{"id":57528,"date":"2023-06-18T14:22:59","date_gmt":"2023-06-18T17:22:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=57528"},"modified":"2023-07-05T05:28:32","modified_gmt":"2023-07-05T08:28:32","slug":"as-varias-vertentes-do-horror-em-o-bebe-de-rosemary-o-fascinio-pelo-obscuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=57528","title":{"rendered":"O FASC\u00cdNIO PELO OBSCURO"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F57528&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F57528&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">AS V\u00c1RIAS VERTENTES DO HORROR EM \u201cO BEB\u00ca DE ROSEMARY\u201d<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">CINEMA E PSICAN\u00c1LISE<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Por Marcus Hemerly e Bruna Rosalem<br><br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57529\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57529\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/FLYER-COMPLETO.jpg\" data-orig-size=\"1920,1080\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"FLYER-COMPLETO\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/FLYER-COMPLETO.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/FLYER-COMPLETO.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57529\" width=\"583\" height=\"327\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">\u00c9 cedi\u00e7o que o horror pode se desvelar a partir de fei\u00e7\u00f5es fant\u00e1sticas, o t\u00edpico monstro da Lagoa Negra, a criatura do arm\u00e1rio, vampiros e lobisomens; ou mesmo, ampliar-se a partir de abordagens psicol\u00f3gicas pautadas no universo real. <br><br><br>N\u00e3o raro, n\u00e3o t\u00e3o real assim. Inclusive, hodiernamente, tais explora\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais poderosas do que o medo incutido a partir do sobrenatural. O temor material, tang\u00edvel, perpassa \u00e0s percep\u00e7\u00f5es do ser humano fazendo com que seus pr\u00f3prios medos, frequentemente inconscientes, assomem de forma palp\u00e1vel, e, at\u00e9 mesmo, idealiz\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><br>A partir dessa premissa, repise-se, o medo leg\u00edtimo\/emp\u00edrico, \u00e9 estimulado pelo pr\u00f3prio ser complexo \u2013 tal a caracter\u00edstica prec\u00edpua humana \u2013 direta ou indiretamente, como um desdobramento de sua interpreta\u00e7\u00e3o, (ou distor\u00e7\u00e3o) da realidade que o circunda, como uma tend\u00eancia explorada de maneira paralela \u00e0 pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das sociedades. <br><br><br>A t\u00edtulo de exemplo, nas d\u00e9cadas de 50 e 60, o temor de uma guerra nuclear aliada \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas coroaram as produ\u00e7\u00f5es de <em>sci-fi<\/em> no respectivo per\u00edodo, como um reflexo dos receios ent\u00e3o contempor\u00e2neos. O fen\u00f4meno pode ser observado tanto de maneira expl\u00edcita, retratado nos embates imagin\u00e1rios concebidos nos roteiros ominosos, seja a partir da pot\u00eancia rival na figura de inimigo, seja na figura de seres de outras gal\u00e1xias em tons quase \u201clovecraftianos\u201d, ou mesmo, impl\u00edcita ou simbolicamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>As faces rubras do temor comunista, a paranoia da manipula\u00e7\u00e3o de massas, entre outros aspectos, pode ser identificados consistentemente no filme Vampiros de Almas, primeira vers\u00e3o da franquia posteriormente intitulada de Os Invasores de Corpos; mas, quais invasores? Sobrenaturais? Pol\u00edticos? <br><br>A pergunta ecoa com diferentes respostas; \u00f3bvias ou interpretativas, pois at\u00e9 mesmo o conceito de <em>alien<\/em> assimila significados distintos, ao indicar elementos oriundos de pa\u00edses estrangeiros. Decerto, ainda que a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica do horror ou sua manifesta\u00e7\u00e3o nas mais variadas formas de fic\u00e7\u00e3o acentue contornos pautados na realidade, o sobrenatural, a despeito de tudo, nunca perdeu sua majestade. <br><br>Afinal, o terror, assim como qualquer forma de arte, pode ser analisado como uma esp\u00e9cie de escapismo. Todavia, um escapismo que incita medo, para o qual aquele que o consome caminha a passos largos e de m\u00e3os dadas \u00e0 sua pr\u00f3pria \u201catemoriza\u00e7\u00e3o\u201d. <br><br>J\u00e1 foi explicado que o c\u00e9rebro funciona em paralelo e se atrai em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00f3rbido e ao macabro, informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o usualmente processadas, o que explicita o fasc\u00ednio humano pelo que, num primeiro momento, causaria asco ou repulsa. E, nesses meandros, o sobrenatural, envolvendo as v\u00e1rias percep\u00e7\u00f5es do mal, seja na figura do homem ou do dem\u00f4nio, sempre estiveram presentes nas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><br>Na obra cinematogr\u00e1fica O beb\u00ea de Rosemary, (1967), adaptada do livro hom\u00f4nimo de Ira Levin, conhecemos a hist\u00f3ria de Rosemary Woodhouse, esposa de um ator decadente e frustrado que se v\u00ea habitando um disputado pr\u00e9dio novaiorquino, com loca\u00e7\u00f5es gravadas no Edif\u00edcio Dakota, onde foi assassino John Lennon. <br><br>Nesse passo, desde que trava conhecimento com seus novos vizinhos, o aparente simp\u00e1tico casal de idosos interpretados por Sidney Blackmer e Ruth Gordon, em meio \u00e0 sua pr\u00f3pria solid\u00e3o imposta, estranhos desdobramentos fazem com que seja semeada a suspeita de seu envolvimento com o ocultismo. <br><br>Seria realmente um concili\u00e1bulo de bruxas em pleno s\u00e9culo XX, no qual ela foi inserida como coadjuvante e v\u00edtima, ou proje\u00e7\u00f5es oriundas de suas pr\u00f3prias fantasias incentivadas por uma crise existencial?\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><br>O filme, desde os prim\u00f3rdios de sua realiza\u00e7\u00e3o, foi nutrido com um olhar especial pela produtora cinematogr\u00e1fica <em>Paramount<\/em>. Projeto com dire\u00e7\u00e3o originalmente delegada a Willian Castle, que em momento posterior ficou a cargo da produ\u00e7\u00e3o, pois oriundo de um nicho substancial de produ\u00e7\u00f5es baratas de terror, o est\u00fadio n\u00e3o queria que a obra fosse, de plano, rotulada como mais uma pel\u00edcula rasa como as que permeavam o per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A despeito de n\u00e3o surgir como a primeira retrata\u00e7\u00e3o do dem\u00f4nio no cinema, pode ser indicado como o filme de maior relev\u00e2ncia at\u00e9 ent\u00e3o. Nos anos vindouros, os argumentos derivados do tema possess\u00f5es demon\u00edacas se popularizariam a partir do lan\u00e7amento de \u201cO Exorcista\u201d, (1973), de William Friedkin, baseado no fabuloso romance de William Peter Blatty, e, at\u00e9 mesmo, no Brasil, com o lan\u00e7amento de \u201cExorcismo Negro\u201d, de Jos\u00e9 Mojica Marins. <br><br>In\u00fameros s\u00e3o os t\u00edtulos que flertam ou abordam diretamente a tem\u00e1tica, alguns com mais \u00eaxito, como \u201cO Anticristo\u201d, (1974) e as franquias \u201cProfecia\u201d, (1976), e mais recente \u201cInvoca\u00e7\u00e3o do Mal\u201d (2013), al\u00e9m do <em>spin-off <\/em>Annabelle (2014). Estes \u00faltimos conquistaram grande n\u00famero de admiradores do g\u00eanero, tendo como plano de fundo, hist\u00f3rias reais do casal de pesquisadores do sobrenatural Ed e Lorraine Warren.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A vereda pelo desconhecido sempre desperta algo dentro de n\u00f3s, seja nas fantasias, na imagina\u00e7\u00e3o, nos sonhos. Aquilo que est\u00e1 nas entrelinhas, nos discursos enigm\u00e1ticos, nas figuras formadas pela nossa mente ao avistar algo que n\u00e3o est\u00e1 claro, nas sombras assustadoras, indefinidas projetadas nos cantos dos ambientes. Seja consciente ou inconsciente, sempre buscamos algum tipo de interpreta\u00e7\u00e3o para dar conta de nossas indaga\u00e7\u00f5es cotidianas, de ang\u00fastias existenciais, sobre a alma, a morte, o mundo espiritual, a exist\u00eancia de dimens\u00f5es, viagem no tempo, vida ap\u00f3s a morte, ou simplesmente, o nada. De qualquer maneira, a busca por explica\u00e7\u00f5es parece fazer parte da ess\u00eancia humana.<\/p>\n\n\n\n<p><br>De volta ao longa O beb\u00ea de Rosemary, o que faz ent\u00e3o, este verdadeiro cl\u00e1ssico do cinema ser at\u00e9 hoje t\u00e3o perturbadoramente instigante? \u00c9 poss\u00edvel dizer que o filme causa estranheza, desconforto, angustia, sensa\u00e7\u00f5es incomodas. Podemos arriscar ainda que, apesar de novas tentativas surgirem ao longo da hist\u00f3ria cinematogr\u00e1fica, dificilmente filmes contempor\u00e2neos conseguiram provocar em seus espectadores tantas emo\u00e7\u00f5es, e impactos. <br><br>Al\u00e9m disso, um detalhe muito importante: sem revelar quase nada ao p\u00fablico. Brilhantemente, o filme opta por seguir por uma narrativa velada e obscura, o que aumenta ainda mais a tens\u00e3o em torno de Rosemary e sua gravidez. O que ela de fato carregava em seu ventre? Um ser maligno? Um monstro? Alguma criatura desconhecida? Algo poderoso? Hip\u00f3teses gravitam o tempo todo. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que esta grande obra do terror \u00e9 considerada refer\u00eancia em produ\u00e7\u00e3o, roteiro, cinematografia, atua\u00e7\u00f5es, tendo ganhado o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A trama flerta, principalmente no in\u00edcio, com nossos julgamentos: ora \u00e9 cr\u00edvel a exist\u00eancia de um mundo oculto, ora apostamos numa interpreta\u00e7\u00e3o mais c\u00e9tica, pois a ing\u00eanua e simp\u00e1tica protagonista parece nos dar pistas de que tudo n\u00e3o passava de alucina\u00e7\u00f5es e perturba\u00e7\u00f5es fruto de sua imagina\u00e7\u00e3o f\u00e9rtil. Por\u00e9m, at\u00e9 os mais c\u00e9ticos, ao longo da narrativa, caem nas garras do sobrenatural, do nebuloso e curioso dom\u00ednio do misticismo, da magia, dos fen\u00f4menos paranormais, das seitas e da pr\u00e1tica de bruxaria.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Um dos pontos mais angustiantes do longo \u00e9 o fato de que em nenhum momento a criatura \u00e9 revelada. Mesmo que a narrativa seja um tanto lenta, o espectador prende-se ao imagin\u00e1rio pulsante daquela tenebrosa gravidez, alimentando um crescente mal-estar por algo que parece ser proibido e inalcan\u00e7\u00e1vel. Ainda assim, queremos chegar at\u00e9 o final daquele enredo macabro na ilus\u00f3ria ideia de que tudo ser\u00e1 solucionado e satisfatoriamente conclu\u00eddo.<br><br>O que vemos \u00e9 justamente o contr\u00e1rio, ao nascer a criatura, o filme faz quest\u00e3o de focar na express\u00e3o aterrorizada de Rosemary ao olhar para o seu beb\u00ea. Fei\u00e7\u00e3o esta que permanece em nossas mentes por muito tempo, nos provocando uma intensa sensa\u00e7\u00e3o de pavor e, ao mesmo tempo, de grande falta, frustra\u00e7\u00e3o, pois nunca saberemos o que de fato havia naquele carrinho. E bem sabemos que, psiquicamente, quanto mais h\u00e1 falta, maior parece ser o desejo. Quanto mais inc\u00f3gnita \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o, mais voraz \u00e9 a nossa vontade de conhecer.<\/p>\n\n\n\n<p><br>De maneira inteligente e perspicaz, sem expor cenas sanguinolentas ou atos violentos, pessoas desfiguradas ou sorrisos enviesados, a obra aponta outras perspectivas que nos geram uma crescente estranheza, seja nas ambienta\u00e7\u00f5es, a exemplo do edif\u00edcio envelhecido e charmoso, nas personagens prestativas demais, nos di\u00e1logos com \u201cpontas soltas\u201d, esquisitas coincid\u00eancias e uma gesta\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica sem motivos aparentes.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><br>Podemos arriscar dizer que o filme nos coloca numa corda bamba: pendemos entre os limites da racionalidade e uma verdade absolutamente incomoda e de dif\u00edcil digest\u00e3o. Pior do que esperar que algo realmente aconte\u00e7a, \u00e9 sentir-se aprisionado numa sensa\u00e7\u00e3o constante de tens\u00e3o, na imin\u00eancia de se realizar, mas que n\u00e3o se concretiza. <br><br><br>E \u00e9 exatamente isso que O beb\u00ea de Rosemary faz com nossa mente: nos provoca uma sensa\u00e7\u00e3o terr\u00edvel que implora por um desfecho que encerrar\u00e1 nosso desconforto, mas que nunca se cumpre. Ficamos permeados por um mist\u00e9rio insol\u00favel que n\u00e3o cessa de nos perturbar. Deparamo-nos com o vazio, e que jamais o preencheremos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>No contexto atual, o subg\u00eanero \u2014 inclusive, a \u00e2nsia por r\u00f3tulos e defini\u00e7\u00f5es, nunca se mostrou t\u00e3o \u00e1vida \u2014 recebe constantes e pontuais revisita\u00e7\u00f5es. Os suspenses psicol\u00f3gicos, por exemplo, \u201cca\u00edram nas gra\u00e7as\u201d do p\u00fablico, intitulados de <em>cult<\/em>, assim como as faces do sobrenatural ainda se mant\u00eam igualmente sedutoras, bem como o interesse pelo sombrio e por fen\u00f4menos aparentemente inexplic\u00e1veis. Desde o <em>body horror<\/em> de David Cronenberg, ao surrealismo de David Lynch, perpassando as sutilezas do cinema japon\u00eas no qual drama e horror se unem, o terror \u2013 humano ou sobrenatural \u2013 evolui em paralelo ao amadurecimento do cinema. E, por \u00f3bvio, do perfil de p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Aos apaixonados por hist\u00f3rias que \u201cdeixam em aberto\u201d seu desfecho, e a \u201cconclus\u00e3o\u201d a cargo do imagin\u00e1rio dos espectadores, O beb\u00ea de Rosemary \u00e9 um verdadeiro deleite. J\u00e1 para aqueles que anseiam por finais explic\u00e1veis e obsessivamente interpret\u00e1veis, a experi\u00eancia pode ser um tanto desoladora.<br><br><strong>Marcus Hemerly<\/strong><br><strong>E:meio:<\/strong> <a href=\"MARCUSHEMERLY@GMAIL.COM\" title=\"\">MARCUSHEMERLY@GMAIL.COM<\/a><br><strong>Instagram:<\/strong> <a href=\"http:\/\/marcus_hemerly\" title=\"\">http:\/\/marcus_hemerly<\/a><br>marcushemerly@adminj<br><br><strong>Bruna Rosalem<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.psicanaliseecotidiano.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.psicanaliseecotidiano.com.br<\/a>&nbsp;<br><a href=\"contato@psicanaliseecotidiano.com.br\" title=\"\">contato@psicanaliseecotidiano.com.br<\/a><br><br><br>Voltar: <a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\" title=\"\">http:\/\/www.jornalrol.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O temor material, tang\u00edvel, perpassa \u00e0s percep\u00e7\u00f5es do ser humano fazendo com que seus pr\u00f3prios medos, frequentemente inconscientes, assomem de forma palp\u00e1vel&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":55616,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9398,9285,1],"tags":[1490,1972,5388,9446,7236],"class_list":["post-57528","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-literatura","category-sem-categoria","tag-bruna-rosalem","tag-cinema","tag-marcus-hemerly","tag-o-bebe-de-rosemary","tag-psicanalise"],"aioseo_notices":[],"views":995,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Marcus-Hemerly.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":61859,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=61859","url_meta":{"origin":57528,"position":0},"title":"Desejos e fantasias: o velado e o revelado em De Olhos Bem Fechados","author":"Bruna Rosalem","date":"6 de outubro de 2023","format":false,"excerpt":"Os conflitos deflagrados por uma mir\u00edade de fatores \u00ednsitos \u00e0 complexidade do homem n\u00e3o passaram ao largo da retrata\u00e7\u00e3o art\u00edstica. 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