{"id":66782,"date":"2024-05-23T15:08:33","date_gmt":"2024-05-23T18:08:33","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=66782"},"modified":"2024-05-23T15:08:43","modified_gmt":"2024-05-23T18:08:43","slug":"o-operario-uma-narrativa-da-carne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=66782","title":{"rendered":"O Oper\u00e1rio: Uma narrativa da carne"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F66782&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F66782&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">COLUNA CINEMA E PSICAN\u00c1LISE<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Bruna Rosalem e Marcus Hemerly: <\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">&#8216;O Oper\u00e1rio: Uma narrativa da Carne&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" data-attachment-id=\"66783\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=66783\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG-20240516-WA0009-1.jpg\" data-orig-size=\"960,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20240516-WA0009-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG-20240516-WA0009-1.jpg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG-20240516-WA0009-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-66783\" style=\"width:660px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG-20240516-WA0009-1.jpg 960w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG-20240516-WA0009-1-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Coluna Cinema e Psican\u00e1lise &#8211; &#8216;O Oper\u00e1rio: Uma narrativa da carne&#8217;<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>\u00c9 tudo o que vemos ou parecemos. Mas um sonho dentro de um<br>sonho? (Edgar Allan Poe<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Uma figura esquel\u00e9tica sentada em um ambiente parcamente mobiliado, sonolento, quase cerrando os olhos diante da exaust\u00e3o. Tem em suas m\u00e3os um exemplar de O Idiota, de Dostoievski. Antes de dormir, o homem subitamente levanta os olhos sobressaltado com a queda do volume a seus p\u00e9s. Em verdade, Trevor Reznik (Christian Bale) n\u00e3o dorme h\u00e1 um ano, talvez, um dos fatores a explicar seu corpo mag\u00e9rrimo de onde irrompe ossos protuberantes e um rosto profundo, intensificado por olheiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo &#8216;O oper\u00e1rio&#8217;, (do diretor Brad Anderson, 2004), traduz a ocupa\u00e7\u00e3o do personagem central da obra, que diante de sua peculiar imagem desperta desconfian\u00e7a, e at\u00e9 mesmo desprezo de seus superiores e colegas de trabalho, a despeito da tentativa de permanecer inserido no grupo que passa boa parte do dia consertando m\u00e1quinas em um galp\u00e3o escurecido e cinzento.<\/p>\n\n\n\n<p>Gradualmente, a partir de falas espa\u00e7adas e vazias de Trevor, percebemos que algo aconteceu, mesmo sem precisar quando ou o porqu\u00ea, resultando na mudan\u00e7a de comportamento, e, principalmente, de apar\u00eancia do personagem. Em determinado momento, um de seus antigos colegas chega a dizer: \u201cO que aconteceu com voc\u00ea? Costumava ser legal&#8221;, sinalizando sua anterior &#8216;fei\u00e7\u00e3o de sociabilidade&#8217;. Em sua atual realidade, as \u00fanicas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o rob\u00f3ticas s\u00e3o a intera\u00e7\u00e3o com a garota de programa Steve, que parece lhe nutrir peculiar devo\u00e7\u00e3o com t\u00edmida reciprocidade, e constantes visitas ao aeroporto para um caf\u00e9, um peda\u00e7o de torta que nunca come e uma conversa com a gar\u00e7onete.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A tens\u00e3o aumenta quando o estado let\u00e1rgico de Trevor culmina num acidente no qual um dos operadores de m\u00e1quina perde o bra\u00e7o. Sua exclus\u00e3o, agora formal do grupo, parece incontest\u00e1vel e o perturba coadjuvantemente \u00e0 chegada de um novo empregado que, de maneira estranha, parece perceber n\u00e3o s\u00f3 sua inquietude, mas at\u00e9 mesmo a motiva\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o consciente, do personagem.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No decorrer do filme, pequenas dicas s\u00e3o semeadas, que, em sua maioria, tornam-se percebidas pelo espectador na segunda sess\u00e3o, quando o quebra-cabe\u00e7a e o final cat\u00e1rtico s\u00e3o revelados.&nbsp; Al\u00e9m do ambiente on\u00edrico, gravado em um ver\u00e3o escaldante de Barcelona, simulando Los Angeles, Bale teve de emagrecer 28 kg, em um verdadeiro esfor\u00e7o de camale\u00e3o, considerando que um dos seus trabalhos seguintes seria \u2018Batman <em>Begins<\/em>\u2019 de Christoffer Nolan, no qual teve que ganhar consider\u00e1vel massa muscular. Sua dieta no per\u00edodo de \u2018O oper\u00e1rio\u2019 consistiu de uma ma\u00e7\u00e3 e uma lata de atum por dia, durante quase tr\u00eas meses, criando um aspecto que produz mal-estar e ao mesmo tempo real\u00e7a sua interpreta\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica sinalizando a deteriora\u00e7\u00e3o do personagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 sabido que altera\u00e7\u00f5es corporais dr\u00e1sticas ou de maquiagem recorrentemente s\u00e3o recebidas com um favoritismo no \u00e2mbito da cr\u00edtica e, principalmente, nas premia\u00e7\u00f5es. Lembremos de Nicole Kidman em \u2018As Horas\u2019, (2002), interpretando Virg\u00ednia Woolf e Charlize Theron em \u2018Monster\u2019 (2003), ambas usando pr\u00f3teses faciais que lhes renderam o Oscar de melhor atriz, al\u00e9m do recente A Baleia (2022), cujo personagem interpretado por Brendan Fraser usava uma esp\u00e9cie de pr\u00f3tese que pesava cerca de 130kg para se parecer como um obeso m\u00f3rbido. No entanto, a transforma\u00e7\u00e3o de Bale foi totalmente corporal, ali\u00e1s, sua versatilidade j\u00e1 remonta a seus primeiros trabalhos, como no sempre lembrado \u2018Imp\u00e9rio do Sol\u2019, de Steven Spielberg, com apenas 13 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na trama que acompanhamos, Trevor parece transitar entre realidade e fantasia. Condensando elementos vividos no passado, fragmentos desconexos de mem\u00f3rias recentes, criadas ou ainda vivenciadas em algum lugar no tempo e espa\u00e7o, o operador de m\u00e1quinas perde-se a todo instante. Ora interage com seus pr\u00f3prios del\u00edrios, ora tenta desvendar pequenas pistas de um jogo de forca que de tempos em tempos aparece em sua geladeira. Ao longo do filme n\u00e3o sabemos se ele est\u00e1 enlouquecendo ou simplesmente sonhando. Quando conversa com algu\u00e9m, ficamos em d\u00favida se tal pessoa existe ou se \u00e9 uma alucina\u00e7\u00e3o resultante de uma vida nada saud\u00e1vel, na qual dormir \u00e9 quase imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Trevor busca incessantemente entender o mist\u00e9rio de sua pr\u00f3pria vida, o espectador se depara, retire-se, com quase impercept\u00edveis sinais ao longo da narrativa. A mencionada figura misteriosa que surge na pele de um novo funcion\u00e1rio desperta imediato interesse de Trevor. Ele \u00e9 forte, tem um carro vermelho, usa boas roupas e, detalhe, os dedos de uma das m\u00e3os est\u00e3o dilacerados, assim como no acidente provocado por Trevor em seu amigo. Na realidade, somente o oper\u00e1rio consegue ver este homem, inclusive ele insiste em afirmar que ele aparece numa foto na casa de Steve. Ao se deparar com a imagem, Trevor entra num grande conflito com a mo\u00e7a, achando que fosse seu ex-companheiro e estava sendo tra\u00eddo. Mais adiante na pel\u00edcula, vimos que era o pr\u00f3prio Trevor na fotografia.<\/p>\n\n\n\n<p>Este fato, dentre outros que v\u00e3o surgindo sutilmente em recortes, v\u00e3o compondo um verdadeiro quebra-cabe\u00e7as. Afinal, o personagem alucina ou estar\u00edamos presos num longo sonho fragmentado que nunca acaba? O que sabemos \u00e9 que Trevor apresenta ins\u00f4nia e pouco se alimenta. Mas o que de fato provocou esta situa\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sua carne sofre. Seu corpo esvaece lentamente. Algo o consome de dentro para fora. \u00c9 comido vivo. Suas entranhas s\u00e3o tomadas como \u00faltimo recurso antes que Trevor possa n\u00e3o existir mais. Ainda h\u00e1 luta para manter-se vivo, seus del\u00edrios agem como defesas do Eu para evitar desintegrar-se de vez. A frase escrita em um pequeno papel na parede diz: \u201cQuem \u00e9 voc\u00ea?\u201d, Trevor responde: \u201cEu sei quem \u00e9 voc\u00ea!\u201d. Neste momento colocamo-nos diante de uma regress\u00e3o que transforma o rumo da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O operador de m\u00e1quina paga com seu corpo e alma por ter assassinado uma crian\u00e7a. Um atropelamento sem prestar socorro culminou numa fuga de si mesmo, algo que se tornou insuport\u00e1vel. Trevor \u00e9 um morto-vivo, um ser que circula entre remorso, dor, culpa. Ressente-se pela falta de atitude diante daquele menino estendido no ch\u00e3o e \u00e9 consumido por isso.<\/p>\n\n\n\n<p>O cara forte com botas de cowboy dirigindo o carro vermelho sempre foi ele. O filme deixa claro o quanto sua apar\u00eancia era bem diferente do que vemos na atualidade. Trevor era vigoroso e saud\u00e1vel. Parecia estar de bem com a vida. At\u00e9 que tudo mudou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que retratar um homem arrependido, a obra nos aponta que sentimentos e emo\u00e7\u00f5es est\u00e3o encarnados, ou seja, \u00e9 imposs\u00edvel separar psiquismo de corpo. Soma (carne) e psique s\u00e3o um s\u00f3. Na hist\u00f3ria remota, houve tentativas de separar corpo e esp\u00edrito, corpo e alma (no sentido de metaf\u00edsico). Doen\u00e7as psicossom\u00e1ticas, por exemplo, s\u00e3o evid\u00eancias emblem\u00e1ticas desta unicidade. As afec\u00e7\u00f5es n\u00e3o obedecem a anatomia. Em Trevor vimos que a priva\u00e7\u00e3o do sono e a magreza extrema tornaram-se consequ\u00eancias de seus atos. Mas qual rela\u00e7\u00e3o? Nem sempre h\u00e1. Mais uma vez evocando a hist\u00f3ria passada, as hist\u00e9ricas apresentavam in\u00fameros sintomas conversivos como paralisias dos membros e facial, gagueiras, tosse cont\u00ednua, dificuldades na fala, entre outros. Grosso modo, travavam uma luta entre desejo e censura, culminando nestas manifesta\u00e7\u00f5es som\u00e1ticas numa esp\u00e9cie de sinfonia sem maestro.<\/p>\n\n\n\n<p>O sofrimento de Trevor nos d\u00e1 ind\u00edcios de chegar ao fim quando ele se entrega \u00e0 pol\u00edcia. Paradoxalmente, agora encarcerado, conquista sua liberdade. Dormir \u00e9 acalento a sua alma e, quem sabe, gradativamente, seu corpo livre da tortura e afli\u00e7\u00e3o, recupere o vigor de outrora. O oper\u00e1rio nos provoca muitas reflex\u00f5es, e uma delas \u00e9 a seguinte: por mais que lutemos para esconder do outro ou de si mesmo aquilo que nos aflige, este gasto en\u00e9rgico \u00e9 em v\u00e3o. O corpo falar\u00e1, insistir\u00e1 e jamais cessar\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a obra lida pelo personagem no in\u00edcio do filme, de maneira diversa do pr\u00edncipe M\u00edchkin, que retorna a uma R\u00fassia corrompida, protagonista de O Idiota, que representa pureza e ingenuidade, Reznik \u00e9 um simulacro oposto da inoc\u00eancia, absorvendo a culpa em oblitera\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, a ela cerrando os olhos. A culpa, no entanto, n\u00e3o o abandona, mas o consome dia ap\u00f3s dia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A narrativa deste momento hist\u00f3rico que Trevor vivencia \u00e9 contado atrav\u00e9s dos sulcos de sua carne. Parafraseando S. Freud, se a boca se cala, falam-se os dedos, no caso aqui, seu corpo denuncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Bruna Rosalem e Marcus Hemerly<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">CONTATOS COM OS AUTORES<\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Bruna Rosalem<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/psicanalistabrunarosalem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"http:\/\/www.psicanaliseecotidiano.com.br\" title=\"Saite\">Saite<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Marcus Hemerly<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marcus_hemerly\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcus.hemerly?locale=pt_br\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma figura esquel\u00e9tica sentada em um ambiente parcamente mobiliado, sonolento, quase cerrando os olhos diante da exaust\u00e3o. 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