{"id":4382,"date":"2016-03-10T00:23:53","date_gmt":"2016-03-10T03:23:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=4382"},"modified":"2016-03-10T00:23:53","modified_gmt":"2016-03-10T03:23:53","slug":"artigo-de-marcelo-paiva-pereira-bauhaus-a-unificacao-das-artes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=4382","title":{"rendered":"Artigo de Marcelo Paiva Pereira: &#039;Bauhaus: a unifica\u00e7\u00e3o das artes&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F4382&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F4382&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h2><strong>Marcelo Augusto Paiva Pereira: &#8216;BAUHAUS: A UNIFICA\u00c7\u00c3O DAS ARTES&#8217;<\/strong><!--more--><\/h2>\n<p>A BAUHAUS surgiu do desenvolvimento tecnol\u00f3gico, cient\u00edfico, art\u00edstico, pol\u00edtico e cultural experimentado na Alemanha desde o final do s\u00e9culo XIX at\u00e9 meados da d\u00e9cada de 20 do s\u00e9culo XX. O presente texto abordar\u00e1, mesmo superficialmente, as transforma\u00e7\u00f5es da Alemanha nesse per\u00edodo at\u00e9 a constitui\u00e7\u00e3o da mencionada escola germ\u00e2nica.<\/p>\n<p><em>Dos Antecedentes Hist\u00f3ricos<\/em><\/p>\n<p>Historicamente, a Guerra dos Trinta Anos ocorrida no s\u00e9culo XVII (1618 a 1648), vencida pela Fran\u00e7a contra a Santa Liga, \u00c1ustria, Espanha e os Estados Germ\u00e2nicos, causou s\u00e9rios gravames a estes \u00faltimos, dentre os quais reduziu a popula\u00e7\u00e3o de 16 milh\u00f5es para 6 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>O empobrecimento retardou o desenvolvimento tecnol\u00f3gico e industrial dos Estados Germ\u00e2nicos, que tinham a produ\u00e7\u00e3o baseada na manufatura, e assim foi at\u00e9 o per\u00edodo da Unifica\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 (1864 a 1871), promovida pelo chanceler Otto von Bismarck.<\/p>\n<p>O interesse pela unifica\u00e7\u00e3o motivou os germ\u00e2nicos protestantes a se unir e combater a \u00c1ustria (pa\u00eds germ\u00e2nico e cat\u00f3lico) e a Fran\u00e7a (pa\u00eds tamb\u00e9m cat\u00f3lico). Era preciso, contudo, incentivar a produ\u00e7\u00e3o industrial e assim fizeram durante essas guerras e nos trinta anos ap\u00f3s, para assegurar ao pa\u00eds um parque industrial que fosse mais do que competitivo aos da Inglaterra e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o consolidaram e a produ\u00e7\u00e3o dele decorrente, passaram a se preocupar com o desenvolvimento das artes. Isto ocorreu no in\u00edcio dos anos de 1900, quando surgia o s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>A rapidez com que a sociedade industrial se transformou n\u00e3o foi acompanhada pela arquitetura nas t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o, cuja dist\u00e2ncia entre ambas se exp\u00f4s na raz\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es sociais e urbanas experimentadas, que reclamavam novas solu\u00e7\u00f5es para incorporar as tecnologias que surgiam e beneficiar o indiv\u00edduo e a sociedade.<\/p>\n<p>A cultura da vanguarda arquitet\u00f4nica carecia de conhecimento suficiente para solucionar os gravames urbanos, inoperante \u00e0 esta finalidade. Os arquitetos de vanguarda somente acolheram a import\u00e2ncia da m\u00e1quina e sua utilidade nas artes e na arquitetura ao fim da \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XX os alem\u00e3es se uniram para desenvolver as artes como nunca fizeram antes: abriram as portas aos melhores arquitetos e artistas do mundo da \u00e9poca e com eles aprenderam as t\u00e9cnicas art\u00edsticas que desconheciam.<\/p>\n<p>Em 1907 criaram, na cidade de Munique, uma institui\u00e7\u00e3o de direito privado chamada <em>Deutscher Werkbund<\/em> \u2013 associa\u00e7\u00e3o alem\u00e3 para o trabalho \u2013 que pretendia renovar a arquitetura e o mobili\u00e1rio, cujas primeiras realiza\u00e7\u00f5es surpreenderam no Sal\u00e3o de Outono de 1910, em Paris. Visava desenvolver as artes com fulcro nos ensinamentos dos estrangeiros, mas n\u00e3o havia uma escola arquitet\u00f4nica ou art\u00edstica definida, pois o am\u00e1lgama art\u00edstico era vigente nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u00c0 <em>Deutscher Werkbund<\/em> artistas, artes\u00e3os e industriais deveriam colaborar na confec\u00e7\u00e3o de produtos de verdadeiro valor art\u00edstico. Seu objetivo era enaltecer o trabalho artesanal \u00e0 arte e \u00e0 ind\u00fastria, escolhendo o melhor do artesanato, arte, ind\u00fastria e das for\u00e7as criativas. Aludida institui\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o possu\u00eda m\u00e9todo \u00fanico para planejar as obras, criando diverg\u00eancias internas sobre a padroniza\u00e7\u00e3o ou a liberdade de projetos.<\/p>\n<p>Peter Behrens (1868 a 1940) teve o mais importante ateli\u00ea dessa \u00e9poca, no qual trabalharam, em 1908, Walter Gropius, Ludwig Mies van der Rohe e Le Corbusier (este por cinco meses). Projetou o edif\u00edcio da F\u00e1brica de Turbinas da AEG em Berlim, no ano de 1909. O edif\u00edcio tinha paredes colossais, muito volumosas, mas utilizou a\u00e7o e vidro como componentes arquitet\u00f4nicos fundamentais para dar ao espa\u00e7o industrial sua finalidade. Ele tratou a ind\u00fastria como um espa\u00e7o digno para o trabalho.<\/p>\n<p>Walter Gropius (1883-1969) era filho de um abastado arquiteto e funcion\u00e1rio berlinense, trabalhou no ateli\u00ea de Peter Behrens. Em 1906 projetou um grupo de casas agr\u00edcolas em Janikov. Em 1911 desenvolveu uma arquitetura mais leve, com mais \u00eanfase ao a\u00e7o e ao vidro no projeto da f\u00e1brica para sapatos <em>Fagus ad Alfeld an der Leine<\/em>: sua arquitetura transmitiu seguran\u00e7a e simplicidade sem destacar os elementos volum\u00e9tricos (salvo a chamin\u00e9); ele desenvolveu um discurso arquitet\u00f4nico harmonioso que traduziu todas as fun\u00e7\u00f5es nos diversos corpos.<\/p>\n<p>Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969) era filho de um mestre-canteiro, trabalhou como desenhista para B. Paul de 1901 a 1907, em 1908 esteve ao lado de Peter Behrens e em 1911 junto a Berlage, na Holanda. No ano de 1913 abriu em Berlim um ateli\u00ea de arquitetura, mas a Primeira Guerra Mundial interrompeu seus trabalhos. Ele, por\u00e9m, n\u00e3o definiu sua linha arquitet\u00f4nica no in\u00edcio da carreira e projetou obras de estilos variados. Neste per\u00edodo ele n\u00e3o se interessava por novidades, mas pelo estudo dos materiais e pela funcionalidade dos espa\u00e7os internos dos edif\u00edcios.<\/p>\n<p>Essa euforia art\u00edstica assim transcorreu at\u00e9 o per\u00edodo da Primeira Guerra Mundial \u2013 1914 a 1918 \u2013 a qual obscureceu os campos de trabalho na Europa em geral e na Alemanha em especial, bem como as iniciativas da ent\u00e3o bem sucedida <em>Deutscher Werkbund<\/em>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial e durante a hiperinfla\u00e7\u00e3o que assolou a Alemanha durante toda a d\u00e9cada de 20 do s\u00e9culo XX, as atividades civis foram paulatinamente retomadas, dentre as quais as atividades da <em>Deutscher Werkbund<\/em> e as atividades art\u00edsticas e arquitet\u00f4nicas, mas com novos entendimentos:<\/p>\n<ol>\n<li>Em rela\u00e7\u00e3o ao aspecto psicol\u00f3gico, a sociedade europeia questionou a tecnologia, a qual inicialmente desenvolvida para o bem-estar individual e social, tornou-se belicosa e desenvolvida para a destrui\u00e7\u00e3o e morte;<\/li>\n<li>Em rela\u00e7\u00e3o ao aspecto pol\u00edtico, o posicionamento dos Estados beligerantes pelos mesmos ideais, mas por fins opostos, revelou que muitas f\u00f3rmulas ideol\u00f3gicas aceitas como universais eram meras conven\u00e7\u00f5es entre Estados;<\/li>\n<li>Em rela\u00e7\u00e3o ao efeito social e pol\u00edtico, entre os fins (ideais) e meios (tecnologia) surgiu um vazio porque as atrocidades cometidas na guerra mostraram o qu\u00e3o t\u00eanue \u00e9 a linha entre civiliza\u00e7\u00e3o e barb\u00e1rie e, ainda, que o progresso (meios) n\u00e3o \u00e9 suficiente para a paz social (fins) ser garantida.<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Das Correntes Art\u00edsticas<\/em><\/p>\n<p>No per\u00edodo entre 1905 a 1914 os pintores de vanguarda conclu\u00edram que deviam propor uma reforma radical nos princ\u00edpios que orientavam os h\u00e1bitos visuais comuns. Estes tinham origem no naturalismo renascentista e perduraram enquanto se admitiu formas aprior\u00edsticas (<em>a priori<\/em>) para conduzir o conhecimento humano.<\/p>\n<p>Rompendo esses paradigmas surgiram v\u00e1rias correntes art\u00edsticas, das quais se destacaram:<\/p>\n<ol>\n<li>1905: os fauvistas se apresentaram no Salon d\u2019Automne, dos quais Matisse era um deles; examinavam a forma, a cor e a influ\u00eancia desta sobre aquela;<\/li>\n<li>1906: <em>Die Br\u00fccke<\/em>, grupo fundado em Dresden com a mesma orienta\u00e7\u00e3o dos fauvistas, ao qual aderiram Nolde e outros artistas;<\/li>\n<li>1907 e 1908: apresenta\u00e7\u00e3o das primeiras obras cubistas de Picasso e de Braque; o cubismo resultou da dispers\u00e3o do fauvismo e \u00e9 o momento m\u00e1ximo do exame da forma e da cor;<\/li>\n<li>1909: <em>Neue M\u00fcnchner K\u00fcnstlervereiningung<\/em>, grupo fundado por Kandinsky e outros artistas alem\u00e3es; pintou em 1910 a primeira aquarela abstrata;<\/li>\n<li>1910: futurismo, grupo criado por Boccioni e outros, na esteira do manifesto futurista de Marinetti, escrito em 1909; era a \u00fanica corrente art\u00edstica que se relacionava com a arquitetura, mas conservava paradigmas que as outras afastaram;<\/li>\n<li>1911: <em>Der Blaue Reiter<\/em>; grupo abstracionista m\u00edstico (separava a arte da vida), criado por Kandinsky junto com Kubin e ao qual se uniu Paul Klee em 1912.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Essas correntes art\u00edsticas se preocuparam com a representa\u00e7\u00e3o dos objetos e tinham como elementar a nega\u00e7\u00e3o das bases da perspectiva, com o fim de eliminar os referenciais. Esta discuss\u00e3o desenvolveu-se no campo te\u00f3rico das artes entre 1904 a 1912 (influ\u00edram os conceitos de espa\u00e7o e tempo apresentados por Albert Einstein em 1905).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s correntes art\u00edsticas em geral, todas liberaram o objeto das liga\u00e7\u00f5es habituais e o ligaram a outras, porque a pintura renunciou \u00e0 imita\u00e7\u00e3o das coisas e permitiu inventar e construir coisas novas. Todas tinham o escopo de modificar o conceito tradicional de arte enquanto atividade representativa, contraposta ao mundo dos processos t\u00e9cnicos. Neste novo panorama art\u00edstico a arte \u00e9 um dos componentes da arquitetura.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fim da Primeira Guerra Mundial o novo panorama resultante influiu em cada movimento art\u00edstico, como abaixo segue:<\/p>\n<ol>\n<li>Futurismo: na pessoa de Marinetti, convergiu para o comunismo;<\/li>\n<li>Dada\u00edsmo: surgiu em 1916 na Su\u00ed\u00e7a e absorveu todas as experi\u00eancias art\u00edsticas mais destruidoras, surgidas em rea\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra; desse movimento participaram Duchamp, Picabia, Ernst e Ray, al\u00e9m de outros;<\/li>\n<li>Surrealismo: Ernst, Ray e outros migraram em 1924 para este movimento \u2013 suscitado por Breton \u2013 o qual se exauriu durante os anos 30 do s\u00e9culo XX ap\u00f3s uma tentativa frustrada de ingressar no comunismo;<\/li>\n<li>Purismo: de 1915 a 1917 o pintor A. Ozenfant elaborou os princ\u00edpios desse movimento na revista \u00c9lan; posteriormente, encontrou-se com Le Corbusier e ambos publicaram, em 1918, o manifesto do novo movimento, intitulado <em>Apr\u00e9s l\u00ea cubisme<\/em>; a ambos o cubismo recuperou a capacidade de aprender as formas simples e \u201cpuras\u201d, as quais s\u00e3o a fonte prim\u00e1ria das sensa\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas. O purismo prestigiou o cubismo;<\/li>\n<li>Suprematismo: em 1915 o manifesto desse movimento art\u00edstico foi publicado por Mali\u00e9vitch junto com Maiakovski, Larionov e outros escritores revolucion\u00e1rios; queriam abandonar toda a refer\u00eancia imitativa e partir do zero para construir uma nova realidade aut\u00f4noma; em 1926 ele vai \u00e0 BAUHAUS para tratar da publica\u00e7\u00e3o do seu livro <em>Die gegestandlose<\/em>;<\/li>\n<li>Neoplasticismo: foi fundado em 1917 pelos pintores Theo Van Doesburg, P. Mondrian e outros; entre 1913 e 1917 Mondrian elaborou os conceitos fundamentais desse movimento, os quais percorriam o itiner\u00e1rio do cubismo e seguiam \u00e0 abstra\u00e7\u00e3o completa, propondo um m\u00e9todo para tornar sistem\u00e1tica essa opera\u00e7\u00e3o e construir um mundo de formas coerentes e organizadas. Ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial redundou no cubismo ao afirmar que a decomposi\u00e7\u00e3o das formas \u00e9 absorvida pela integridade dos blocos de edifica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Dessas correntes a que mais se destacou para compor a BAUHAUS foi o cubismo.<\/p>\n<p><em>Da BAUHAUS<\/em><\/p>\n<p>Em 1919 surgiu a BAUHAUS na cidade de Weimar, escola de artes e of\u00edcios baseada na <em>Deutscher Werkbund<\/em>, mas com o compromisso de firmar uma identidade est\u00e9tica \u00e0s suas obras e preencher o vazio ent\u00e3o existente na seara art\u00edstica alem\u00e3 do in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Criada por Walter Gropius, resultou da unifica\u00e7\u00e3o da Escola Superior de Belas Artes (<em>S\u00e4chsische Hochschule f\u00fcr Bildende Kunst<\/em>) e da Escola de Arte e Artesanato (<em>S\u00e4chsische Kunstgewerbeschule<\/em>), esta \u00faltima de van de Velde.<\/p>\n<p>A BAUHAUS teve o prop\u00f3sito de unir arte e ind\u00fastria fazendo uso da arquitetura para essa finalidade. A arquitetura foi o instrumento operacional dessa escola germ\u00e2nica para dar azo \u00e0 sua identidade t\u00e9cnica e art\u00edstica.<\/p>\n<p>Na arquitetura a linha de pensamento teve origem nas obras de Peter Behrens, com quem Walter Gropius trabalhou. Mas, diferente daquele mestre, Gropius desenvolveu uma arquitetura mais leve, com mais \u00eanfase ao a\u00e7o e ao vidro desde seu primeiro projeto (a F\u00e1brica Fagus, de 1911). Esta foi a linha est\u00e9tica e arquitet\u00f4nica abra\u00e7ada pela BAUHAUS desde seu surgimento.<\/p>\n<p>Em seu primeiro programa Gropius apresentou as diretrizes da sua did\u00e1tica, com a qual pretendia orientar a mencionada escola:<\/p>\n<ol>\n<li>Leis naturais e da natureza humana;<\/li>\n<li>Pensamento e a\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Exig\u00eancias espirituais e materiais.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Referidas diretrizes deviam ir al\u00e9m dos debates te\u00f3ricos e pretendiam o trabalho em grupo, no qual cada trabalhador devia ter pleno conhecimento do todo. O trabalho art\u00edstico, inclusive as pesquisas, deviam ter finalidade social e econ\u00f4mica, deixando de ser arte pela arte e s\u00ea-la para a sociedade.<\/p>\n<p>Em 1923 Gropius reescreveu sua did\u00e1tica \u00e0 BAUHAUS, entendendo a m\u00e1quina como meio para o esp\u00edrito humano realizar-se na execu\u00e7\u00e3o da obra. A coisa (obra) e sua apar\u00eancia deveriam coexistir em equil\u00edbrio, obtido pela harmonia entre homem, natureza e meio ambiente.<\/p>\n<p>A ele a arte (arquitetura e desenho industrial) devia abastecer a ind\u00fastria e o com\u00e9rcio na qualidade e quantidade adequadas \u00e0 demanda e devia modificar a vida quotidiana atrav\u00e9s da coisa criada e sua apar\u00eancia. Este era o racionalismo de Walter Gropius desde a cria\u00e7\u00e3o da BAUHAUS e que a orientou por todo o per\u00edodo em que existiu.<\/p>\n<p>O racionalismo dele compunha-se das rela\u00e7\u00f5es entre homem e m\u00e1quina, c\u00e9rebro e m\u00e3o, esp\u00edrito e mat\u00e9ria, pensamento e a\u00e7\u00e3o, concentrava-se na arquitetura, no desenho e na ind\u00fastria e era um meio para modificar a vida quotidiana das pessoas.<\/p>\n<p>Em sua forma\u00e7\u00e3o a BAUHAUS recebeu influ\u00eancia dos movimentos art\u00edsticos:<\/p>\n<ol>\n<li>Expressionismo: o desenho apresentava formas acentuadas e com efeito amea\u00e7ador;<\/li>\n<li>Abstracionismo: neste movimento se incluiu o <em>Der Blaue Reiter<\/em> e foi o que mais a desenvolveu em sua primeira fase, quando instalada em Weimar;<\/li>\n<li>Cubismo: foi o movimento de maior influ\u00eancia, fixou a identidade arquitet\u00f4nica n\u00e3o encontrada nos anteriores movimentos art\u00edsticos e permitiu a industrializa\u00e7\u00e3o dos materiais utilizados para as obras arquitet\u00f4nicas. A este movimento art\u00edstico tamb\u00e9m aderiram o purismo e o suprematismo, que o endossaram.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Durante sua exist\u00eancia a BAUHAUS teve tr\u00eas fases de forma\u00e7\u00e3o est\u00e9tica:<\/p>\n<ol>\n<li>Expressionista: quando essa escola surgiu, o expressionismo estava no auge nas artes, mas revelou-se improdutivo \u00e0 arquitetura;<\/li>\n<li>Abstracionista: apesar de ter influ\u00eddo muito na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, te\u00f3rica, n\u00e3o foi suficiente para atribuir \u00e0 mencionada escola a identidade vanguardista que reclamava;<\/li>\n<li>Industrial: esta fase surgiu quando da mudan\u00e7a da escola para Dessau em 1925, onde foi erguido um grande complexo arquitet\u00f4nico. Influenciada pelo cubismo, a BAUHAUS adquiriu a identidade almejada, atribuindo linha pr\u00f3pria de discurso art\u00edstico e arquitet\u00f4nico potencialmente vi\u00e1vel \u00e0 ind\u00fastria e \u00e0s artes.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Em nove foram as elementares da BAUHAUS:<\/p>\n<ol>\n<li>Uso do ferro e vidro: ambos s\u00e3o utilizados para compor paredes de vidro sustentadas por caixilhos de ferro (ou a\u00e7o);<\/li>\n<li>Cantos justapostos: os cantos das paredes de vidro s\u00e3o arrematados pelos pr\u00f3prios caixilhos, dispensando estruturas de alvenaria \u00e0 essa finalidade;<\/li>\n<li>Paredes n\u00e3o portantes: as paredes de ferro e vidro n\u00e3o sustentam o edif\u00edcio; servem de anteparo contra as intemp\u00e9ries da natureza;<\/li>\n<li>Rela\u00e7\u00e3o cheio e vazio: as cortinas \u2013 ou paredes \u2013 de vidro fazem dessa rela\u00e7\u00e3o a ess\u00eancia est\u00e9tica e conceitual, limitando os espa\u00e7os cheios e enfatizar os vazios;<\/li>\n<li>Rela\u00e7\u00e3o interior e exterior: as cortinas de vidro fazem o contato entre o mundo exterior com o interior do edif\u00edcio, aproximando-os e ao mesmo tempo os separando sem criar a ideia de barreira intranspon\u00edvel;<\/li>\n<li>Pilares recuados: para dar espa\u00e7o \u00e0s paredes de vidro os pilares de sustenta\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio foram recuados, posicionados atr\u00e1s delas;<\/li>\n<li>Ambientes convers\u00edveis: os ambientes internos do edif\u00edcio podem ser convertidos em outros, bastando remover paredes e posicion\u00e1-las em outros trechos, na medida do novo espa\u00e7o;<\/li>\n<li>Formas geom\u00e9tricas simples: os edif\u00edcios devem ser concebidos com formas espaciais \u2013 geom\u00e9tricas \u2013 simples, como o cubo, a pir\u00e2mide e o cone, com vistas \u00e0 multiplicidade de pontos de observa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>A concep\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-tempo: esta elementar, muito subjetiva, resulta das anteriores e pretende oferecer ao observador todos os caminhos que o olhar pode ter da obra, em raz\u00e3o do espa\u00e7o que a obra cont\u00e9m e o tempo que ela representa.<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>CONCLUS\u00c3O<\/em><\/p>\n<p>A BAUHAUS surgiu do resultado da experimenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que tiveram os alem\u00e3es desde o final do s\u00e9culo XIX at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de 20 do s\u00e9culo XX, momento em que Walter Gropius viu a import\u00e2ncia da m\u00e1quina \u2013 e da ind\u00fastria \u2013 para solucionar a defasagem tecnol\u00f3gica entre a arquitetura e as transforma\u00e7\u00f5es sociais e tecnol\u00f3gicas que ocorriam na Alemanha.<\/p>\n<p>A Primeira Guerra Mundial serviu para a sociedade entender que a ci\u00eancia e a tecnologia n\u00e3o solucionavam todos os gravames, ainda que servissem \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de muitos benef\u00edcios. A BAUHAUS surgiu ap\u00f3s o final dessa guerra e visava favorecer a sociedade com bens de consumo inovadores, que pudessem ser \u00fateis e modificar para melhor o \u201c<em>modus vivendi<\/em>\u201d das pessoas.<\/p>\n<p>\u00c0 essa finalidade era preciso atribuir uma linha est\u00e9tica e arquitet\u00f4nica e uma linha ideol\u00f3gica \u00e0 BAUHAUS:<\/p>\n<ol>\n<li>em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linha est\u00e9tica e arquitet\u00f4nica, o uso do ferro e vidro para criar paredes de vidro n\u00e3o portantes e que integrassem os ambientes internos aos externos do edif\u00edcio;<\/li>\n<li>em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linha ideol\u00f3gica, o cubismo foi a fonte, pugnando pela decomposi\u00e7\u00e3o das partes e as rearranjando em conformidade com novas ideias. Serviu para justificar o uso da m\u00e1quina, que transformou cada componente do projeto em objeto de produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie, permitiu projetos inovadores, a redu\u00e7\u00e3o dos custos e a constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios para as classes econ\u00f4micas mais baixas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O racionalismo de Walter Gropius sempre pretendeu a arte para a sociedade. Mas, na primeira fase da BAUHAUS (1919), deveria s\u00ea-la com t\u00e9cnicas unificadas de produ\u00e7\u00e3o (diferenciando-se da <em>Deutscher Werkbund<\/em>), enquanto que na segunda fase (1925) deveria s\u00ea-la atrav\u00e9s da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Ele acreditava que a arquitetura e a arte modificavam a sociedade na raz\u00e3o da ideia (inova\u00e7\u00e3o) e do projeto (est\u00e9tica) da coisa ou bem de consumo: n\u00e3o adiantava fazer um objeto bonito; era preciso que tamb\u00e9m inovasse no \u201c<em>modus vivendi<\/em>\u201d das pessoas.<\/p>\n<p>Finalmente, a BAUHAUS \u00e9 a unifica\u00e7\u00e3o das artes porque resultou das experimenta\u00e7\u00f5es anteriores e as unificou. Assemelhou-se \u00e0 <em>Deutscher Werkbund<\/em> porque na primeira fase era ainda artesanal, sem cunho industrial. Ao acolher a ind\u00fastria como instrumento para a finalidade almejada (arte para a sociedade), potencializou a arquitetura e as artes, atribuindo a elas a op\u00e7\u00e3o por melhor qualidade de vida e inova\u00e7\u00e3o no \u201c<em>modus vivendi<\/em>\u201d das pessoas. Nada a mais.<\/p>\n<p>Marcelo Augusto Paiva Pereira.<\/p>\n<p>(o autor \u00e9 aluno de gradua\u00e7\u00e3o da FAUUSP).<\/p>\n<p>FONTES DE PESQUISA<\/p>\n<p>HIST\u00d3RIA DA ARQUITETURA MODERNA. O Movimento Moderno. Leonardo Ben\u00e9volo, Editora Perspectiva, S\u00e3o Paulo, 1976, p. 371 a 402;<\/p>\n<p>ESPA\u00c7O, TEMPO E ARQUITETURA, de S. Gideon, Editora Martins Fontes, S\u00e3o Paulo, 2004, p. 505 a 525;<\/p>\n<p>GRANDE ENCICLOP\u00c9DIA DELTA LAROUSSE, editora Delta S.A., Rio de Janeiro, 1971, volume 1, p. 209;<\/p>\n<p>GRANDE ENCICLOP\u00c9DIA DELTA LAROUSSE, editora Delta S.A., Rio de Janeiro, 1971, volume 7, p.3232 a 3235;<\/p>\n<p>GRANDE ENCICLOP\u00c9DIA DELTA LAROUSSE, editora Delta S.A., Rio de Janeiro, 1971, volume 15, p. 7106.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcelo Augusto Paiva Pereira: &#8216;BAUHAUS: A UNIFICA\u00c7\u00c3O DAS ARTES&#8217;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1324,5358],"class_list":["post-4382","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-bauhaus","tag-marcelo-paiva-pereira"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":31672,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=31672","url_meta":{"origin":4382,"position":0},"title":"Marcelo Augusto Paiva Pereira: &#039;Nazismo nunca mais!&#039;","author":"Marcelo Paiva Pereira","date":"29 de maio de 2020","format":false,"excerpt":"Nazismo nunca mais! 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