{"id":576,"date":"2015-01-16T16:41:37","date_gmt":"2015-01-16T18:41:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=576"},"modified":"2015-01-16T16:41:37","modified_gmt":"2015-01-16T18:41:37","slug":"megacidades-desafio-para-o-futuro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=576","title":{"rendered":"MEGACIDADES: DESAFIO PARA O FUTURO"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F576&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F576&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><p><strong>Artigo de\u00a0Marcelo Augusto Paiva Pereira &#8211; paiva-pereira@bol.com.br:\u00a0MEGACIDADES: DESAFIO PARA O FUTURO<\/strong><!--more--><\/p>\n<p>As grandes cidades que vem surgindo ao redor do mundo tem sido objeto de incertezas e<br \/>\npreocupa\u00e7\u00f5es pelos administradores p\u00fablicos, habitantes e por v\u00e1rios profissionais, dos quais<br \/>\nest\u00e3o os arquitetos e urbanistas. As aludidas tem atingido a grandeza de megacidades, com<br \/>\nurbaniza\u00e7\u00e3o prolixa e de dif\u00edcil solu\u00e7\u00e3o abrangente. O presente texto far\u00e1 o exame, ainda que<br \/>\nde preliba\u00e7\u00e3o, da ca\u00f3tica situa\u00e7\u00e3o urbana que enfrentamos.<br \/>\nUma das megacidades existentes \u00e9 S\u00e3o Paulo, capital do Estado de S\u00e3o Paulo, com seus onze<br \/>\nmilh\u00f5es de habitantes e crescendo a cada ano, mesmo em ritmo menor do que em anos<br \/>\nanteriores. A redu\u00e7\u00e3o do crescimento da capital paulista n\u00e3o a exime das atuais dificuldades<br \/>\nexistentes nem das futuras, visto que o tecido urbano em que se encontra vem sendo<br \/>\ndeformado desde a comemora\u00e7\u00e3o do terceiro centen\u00e1rio (1854).<br \/>\nEnquanto os prec\u00e1rios meios de transporte existentes na segunda metade do s\u00e9culo XIX<br \/>\nsupriram as necessidades de deslocamento dos habitantes da cidade de S\u00e3o Paulo, a<br \/>\ninstala\u00e7\u00e3o das linhas de bondes el\u00e9tricos (a partir de 1900) deu in\u00edcio ao ca\u00f3tico tr\u00e2nsito e \u00e0s<br \/>\npioras sucessivas ao longo dos anos, na mobilidade paulistana, acompanhada da especula\u00e7\u00e3o<br \/>\nimobili\u00e1ria e da cria\u00e7\u00e3o de bairros planejados (Jardim Am\u00e9rica, pela Companhia City em 1915,<br \/>\ne outros).<br \/>\nSe, por um lado, as linhas de bondes el\u00e9tricos melhoraram a mobilidade dos habitantes da<br \/>\ncapital, por outro lado limitaram-se a operar em regi\u00f5es mais favorecidas economicamente,<br \/>\nem preju\u00edzo de regi\u00f5es sem o mesmo padr\u00e3o econ\u00f4mico ou mais distantes. Nesse per\u00edodo<br \/>\nera a Light a empresa (de origem canadense) que administrava essas linhas.<br \/>\nEm 1947 foi extinta a Light e criada a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo<br \/>\n(CMTC), sociedade de economia mista que assumiu o monop\u00f3lio, acervo e passivo daquela<br \/>\nempresa canadense, operando no munic\u00edpio a partir de 1949 com os primeiros tr\u00f3lebus e<br \/>\n\u00f4nibus a diesel. Apesar de ter obtido algum sucesso na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de transporte<br \/>\np\u00fablico, a CMTC mostrou-se insuficiente, fazendo surgir, ao fim da d\u00e9cada de 50 do s\u00e9culo<br \/>\nXX, empresas privadas de transporte p\u00fablico. Mas, o sistema de transportes estava<br \/>\ncaminhando para o am\u00e1lgama existente at\u00e9 os dias atuais.<br \/>\nAo lado do sistema de transporte p\u00fablico, o Plano de Avenidas (1930), de Francisco Prestes<br \/>\nMaia (enquanto secret\u00e1rio de obras e via\u00e7\u00e3o da Prefeitura Municipal de S\u00e3o Paulo), tamb\u00e9m<br \/>\ncolaborou para agravar a mobilidade urbana, na raz\u00e3o do acolhimento do ve\u00edculo de passeio<br \/>\n(ve\u00edculo de uso familiar) como o modelo de mobilidade que vinha alimentando os sonhos de<br \/>\nconsumo das classes populares, m\u00e9dia e alta ao redor do mundo. O autom\u00f3vel seduziu a<br \/>\nhumanidade desde os prim\u00f3rdios (1884), ensejando diversos projetos urbanos tendo nesse<br \/>\nmodelo de transporte a \u201csolu\u00e7\u00e3o ideal\u201d para o transporte urbano.<br \/>\nA caracter\u00edstica do seu plano vi\u00e1rio era remodelar o sistema vi\u00e1rio da capital paulista de modo<br \/>\na compor um sistema radial acompanhado de um perimetral. Este seria um anel vi\u00e1rio em<br \/>\ntorno do centro para descongestiona-lo, fazendo uso de um sistema de avenidas e viadutos.<br \/>\nEle tamb\u00e9m pretendia por um sistema de vias desenhadas a partir do per\u00edmetro de irradia\u00e7\u00e3o<br \/>\npara todos os quadrantes da cidade, fazendo liga\u00e7\u00f5es com as vias perimetrais.<br \/>\nA execu\u00e7\u00e3o das obras vi\u00e1rias alterou a estrutura urbana da capital paulista e consolidou o<br \/>\nmodelo perif\u00e9rico de expans\u00e3o urbana, apoiado no trip\u00e9 loteamentos irregulares,<br \/>\nautoconstru\u00e7\u00e3o e transporte p\u00fablico.<br \/>\nA instala\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional de ve\u00edculos \u2013 em 1959 \u2013 veio ao encontro desses projetos<br \/>\nurbanos, nos quais o autom\u00f3vel era o meio de transporte para as grandes cidades,<br \/>\nconstitu\u00eddas de milhares de ruas e avenidas. Era o ideal meio de transporte das classes m\u00e9dia<br \/>\ne alta, mas n\u00e3o para as classes populares, desprovidas de condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para adquiri-los.<br \/>\nA elas cabia apenas o transporte p\u00fablico, destinado a atender somente a quem n\u00e3o podia<br \/>\nter a pr\u00f3pria condu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEsse gradiente entre as classes mais e as menos favorecidas permanece at\u00e9 os dias atuais,<br \/>\nagravada pelo descompasso da urbaniza\u00e7\u00e3o, surgida em cada per\u00edodo de expans\u00e3o urbana e<br \/>\nsob a assist\u00eancia do poder econ\u00f4mico.<br \/>\nOs planos integrados de tr\u00e2nsito das d\u00e9cadas de 60 e 70 do s\u00e9culo XX trataram da mobilidade<br \/>\nurbana, com preocupa\u00e7\u00f5es voltadas para o transporte de massa. Foram apresentados:<br \/>\na) Grupo Executivo do Metr\u00f4 (GEM), em agosto de 1966;<br \/>\nb) Plano Urban\u00edstico B\u00e1sico de S\u00e3o Paulo (PUB), em 1969;<br \/>\nc) Plano Metropolitano de Desenvolvimento Integrado (PMDI), em 1971;<br \/>\nd) Programa de A\u00e7\u00e3o Imediata de Transporte e Tr\u00e1fego (PAITT), em 1971.<br \/>\nReferidos planos integrados de tr\u00e2nsito surgiram antes da cria\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana de<br \/>\nS\u00e3o Paulo (RMSP), pela lei complementar federal n\u00ba 14, de 8 de junho de 1973 e<br \/>\nregulamentada pela lei complementar estadual n\u00ba 94, de 24 de maio de 1974.<br \/>\nO Grupo Executivo do Metr\u00f4 elaborou, em 1967, a primeira pesquisa Origem\/Destino, com<br \/>\nvistas a atender \u00e0s car\u00eancias de transporte. Serviu de base para o surgimento do metr\u00f4,<br \/>\ninaugurado somente em 1974, com duas linhas: Norte-Sul (atual linha azul) e Leste-Oeste<br \/>\n(atual linha vermelha).<br \/>\nDo Plano Urban\u00edstico B\u00e1sico de S\u00e3o Paulo (PUB) os demais planos tamb\u00e9m propuseram \u2013 em<br \/>\ncomum \u2013 a prioridade para o transporte coletivo como solu\u00e7\u00e3o aos gravames da mobilidade,<br \/>\nenfrentados pela capital paulista. Esses planos sustentavam uma extensa rede metroferrovi\u00e1ria,<br \/>\nacrescida de linhas de metr\u00f4 e da recupera\u00e7\u00e3o das linhas do trem metropolitano.<br \/>\nOs \u00f4nibus atuariam nos trechos em que as linhas f\u00e9rreas fossem ausentes, fazendo a conex\u00e3o<br \/>\nentre um e outro modelo de transporte.<br \/>\nOs planos de mobilidade urbana que foram concebidos priorizaram as esp\u00e9cies de transporte<br \/>\n\u2013 coletivo e particular \u2013 em detrimento dos projetos urbanos. Estes sempre foram<br \/>\nfundamentais para a mobilidade urbana, porque o tra\u00e7ado desenhado define as rotas para a<br \/>\nrealiza\u00e7\u00e3o urbana da mobilidade.<br \/>\nH\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre transporte e uso do solo. Se, por um lado, o transporte atua<br \/>\ncomo causa do uso do solo, levando a urbaniza\u00e7\u00e3o onde antes n\u00e3o havia, por outro lado o<br \/>\ntransporte responde como consequ\u00eancia do uso do solo, sendo introduzido nas regi\u00f5es<br \/>\nurbanas que os reclame.<br \/>\nOs projetos urbanos, por\u00e9m, n\u00e3o atuam sozinhos. Eles s\u00e3o submetidos ao exame da<br \/>\nadministra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, no sentido de serem aprovados para que possam urbanizar sob a tutela<br \/>\nda lei os espa\u00e7os do munic\u00edpio carentes da atua\u00e7\u00e3o da municipalidade. O munic\u00edpio,<br \/>\nentretanto, deve realizar o planejamento urbano, elaborando o plano diretor estrat\u00e9gico e a lei<br \/>\nde zoneamento para organizar a distribui\u00e7\u00e3o do uso do solo urbano.<br \/>\nO plano diretor estrat\u00e9gico tem o escopo de estabelecer a pol\u00edtica de desenvolvimento urbano<br \/>\ne distribuir a regi\u00e3o metropolitana nas zonas e \u00e1reas urbanas, distinguindo uma da outra em<br \/>\nraz\u00e3o das esp\u00e9cies \u2013 ou tipos \u2013 de ambientes urbanos pretendidos.<br \/>\nA lei de zoneamento do munic\u00edpio tem a finalidade de regulamentar a urbaniza\u00e7\u00e3o do<br \/>\nmunic\u00edpio, estabelecendo os crit\u00e9rios legais para as esp\u00e9cies de edifica\u00e7\u00f5es, em obedi\u00eancia<br \/>\nao disposto no plano diretor estrat\u00e9gico.<br \/>\nParalelamente, outras legisla\u00e7\u00f5es \u2013 municipais, estaduais e federais \u2013 tamb\u00e9m tem o escopo<br \/>\nde regulamentar o crescimento urbano, fixando outras regras e outras exce\u00e7\u00f5es para dar<br \/>\ncumprimento aos anseios da sociedade, desejosa por um ambiente urbano que d\u00ea melhores<br \/>\ncondi\u00e7\u00f5es de vida, em alus\u00e3o ao art. 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (conceito de cidade justa).<br \/>\nAo lado de toda essa din\u00e2mica legislativa, com vistas a assegurar \u00e0 sociedade o ambiente<br \/>\nurbano almejado, tamb\u00e9m caminha o interesse econ\u00f4mico, assistido pela especula\u00e7\u00e3o<br \/>\nimobili\u00e1ria.<br \/>\nA especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria \u00e9 fator indissoci\u00e1vel do crescimento urbano, seja ou n\u00e3o amparado<br \/>\npor um projeto ou planejamento urbano. A referida surge na medida do interesse particular,<br \/>\nque anseia por um lugar ou por um melhor lugar na urbe, com vistas a melhorar a qualidade<br \/>\nda pr\u00f3pria vida ou dos familiares. H\u00e1, tamb\u00e9m, o interesse pessoal por status (capricho<br \/>\npessoal movido pela vaidade) e muitas outras vari\u00e1veis (necessidade, por exemplo), que<br \/>\nestimulam a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria.<br \/>\nO resultado desse am\u00e1lgama de interesses \u2013 p\u00fablico e particular \u2013 cria diferen\u00e7as no<br \/>\npermanente crescimento urbano, por vezes alterando planos diretores, modificando acidentes<br \/>\ngeogr\u00e1ficos e avan\u00e7ando em \u00e1reas impr\u00f3prias para a edifica\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es, com\u00e9rcio e<br \/>\nind\u00fastria.<br \/>\nO controle do crescimento urbano torna-se insuficiente para assegurar a correta obedi\u00eancia<br \/>\n\u00e0s regras legislativas fixadas, abrindo brechas na operacionalidade do planejamento da urbe,<br \/>\npodendo obstar a atividade administrativa e fazer a sociedade crer que est\u00e1 ao desamparo,<br \/>\nporque o crescimento urbano encontra-se sem a adequada ordena\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEsse \u00e9 o espectro atual da megacidade de S\u00e3o Paulo. A nossa capital paulista enfrenta os mais<br \/>\ndiversos gravames urbanos, por vezes sem solu\u00e7\u00e3o apropriada para a finalidade a que se<br \/>\npretende, movendo os mais diversos profissionais a desenhar e propor muitos projetos, alguns<br \/>\ninfrut\u00edferos, outros adequados \u00e0 interven\u00e7\u00e3o urbana e outros de or\u00e7amentos p\u00fablicos invi\u00e1veis<br \/>\nao munic\u00edpio.<br \/>\nMuitas das solu\u00e7\u00f5es encontradas s\u00e3o pontuais, reportam-se a um recorte urbano, limitando-se<br \/>\na trechos da cidade onde se pretende dar nova leitura e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida e<br \/>\nde mobilidade \u00e0s pessoas desse local e que por ele transitem. Se, por\u00e9m, esses projetos<br \/>\npontuais solucionam os gravames locais, removendo \u00f3bices preexistentes, tais projetos n\u00e3o<br \/>\nse estendem para toda a urbe nem seus efeitos conseguem atingi-la na totalidade; somente<br \/>\natingem o entorno da regi\u00e3o redesenhada.<br \/>\nSolu\u00e7\u00f5es pontuais s\u00e3o bem vindas na medida da for\u00e7a de influ\u00eancia do projeto que se preparou<br \/>\npara a interven\u00e7\u00e3o no recorte urbano para o qual foi destinado. Muitos projetos de interven\u00e7\u00e3o<br \/>\nurbana apresentam \u00f3timas solu\u00e7\u00f5es, que servem de modelo para outros projetos em regi\u00f5es<br \/>\nda capital paulista que apresentem gravames ou caracter\u00edsticas urbanas semelhantes.<br \/>\nEntre muitas propostas h\u00e1 uma mais abrangente, que pretende dar autonomia \u00e0s regi\u00f5es<br \/>\nperif\u00e9ricas da Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo (RMSP), unindo-as por vias p\u00fablicas<br \/>\nperimetrais, acrescidas de transporte p\u00fablico adequado \u00e0 demanda de passagens e a elas<br \/>\nconferindo mobilidade pr\u00f3pria, sem necessitar de ir ao centro de S\u00e3o Paulo, criando bols\u00f5es<br \/>\nde habita\u00e7\u00f5es, com\u00e9rcio e atividades de lazer nessas regi\u00f5es perif\u00e9ricas, assemelhando-se ao<br \/>\nmodelo adotado para a cidade de Madri, na Espanha. Essa proposta tem o escopo de melhorar<br \/>\na mobilidade na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo e n\u00e3o apenas em S\u00e3o Paulo.<br \/>\nProvid\u00eancias administrativas como a publica\u00e7\u00e3o de decretos de desapropria\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis<br \/>\ns\u00e3o medidas salutares, convenientes e oportunas para determinado recorte urbano, trecho a<br \/>\nque se pretende dar outra configura\u00e7\u00e3o espacial para melhor aproveitamento desse espa\u00e7o no<br \/>\ntecido urbano. Mas, assim como outras propostas de recupera\u00e7\u00e3o urbana, \u00e9 medida limitada<br \/>\nao recorte contido na imensa malha urbana de S\u00e3o Paulo.<br \/>\nAs reclama\u00e7\u00f5es da sociedade, na obten\u00e7\u00e3o de melhor qualidade de vida, visam \u00e0 infraestrutura<br \/>\nurbana, sendo esta um complexo sistema de equipamentos, servi\u00e7os p\u00fablicos e gest\u00e3o<br \/>\nadministrativa. A infraestrutura urbana se constitui de postos de sa\u00fade, postos policiais,<br \/>\ndelegacias de pol\u00edcia, escolas, creches, habita\u00e7\u00f5es populares, servi\u00e7o de coleta de lixo,<br \/>\ntransporte p\u00fablico, al\u00e9m das redes de \u00e1gua, luz, g\u00e1s, esgoto, galerias de \u00e1guas pluviais,<br \/>\ncal\u00e7amento das vias p\u00fablicas e outros servi\u00e7os e equipamentos p\u00fablicos. A infraestrutura<br \/>\nurbana tem o escopo de dar suporte \u00e0 vida di\u00e1ria dos habitantes, devendo para isso ter, o<br \/>\npoder p\u00fablico, equipamentos, suportes f\u00edsicos, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e a administra\u00e7\u00e3o deles.<br \/>\nA execu\u00e7\u00e3o da infraestrutura urbana pelos poderes p\u00fablicos requer volumosas verbas<br \/>\np\u00fablicas, que precisam ser aprovadas pelo poder legislativo de cada pessoa pol\u00edtica e<br \/>\nadministrativa. Nem sempre s\u00e3o aprovadas e, mesmo quando s\u00e3o, por vezes se tornam<br \/>\ninsuficientes para bancar a infraestrutura almejada (ensejando a coparticipa\u00e7\u00e3o da iniciativa<br \/>\nprivada na execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos de infraestrutura urbana).<br \/>\nAs car\u00eancias urbanas s\u00e3o em muitas e, devido \u00e0s dimens\u00f5es da urbe paulistana, as solu\u00e7\u00f5es<br \/>\napresentadas \u2013 tamb\u00e9m pelos arquitetos e urbanistas \u2013 parecem resultar em menos do que o<br \/>\nproposto. A megacidade de S\u00e3o Paulo \u00e9 t\u00e3o grande, inclusive em seus gravames, que parece<br \/>\nengolir os projetos de interven\u00e7\u00e3o urbana apresentados e nela executados.<br \/>\nS\u00e3o em muitos os desafios apresentados pela megacidade de S\u00e3o Paulo, ensejando muitos<br \/>\nestudos t\u00e9cnicos, tanto pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos quanto pelas universidades, p\u00fablicas e privadas,<br \/>\nengenheiros, arquitetos e urbanistas e outros profissionais. Em concurso de vontades dever\u00e3o<br \/>\nter a incumb\u00eancia de apresentar solu\u00e7\u00f5es que eliminem todos os gravames urbanos<br \/>\nexistentes. Mas, a quest\u00e3o a ser respondida \u00e9 quando essas solu\u00e7\u00f5es vir\u00e3o ao nosso encontro.<br \/>\nA resposta ser\u00e1 dada pelo tempo, almejando-se pelo menor deles, num futuro pr\u00f3ximo da<br \/>\nrealidade e do momento que enfrentamos. Nada a mais.<br \/>\n<strong>Marcelo Augusto Paiva Pereira<\/strong><br \/>\n(o autor \u00e9 aluno de gradua\u00e7\u00e3o da FAUUSP)<br \/>\nREFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<br \/>\nFAU.USP. A Metr\u00f3pole de uma Sociedade de Elite. Dispon\u00edvel em:<br \/>\n&lt;http:\/\/www.fau.usp.br\/docentes\/depprojeto\/c_deak\/CD\/3publ\/07sp-metr-elit\/07-SP-Metpo.pdf&gt;<br \/>\n(acessado em 21.09.2014);<br \/>\nFAU.USP. A Rede de Transporte e a Ordena\u00e7\u00e3o do Espa\u00e7o Urbano. Dispon\u00edvel em:<br \/>\n&lt;http:\/\/www.fau.usp.br\/cursos\/graduacao\/arq_urbanismo\/disciplinas\/aup0555_1o_sem_20<br \/>\n13\/133_07_Andreina_Nigriello_e_Rafael_de_Oliveira_V2.pdf&gt; (acessado em 25.09.2014);<br \/>\nANTP.ORG. Premissas para um plano de mobilidade urbana. Dispon\u00edvel em:<br \/>\n&lt;http:\/\/www.antp.org.br\/_5dotSystem\/download\/dcmDocument\/2013\/03\/06\/ABB0D95FD337-4FF5-9627-F8D3878A9404.pdf&gt;<br \/>\n(acessado em 14.11.2014);<br \/>\nPREFEITURA.SP.GOV. EMURB. Empresa Municipal de Urbaniza\u00e7\u00e3o. Infraestrutura Urbana.<br \/>\nDispon\u00edvel em:<br \/>\n&lt;http:\/\/www.prefeitura.sp.gov.br\/cidade\/secretarias\/upload\/meio_ambiente\/arquivos\/EIA_Ca<br \/>\npitulo_II_MeioSocioeconomico_parte5.pdf&gt; (acessado em 20.12.2014);<br \/>\nBRASIL. Lei Complementar Federal n\u00ba 14, de 08 de junho de 1973. Dispon\u00edvel em:<br \/>\n&lt;http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/Lcp14.htm&gt; (acessado em 27.11.2014);<br \/>\nBRASIL. Lei Complementar Estadual n\u00ba 94, de 24 de maio de 1974. Dispon\u00edvel em:<br \/>\n&lt;http:\/\/www.emplasa.sp.gov.br\/sijur\/04%20Legisla%C3%A7%C3%A3o%20Estadual\/04.03.<br \/>\n%20Regioes%20Metropolitanas\/04.03.01.%20Regi%C3%A3o%20Metropolitana%20de%20S<br \/>\n%C3%A3o%20Paulo\/04.03.01.01.%20Legisla%C3%A7%C3%A3o%20Geral%5C01.%20Lei%<br \/>\n20Complementar%20estadual%20n%C2%BA%2094,%20de%2029%20de%20maio%20de%2<br \/>\n01974.htm&gt; (acessado em 27.11.2014);<br \/>\nOUTRAS REFER\u00caNCIAS<br \/>\nNOBRE, Eduardo et al. Desenho Urbano e Projeto dos Espa\u00e7os da Cidade. FAUUSP. De. 07.03<br \/>\na 28.06.2013. Anota\u00e7\u00f5es de aulas. N\u00e3o publicadas;<br \/>\nNIGRIELLO, Andre\u00edna et al. Organiza\u00e7\u00e3o Urbana e Planejamento. FAUUSP. De 18.09 a<br \/>\n11.12.2014. Anota\u00e7\u00f5es de aulas. N\u00e3o publicadas;<br \/>\nSILVA, Ricardo Toledo, MEYER, Jo\u00e3o F. Pires, BORELLI, Jos\u00e9. Infraestrutura Urbana e Meio<br \/>\nAmbiente. FAUUSP. De 18.09 A 18.12.2014. Anota\u00e7\u00f5es de aulas. N\u00e3o publicadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de\u00a0Marcelo Augusto Paiva Pereira &#8211; paiva-pereira@bol.com.br:\u00a0MEGACIDADES: DESAFIO PARA O FUTURO<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[5358],"class_list":["post-576","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-marcelo-paiva-pereira"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":37506,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=37506","url_meta":{"origin":576,"position":0},"title":"Marcelo Paiva Pereira: &#039;Megacidades &amp; Centralidades urbanas&#039;","author":"Marcelo Paiva Pereira","date":"7 de fevereiro de 2021","format":false,"excerpt":"Megacidades & Centralidades urbanas Megacidades s\u00e3o macrorregi\u00f5es em que se concentram milh\u00f5es de habitantes, distribu\u00eddos nas diversas classes sociais e econ\u00f4micas, num conjunto por vezes desordenado de crescimento urbano devido \u00e0 morosidade na implanta\u00e7\u00e3o de projetos urbanos. 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