{"id":54047,"date":"2023-03-13T08:21:56","date_gmt":"2023-03-13T11:21:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=54047"},"modified":"2023-03-13T08:21:56","modified_gmt":"2023-03-13T11:21:56","slug":"marcus-hemerly-cinema-em-tela-a-margem-de-ozualdo-candeias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=54047","title":{"rendered":"Marcus Hemerly: &#039;Cinema em tela: \u00c0 margem de Ozualdo Candeias&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F54047&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F54047&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_35773\" aria-describedby=\"caption-attachment-35773\" style=\"width: 138px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FOTO.-MARCUS-HEMERLY.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"35773\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=35773\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FOTO.-MARCUS-HEMERLY.jpg\" data-orig-size=\"640,640\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"FOTO. MARCUS HEMERLY\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Marcus Hemerly&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FOTO.-MARCUS-HEMERLY.jpg\" class=\" wp-image-35773\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FOTO.-MARCUS-HEMERLY-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"138\" height=\"138\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35773\" class=\"wp-caption-text\">Marcus Hemerly<\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cExiste uma crise mundial na produ\u00e7\u00e3o de filmes, de certa forma causada pelas transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas\u201d. (<\/strong><strong>Carlos Reichenbach)<\/strong><!--more--><\/h2>\n<p>Ozualdo Ribeiro Candeias, nascido provavelmente no ano de 1918, nem mesmo ele sabia ao certo, foi registrado 1922, em Cajobi, cidade paulista da regi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto. De oficial da aeron\u00e1utica, caminhoneiro, a diretor que se destacou de maneira peculiar no c\u00e2none nacional; esse \u00e9 apenas um ponto curioso da vida e obra de uma das figuras mais emblem\u00e1ticas da produ\u00e7\u00e3o brasileira da s\u00e9tima arte. Possivelmente, pelas suas \u201candan\u00e7as\u201d, amealhou parte da inspira\u00e7\u00e3o para produ\u00e7\u00f5es como \u201cRosas da Estrada\u201d e \u201cA Margem\u201d, diante do forte vi\u00e9s social marcante em suas obras. Se de um lado, a cr\u00edtica \u00e0 problem\u00e1tica econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social era marcante no cinema novo, flagrantemente rotulado de elitizado sobre o ponto de vista intelectual, tais vertentes foram igualmente &#8211; e amplamente &#8211; exploradas no cinema marginal de Candeias e seus contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>A despeito de sua forte atua\u00e7\u00e3o na chamada Boca do Lixo ou Boca do Cinema, polo da produ\u00e7\u00e3o Paulista nos anos 60 a 80 localizado na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o se deve confundir o dito cinema marginal com aquele rotulado de \u201ccinema da boca\u201d. N\u00e3o que tal compara\u00e7\u00e3o apresente fei\u00e7\u00f5es pejorativas. Ao rev\u00e9s, grande parte dos t\u00edtulos lan\u00e7ados no pa\u00eds entre o auge e derrocada da Boca, foram ali realizados. \u00a0Decerto, as produ\u00e7\u00f5es de teor mais apelativo e sensual da Rua do Trimpho, bairro paulistano da Santa Efig\u00eania, n\u00e3o cerraram os olhos ao talento art\u00edstico, menos comercial, das idealiza\u00e7\u00f5es de Candeias. Diante de sua criatividade marcante e extrema versatilidade, Ant\u00f4nio Meliande chegou a dizer que numa conversa com o diretor, qualquer pessoa poderia assumir sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica na \u00e1rea do col\u00f3quio, a respeito da qual dissertaria com autoridade, dada a facilidade com que gravitava em torno dos mais diversos temas.<\/p>\n<p>Essa peculiaridade \u00e9 marcante nos roteiros que em tom bem nacionais, replicaram nas terras tupiniquins, os Bang Bang Hollywoodianos\u00a0 ou os westerns spaghetti, como em \u201cMeu Nome \u00e9 Tonho\u201d, sem destoar, repise-se, da brasilidade e pronunciados desdobramentos experimentais. O tom harm\u00f4nico e atento \u00e0s mazelas do campo e suburbanas, retratando o \u00eaxodo e consequentes problem\u00e1ticas advindas, foram amoldadas de forma crua e visceral em\u00a0 \u201cZ\u00e9zero\u201d e na ic\u00f4nica produ\u00e7\u00e3o \u201cA Margem\u201d, que encena a vida (ou sobreviv\u00eancia) nos entornos do Tiet\u00ea. Segundo Moura Reis, em sua biografia para a Cole\u00e7\u00e3o Aplauso, editada pela Impresa Oficial, (Ozualdo Candeias. Pedras e Sonhos no Cineboca, 2010), a produ\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201c(&#8230;)foca prostituta negra que batalha pela vida na mis\u00e9ria dominante da Marginal do Tiet\u00ea e que, em determinado momento, cruza com pequeno s\u00e9quito de casamento. Candeias capta seu olhar de encantamento, revelador de sonhos de pureza simbolizada na brancura do vestido de noiva. E seu sonho ser\u00e1 concretizado por um homem silencioso, de terno e gravata \u2013 trajes que indicam origem social e econ\u00f4mica superior ao ambiente mas se transformam paulatinamente em andrajos. Compartilham o vagar na Marginal com um louco que colhe flores nos monturos em volta para oferecer \u00e0 mulher amada, prostituta loura a quem a grande cidade, quase sempre vislumbrada ao fundo, trata com absoluta crueldade. Os quatro personagens ser\u00e3o passageiros de barco fantasmag\u00f3rico conduzido por bela mulher. Imagens que, na an\u00e1lise de Moniz Vianna, remetem ao mito de Caronte, o velho e p\u00e1lido barqueiro do Rio Aqueronte que transportava as almas penadas para o portal do inferno da Divina Com\u00e9dia, de Dante Alighieri\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s comprar uma c\u00e2mera 16 mm Keystone, instrumento que o habilitou a compor filmes caseiros, aprendeu a t\u00e9cnica cinematogr\u00e1fica de forma autodidata, fazendo com que se iniciasse na realiza\u00e7\u00e3o de document\u00e1rios e curtas, como \u201cTamba\u00fa\u201d, e \u201cCidade dos Milagres\u201d, \u00e9poca em que frequenta o Semin\u00e1rio de Cinema do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp). Atuando como cinegrafista, produz cinerreportagens e filmes institucionais encomendados para o governo do estado de S\u00e3o Paulo, enquanto, concomitantemente \u00e0 sofistica\u00e7\u00e3o de sua vis\u00e3o criativa, se engaja com os realizadores da Boca, deflagrando seu impulsionamento mais forte na vertente da fic\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s sua multitude funcional \u00e9 elencada no site IMDB, (Internet Movie Data Base), tendo em vista que Candeias teria exercido as fun\u00e7\u00f5es de diretor, roteirista, produtor, ator, diretor de fotografia, cinegrafista, editor, diretor e gerente de produ\u00e7\u00e3o, desenhista de cen\u00e1rios figurino, diretor de segunda unidade e fot\u00f3grafo de cena. J\u00e1 foi escrito que os artistas brasileiros, os quais digladiam-se com os parcos recursos \u2013 Jos\u00e9 Mojica Marins, nosso Z\u00e9 do Caix\u00e3o que o diga \u2013 usam a falta de recursos como elemento de cria\u00e7\u00e3o, e, a partir dessa t\u00f4nica, desenha-se uma das principais caracter\u00edstica da <em>marginalia<\/em> f\u00edlmica nacional.<\/p>\n<p>Taxado de sisudo por alguns, e at\u00e9 mesmo r\u00edspido por outros, o amor e sensibilidade pelo cinema eram transpostos n\u00e3o apenas nas produ\u00e7\u00f5es autorais, lembremos dos elementos de cria\u00e7\u00e3o, mas no incentivo e hino de amor \u00e0 arte da celuloide, indissoci\u00e1veis \u00e0 pr\u00f3pria hist\u00f3ria do realizador paulista. O teor realista dos\u00a0 filmes de Candeias, pode-se dizer, \u00e9 impulsionado por sua hist\u00f3ria pret\u00e9rita como cinejornalista, vi\u00e9s que nunca abandonaria, sendo pertinente lembrar dos famosos curtas e mediametragens, \u201cUma Rua Chamada Triumpho\u201d e \u201cFesta na Boca\u201d de 1972, pelo qual \u201cpasseia\u201d pelos protagonistas da locomotiva que era o cinema paulista da \u00e9poca, convivendo em harmonia com a zona de meretr\u00edcio e criminalidade na regi\u00e3o. O cr\u00edtico de cinema Salvyano de Cavalcanti Paiva, j\u00e1 escreveu:<\/p>\n<p>\u201cCandeias \u00e9 cineasta intuitivo, original, com raro e forte senso de imagem. A tipologia que cria \u00e9 do mais absoluto realismo: seu h\u00e1bito de filmar, a falta de recursos econ\u00f4micos, levou-o a uma esp\u00e9cie de marginalismo no cinema nacional, pois n\u00e3o usa rebatedor, n\u00e3o usa maquiagem nos atores, prefere trabalhar com gente sem experi\u00eancias profissionais, enfim, faz filme sem concess\u00e3o ao bom tempo da \u00e9poca\u201d<\/p>\n<p>\u00c0 sombra dessa ideia, se as produ\u00e7\u00f5es idealizadas no polo da Rua do Triumpho (utilizando a grafia antiga, em tom saudosista), podem ser, num primeiro momento, identificadas como um <em>fen\u00f4meno<\/em> ao reverso de um <em>movimento<\/em> propriamente dito, o cinema marginal ainda que caminhasse n\u00e3o de modo excludente ao cinema novo, teve, renove-se, seus pr\u00f3prios tra\u00e7os marcantes, cujos nomes indissoci\u00e1veis s\u00e3o o pr\u00f3prio Candeias Rog\u00e9rio Sganzerla, de O Bandido da luz Vermelha, e Carlos Reichenbach.\u00a0Em an\u00e1lise linear da evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das produ\u00e7\u00f5es brasileiras entre os anos\u00a0 sessenta e setenta, quando o ingresso de cinema igualava-se ao pre\u00e7o de uma passagem de metr\u00f4 e \u00f4nibus, verifica-se como admir\u00e1vel a possibilidade quase instintiva de sobreviv\u00eancia dos t\u00edtulos menos palat\u00e1veis ao grande p\u00fablico, de modo quase amalgamado \u00e0 dita e ( e erroneamente) taxada de pornochanchada, que amealhava substancial p\u00fablico \u00e0s salas de cinema.<\/p>\n<p>Trata-se de um cinema esmerado, dissociado das amarras comerciais e pretens\u00e3o puramente industrial, preocupa\u00e7\u00e3o importante na \u00e9poca em que as produtoras privadas n\u00e3o caminhavam de m\u00e3os dadas com a extinta Embrafilme. Recentemente, polos culturais, precipuamente do Estado de S\u00e3o Paulo tem realizado mostras e homenagens ao cineasta, que, felizmente, pode receber algumas ainda em vida. Contudo, seus filmes, bem como os de seus pares, remonta a um per\u00edodo de cinema artesanal, que nas palavras de David Cardoso, importante nome dos anos setenta, n\u00e3o se faz mais.<\/p>\n<p><strong><u>FILMOGRAFIA COMPLETA COMO DIRETOR<\/u><\/strong> (Dispon\u00edvel em http:\/\/www.portalbrasileirodecinema.com.br\/candeias\/extras\/08_01.php)<\/p>\n<p><strong>LONGAS<\/strong><\/p>\n<p>A MARGEM (1967) (1967)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 96 min<\/p>\n<p>O ACORDO (1968)<\/p>\n<p>(epis\u00f3dio de Trilogia do terror)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 42 min<\/p>\n<p>MEU NOME \u00c9 TONHO (1969)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 95 min<\/p>\n<p>A HERAN\u00c7A (1971)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 90 min<\/p>\n<p>CA\u00c7ADA SANGRENTA (1974)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 90 min<\/p>\n<p>AOP\u00c7\u00c3O OU AS ROSAS DA ESTRADA (1981)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 87 min<\/p>\n<p>MANEL\u00c3O, O CA\u00c7ADOR DE ORELHAS (1982)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 81 min<\/p>\n<p>A FREIRA E A TORTURA (1983)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 85 min<\/p>\n<p>AS BELLAS DA BILLINGS (1987)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 90 min<\/p>\n<p>O VIGILANTE (1992)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 77 min<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00c9DIAS<\/strong><\/p>\n<p>Z\u00c9ZERO (1974)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 31 min.<\/p>\n<p>O CANDINHO (1976)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 33 min<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CURTAS<\/strong><\/p>\n<p>TAMBA\u00da, CIDADE DOS MILAGRES (1955)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 14 min, 16 mm, P&amp;B<\/p>\n<p>POL\u00cdCIA FEMININA (1960)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 10 min<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ENSINO INDUSTRIAL (1962)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 12 min<\/p>\n<p>RODOVIAS (1962)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 9 min<\/p>\n<p>AM\u00c9RICA DO SUL (1965)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, v\u00eddeo, P&amp;B\/Cor, 30 min<\/p>\n<p>CASAS ANDR\u00c9 LUIZ (1967)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 10 min<\/p>\n<p>UMA RUA CHAMADA TRIUMPHO 1969\/70 (1971)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 11 min<\/p>\n<p>UMA RUA CHAMADA TRIUMPHO 1970\/71 (1971)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 9 min<\/p>\n<p>BOCADOLIXOCINEMA OU FESTA NA BOCA (1976)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 12 min<\/p>\n<p>A VISITA DO VELHO SENHOR (1976)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 13 min<\/p>\n<p>SENHOR PAUER (1988)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 15 min<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>V\u00cdDEOS<\/strong><\/p>\n<p>O DESCONHECIDO (1972)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, P&amp;B, 50 min<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>HIST\u00d3RIA DA ARTE NO BRASIL (1979)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, Cor, 21 epis\u00f3dios de 30 min<\/p>\n<p>LADY VASELINA (1990)<\/p>\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, Cor, 15 min<\/p>\n<p>CINEMATECA BRASILEIRA (1993)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, Cor, 13 min<\/p>\n<p><strong>OUTROS DOCUMENT\u00c1RIOS REALIZADOS POR CANDEIAS<\/strong><\/p>\n<p>PO\u00c7OS DE CALDAS (1956)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n<p>Fotografia: Eliseo Fernandes.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: Eliseo Fernandes.<\/p>\n<p>Cia. produtora: SESI.<\/p>\n<p>Document\u00e1rio institucional sobre as atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas da cidade de Po\u00e7os de Caldas.<\/p>\n<p>INTERL\u00c2DIA (d\u00e9c. 60)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 7 min<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e montagem: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: H. Rangel.<\/p>\n<p>Cia. produtora: Rangel Filmes.<\/p>\n<p>Document\u00e1rio institucional apresentando as atividades econ\u00f4micas, religiosas e sociais da cidade de Esp\u00edrito Santo do Pinhal.<\/p>\n<p>JOGOS NOROESTINOS (d\u00e9c. 60)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 10 min<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e montagem: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: H. Rangel.<\/p>\n<p>Cia. produtora: Rangel Filmes.<\/p>\n<p>Document\u00e1rio sobre os VI Jogos Noroestinos, ocorridos em Campo Grande.<\/p>\n<p>MARCHA PARA O OESTE N\u00b0 3 (Campo Grande) (d\u00e9c. 60)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 9 min<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e montagem: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: Michel Saddi.<\/p>\n<p>Cia. produtora: Produ\u00e7\u00f5es Michel Saddi.<\/p>\n<p>Document\u00e1rio institucional sobre os progressos da cidade de Campo Grande.<\/p>\n<p>MARCHA PARA O OESTE N\u00b0 5 (Corumb\u00e1) (d\u00e9c. 60)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 9 min<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e montagem: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: Michel Saddi.<\/p>\n<p>Cia. produtora: Produ\u00e7\u00f5es Michel Saddi.<\/p>\n<p>Document\u00e1rio institucional sobre o desenvolvimento econ\u00f4mico da cidade de Corumb\u00e1.<\/p>\n<p>BASTIDORES DAS FILMAGENS DE UM PORN\u00d4 \u2013 BR, SP \u2013 (d\u00e9c. 90)<\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, Cor, 13 min<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e produ\u00e7\u00e3o: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n<p>Document\u00e1rio que atrav\u00e9s das fotografias de Ozualdo Candeias registra de forma ir\u00f4nica a realiza\u00e7\u00e3o de um filme pornogr\u00e1fico<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cExiste uma crise mundial na produ\u00e7\u00e3o de filmes, de certa forma causada pelas transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas\u201d. (Carlos Reichenbach)<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1983,5388],"class_list":["post-54047","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-cinema-em-tela","tag-marcus-hemerly"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":60725,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=60725","url_meta":{"origin":54047,"position":0},"title":"A imag\u00e9tica f\u00edlmica da obra de Azualdo Candeias","author":"Marcus Hemerly","date":"4 de setembro de 2023","format":false,"excerpt":"Cedi\u00e7o que a fotografia \u00e9 a t\u00f4nica da chamada s\u00e9tima arte. A partir da inven\u00e7\u00e3o do cinetosc\u00f3pio at\u00e9 a viabiliza\u00e7\u00e3o de capta\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o mais sofisticada","rel":"","context":"Em &quot;Arte&quot;","block_context":{"text":"Arte","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=9286"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jornal-cultural-o-rol-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jornal-cultural-o-rol-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jornal-cultural-o-rol-1.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jornal-cultural-o-rol-1.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":40409,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=40409","url_meta":{"origin":54047,"position":1},"title":"Marcus Hemerly: &#039;Encantador de g\u00eanios&#039;","author":"Marcus Hemerly","date":"8 de maio de 2021","format":false,"excerpt":"Encantador de g\u00eanios Pela poesia hasteei Bandeira, Ouvinte dedicado, ode faceira; J\u00e1 fui desassossego em Pessoa, Poema reto em interl\u00fadio ressoa. Apaixonei-me infante por Cecilia, Admirava afoito em literata vig\u00edlia, Lancei enc\u00f4mios instigado\u00a0por Drummond, Ao mestre, le plus talentueux du monde. \u00a0 Marcus Hemerly marcushemerly@gmail.com","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FOTO.-MARCUS-HEMERLY-150x150.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":78395,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=78395","url_meta":{"origin":54047,"position":2},"title":"A deambula\u00e7\u00e3o tr\u00f4pega do milagre econ\u00f4mico","author":"Marcus Hemerly","date":"11 de fevereiro de 2026","format":false,"excerpt":"O t\u00edtulo parece sugestivo ao espectador n\u00e3o familiarizado com a premissa da obra, pareceria mais uma das rotuladas pornochanchadas ent\u00e3o produzidas na Boca...","rel":"","context":"Em &quot;artigos&quot;","block_context":{"text":"artigos","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=9398"},"img":{"alt_text":"Card da coluna Cinema em Tela - A deambula\u00e7\u00e3o tr\u00f4pega do milagre econ\u00f4mico","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CINEMA-EM-TELA.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CINEMA-EM-TELA.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CINEMA-EM-TELA.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CINEMA-EM-TELA.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":53105,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=53105","url_meta":{"origin":54047,"position":3},"title":"Marcus Hemerly: &#039;Cinema em tela: um novo olhar sobre uma saga. O Poderoso Chef\u00e3o: Desfecho&#039;","author":"Marcus Hemerly","date":"23 de dezembro de 2022","format":false,"excerpt":"CINEMA EM TELA: Um novo olhar sobre uma saga. O Poderoso Chef\u00e3o: Desfecho Trinta anos ap\u00f3s o encerramento da trilogia O Poderoso Chef\u00e3o, com o lan\u00e7amento da terceira parte de uma das mais importantes sagas do cinema, nos deparamos com uma nova montagem pelo diretor Francis Ford Coppola, lan\u00e7ada em\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jornal-cultural-o-rol-5-300x225.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jornal-cultural-o-rol-5-300x225.jpg?resize=350%2C200 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jornal-cultural-o-rol-5-300x225.jpg?resize=525%2C300 1.5x"},"classes":[]},{"id":38654,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=38654","url_meta":{"origin":54047,"position":4},"title":"Marcus Hemerly: &#039;Alento mar\u00edtimo&#039;","author":"Marcus Hemerly","date":"17 de mar\u00e7o de 2021","format":false,"excerpt":"Alento mar\u00edtimo Uma mirada sobre o mar, Somente um singelo momento, Desperta singular sentimento, A consciente vontade de sonhar. \u00c1gua quente,\u00a0 \u00e1gua gelada, Me faz esquecer a dor famigerada, \u00c1gua gelada, \u00e1gua quente, Apaga essa saudade t\u00e3o latente. Lan\u00e7a tua espuma \u00e0 beira da costa, Apaga os escritos impressos na\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FOTO.-MARCUS-HEMERLY-150x150.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":42368,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=42368","url_meta":{"origin":54047,"position":5},"title":"Marcus Hemerly: &#039;O corvo da noite&#039;","author":"Marcus Hemerly","date":"28 de junho de 2021","format":false,"excerpt":"O corvo da noite Escrever poemas ao \u00e1lcool regados, Fuma\u00e7a de cigarros, lumes enevoados, Estranha ant\u00edtese, oh! inquieta placidez, Vem aos poucos embriagar a timidez. \u00a0 Se inovo em tolo m\u00e9todo, \"minimalista!\" Por vieses aduncos, talvez, individualista. Para escrever o que de dentro salta, Reproduzo feroz sentimento que assalta. \u00a0\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FOTO.-MARCUS-HEMERLY-150x150.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/54047","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=54047"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/54047\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=54047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=54047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=54047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}