{"id":51288,"date":"2022-07-27T10:28:21","date_gmt":"2022-07-27T13:28:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=51288"},"modified":"2022-07-27T10:28:21","modified_gmt":"2022-07-27T13:28:21","slug":"clayton-alexandre-zocarato-ainda-podemos-falar-em-etica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=51288","title":{"rendered":"Clayton Alexandre Zocarato: &#039;Ainda podemos falar em \u00e9tica?&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F51288&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F51288&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_49784\" aria-describedby=\"caption-attachment-49784\" style=\"width: 111px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/clayton-alexandre-zocarato-e-como-sempre-a-culpa-e-do-professor\/foto-4-2\/\" rel=\"attachment wp-att-49784\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49784\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=49784\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/foto-4.jpg\" data-orig-size=\"1200,1600\" data-comments-opened=\"0\" 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\u00e9tica?<\/strong><\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Falar em \u00e9tica atualmente, \u00e9 transpor caminhos para julgamentos sediciosos em torno do que pode ser considerado um banho de hipocrisias, no senso comum de ficar no comodismo, passando por claustro de infidelidade, para a constru\u00e7\u00e3o de uma subjetividade, e que assim n\u00e3o se fa\u00e7a um elogio demag\u00f3gico, emergindo um crescimento exacerbado da ignor\u00e2ncia, perante pessoas de polivalentes origens sociais e psicol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Para o Brasil, a palavra \u00e9tica parte, em grande medida, interpretativa,\u00a0\u00a0 para a aceita\u00e7\u00e3o individual,\u00a0 emergindo \u00a0um princ\u00edpio moral, \u00a0em se prostrar perante <strong><em>\u201cmodinhas\u201d<\/em><\/strong>, que venham, assim, fazer com que \u00a0<strong>\u201co ser\u201d<\/strong> fuja de um tenebroso senso de solid\u00e3o, por n\u00e3o seguir massifica\u00e7\u00f5es comportamentais, ao qual, n\u00e3o se tem uma\u00a0 import\u00e2ncia moral, em prosseguir, com alcunhas de delineamentos mentais, que venham, assim, organizarem falsos sentidos de humaniza\u00e7\u00f5es, em torno de ontologias libert\u00e1rias,\u00a0 funestas, de um sectarismo \u00a0extremamente nefasto.<\/p>\n<p>Dentro de uma leitura pol\u00edtico partid\u00e1ria, \u00e9 jus e necess\u00e1rio sempre lembrar, para os desavisados, que a fr\u00e1gil Rep\u00fablica brasileira, nasceu de momentos hist\u00f3ricos conturbados, atrav\u00e9s de um conflito de interesses de grandes propriet\u00e1rios de terra, junto com setores conspiradores ma\u00e7\u00f4nicos e das for\u00e7as armadas, que culminaram com sua <strong><em>\u201cpseudo-proclama\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong> em 15 de novembro de 1889.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, houve uma forte concentra\u00e7\u00e3o de renda, em fun\u00e7\u00e3o de um crescimento existencial, das classes elitizadas, disseminando suas vontades e dom\u00ednios ideol\u00f3gicos por entre uma massa de famigerados e desfavorecidos, que serviram, segundo as palavras de Aluisio Azevedo, para um aumento <strong><em>\u201cda exclus\u00e3o dos pobres, em rela\u00e7\u00e3o ao conv\u00edvio pac\u00edfico e heterog\u00eaneo de toler\u00e2ncia com setores abastados\u201d<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Dentro de \u00a0nossas v\u00e9rtices\u00a0 idealistas \u00a0para-helen\u00edsticas de dissemina\u00e7\u00e3o cultural \u00a0questionadora, transcorreu para uma serie de aglutina\u00e7\u00f5es socioespaciais, que culminaram por um crescimento desordenado de nossas grandes metr\u00f3poles, aumentando bols\u00f5es de mis\u00e9rias, que passam por elei\u00e7\u00f5es e mais elei\u00e7\u00f5es, como sendo \u00a0um aproveitoso curral eleitoral, para diferentes glebas de aquarelas partid\u00e1rias, que n\u00e3o possuem, efetivamente, um plano de pol\u00edtica governamental a longo prazo\u00a0 que venha recolocar essas pessoas a adentrarem novamente na sociedade civil, de maneira efetiva e produtiva, dentro ciclo de acumula\u00e7\u00e3o e\u00a0\u00a0 rela\u00e7\u00f5es capitalistas exorbitantes.<\/p>\n<p>Ou bem seja, o Brasil passa por uma <strong><em>\u201ccontra-\u00e9tica\u201d<\/em><\/strong> a elencar planejamentos econ\u00f4micos e pol\u00edticos, que possam, n\u00e3o somente, serem utilizados como estrat\u00e9gias de constru\u00e7\u00f5es discursivas, orquestrando um fanatismo cego, n\u00e3o condizente com a realidade cotidiana de muito dos seus habitantes.<\/p>\n<p>Ainda existe um sentimento forte de coletividade tecnicista, em se considerar o fato da concentra\u00e7\u00e3o de classe, como <strong><em>\u201cum status-quo natural\u201d<\/em><\/strong>, enfatizando bizarrices, como o estupro sendo um fator cultural, fazendo parte, de um arqu\u00e9tipo de constru\u00e7\u00e3o da persuas\u00e3o, em arquitetar\u00a0 uma historicidade \u00a0que contenha a legitima\u00e7\u00e3o de <strong><em>\u201cpr\u00e1xis respeitosa\u201d \u00a0<\/em><\/strong>d<strong><em>e <\/em><\/strong>dissemina\u00e7\u00e3o da \u00a0\u00c9tica, que possa chegar at\u00e9 todas as pessoas, sem nenhuma exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Gilberto Freyre j\u00e1 nos alertava, em seu Casa Grande e Senzala, dos perigos <strong><em>\u201cda car\u00eancia e se empreender atitudes, que possam colocar a privacidade e uma educa\u00e7\u00e3o de bom senso sexual entre todas as classes sociais\u201d<\/em><\/strong>, o que n\u00e3o deixa de enfocar que a nossa <strong><em>\u201cBelle \u00c9poque\u201d<\/em><\/strong>, serviu como base para uma instrumentaliza\u00e7\u00e3o na organiza\u00e7\u00e3o de um \u00a0\u00a0teatro dos horrores da segrega\u00e7\u00e3o social e racial, real\u00e7ando uma negatividade de otimismo, que viesse, assim, a reverter uma polaridade filos\u00f3fica que n\u00e3o \u00a0fosse anti &#8211; \u00a0dial\u00e9tica, para uma um sentido de comportamento de respeito e empatia pelo corpo e mente do\u00a0 <strong><em>\u201coutro\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Um corpo que ficas esgar\u00e7ado em uma hist\u00f3ria, que vai arquitetando um caminho de vida, n\u00e3o somente para o despertar da <strong><em>\u201cfera fetichista e sexualista vir a ganhar vida, escondido dentro de cada pessoa\u201d, <\/em><\/strong>mas sim, que pudesse refazer do prazer corporal, que\u00a0 contenha <strong><em>\u201cas artimanhas hedonistas \u00a0de Epicuro\u201d<\/em><\/strong>, mas tamb\u00e9m <strong><em>\u201cuma raz\u00e3o socr\u00e1tica\u201d,<\/em><\/strong> que venha reavaliar <strong><em>\u201cum cartesianismo coletivista\u201d<\/em><\/strong>, em colocar, que \u00a0mente e consci\u00eancia precisam estarem em um mesmo grau de sintonia.<\/p>\n<p>Uma sintonia que, no caso do estupro, se fa\u00e7a \u00a0um sentido epistemol\u00f3gico, de alertar\u00a0 para a aplica\u00e7\u00e3o de uma\u00a0 jurisprud\u00eancia penal, que n\u00e3o esteja submetida em punir exclusivamente, mas sim, que\u00a0 venha a garantir uma transi\u00e7\u00e3o para ecl\u00e9ticas atitudes subjetivistas, que possam serem sublimes, para um caminho de liberdades corporais, que venham tangenciar, um complemento cultural emp\u00e1tico e cr\u00edtico, respeitando todas as tradi\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas, \u00a0combatendo \u00a0o sugo de \u00a0identidade cultural excludente, \u00a0de que, para se ter amor, \u00e9 necess\u00e1rio primeiro passar pela dor.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata aqui de expor o \u00a0problema do estupro, no Brasil , mas sim, que nossa <strong><em>\u201csociologia de gentes\u201d<\/em><\/strong>,\u00a0 usando das palavras de <strong><em>\u201cMary Del Priore\u201d<\/em><\/strong>, possa\u00a0 angariar\u00a0 uma circula\u00e7\u00e3o \u00a0por entre espa\u00e7os\u00a0 psicanal\u00edticos, que possam, \u00a0tanto se constitu\u00edrem como um alerta para proteger \u00a0integridades corporais diacr\u00f4nicas, como vim a ser caracterizado como um cunho psicossocial n\u00e3o \u00a0estressor, que levem a produ\u00e7\u00e3o de um horror, \u00a0culminando na \u00a0crueldade de car\u00eancia, em desenvolver um respeito\u00a0 claro e sucinto pelo <strong><em>\u201coutro\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio arquitetar um \u201c<strong><em>Espa\u00e7o Debatedor De \u00c9tica Conciso\u201d<\/em><\/strong>, onde seja valorizado o <strong><em>\u201cpoder do n\u00e3o\u201d<\/em><\/strong>, e um <strong><em>\u201cn\u00e3o\u201d<\/em><\/strong> que seja <strong><em>\u201cn\u00e3o\u201d <\/em><\/strong>seja interpretado como ego\u00edsmo, ou como diz na g\u00edria <strong><em>\u201cser do contra\u201d<\/em><\/strong>, mas como uma forma de prote\u00e7\u00e3o da estrutura biopsicossocial de cada um.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cMeu corpo, minhas regras, mas minha mente, minha interpreta\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong>, cada um tem o direito universal da opini\u00e3o pr\u00f3pria, por\u00e9m, isso n\u00e3o se trata de impor uma transi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter personalista intransigente em afirmar, que a maioria seja a totalidade.<\/p>\n<p>Se analisarmos, mesmo dentro de certas ideologias da juventude, passamos para uma neurose coletiva, ao qual foi constru\u00edda uma isonomia de heteron\u00edmia, buscando, por ora, a garantia de cumprimento Pleno Da Lei, possa tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00a0 unicamente um instrumento <strong><em>\u201cPositivista\u201d,<\/em><\/strong> de vim a fazer com o que C\u00f3digo Penal seja estabelecido de maneira t\u00e1cita e cruel, sem haver o apelo da \u00a0clem\u00eancia.<\/p>\n<p>Quando transcorrem muitas puni\u00e7\u00f5es, podemos dizer que a Lei por suas simetrias \u00c9ticas, cometeu (em algum momento) seus equ\u00edvocos, fazendo\u00a0 uma transitoriedade macabra dos Direitos Humanos, se distancie de \u00a0uma puni\u00e7\u00e3o digna para o agressor, e que, assim tamb\u00e9m, venha a acalmar os nervos da sociedade civil, mas\u00a0 n\u00e3o caindo na barb\u00e1rie, em ter que punir, por uma s\u00e9ries de \u00a0atos emotivos de como\u00e7\u00f5es \u00a0p\u00fablicas , que n\u00e3o levem \u00a0em considera\u00e7\u00e3o a exatid\u00e3o e imparcialidade da \u00a0Ci\u00eancia Direito, bem como seus atributos filos\u00f3ficos, passando \u00a0por um sentido anal\u00edtico , de como diria Norberto Bobbio, <strong><em>\u201cquando h\u00e1 uma transgress\u00e3o, o que ocorre \u00e9 uma intera\u00e7\u00e3o descomunal entre os desejam \u00a0a puni\u00e7\u00e3o, mas ao mesmo tempo com aqueles que desejam lavar as m\u00e3os, diante a aplica\u00e7\u00e3o de tal a\u00e7\u00e3o do Direito Jur\u00eddico\u201d<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cA \u00c9tica\u201d<\/em><\/strong> \u00e9 um figurante de fal\u00e1cias comportamentais, que n\u00e3o vem se constituindo plenamente como um sentido vivencial, \u00a0de buscar um amor, que seja universal, mas que tamb\u00e9m possa dar conta de explicar os equ\u00edvocos das <strong><em>\u201ca\u00e7\u00f5es humanas\u201d<\/em><\/strong> mais individualistas, em sempre se prostrarem como sendo <strong><em>\u201cdonas da verdade\u201d,<\/em><\/strong> satisfazendo os egos mais atrozes, como tamb\u00e9m, se esquivando \u00a0a fazer um sujeito que assim possa conter uma semiologia mentalista de equil\u00edbrio, em esperar, que o acaso ou alguma provid\u00eancia divina, possa dar conta de refazer, com que as pessoas venham aceitarem umas \u00a0as outras, se distanciando de ju\u00edzos de fato, \u00a0ego\u00edstas e preconceituosos.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cA \u00c9tica\u201d<\/em><\/strong> \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o atordoante, que faz uma dan\u00e7a por entre conjecturas de centelhas intelectuais, que venham a engrandecerem, que a felicidade pessoal, pode vim a significar a tristeza de algu\u00e9m, que n\u00e3o consegue prover suas necessidades mais b\u00e1sicas, construindo uma intelectualidade que dance na frequ\u00eancia do ego\u00edsmo de uma filosofia social orgulhosa, em sempre se colocar como sendo dona da raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas quem seria o dono ou a dona da raz\u00e3o, que vai construindo uma sociabilidade, que assim refa\u00e7a um entendimento de consci\u00eancia social, que n\u00e3o esteja \u00a0repleta de lamentos, dentro\u00a0 do\u00a0 <strong><em>\u201crepublicanismo, saturado \u00a0de cinismo\u201d<\/em><\/strong>, aonde as pessoas venham de fato a se importar umas com as outras?<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria humana caminha para um existencialismo, sem muita empatia por seus semelhantes, \u00a0mas se \u00a0reveste continuadamente \u00a0de uma coura\u00e7a gramatical que vai deixando, sucessivamente, uma p\u00e1 de cal perante um espiritual dual: \u00a0de \u00a0um lado, em querer a salva\u00e7\u00e3o diante seus pecados mais elementares e ego\u00edstas e, por outro, \u00a0querer a contempla\u00e7\u00e3o e a \u00a0satisfa\u00e7\u00e3o\u00a0 dos \u00a0<strong><em>\u201cseus\u00a0 desejos \u00a0mais ocultos\u201d<\/em><\/strong>, que n\u00e3o s\u00e3o mais <strong><em>\u201cseus\u201d<\/em><\/strong>, mas que vivem cantando louvores a favor, de horrores de um dinamismo esdr\u00faxulo, exalando por uma \u00a0\u00a0<strong><em>\u201cPaid\u00e9ia de limita\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong>, \u00a0do amor pelo pr\u00f3ximo, em \u00a0respeitar as \u201c<strong><em>(in)diferen\u00e7as\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Segundo Rousseau, <strong><em>\u201cnenhum homem tem uma autoridade natural sobre outro homem\u201d,<\/em><\/strong> <strong><em>\u201ca \u00c9tica\u201d,<\/em><\/strong> quando entendida e feita coerentemente, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de massifica\u00e7\u00e3o de morais pr\u00e9-estabelecidas, que tem como fundamentos principais, fazerem com que as vontades pessoais sejam controladas, em nome de se elaborar tessituras, <strong><em>\u201cde equil\u00edbrio entre o que se pode fazer e o que, sem por obriga\u00e7\u00e3o, fazer\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cUm fazer\u201d<\/em><\/strong>, passando \u00a0pelos sentidos tele cin\u00e9ticos, de que n\u00e3o se trata unicamente de se falar sobre \u00e9tica, e sim, buscar uma dissemina\u00e7\u00e3o gnosiol\u00f3gica \u00a0de que o tempo \u00e9 um excelente s\u00e1bio, mas que em \u00a0suas verdades, vai destruindo dogmas particulares, \u00a0disseminando a prolifera\u00e7\u00e3o, de preconceitos em como agir perante uma sociedade mundialista, que \u00a0vai destruindo, aos poucos, uma\u00a0 fl\u00e2mula de respeito coletivista, do que seja caracterizado como um som zumbizante do <strong><em>\u201csenso-comum\u201d<\/em><\/strong>, de tratar \u00a0todas as pessoas como sendo <strong><em>\u201ccomuns\u201d<\/em><\/strong>, em nuan\u00e7as questionadores de que, para se poder falar sobre \u00e9tica, \u00e9 necess\u00e1rio se compreender o que seja \u00e9tica, indo \u00a0al\u00e9m do que seja escrito ou dito.<\/p>\n<p>Michel Foucault, <strong><em>\u201ccoloca que os desejos humanos devem ultrapassarem o sentido do que seja belo ou desej\u00e1vel\u201d<\/em><\/strong>, refazendo um papel de sua <strong><em>\u201cindividua\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong>, que assim n\u00e3o venha somente provocar <strong><em>\u201ctes\u00e3o\u201d,<\/em><\/strong> mas sim, que possa conter um significado de um \u00e9ter do bom-senso universal, que fa\u00e7am as pessoas olharem mais umas para as outras, sem unicamente estarem destinadas a servirem para uma dial\u00e9tica mesquinha, \u00a0de saciar um <strong>\u201cgosto universal\u00a0 pelo \u00a0sangue alheio\u201d<\/strong>,\u00a0 n\u00e3o estando voltado para um derramamento do plasma inocente,\u00a0 feito por homic\u00eddios miasm\u00e1ticos, mas sim, entender que a \u00a0<strong><em>\u201c\u00c9tica\u201d<\/em><\/strong>, \u00e9 um dever de cada cultura, defronte a leitura do seu destino\u00a0 perante a \u00a0humanidade.<\/p>\n<p>A\u00a0 for\u00e7a universal de dol\u00eancia e respeito empreitada em \u00a0respeitar toda a conjectura formativa cultural de \u00a0um endoesqueleto, contendo a \u00a0sapi\u00eancia de \u00a0<strong><em>\u201cum ch\u2019i\u201d<\/em><\/strong>, que \u00a0esteja\u00a0 moralmente suplantado em preservar um sistema emocional que possa, tanto fazer as pessoas conterem um olhar de carinho concreto \u00a0entre si, como tamb\u00e9m, a enxergarem uma necessidade \u00a0de n\u00e3o \u00a0obedecer cegamente as <strong><em>\u201cLeis ou Regras\u201d<\/em><\/strong>,\u00a0 promovendo a percep\u00e7\u00e3o respeitosa, \u00a0de \u00a0que elas fazem parte de um importante plantel da constru\u00e7\u00e3o de ast\u00facia mental sucinta, onde o fundamental n\u00e3o \u00e9 unicamente \u00a0se <strong><em>\u201c falar \u00a0de\u00a0 \u00c9tica e sim fazer \u00c9tica\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cUma \u00c9tica\u201d<\/em><\/strong> que ornamente um dissabor a violar o tecnicismo da forma\u00e7\u00e3o de \u00a0id\u00e9ias l\u00fadicas, que n\u00e3o venham a promoverem uma subjetividade, que esteja tensionada a lutar contra a mania coletiva de <strong><em>\u201cachismos\u201d<\/em><\/strong> e de opini\u00f5es, que s\u00e3o concentradas em agradar \u00a0algu\u00e9m sempre, ou a vangloriar alguma situa\u00e7\u00e3o em especial, esperando a benef\u00edcios, que sua <strong><em>\u201cpseudo \u2013 argumenta\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong> possa extrair de determinada situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cA \u00c9tica\u201d<\/em><\/strong>, \u00a0tem que ser aplicada at\u00e9 de forma um pouco s\u00e1dica, pois, quando se abre exce\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m se deixa resqu\u00edcios para reclama\u00e7\u00f5es, e isso se tornou uma d\u00e1diva educacional lament\u00e1vel do ser-humano que, na maioria das vezes, s\u00f3 enxerga seu sofrimento pessoal, ou inventando contraceptivos questionadores, enfadonhos, contra momentos de solid\u00e3o <strong><em>\u201cinventadas ou forjadas com intuito de ter aten\u00e7\u00e3o, sempre, \u00a0de seus semelhantes\u201d<\/em><\/strong>, onde somente o farejar de uma boa opini\u00e3o cr\u00edtica e consciente\u00a0 \u00a0do discernimento <strong><em>\u201cmai\u00eautico\u201d<\/em><\/strong>, poder\u00e1 trazerem respostas, ou aumentar o fluxo de\u00a0 perguntas, acerca das suas tristezas, defronte <strong><em>\u201cuma globaliza\u00e7\u00e3o de psicoses\u201d<\/em><\/strong>, que venham a gerarem \u00a0um terror quanto a sua aceita\u00e7\u00e3o de que o homem n\u00e3o passa de uma mat\u00e9ria moldada, segundo \u00a0\u00e1 vontade de uma intelig\u00eancia superior chamada <strong><em>\u201cDeus(es) ou da\u00a0 Natureza (Ou do Acaso! Ou at\u00e9 do Nada)\u201d,<\/em><\/strong> onde sua cria\u00e7\u00e3o promoveu uma suc\u00e7\u00e3o de sua raz\u00e3o, por entre um dedilhar de rimar sua forma de amar em aceitar que, a cada momento, \u00e9 necess\u00e1rio se modificar para a constru\u00e7\u00e3o de uma solidariedade da igualdade \u00e9tica, que n\u00e3o esteja encarcerada somente aos signos e complementos \u201c<strong><em>m\u00e9tricos subjetivistas \u00a0de cada indiv\u00edduo\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201cAinda podemos falar sim de \u00c9tica?\u201d. <\/em><\/strong><\/p>\n<p>Digamos, que sim, mas um sim, quase beirando um talvez.<\/p>\n<p>Mas seria mais interessante, em n\u00e3o falarmos e escrevermos sobre ela, e sim <strong><em>\u201ctentar\u201d,<\/em><\/strong> praticar um pouco dela, mesmo que para isso tenhamos que usar a <strong><em>\u201canti\u00e9tica\u201d<\/em><\/strong>, para se chegar h\u00e1 uma <strong><em>\u201c\u00c9tica\u201d<\/em><\/strong> clara e concisa, para todas as pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda podemos falar em \u00e9tica?<\/p>\n","protected":false},"author":58,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1094,2052,3536],"class_list":["post-51288","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-artigo","tag-clayton-alexandre-zocarato","tag-etica"],"aioseo_notices":[],"views":648,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":60985,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=60985","url_meta":{"origin":51288,"position":0},"title":"Confessando um al\u00edvio fracassado","author":"Clayton Alexandre Zocarato","date":"12 de setembro de 2023","format":false,"excerpt":"Houve algum dia em que tudo o que mais queria era estar ao seu lado contemplando seu olhar, jubilando o meu sonhar em um mar de indecis\u00f5es \u00e9ticas...","rel":"","context":"Em &quot;Literatura&quot;","block_context":{"text":"Literatura","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=9285"},"img":{"alt_text":"Foto do autor e colunista do ROL Clayton Alexandre Zocarato","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Clayton-Alexandre-Zocarato-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":50928,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=50928","url_meta":{"origin":51288,"position":1},"title":"Clayton Alexandre Zocarato: &#039;Aborto e demagogia &#8211; Uma fagulha (a)moralista tupiniquim&#039;","author":"Clayton Alexandre Zocarato","date":"1 de julho de 2022","format":false,"excerpt":"Aborto e demagogia - Uma fagulha (a)moralista tupiniquim Para falar do caso do aborto feito em uma adolescente em Santa Catarina recentemente, vamos\u00a0recorrer primeiramente \u00e0 literatura e \u00e0 Filosofia. 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