{"id":60122,"date":"2023-08-16T07:00:00","date_gmt":"2023-08-16T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=60122"},"modified":"2023-08-16T02:37:55","modified_gmt":"2023-08-16T05:37:55","slug":"solitude-delirio-e-isolamento-provocacoes-a-partir-do-filme-naufrago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=60122","title":{"rendered":"Solitude, del\u00edrio e isolamento: provoca\u00e7\u00f5es a partir do filme \u2018N\u00e1ufrago\u2019"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F60122&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F60122&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">CINEMA E PSICAN\u00c1LISE<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Marcus Hemerly e Bruna Rosalem: &#8220;Solitude, del\u00edrio e isolamento: Provoca\u00e7\u00f5es a partir do filme \u2018N\u00e1ufrago\u2019&#8221;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"60119\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=60119\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CINEMA-E-PSICANALISE.-NAUFRAGO.jpg\" data-orig-size=\"1076,605\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"CINEMA-E-PSICANALISE.-NAUFRAGO\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CINEMA-E-PSICANALISE.-NAUFRAGO.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/CINEMA-E-PSICANALISE.-NAUFRAGO.jpg\" alt=\"Folheto da coluna Cinema e Psican\u00e1lise\" class=\"wp-image-60119\" width=\"918\" height=\"515\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Folheto da coluna Cinema e Psican\u00e1lise<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">\u00c9 sabido que a experi\u00eancia de assistir a um filme&nbsp;\u00e9 multifacetada, envolve&nbsp;a vis\u00e3o, a audi\u00e7\u00e3o, e, por que n\u00e3o dizer?&nbsp;O tato. As sensa\u00e7\u00f5es corporais, assim como sentimentais, est\u00e3o em constante processo de amalgamento&nbsp;na constru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o da psiqu\u00ea do sujeito\/espectador. Tal \u00e9 a complexidade&nbsp;da aprecia\u00e7\u00e3o art\u00edstica que, n\u00e3o raro, \u00e9 relegada a um mero \u201cpassar de olhos\u201d sobre um filme naqueles noventa a cento e vinte minutos, em m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses meandros, de igual forma, as elucubra\u00e7\u00f5es&nbsp;e reflex\u00f5es s\u00e3o igualmente estimuladas, principalmente diante do teor et\u00e9reo assimilado pelas produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, direta ou indiretamente.&nbsp;Em algum momento de suas vidas, at\u00e9 mesmo em tom de pilh\u00e9ria, as pessoas s\u00e3o confrontadas com a ideia: &nbsp;o que fariam e o que levariam \u00e0 uma ilha deserta?&nbsp; <br><br>Essa foi a realidade imposta sem a escolha de&nbsp;bagagem ao personagem de Tom Hanks no filme \u2018N\u00e1ufrago\u2019 de 1999. Na trama, Chuck Noland (brincadeira com o nome?)<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> \u00e9 o funcion\u00e1rio da Empresa de Correios norte-americana, a Federal Express\/Fedex, e quando seu avi\u00e3o sofre um acidente ele se v\u00ea como o \u00fanico sobrevivente em uma ilha desabitada, e, aparentemente, inacess\u00edvel \u00e0s buscas a partir da angula\u00e7\u00e3o do raio de queda do avi\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele contexto, um indiv\u00edduo eminentemente urbano se v\u00ea exposto \u00e0s intemp\u00e9ries da natureza, da conscientiza\u00e7\u00e3o de sua fragilidade em paralelo \u00e0 for\u00e7a do pr\u00f3prio circundar terrestre, alheio a sentimentos, necessidades (emotivas e pr\u00e1ticas), e \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte. Esta \u00e9 a crueza do universo, que apenas gira compondo a passagem do tempo, mec\u00e2nico, eficaz, austero e cont\u00ednuo, assim como o envelhecer como transposi\u00e7\u00e3o ao passo seguinte mais pr\u00f3ximo da finitude.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Decerto, esse \u201cmergulhar\u201d, inolvidavelmente descortina outras deriva\u00e7\u00f5es naturalistas do ponto de vista filos\u00f3fico e de autodescoberta, quanto h\u00e1 um confrontamento a realidades ou situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o esperadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Rea\u00e7\u00f5es extremas de personagens em situa\u00e7\u00f5es igualmente intensas foram retratadas a partir de filmes \u201csobreviv\u00eancia\u201d, <em>exploitation<\/em>, de cadeia. A partir de enredos mais comerciais, ou daqueles imersos em tons mais existencialistas e reflexivos como nos t\u00edtulos Pappilin (1973) e O homem de Alcatraz (1962). Em ambos os roteiros, a quest\u00e3o da segrega\u00e7\u00e3o &#8211; naqueles recortes, como cumprimento penal imposta pelo sistema legal \u2013 contemplamos as formas de escapismo e o modo de lidar com a solitude, seja do ponto de vista de insurg\u00eancia ou aquiesc\u00eancia, e como tais defini\u00e7\u00f5es podem apresentar-se de maneiras diversificadas aos olhares.<\/p>\n\n\n\n<p>Os roteiros que gravitam em torno de personagens expostos a situa\u00e7\u00f5es in\u00f3spitas n\u00e3o s\u00e3o raros na produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica mundial. Igualmente, no plano liter\u00e1rio, imposs\u00edvel cerrar os olhos \u00e0 aventura de Robinson Crusoe, escrita por Daniel Defoe (1660 \u2013 1731). Contudo, ao reverso do personagem de Defoe, que contava com a companhia do&nbsp;ind\u00edgena \u201csexta-feira\u201d, Noland (Hanks), se v\u00ea rodeado pela mais absoluta solid\u00e3o, que \u00e9 mitigada num aspecto que at\u00e9 mesmo seria expressado em tom c\u00f4mico nos anos vindouros, ao improvisar a companhia de uma bola de v\u00f4lei. Intencional ou algo delirante?<\/p>\n\n\n\n<p>Deparamo-nos com o famoso Wilson, que revela at\u00e9 mesmo um rosto em tom rudimentar, cujas fei\u00e7\u00f5es s\u00e3o moldadas pelo pr\u00f3prio sangue de Noland em contato com a bola ap\u00f3s um acidente em meio \u00e0quele ambiente in\u00f3spito.&nbsp;Mais uma vez: criatividade ou proje\u00e7\u00e3o delirante? Interessante, e um dos in\u00fameros pontos de destaque do longa, \u00e9 a capacidade de manter a aten\u00e7\u00e3o, \u201co segurar\u201d do desenrolar do filme apenas pela perman\u00eancia de Hanks em tela, em bem mais de quarenta minutos nos quais t\u00e3o somente o desafortunado Noland e, por \u00f3bvio, Wilson, que lhe serve de companhia em compenetrados e densos col\u00f3quios, s\u00e3o suficientes em manter o suspense e interesse pela trama.<\/p>\n\n\n\n<p>Tom Hanks vinha de uma carreira concisa no cinema, constru\u00edda a partir de s\u00f3lidas com\u00e9dias e incurs\u00f5es dram\u00e1ticas na d\u00e9cada de 80 e in\u00edcio dos anos 90, densificando-se a ponto de tornar sua versatilidade interpretativa uma unanimidade, sendo um dos poucos atores a receber por dois anos consecutivos a estatueta do Oscar, por Philadelphia (1993) e Forrest Gump (1994), feito apenas conquistado anteriormente pelo ator Spencer Tracy. Nesse passo, cientes das particularidades propostas pelo roteiro de N\u00e1ufrago (Cast Way, 1999), em uma bela dire\u00e7\u00e3o do cultuado Robert Zemeckis, in\u00fameras s\u00e3o as interpreta\u00e7\u00f5es e deriva\u00e7\u00f5es que se descortinam.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para buscar sobreviver \u00e0 deserta e sufocante ilha, pois tamanha \u00e9 a solid\u00e3o de Noland e a aus\u00eancia de vozes e sons urbanos que at\u00e9 ent\u00e3o ele estava acostumado &#8211; chegava a ser ensurdecedor ter de escutar apenas os seus pensamentos &#8211; vem \u00e0 tona Wilson para extrapolar os infind\u00e1veis e enervantes di\u00e1logos internos que o homem mantinha consigo mesmo. Nem seu corpo, nem sua mente s\u00e3o suficientes. <br><br>Talvez para n\u00e3o enlouquecer de vez, a bola que pensa e fala, pode ter sido um escape, um mecanismo de defesa que o manteve, de certa maneira, seguro da total perda do contato com a realidade. Embora, algumas vezes nos perguntamos se Noland realmente acreditava naquela esp\u00e9cie de boneco, a exemplo, da separa\u00e7\u00e3o em alto mar quando ele consegue finalmente sair da ilha com a sua jangada improvisada. Nos emocionamos com seu genu\u00edno sofrimento num choro desesperado ao ver Wilson partindo pelo oceano para nunca mais ser visto. Aos gritos, o homem clama a volta de seu \u201camigo\u201d. Sem sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto humanos, somos seres greg\u00e1rios. \u00c9 muito dif\u00edcil vivermos completamos isolados de tudo e de todos.&nbsp; Numa \u00e9poca remota da hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o, existiram algumas tentativas de isolamento praticadas, muitas vezes por monges, pessoas que desejavam ficar em sil\u00eancio, refugiando-se em cavernas ou altos de morros e montanhas, pensadores que queriam fazer uma esp\u00e9cie de \u201cdesintoxica\u00e7\u00e3o\u201d de pensamentos, amenizando ansiedades, ou ainda, aquietar a mente, fazer jejum, n\u00e3o falar com ningu\u00e9m, deixar de tomar banho como um ritual para manter o corpo mais natural poss\u00edvel e evitar ao m\u00e1ximo dormir.<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado: muitos destes adeptos contra\u00edam doen\u00e7as por bact\u00e9rias, desnutri\u00e7\u00e3o, comportamentos destoantes de uma certa \u201cnormalidade\u201d, discursos messi\u00e2nicos delirantes, entre outras manifesta\u00e7\u00f5es curiosas. Outro resultado desta empreitada, gerou efeito contr\u00e1rio. Como a reclus\u00e3o destas pessoas chamava a aten\u00e7\u00e3o de quem as via meditar dia e noite e modificar severamente sua apar\u00eancia, seja por n\u00e3o se alimentar ou banhar-se, atra\u00edam uma multid\u00e3o em volta delas, logo, o tal isolamento transformava-se em evento. Dessa forma, os n\u00e3o t\u00e3o solit\u00e1rios ganhavam fama e passavam a estar em contato novamente com a comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Noland ansiava por companhia, salva\u00e7\u00e3o, afetividade, cuidado, algu\u00e9m que pudesse olhar para ele, notar sua presen\u00e7a, reconhec\u00ea-lo como um ser no mundo que demanda amor e que precisava de reciprocidade. Wilson parece ter cumprido este papel. Ao criar algo \u201ca sua imagem e semelhan\u00e7a\u201d, os olhos de Wilson tornaram-se o espelho que Noland precisava para n\u00e3o perder-se por completo naquele corpo sem borda. \u00c9 como se aquela bola velha com um rosto o fizesse sujeito novamente. N\u00e3o s\u00f3 ajudou-o a suportar a si mesmo e impedir um fim proposital, como tamb\u00e9m impulsionou-o a elaborar meios para sair daquele lugar e retomar a vida na cidade, agora n\u00e3o mais como o simples funcion\u00e1rio da companhia de entregas, mas outra pessoa completamente diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nova \u00f3tica sobre a vida, sobre si, sobre as coisas que o cercam, o lugar onde mora, sobre os relacionamentos, o sexo, o amor, as amizades, o trabalho, com o tempo cronol\u00f3gico (e, porque n\u00e3o dizer, do tempo l\u00f3gico pr\u00f3prio do inconsciente), com as dores, as doen\u00e7as, as necessidades naturais do organismo, comer, dormir, defecar e as modifica\u00e7\u00f5es de seu corpo pelos anos que se passaram. Enfim, uma nova simboliza\u00e7\u00e3o como ser humano. \u00c0 sombra dessa provoca\u00e7\u00e3o, a cada dia, amolda-se uma nova \u201cmetamorfose ambulante\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma poss\u00edvel quest\u00e3o suscitada pelo filme pode ser a seguinte: Noland saiu da ilha, mas ser\u00e1 que a ilha saiu dele? Ou seja, ap\u00f3s anos vivendo em sua pr\u00f3pria companhia, \u00e9 plaus\u00edvel dizer que o retorno \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o e, consequentemente, \u00e0s rela\u00e7\u00f5es interpessoais com todas as suas alegrias, tristezas, frustra\u00e7\u00f5es, expectativas, acordos e desacordos, encontros e desencontros, chegadas e partidas, provocariam Noland a regressar a sua singular e subjetiva ilha? Estaria ele realmente livre? Afinal, o que \u00e9 liberdade, de fato?<\/p>\n\n\n\n<p>Numa cena, vemos que o personagem escolhe dormir no ch\u00e3o, em detrimento da confort\u00e1vel cama de hotel ap\u00f3s seu retorno \u00e0 cidade; mas, qual conforto? E para quem? Afinal, dormir em pedras ou ao relento, talvez fosse muito mais familiar para Noland do que estranho. A maciez se torna dor. A dureza, b\u00e1lsamo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o provocativa seria, se considerarmos a ilha enquanto met\u00e1fora, todos n\u00f3s, em alguma medida, estar\u00edamos ilhados em ideais, cren\u00e7as, achismos, preconceitos, priva\u00e7\u00f5es e imposi\u00e7\u00f5es, repress\u00f5es&#8230; Quem seria o nosso Wilson? E quem construiria a jangada que nos faria sair das nossas pr\u00f3prias ilhas? A pergunta ecoa ao aguardo de poss\u00edveis respostas, ou mesmo, de outras indaga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> NO-land, literalmente, \u201csem terra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Marcus Hemerly e Bruna Rosalem<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><br>CONTATOS COM OS AUTORES<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Marcus Hemerly<\/h4>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><a href=\"mailto:marcushemerly@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"E-meio\">E-meio<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/wa.me\/28999941202\" title=\"WhatsApp\">WhatsApp<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/facebook.com\/marcus.hemerly?mibextid=ZbWKwL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/instagram.com\/marcus_hemerly?igshid=MzNlNGNkZWQ4Mg==\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Bruna Rosalem<\/h4>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"mailto:brosalem@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"E-meio\">E-meio<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/wa.me\/4799626203\" title=\"WhatsApp\">WhatsApp<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/@psicanalistabrunarosalem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"http:\/\/www.psicanaliseecotidiano.com.br\" title=\"Saite\">Saite<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br><br>Voltar: <a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\" title=\"\">http:\/\/www.jornalrol.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 sabido que a experi\u00eancia de assistir a um filme \u00e9 multifacetada, envolve a vis\u00e3o, a audi\u00e7\u00e3o, e, por que n\u00e3o dizer? 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