{"id":47966,"date":"2022-01-18T11:21:43","date_gmt":"2022-01-18T13:21:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=47966"},"modified":"2022-01-18T11:21:43","modified_gmt":"2022-01-18T13:21:43","slug":"bruna-rosalem-psicanalise-e-cotidiano-no-coracao-da-loucura-o-olhar-humanizado-de-nise-da-silveira-para-o-tratamento-dos-loucos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=47966","title":{"rendered":"Bruna Rosalem: Psican\u00e1lise e Cotidiano &#8211; &#039;No cora\u00e7\u00e3o da loucura: o olhar humanizado de Nise da Silveira para o tratamento dos loucos&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F47966&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F47966&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_47120\" aria-describedby=\"caption-attachment-47120\" style=\"width: 111px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/marcus-hemerly-entrevista-a-psicanalista-bruna-rosalem-sobre-o-tema-saude-mental-em-tempos-pre-e-pos-pandemia\/whatsapp-image-2021-11-13-at-14-33-29\/\" rel=\"attachment wp-att-47120\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"47120\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=47120\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/WhatsApp-Image-2021-11-13-at-14.33.29.jpeg\" data-orig-size=\"734,1304\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp Image 2021-11-13 at 14.33.29\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/WhatsApp-Image-2021-11-13-at-14.33.29.jpeg\" class=\" wp-image-47120\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/WhatsApp-Image-2021-11-13-at-14.33.29-169x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"111\" height=\"197\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-47120\" class=\"wp-caption-text\">Bruna Rosalem<\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Psican\u00e1lise e Cotidiano<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>No cora\u00e7\u00e3o da loucura: o olhar humanizado de Nise da Silveira para o tratamento dos loucos<\/strong><\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>&#8220;N\u00e3o se cura al\u00e9m da conta. Gente curada demais \u00e9 gente chata.<\/em><\/p>\n<p><em>Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido:<\/em><\/p>\n<p><em>vivam a imagina\u00e7\u00e3o, pois ela \u00e9 a nossa realidade mais profunda.<\/em><\/p>\n<p><em>Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>(<strong>Nise da Silveira)<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/bruna-rosalem-psicanalise-e-cotidiano-no-coracao-da-loucura-o-olhar-humanizado-de-nise-da-silveira-para-o-tratamento-dos-loucos\/loucuraaa\/\" rel=\"attachment wp-att-47967\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-47967 alignleft\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/loucuraaa-300x228.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"228\" \/><\/a>Antes da dor, do sofrimento, do semblante melanc\u00f3lico, da apatia, do comportamento compulsivo, dos tiques, das falas desconexas, do andar apressado para lugar nenhum, da agressividade, do riso descontrolado, das s\u00fabitas crises de choro, da automutila\u00e7\u00e3o ou de um entusiasmo inexplic\u00e1vel\u2026 tudo isso e para al\u00e9m disso, h\u00e1 o corpo, o sujeito, a vida.<\/p>\n<p>Antes de focar o olhar nos sintomas, claramente aparentes do estado psic\u00f3tico, h\u00e1 sempre que se considerar que ali, por tr\u00e1s de todas aquelas manifesta\u00e7\u00f5es, habita um ser humano que grita por socorro, ref\u00e9m de sua pr\u00f3pria loucura.<\/p>\n<p>E \u00e9 nesse ponto que o filme\u00a0<em>Nise: o cora\u00e7\u00e3o da loucura<\/em>\u00a0quer nos mostrar: que mesmo aquelas pessoas que est\u00e3o internadas no hospital psiqui\u00e1trico (algumas at\u00e9 h\u00e1 anos) n\u00e3o deixaram de ser seres humanos, pessoas que t\u00eam suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias de vida, que pensam e que s\u00e3o capazes de produzir dentro de seu pr\u00f3prio universo, seja ele conflitante e incoerente.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado em 2015, o filme conta a trajet\u00f3ria de Nise da Silveira, m\u00e9dica psiquiatra que em 1944 foi trabalhar no Hospital Engenho de Dentro na cidade do Rio de Janeiro. Na \u00e9poca, ela se recusou a utilizar os m\u00e9todos de tratamento que eram oferecidos aos pacientes como eletroconvulsoterapia, camisa de for\u00e7a e isolamento. Com a recusa de Nise em utilizar tais m\u00e9todos, os m\u00e9dicos a enviaram para o setor de Terapia Ocupacional, como uma forma de desprezo e puni\u00e7\u00e3o. Essa ala do hospital se encontrava em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, suja, sem equipamentos, abarrotada de entulhos, totalmente esquecida pelos administradores do hospital. Vendo a situa\u00e7\u00e3o, Nise tratou logo de arrega\u00e7ar as mangas e modificar a realidade daquele lugar.<\/p>\n<p>A transfer\u00eancia para este setor foi fundamental para a revolu\u00e7\u00e3o que Nise provocaria na psiquiatria: ela implementou, junto com o psiquiatra F\u00e1bio Sodr\u00e9, a Terapia Ocupacional como participante do tratamento psiqui\u00e1trico. At\u00e9 ent\u00e3o os tratamentos oferecidos e defendidos veemente pela sociedade m\u00e9dica eram a eletroconvulsoterapia e a lobotomia, ditos como extremamente eficazes para curar a loucura. Diga-se de passagem, tornava os pacientes let\u00e1rgicos e ap\u00e1ticos do contato com a realidade interna e externa, como se seus c\u00e9rebros e toda a sua afetividade fossem desligados.<\/p>\n<p>Historicamente, o ramo da Psiquiatria lida com a preven\u00e7\u00e3o, atendimento, diagn\u00f3stico, tratamento e reabilita\u00e7\u00e3o das diferentes formas de sofrimento mental, sejam elas de cunho org\u00e2nico ou funcional, com manifesta\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas severas. S\u00e3o exemplos dessas enfermidades a depress\u00e3o, o transtorno bipolar, a esquizofrenia, a dem\u00eancia e os transtornos de ansiedade. O objetivo principal do m\u00e9dico psiquiatra \u00e9 aliviar o sofrimento e garantir o bem estar ps\u00edquico. Ele faz o diagn\u00f3stico da pessoa baseado em informa\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, psicol\u00f3gicas e familiares, tamb\u00e9m utiliza testes psicol\u00f3gicos, neurol\u00f3gicos, neuropsicol\u00f3gicos, resson\u00e2ncias, exames f\u00edsicos e laboratoriais. Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o, o tratamento pode ser medicamentoso ou terap\u00eautico, como a psicoterapia, pr\u00e1tica mais utilizada no tratamento. Nesse aspecto, muitos psiquiatras t\u00eam estabelecido parcerias importantes com os psicanalistas para o tratamento terap\u00eautico.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os psiqui\u00e1tricos podem oferecer tratamento ambulatorial ou internamento, este \u00faltimo, quando o paciente oferece risco para si e para os outros. No entanto, a reforma psiqui\u00e1trica no Brasil pretende cada vez mais modificar o sistema de tratamento cl\u00ednico da doen\u00e7a mental, eliminando gradativamente o modelo de interna\u00e7\u00e3o como forma de exclus\u00e3o social. Este modelo seria substitu\u00eddo por uma rede de servi\u00e7os territoriais de aten\u00e7\u00e3o psicossocial. S\u00e3o exemplos, as casas terap\u00eauticas, centros de conviv\u00eancia e cultura assistidos, cooperativas de trabalho protegido e oficinas de renda, visando a integra\u00e7\u00e3o da pessoa com transtornos mentais \u00e0 sociedade e \u00e0 fam\u00edlia. Ou seja, a modifica\u00e7\u00e3o do sistema de tratamento cl\u00ednico prev\u00ea uma perspectiva mais humana e multidisciplinar, envolvendo o diagn\u00f3stico cient\u00edfico e as psicoterapias diversas.<\/p>\n<p>Os pacientes retratados no filme sofriam de esquizofrenia grave. S\u00e3o quadros patol\u00f3gicos extremamente variados, \u00e9 chamado tamb\u00e9m de psicoses de dissocia\u00e7\u00e3o. S\u00e3o transtornos de personalidade que n\u00e3o t\u00eam causas puramente anatomopatol\u00f3gicas ou somente ps\u00edquicas. Por isso, os fen\u00f4menos manifestados pelos pacientes devem ser entendidos enquanto tens\u00f5es emocionais. \u00c9 importante observar a etiologia das esquizofrenias, os conflitos como isolamento social, experi\u00eancias familiares de abandono, fanatismo religioso, enfrentamentos \u00e9tnico-morais-religiosos, al\u00e9m da predisposi\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria. Algumas sintomatologias dessa psicose s\u00e3o poss\u00edveis notar no filme como as altera\u00e7\u00f5es de afetividade, falta ou escassez de contatos afetivos, la\u00e7os sociais, como se vivessem em um mundo particular, num mundo de sonhos. Outras como altera\u00e7\u00f5es de pensamento: incoer\u00eancia, acelera\u00e7\u00e3o do curso do pensamento, linguajar impreciso e prolixo; altera\u00e7\u00f5es de personalidade: autismo, dupla orienta\u00e7\u00e3o; sintomas catat\u00f4nicos: estado de rigidez, n\u00e3o responde aos est\u00edmulos, e o contr\u00e1rio, agita\u00e7\u00e3o, movimentos desordenados; impulsos repentinos e atos compulsivos, estereotipias.<\/p>\n<p>Em meio a diversidade que havia no setor hospitalar de Terapia Ocupacional, Nise foi al\u00e9m do olhar puramente t\u00e9cnico e cientifico com aqueles pacientes (ou \u201cclientes\u201d, como ela gostava que eles fossem chamados). Ela os enxergou enquanto pessoas que se encontravam ali por determinadas raz\u00f5es. Nise percebeu que as artes pl\u00e1sticas eram o canal de comunica\u00e7\u00e3o com os pacientes esquizofr\u00eanicos que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o se comunicavam verbalmente. As obras produzidas por eles davam \u201cvoz\u201d aos conflitos internos que viviam.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do efeito terap\u00eautico, as artes pl\u00e1sticas possibilitaram que os \u201cclientes\u201d se tornassem verdadeiros artistas. A produ\u00e7\u00e3o do ateli\u00ea do Setor de Terapia Ocupacional j\u00e1 tinha despertado a aten\u00e7\u00e3o de pesquisadores de sa\u00fade mental e m\u00e9dicos, contudo cr\u00edticos de arte tamb\u00e9m viram naqueles trabalhos obras art\u00edsticas dignas de exposi\u00e7\u00e3o. Foram organizadas duas exposi\u00e7\u00f5es internacionais e, em 1952, foi inaugurado o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A terapia atrav\u00e9s da express\u00e3o da arte fez com que as imagens inconscientes tomassem forma e \u201csa\u00edssem\u201d do mundo interno dos enfermos para o mundo externo onde todas as pessoas pudessem apreciar sem a pretens\u00e3o de compreender o que de fato viam, afinal, o que \u00e9 a arte sen\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es do material reprimido, por assim dizer. E ao externalizar esse conte\u00fado por meio de pinceladas, esculturas, desenhos, acabam funcionando como pequenas (por\u00e9m significativas) catarses. Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a de c\u00e3es que conviviam em harmonia entre os pacientes ajudou gradativamente no desenvolvimento da afetividade. Com todas essas pr\u00e1ticas, os pacientes realmente obtiveram melhoras em sua sa\u00fade mental, refletindo em suas rela\u00e7\u00f5es intra e interpessoais.<\/p>\n<p>Ao dar vida ao ambiente hostil que os internados viviam, Nise constatou que o mundo interno do esquizofr\u00eanico, considerado inating\u00edvel at\u00e9 ent\u00e3o, poderia ser acessado, revelando as emo\u00e7\u00f5es desses pacientes por meio de suas produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. Ela afirmava que o hospital colaborava com a doen\u00e7a e acreditava que caberia \u00e0 terap\u00eautica ocupacional parte importante na mudan\u00e7a desse ambiente.<\/p>\n<p>Nise tinha um apetite voraz para os livros e um interesse especial pela obra do psiquiatra su\u00ed\u00e7o Carl Gustav Jung (grande amigo de Freud por um certo per\u00edodo). O filme mostra quando ela escreveu uma carta para ele pedindo ajuda para interpretar as mandalas que os pacientes desenhavam. Em resposta \u00e0 sua carta, ela constatou o que Jung afirmava: se para o neur\u00f3tico \u2013 o que seria todos n\u00f3s, segundo Freud \u2013 o tratamento \u00e9 por meio da palavra, ou seja, a psican\u00e1lise, para o esquizofr\u00eanico, segundo Jung, a palavra n\u00e3o d\u00e1 conta. Para esse paciente, o tratamento deveria ser pela imagem.<\/p>\n<p>Para Nise, a experi\u00eancia em manic\u00f4mios mostrou que havia uma confus\u00e3o entre hospital psiqui\u00e1trico e c\u00e1rcere privado, onde os pacientes eram tratados como presos. Avessa a essa abordagem desde o come\u00e7o e defensora de um olhar humanista, Nise apontou falhas na psiquiatria, contestou pr\u00e1ticas e demonstrou solu\u00e7\u00f5es mais human\u00edsticas e criativas, dando novos rumos e sentidos aos tratamentos psiqui\u00e1tricos e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre psiquiatras e pacientes. Em seus 94 anos de vida, a alagoana publicou dez livros e escreveu uma s\u00e9rie de artigos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>O filme \u00e9 uma grande refer\u00eancia para o entendimento n\u00e3o s\u00f3 da esquizofrenia, como tamb\u00e9m da import\u00e2ncia de se haver tratamentos psicoterap\u00eauticos que resgatem o potencial humano camuflado pela doen\u00e7a e de que \u00e9 poss\u00edvel recuperar doentes mentais e inseri-los de volta \u00e0 sociedade e ao conv\u00edvio familiar.<\/p>\n<p>Antes de pensarmos numa sociedade em que todos pare\u00e7am normais, vale refletir nas palavras de Nise quando diz sobre se ter uma loucura necess\u00e1ria para viver:\u00a0<em>N\u00e3o se cura al\u00e9m da conta. Gente curada demais \u00e9 gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: vivam a imagina\u00e7\u00e3o, pois ela \u00e9 a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bruna Rosalem<\/strong><\/p>\n<p>Psicanalista Cl\u00ednica<\/p>\n<p>@psicanalistabrunarosalem<\/p>\n<p>www.psicanaliseecotidiano.com.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Psican\u00e1lise e Cotidiano No cora\u00e7\u00e3o da loucura: o olhar humanizado de Nise da Silveira para o tratamento dos loucos<\/p>\n","protected":false},"author":51,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1094,1490,5191,6028],"class_list":["post-47966","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-artigo","tag-bruna-rosalem","tag-loucura","tag-nise-da-silveira"],"aioseo_notices":[],"views":654,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":48328,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=48328","url_meta":{"origin":47966,"position":0},"title":"Exposi\u00e7\u00e3o &#039;Nise da Silveira &#8211; 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