{"id":60725,"date":"2023-09-04T15:13:02","date_gmt":"2023-09-04T18:13:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=60725"},"modified":"2023-09-04T15:42:54","modified_gmt":"2023-09-04T18:42:54","slug":"a-imagetica-filmica-da-obra-de-azualdo-candeias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=60725","title":{"rendered":"A imag\u00e9tica f\u00edlmica da obra de Azualdo Candeias"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F60725&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F60725&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">CINEMA EM TELA<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Marcus Hemerly: &#8216;A imag\u00e9tica f\u00edlmica da obra de Azualdo Candeias&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"60726\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=60726\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jornal-cultural-o-rol-1.jpg\" data-orig-size=\"800,600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Jornal-cultural-o-rol-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jornal-cultural-o-rol-1.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jornal-cultural-o-rol-1.jpg\" alt=\"Banner da coluna Cinema em Tela' - 'A imagem f\u00edlmica da obra de Ozualdo Candeias'\" class=\"wp-image-60726\" width=\"523\" height=\"393\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Banner da coluna Cinema em Tela &#8211; &#8216;<em>A imagem f\u00edlmica da obra de Ozualdo Candeias<\/em>&#8216;<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>\u201cCinema, enxergar a alma de quem o faz&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Carlos_Reichenbach\" title=\"Carlos Reichenbach\">Carlos Reichenbach<\/a><\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Cedi\u00e7o que a fotografia \u00e9 a t\u00f4nica da chamada s\u00e9tima arte. A partir da inven\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cinetosc%C3%B3pio\" title=\"cinetosc\u00f3pio\">cinetosc\u00f3pio<\/a> at\u00e9 a viabiliza\u00e7\u00e3o de capta\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o mais sofisticada de imagens, a movimenta\u00e7\u00e3o das formas amolda-se a uma das mais populares express\u00f5es art\u00edsticas. <br><br>Idealizado originalmente de forma rudimentar, com o aprimorado do invento pelos irm\u00e3os <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Auguste_e_Louis_Lumi%C3%A8re\" title=\"Auguste e Louis Lumi\u00e8re \">Auguste e Louis Lumi\u00e8re <\/a>e a primeira transmiss\u00e3o coletiva em 22 de mar\u00e7o de 1895, delineou-se, ainda de forma primitiva, os contornos da concep\u00e7\u00e3o atual do cinema; o filme, <em>\u2018La Sortie de L&#8217;usine Lumi\u00e8re \u00e0 Lyon\u2019<\/em> (A sa\u00edda da F\u00e1brica Lumi\u00e8re em Lyon), deflagra o vindouro ritual de agrupamento para aprecia\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. <br><br>A partir de tal premissa, imperioso atentar \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do aludido &#8216;primitivismo&#8217; e suas deriva\u00e7\u00f5es anal\u00edticas, seja a partir de uma defini\u00e7\u00e3o de estilo ou um ep\u00edteto desabonador. No caso de Ozualdo Ribeiro Candeias, essa qualidade revestiu-se de tom imersivo criativo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido provavelmente no ano de 1918, inexiste informa\u00e7\u00e3o precisa consoante o pr\u00f3prio cineasta voluntariou em diversas entrevistas, foi registrado 1922, em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cajobi\" title=\"Cajobi\">Cajobi<\/a>, cidade paulista da regi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto. <br><br>De oficial da aeron\u00e1utica, caminhoneiro a diretor que se destacou de maneira peculiar no c\u00e2none nacional, exsurgindo como figura emblem\u00e1tica, de forma ainda mais relevante ao nicho paulista. Possivelmente, a parir de &#8216;andan\u00e7as&#8217; em peregrina\u00e7\u00e3o pessoal e profissional, amealhou parte da inspira\u00e7\u00e3o a produ\u00e7\u00f5es de forte vi\u00e9s social que amolda sua filmografia.<br><br> Se de um lado, a cr\u00edtica \u00e0 problem\u00e1tica econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social era visitada pelo cinema novo, flagrantemente rotulado como elitizado sobre o ponto de vista intelectual, tais vertentes foram igualmente exploradas no cinema marginal de Candeias e seus contempor\u00e2neos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo atuando na chamada Boca do Lixo ou Boca do Cinema, polo da produ\u00e7\u00e3o Paulista nos anos 60 a 80 localizado na regi\u00e3o central da capital, n\u00e3o se deve confundir o dito cinema marginal com aquele rotulado de &#8216;cinema da boca&#8217;. <br><br>N\u00e3o que tal compara\u00e7\u00e3o apresente fei\u00e7\u00f5es pejorativas. Ao rev\u00e9s, grande parte dos t\u00edtulos lan\u00e7ados no pa\u00eds entre o auge e derrocada da Boca foram ali realizados. Decerto, as produ\u00e7\u00f5es de teor mais apelativo e sensual da Rua do Trimpho, n\u00e3o cerraram os olhos ao talento art\u00edstico, menos comercial, das idealiza\u00e7\u00f5es de Candeias. <br><br>Diante de sua criatividade marcante e extrema versatilidade, o ator e cineasta <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Adriano_Stuart\" title=\"Adriano Stuart\">Adriano Stuart<\/a>, em depoimento ao Document\u00e1rio \u2018<a href=\"https:\/\/www.cineplayers.com\/filmes\/boca-do-lixo-a-bollywood-brasileira\" title=\"Boca do Lixo: A Bollywood Brasileira\">Boca do Lixo: A Bollywood Brasileira<\/a>\u2019, de Daniel Camargo (2011), asseverou que numa conversa com o diretor, qualquer pessoa poderia assumir sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica na \u00e1rea do col\u00f3quio, a respeito da qual dissertaria com autoridade, dada a facilidade com que gravitava em torno dos mais diversos temas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa peculiaridade \u00e9 marcante nos roteiros de roupagem extremamente nacional, que replicaram nas terras tupiniquins os Bang Bang Hollywoodianos ou os westerns spaghetti, (aqui, rotulados de Bang Bang Feijoada) a exemplo de \u2018<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=v4PQc4ot3AQ\" title=\"Meu Nome \u00e9 Tonho\">Meu Nome \u00e9 Tonho<\/a>\u2019, sem destoar, repise-se, da brasilidade e pronunciados desdobramentos experimentais.<br><br> O tom harm\u00f4nico e atento \u00e0s mazelas do campo e suburbanas, retratando o \u00eaxodo e consequentes problem\u00e1ticas advindas, foram tratadas de forma densa em &#8216;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RlyySgp6FmY\" title=\"Z\u00e9zero\">Z\u00e9zero<\/a>&#8216; e na ic\u00f4nica produ\u00e7\u00e3o &#8216;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WX3OQufljvE\" title=\"A Margem\">A Margem<\/a>&#8216;, que encena a vida (ou sobreviv\u00eancia) nos entornos do Tiet\u00ea. <br><br>A migra\u00e7\u00e3o desordenada, que contribuiu ao crescimento das comunidades perif\u00e9ricas, as dificuldades do homem do campo, disputas fundi\u00e1rias, entre outras trag\u00e9dias humanos e sociais, s\u00e3o aspectos problematizados em olhar sens\u00edvel e visceral, transgredindo &#8216;regras&#8217; do <em>storytelling<\/em> industrial e subvertendo-as numa \u00f3tica, e nesse ponto, atentemo-nos, n\u00e3o prim\u00e1ria, mas primitivista, ao desenhar os contornos de um cinema da realidade com pronunciada estil\u00edstica documental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito de Candeias renegar o t\u00edtulo de cineasta marginal, e, ainda que do ponto de vista hist\u00f3rico comparativo seja poss\u00edvel erigir questionamentos quanto a sua inser\u00e7\u00e3o\/deflagra\u00e7\u00e3o no referido movimento <em>underground<\/em> ou <em>udigrudi<\/em> paulista, os tra\u00e7os marcantes daquilo que est\u00e1 &#8216;\u00e0 margem&#8217;, inclusive o t\u00edtulo de seu filme mais famoso, contextualizam a imagem da mis\u00e9ria e conflitos como chave de express\u00e3o. <br><br>Essa caracter\u00edstica explorada por v\u00e1rios veteranos da Boca como o lend\u00e1rio <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jos%C3%A9_Mojica_Marins\" title=\"Jos\u00e9 Mojica Marins\">Jos\u00e9 Mojica Marins<\/a>, que produzia e at\u00e9 mesmo se estimulava, com a falta de recursos, no entanto, para Candeias, ganhava contorno proposital, transpondo \u00e0 tela, sem retoques ou floreios, a realidade nua e crua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica? Ao governo, \u00e0 sociedade, ao pr\u00f3prios infligidos e afligidos, em \u00f3tica pessoal, insurgente, e que viaja pelo contexto hist\u00f3rico pol\u00edtico nacional; entre o rotulado &#8216;milagre econ\u00f4mico&#8217;, o \u00e1pice da repress\u00e3o ap\u00f3s a institui\u00e7\u00e3o do AI-5 at\u00e9 a abertura pol\u00edtica e paralelo enfraquecimento do mercado cinematogr\u00e1fico nacional no final dos anos 80 e 90. <br><br>Se, de um lado, compara-se o desdobramento cinemanovista \u00e0 <em><a href=\"https:\/\/fr.wikipedia.org\/wiki\/Nouvelle_vague\" title=\"Nouvelle Vague\">Nouvelle Vague<\/a><\/em>, o olhar de Candeias, assim como os demais diretores marginais, pode ser equiparado ao neorrealismo, mormente diante da mencionado formata\u00e7\u00e3o documental e a utiliza\u00e7\u00e3o de atores n\u00e3o profissionais, valorizando o cotejo de tomadas e \u00e2ngulos inventivos a longas sequ\u00eancias que dialogam com o pr\u00f3prio personagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como a defini\u00e7\u00e3o expressionista, o poder da imagem \u00e9 valorizado de forma enlevada, no aspecto de desvelar simb\u00f3lico ou expl\u00edcito; da irascibilidade urbana \u00e0 precariedade de recursos na faina campesina. Em sua brilhante tese de doutorado, intitulada \u2018Ozualdo Candeias na Boca do Lixo: A Est\u00e9tica da precariedade no cinema Paulista\u2019, (Fapesp, 2012, pag. 187), <a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/7067083\/angela-aparecida-teles\" title=\"\u00c2ngela Aparecida Teles\">\u00c2ngela Aparecida Teles<\/a> disserta:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cinema de Candeias n\u00e3o tem como proposta a frui\u00e7\u00e3o descomprometida. Buscando realizar um cinema com dimens\u00f5es sociais, pol\u00edticas e culturais, produziu filmes mesclando a narrativa ficcional e a document\u00e1ria nos formatos curta, m\u00e9dia e longa-metragem; em pel\u00edculas 16 mm, 35 mm e em VHS. <br><br>Nessa constru\u00e7\u00e3o da fic\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica acompanham-se os cruzamentos com a fotografia, o jornal, a oralidade caipira e o di\u00e1logo com o cinema. Essas pr\u00e1ticas sociais da linguagem trabalhadas e ressignificadas nos filmes de Candeias permitem interpretar mudan\u00e7as socioculturais daquele contexto, d\u00e9cadas de 1960 a 1980, constitu\u00eddas numa est\u00e9tica que tem como leitmotiv a mobilidade e a precariedade experimentadas pelos caipiras pobres no campo e na cidade. <br><br>Tal processo hist\u00f3rico n\u00e3o diz respeito apenas a quest\u00f5es econ\u00f4micas ou de mudan\u00e7a geogr\u00e1fica, mas trata do deslocamento cultural, do viver na fronteira, em um processo agon\u00edstico de hibrida\u00e7\u00e3o cultural que permeia a busca por novos territ\u00f3rios e significados para a exist\u00eancia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s comprar uma c\u00e2mera 16 mm Keystone, instrumento que o habilitou a compor filmes caseiros, aprendeu a t\u00e9cnica cinematogr\u00e1fica de forma autodidata, fazendo com que se iniciasse na realiza\u00e7\u00e3o de document\u00e1rios e curtas, como &#8216;Tamba\u00fa&#8217;, e &#8216;Cidade dos Milagres&#8217;, \u00e9poca em que frequenta o Semin\u00e1rio de Cinema do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp). <br><br>Atuando como cinegrafista, produz cinerreportagens e filmes institucionais encomendados para o governo do estado de S\u00e3o Paulo, enquanto, concomitantemente \u00e0 sofistica\u00e7\u00e3o de sua vis\u00e3o criativa, se engaja com os realizadores da Boca, amoldando seu impulsionamento mais forte na vertente da fic\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, sua multitude funcional \u00e9 elencada no site IMDB, (Internet Movie Data Base), tendo em vista que Candeias teria exercido as fun\u00e7\u00f5es de diretor, roteirista, produtor, ator, diretor de fotografia, cinegrafista, editor, diretor e gerente de produ\u00e7\u00e3o, desenhista de cen\u00e1rios figurino, diretor de segunda unidade e fot\u00f3grafo de cena. <br><br>J\u00e1 foi escrito que os artistas brasileiros, os quais digladiam-se com as car\u00eancias rotineiras, usam a falta de recursos como elemento de motiva\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o, e, a partir dessa vis\u00e3o, comp\u00f5e-se uma das principais caracter\u00edstica da <em>marginalia<\/em> f\u00edlmica nacional. Ora, a m\u00fasica detinha a paralela Tropic\u00e1lia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Taxado de sisudo por alguns, at\u00e9 mesmo r\u00edspido por outros, o amor e sensibilidade pelo cinema s\u00e3o indissoci\u00e1veis da pr\u00f3pria hist\u00f3ria do realizador. <br><br>Os vetores imag\u00e9ticos dos filmes de Candeias, pode-se dizer, s\u00e3o impulsionados por sua hist\u00f3ria pret\u00e9rita como cinejornalista, vi\u00e9s que nunca abandonaria, sendo pertinente lembrar dos famosos curtas e m\u00e9dia-metragens, &#8216;Uma Rua Chamada Triumpho&#8217; e &#8216;Festa na Boca&#8217; de 1972, pelos quais &#8216;passeia&#8217; apresentando os protagonistas da locomotiva que era o cinema paulista da \u00e9poca, convivendo em harmonia com a zona de meretr\u00edcio e criminalidade na regi\u00e3o. O cr\u00edtico de cinema <a href=\"https:\/\/www.museudatv.com.br\/biografia\/salvyano-cavalcanti-de-paiva\/\" title=\"Salvyano de Cavalcanti Paiva\">Salvyano de Cavalcanti Paiva<\/a>, j\u00e1 escreveu:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCandeias \u00e9 cineasta intuitivo, original, com raro e forte senso de imagem. A tipologia que cria \u00e9 do mais absoluto realismo: seu h\u00e1bito de filmar, a falta de recursos econ\u00f4micos, levou-o a uma esp\u00e9cie de marginalismo no cinema nacional, pois n\u00e3o usa rebatedor, n\u00e3o usa maquiagem nos atores, prefere trabalhar com gente sem experi\u00eancias profissionais, enfim, faz filme sem concess\u00e3o ao bom tempo da \u00e9poca\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 sombra dessa ideia, tendo por norte que as produ\u00e7\u00f5es idealizadas no polo da Rua do Triumpho podem ser, num primeiro momento, identificadas como um <em>fen\u00f4meno<\/em> ao reverso de um <em>movimento<\/em> propriamente dito, o cinema marginal ainda que caminhasse n\u00e3o de modo excludente ao cinema novo, teve, renove-se, seus pr\u00f3prios tra\u00e7os marcantes, cujos nomes indissoci\u00e1veis s\u00e3o o pr\u00f3prio Candeias, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rog%C3%A9rio_Sganzerla\" title=\"Rog\u00e9rio Sganzerla\">Rog\u00e9rio Sganzerla<\/a>, de \u2018O Bandido da luz Vermelha\u2019, e Carlos Reichenbach.&nbsp;<br><br>Em an\u00e1lise linear da evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das produ\u00e7\u00f5es brasileiras entre os anos sessenta e setenta, quando o ingresso de cinema se igualava ao pre\u00e7o de uma passagem de metr\u00f4 e \u00f4nibus, verifica-se como admir\u00e1vel a possibilidade quase instintiva de sobreviv\u00eancia dos t\u00edtulos menos palat\u00e1veis ao grande p\u00fablico, de modo quase amalgamado \u00e0 dita (e erroneamente taxada) pornochanchada, que arregimentava substancial p\u00fablico \u00e0s salas de cinema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa impress\u00e3o e express\u00e3o, \u00e9 explicada, talvez, pela quase compulsiva retrata\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o humana levada a efeito pelo vasto acervo fotogr\u00e1fico atribu\u00eddo a Candeias, pontualmente, durante suas viagens pela Am\u00e9rica do Sul, ou pelos registros do submundo na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo. <br><br>A dura vida das profissionais do sexo, no \u00e2mbito urbano ou rural, do deficiente, do iletrado ing\u00eanua e obliterado pela epifania religiosa, religiosidade, instintos primitivos em meio a situa\u00e7\u00f5es extremas, al\u00e9m das fontes sociol\u00f3gicas do \u00eaxodo foram t\u00f3picos que protagonizaram sua preocupa\u00e7\u00e3o art\u00edstica. <br><br>Na ic\u00f4nica obra sobre a relev\u00e2ncia do diretor naquele universo,<a href=\"https:\/\/www.escavador.com\/sobre\/517415\/fabio-raddi-uchoa\" title=\" F\u00e1bio Raddi Uch\u00f4a\"> F\u00e1bio Raddi Uch\u00f4a<\/a>, (Ozualdo Candeias e o Cinema de Sua \u00c9poca (1967-83) \u2013 Perambula\u00e7\u00e3o, Sil\u00eancio e Erotismo. Alameda. 2019. pag.187, consigna:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOzualdo Candeias participou de diversas produ\u00e7\u00f5es da Boca do Lixo, como ator, produtor, roteirista, diretor de fotografia e fot\u00f3grafo de cena, estabelecendo muitos contatos e se tornando uma presen\u00e7a frequente na regi\u00e3o. <br><br>Paralelamente a tais trabalhos, de forma constante e rotineira, realizou um amplo trabalho fotogr\u00e1fico sobre a Boca do Lixo, enfatizando a vida cotidiana, os habitantes, as prostitutas, a arquitetura do bairro da Luz, bem como os trabalha- dores da ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica. <br><br>A proximidade era t\u00e3o grande que, durante os \u00faltimos anos de sua vida, o cineasta morou em um apartamento na Av. Rio Branco. Sua peregrina\u00e7\u00e3o di\u00e1ria por alguns bares das redondezas tornaram-no uma figura quase onipresente. <br><br>Como profissional do cinema, na Boca do Lixo dos anos 1970-80, participou da realiza\u00e7\u00e3o de com\u00e9dias er\u00f3ticas e filmes de sexo expl\u00edcito. Ao longo deste per\u00edodo, acompanhou as transforma\u00e7\u00f5es sofridas pelo cinema er\u00f3tico paulista, em termos de g\u00eanero e de produ\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um cinema esmerado, n\u00e3o subjugado \u00e0s amarras do vend\u00e1vel e da pretens\u00e3o puramente industrial, preocupa\u00e7\u00e3o importante na \u00e9poca em que as produtoras privadas n\u00e3o caminhavam de m\u00e3os dadas com a extinta Embrafilme, ap\u00f3s a fal\u00eancia da Vera Cruz e Maristela. <br><br>Recentemente, polos culturais, precipuamente do Estado de S\u00e3o Paulo tem realizado mostras e homenagens ao cineasta, que, felizmente, pode receber algumas ainda em vida. Contudo, seus filmes remontam a um per\u00edodo de cinema artesanal, que nas palavras de David Cardoso, importante nome dos anos setenta, n\u00e3o se faz mais. <br><br>Em tom epilogal, o choque imag\u00e9tico na retrata\u00e7\u00e3o que a partir de uma primeira mirada poderia desdobrar algo simpl\u00f3rio, em verdade, choca, dentro de sua esfera incisiva e primitiva. Um clamor por aten\u00e7\u00e3o a defici\u00eancia sociais, e econ\u00f4micas de constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, que na maioria das vezes, conscientemente \u00e9 negligenciada. Afinal, se a imagem produz inc\u00f4modo, fecha-se a janela. Cadeias fez o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>FILMOGRAFIA COMPLETA COMO DIRETOR<\/strong> (Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.portalbrasileirodecinema.com.br\/candeias\/extras\/08_01.php)\">http:\/\/www.portalbrasileirodecinema.com.br\/candeias\/extras\/08_01.php)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>LONGAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A MARGEM (1967) (1967)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 96 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>O ACORDO (1968)<\/p>\n\n\n\n<p>(epis\u00f3dio de Trilogia do terror)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 42 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>MEU NOME \u00c9 TONHO (1969)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 95 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>A HERAN\u00c7A (1971)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 90 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>CA\u00c7ADA SANGRENTA (1974)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 90 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>A OP\u00c7\u00c3O OU AS ROSAS DA ESTRADA (1981)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 87 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>MANEL\u00c3O, O CA\u00c7ADOR DE ORELHAS (1982)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 81 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>A FREIRA E A TORTURA (1983)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 85 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>AS BELLAS DA BILLINGS (1987)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 90 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>O VIGILANTE (1992)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 77 min<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>M\u00c9DIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00c9ZERO (1974)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 31 min.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O CANDINHO (1976)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 33 min<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>CURTAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>TAMBA\u00da, CIDADE DOS MILAGRES (1955)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 14 min, 16 mm, P&amp;B<\/p>\n\n\n\n<p><br>POL\u00cdCIA FEMININA (1960)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 10 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>ENSINO INDUSTRIAL (1962)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 12 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>RODOVIAS (1962)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 9 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>AM\u00c9RICA DO SUL (1965)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, v\u00eddeo, P&amp;B\/Cor, 30 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>CASAS ANDR\u00c9 LUIZ (1967)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 10 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>UMA RUA CHAMADA TRIUMPHO 1969\/70 (1971)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 11 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>UMA RUA CHAMADA TRIUMPHO 1970\/71 (1971)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 9 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>BOCADOLIXOCINEMA OU FESTA NA BOCA (1976)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 12 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>A VISITA DO VELHO SENHOR (1976)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 13 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>SENHOR PAUER (1988)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, Cor, 15 min<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>V\u00cdDEOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O DESCONHECIDO (1972)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, P&amp;B, 50 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>HIST\u00d3RIA DA ARTE NO BRASIL (1979)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, Cor, 21 epis\u00f3dios de 30 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>LADY VASELINA (1990)<\/p>\n\n\n\n<p>Fic\u00e7\u00e3o, Cor, 15 min<\/p>\n\n\n\n<p><br>CINEMATECA BRASILEIRA (1993)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, Cor, 13 min<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>OUTROS DOCUMENT\u00c1RIOS REALIZADOS POR CANDEIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>PO\u00c7OS DE CALDAS (1956)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B<\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Fotografia: Eliseo Fernandes.<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: Eliseo Fernandes.<\/p>\n\n\n\n<p>Cia. produtora: SESI.<\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio institucional sobre as atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas da cidade de Po\u00e7os de Caldas.<\/p>\n\n\n\n<p><br>INTERL\u00c2DIA (d\u00e9c. 60)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 7 min<\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e montagem: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: H. Rangel.<\/p>\n\n\n\n<p>Cia. produtora: Rangel Filmes.<\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio institucional apresentando as atividades econ\u00f4micas, religiosas e sociais da cidade de Esp\u00edrito Santo do Pinhal.<\/p>\n\n\n\n<p><br>JOGOS NOROESTINOS (d\u00e9c. 60)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 10 min<\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e montagem: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: H. Rangel.<\/p>\n\n\n\n<p>Cia. produtora: Rangel Filmes.<\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio sobre os VI Jogos Noroestinos, ocorridos em Campo Grande.<\/p>\n\n\n\n<p><br>MARCHA PARA O OESTE N\u00b0 3 (Campo Grande) (d\u00e9c. 60)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 9 min<\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e montagem: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: Michel Saddi.<\/p>\n\n\n\n<p>Cia. produtora: Produ\u00e7\u00f5es Michel Saddi.<\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio institucional sobre os progressos da cidade de Campo Grande.<\/p>\n\n\n\n<p><br>MARCHA PARA O OESTE N\u00b0 5 (Corumb\u00e1) (d\u00e9c. 60)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, 35 mm, P&amp;B, 9 min<\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e montagem: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: Michel Saddi.<\/p>\n\n\n\n<p>Cia. produtora: Produ\u00e7\u00f5es Michel Saddi.<\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio institucional sobre o desenvolvimento econ\u00f4mico da cidade de Corumb\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p><br>BASTIDORES DAS FILMAGENS DE UM PORN\u00d4 \u2013 BR, SP \u2013 (d\u00e9c. 90)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, Cor, 13 min<\/p>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, fotografia e produ\u00e7\u00e3o: Ozualdo R. Candeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio que atrav\u00e9s das fotografias de Ozualdo Candeias registra de forma ir\u00f4nica a realiza\u00e7\u00e3o de um filme pornogr\u00e1fico<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><br><strong>Marcus Hemerly<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><br>Contatos com o autor<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-light-green-cyan-to-vivid-green-cyan-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/wa.me\/28999941202\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">WhatsApp<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-light-green-cyan-to-vivid-green-cyan-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcus.hemerly\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-light-green-cyan-to-vivid-green-cyan-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/ChA6chLrs7J\/\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br><br>Voltar: <a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\" title=\"\">http:\/\/www.jornalrol.com.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cedi\u00e7o que a fotografia \u00e9 a t\u00f4nica da chamada s\u00e9tima arte. A partir da inven\u00e7\u00e3o do cinetosc\u00f3pio at\u00e9 a viabiliza\u00e7\u00e3o de capta\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o mais sofisticada <\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":60726,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9286],"tags":[10237,1983,5388,6285],"class_list":["post-60725","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte","tag-azualdo-candeias","tag-cinema-em-tela","tag-marcus-hemerly","tag-obras"],"aioseo_notices":[],"views":973,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jornal-cultural-o-rol-1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":54047,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=54047","url_meta":{"origin":60725,"position":0},"title":"Marcus Hemerly: &#039;Cinema em tela: \u00c0 margem de Ozualdo Candeias&#039;","author":"Marcus Hemerly","date":"13 de mar\u00e7o de 2023","format":false,"excerpt":"\u201cExiste uma crise mundial na produ\u00e7\u00e3o de filmes, de certa forma causada pelas transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas\u201d. (Carlos Reichenbach) Ozualdo Ribeiro Candeias, nascido provavelmente no ano de 1918, nem mesmo ele sabia ao certo, foi registrado 1922, em Cajobi, cidade paulista da regi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto. 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