{"id":66101,"date":"2024-05-02T07:30:00","date_gmt":"2024-05-02T10:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=66101"},"modified":"2024-05-01T20:12:08","modified_gmt":"2024-05-01T23:12:08","slug":"o-admiravel-mundo-de-joao-de-camargo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=66101","title":{"rendered":"O admir\u00e1vel mundo de Jo\u00e3o de Camargo"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F66101&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F66101&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Carlos Carvalho Cavalheiro: <\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">&#8216;O admir\u00e1vel mundo de Jo\u00e3o de Camargo&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"120\" height=\"120\" data-attachment-id=\"55412\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=55412\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Carlos-Carvalho-Cavalheiro-2.png\" data-orig-size=\"120,120\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Carlos-Carvalho-Cavalheiro-2\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Carlos Carvalho Cavalheiro&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Carlos-Carvalho-Cavalheiro-2.png\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Carlos-Carvalho-Cavalheiro-2.png\" alt=\"Carlos Carvalho Cavalheiro\" class=\"wp-image-55412\" style=\"width:146px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Carlos C. Cavalheiro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"360\" data-attachment-id=\"66102\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=66102\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Igreja-de-Joao-de-Camargo-by-Carlos-de-Carvalho.jpg\" data-orig-size=\"480,360\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Igreja-de-Joao-de-Camargo-by-Carlos-de-Carvalho\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Igreja-de-Joao-de-Camargo-by-Carlos-de-Carvalho.jpg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Igreja-de-Joao-de-Camargo-by-Carlos-de-Carvalho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-66102\" style=\"width:508px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><em>Igreja de Nosso Senhor Jesus do Bonfim ou Igreja de Jo\u00e3o de Camargo. <\/em><\/em><br>Foto: Carlos Carvalho Cavalheiro<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Jo\u00e3o de Camargo foi um ex-escravizado que no in\u00edcio do s\u00e9culo XX construiu uma capela na estrada da \u00c1gua Vermelha, munic\u00edpio de Sorocaba, no Estado de S\u00e3o Paulo (Brasil) e deu in\u00edcio a um culto que aparentemente mesclava tradi\u00e7\u00f5es africanas com catolicismo popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz o memorialista Ant\u00f4nio Francisco Gaspar que \u201cem princ\u00edpios de 1906 era empregado na olaria de Elias Monteiro, na &#8216;\u00c1gua Vermelha&#8217;, um preto ainda mo\u00e7o por nome Jo\u00e3o de Camargo\u201d (Gaspar, 1925, p. 23). Nessa ocasi\u00e3o, teria Jo\u00e3o de Camargo recebido da \u201cespiritualidade\u201d uma miss\u00e3o que seria a constru\u00e7\u00e3o da igreja \u201clonge do bul\u00edcio da cidade, distante das orgias e das iniquidades [\u2026] para o fim de prodigalizar benef\u00edcios \u00e0queles que deles necessitarem\u201d (Gaspar, 1925, p. 26).<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o de Camargo, ent\u00e3o, construiu a sua capela e come\u00e7ou a atender aos necessitados, dando-lhes conforto com seus conselhos, mas, tamb\u00e9m, promovendo curas milagrosas e usando de seus dons para a promo\u00e7\u00e3o do bem. Como afirmou o escritor e folclorista Bene Cleto, o taumaturgo Jo\u00e3o de Camargo \u201cat\u00e9 sua morte, em 1942, n\u00e3o cessou um s\u00f3 dia em fazer o bem a seus semelhantes, de sanar suas dores \u2013 fossem elas do corpo ou do esp\u00edrito\u201d (Cleto, 2020, p. 43).<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, al\u00e9m de promover curas e atendimento aos necessitados, Jo\u00e3o de Camargo foi uma lideran\u00e7a comunit\u00e1ria. No entorno de sua Igreja surgiu, organizado por ele mesmo, um bairro com estrutura de casas de aluguel, de Hot\u00e9is, armaz\u00e9ns e outros servi\u00e7os. O terreno no qual esse bairro come\u00e7ou a se formar era propriedade doada a Jo\u00e3o de Camargo por seu primo Pedro de Camargo. Nessa localidade, as manifesta\u00e7\u00f5es culturais de origem africana ou afro-brasileiras eram permitidas, ao contr\u00e1rio do que ocorria na regi\u00e3o central de Sorocaba, onde tais manifesta\u00e7\u00f5es eram reprimidas pela pol\u00edcia e pela vigil\u00e2ncia dos grupos de poder e tomadores de decis\u00e3o (Cavalheiro, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Bastante sintom\u00e1tico foi o esfor\u00e7o de Jo\u00e3o de Camargo em constituir uma Banda musical e construir um pr\u00e9dio para abrigar uma escola. Assim, promoveu a educa\u00e7\u00e3o e a oportunidade de trabalho digno para pobres e negros. Em uma \u00e9poca muito pr\u00f3xima ao fim da escravid\u00e3o, a exclus\u00e3o social dos afrodescendentes era vis\u00edvel e esperada. O pr\u00f3prio Jo\u00e3o de Camargo, ex-escravizado, analfabeto e quase que sem qualifica\u00e7\u00e3o profissional, teve que se sujeitar a trabalhos grosseiros, pesados e mal remunerados.<\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente que Jo\u00e3o de Camargo foi perseguido. Em 1913, chegou a ser preso e processado por curandeirismo (mesmo que o objeto principal da den\u00fancia do promotor p\u00fablico fosse o ajuntamento de pessoas em torno da igreja). Assistido pelo advogado Juvenal Parada, que promoveu uma qualificada defesa, Jo\u00e3o de Camargo foi absolvido. Mas, por longos anos sofreu a discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito social.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a burguesia de Sorocaba tinha um projeto de cidade sintetizado no ep\u00edteto de Manchester Paulista: uma associa\u00e7\u00e3o com a cidade industrial inglesa, s\u00edmbolo de progresso capitalista. A esse projeto concorria o territ\u00f3rio negro e caipira criado por Jo\u00e3o de Camargo (Cavalheiro, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1929, um relat\u00f3rio da cidade de Sorocaba ao Inspetor Chefe apresenta Jo\u00e3o de Camargo como um \u201ccaso typico de curandeirismo, nos moldes de um \u2018Ant\u00f4nio Conselheiro\u2019\u201d\u2026 (Cavalheiro, 2020, p. 74). Ora, Ant\u00f4nio Conselheiro foi o l\u00edder messi\u00e2nico que, juntamente com os seus seguidores, defendeu a localidade chamada de Canudos dos ataques das tropas federais brasileiras republicanas, cujo entendimento era de que aquela comunidade era um antro de fan\u00e1ticos e desordeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o de Camargo faleceu em 28 de setembro de 1942 e com o passar dos anos sua imagem foi sendo modificada, especialmente nos textos jornal\u00edsticos. Hoje ele \u00e9 interpretado como um benfeitor, um l\u00edder religioso e comunit\u00e1rio, um \u201csanto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E a sua igreja \u00e9 um local onde o ecumenismo e o ecletismo religioso de fato ocorre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tradi\u00e7\u00f5es religiosas que se mesclam<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 primeira vista, parece um caos. Depois, a ordem vai se estabelecendo e cria a harmonia do ambiente. A multiplicidade de imagens de tradi\u00e7\u00f5es t\u00e3o diferentes (como kardecistas, candomblecistas, umbandistas, cat\u00f3licas, esot\u00e9ricas, orientalistas\u2026) se miscigenam, e como numa mistura de diversos l\u00edquidos, se decantam e encantam at\u00e9 atingir a perfeita am\u00e1lgama.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Na igreja de Jo\u00e3o de Camargo (oficialmente Igreja de Nosso Senhor Jesus do Bonfim), em cada nicho e em cada espa\u00e7o h\u00e1 imagens de orix\u00e1s, de entidades da umbanda (como Maria Padilha, Z\u00e9 Pelintra, Caboclos e Pretos-Velhos), orix\u00e1s do candombl\u00e9, santos cat\u00f3licos, santos populares (como Padre C\u00edcero, Antoninho Marmo da Rocha, Menina Julieta\u2026), mestres juremeiros, deuses hindus, e at\u00e9 mesmo imagens de Buda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para completar o sentido ecl\u00e9tico do lugar, nas paredes \u00e9 poss\u00edvel encontrar fotografias e desenhos de autoridades religiosas e pol\u00edticas como Get\u00falio Vargas, Papa Jo\u00e3o Paulo II, Dr. Ferreira Braga (um pol\u00edtico local do passado) e at\u00e9 Allan Kardec (codificador do Espiritismo).<\/p>\n\n\n\n<p>Aparentemente, essa mescla de tradi\u00e7\u00f5es religiosas \u2013 em conson\u00e2ncia com personalidades hist\u00f3ricas e lideran\u00e7as pol\u00edticas \u2013 n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade da Igreja de Jo\u00e3o de Camargo. Possivelmente, seja at\u00e9 mesmo um tra\u00e7o cultural de origem africana que n\u00e3o promove a separa\u00e7\u00e3o entre o sagrado e o mundo dos seres humanos. E nem mesmo se preocupa com uma quest\u00e3o que Peter Berger levantou: a do mercado religioso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para esse soci\u00f3logo, o fim das religi\u00f5es oficiais (impostas pelos governos, sobretudo pelas monarquias absolutistas), propiciou a liberdade de escolha. Assim, as religi\u00f5es acabam por disputar fi\u00e9is dentro de uma l\u00f3gica de mercado. Da\u00ed a express\u00e3o \u201cmercado religioso\u201d (Beger, 2009).<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 1958, o escritor Aldous Huxley visitou o Brasil. Nessa visita, na ent\u00e3o capital do pa\u00eds, a cidade do Rio de Janeiro, ele foi levado a um terreiro de macumba, nome gen\u00e9rico dado a algumas das tradi\u00e7\u00f5es religiosas afro-brasileiras. O pesquisador Renato Ortiz encontrou uma nota no jornal paulistano \u201cO Estado de S. Paulo\u201d que descreveu essa visita com um certo horror e vergonha, pois, de acordo com o redator, tais manifesta\u00e7\u00f5es eram testemunhas de nosso \u201catraso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>\u00c9 profundamente humilhante para todos n\u00f3s, brasileiros, que o escritor Aldous Huxley tenha podido assistir, em pleno cora\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, a uma cerim\u00f4nia de macumba. N\u00e3o apenas porque alguns pretensos intelectuais encaminhassem o famoso autor de Admir\u00e1vel Mundo Novo, para o morro do Salgueiro. Mas, pela simples e \u00fanica raz\u00e3o de ser ainda poss\u00edvel, em mil novecentos e cinquenta e oito, quando caminhamos em plena era at\u00f4mica n\u00e3o se sabe se para o cataclismo, a realiza\u00e7\u00e3o de torpezas tais na pr\u00f3pria capital da Rep\u00fablica<\/em>\u201d. Assim, de acordo com Ortiz, a nota jornal\u00edstica salienta o preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es afro-brasileiras na metade do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que interessa a este artigo \u00e9 o trecho em que o rep\u00f3rter anota uma observa\u00e7\u00e3o que se coaduna com o que esteticamente ocorre dentro a igreja de Jo\u00e3o de Camargo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[\u2026]&nbsp;<em>sobre um altar, estavam juntos imagens de santos cat\u00f3licos, orix\u00e1s, fetiches africanos e amer\u00edndios, fotografias de pol\u00edticos, estampas de Tiradentes, figuras de Buda e de Zumbi dos Palmares, al\u00e9m de cer\u00e2micas de bichos, conjunto este que impressionou o escritor ingl\u00eas. As dan\u00e7as e cantos que seguiram, interrompidos a meio pelo \u2018Pai de santo\u2019 para o \u2018abra\u00e7o duplo ao visitante\u2019, prosseguiram depois dedicados a este\u201d<\/em>&nbsp;(Ortiz, 1999, p. 200).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um ind\u00edcio de que muitos cultos afro-brasileiros compuseram seus espa\u00e7os com essa est\u00e9tica que mistura elementos de v\u00e1rias dimens\u00f5es da vida humana, desde o sagrado, passando pelo pol\u00edtico e pelo m\u00edtico \/ heroico.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, com o passar dos anos, essa est\u00e9tica foi sendo modificada e, atualmente, n\u00e3o \u00e9 mais comumente vista nos terreiros das religi\u00f5es afro-brasileiras. Por isso, a preserva\u00e7\u00e3o da Igreja de Jo\u00e3o de Camargo \u00e9 importante, porquanto \u00e9 um testemunho vivo de uma pr\u00e1tica \u2013 \u00e9tica e est\u00e9tica \u2013 que deixou de existir. \u00c9, possivelmente, um exemplar \u00fanico. Um patrim\u00f4nio para todos n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>__________<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Berger, Peter L.&nbsp;<strong>O dossel sagrado.&nbsp;<\/strong>S\u00e3o Paulo: Paulus, 2009.<br>Cavalheiro, Carlos Carvalho.&nbsp;<strong>Jo\u00e3o de Camargo, o Homem da \u00c1gua Vermelha.&nbsp;<\/strong>Maring\u00e1 (PR): Editora A. R. Publisher, 2020.<br>Cleto, Bene.&nbsp;<strong>Causos do Le\u00f4ncio e outros causos.&nbsp;<\/strong>Sorocaba: Academia Sorocabana de Letras, 2020.<br>Gaspar, Ant\u00f4nio Francisco.&nbsp;<strong>O Myst\u00e9rio da \u00c1gua Vermelha.&nbsp;<\/strong>Sorocaba: Do Autor, 1925.<br>Ortiz, Renato.&nbsp;<strong>A morte branca do feiticeiro negro.&nbsp;<\/strong>S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><br><strong>Carlos Carvalho Cavalheiro<\/strong><br><a href=\"mailto:carlosccavalheiro@gmail.com\">carlosccavalheiro@gmail.com<\/a><br><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalRol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o de Camargo foi um ex-escravizado que no in\u00edcio do s\u00e9culo XX construiu uma capela na estrada da \u00c1gua Vermelha, munic\u00edpio de Sorocaba, no Estado de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":66102,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9398,9285],"tags":[4792],"class_list":["post-66101","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-literatura","tag-joao-de-camargo"],"aioseo_notices":[],"views":1167,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Igreja-de-Joao-de-Camargo-by-Carlos-de-Carvalho.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":34132,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=34132","url_meta":{"origin":66101,"position":0},"title":"Livro aborda o curandeiro Jo\u00e3o de Camargo como sujeito hist\u00f3rico","author":"Carlos Carvalho Cavalheiro","date":"1 de outubro de 2020","format":false,"excerpt":"Livro aborda o curandeiro Jo\u00e3o de Camargo como sujeito hist\u00f3rico Abordar a personalidade hist\u00f3rica de um m\u00edstico e religioso nem sempre \u00e9 tarefa simples. 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desta vez em\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/bannerMemoria-300x105.png?resize=350%2C200","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/bannerMemoria-300x105.png?resize=350%2C200 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/bannerMemoria-300x105.png?resize=525%2C300 1.5x"},"classes":[]},{"id":33585,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=33585","url_meta":{"origin":66101,"position":5},"title":"Sorocabanos s\u00e3o retratados no Dicion\u00e1rio dos Exclu\u00eddos da Hist\u00f3ria","author":"Carlos Carvalho Cavalheiro","date":"1 de setembro de 2020","format":false,"excerpt":"Entre os dias 3 e 8 de junho de 2019, 6.753 alunos de todo o Brasil criaram o dicion\u00e1rio biogr\u00e1fico\u00a0Exclu\u00eddos da Hist\u00f3ria, que inclui 2.251 verbetes sobre personagens raramente estudadas na historiografia tradicional Alexandre Vannuchi Leme, Jo\u00e3o de Camargo e Salvadora Lopes Peres s\u00e3o os sorocabanos que figuram como verbetes\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/capturar_1-300x170.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/66101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=66101"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/66101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66103,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/66101\/revisions\/66103"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/66102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=66101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=66101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=66101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}