{"id":45361,"date":"2021-10-06T12:34:34","date_gmt":"2021-10-06T15:34:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=45361"},"modified":"2021-10-06T12:34:34","modified_gmt":"2021-10-06T15:34:34","slug":"de-angola-jose-bembo-manuel-entrevista-sua-conterranea-a-escritora-contemporanea-lady-book","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=45361","title":{"rendered":"De Angola, Jos\u00e9 Bembo Manuel entrevista sua conterr\u00e2nea, a escritora contempor\u00e2nea Lady Book"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F45361&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F45361&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><h2><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/de-angola-jose-bembo-manuel-entrevista-sua-conterranea-a-escritora-contemporanea-lady-book\/img-20201217-wa0041-1-271x300-1-5\/\" rel=\"attachment wp-att-45362\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45362\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=45362\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/IMG-20201217-WA0041-1-271x300-1.jpg\" data-orig-size=\"271,300\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20201217-WA0041-1-271&amp;#215;300-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/IMG-20201217-WA0041-1-271x300-1.jpg\" class=\"size-medium wp-image-45362 aligncenter\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/IMG-20201217-WA0041-1-271x300-1-271x300.jpg\" alt=\"\" width=\"271\" height=\"300\" \/><\/a><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Lady Book \u00e9 o pseud\u00f4nimo de Erc\u00eddia E. Correia, uma jovem cuja escrita atrai leitores de todas as idades e \u00e9 marcada por uma est\u00e9tica pr\u00f3pria, demarcando-se da escrita-tipo de Angola<\/em><\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Existe todo um leque novo e vers\u00e1til de escritores, que escrevem diferente da grande gera\u00e7\u00e3o dos cl\u00e1ssicos da literatura angolana.<\/p>\n<p><strong>O Jornal Cultural ROL<\/strong>, por meio da sess\u00e3o <strong>Entrevistas ROLianas<\/strong>, traz uma conversa entre o colunista Jos\u00e9 Bembo Manuel e a escritora contempor\u00e2nea angolana<strong> Lady Book<\/strong>, Pseud\u00f3nimo de <strong>Erc\u00eddia Eslovaquia Correia<\/strong>. Cultora de um estilo pr\u00f3prio e \u00fanico entre tantos bons artes\u00e3os das palavras. Suas obras est\u00e3o publicadas em Angola, Brasil e Portugal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45367\" aria-describedby=\"caption-attachment-45367\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/de-angola-jose-bembo-manuel-entrevista-sua-conterranea-a-escritora-contemporanea-lady-book\/fb_img_1633441794775\/\" rel=\"attachment wp-att-45367\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45367\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=45367\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/FB_IMG_1633441794775.jpg\" data-orig-size=\"480,480\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"FB_IMG_1633441794775\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/FB_IMG_1633441794775.jpg\" class=\"wp-image-45367 size-medium\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/FB_IMG_1633441794775-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-45367\" class=\"wp-caption-text\">Lady Book<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Jos\u00e9 Bembo Manuel &#8211; O Jornal ROL agradece por ter aceitado o convite para esta entrevista. Apresente-se aos nossos leitores.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lady Book: <\/strong>Pode ter certeza que o prazer \u00e9 todo meu. Eu sou a Lady Book, uma jovem escritora angolana de 20 e poucos anos.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; Quem \u00e9, afinal, Lady Book e como surgiu o desejo de mergulhar na escrita criativa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>A Lady Book \u00e9 a outra faceta da Erc\u00eddia Correia. \u00c9 a autora das obras \u201cImp\u00e9rio\u201d, \u201cImp\u00e9rio <em>vs<\/em> Irmandade\u201d e o \u201c<em>Fardo de Amar\u201d,<\/em> publicada tamb\u00e9m no Brasil e em Portugal. Ela \u00e9 uma aut\u00eantica sonhadora sempre mergulhada no mundo dos livros. Sou, antes de uma escritora, uma leitora voraz e ler \u00e9, sem d\u00favida, a coisa que eu mais amo fazer na vida. A escrita nasceu do meu desejo de contar as minhas pr\u00f3prias hist\u00f3rias e ser lida, pois sentia que tinha algo a dizer. Na verdade, ainda sinto que tenho muito a dizer. Esse desejo foi cada vez mais alimentado ao ler romances e contar as hist\u00f3rias para outras pessoas, porque sempre fui uma \u00f3ptima contadora de hist\u00f3rias. Fa\u00e7o isso at\u00e9 hoje com o meu marido e com as minhas amigas mais pr\u00f3ximas. Sempre conto-lhes hist\u00f3rias, afinal um escritor \u00e9, em sua ess\u00eancia, um \u00f3ptimo contador de hist\u00f3rias, e isso sempre esteve em mim. Devo aqui precisar que minha m\u00e3e \u00e9 a grande percursora da Erc\u00eddia como leitora e depois da Lady Book como escritora, ela sempre me comprou livros de historietas desde que eu era bem pequenina, sempre me contou hist\u00f3rias e sempre leu para mim antes de dormir quando podia. Cresci sabendo que o sonho dela era ser escritora e ela sempre incentivou isso em mim tamb\u00e9m. \u00c9 seguro dizer que esse \u00e9 o sonho dela tornado realidade atrav\u00e9s de mim, embora tamb\u00e9m seja o meu sonho.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; Sabemos que vive em Cuba, onde foi para continuar os estudos em Medicina. Como se d\u00e1 o processo cria\u00e7\u00e3o dos teus textos dado o distanciamento da realidade que escreve? O que te inspira a escrever?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Tudo me inspira a escrever. Absolutamente, qualquer coisa tem o potencial de provocar em mim o nascimento de uma hist\u00f3ria. Vou descartando as ideias e eliminando esses pensamentos ao longo do tempo e hoje lido melhor com isso. Antigamente, tinha sempre v\u00e1rios ficheiros <em>words<\/em> de peda\u00e7os de hist\u00f3rias. Quanto \u00e0 primeira pergunta, tem sido um desafio, eu n\u00e3o vou mentir, os meus livros todos se situam em Luanda, especificamente nos bairros onde j\u00e1 vivi ou passei algum tempo e sempre tenho que lembrar a localiza\u00e7\u00e3o de tal bairro ou como est\u00e1 actualmente. Na escrita do original \u201cLivremente amamos\u201d \u2013 sem data prevista ainda para um lan\u00e7amento \u2013 eu precisei perguntar para os meus colegas sobre rotas para chegar at\u00e9 \u00e0 cl\u00ednica \u2018Endiama\u2019, na Ilha de Luanda (risos).<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; No que se parecem a autora e a Erc\u00eddia, personagem e narradora da narrativa \u201cImp\u00e9rio\u201d?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Elas s\u00e3o muito sonhadoras. No momento da escrita do \u201cImp\u00e9rio\u201d, ambas eram estudantes do curso de enfermagem. S\u00e3o tamb\u00e9m muito simp\u00e1ticas e possuem muitas amigas. As duas amam muito. A Erc\u00eddia, como personagem do livro, \u00e9 um peda\u00e7o muito grande de mim.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; Que escritores influenciaram o teu processo art\u00edstico e como se deu essa influ\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; Pepetela<\/strong> \u00e9 quem, sem d\u00favida, inspirou mais a minha vida liter\u00e1ria. \u00c9 tamb\u00e9m o meu escritor favorito. Sempre aprendo muito nos livros dele. O primeiro livro de fic\u00e7\u00e3o para adultos que li foi \u201cAs Aventuras de Ngunga\u201d, e o meu livro favorito no mundo inteiro \u00e9 o seu romance \u201cLueji, o Nascimento de um Imp\u00e9rio\u201d. Com Pepetela, aprendi a n\u00e3o ter medo de contar hist\u00f3rias dif\u00edceis e pesadas, como fiz no \u201cFardo de Amar\u201d e a n\u00e3o ter medo de dizer o que eu quero. Ambos brincamos muito com os nomes dos nossos personagens e acho que copiei isso dele. Embora nosso estilo de escrita seja bem diferente. Ele \u00e9 mais do tipo que narra e conta um romance ao mesmo tempo na narrativa, desobedecendo a regra de nunca contar romances. E ele o faz na perfei\u00e7\u00e3o, com um equil\u00edbrio que mais ningu\u00e9m consegue. Eu n\u00e3o consigo fazer aquilo. (Risos). Eu narro romances, mas admiro muito o trabalho dele. Ele \u00e9 um mestre para mim. Pedro Chagas Freitas tamb\u00e9m me inspirou. Os textos dele s\u00e3o muito emotivos, dolorosos e lindos. Sempre escreve sobre as emo\u00e7\u00f5es humanas e eu tamb\u00e9m. Temos isso em comum, embora eu considere que ainda n\u00e3o atingi a beleza que ele consegue aportar nos seus textos. Dorothy Koomson tamb\u00e9m me inspira muito. Tenho quase todos os livros da autora e ela me ensina a escrever com os p\u00e9s no ch\u00e3o, posso fantasiar muito no \u201cImp\u00e9rio\u201d porque esse \u00e9 o rumo da saga, mas tamb\u00e9m passo sempre por panoramas e comportamentos reais angolanos. Noutros livros abordo quest\u00f5es mais s\u00e9rias e sempre causas sociais. Isso aprendi nos livros na Dorothy. Ela \u00e9 o amor da minha vida liter\u00e1ria. Tamb\u00e9m amo o Paulo Coelho, os livros dele sempre me causam muitas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; O processo ficcional de Angola est\u00e1 assente fundamentalmente na hist\u00f3ria tal como a de Pepetela. O que levou Lady Book a afastar-se dessa tend\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Acho que foi a influ\u00eancia de autores estrangeiros que eu comecei a ler desde muito pequena. Li muito Paulo Coelho, Emma Wildes, Dorothy, Sarah J. Maas, Lisa Keypas, Veronica Rooth, entre outros que escrevem diversos subg\u00e9neros como fantasia, romance hist\u00f3rico e at\u00e9 romances biogr\u00e1ficos. Isso foi moldando o meu modo de narrar. Quando dei por mim, o meu estilo foi completamente diferente do de Pepetela e, consequentemente, do estilo angolano que \u00e9 mais o \u2018contar\u2019 do que \u2018narrar\u2019. Eu sinto orgulho do meu estilo diferente, gosto dele. Gosto de saber que marco a diferen\u00e7a e que, no futuro, outras pessoas v\u00e3o inspirar-se em mim tamb\u00e9m para criar novos estilos. Penso que come\u00e7a uma nova gera\u00e7\u00e3o a partir de mim e tenho orgulho nisso.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; Houve uma tentativa de descrever a fragmenta\u00e7\u00e3o de Angola e dos angolanos na constru\u00e7\u00e3o das obras \u201c<em>Imp\u00e9rio\u201d<\/em> e \u201c<em>Imp\u00e9rio vs Irmandade\u201d<\/em>?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>No princ\u00edpio n\u00e3o foi propositado, mas como \u00e9 algo muito frequente em Angola, quase todos os angolanos s\u00e3o oriundos de fam\u00edlias fragmentadas e t\u00eam amigos e primos que v\u00eam de fam\u00edlias fragmentadas. Acho que n\u00f3s vivemos numa sociedade que \u00e9 por si s\u00f3 fragmentada. Isso \u00e9 onde n\u00f3s vivemos e chega a ser quem n\u00f3s somos. A evid\u00eancia de jovens que t\u00eam fam\u00edlias fragmentadas e que se envolvem no mundo do crime como consequ\u00eancia disso, quer pela busca de alimenta\u00e7\u00e3o, meios de sobreviv\u00eancia e as vezes at\u00e9 mesmo busca de seguran\u00e7a, quer pela press\u00e3o de grupo, como \u00e9 o caso da personagem Renata no \u201cImp\u00e9rio\u201d, \u00e9 muito real e presente em Angola, principalmente na capital &#8211; Luanda. Acho que os dois livros foram uma chamada de aten\u00e7\u00e3o sobre algo que \u00e9 ignorado ainda por v\u00e1rios pais. Muitos deles perdem o controlo dos filhos e depois preferem n\u00e3o se envolver, h\u00e1 pais que chegam a ser coniventes s\u00f3 para ter paz ou o m\u00ednimo de rela\u00e7\u00e3o poss\u00edvel com esse filho. Para n\u00e3o citar aqui aqueles pais ou aquelas fam\u00edlias cuja vida criminal do filho \u00e9 mais uma fonte de renda em casa. E tal como a viol\u00eancia gera viol\u00eancia, filhos que v\u00eam de fam\u00edlias fragmentadas tendem a formar fam\u00edlias fragmentadas e \u00e9 um ciclo vicioso.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/de-angola-jose-bembo-manuel-entrevista-sua-conterranea-a-escritora-contemporanea-lady-book\/41298638_241058336603127_4373629630616174592_n\/\" rel=\"attachment wp-att-45365\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45365\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=45365\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/41298638_241058336603127_4373629630616174592_n.jpg\" data-orig-size=\"624,624\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"41298638_241058336603127_4373629630616174592_n\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/41298638_241058336603127_4373629630616174592_n.jpg\" class=\"size-medium wp-image-45365 alignright\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/41298638_241058336603127_4373629630616174592_n-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a>JBM &#8211; No livro \u201c<em>Imp\u00e9rio<\/em> <em>vs Irmandade\u201d,<\/em> vemos a ascens\u00e3o dos protagonistas e personagens secund\u00e1rios ao n\u00edvel de narrador. Trata-se de uma estrat\u00e9gia narrativa que procura dar voz e vez a personagens marginalizadas por um sistema pol\u00edtico, que privilegia a elite?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>\u00c9 poss\u00edvel. A hist\u00f3ria do \u201cImp\u00e9rio <em>vs<\/em> Irmandade\u201d saiu de forma muito espont\u00e2nea de mim. Talvez fosse um grito de pedido de socorro. A nossa sociedade, ainda que por anos ningu\u00e9m tenha notado e agora est\u00e1 evidente demais, \u00e9 como qualquer outra em que existe um grupo pequeno muito poderoso e o resto est\u00e1 totalmente \u00e0 merc\u00ea e sem poderio algum. Ent\u00e3o eu disse basta \u00e0 ascens\u00e3o de personagens como a Cef e como o M\u00e1rcio que, de outra maneira, teriam ficado sempre \u00e0s sombras de personagens principais e privilegiadas como o V.J e o Carlos. Foi um acto de insurg\u00eancia para dizer que j\u00e1 \u00e9 a hora dos angolanos se empoderarem por si mesmos.<\/p>\n<p>Sobre poucos escritores angolanos ou quase nenhum antes de mim ter v\u00e1rios narradores em um \u00fanico livro, para a mesma hist\u00f3ria, n\u00e3o \u00e9 nosso costume escrever assim. \u00c9 mais uma forma de iniciar outro padr\u00e3o de escrita.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; A viol\u00eancia, o erotismo e o feminismo s\u00e3o temas que atravessam as tr\u00eas obras. Encontrou nisso a melhor forma para conquistar o teu espa\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Com certeza, eu queria marcar um lugar. Ainda quero. Quero ser conhecida como a melhor romancista er\u00f3tica angolana. \u00c9 um t\u00edtulo que espero conquistar. Fomos poucas que falamos abertamente sobre sexo no nosso trabalho, temos a Bel Neto e outras poetisas da casa <em>Yossu<\/em> e a Sandra Mateus que escreve contos er\u00f3ticos tamb\u00e9m. Mas romancista, que eu saiba, s\u00f3 tem eu. E a minha forma de escrever \u00e9 muito peculiar e diferente no nosso mercado. \u00c9 o meu lugar e quero mant\u00ea-lo e, quem sabe, inspirar outras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; A viol\u00eancia, nos \u2018\u2018<em>Imp\u00e9rios\u2019\u2019<\/em>, tem alguma influ\u00eancia do real. A caracteriza\u00e7\u00e3o da personagem-narradora Erc\u00eddia \u00e9 um exemplo disso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Eu acho que a maioria dos angolanos podem afirmar que j\u00e1 viveram ou presenciaram a viol\u00eancia nos seus bairros. Infelizmente a seguran\u00e7a pessoal n\u00e3o \u00e9 algo do qual os angolanos podem se vangloriar. N\u00f3s ainda n\u00e3o chegamos nesse ponto, nem vamos chegar t\u00e3o cedo. Eu j\u00e1 vivi em bairros violentos, j\u00e1 presenciei muitos assaltos, j\u00e1 fui roubada e j\u00e1 fui assaltada, ent\u00e3o \u00e9 seguro dizer que a viol\u00eancia nos \u201cImp\u00e9rios\u201d tem seu fundo de realidade. Tal e qual a caracteriza\u00e7\u00e3o da personagem Erc\u00eddia. A Erc\u00eddia \u201cpersonagem\u201d tem l\u00e1 sua quota parte de caracter\u00edsticas da Erc\u00eddia criadora da saga.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/de-angola-jose-bembo-manuel-entrevista-sua-conterranea-a-escritora-contemporanea-lady-book\/57b78c77-c81e-4728-a1c1-a27549669edb\/\" rel=\"attachment wp-att-45366\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45366\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=45366\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/57b78c77-c81e-4728-a1c1-a27549669edb.jpg\" data-orig-size=\"400,628\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"57b78c77-c81e-4728-a1c1-a27549669edb\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/57b78c77-c81e-4728-a1c1-a27549669edb.jpg\" class=\" wp-image-45366 alignleft\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/57b78c77-c81e-4728-a1c1-a27549669edb-191x300.jpg\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"336\" \/><\/a>JBM &#8211; A viol\u00eancia dom\u00e9stica, tema central do \u201c<em>Fardo de Amar\u201d<\/em>, est\u00e1 presente em v\u00e1rias fam\u00edlias. Alguma raz\u00e3o especial para selec\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os ficcionais (Angola, Brasil e Portugal)?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Eu n\u00e3o poderia falar sobre a viol\u00eancia dom\u00e9stica sem mencionar as experi\u00eancias que j\u00e1 presenciei em Angola, no meu bairro, na minha fam\u00edlia. \u00c9 uma caracter\u00edstica da nossa sociedade. \u00c9 um h\u00e1bito cultural. Ao rejeitar essa forma de viv\u00eancia e esse h\u00e1bito nasceu o \u201cFardo de Amar\u201d. Ao longo das pesquisas e de todo o material que eu tive acesso, que inspirou e segmentou o Fardo, o Brasil esteve sempre muito presente e de forma muito negativa. O Brasil bate-nos em quantidade e em qualidade quando se fala nas caracter\u00edsticas do crime contra as mulheres. Eu precisava falar sobre isso. Unir de alguma forma esses dois povos que t\u00eam tanto em comum &#8211; o mesmo colonizador, parte da cultura partilhada, o mesmo envolvimento no tr\u00e1fico de escravos e esse mesmo costume de marginalizar as mulheres. Poder-se-ia dizer que o Brasil e Angola s\u00e3o irm\u00e3os de tantas coisas em comum que temos. (risos). J\u00e1 na escolha de Portugal, eu n\u00e3o sei muito sobre a viol\u00eancia dom\u00e9stica l\u00e1, eu s\u00f3 posso assumir que as mulheres europeias s\u00e3o mais emancipadas que as angolanas e melhor conhecedoras dos seu valor e direitos. O real motivo foi mais porque o Fardo seria publicado primeiro em Portugal e depois em Angola. Queria, de alguma forma, envolver tamb\u00e9m os portugueses na trama e cativar os leitores de l\u00e1, assim nasceu o elo Angola-Brasil-Portugal.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; No segundo mil\u00e9nio, muitos escritores jovens d\u00e3o-se a conhecer no mercado liter\u00e1rio. Como Lady Book avalia a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria contempor\u00e2nea e o mercado liter\u00e1rio angolano?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>O mercado angolano teve um grande crescimento nos \u00faltimos anos. Mesmo n\u00e3o estando no pa\u00eds, eu sempre acompanho. Esse salto de poucos ou quase nenhum escritor jovem e adolescente para uma grande comunidade, que se apoia e se motiva, s\u00f3 pode me deixar muito feliz e motivada tamb\u00e9m. Saber que eu fa\u00e7o parte de uma gera\u00e7\u00e3o jovem, madura e fresca \u00e9 um grande regozijo. A produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria n\u00e3o cresceu s\u00f3 em quantidade, mas em qualidade tamb\u00e9m. Existe todo um leque novo e vers\u00e1til de escritores que escreve diferente da grande gera\u00e7\u00e3o dos cl\u00e1ssicos da literatura angolana, experimentando novos estilos e formas de escrita, existem novas editoras cujos editores s\u00e3o escritores jovens tamb\u00e9m. S\u00f3 posso dizer que estou ansiosa para continuar a produzir e fazer parte desse movimento renascentista.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; Que avalia\u00e7\u00e3o faz da pol\u00edtica do livro em Angola?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Eu acho toda a ind\u00fastria do livro ainda muito prec\u00e1ria. Ali\u00e1s, a \u00fanica ind\u00fastria art\u00edstica em Angola que funciona com efectividade, onde h\u00e1 entidades e empresas que se preocupam e patrocinam a arte e os artistas \u00e9 s\u00f3 a m\u00fasica e se desenvolveram gra\u00e7as ao trabalho \u00e1rduo de indiv\u00edduos, que acreditam no seu trabalho e no seu sonho. O Minist\u00e9rio da Cultura tem os escritores totalmente abandonados, alguns supermercados n\u00e3o aceitam vender os livros de escritores angolanos, apenas de estrangeiros. H\u00e1 poucos eventos s\u00f3 para livros, as televis\u00f5es e r\u00e1dios t\u00eam poucos programas s\u00f3 para a literatura. Acho que foi nesse \u00faltimo trimestre que surgiram mais 2 ou 3 programas. Os programas de entretenimento raramente entrevistam escritores por mais de 10 ou 15 minutos. As Editoras que fazem a publica\u00e7\u00e3o tradicional s\u00e3o muito inacess\u00edveis e as editoras acess\u00edveis s\u00f3 fazem publica\u00e7\u00e3o independente e nem todos os escritores jovens podem pagar uma edi\u00e7\u00e3o completa e para piorar as gr\u00e1ficas cobram por unidade. N\u00e3o h\u00e1 sequer um mercado liter\u00e1rio nas outras prov\u00edncias. Em algumas, a distribui\u00e7\u00e3o e venda ainda \u00e9 muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p>S\u00e3o todas essas pol\u00edticas que dificultam o nascimento de mais autores. Ainda h\u00e1 muito preconceito acerca do trabalho de escritores angolanos jovens. At\u00e9 eu, com tr\u00eas livros publicados ainda passo por isso.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; Como avalia o r\u00e1cio (rela\u00e7\u00e3o) produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria <em>vs<\/em> leitor em Angola?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Primeiro eu tenho que dizer que a rela\u00e7\u00e3o entre o n\u00famero de leitores fixos comparado com a popula\u00e7\u00e3o geral do pa\u00eds, ainda \u00e9 muito desproporcional. N\u00f3s poder\u00edamos ser mais e melhores leitores se os livros fossem mais acess\u00edveis e a \u00fanica forma de fazer isso \u00e9 tornar a produ\u00e7\u00e3o de livros mais acess\u00edvel e at\u00e9 p\u00fablica. Deveria ser gratuito publicar um livro ou pelo menos deveria haver mais empres\u00e1rios dispostos a patrocinar esse mercado. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria art\u00edstica <em>versus<\/em> leitor, eu acho que n\u00f3s ainda podemos criar mais, ainda temos muitos estilos n\u00e3o explorados ou mal explorados no mercado. N\u00f3s n\u00e3o chegamos aos 30% da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria brasileira, nem vou dizer Portugal ou o gigante americano. H\u00e1 leitores para todos os gostos e prefer\u00eancias, mas para isso \u00e9 preciso que sempre haja algu\u00e9m, criando e fornecendo conte\u00fados.<\/p>\n<p><b>JBM &#8211; Que conselhos deixa para quem quer se estrear\u00a0no mercado liter\u00e1rio? <\/b><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Que n\u00e3o se acomode. O mercado est\u00e1 a\u00ed de m\u00e3os abertas e todos os leitores esperamos por mais material de consumo. \u00c9 preciso criar e criar e criar cada vez mais. Embora o mercado liter\u00e1rio seja, por sua vez, ainda muito desafiador, \u00e9 poss\u00edvel com o trabalho \u00e1rduo e grande perseveran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; Os leitores do \u201cImp\u00e9rio\u201d e \u201cImp\u00e9rio<em> vs <\/em>Irmandade\u201d cobram o terceiro volume da narrativa. Para quando as pr\u00f3ximas obras?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Eles j\u00e1 podem ficar mais descansados e deixarem de me cobrar. Os \u201cImp\u00e9rio 3\u201d e talvez o \u201c4\u201d v\u00e3o sair em 2022. E isso \u00e9 uma certeza.<\/p>\n<p><strong>JBM &#8211; O Jornal ROL agradece pela entrevista concedida.<\/strong><\/p>\n<p><strong>LB &#8211; <\/strong>Eu \u00e9 que agrade\u00e7o. O prazer foi todo meu.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lady Book \u00e9 o pseud\u00f4nimo de Erc\u00eddia E. 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