{"id":49202,"date":"2022-03-21T15:32:48","date_gmt":"2022-03-21T18:32:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=49202"},"modified":"2022-03-21T15:32:48","modified_gmt":"2022-03-21T18:32:48","slug":"maze-oliver-o-cipo-encantado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=49202","title":{"rendered":"Maze Oliver: &#039;O cip\u00f3 encantado&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F49202&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F49202&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_48728\" aria-describedby=\"caption-attachment-48728\" style=\"width: 127px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG-20210217-WA0022-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48728\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=48728\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG-20210217-WA0022-1.jpg\" data-orig-size=\"815,1221\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20210217-WA0022 (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Maze Oliver&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG-20210217-WA0022-1.jpg\" class=\" wp-image-48728\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG-20210217-WA0022-1-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"127\" height=\"191\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-48728\" class=\"wp-caption-text\">Maze Oliver<\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>O cip\u00f3 encantado<\/strong><\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Raimundo Coleta um acreano alto e bem apresentado, seringueiro que acordava sempre com o canto do galo, como era comum ao seringueiro-mateiro que morava no Acre l\u00e1 pelos prim\u00f3rdios de 1954. Depois de lavar a cara no jirau, aprontou o <em>quebra-jejum<\/em>: p\u00e3o de arroz com caf\u00e9 e farofa de Jab\u00e1; depois de comer, colocou o que sobrou numa lata de leite seca e <em>ajumentou<\/em> para a estrada de seringa. No peito uma grande esperan\u00e7a de ganhar muito dinheiro para realizar seu grande sonho, casar-se com Nazinha, uma cabocla novinha, bonita e braba feito a <em>Gota Serena<\/em>, mas isso n\u00e3o espantava Raimundo n\u00e3o, pois ele sempre dizia: &#8211;\u00a0 gosto \u00e9 de <em>mui\u00e9 braba mermo!<\/em> At\u00e9 tinha um gostinho melhor essa conquista! Raimundo tinha fama de ser cabra conquistador por aquelas bandas. Tudo que era mulher que morava pr\u00f3xima ao Seringal Vai Quem Quer ele j\u00e1 havia tentado conquistar.<\/p>\n<p>Nesse dia saiu um pouco <em>cabreiro<\/em>, assim que entrou na mata ainda no <em>aceiro<\/em> de casa j\u00e1 ouviu o piar da Rasga Mortalha. Logo pensou com seus bot\u00f5es e danou-se a falar sozinho enquanto andava dentro da mata:<\/p>\n<p><em>&#8211; Ser\u00e1 que vou morrer? Ouvi o \u201cpiar da mardita\u201d ainda de manh\u00e3 cedo! \u00c9 muito azar!<\/em><\/p>\n<p>E logo embrenhou-se na floresta. Meio <em>espantado<\/em> com o piado que ouviu Raimundo assustava-se ao menor ru\u00eddo de galho seco caindo, ou com o barulho de algum macaco pulando nas \u00e1rvores. Ia colocando as tijelinhas nas seringueiras, mas sempre com um <em>olhar no padre outro na missa,<\/em> muito desconfiado de que aquele n\u00e3o era o seu dia de sorte. Ap\u00f3s algumas horas Raimundo chegou na primeira \u00e1rvore do dia e ent\u00e3o teve certeza que descobriu qual o azar ao qual estava predestinado! Esteve andando em c\u00edrculos! <em>Arrodiando <\/em>sem parar. \u00a0Logo <em>aperreou-se<\/em>, pois sabia que passara debaixo do Cip\u00f3 Encantado, agora sua sorte estava lan\u00e7ada! Ficaria para sempre rodando at\u00e9 cair morto ou ser pego por alguma on\u00e7a pintada faminta. Olhou com cuidado nas redondezas, esperava enxergar o tal maldito cip\u00f3. Mas nada viu. At\u00e9 porque esse danado ningu\u00e9m consegue ver, por ser encantado l\u00f3gico! Depois de v\u00e1rias tentativas de achar o caminho de volta Raimundo sentou-se num tronco ca\u00eddo. Estava cansado, suado, com fome, aturdido e assombrado!<\/p>\n<p>&#8211; <em>Lascou-se veia do doce! Vou morrer mermo<\/em>! &#8211; \u00a0pensou.<\/p>\n<p>O pouco saldo que havia juntado no barrac\u00e3o ficaria para sua velha m\u00e3e. Nazinha de certo agora casaria com outro. N\u00e3o. Isso n\u00e3o poderia acontecer! Tudo menos isso. Ent\u00e3o lembrou: Ia <em>se valer<\/em> de Santa Luzia, pois essa sim, nunca falhou com ele. E fez a tal promessa. Para ele um grande compromisso.<\/p>\n<p>Convencido de que agora acharia o caminho de volta Raimundo se embrenhou na mata, entremeando a<em> ruma <\/em>de \u00e1rvore, a procura da sa\u00edda de volta para casa. J\u00e1 estava ficando triste de novo quando de longe avistou sua casa.<\/p>\n<p>&#8211; <em>E n\u00e3o \u00e9 que deu certo!? Obrigada Santa Luzia! Vou pagar minha promessa, juro!<\/em><\/p>\n<p>Com certeza iria pagar a promessa que fizera naquele momento de afli\u00e7\u00e3o. Nunca mais trabalharia nesse dia santo! Essa fora a sua grande promessa. E assim foi feito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cip\u00f3 encantado<\/p>\n","protected":false},"author":54,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[2314,5496,6134],"class_list":["post-49202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-conto","tag-maze-oliver","tag-o-cipo-encantado"],"aioseo_notices":[],"views":532,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":49604,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=49604","url_meta":{"origin":49202,"position":0},"title":"Maze Oliver: &#039;O cip\u00f3 encantado&#039;","author":"Claudia Lundgren","date":"6 de abril de 2022","format":false,"excerpt":"O cip\u00f3 encantado Raimundo Coleta era um acreano alto e bem apresentado, seringueiro que acordava sempre com o canto do galo, como era comum ao seringueiro-mateiro que morava no Acre l\u00e1 pelos prim\u00f3rdios de 1954. 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