{"id":57923,"date":"2023-07-02T12:30:28","date_gmt":"2023-07-02T15:30:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=57923"},"modified":"2023-07-04T14:36:15","modified_gmt":"2023-07-04T17:36:15","slug":"a-noite-das-vampiras-o-ressuscitar-do-cinema-fantastico-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=57923","title":{"rendered":"A noite das vampiras: o ressuscitar do cinema fant\u00e1stico nacional"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F57923&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F57923&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">CINEMA EM TELA<br><br>Marcus Hemerly: &#8216;A noite das vampiras&#8217; <br><br> Entrevista com o diretor Rubens Mello<br><br><br><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" data-attachment-id=\"57924\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57924\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Jornal-cultural-o-rol-1-9-1.jpg\" data-orig-size=\"800,600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Jornal-cultural-o-rol-1-9-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Jornal-cultural-o-rol-1-9-1.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Jornal-cultural-o-rol-1-9-1.jpg\" alt=\"Banner sobre o lan\u00e7amento do filme &quot;A Noite das Vampiras&quot;\" class=\"wp-image-57924\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\"><br><br>Quando se lan\u00e7a um olhar linear sobre a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do cinema nacional, in\u00fameros fen\u00f4menos ou movimentos exsurgem evidenciados. De um lado, apontamos o chamado Cinema Novo, com expoentes como Glauber Rocha, Cac\u00e1 Diegue e Rui Guerra; estilo cinematogr\u00e1fico mais imerso em quest\u00f5es ou provoca\u00e7\u00f5es sobre problem\u00e1ticas sociais e existenciais, similar \u00e0 Nouvelle Vogue francesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\"><br>Aponta-se o Cinema Marginal, de pronunciadas fei\u00e7\u00f5es experimentais e autorais, que se integrou \u00e0s produ\u00e7\u00f5es da Boca do Lixo paulistana, reduto onde se produziu o maior percentual de t\u00edtulos no Brasil durante mais de duas d\u00e9cadas. Desde as chanchadas da Atl\u00e2ntida, a diversidade da Vera Cruz, e a multitude de temas tratados na tamb\u00e9m chamada Boca do Cinema (Boca do Lixo), \u00e9 inolvid\u00e1vel reconhecer a gama criativa e for\u00e7a do cinema brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Imprescind\u00edvel ressaltar a palavra versatilidade, pois, filmou-se bangue bangue, policiais, musicais, seja estilo <em>disco<\/em>teca ou caipira, e at\u00e9 mesmo, o terror. E, \u00e0 obviedade, quando se menciona o sin\u00f4nimo de terror, o primeiro nome que assoma \u00e0 mente \u00e9 o do saudoso cineasta Jos\u00e9 Mojica Marins, mundialmente famoso como \u201cZ\u00e9 do caix\u00e3o\u201d ou <em>Coffin Joe<\/em>, no exterior, personagem por ele imortalizado em sua primeira incurs\u00e3o ao g\u00eanero na produ\u00e7\u00e3o \u201c\u00c0 meia-noite levarei sua alma\u201d, de 1964. A obra de Jos\u00e9 Mojica, seu tom fortemente inovador e criativo, quase no sentido visceral instintivo, merece n\u00e3o apenas um artigo, mas livros, ensaios e estudos f\u00edlmicos.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Nesse passo, Mojica era tamb\u00e9m conhecido pelos in\u00fameros disc\u00edpulos, um em especial, sobre quem conheceremos um pouco da carreira. Recentemente, o cineasta guarulhense Rubens Mello, ator e autor de excelentes curtas-metragens encerrou as filmagens e processo de edi\u00e7\u00e3o de seu primeiro longa, o terrir&nbsp; \u201cA noite das vampiras\u201d. <br><br><br>O projeto conta com participa\u00e7\u00f5es ilustres como as atrizes Nicole Puzzi e D\u00e9bora Munhyz, musas do cinema paulista e estrelas de in\u00fameras produ\u00e7\u00f5es famosas, al\u00e9m da atriz, roteirista e escritora Liz Marins Vamp, filha do mestre Mojica, falecido em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u00c9 cedi\u00e7o que a populariza\u00e7\u00e3o e consumo do cinema nacional fortemente identificado nos anos 60, 70 e in\u00edcio dos anos 80, teve um decr\u00e9scimo produtivo, inclusive concomitante \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da Embrafilme, nos anos 90. Desde ent\u00e3o, o cinema brasileiro vem enfrentando dois extremos: vislumbrar-se, numa vertente, as produ\u00e7\u00f5es com super financiamentos de concep\u00e7\u00e3o mais comercial, e de outro lado, um sufocamento \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o independente, tornando cada vez mais dif\u00edcil fazer arte em terras brasileiras. <br><br><br>Digno de nota que o cinema fant\u00e1stico e de terror, ainda sobrevive pontualmente, mesmo n\u00e3o revestindo-se de fei\u00e7\u00f5es massificantes no que tange a distribui\u00e7\u00e3o ao grande p\u00fablico, mas permanecendo constante e crescendo cada vez mais em n\u00famero e visibilidade. \u00c9 o que se percebe pelos festivais e projetos cinematogr\u00e1ficos governamentais ou privados daqueles que ainda ousam deixar a fera criativa da s\u00e9tima arte se sobrepor \u00e0s dificuldades pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><br>De forma recorrente, pontua-se que ao artista, al\u00e9m da capacidade criativa, agasalham-se as peculiaridades heroicas da ousadia e coragem. Nesse espa\u00e7o, conheceremos um pouco sobre a carreira do diretor Rubens Mello e o processo de filmagem do longa que estreia no dia 05 de julho na Cinemateca Brasileira, um dos pontos mais celebrados da cultura nacional, o que, novamente, assimila dupla e inspirada congratula\u00e7\u00e3o ao cineasta e equipe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><br><strong>ENTREVISTA: CONHECENDO O CINEASTA RUBENS MELLO<\/strong><br><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57925\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57925\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0046.jpg\" data-orig-size=\"1200,1600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20230701-WA0046\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0046.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0046.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57925\" width=\"274\" height=\"365\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br><br><strong>Compartilhe com os leitores um pouco da sua forma\u00e7\u00e3o e cultivo da paix\u00e3o pelo cinema. Como nasceu esse amor pela s\u00e9tima arte, e, principalmente, o g\u00eanero de horror?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde pequeno sempre fui ligado no audiovisual. Grande parte da minha inf\u00e2ncia e juventude, ao contr\u00e1rio dos vizinhos, que brincavam empinando pipa, jogando bola e outras brincadeiras tradicionais para a \u00e9poca, eu sempre me vi sentado em frente \u00e0 televis\u00e3o. Assistia de tudo, desde os programas infantis a filmes e s\u00e9ries de aventura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Mas o cinema fant\u00e1stico entrou em minha vida, quando, aos cinco anos de idade, assisti ao p\u00e9 da escada o filme que meus pais assistiam: \u201cO Fantasma da \u00d3pera\u201d, a vers\u00e3o de 1925 \u2013 com Lon Chaney. O contraste entre a luz e as sombras me assombrou por tempos, nas imagens on\u00edricas que o filme proporcionou, e que ficar\u00e3o imersas em meu subconsciente. O amor pelo fant\u00e1stico se concretizou com \u201cKing Kong\u201d, a vers\u00e3o original, de 1933. Imbat\u00edvel at\u00e9 nos dias de hoje.<br><br><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57926\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57926\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0058.jpg\" data-orig-size=\"769,1026\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20230701-WA0058\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0058.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0058.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57926\" width=\"282\" height=\"377\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br><br><strong>Sabemos que al\u00e9m de disc\u00edpulo do saudoso Jos\u00e9 Mojica Marins, voc\u00ea foi cotado para ser o substituto do mestre, e com ele desenvolveu uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima. Conte-nos um pouco a respeito.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Minha av\u00f3 morava pr\u00f3ximo \u00e0 \u201csinagoga\u201d do Mojica, localizada no bairro do Br\u00e1s.&nbsp; Era inevit\u00e1vel cruzar com o \u201cZ\u00e9 do Caix\u00e3o\u201d quando \u00edamos visit\u00e1-la. Eu, uma crian\u00e7a de colo com uns tr\u00eas anos de idade, acredito, morria de medo ao ver aquela figura de negro com unhas enormes.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Com o passar do tempo, desenvolvi o h\u00e1bito de acordar de madrugada, para assistir filmes de terror na televis\u00e3o, cuja programa\u00e7\u00e3o vinha numa cess\u00e3o dedicada a filmes de terror, nos jornais distribu\u00eddos no bairro, e assim, descobri os filmes do \u201cZ\u00e9 do Caix\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Em 1998, descobri, por acaso, que&nbsp; o Mojica procurava um ator que interpretasse o personagem \u201cZ\u00e9 do Caix\u00e3o\u201d no filme que encerraria sua trilogia, o \u201cEncarna\u00e7\u00e3o do Dem\u00f4nio\u201d, que originalmente, se passaria na \u00e9poca dos outros anteriores, \u201c\u00c0 meia-noite Levarei sua alma\u201d e \u201cEsta Noite Encarnarei no teu Cad\u00e1ver\u201d. <br><br>O filme&nbsp; acabou sendo produzido pela Gullane Filmes e Olhos de C\u00e3o, que queriam o Mojica como o personagem, sendo a hist\u00f3ria alterada para 40 anos depois dos eventos dos dois primeiros filmes.&nbsp; Mas acabamos por criar uma rela\u00e7\u00e3o de amizade incr\u00edvel, e sempre colaboramos um com o outro em diversos projetos. Vivia ao seu lado em momentos cotidianos. \u00cdamos ao mercado, jog\u00e1vamos na loteria, assist\u00edamos filmes juntos, faz\u00edamos sonhos e planos e por a\u00ed vai. At\u00e9 fui cobaia de seus experimentos culin\u00e1rios (risos).&nbsp; S\u00e3o momentos que levarei para sempre com muito carinho.<br><br><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57927\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57927\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0053.jpg\" data-orig-size=\"1600,1200\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20230701-WA0053\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0053.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0053.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57927\" width=\"492\" height=\"369\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><br><br><strong>Como voc\u00ea enveredou ao mundo do cinema?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes mesmo de conhecer o Mojica, eu j\u00e1 escrevia hist\u00f3rias e gravava os di\u00e1logos com amigos e vizinhos. Meu pai havia constru\u00eddo para mim uma caixa que eu chamava de \u201cLanterna M\u00e1gica\u201d, que era uma caixa de madeira com o fundo recortado e uma pe\u00e7a de vidro transparente era colocada no espa\u00e7o.&nbsp; Dentro da caixa tinha duas manivelas e tr\u00eas l\u00e2mpadas, uma azul (para noite) uma branca\/amarelada (para dia) e uma vermelha (para momentos tensos).&nbsp; Na manivela inferior, eu colocava enrolado um rolo de desenhos colados sequencialmente, contando uma hist\u00f3ria, como um quadrinho sem bal\u00e3o de texto, pois os di\u00e1logos, como disse, eram gravados e sonorizados.&nbsp;<br><br>Aos 16 anos, meu pai ganhou numa rifa um projetor e uma c\u00e2mera de super 8. A c\u00e2mera n\u00e3o funcionava, mas o projetor sim. Tenho guardado at\u00e9 hoje uma vers\u00e3o do \u201cDr\u00e1cula\u201d(a vers\u00e3o de 1979) em pel\u00edcula.&nbsp; Depois, acabei ganhando uma c\u00e2mera VHS.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Em meados de 2004, se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria, a Liz Marins, filha do Mojica, que tinha um est\u00fadio pr\u00f3ximo \u00e0 Paulista.&nbsp; Nos reun\u00edamos muito l\u00e1 para assistir filmes, tomar vinho, fumar narguil\u00e9 e fomentar arte e cultura.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Numa destas ocasi\u00f5es, tinha exibido meu m\u00e9dia metragem \u2018L\u00e2mia Vampiro\u201d, e a Liz veio conversar comigo. Ela elogiou o filme, elogiou minha criatividade, mas tamb\u00e9m disse que eu tinha capacidade de fazer melhor, com enquadramentos etc. etc&#8230; ela me contou depois que ficou apreensiva sobre seu coment\u00e1rio, pois eu poderia interpretar mal o conselho dado.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Mas, ao contr\u00e1rio, entendi o que ela havia dito e guardei no cora\u00e7\u00e3o e agrade\u00e7o por tudo, pois logo ap\u00f3s essa produ\u00e7\u00e3o, produzi o curta que me deu 4 pr\u00eamios- \u201cA Hist\u00f3ria de Lia\u201d. Inclusive, gravamos uma cena no est\u00fadio dela.&nbsp;&nbsp; Liz \u00e9 para mim uma irm\u00e3 e tamb\u00e9m minha madrinha no audiovisual. Tudo que sei e que fa\u00e7o, aprendi observando o Mojica e ouvindo os conselhos da Liz, minha maior incentivadora e apoiadora.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Minha sa\u00fade \u00e9 muito fr\u00e1gil. Sou transplantado h\u00e1 30 anos, e constantemente estou em hospitais por conta da baixa imunidade e doen\u00e7as oportunistas, al\u00e9m de que, em decorr\u00eancia da medica\u00e7\u00e3o que tenho que tomar, trouxe v\u00e1rios efeitos colaterais&#8230;e em todos os momentos, bons e ruins, ela esteve e est\u00e1 ao meu lado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Em&nbsp; 2002&nbsp; dediquei parte da vida participando de filmes publicit\u00e1rios, participei de alguns curtas e longas metragens como \u201cCarandiru\u2019, \u2018Meninos de Kichute\u2019, \u201cEncarna\u00e7\u00e3o do D\u00eamonio\u201d. Sigo escrevendo e produzindo minhas hist\u00f3rias, tendo minha forma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m como ator e locutor.<br><br><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57930\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57930\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0055-1.jpg\" data-orig-size=\"929,697\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20230701-WA0055-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0055-1.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0055-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57930\" width=\"492\" height=\"370\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br><br><strong>Quais as dificuldades principais em filmar no Brasil, e como se constr\u00f3i as etapas de confec\u00e7\u00e3o de um longa-metragem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds complexo. Produzir arte-cultura n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Os instrumentos que possu\u00edmos, (editais e leis de incentivo) n\u00e3o s\u00e3o de f\u00e1cil acesso e, geralmente, sempre ganham as \u201cmesmas cartas marcadas&#8221;, mas toda regra tem exce\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p><br>Meus filmes s\u00e3o produzidos de forma independente, ou seja, conto com apoio cultural, e todo o resto sai de meu bolso.&nbsp; J\u00e1 tentei duas vezes fazer essas plataformas de apoio e arrecada\u00e7\u00f5es virtuais e&nbsp; por meio de vaquinhas, mas os apoios sempre foram poucos. Desisti!<\/p>\n\n\n\n<p><br>A solu\u00e7\u00e3o era: ou p\u00f5e a m\u00e3o bolso, ou n\u00e3o faz.&nbsp;&nbsp; Ai, entra um grande exemplo que \u00e9 do pr\u00f3prio Mojica, que vendeu at\u00e9 suas coisas pessoais para realizar o \u201c\u00c0 Meia Noite Levarei sua Alma\u201d. E foi assim que realizei meu primeiro longa \u2013 \u201cA Noite das Vampiras&#8221;, que tem sua estreia no dia 05\/7 na Cinemateca Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><br>As etapas de produ\u00e7\u00e3o&nbsp; consistem em:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\" start=\"1\">\n<li>Argumento\/roteiro<\/li>\n\n\n\n<li>Pr\u00e9-Produ\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Cronograma\/or\u00e7amento<\/li>\n\n\n\n<li>Equipe\/elenco<\/li>\n\n\n\n<li>Ensaios<\/li>\n\n\n\n<li>Est\u00e9tica<\/li>\n\n\n\n<li>Decupagem<\/li>\n\n\n\n<li>Filmagem\/produ\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Montagem\/P\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Festivais\/distribui\u00e7\u00e3o<br><br><br><\/li>\n<\/ol>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57931\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57931\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0056.jpg\" data-orig-size=\"1024,658\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20230701-WA0056\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0056.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0056.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57931\" width=\"513\" height=\"329\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br><br><strong>A despeito de termos no Brasil grandes representantes do \u201cTerrir\u201d, uni\u00e3o de horror a \u201cpitadas\u201d c\u00f4micas, a exemplo do cineasta Ivan Cardoso, tal vertente do cinema havia sido negligenciado nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o que lhe inspirou a conceber o longa \u201cA Noite das Vampiras\u201d como uma releitura do g\u00eanero?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de nos isolarmos por conta da pandemia, est\u00e1vamos gravando, em fevereiro de 2020, o que seria meu primeiro longa, o filme \u201cO Anivers\u00e1rio\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><br>Est\u00e1vamos na sexta di\u00e1ria e tivemos que interromper para ficarmos em quarentena.&nbsp;&nbsp; No in\u00edcio de 2021, escrevi \u201cA Noite das Vampiras\u201d, inspirado por um curta que editei para a amiga Patty Fang, \u201cOs Crimes da Rua do Arvoredo\u201d. A ideia era fazer algo descontra\u00eddo, um t\u00edpico filme B, mas acho que derrubei fermento acidentalmente e o projeto cresceu, (risos).<\/p>\n\n\n\n<p><br>N\u00e3o quis retornar ao \u201cO Aniversario\u201d, pois a tem\u00e1tica era pesada e cheio de temas tabus. Havia perdido muitos amigos, inclusive meu guitarrista. Ent\u00e3o, queria algo leve, queria rir, descontrair, estar perto de pessoas que amo e me fazem bem.&nbsp; J\u00e1 tinha pensado em Debora Munhyz e Liz Marins &#8220;Liz Vamp&#8221;, e, numa conversa com a Debora, especulei sobre a possibilidade da Nicole Puzzi topar.&nbsp; E que presente foi ela ter dito sim.&nbsp;&nbsp; Hoje ela mora no meu cora\u00e7\u00e3o e faz parte da minha vida. Sou s\u00f3 agradecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o relacionar o filme ao Ivan Cardoso \u2013&nbsp; Mestre do Terrir Nacional \u2013 at\u00e9 porque a Nicole j\u00e1 tinha trabalhado com ele no longa \u201cAs Sete Vampiras\u201d.<br><br><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57932\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57932\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0052.jpg\" data-orig-size=\"1088,1600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20230701-WA0052\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0052.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0052.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57932\" width=\"279\" height=\"410\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br><br><strong>Como voc\u00ea vislumbra o cen\u00e1rio atual do cinema brasileiro fant\u00e1stico, e existe ainda espa\u00e7o para os amantes da arte se aventurarem no processo de <em>movie making<\/em>?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Carlos Primatti, mestre no horror Brasileiro, cen\u00e1rio atual \u00e9 a \u00e9poca mais prol\u00edfica em quantidade, qualidade e diversidade de propostas do horror no cinema brasileiro ao longo de toda a trajet\u00f3ria do g\u00eanero nas telas, desde o surgimento de Z\u00e9 do Caix\u00e3o, na metade dos anos 1960, passando pelo experimentalismo udigr\u00fadi, o horror existencialista, o Cinema da Boca, de horror e as com\u00e9dias e par\u00f3dias de terror dos anos 1970 e 80, bem como o Cinema da Retomada, dos anos 1990 e 2000.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Atualmente, o&nbsp;cinema&nbsp;nacional circula mais que nunca fora do pa\u00eds. A disponibilidade de&nbsp;filmes&nbsp;em diversos formatos \u2013 e principalmente formatos digitais \u2013 aumentou bastante nos \u00faltimos anos, n\u00e3o apenas em festivais e mostras, mas tamb\u00e9m em locadoras e servi\u00e7os de streaming.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Portanto, o espa\u00e7o para novas produ\u00e7\u00f5es existe e est\u00e1 acess\u00edvel \u00e0 produ\u00e7\u00f5es que tenham um m\u00ednimo de qualidade.<br><br><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57933\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57933\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0059.jpg\" data-orig-size=\"533,800\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20230701-WA0059\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0059.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230701-WA0059.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57933\" width=\"297\" height=\"446\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br><br><strong>Sabemos que, al\u00e9m de ator e cineasta, tamb\u00e9m \u00e9 m\u00fasico. Quais s\u00e3o seus futuros projetos art\u00edsticos, seja no cinema ou em outras veredas criativas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Penso em retomar \u201cO Anivers\u00e1rio\u201d, tamb\u00e9m j\u00e1 tenho o argumento para \u201cA Volta das Vampiras\u201d e um sonho que \u00e9 realizar \u201cO Asema\u201d, meu primeiro roteiro para longa, mas de dif\u00edcil realiza\u00e7\u00e3o por conta de efeitos e maquiagens. \u201cO Asema \u2013 Quando a Noite Chega\u201d \u00e9 um filme caro.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Tamb\u00e9m compus algumas can\u00e7\u00f5es e estou louco de vontade de entrar um est\u00fadio para tirar do papel.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>A Noite das Vampiras (2023)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estreia: Dia 05\/07\/2023, na Cinemateca brasileira.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Endere\u00e7o: <\/strong><strong>Largo Sen. Raul Cardoso, 207 &#8211; Vila Clementino, S\u00e3o Paulo &#8211; SP, 04021-070<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os ingressos poder\u00e3o ser retirados com uma hora de anteced\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br><br><strong>Sinopse: <\/strong><br>Justine, uma famosa atriz de TV, criada por pais adotivos, \u00e9 convidada para conhecer sua fam\u00edlia biol\u00f3gica. O encontro se d\u00e1 \u00e0s v\u00e9speras de uma festa, que acontece anualmente, para celebrar o sucesso do a\u00e7ougue gerido pela sua fam\u00edlia.&nbsp; Mas, o que era para ser apenas uma reaproxima\u00e7\u00e3o com sua verdadeira fam\u00edlia, se torna algo sinistro, onde coisas absurdas acontecem, levando Justine a conhecer o verdadeiro segredo do sucesso dos neg\u00f3cios da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Elenco:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Debora Munhyz &#8211; Len\u00f4ra<\/p>\n\n\n\n<p>Nicole Puzzi &#8211; Alecsandra<\/p>\n\n\n\n<p>Liz Marins &#8211; Caterina<\/p>\n\n\n\n<p>Alice Tarsitano &#8211; Justine<\/p>\n\n\n\n<p>Marcio Farias &#8211; Eduardo<\/p>\n\n\n\n<p>Petter Baiestorf \u2013 Dr. Hellstilingue<\/p>\n\n\n\n<p>Cleiner Micceno \u2013 Astolfo Margarino<\/p>\n\n\n\n<p>Dominique Brand \u2013 Marcela<\/p>\n\n\n\n<p>Larissa Brito \u2013 Camila<\/p>\n\n\n\n<p>Morgana Loren<\/p>\n\n\n\n<p>Asteroides Trio<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Equipe T\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o e roteiro \u2013 Rubens Mello<\/p>\n\n\n\n<p>Assistente Dire\u00e7\u00e3o \u2013 Andr\u00e9 Okuma\/Cleiner Miceno<\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de Arte -Andr\u00e9 Okuma<\/p>\n\n\n\n<p>Figurinos &#8211; Reiko Otake e Mayumi Otake (OTAKE-UP)<\/p>\n\n\n\n<p>Fotografia \u2013 Nelson Simpl\u00edcio e Wesley Gabriel<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o executiva &#8211; Paulo Aros<\/p>\n\n\n\n<p>Coprodu\u00e7\u00e3o &#8211; Rubens Mello<\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o: Albino Ventura&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o DE SET &#8211; Filipe Fritos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assistente Produ\u00e7\u00e3o &#8211; Jos\u00e9 Lino Silva<\/p>\n\n\n\n<p>Som Direto \u2013 Guilherme Andrade<\/p>\n\n\n\n<p>Gaffer \u2013 Filipe Fritos<\/p>\n\n\n\n<p>TRILHA Kalau Franco<\/p>\n\n\n\n<p>Efeitos Pr\u00e1ticos &#8211; Est\u00fadio Mar\u00edtimo e Rubens Mello<\/p>\n\n\n\n<p>MAQUIAGEM FX &#8211;&nbsp; Willyam Ferrari, Ales de Lara e Karen Furbino<\/p>\n\n\n\n<p>MAQUIAGEM &#8211; Reiko e Mayumi Otake<\/p>\n\n\n\n<p>ANIMA\u00c7\u00c3O \u2013Vin\u00edcius Martins<\/p>\n\n\n\n<p>Stopmotion &#8211; Moises Pantolfi<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Marcus Hemerly<\/strong><br><a href=\"marcushemerly@gmail.com\" title=\"\">marcushemerly@gmail.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>WhatsApp: <\/strong><a href=\"http:\/\/0.0.0.28\/99994-1202\">28\/99994-1202<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><br><br>Voltar: <a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\" title=\"\">http:\/\/www.jornalrol.com.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se lan\u00e7a um olhar linear sobre a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do cinema nacional, in\u00fameros fen\u00f4menos ou movimentos exsurgem evidenciados. 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