemit\u00e9rio Vetical \u2013 Po\u00e9ticas de Resist\u00eancia \u00e0 Necropol\u00edtica\u201d, criada por Eric Lenate especialmente para o projeto de Oficinas de Montagem\u00a0<strong>Inbox Cultural<\/strong>.<\/p>\n<p>Ao transitar entre as sepulturas deste cemit\u00e9rio vertical, o p\u00fablico encontrar\u00e1 a \u201cVerdade Paralela\u201d: um futuro dist\u00f3pico ou uma realidade poss\u00edvel? A cabe\u00e7a sendo comida por dentro pelos que \u2013 aparentemente soterrados \u2013 agora se manifestam; uma mulher artista, psicanalista e pesquisadora workaholic que vai perdendo sua mem\u00f3ria, percep\u00e7\u00e3o e sanidade na medida em que seu companheiro se aproveita do isolamento social da pandemia do COVID-19 para enclausurar sua vida an\u00edmica com abusos psicol\u00f3gicos; uma personagem que nasceu, mas n\u00e3o viveu, e que tenta contato com Cristo em busca do seu direito de matar; uma mulher que, ao sentir a morte se manifestar em seu pr\u00f3prio corpo, percebe que passou a vida moribunda, sucumbindo \u00e0 cultura machista de exterm\u00ednio de mulheres e do feminino; uma mulher que alega estar acometida de Delirium Tremens Post-Mortem, que trata do al\u00edvio de finalmente ser diagnosticada com uma doen\u00e7a que poderia acarretar no ganho pleno da vis\u00e3o; um idealista que rememora sua trajet\u00f3ria at\u00e9 ali, refletindo sobre o que seus desejos e m\u00e1scaras o transformaram; um executivo que se indiga \u201cn\u00e3o sentir \u00e9 uma virtude ou um v\u00edcio?\u201d; a bala perdida que sempre encontra um corpo negro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Necropol\u00edtica, Biopoder, Pol\u00edticas de Exterm\u00ednio<\/strong><\/p>\n<p>O ensaio Necropol\u00edtica: biopoder, soberania, estado de exce\u00e7\u00e3o, pol\u00edtica da morte, de Achille Mbembe, apresenta uma reflex\u00e3o sobre a express\u00e3o m\u00e1xima de soberania, concebida como \u201co poder e a capacidade de ditar quem pode viver e quem deve morrer\u201d.<\/p>\n<p>Para Foucault, biopol\u00edtica \u00e9 a for\u00e7a que regula grandes popula\u00e7\u00f5es ou conjunto dos indiv\u00edduos, diferentemente das pr\u00e1ticas disciplinares utilizadas durante a antiguidade e na idade m\u00e9dia que visavam governar apenas o indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>J\u00e1 biopoder se refere aos \u201cdispositivos\u201d e tecnologias de poder que administram e controlam as popula\u00e7\u00f5es por meio de t\u00e9cnicas, conhecimentos e institui\u00e7\u00f5es. Para atender aos interesses e vontades das mais variadas sociedades modernas, ideias de amea\u00e7a, medo e \u00f3dio ao inimigo foram mantidas como na antiguidade e na idade m\u00e9dia. Mas h\u00e1 um diferencial: se antes as guerras eram iniciadas a fim de proteger o soberano, com objetivos delimitados, e a morte de uns asseguraria a exist\u00eancia de todos ao final, os conflitos travados ao longo dos dois \u00faltimos s\u00e9culos mostraram uma crueldade humana sem precedentes. Ou seja, para Foucault os massacres, exterm\u00ednios e regimes totalit\u00e1rios modernos, como o stalinismo e o nazi-fascismo, radicalizaram os mecanismos pol\u00edticos de morte j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>Ideias de controle dos corpos, purifica\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, supremacia de um determinado grupo sob outro n\u00e3o surgiram no s\u00e9culo XX, mas nesse momento foram amplamente aceitas com base no poder exercido por governos e estruturas administrativas.<\/p>\n<p>Por meio do discurso do Estado tais pr\u00e1ticas tornaram-se aceit\u00e1veis, mesmo visando a rejei\u00e7\u00e3o, expuls\u00e3o e aniquila\u00e7\u00e3o de determinados grupos. Para Foucault, o discurso \u00e9 o instrumento de poder que determina condutas e valida pol\u00edticas. No entanto, como analisado pelo mesmo, \u00e9 preciso cautela ao lidar com tal instrumento j\u00e1 que este acabou possibilitando pr\u00e1ticas cru\u00e9is e pol\u00edticas que refor\u00e7am estere\u00f3tipos, segrega\u00e7\u00f5es, inimizades e exterm\u00ednios. Em certos epis\u00f3dios da hist\u00f3ria da humanidade, alguns discursos pol\u00edticos validaram massacres, exterm\u00ednios e regimes totalit\u00e1rios modernos. Foi a partir da ideia de que discurso \u00e9 um instrumento de poder que Mbembe foi al\u00e9m. Em seu livro \u201cNecropol\u00edtica\u201d apontou que esses dois conceitos s\u00e3o insuficientes para compreender rela\u00e7\u00f5es de inimizade e persegui\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas. Como estudioso da escravid\u00e3o, da descoloniza\u00e7\u00e3o e da negritude, relacionou o discurso e o poder de Foucault a um racismo de Estado presente nas sociedades contempor\u00e2neas, que fortaleceu pol\u00edticas de morte (necropol\u00edtica).<\/p>\n<p><strong>A necropol\u00edtica no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, ao longo da hist\u00f3ria, alguns discursos tiveram o poder de retirar a humanidade de certos grupos atrav\u00e9s da desclassifica\u00e7\u00e3o da pessoa, ou seja, da ideia de que ela merecia ser punida ou que as pol\u00edticas s\u00e3o para a maioria e n\u00e3o para minorias.<\/p>\n<p>A ditadura no Brasil foi um desses momentos. Os 21 anos do regime autorit\u00e1rio resultaram em mortes e corpos desaparecidos. \u00c0 \u00e9poca, quando um opositor ao regime era preso, torturado ou assassinado, este corpo era considerado um inimigo vis\u00edvel e determinado que merecia um fim. O discurso promovido tinha o poder de estabelecer par\u00e2metros aceit\u00e1veis para tirar vidas e controlar as pessoas.<\/p>\n<p>A escravid\u00e3o tamb\u00e9m foi um desses momentos. Os 300 anos da precariza\u00e7\u00e3o de in\u00fameras vidas foram a base da constru\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. Mesmo assegurados a todos os direitos que nos igualam de forma jur\u00eddica, os dados mostram que nem todos t\u00eam as mesmas oportunidades.<\/p>\n<p>Nesse mesmo sentido de marginaliza\u00e7\u00e3o de pessoas, existem discursos que fortalecem a ideia de que existem lugares subalternizados com alta criminalidade em que vidas podem ser tiradas em prol do bem comum. A guerra ao tr\u00e1fico e \u00e0 criminalidade no Brasil \u00e9 um exemplo.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m h\u00e1 necropol\u00edtica nas pris\u00f5es. O tratamento da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria, com puni\u00e7\u00f5es com foco na priva\u00e7\u00e3o da liberdade, a superlota\u00e7\u00e3o das cadeias e baixas condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias s\u00e3o reflexos disso. Conforme apontado pelo CONJUR, s\u00f3 em 2018 foram mais de 1.400 mortes em pres\u00eddios no Brasil.<\/p>\n<p><strong>SINOPSE<\/strong>:<\/p>\n<p>Voc\u00ea est\u00e1 diante do conjunto de l\u00e1pides de um cemit\u00e9rio vertical. Uma esp\u00e9cie de condom\u00ednio funer\u00e1rio onde todos que o habitam foram colocados, em maior ou menor n\u00edvel, de maneira imposta e impiedosa. Dizem que a morte a todos iguala. Mas os caminhos at\u00e9 ela s\u00e3o bem distintos.<\/p>\n<p><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dramaturgia e Atua\u00e7\u00e3o |<\/strong>\u00a0Diego Lima, Juliana Poggi, Lorena Garrido, Lu\u00eds Paulon, Maria Am\u00e9lia Lonardoni, Maria Eduarda Pecego, Michelle Braz, Paloma Alecrim, Paulo Castello, Rebecca Loise, Renato Izepp, Vin\u00edcius Aguiar e Vitor Julian<\/p>\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o Dramat\u00fargica |\u00a0<\/strong>Cria\u00e7\u00e3o Coletiva<\/p>\n<p><strong>Provoca\u00e7\u00e3o Dramat\u00fargica |<\/strong>\u00a0Vitor Julian e Eric Lenate<\/p>\n<p><strong>Dramaturgia de Encena\u00e7\u00e3o Virtual |\u00a0<\/strong>Eric Lenate e Vitor Julian<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Dire\u00e7\u00e3o |<\/strong>\u00a0Eric Lenate<\/p>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o Assistente |<\/strong>\u00a0Vitor Julian<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o t\u00e9cnica |<\/strong>\u00a0Eric Lenate<\/p>\n<p><strong>Opera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica |\u00a0<\/strong>Lu\u00eds Paulon e Vitor Julian<\/p>\n<p><strong>Efeitos visuais |\u00a0<\/strong>Juliana Poggi, Lu\u00eds Paulon, Michelle Braz e Vitor Julian<\/p>\n<p><strong>Trilha sonora original e desenho sonoro |\u00a0<\/strong>L. P. Daniel<\/p>\n<p><strong>M\u00fasicas originais do solo \u201cVerdade Paralela\u201d |<\/strong>\u00a0Michelle Braz<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Arte gr\u00e1fica e comunica\u00e7\u00e3o digital |<\/strong>\u00a0Juliana Poggi<\/p>\n<p><strong>Assessoria de imprensa |\u00a0<\/strong>Adriana Monteiro &#8211; Of\u00edcio das letras<\/p>\n<p><strong>Apoio na comunica\u00e7\u00e3o |<\/strong>\u00a0Bossa Comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Produ\u00e7\u00e3o |<\/strong>\u00a0Let\u00edcia Crozara<\/p>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o |<\/strong>\u00a0J\u00falia Ribeiro e Kau\u00ea Telloli<\/p>\n<p><strong>Realiza\u00e7\u00e3o |<\/strong>\u00a0Inbox Cultural<\/p>\n<p><strong>Parceria |<\/strong>\u00a0Sociedade L\u00edquida &#8211; Eric Lenate e L. P. Daniel<\/p>\n<p><strong>Agradecimentos |\u00a0<\/strong>Estrela Straus, Gabriel Luiz, Luiz Eug\u00eanio, Manuella Loise, Daniella Luize, Jo\u00e3o Luiz, Marcelo Checchia, Bruno Javorski, Marcos Carvalho, Fabiano Manica, Priscila Venosa, Julia Medeiros, Patr\u00edcia Sakate, Mel Audi, Lu\u00eds Rog\u00e9rio, Naara Arag\u00e3o, Cyntia Batistetti, Jessica Moreira, C\u00edntia Moreira, Joana Lima, Tayn\u00e1 Campos, Maria Ign\u00e1cia Rodrigues da Silva (em mem\u00f3ria), Am\u00e9lia de Castro Lonardoni (em mem\u00f3ria), Arilda Rodrigues da Silva Lonardoni, Samira Lonardoni, Lu\u00edza Lonardoni Ch\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Homenagem &#8211;\u00a0<\/strong>\u00c0s bruxas, cientistas, curandeiras, artistas, donas de casa, profissionais de todas as \u00e1reas (especialmente da sa\u00fade p\u00fablica), agricultoras, enfim, a todas as mulheres deste mundo que lutam ou j\u00e1 lutaram por liberdade, igualdade de oportunidades, direitos femininos e justi\u00e7a de g\u00eanero. \u00c0s travestis, mulheres e homens transg\u00eanero, l\u00e9sbicas, gays, pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias. Aos corpos dissidentes do sistema cis-heteronormativo &#8211; os que vieram antes, os que est\u00e3o aqui, os que vir\u00e3o depois. \u00c0s crian\u00e7as transviadas. \u00c0s pessoas que resistem, todos os dias, ao estado de exce\u00e7\u00e3o permanente perpetrado pelo Estado nas regi\u00f5es perif\u00e9ricas e\/ou marginalizadas. Aos povos origin\u00e1rios destas terras. \u00c0s pessoas ind\u00edgenas e quilombolas. \u00c0s mais de 500 mil v\u00edtimas da Covid-19 no Brasil, dentre as quais, tantas mortes poderiam ter sido evitadas. Nosso respeito e compaix\u00e3o por todos e todas que resistiram, mas tiveram suas vidas interrompidas pelo genoc\u00eddio cotidiano motivado por quest\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a e classe.<\/p>\n<figure style=\"width: 165px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci6.googleusercontent.com\/proxy\/v4qozkc9clN0-0Gcid47fm8NhVc1aIkLfwK2z1GcXOJ6dLviExcNmuezY440pINYjLrVWT0pcwi_wwyWFCen-HpyJqHmdrhtQCILmHM5GOof2XFV3FP7oo3jkbg50869yawECNNDRv5v88hcDACyvojwVoRj8DhBeRritIzHjgI1jV88pP43c-kmvJKihtETI71GaSP87WnxiTY=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/dc91b17e631d582d80bb2c549ea56a1c_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"165\" height=\"200\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Eric Lenate. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>ERIC LENATE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diretor<\/strong><\/p>\n<p>Ator, diretor e cen\u00f3grafo. Foi formador convidado no curso de Dire\u00e7\u00e3o e artista-orientador de Experimentos da SP Escola de Teatro entre os anos de 2013 e 2014. Iniciou suas atividades art\u00edsticas na dan\u00e7a aos 6 anos, optando pela forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica na adolesc\u00eancia. J\u00e1 no teatro profissional em 2005, ingressou no CPT \u2013 Centro de Pesquisa Teatral do SESC, sob a dire\u00e7\u00e3o de Antunes Filho. Foram quatro anos em contato estreito com suas pr\u00e1ticas, em que Lenate desempenhou diversas fun\u00e7\u00f5es: participou do N\u00facleo de Cenografia e atuou nas seguintes montagens do Grupo Macuna\u00edma:\u00a0<em>\u201cO Canto de Greg\u00f3rio\u201d<\/em>, de Paulo Santoro;\u00a0<em>\u201cA Pedra do Reino\u201d<\/em>, de Ariano Suassuna e\u00a0<em>\u201cSenhora dos Afogados\u201d<\/em>, de Nelson Rodrigues.<\/p>\n<p>Em 2006, com a cria\u00e7\u00e3o de um programa novo de estudos implementado por Antunes, passou a desenvolver seu trabalho como diretor. Sua estreia profissional se deu com\u00a0<em>\u201cO c\u00e9u 5 minutos antes da tempestade\u201d<\/em>, da ent\u00e3o tamb\u00e9m estreante, Silvia Gomez, na \u00e9poca integrante do C\u00edrculo de Dramaturgia do CPT. O espet\u00e1culo esteve em cartaz durante todo o ano de 2008 e foi nomeado para diversos pr\u00eamios como o Qualidade Brasil de melhor espet\u00e1culo na categoria drama.<\/p>\n<p>Foi diretor e cen\u00f3grafo da pe\u00e7a\u00a0<em>\u201cRabbit\u201d<\/em>, de Nina Raine, projeto da Companhia Delas de Teatro que estreou tamb\u00e9m em agosto de 2012, em S\u00e3o Paulo, no teatro Eva Herz. Este trabalho recebeu duas indica\u00e7\u00f5es ao extinto pr\u00eamio CPT 2012 (melhor trabalho apresentado em sala convencional e melhor dire\u00e7\u00e3o). Ainda em 2012, Lenate foi indicado ao pr\u00eamio Shell na antiga categoria especial \u201cpela for\u00e7a performativa de seus experimentos\u201d.\u00a0<em>\u201cVestido de Noiva\u201d<\/em>, trabalho que dirigiu em 2013, esteve em cartaz em S\u00e3o Paulo. Este espet\u00e1culo rendeu a Lenate o pr\u00eamio Aplauso Brasil 2013 de melhor arquitetura c\u00eanica.\u00a0<em>\u201cSit Down Drama\u201d<\/em>, espet\u00e1culo que dirigiu em 2014, estreou no Teatro SESC Anchieta em S\u00e3o Paulo. Por este trabalho, Lenate foi indicado ao pr\u00eamio Shell de melhor dire\u00e7\u00e3o. Em 2015 funda a Sociedade L\u00edquida, projeto-provoca\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelos trabalhos:\u00a0<em>\u201cLudwig e suas irm\u00e3s\u201d<\/em>, de Thomas Bernhard;\u00a0<em>\u201cMantenha fora do alcance do beb\u00ea\u201d<\/em>, de Silvia Gomez;\u00a0<em>\u201cFim de Partida\u201d<\/em>, de Samuel Beckett, pelo qual foi indicado ao pr\u00eamio APCA de melhor ator em 2016;\u00a0<em>\u201cO teste de Turing\u201d<\/em>, de Paulo Santoro, e\u00a0<em>\u201cRefluxo\u201d<\/em>, de Angela Ribeiro, que esteve em cartaz em 2017 no Mezanino do Centro Cultural FIESP, pelo qual Lenate recebeu o pr\u00eamio Shell de melhor cen\u00e1rio e foi indicado ao mesmo pr\u00eamio na categoria melhor dire\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2017, no Rio de Janeiro, e em mar\u00e7o de 2018, em S\u00e3o Paulo, estreou\u00a0<em>\u201cLove, Love, Love\u201d,<\/em>\u00a0de Mike Bartlett, em parceria com o Grupo 3 de Teatro. Por este trabalho, Lenate foi indicado aos pr\u00eamios APTR 2017 e Shell 2017 de melhor dire\u00e7\u00e3o, ambos no Rio de Janeiro. Este trabalho ainda foi indicado em 2018 ao pr\u00eamio APCA de melhor espet\u00e1culo e ao pr\u00eamio Aplauso Brasil na categorias: dire\u00e7\u00e3o e espet\u00e1culo, ambos em S\u00e3o Paulo. Em 2019, em parceria com Erica Montanheiro, estreou o projeto\u00a0<em>\u201cBalada dos Enclausurados\u201d<\/em>, composto pelos solos\u00a0<em>\u201cInvent\u00e1rio\u201d<\/em>\u00a0\u2013 escrito e atuado por Erica, com dire\u00e7\u00e3o de Lenate \u2013 e\u00a0<em>\u201cTestemunho L\u00edquido\u201d<\/em>\u00a0\u2013 escrito e atuado por Lenate e dirigido por Erica.\u00a0<em>Balada dos Enclausurados<\/em>\u00a0foi eleito pela revista Veja como o \u201cespet\u00e1culo do ano\u201d e Lenate foi indicado ao pr\u00eamio APCA 2019 de melhor ator por sua atua\u00e7\u00e3o em\u00a0<em>\u201cTestemunho L\u00edquido\u201d<\/em>.<\/p>\n<figure style=\"width: 159px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci6.googleusercontent.com\/proxy\/r8BG5yjDX2auDOnjRsM-qMAeCvrXIMuuOhjtAPDr11DLc29c3rhL9YhBfshW-ub3N1kzuBN9UxzQJf7iKJxNLXavIX8m8kfLaAO3N8Svq66cFNbAlDmO77mwLgkyvHVAXx5xXUTM-DSAB9SqStXYSvsPdr0RAHH1GAQUuYDj-dCjok8Li2aCPrwDa0gnklkGuXHWUSCBQ60p4A4=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/013991226d7c688bc6ac431898eee09e_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"159\" height=\"225\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Vitor Julian. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>VITOR JULIAN<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diretor assistente<\/strong><\/p>\n<p>Vitor Julian \u00e9 ator formado pelo Projeto Pedag\u00f3gico do Espa\u00e7o Cia da Revista (2017\/18) e estudante de dramaturgia. Atuou nos espet\u00e1culos teatrais &#8220;A Resist\u00edvel Ascens\u00e3o de Arturo Ui&#8221;, de Bertolt Brecht, com dire\u00e7\u00e3o de Kleber Montanheiro (2018); e &#8220;Oceano&#8221;, do Grupo XPTO, com dire\u00e7\u00e3o de Osvaldo Gabrielli (2018). Estudou Dan\u00e7as Tradicionais Brasileiras, com a Cia Mundu Rod\u00e1; Presen\u00e7a de Atores e Performers, com Jan Ferslev; Teatro Gestual, com a cia franco-brasileira Dos \u00e0 Deux; e M\u00edmica, com Luis Louis. Entre os anos de 2017 e 2018, trabalhou no Espa\u00e7o Cia da Revista ao lado do diretor art\u00edstico Kleber Montanheiro, como assistente de curadoria e administrador de pauta. No mesmo per\u00edodo, foi assistente da atriz e professora Daniela Flor em suas aulas de Interpreta\u00e7\u00e3o e Express\u00e3o Corporal nos cursos de teatro da Escola de Atores Nilton Travesso. Desde 2020, faz parte do N\u00facleo de Dramaturgia Feminista, conduzido por Maria Giulia Pinheiro, com o qual realizou o podcast \u201cCorte Perfeito Para\u201d e o livro \u201cMentiras e Outros Pequenos Furtos: Um Invent\u00e1rio da Verdade\u201d (Editora Hecatombe\/Urutau, 2021). Atualmente, \u00e9 estudante no curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, coordenado por Marici Salom\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 177px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/proxy\/tcET54ik91ETZYSQzrYRidGpdLxguLWTuMTQRs0JTlVgAtJo_lxjgT-BmwXHH2Gw6ZpfAsucCPxxWKOYZofl5lSlIxqAnOWBObDKDDsmfL-ZyREJUEcHIzc8IVJmyWBVxhRyiWAWWubmvPCqDHnpDBCEevcU2NF7TkizBp_Vd2PVhNh0cF1JqPmovi3bNQ4UVhVSoBrpGTSTGNY=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/53baaedfe0af8e2bf14fef68f44575ed_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"177\" height=\"220\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Diego Lima. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Solo \u201cSEM NOME NO BOLSO\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>De DIEGO LIMA<\/strong><\/p>\n<p>Sem nome no bolso escancara a concretude da viol\u00eancia em que corpos pretos s\u00e3o submetidos todos os dias. O texto parte de uma lembran\u00e7a pessoal do ator Diego Lima, a perda de um jovem amigo, fato este que ocorreu nos 90 e que ainda ressoa como estado de alerta. Era um dia qualquer, desses que a gente n\u00e3o imagina ser o \u00faltimo e tr\u00eas jovens foram brutalmente assassinados, seus corpos perfurados ficaram expostos no muro do col\u00e9gio pedacinho de ch\u00e3o. Ei Z\u00e9, o que foi que aconteceu contigo? Entre as rimas, g\u00edrias e perguntas sem respostas, uma conversa que poderia ter sido evitada se desenrola por meio das lembran\u00e7as fragmentas do ator que na \u00e9poca era s\u00f3 uma crian\u00e7a. Se se encena a dor de um corpo preto, \u00e9 porque ela precisa ainda ser dita e reelaborada, assim como esses corpos tamb\u00e9m precisam ser encarados n\u00e3o como corpos suspeitos, mas como pessoas constitu\u00eddas de subjetividades, conhecimento e tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DIEGO LIMA<\/strong>, \u00e9 formado em Artes Dram\u00e1ticas pelo SENAC-SP e Licenciatura em Teatro pela \u00cdtalo Brasileiro. Seus principais trabalhos no teatro s\u00e3o Mundus Immundus e Precip\u00edcios com a Cia Sassaricando S\u00e3o Paulo, Mesquinharia com o 1\u00ba N\u00facleo Experimental do Parlapat\u00f5es com dire\u00e7\u00e3o de Hugo Possolo e Luciano Gentile e Os Lun\u00e1ticos infanto-juvenil com dire\u00e7\u00e3o de Diego Dac. Al\u00e9m de ter colaborado com Nat\u00e1lia Gonsales e Fl\u00e1vio Tolezani, nos espet\u00e1culos A \u00daltima Dan\u00e7a e Fala Comigo Antes da Bomba Cair como t\u00e9cnico de palco. Em 2019 formou o n\u00facleo art\u00edstico Ut\u00f3pica Cia Teatral, no intuito de aprofundar sua dramaturgia e dire\u00e7\u00e3o, desde ent\u00e3o participa de algumas oficinas de dramaturgia, entre elas: Analisando Tennessee Williams com a Professora e Dra Lara Moler, Dramaturgia das Encruzilhadas e o Teatro Negro com Carlos Canarin e Voc\u00ea Escrevendo a Hist\u00f3ria com Erica Montanheiro e Eric Lenate, onde iniciou o processo de escrita do solo O \u00daltimo Canto da Araponga.No audiovisual gravou a WebS\u00e9rie Club 27 com dire\u00e7\u00e3o de M\u00e1rcio Trigo, o curta metragem Mauro e Leon com dire\u00e7\u00e3o de Paulo Gabriel Galv\u00e3o, Chamado Central com dire\u00e7\u00e3o de Daniel Nascimento, Carcereiros com dire\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Eduardo Belmonte e Her\u00f3i Por Um Dia com dire\u00e7\u00e3o de Fernando Grostein Andrade \u00c9 criador do Cantinho da Cria\u00e7\u00e3o ponto de cultura independente que desde a sua funda\u00e7\u00e3o segue sendo um espa\u00e7o de acolhimento de projetos de jovens artistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 162px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci6.googleusercontent.com\/proxy\/K-v3U9SaPXsFu19G8J7mQA3yOmVtm8jvy8ZmW9NWhH9mpXH8lirAuduDogl67cIOuMPaYU3IZfP9zyjaUJWSpXBCDWCP2LxBlnDtlLqOa-hk45CwoCrZTR2x0PwQCalIx0biQxd6vkmPT9IO1C-P1MjAZNg5Nvp2zMTc-Kqmpoz4GnDNr8WZCdAH3M69l90zD00o23HOe3BThp8=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/0fe55101ef45263dd90ee8e00f421599_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"162\" height=\"216\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Juliana Poggi. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Solo \u201cVOC\u00ca DECIDE\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>De JULIANA POGGI<\/strong><\/p>\n<p>E se o Jornal Nacional fosse pautado pelo WhatsApp? Recentemente um relat\u00f3rio da OCDE revelou que 67% dos alunos brasileiros de 15 anos n\u00e3o sabem diferenciar fatos de opini\u00f5es. N\u00e3o deveria ser uma surpresa, numa era em que algoritmos nos colocam em bolhas que tornam cada vez mais dif\u00edcil a conviv\u00eancia com o contradit\u00f3rio. A ideia de que apenas o que cabe na nossa narrativa pr\u00f3pria sobre o mundo pode ser tido como fato alimenta a fic\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria que vem se esparramando pela realidade. Como seria nossa percep\u00e7\u00e3o da pandemia sem a grande m\u00eddia? Qual a \u00faltima fronteira entre a m\u00eddia \u201cindependente\u201d e a \u201cparalela\u201d? Acima de tudo, qual o nosso papel nisso, com a comunica\u00e7\u00e3o direta dos meios digitais? Nesta jornada, voc\u00ea decide: ou fake, ou fato. Como disse Cec\u00edlia Meirelles, \u201c\u00e9 uma pena que n\u00e3o se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares\u201d.<\/p>\n<p><strong>JULIANA POGGI<\/strong>\u00a0\u00e9 formada como atriz pelo Lee Strasberg Theater and Film Institute New York e Teatro Escola Macuna\u00edma, al\u00e9m de Bacharel em Audiovisual pela ECA-USP. Estudou com preparadores de elenco como Tom\u00e1s Rezende, Estrela Straus e Christian Duurvoort, al\u00e9m do diretor Luciano Sabino. No audiovisual, foi a servente Janaina na novela Sete Pecados, de Walcyr Carrasco, dire\u00e7\u00e3o geral de Jorge Fernando, na Rede Globo (2007) e atuou no Telecurso 2000. Trabalhou por mais de dez anos no marketing esportivo nacional, com projetos na Olimp\u00edada de Londres, Copa do Mundo de 2014 e, especialmente, no S\u00e3o Paulo FC, produzindo conte\u00fado para cinema, TV e internet. Em 2018 retornou \u00e0s artes. Est\u00e1 no elenco do longa \u201cO Auto da Boa Mentira\u201d, roteiro de Tatiana Maciel e supervis\u00e3o de Jo\u00e3o Falc\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Eduardo Belmonte. No teatro, foi Lady Macbeth e Emilia em &#8220;Shakespeare e o Verme Que Comeu o Rei&#8221;, dire\u00e7\u00e3o de Eric Lenate. Trabalhou ainda com diretores como Cynthia Falabella, Einat Falbel, Luciana Magiolo e Fausto Viana, entre outros. Traduziu e adaptou seis mon\u00f3logos da pe\u00e7a Talking With&#8230; (Falando Com&#8230;), de Jane Martin, al\u00e9m de fazer parte do elenco da produ\u00e7\u00e3o, que teve o processo de ensaio interrompido pela pandemia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 156px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/proxy\/2V6gItMpU6yPzElwaLbDRNjH7XqxuTmxbXJcppvfRzieQqO3haz868cmvON8Nxq8GH6YIxahAQEHzGSmYqvX1Opnd-EloRQ5e-vEV5PHLXBvWoQtE1VosKabWYjVX4sN3tNlu-qaiwe1qQSDkRVZPW7XWHb0g8UMjX2rntXYLEu6awZtwEInIddMt3mV0gPNWcoeiYowPJxlS0I=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/6b076c2f6b8b335171864626dd0523b7_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"156\" height=\"235\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Lorena Garrido. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Solo \u201cREFLEX\u00d5ES PARA DANTES DO EXTERM\u00cdNIO\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>De LORENA GARRIDO<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Reflex\u00f5es para Dantes do Exterm\u00ednio&#8221;. De dentro de uma mochila com um beb\u00ea no extremo norte do pa\u00eds de nome vermelho e muito pr\u00f3ximo a uma linha imagin\u00e1ria chamada equador, uma personagem que nasceu, mas n\u00e3o viveu, tenta contato com Cristo em busca do seu direito de matar.<\/p>\n<p>Natural de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o,\u00a0<strong>LORENA GARRIDO<\/strong>\u00a0radicou-se em S\u00e3o Paulo h\u00e1 14 anos onde se fez advogada pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo e atriz pelo Teatro Escola C\u00e9lia Helena. Fez parte da Companhia Os Satyros de Teatro por sete anos, tendo participado de diversas montagens do grupo, com destaque para &#8220;Justine&#8221; (2016), a partir da obra do Marqu\u00eas de Sade; &#8220;Cabar\u00e9 Fuc\u00f4&#8221; (2017), &#8220;Pessoas Brutas&#8221; (2017) e &#8220;O Incr\u00edvel Mundo dos Baldios&#8221; (2018), todos com dire\u00e7\u00e3o de Rodolfo Garcia Vazquez. Em 2019, fez parte do elenco de &#8220;INTERDITOS&#8221;, dirigido por Nelson Basquerville, espet\u00e1culo que nasce a partir das rubricas de Nelson Rodrigues. Em 2020 integrou o elenco do projeto &#8220;Uma Singela Floresta de Pessoas&#8221;, teatro-dan\u00e7a montado pela Napalm Cimpanhia de Teatro Danca da Cidade do Porto, em Portugal. Em 2021, escreveu e atuou no espet\u00e1culo online &#8220;Essas pessoas na (sua) Sala de Jantar&#8221;, dirigido por Estrela Straus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 177px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/proxy\/93THyxnoLUUQhm3GJ-byEUrbnRlXlLzr-Mg3ea0zj3i9nhRF5xiVYcKF3Q6JZdKSZLHoWXBA27u5hH7XO-fnmaYUN7T_lh768PSYlO8a99J3UU-mcOyRWlPtHrRlhX87EsF-Cq3UFO8YL2_ukIteBQsEOi5wKy4ETehXZD7OLPihQ4Djn25PgIk7u94ekIrxhuu-H54ri67umE8=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/7dc574e86f2d0bc08f8e1c16041ebb38_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"177\" height=\"237\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Lorena Garrido. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Solo \u201cSEM SENTIDO\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>De LU\u00cdS PAULON<\/strong><\/p>\n<p>Em janeiro de 2007 um dos violinistas mais famosos do mundo fez um experimento no metr\u00f4 de Nova York. No intervalo entre suas apresenta\u00e7\u00f5es, com lota\u00e7\u00e3o esgotada no Boston Symphony Hall, ele levou o seu Stradivarius de 1713 para uma esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4, colocou um chap\u00e9u \u00e0 sua frente, e tocou o seu recital de seis melodias de compositores cl\u00e1ssicos. O experimento era para ver se ele, ou seu violino, ou as melodias perfeitamente executadas, seriam percebidas no meio de uma esta\u00e7\u00e3o lotada. Coincidentemente eu passei por essa esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4 no mesmo dia e no exato momento em que ele tocava. Estava com fone de ouvido.<\/p>\n<p><strong>LU\u00cdS PAULON<\/strong>\u00a0teve uma carreira mete\u00f3rica no teatro desde o seu in\u00edcio profissional no primeiro semestre de 2020. Em pouco mais de 15 meses no bi\u00eanio 2020-21 passou por todos os grandes teatros de S\u00e3o Paulo, com montagens ousadas e apresenta\u00e7\u00f5es com sucesso de p\u00fablico. Quem foi ao teatro pelo menos alguma vez desde 11 de mar\u00e7o de 2020 \u2013 sua estreia com a pe\u00e7a &#8220;Suspens\u00e3o&#8221; \u2013 ouviu falar da sua pot\u00eancia no palco na frente de plateias lotadas. Egresso da escola de teatro INDAC \u00e9 membro da companhia Janelas Abertas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 143px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/uNZKG2DhYTsTf88g9HKG8lElgOkhatEDOdg2PfbYZJ4ifHj2L17RlFZS10OZahyk7nWl1GjNUAI064-8s2aMXYouxqxbkJPviRkyDDD4JZZyqwYGZ5VBYuDUUAfkbVBENjPEWeuSMdvxnvg4yiaU9SSTdmnLSsZkWOPgnSFqy_mqiXnhzLAOWlaPZ3pjXEk_CKMH2MYLJp_70hI=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/8de9cd953cd5c49aa0b807e28c853fd5_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"143\" height=\"234\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Maria Am\u00e9lia Lonardoni. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Maria Am\u00e9lia Lonardoni. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><strong>Solo<\/strong>\u00a0\u201c<strong>MORTE DA MULHER DE VERDADE<\/strong>\u201d<\/p>\n<p><strong>De MARIA AM\u00c9LIA LONARDONI<\/strong><\/p>\n<p>Um dia voc\u00ea desperta e percebe que suas cren\u00e7as, pensamentos, relacionamentos, escolhas, conquistas e anseios s\u00e3o fruto de uma constru\u00e7\u00e3o machista, de um ecossistema condicionante e opressor, que aprisiona o feminino. Constata que por mais bem-sucedida que pare\u00e7a, voc\u00ea n\u00e3o passa de chefe do departamento log\u00edstico: caf\u00e9 coado, crian\u00e7as na escola (com tarefa feita e lanche saud\u00e1vel), almo\u00e7o adiantado, roupa na m\u00e1quina, maquiagem na cara, relat\u00f3rios entregues, reuni\u00f5es realizadas, camisa do marido passada, cachorro no pet, unhas feitas\u2026 Seus desejos, quando n\u00e3o silenciados, s\u00e3o breves concess\u00f5es numa rotina exaustiva, injusta e massacrante. Um dia voc\u00ea desperta na pandemia e precisa encarar essa verdade, que \u00e9 a verdade de muitas mulheres. Verdade criada, conduzida, imposta pela sociedade dos \u201cbons costumes\u201d perversos. Cotidianamente, os sonhos, a liberdade, as diferen\u00e7as, a diversidade, a criatividade, o brilho s\u00e3o ceifados de milhares de mulheres. \u00c9 a morte a conta gotas, que muitas vezes traz sinais na psique e no corpo. Rouba o tempo e a sa\u00fade f\u00edsica e mental de crian\u00e7as, j\u00f3vens, idosas e adultas de meia idade (seja l\u00e1 que idade isso significa). E as que buscam sair dessa condi\u00e7\u00e3o abusiva de exist\u00eancia, enfrentam uma morte ainda mais brutal e abrupta. V\u00edtimas de feminic\u00eddio, pagam o pre\u00e7o com o que lhes restaria de vida. N\u00e3o queimaram suti\u00e3s mas tentaram matar essa \u201cmulher de verdade\u201d para viverem as suas verdades. Mas voc\u00eas n\u00e3o queriam igualdade? N\u00e3o. Queremos ter tempo e espa\u00e7o para ser, dizer, agir, pensar, fazer o que quisermos, sem termos de deixar a janta pronta. Nesta l\u00e1pide do Cemit\u00e9rio Vertical, jazz a representa\u00e7\u00e3o das mulheres que vivem mortas, mas que, a partir deste diagn\u00f3stico, tentam ressignificar suas vidas.<\/p>\n<p><strong>MARIA AM\u00c9LIA LONARDONI<\/strong>\u00a0\u00e9 atriz e jornalista, integrou a Cia. Permanente de Teatro da Universidade Federal do Paran\u00e1 &#8211; Palavra\u00e7\u00e3o &#8211; durante cinco anos, onde iniciou sua forma\u00e7\u00e3o teatral, atuando em pe\u00e7as como \u201cO Incr\u00edvel Retorno do Cavaleiro Solit\u00e1rio\u201d, adapta\u00e7\u00e3o do livro Dom Quixote de La Mancha\u201d, \u201cUma Coroa de Orqu\u00eddeas para uma Fria Pecadora, adapta\u00e7\u00e3o de textos de Nelson Rodrigues, \u201cLa Chose Vivant\u201d, fruto de um trabalho coletivo dos atores da companhia, e \u201cOs Meninos da Rua Paulo\u201d, adapta\u00e7\u00e3o do romance do escritor h\u00fangaro Ferenc Moln\u00e1r. Todas as montagens foram escritas e dirigidas pelo ent\u00e3o diretor da Cia., Hugo Mengarelli, com a contribui\u00e7\u00e3o dos atores. Como atriz, participou, ainda, do Recital de Poesia 250 anos Goethe, com dire\u00e7\u00e3o de Julmar Leardine, e fez pequenas participa\u00e7\u00f5es em produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas locais. Trabalhou como produtora de alguns espet\u00e1culos em Curitiba, com destaque para \u201cA Metamorfose\u201d, livro de Franz Kafka, com adapta\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o de Fernando Kinas. Realizou alguns cursos de interpreta\u00e7\u00e3o e de roteiro para cinema, \u00e1rea na qual participa de alguns coletivos que discutem a participa\u00e7\u00e3o da mulher na ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica. Como jornalista, trabalhou como rep\u00f3rter e apresentadora durante 8 anos na maior rede de tev\u00ea do Paran\u00e1, tendo vasta experi\u00eancia em desenvolvimento de roteiros e de conte\u00fados televisivos e de v\u00eddeos institucionais. Atualmente, atua no marketing de uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica paranaense.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 141px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/EMTxBDpeOrQgg1re8Zm5hy_x93yqa6ZNrsEjEJRi41xTXnE4YiVRKKvq9qO_o-nZQCTcaGWmVTqwztBYrWx8SAJa8aI_DyCfkNUUuCxeqnj1SZi2xeTMkjDzZuySaC62XDsRpoT9_xAEqt2dRt6I6PrKZtxqjc4IC649Rlyt3sZ7PwH8jpZoGusRW1m1cNDZ8JFhJec00oz1eFE=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/1ba9c91f97ec80ca029a7c6f94f5f8dc_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"141\" height=\"207\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Maria Eduarda Pecego. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Solo \u201cDELIRIUM TREMENS POST-MORTEM\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>De MARIA EDUARDA PECEGO<\/strong><\/p>\n<p>Delirium Tremens Post-mortem trata da reflex\u00e3o frente ao qu\u00e3o deliberado pode se tornar o distanciamento dos indiv\u00edduos frente \u00e0s causas sociais que n\u00e3o os atingem diretamente. Quais rastros nos acompanhar\u00e3o eternamente? O trabalho tem como ponto de partida o dia 26 de abril de 1500: quando a primeira missa foi celebrada em solo brasileiro. Ou tamb\u00e9m: marco da instaura\u00e7\u00e3o de necropoliticas que se alastram at\u00e9 os dias atuais, com o continuo auxilio de institui\u00e7\u00f5es intoc\u00e1veis.<\/p>\n<p>Nascida em Vinhedo-SP, a atriz e bailarina\u00a0<strong>MARIA EDUARDA PECEGO<\/strong>\u00a0iniciou os estudos de teatro no Teatro Escola Macuna\u00edma Campinas em 2012, ano em que ingressou na Universidade Estadual de Campinas, onde se formou em Gest\u00e3o de Pol\u00edticas P\u00fablicas e administra\u00e7\u00e3o de empresas. Concluiu o curso profissionalizante de teatro em julho de 2016 ap\u00f3s sete montagens teatrais encenadas. No inicio de 2019, Maria Eduarda decidiu se dedicar completamente \u00e0 carreira art\u00edstica. Desde ent\u00e3o, tem como objetivo aprimorar-se constantemente como atriz de teatro e tamb\u00e9m de cinema. Participou de cursos e oficinas com grandes artistas brasileiros como Cac\u00e1 Carvalho, Nelson Baskerville, Denise Fraga e outros. Atualmente est\u00e1 em cartaz com \u201cMaria Velata\u201d no espet\u00e1culo online (DAS)TRIPAS(CORA\u00c7\u00c3O) \u2013 Solos em confinamento, dirigido por Nelson Baskerville, onde apresenta junto a sete artistas solos de autofic\u00e7\u00e3o desenvolvidos durante o triste momento pand\u00eamico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 154px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/e27-zr2pXW-D8eJTSeab9DSg51DsSsRonHos1BxPmN0Ki-1hEp1tec_vDsmbaTGDFCBhtcIibRGauVRch4tB_dP-vZPgqMCO9wqag9vkVAEoXLP-uXn5EEmhc9vVvkNgkJnIIZdXHso2LAniX_TFiFcFHh84r11iMrGMVrRfj7tDgqDlBH5qUjYEYzbJCulELp1XKlyrF2NS41s=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/080ca7d601eeeb40f7b14fc67f90ed04_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"154\" height=\"205\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Michelle Braz. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Solo \u201cVERDADE PARALELA\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>De MICHELLE BRAZ<\/strong><\/p>\n<p>Verdade paralela: Um futuro dist\u00f3pico ou uma realidade poss\u00edvel?<\/p>\n<p>\u201cVerdade paralela\u201d \u00e9 escrita partindo do cen\u00e1rio atual que se extrapola at\u00e9 uma realidade dist\u00f3pica mas poss\u00edvel. A dramaturgia \u00e9 constru\u00edda utilizando o sarcasmo e for\u00e7ando os limites da realidade. Com refer\u00eancias que passam pelo futurismo, fascismo, nazismo e o renascimento do Ultra conservadorismo atual, se embebendo do universo das m\u00eddias sociais e digitais; a cada entrada se objetiva a questionar: esta ser\u00e1 nossa futura realidade?<\/p>\n<p><strong>MICHELLE BRAZ<\/strong>\u00a0\u00e9 atriz, formada pela escola de atores Wolf Maya em 2014. Inserida no mundo do canto e dan\u00e7a h\u00e1 pelo menos 10 anos, atuou no mundo de musicais em diversas produ\u00e7\u00f5es, que ocuparam palcos de teatros de SP e fizeram tourn\u00e9e pelo Brasil. Em 2015, Participou de programa de TV no multishow dirigido por Lili Fonseca; no cinema, j\u00e1 participou de alguns curta metragens e aguarda estreia no longa \u201cLooping\u201d, dirigido por Luiz Duarte Rocha. no teatro j\u00e1 foi dirigida por nomes como Ruy Cortez, Nelson Baskerville e Estrela Strauss. Teve seu primeiro contato com dramaturgia no processo de auto fic\u00e7\u00e3o \u201cterminal s\u00f3\u201d com Nelson baskerville, sendo este processo mais uma oportunidade de expans\u00e3o nesse campo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 264px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd a6T\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/2EG5Bq9h22rW4P4iCCLmlQJKeR73c3YXMzw1F8UX1NUPaV73PQrVFaAEcAcstlt8yhKkas8QcrsURSRn0QYMruGOX1WS06wVfT0OQKSyXUJPbOj-yE6AVAYb1ANHzrhLMUSYfxSWE908BR__UiHzPhxc2b912BOsOpWmsXk6vxGQ8KySqovRdHPeeartjwjOzHx9vm2eA6LZa8U=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/acfcfbac70ebeaf39e2257c81f234676_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"264\" height=\"148\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Michelle Braz. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Solo \u201cSUBMERSA\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>De PALOMA ALECRIM<\/strong><\/p>\n<p>A BALA PERDIDA SEMPRE ACHA UM CORPO NEGRO.<\/p>\n<p>SUBMERSA se assenta no tempo-espac\u0327o como um ritual ce\u0302nico feminino em sua condic\u0327a\u0303o de isolamento e distanciamento social, em meio a pandemia do Covid 19. Nosso povo preto luta contra um vi\u0301rus que na\u0303o escolhe cor, mas expo\u0303e o racismo do Estado. O LABORAT\u00d3RIO DE MONTAGEM: CEMIT\u00c9RIO VERTICAL com Eric Lenate tem sido um espa\u00e7o de lucidez em meio ao caos. Atrav\u00e9s de di\u00e1logos cr\u00edticos, amplia\u00e7\u00e3o de repert\u00f3rio, provoca\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e est\u00e9ticas &#8220;Submersa&#8221; nasce da dor urgente de querer permanecer viva nessa desgoverno. Enfrentamos uma crise sanit\u00e1ria e econ\u00f4mica, o mundo em convuls\u00e3o e qual corpo \u00e9 alvo? como artista sinto que a arte-luta de cada dia se faz urgente e necess\u00e1ria, a arte me possibilita ser ve\u00edculo para poss\u00edveis reflex\u00f5es. Em 08 de Junho de 2021, a designer de interiores Kathlen Romeu morreu depois de ter sido atingida durante uma a\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar na comunidade do Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio. A jovem \u2013 que era negra, tinha 24 anos e estava gr\u00e1vida de 14 semanas &#8211; A PM negou que estivesse numa opera\u00e7\u00e3o e alegou que agentes foram atacados. Mas a fam\u00edlia de Kathlen contestou essa vers\u00e3o, dizendo que n\u00e3o houve troca de tiros e que os disparos partiram da pol\u00edcia. &#8220;Se a minha filha fosse morta por bandido, eu n\u00e3o falaria nada com voc\u00eas. Foi a pol\u00edcia que matou a minha filha&#8221;, afirmou a m\u00e3e da jovem. Cada corpo desse que despeda\u00e7am \u00e9 um corte, um retalho de navalha, uma facada na alma, um tiro no meu cora\u00e7\u00e3o. Eu, mulher negra, sou um corpo estra\u00e7alhado no ch\u00e3o. Estra\u00e7alhado. Picotado. Estuprado. Violentado. E nada, nada v\u00e3o fazer com os peda\u00e7os do meu corpo sub-mer-so no ch\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>PALOMA ALECRIM<\/strong>\u00a0\u00e9 Atriz, Performer e Produtora Cultural. nascida em Ara\u00e7ua\u00ed, onde come\u00e7ou sua carreira se inspirando nas manifesta\u00e7\u00f5es de cultura popular do Vale do Jequitinhonha e pesquisando a po\u00e9tica do sert\u00e3o de Minas Gerais. Formada no Curso T\u00e9cnico em Teatro pelo IFNMG &#8211; Instituto Federal do Norte de Minas Gerais em 2016, e tamb\u00e9m formada pelo NAC &#8211; N\u00facleo de Artes C\u00eanicas em 2019 &#8211; Entre suas cria\u00e7\u00f5es est\u00e3o &#8220;Olhos d\u2019\u00e1gua\u201d (encena\u00e7\u00e3o e dramaturgia), premiado no FESTA &#8211; (Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua de Ara\u00e7ua\u00ed) em 2018. Atua como atriz no &#8220;Doc.malcriadas&#8221;, dirigido por Lee Taylor, que estreou em Fevereiro de 2020 &#8211; Teatro Jo\u00e3o Caetano; Faz parte do grupo Eco Teatral e atua como atriz na montagem de Macbeth, dirigido por Thiago Baleiro &#8211; Assina como atriz no espet\u00e1culo &#8220;Descontrole P\u00fablico&#8221; que buscando investigar novas formas de espet\u00e1culo para novos tempos, dirigido por Pedro Granato &#8211; estreia prevista para o segundo semestre de 2021 &#8211; Reside em S\u00e3o Paulo, capital. Pr\u00eamios: MELHOR ATRIZ\/ 2019 Espet\u00e1culo Olhos D\u2019\u00e1gua Festival Internacional de Palco e Rua de Ara\u00e7ua\u00ed MELHOR DRAMATURGIA\/ 2019 Espet\u00e1culo Olhos D\u2019\u00e1gua Festival Internacional de Palco e Rua de Ara\u00e7ua\u00ed MELHOR INT\u00c9RPRETE\/ 2017 Poesia A Namoradeira Noite Liter\u00e1ria da 7a Mostra Cultural de Jenipapo de Minas MELHOR INT\u00c9RPRETE\/ 2014 Poesia Esc\u00e1rnios Ditos Noite Liter\u00e1ria do 31\u00b0 FESTIVALE em Ara\u00e7ua\u00ed MELHOR ATRIZ COADJUVANTE\/ 2012 Espet\u00e1culo Terra Festival de Teatro de Te\u00f3filo Otoni.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 164px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci4.googleusercontent.com\/proxy\/gd6XKWWQv7VLMDWO6YIEZe6P-uFn79nxisnS83f-UW4TEKh_aCfgNvA53nWcononGs9Nfi997imZE3pden6IoeeVluzQ8ptvzyuDUbfxIHbejCmGMxINqmWaVAsOxRZlH2jXLWa3tHvz2_eTbaK2rM-VYOo1KODeW7SvnC2NniFjmZY9yi_NyXPtlM817pExPFfk9zsyqw_UPWc=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/d5c69de036ade64e64fc3afb55dd59fb_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"164\" height=\"217\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Paulo Castello. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>solo \u201cNEUROCISTICERCOSE\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>de PAULO CASTELLO<\/strong><\/p>\n<p>NEUROCISTICERCOSE: H\u00e1 palavras e express\u00f5es que de tanto serem usadas, se desgastam como um corpo que envelhece. E que de nunca serem usadas, n\u00e3o funcionam, como um carro que n\u00e3o se liga esquecido em uma garagem. &#8220;\u00c9 sobre isso&#8221;, por exemplo, j\u00e1 \u00e9 t\u00e3o usada quanto &#8221; Eu te amo&#8221;. E a palavra &#8221; Empatia&#8221;, \u00e9 desgastada por uso excessivo ou por falta de uso? Se colocar no lugar de outrem ou pensar em &#8220;por os sapatos alheios&#8221; \u00e9 poss\u00edvel num mundo tomado pelo Ego\u00edsmo e imediatismo? \u00c9, realmente, poss\u00edvel? Por mais que se abra a cabe\u00e7a, onde se guarda o ego\u00edsmo? Quem nunca se viu desesperado porque suas necessidades n\u00e3o foram atendidas? Todo mundo tem necessidades n\u00e3o atendidas. A grande quest\u00e3o \u00e9: as minhas necessidades devem ser atendidas primeiro que as suas? Numa infinita cadeia de necessidades n\u00e3o atendidas chegamos a um corpo que julga que fizemos um acordo social para que tiv\u00e9ssemos nosso &#8221;instinto primitivo&#8221; controlado e ordem assegurada. Quem foi o primeiro homem ou mulher que assinou esse contrato e disse: &#8220;isso aqui \u00e9 meu , isso aqui \u00e9 seu, e eu vou administrar essa regi\u00e3o para todos, para o bem estar geral.&#8221; Em\u00a0<em>looping<\/em>\u00a0infinito , n\u00e3o parece se chegar a lugar algum , se entra no paradoxo do ovo e da galinha e ante o caos e a ru\u00edna- esses sim, avan\u00e7am , sempre &#8211; aparece, nesses questionamentos, o \u00d3dio. A revolta. O desespero. Se a farinha \u00e9 pouca e o seu pir\u00e3o vir\u00e1 primeiro, quem sobra por \u00faltimo? Ali\u00e1s, quem sobra? Quem vence? &#8220;Vencer&#8221;, essa palavra \u00e9 real ou \u00e9 t\u00e3o falsa quanto a palavra &#8221; estabilidade&#8221;? O fim ulterior \u00e9 o verme que come a carne. Mas pensar sobre essas coisas nesse momento devora a cabe\u00e7a, suga a for\u00e7a de pensamento, ataca o sistema nervoso central. E se ent\u00e3o, os vermes, que sobrar\u00e3o por \u00faltimo, fossem terroristas po\u00e9ticos que se alimentassem de &#8221;lixo selecionado&#8221; ? Se a vida fosse dos vermes e a morte fosse dos vivos, ser\u00e1 que seria tudo diferente? J\u00e1 me confundi, porque acho , sinceramente, que o mundo j\u00e1 \u00e9 dominado por vermes. Mas se toda a\u00e7\u00e3o traz uma rea\u00e7\u00e3o, deveriam existir outros tipos de vermes, al\u00e9m dos que conhe\u00e7o: os Vermes justiceiros, que parecem n\u00e3o existir e \u2013segundo me disseram \u2013 repousam adormecidos em aparente utopia,\u00a0<em>pero que los hay, los hay.<\/em><\/p>\n<p><strong>PAULO CASTELLO<\/strong>\u00a0\u00e9 formado pelo Centro de Pesquisa Teatral (CPT) , sob coordena\u00e7\u00e3o de Antunes Filho e Bacharel em Artes c\u00eanicas com habilita\u00e7\u00e3o em Interpreta\u00e7\u00e3o Teatral pela Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da Universidade de S\u00e3o Paulo (ECA\/USP).Em Recife, de onde \u00e9 oriundo, estreou\u00a0<em>Nossa Cidade<\/em>, de Thornton Wilder com dire\u00e7\u00e3o de Malu Bazan e\u00a0<em>Puro Lixo, o espet\u00e1culo mais vibrante da cidade<\/em>, com dire\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Cadengue . Estudou com Marlene Fortuna e Cac\u00e1 Carvalho e desde 2020 se aprimora na t\u00e9cnica Meisner e na Script Analysis de Judith Weston, sob supervis\u00e3o de Tom\u00e1s Rezende. No audiovisual esteve no curta\u00a0<em>Meia Idade<\/em>, de Gabriel Carvalho,<em>Caf\u00e9 Coado<\/em>, de Daina Giannecchini e co-produziu , roteirizou e protagonizou o\u00a0<em>Culto Pessoal<\/em>, de Fl\u00e1vio Erm\u00edrio, trabalho que lhe rendeu o pr\u00eamio de melhor ator em curta metragem no Berlin Indie Film Festival.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci4.googleusercontent.com\/proxy\/8H55p2kEas3lwwIaareQ2NhmstgKHJLdDZSdUJ2gGJLUeKXsKRCLCFQMwDsa-vua8VDrYaVLzp71MpvetHfGjrMFeZmeI3A6qiqwzGxSv-IWrSXdelnPJVVtvgFmkGLKLJuYDocreFlXoSysQ_l5HjruYQOAoS0TON39sUwLNPb8i6FeYnHrN12QI59W_WmGL-xIgsVkbfshlD8=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/ec50184a561212ea65706a0d76c740e6_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"255\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Rebecca Loise. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>solo \u201cM\u00c9TODO DE EXTERM\u00cdNIO DA VIDA AN\u00cdMICA OU C\u00c2MERA DE G\u00c1S LIGHT\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>de REBECCA LOISE<\/strong><\/p>\n<p><em>M\u00e9todo de exterm\u00ednio da vida an\u00edmica<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>C\u00e2mera de G\u00e1s Light\u00a0<\/em>\u00e9 uma atua\u00e7\u00e3o que fala sobre uma mulher artista, psicanalista e pesquisadora\u00a0<em>workaholic<\/em>\u00a0que vai perdendo sua mem\u00f3ria, percep\u00e7\u00e3o e sanidade na medida em que o seu companheiro se aproveita do isolamento social da pandemia do COVID-19 para enclausurar sua vida an\u00edmica com abusos psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>REBECCA LOISE<\/strong>\u00a0transita entre a psican\u00e1lise e as artes do corpo, da cena e da performance \u2013 ou o contr\u00e1rio, j\u00e1 que a arte veio antes em sua vida e na pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o te\u00f3rica da psican\u00e1lise do div\u00e3 e fora dele. Iniciou nas artes do corpo com o ballet, aos 4 anos. Aos 10, fez sua primeira pe\u00e7a,\u00a0<em>&#8220;O menino maluquinho&#8221;,<\/em>\u00a0texto de<em>\u00a0Ziraldo<\/em>, dire\u00e7\u00e3o de Meire Milan, realiza\u00e7\u00e3o da Escola de Artes EntreArtes, em Dourados &#8211; MS. A pe\u00e7a conquistou pr\u00eamios no\u00a0<em>2\u00ba Festival de Teatro Universit\u00e1rio de Dourados\u00a0<\/em>(Festudo) e de melhor dire\u00e7\u00e3o, espet\u00e1culo e atriz no\u00a0<em>21\u00ba Festival de Teatro de MS<\/em>. Dos 4 aos 15 anos, participou como bailarina em mais de 20 festivais de dan\u00e7a idealizados pela Academia de dan\u00e7a Anna Pavlowa, nas modalidades de ballet cl\u00e1ssico, dan\u00e7a moderna, dan\u00e7a contempor\u00e2nea, sapateado, dan\u00e7a do ventre e jazz. Aos 15 anos, cursou o intensivo em<em>\u00a0Teatro\/Canto\/Dan\u00e7a\/TV\u00a0<\/em>na Escola de Atores Wolf Maya. Pela FUNARTE-SP\u00a0<em>estudou contato-improvisa\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0com Gisele Calazans e o\u00a0<em>m\u00e9todo Laban<\/em>\u00a0com Maria Mommensohn (2014). Pela Escola SP de Teatro, fez o curso\u00a0<em>Drag Queen<\/em>\u00a0com o diretor e produtor Zecarlos Gomes (2018). Pela Escola Barco Cultural (SP) concluiu os cursos de atua\u00e7\u00e3o\u00a0<em>m\u00e9todo Lee Strasberg<\/em>\u00a0com a atriz e diretora Estrela Straus (2018), de escrita criativa com a escritora e poeta Ang\u00e9lica Freitas (2019) e com o escritor Marcelo Rubens Paiva (2020). Pela\u00a0<em>Cia Atos &amp; Div\u00e3s<\/em>, fez a\u00a0<em>Oficina de Teatro e Psican\u00e1lise<\/em>\u00a0com o psicanalista, escritor e diretor Antonio Quinet (2020). Pela Unicamp, participou do\u00a0<em>Workshop Vozes em jogo: Coralidade e Musicalidade da Cena e do Texto<\/em>, com Marcus Vinicius Borja (2020). Pela Inbox cultural, concluiu o curso de\u00a0<em>teatro audiovisual\u00a0<\/em>com Estrela Straus e pela mesma escola, participa do\u00a0<em>Laborat\u00f3rio teatral Cemit\u00e9rio Vertical<\/em>, com o ator, dramaturgo e diretor Eric Lenate. Como atriz, atuou como\u00a0<em>\u201cCarol\u201d<\/em>\u00a0na pe\u00e7a<em>\u00a0O menino maluquinho\u00a0<\/em>(1999), fez uma participa\u00e7\u00e3o no primeiro clipe da banda \u201cO Terno\u201d, m\u00fasica \u201c66\u201d, com produ\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Alaska Filmes<\/em>\u00a0(2012). Atuou no curta experimental, na categoria de videopoesia,<em>\u00a0\u201cUm par de m\u00e3os\u201d<\/em>, com dire\u00e7\u00e3o de Cadu Modesto, que ganhou\u00a0<em>3\u00ba lugar na Mostra Audiovisual de Dourados\u00a0<\/em>(2019). Fez a\u00a0<em>prima louca<\/em>\u00a0na produ\u00e7\u00e3o teatral-s\u00e9rie-metragem \u201cO Anjo Negro\u201d, texto de\u00a0<em>Nelson Rodrigues<\/em>, com dire\u00e7\u00e3o de Antonio Quinet (2020), realiza\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Cia Inconsciente em Cena e Bloco Pi Produ\u00e7\u00f5es<\/em>. Fez uma atua\u00e7\u00e3o-performance na pe\u00e7a on-line\u00a0<em>\u201cEssas pessoas na (sua) sala de jantar\u201d<\/em>, com dire\u00e7\u00e3o de Estrela Straus, realiza\u00e7\u00e3o Inbox cultural. Como escritora, tem contos, ensaios e poesias publicados em livros e jornais. \u00c9 colunista no jornal Folha de Dourados. Al\u00e9m de artista, atua como psicanalista em consult\u00f3rio particular, \u00e9 psic\u00f3loga e mestra em Psicologia Social pela PUC-SP, pesquisadora no\u00a0<em>N\u00facleo de Psican\u00e1lise, Pol\u00edtica, Significante<\/em>\u00a0pelo Instituto de Estudos da Linguagem (Unicamp), com coordena\u00e7\u00e3o de Lauro Baldini, e p\u00f3s-graduanda em\u00a0<em>Corpo: dan\u00e7a, teatro e performance<\/em>\u00a0pela Escola de Artes C\u00e9lia Helena (2021-2022).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 174px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/uIKaMbXoEDiNNaLAwQCTU1NNPpxU61mQ0wYCZVeBL265lS8hMzvYKORfLt4BE-QTNnx3WQn6h9HScIczgF280XwxBLtdkndbG68VntAeBasDVpJ9KnX9jvQ_g1snSWOg-A29UtUYIZyO4i-SwTBIXT_jt-6ZVoeN8YBAdKOvtcpVCTfgdDUJkQlBkUkqHuuu8X-cG5zii1FfNlw=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/aff7a4dd0d4500aa311d123e0fd6b724_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"174\" height=\"241\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Rebecca Loise. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>solo \u201cIDEOLOGIA, EU QUERO UMA PRA VIVER?\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>de RENATO IZEPP<\/strong><\/p>\n<p>Em sua l\u00e1pide um idealista rememora sua trajet\u00f3ria at\u00e9 ali, refletindo sobre o que seus desejos e mascaras o transformaram.<\/p>\n<p>\u201cIdeologia, eu quero uma pra viver?\u201d esmi\u00fa\u00e7a a trajet\u00f3ria de experi\u00eancias contrastantes de um sujeito que busca se expressar no mundo. Atrav\u00e9s de um pertencimento que o enquadra, mas n\u00e3o encaixa. Pai militar. Fervor religioso. Teatro. Uma bandeira imponente. Mem\u00f3rias e sentimentos se misturam com o fervilhar do desejo de mudar as coisas. De um ponto de vista amb\u00edguo-excludente, o que pode resultar disso?<\/p>\n<p><strong>RENATO IZEPP<\/strong>\u00a0come\u00e7ou no teatro com 15 anos com Neto Alves, na Oficina Regional Pagu, em Mongagu\u00e1. \u00c9 formado em interpreta\u00e7\u00e3o pela Escola-Teattro C\u00e9lia Helena, tendo tamb\u00e9m estudado na Escola de Arte Dram\u00e1tica- USP. Participou de v\u00e1rios oficinas teatrais, entre elas \u201cInterpreta\u00e7\u00e3o\u201d com Yara de Novaes, \u201cImprovisa\u00e7\u00e3o Teatral\u201d com Ana Roxo, \u201cCommedia Dell`Arte\u201d com Deborah Serretiello, \u201cPalha\u00e7o\u201d com Bete Dorgam, entre outras. No teatro, atuou em Terror e Mis\u00e9ria do Terceiro Reich (Bertolt Brecht), As Bruxas de Sal\u00e9m, de Arthur Miller, ambas com dire\u00e7\u00e3o de Fernando Nitsch; O inspetor Geral, De Nikolai Gogol; Dias Melhores Vir\u00e3o, de J\u00falio Adamanto, entre outras. Atuou tamb\u00e9m em curtas metragens: \u201cDa origem ao Sil\u00eancio\u201d (dire\u00e7\u00e3o de F\u00e1bio Baldo) e Exist\u00eancia Seca (dire\u00e7\u00e3o de Thon Apolin\u00e1rio) e algumas publicidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 164px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CToWUd a6T\" src=\"https:\/\/ci5.googleusercontent.com\/proxy\/4YcSIfqYvDKgGUB_BFcN1OPtXbaRE6Yozh_p3e7l0foenGm61piDGDetv6Ii_c22pCcIIK9-c4jk1zq3phhvb8qEPwq2cmgXDt5cjreBqCj8l_GcjnNJi8pY0b9Ky_9cDbG5mxQye6K-wCcn7vwH4He-er3l6065T6sXdk3J9Y0eDz0r4GeTfOUgpNdK8PHy7dIJq0aqru1FDe8=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/a30b7a2d4959109e91e0a8e8fdf5e92f\/imagens\/2021\/07\/15\/c81d6b214926702b53f94a442a8ace93_medium.jpg\" alt=\"\" width=\"164\" height=\"246\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Vin\u00edcius Aguiar. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>solo \u201c(DES)ALMA\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>de VIN\u00cdCIUS AGUIAR<\/strong><\/p>\n<p>No dicion\u00e1rio \u201cEgocentrismo\u201d \u00e9 sin\u00f4nimo de: \u201cconjunto de atitudes ou comportamentos indicando que um indiv\u00edduo se refere essencialmente a si mesmo\u201d. Egocentrismo rima com: ceticismo, pedantismo, socialismo, cepticismo, idealismo, empirismo, despotismo, esquematismo, reacionarismo, verbalismo, diletanstismo, organismo, ego\u00edsmo, poderia rimar com bernardismo. Bernardo Matarazzo \u00c1lvares Penteado, Paulistano do Jardins, 39 anos, esteta por natureza, educado nas melhores escolas, com repert\u00f3rios cultural e intelectual invej\u00e1veis, sabia distinguir o que era bom do excelente. Era um referencial de estilo e sofistica\u00e7\u00e3o dentre os mais exigentes, figura tarimbada nas colunas sociais, fez parte da lista da Forbes Under 40 por 7 anos seguidos. Teve sua vida interrompida por causa da COVID-19 e aus\u00eancia da vacina, que nem todo o seu dinheiro e status pode comprar. Jaz em t\u00famulo da fam\u00edlia no cemit\u00e9rio da Consola\u00e7\u00e3o, descansa em paz, \u00e9 o que todos pensam, em um caix\u00e3o de acr\u00edlico italiano, climatizado e blindado. \u00c9 o que todos pensam. Atordoado dentro de um cub\u00edculo de 2&#215;1 metros, questiona a brevidade da vida, a aus\u00eancia de privil\u00e9gios no seu status p\u00f3s mortis, enaltece o design italiano e desfia cr\u00edticas mordazes ao estado necropol\u00edtico atual, do alto de seu t\u00famulo e condi\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, para quem foi criado \u00e0s margens do Atl\u00e9tico Paulistano. (DES)ALMA \u00e9 escrito e encenado pelo ator e dramaturgo Vin\u00edcius Aguiar<\/p>\n<p><strong>VINICIUS AGUIAR<\/strong>\u00a0tem 39 anos, \u00e9 ator, dramaturgo e jornalista. \u00c9 inquieto, curioso e esteta por natureza tamb\u00e9m. Come\u00e7ou a trabalhar como ator ainda crian\u00e7a, aos 12 anos, no Rio de Janeiro, onde atuou em pelo menos uma d\u00fazia de espet\u00e1culos infanto-juvenis e uma pe\u00e7a adulta. Fez TV e publicidade, seguiu atuando at\u00e9 os 18 anos, quando resolveu dedicar-se \u00e0 Comunica\u00e7\u00e3o Social. J\u00e1 em S\u00e3o Paulo, formou-se em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi e atua h\u00e1 15 anos como jornalista e rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Aos 36 anos resolveu tirar do arm\u00e1rio o ator e embarcou ent\u00e3o numa s\u00e9rie de estudos, retomando \u00e0 carreira atrav\u00e9s do C\u00e9lia Helena Centro de Artes e Educa\u00e7\u00e3o, onde ingressou no Curso T\u00e9cnico Profissionalizante em Teatro. Desde ent\u00e3o, tem se dedicado \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o das diferentes t\u00e9cnicas de atua\u00e7\u00e3o, estudos do corpo e da dramaturgia, tendo estudado com nomes como Samir Yazbek, M\u00e1rcio Abreu, Nelson Baskerville, Tom\u00e1s Resende, Estrela Straus, Luciano Sabino, Renato Rocha, Carla Ribas, Leda Maria Martins, Michelle Ferreira, Luiz Felipe Reis, Carolina Virguez, dentre outros, em institui\u00e7\u00f5es como CPT_SESC S\u00e3o Paulo, CAL &#8211; Casa de Artes de Laranjeiras, iNBOx Cultural, B_arco, com a Companhia Brasileira de Teatro e Cia dos Atores. Em dezembro de 2020, ano #1 do confinamento, estreou o espet\u00e1culo teatral \u2018Terminal S\u00f3\u2019, sob dire\u00e7\u00e3o de Nelson Baskerville, no qual apresentou o solo de autofic\u00e7\u00e3o com dramaturgia autoral \u2018ELA\u2019, que realizou uma segunda temporada de sucesso em mar\u00e7o de 2021. Em maio deste ano estreou com a montagem audiovisual \u2018Essas Pessoas Na (sua) Sala de Jantar\u2019, sob dire\u00e7\u00e3o Estrela Strauss, atrav\u00e9s do Sympla Streaming. Atualmente integra o elenco de atores residentes da Cia dos Atores, do Rio de Janeiro, em processo de investiga\u00e7\u00e3o teatral com estreia de espet\u00e1culo prevista para dezembro de 2021. Assina seu primeiro roteiro para o cinema, de um curta-metragem que ser\u00e1 filmado neste ano com o coletivo de cinema paulistano Cinemamente, do qual \u00e9 integrante e co-fundador. \u00c9 ainda co-criador e editor da revista eletr\u00f4nica de arte e cultura 2+2 CULT.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O:<\/strong><\/p>\n<p>Curta Temporada Dias 24 a 25 de julho e 31 a 01 de agosto<\/p>\n<p>S\u00e1bados e Domingos \u00e0s 20h<\/p>\n<p>Pedimos que acessem o link do ingresso com 15 minutos de anteced\u00eancia<\/p>\n<p>Ingressos a R$10, R$20, R$30 ou R$50<\/p>\n<p>Via Sympla Streaming\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sympla.com.br\/cemiterio-vertical__1277350\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.sympla.com.br\/cemiterio-vertical__1277350<\/a><\/p>\n<p>Dura\u00e7\u00e3o: 90 minutos<\/p>\n<p>Todos os dias o p\u00fablico \u00e9 convidado para uma conversa ap\u00f3s a sess\u00e3o<\/p>\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o: 16 anos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>baixar em alta resolu\u00e7\u00e3o CEMIT\u00c9RIO VERTICAL\u00a0\u00e9 o resultado do laborat\u00f3rio de montagem &#8216;Cemit\u00e9rio Vetical \u2013 Po\u00e9ticas de Resist\u00eancia \u00e0 Necropol\u00edtica&#8217;, criada por Eric Lenate especialmente para o projeto de Oficinas de Montagem\u00a0Inbox Cultural<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":43027,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1808,2877,3516,6077],"class_list":["post-43025","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-cemiterio-vertical","tag-direcao-eric-lenate","tag-estreia-teatral","tag-nova-montagem"],"aioseo_notices":[],"views":625,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/unnamed-36.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":48581,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=48581","url_meta":{"origin":43025,"position":0},"title":"Com concep\u00e7\u00e3o e idealiza\u00e7\u00e3o de \u00c9rica Montanheiro e Eric Lenate, duas pe\u00e7as-filmes sobre tirania e sede de poder estreiam com exibi\u00e7\u00f5es presenciais.","author":"Veronica Moreira","date":"17 de fevereiro de 2022","format":false,"excerpt":"As apresenta\u00e7\u00f5es acontecem nos dias 14 de Fevereiro \u00e0s 19h no Teatro de Cont\u00eainer e nos dias 21 de Fevereiro \u00e0s 19h e 12 de Mar\u00e7o \u00e0s 17h na Oficina Cultural Oswald de Andrade - Sala Cineclube Durante a pandemia, os criadores, atores e diretores Erica Montanheiro e Eric Lenate\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/WhatsApp-Image-2022-02-09-at-13.57.25.jpeg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":42055,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=42055","url_meta":{"origin":43025,"position":1},"title":"An\u00f4nimo Muitas Vezes Foi Mulher:  Transmiss\u00e3o dos solos autorais femininos &#039;Criatura, Uma Auto\u0301psia&#039;, &#039;Inventa\u0301rio&#039; 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