{"id":61885,"date":"2023-10-08T07:00:00","date_gmt":"2023-10-08T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=61885"},"modified":"2023-10-08T08:29:52","modified_gmt":"2023-10-08T11:29:52","slug":"falando-serio-sobre-outubro-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=61885","title":{"rendered":"Falando s\u00e9rio sobre Outubro Rosa"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F61885&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F61885&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Ivete Rosa de Souza: Cr\u00f4nica &#8216;Falando s\u00e9rio sobre Outubro Rosa&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57945\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=57945\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cc7c1628-bfc8-475e-8e32-171b9d89e201-1-1.jpg\" data-orig-size=\"720,960\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Ivete Rosa de Souza\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Ivete Rosa de Souza&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Ivete Rosa de Souza&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cc7c1628-bfc8-475e-8e32-171b9d89e201-1-1.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cc7c1628-bfc8-475e-8e32-171b9d89e201-1-1.jpg\" alt=\"Ivete Rosa de Souza\" class=\"wp-image-57945\" style=\"width:104px;height:139px\" width=\"104\" height=\"139\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Ivete Rosa de Souza<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"61886\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=61886\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/51540637699_72d32d29fe_b.jpg\" data-orig-size=\"1024,684\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Davidyson Damasceno&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;DAVIDYSON DAMASCENO&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"51540637699_72d32d29fe_b\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/51540637699_72d32d29fe_b.jpg\" src=\"https:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/51540637699_72d32d29fe_b.jpg\" alt=\"Outubro Rosa\" class=\"wp-image-61886\" style=\"width:424px;height:283px\" width=\"424\" height=\"283\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">https:\/\/www.flickr.com\/photos\/agenciabrasilia\/51540637699<br><em>Criador:&nbsp;Ag\u00eancia Bras\u00edlia&nbsp;<br>Direitos autorais:&nbsp;Davidyson  Damasceno<\/em><br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">H\u00e1 poucos dias, vi uma reportagem sobre c\u00e2ncer de mama. Um m\u00e9dico alertava ao fato de que, ap\u00f3s a pandemia, diminuiu o n\u00famero de mulheres a partir dos trinta anos, que procuravam os servi\u00e7os do SUS,&nbsp; para realizarem anualmente exames de preven\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer de mama e outros.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;N\u00f3s, mulheres, temos o dever de nos cuidar, exames de mamografia, ultrassonografia de mamas. E outros exames que s\u00e3o necess\u00e1rios para preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer e outras doen\u00e7as, e a partir dos 50 anos, tamb\u00e9m fazer colonoscopia, que detecta p\u00f3lipos nos intestinos, podendo ser malignos ou benignos.<\/p>\n\n\n\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o dos tumores \u00e9 acelerada quando do primeiro diagn\u00f3stico, quando eu mesma descobri no autoexame, o caro\u00e7o parecia do tamanho de uma azeitona; no espa\u00e7o de tr\u00eas meses, alcan\u00e7ou a propor\u00e7\u00e3o de uma laranja. Isso \u00e9 o maior problema, quanto maior o tumor, maior a perda mam\u00e1ria. Fiz essa descoberta da pior forma poss\u00edvel, dado ao fato de que fui levada de um m\u00e9dico a outro, e o tempo encurtava a cada negativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Fui a um ginecologista que, sem examinar, mandou que eu fizesse uma mamografia. Depois procurasse um mastologista, mas a mamografia n\u00e3o mostrou a real dimens\u00e3o do tumor. Infelizmente esse m\u00e9dico, que j\u00e1 chegara \u00e0 cl\u00ednica com atraso de mais de uma hora, disse que n\u00e3o viu nada no exame, que eu esperasse o caro\u00e7o crescer. Nas palavras dele: \u201cSe crescer mais a gente tira\u201d, abrindo a porta do consult\u00f3rio e chamando outra paciente. Nesse momento eu j\u00e1 me sentia com uma senten\u00e7a de morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Marquei consulta em outro m\u00e9dico imediatamente; este, super consciencioso, marcou a cirurgia para dali a uns vinte dias. E mandou que eu fizesse todos os exames preparat\u00f3rios e um ultrassom com dopler e bi\u00f3psia.&nbsp; Fiz com toda urg\u00eancia. No dia anterior \u00e0 cirurgia, recebi um telefonema do consult\u00f3rio do Doutor Vacari, dizendo que a cirurgia tinha sido cancelada pela operadora Green Line.&nbsp; <br><br>Mais uma decep\u00e7\u00e3o, medo e desespero. A orienta\u00e7\u00e3o era que eu passasse com outra mastologista, na rede pr\u00f3pria.&nbsp; Nisso j\u00e1 contabilizou mais trinta dias. A saga, \u00e0 procura de atendimento m\u00e9dico, come\u00e7ou em maio de 2005. J\u00e1 est\u00e1vamos no final em junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Fui \u00e0 m\u00e9dica indicada pelo plano. Ela me examinou, mandou que me vestisse e dali a 10 dias eu seria operada. &nbsp;No dia anterior ao marcado, minha m\u00e3e veio para ficar com meus filhos de 12 e 9 anos. \u00c0 noite, antes de nos levantarmos, meu esposo gritou por mim, encontrou minha m\u00e3e desmaiada. A levamos para o hospital e foi internada de imediato. Sofreu dois infartos: um em minha casa, e outro na ambul\u00e2ncia que nos levou a outro hospital especializado.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 me lembrei da minha cirurgia quando a m\u00e9dica ligou me procurando. Informei ocorrido, ela disse que ligasse para ela assim que minha m\u00e3e estivesse bem. Quinze, ou vinte dias depois, fui ao hospital. Minha m\u00e3e recebeu alta, e uma de minhas irm\u00e3s a levou para casa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0Lembro que cheguei ao hospital \u00e0s 4h da madrugada. Fizemos a interna\u00e7\u00e3o, entrei na sala de espera do hospital. L\u00e1, de camisola do hospitalar, permaneci junto a outros pacientes, num corredor com fileiras de cadeiras nas duas laterais, olhando para o rosto de homens e mulheres esperando para entrar no centro cir\u00fargico. Tinha uma TV que, fatidicamente, n\u00e3o ajudava, pois, continuamente, a reportagem discorria sobre o caso da mo\u00e7a que matou os pais.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando uma enfermeira veio buscar um paciente, pedi que pelo menos ela mudasse de canal. Ela disse que, infelizmente, n\u00e3o conseguia. As TVs eram conectadas a um determinado terminal, que colocava em canais aleat\u00f3rios, mas que tentaria achar um respons\u00e1vel. <br><br>Isso aconteceu depois das 7 horas da manh\u00e3. V\u00e1rios pacientes, impacientes, j\u00e1 tinham ido para cirurgia, macas entravam e saiam a todo momento. A meu lado esquerdo estava um senhor idoso, e a minha direita, uma mulher bem mais jovem que eu. O senhor ria e brincava com os demais, muitos j\u00e1 cansados da espera, como eu.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Ele ia operar um dos joelhos, disse que n\u00e3o era grave, mas n\u00e3o gostava de cirurgias. A mo\u00e7a a meu lado desatou a chorar. Tive a impress\u00e3o de que a conhecia, mas n\u00e3o dei muita import\u00e2ncia, afinal todos n\u00f3s naveg\u00e1vamos na mesma canoa, que corria sem destino. Terminou que a mo\u00e7a furou a fila, ou melhor, a minha fila, pois er\u00e1mos pacientes para a cirurgia de c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A enfermeira me chamou e informou que a m\u00e9dica havia decidido operar essa paciente antes de mim. Mais tr\u00eas ou quatro horas de espera.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente a enfermeira veio me buscar, informando aos demais daquele corredor, onde havia um rod\u00edzio de novos rostos, numa profus\u00e3o&nbsp; assustadora, que os m\u00e9dicos estavam fazendo o poss\u00edvel, mas que cirurgias podem ser mais f\u00e1ceis ou dif\u00edceis, conforme o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sala, a m\u00e9dica explicou o procedimento, em seguida fui anestesiada, s\u00f3 acordando quando o sol estava se escondendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrei-me de meu esposo, disseram que foi avisado do final da cirurgia, tinha passado no quarto e foi para casa ver meus filhos, que haviam ficado com uma vizinha desde a noite anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Dormi novamente, acordei na madrugada. Desesperada para ir ao banheiro. Acionei o bot\u00e3o da enfermagem, ningu\u00e9m apareceu. Apertei o bot\u00e3o da cama para me levantar. Ao me sentar para sair, senti muita dor, e um l\u00edquido viscoso escorrendo pelo meu lado direito.&nbsp; Levantei-me e senti algo se rasgando. No banheiro constatei a ruptura dos pontos, o l\u00edquido era sangue.&nbsp; Tomei um banho, me sequei o quanto pude. Procurei por minhas roupas, n\u00e3o encontrei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Nua e sangrando, embrulhada no len\u00e7ol da cama, sai ao corredor \u00e0 procura de ajuda. Uma enfermeira do ber\u00e7\u00e1rio me viu. Meio assustada, me perguntou: \u2014 De onde a senhora veio? Com fome sede e raiva eu falei<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Se eu ainda estou viva sa\u00ed do quarto 311. Ela, meio sem gra\u00e7a, me ajudou a voltar ao quarto. Ficou sem fala ao ver o tanto de sangue e fluidos no ch\u00e3o. Na troca de plant\u00e3o, esqueceram de avisar que tinha paciente naquele quarto. Fui premiada.<\/p>\n\n\n\n<p>Acionou a cama v\u00e1rias vezes para retirar o dreno, um saquinho que estava acoplado a mim, para recolher o l\u00edquido que agora vazava com um a bica. O m\u00e9dico de plant\u00e3o s\u00f3 orientou fazer uma bandagem, deu medica\u00e7\u00e3o prescrita na prancheta, que levaram mais de uma hora para encontrar. Resultado: eu estava internada em outra ala, que depois descobriram estar lotada; Assim, me levaram para a ala das parturientes. E l\u00e1 n\u00e3o encontravam os meus documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A enfermeira trouxe alguns biscoitos e um ch\u00e1, me vesti com outra camisola, enquanto a mo\u00e7a trocava a cama. Chamaram o pessoal da limpeza. Era tanto o tumulto que n\u00e3o dormi mais at\u00e9 o dia seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1 pelas 13 horas, meu esposo, e minha irm\u00e3 e cunhado, discutiam com a minha m\u00e9dica. Ela queria me levar para a cirurgia. Interrompi e disse a ela se poderia inserir outro cateter e uma nova bolsa, ali mesmo no quarto. Disse que n\u00e3o, mas poderia suturar, e eu teria que ir \u00e0 cl\u00ednica a cada dois dias para drenar aquele l\u00edquido. <br><br>E assim foi feito e pedi a minha alta, a contragosto da m\u00e9dica. Ali eu n\u00e3o ficaria mais. Se eu n\u00e3o tivesse me levantado naquela noite pavorosa, imagino que a hist\u00f3ria teria sido ainda mais tr\u00e1gica.<\/p>\n\n\n\n<p>A quimioterapia debilita muito.&nbsp; E a radioterapia faz queimaduras na pele. J\u00e1 esticada ao m\u00e1ximo, sentia que a minha pele estava grudada \u00e0s costelas. A isso d\u00e3o o nome de plast\u00e3o. Eu perdi a mama e ganhei uma parede, esburacada e queimada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Ao t\u00e9rmino dos dois tratamentos, cinco anos de Tamoxifeno, mais cinco para a conclus\u00e3o de que estava realmente livre do c\u00e2ncer. O Carcinoma Ductal Infiltrativo tinha sido extirpado, mas a sombra do c\u00e2ncer me acompanha at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>A consci\u00eancia de que o c\u00e2ncer mata. A mo\u00e7a que chorava a meu lado, de trinta e poucos anos, sobreviveu por mais tr\u00eas meses ap\u00f3s a cirurgia, vindo a \u00f3bito, por\u00e9m, deixando \u00f3rf\u00e3os dois filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu venci o c\u00e2ncer, mas convivo com o medo de ter outro. &nbsp;N\u00e3o quero ser alarmista, mas todas as mulheres e alguns homens est\u00e3o sujeitos a ter c\u00e2ncer de mama e outros, de igual ou maior perigo.<\/p>\n\n\n\n<p>A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 nossa melhor defesa. Exames regulares, ao menos anualmente. Pe\u00e7a ao ginecologista para fazer a mamografia e ultrassom das mamas. A mamografia mostra os tumores e os est\u00e1gios de crescimento. No meu caso, a posi\u00e7\u00e3o em que se encontrava, a mamografia n\u00e3o alcan\u00e7ou para mostrar o tamanho. Foi necess\u00e1rio fazer uma ultrassonografia com dopler, e ser inserida uma agulha, para fazer bi\u00f3psia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Para o ano de 2022 foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa ajustada de incid\u00eancia de 43,74 casos por 100.000 mulheres.&nbsp; Segundo pesquisas, as taxas brutas de incid\u00eancia e o n\u00famero de novos casos estimados s\u00e3o importantes para estimar a magnitude da doen\u00e7a no territ\u00f3rio nacional e programar a\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 a primeira causa de morte por c\u00e2ncer em mulheres no Brasil, com patamares diferenciados entre as regi\u00f5es. A taxa de mortalidade por c\u00e2ncer de mama, ajustada por idade pela popula\u00e7\u00e3o mundial, foi 11,71 \u00f3bitos\/100.000 mulheres, em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos estudos revelam que o c\u00e2ncer mata mais que outros problemas de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Junto com o c\u00e2ncer, vem o medo de morrer, at\u00e9 mesmo a depress\u00e3o. O Doutor Vacari foi o primeiro m\u00e9dico a dar a aten\u00e7\u00e3o que eu precisava; tamb\u00e9m o que mais me ajudou e apoiou durante o tratamento. Segundo ele, a forma de enfrentarmos a doen\u00e7a \u00e9 n\u00e3o se deixar intimidar, manter o bom \u00e2nimo, n\u00e3o se vitimizar, e, acima de tudo se colocar em primeiro lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico n\u00e3o significa uma senten\u00e7a.&nbsp; Nossa prioridade \u00e9 detectar ainda nos primeiros est\u00e1gios, e procurar ajuda m\u00e9dica.&nbsp; Quem melhor do que n\u00f3s mesmas para conhecer nosso pr\u00f3prio corpo?&nbsp; O autoexame, sob o chuveiro, ou deitada de costas, apalpando o seio. <br><br>No primeiro est\u00e1gio sentimos um caro\u00e7o, pequeno e duro. Depois vem o desconforto, mamilos doloridos, ou invertidos. Depois n\u00f3dulos ou a secre\u00e7\u00e3o mamilar purulenta ou sanguinolenta. Tamb\u00e9m \u00e9 comum: fadiga relacionada ao c\u00e2ncer, incha\u00e7o dos g\u00e2nglios, ou perda de peso.<\/p>\n\n\n\n<p>No est\u00e1gio final, fadiga e perda de peso o c\u00e2ncer j\u00e1 est\u00e1 em um est\u00e1gio avan\u00e7ado.&nbsp; Fator maior de risco e de vir a \u00f3bito.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o corra riscos, fa\u00e7a exames a cada ano, ou a cada seis meses, se tiver familiar com esse diagn\u00f3stico. O c\u00e2ncer \u00e9 silencioso, li que morre mais pessoas com c\u00e2ncer, relacionado a doen\u00e7as card\u00edacas, e at\u00e9 mesmo \u00e0 covid.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Ivete Rosa de Souza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><br>Contatos com a autora<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/facebook.com\/iveterosa.desouza.1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/@iveterosades\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/rosa.dos.ventos\" title=\"TikTok\">TikTok<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br>Voltar: <a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\" title=\"\">http:\/\/www.jornalrol.com.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Facebook: <a href=\"https:\/\/facebook.com\/JCulturalRol\/\" title=\"\">https:\/\/facebook.com\/JCulturalRol\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 poucos dias, vi uma reportagem sobre c\u00e2ncer de mama. 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