{"id":43182,"date":"2021-07-23T15:45:11","date_gmt":"2021-07-23T18:45:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=43182"},"modified":"2021-07-23T15:45:11","modified_gmt":"2021-07-23T18:45:11","slug":"jeane-tertuliano-a-ira-de-amon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=43182","title":{"rendered":"Jeane Tertuliano: &#039;A ira de Amon&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F43182&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F43182&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_39821\" aria-describedby=\"caption-attachment-39821\" style=\"width: 121px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Jeane-orelha.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"39821\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=39821\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Jeane-orelha.jpg\" data-orig-size=\"409,485\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Jeane orelha\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Jeane Tertuliano&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Jeane-orelha.jpg\" class=\" wp-image-39821\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Jeane-orelha-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"121\" height=\"121\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-39821\" class=\"wp-caption-text\">Jeane Tertuliano<\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\">A ira de Amon<\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/PicsArt_07-23-03.22.48.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-43183 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/PicsArt_07-23-03.22.48.png\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"376\" \/><\/a><\/p>\n<p>Chuva incessante banha a noite porta afora. Algumas pingueiras se fazem ouvir no c\u00f4modo ao lado, e eu tento bloquear o som inc\u00f4modo pondo o grande travesseiro da minha finada m\u00e3e nos ouvidos. Amon ladra l\u00e1 fora. Certamente, deseja se amparar, mas eu estou pregui\u00e7osa demais para p\u00f4-lo dentro de casa. S\u00e3o Miguel dos Campos nunca fora um lugar divertido, isso \u00e9 indubit\u00e1vel; por\u00e9m, h\u00e1 alguns dias que as ruas est\u00e3o desertas, sequer ou\u00e7o o choro irritante do beb\u00ea na casa vizinha.<\/p>\n<p>De acordo com o calend\u00e1rio, injetei coca\u00edna anteontem. Eu havia bebido o restante do <em>whisky<\/em> e permanecido numa sobriedade ensandecedora, por isso decidi p\u00f4r um fim no p\u00f3 que escondi no meu porta-joias. O meu irm\u00e3o viajou com a namorada e me deixou sozinha nessa casa velha e imunda. Amon continua ladrando, parece estar enfurecido e desesperado ao mesmo tempo. Pergunto-me se \u00e9 certo ignorar as s\u00faplicas do pobre animal, e concluo que n\u00e3o sou obrigada a responder agora. Ap\u00f3s alguns minutos de total concentra\u00e7\u00e3o, consigo me erguer da cama. Titubeando, caminho at\u00e9 a cozinha e bebo um pouco de \u00e1gua. Sento-me em uma das cadeiras tortas da mesa ainda mais torta e tento comer uma banana meio apodrecida que estava solit\u00e1ria na fruteira. L\u00e1 fora, a chuva s\u00f3 piora. Os trov\u00f5es silenciam o choramingo de Amon e eu encosto a cabe\u00e7a na mesa com o intuito de amenizar a tontura que engolfou o meu corpo.<\/p>\n<p>Repentinamente, faz-se ouvir um forte barulho na porta dos fundos, como se ela houvesse sido fortemente pressionada. Congelo. Amon j\u00e1 n\u00e3o ladra e eu me pego a imaginar o pior. Determinada a me p\u00f4r de p\u00e9, me ergo. A minha vis\u00e3o enturva e tento me apoiar nas laterais da mesa, for\u00e7ando-me a manter um pouco de equil\u00edbrio a cada passo. O sil\u00eancio incessante faz com que eu sinta o sabor amargo do medo e a sensa\u00e7\u00e3o aterradora parece haver inundado as minhas veias, pois todo o meu corpo bamboleia e eu receio ir de encontro ao ch\u00e3o no instante seguinte.<\/p>\n<p>\u2500 Quem est\u00e1 a\u00ed? \u2500 minha voz enche o recinto com o questionamento lan\u00e7ado ao breu. Amedrontada, arrasto-me at\u00e9 a parede mais pr\u00f3xima e encaro o corredor escuro que antecede o quintal. O fato de eu n\u00e3o conseguir enxergar se h\u00e1 algu\u00e9m encarando-me de volta, me submerge a um n\u00edvel de agonia que eu jamais pensara existir. Mesmo estando totalmente incapaz, decido rumar \u00e0 escurid\u00e3o, pois n\u00e3o consigo suportar a falsa calmaria que se faz presente. Por tr\u00e1s do meu cr\u00e2nio, uma voz sussurra para eu permanecer dentro de casa, como se o Eu que a mim fala estivesse prenunciando o mal.<\/p>\n<p>\u2500 Crrrr \u2500 escuto a porta abrir. Ainda sem enxergar nada \u00e0 minha frente, estagno; e um gelor absurdo invade a minha pele e se instala em meus ossos. Atrav\u00e9s da minha vis\u00e3o perif\u00e9rica, vejo o c\u00f4modo atr\u00e1s de mim escurecer, enquanto um vulto mais negro que a pr\u00f3pria escurid\u00e3o come\u00e7a a tomar forma diante dos meus olhos. Socorro \u2500 tento gritar, mas \u00e9 como se a minha voz estivesse aprisionada em minha garganta. Na penumbra, vislumbro algo vindo em minha dire\u00e7\u00e3o enquanto um rastejar inumano se faz aud\u00edvel. Paralisada, aguardo em estado de mortifica\u00e7\u00e3o enquanto o negrume se achega cada vez mais, sibilando coisas que n\u00e3o consigo compreender. Insanamente apavorada, fecho os olhos, clamando para que tudo n\u00e3o passe de um terr\u00edvel pesadelo, jurando aos c\u00e9us que n\u00e3o mais buscarei por entorpecentes quando me sentir demasiado infeliz. Sil\u00eancio\u2026 Conto at\u00e9 dez e abro os olhos. \u00c0 minha frente, olhos vermelhos enormes me encaram. A luz que anteriormente havia apagado, agora est\u00e1 acesa, possibilitando uma vis\u00e3o mais ampla do ser hediondo que est\u00e1 me observando. A coisa em si lembra um c\u00e3o, pois possui duas grandes patas frontais e na parte traseira assemelha-se a uma cobra; por isso o rastejar, penso. As grandes esferas que me fitam s\u00e3o de uma coruja macabra que parece estar se divertindo com o meu assombro.<\/p>\n<p>\u2500 O que \u00e9 voc\u00ea? \u2500 pergunto, e a minha voz soa inegavelmente chorosa.<\/p>\n<p>\u2500 AMON! \u2500 a besta esbraveja num guincho que mais parecia um rosnado. Eu havia deixado o cachorro do meu irm\u00e3o no frio e agora a criatura est\u00e1 berrando o nome dele sem parar. Pesar domina o meu ser quando imagino que a coisa \u00e0 minha frente possivelmente haja posto um fim nele. \u00c0 medida que ouso me afastar da coisa, calor invade-me a epiderme. Olho ligeiramente para tr\u00e1s e vejo que a mesa est\u00e1 logo ali, basta eu caminhar mais um pouco e\u2026 Assim que retomo o foco, espavoro-me com a vis\u00e3o pavorosa da coisa: ela vem em minha dire\u00e7\u00e3o tal qual uma ave de rapina prestes a alcan\u00e7ar a sua presa. O desespero me consome e esfor\u00e7o-me para correr at\u00e9 o meu quarto, mas acabo escorregando na pequena po\u00e7a d&#8217;\u00e1gua, amaldi\u00e7oando as in\u00fameras pingueiras no telhado. Quando me recomponho, sinto o meu corpo ser lan\u00e7ado violentamente contra a parede, e sucumbo \u00edntima e intensamente \u00e0 costumeira escurid\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 noite. As pingueiras estrondosas fazem com que a dor na minha cabe\u00e7a aumente de um modo que chega a ser insuport\u00e1vel. Todo o meu corpo est\u00e1 dolorido, e a minha garganta est\u00e1 seca a ponto de eu sentir uma pung\u00eancia ao engolir minha saliva. Meio grogue, saio da cama. Rumo \u00e0 cozinha, apanho uma banana na fruteira; eu estou t\u00e3o faminta! Amon ladra l\u00e1 fora. Caminho em dire\u00e7\u00e3o ao quintal para ver o motivo da algazarra. Abro a porta, nada vejo. N\u00e3o me surpreendo com o negror m\u00f3rbido, pois as nuvens carregadas de chuva fizeram a luminosidade da lua dissipar.<\/p>\n<p>\u2500 Amon?! \u2500 nenhum sinal dele. Resqu\u00edcios de um pesadelo surgem abruptamente em minha mente no mesmo instante em que Amon torna a ladrar.<\/p>\n<p>De costas para o quintal, sinto um intenso baforar a\u00e7oitar a minha retaguarda. Um mau cheiro de putrefa\u00e7\u00e3o inunda o ar e sou automaticamente acometida por \u00e2nsia de v\u00f4mito. Ergo a m\u00e3o \u00e0 ma\u00e7aneta, mas ela est\u00e1 h\u00e1 cerca de dois metros de dist\u00e2ncia. Sem mais delongas, adentro a casa e apresso-me em fechar a porta, latidos estridentes preenchem todas e quaisquer lacunas existentes no meu maldito lar. Maldi\u00e7\u00e3o! A droga da porta n\u00e3o quer fechar! Continuo empurrando-a inutilmente em meio ao caos. Trov\u00f5es, pingueiras e latidos sem fim, isso certamente poderia endoidecer at\u00e9 mesmo a pessoa mais s\u00e3 do universo. Olho para baixo com o intuito de descobrir o empecilho e l\u00e1 est\u00e1 ele: uma pata canina gigante! Devo alucinar, sussurro de mim para mim mesma. Concentro toda a minha for\u00e7a e piso na pata, e h\u00e1 uma explos\u00e3o de ganidos terrificantes ao mesmo tempo que a porta foi aberta estrondosamente, jogando-me no ch\u00e3o ferozmente. Um ser hediondo saltou em cima de mim, me pressionando contra o ch\u00e3o com uma for\u00e7a monumental. Sufocando, clamo fracamente por miseric\u00f3rdia. A criatura me olha atentamente com seus olhos raivosos e antes de eu sussurrar mais uma prece em v\u00e3o, ela vocifera num timbre de voz gutural: eu n\u00e3o sou obrigado a ser misericordioso com voc\u00ea! Risadas e berros medonhos perfuram os meus t\u00edmpanos enquanto sou conduzida \u00e0 funesta inconsci\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Jeane Tertuliano<\/h3>\n<p>jeanetertuliano@gmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ira de Amon<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[443,2456,4767],"class_list":["post-43182","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-a-ira-de-amon","tag-cronica","tag-jeane-tertuliano"],"aioseo_notices":[],"views":607,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":41358,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=41358","url_meta":{"origin":43182,"position":0},"title":"Jeane Tertuliano: &#039;A can\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio&#039;","author":"ADM","date":"3 de junho de 2021","format":false,"excerpt":"A can\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio O vento entreabre a janela. 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