{"id":6816,"date":"2016-11-13T15:37:46","date_gmt":"2016-11-13T17:37:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=6816"},"modified":"2016-11-13T15:37:46","modified_gmt":"2016-11-13T17:37:46","slug":"dolores-tucunduva-a-modernidade-liquida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=6816","title":{"rendered":"Dolores Tucunduva: &#039;A modernidade l\u00edquida&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F6816&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F6816&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_5802\" aria-describedby=\"caption-attachment-5802\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/artigo-de-maria-dolores-tucunduva-porque-einstein-foi-um-genio\/foto-facebook-2\/\" rel=\"attachment wp-att-5802\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5802\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Foto-Facebook.jpg\" alt=\"Maria Dolores Tucunduva\" width=\"160\" height=\"160\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5802\" class=\"wp-caption-text\">Maria Dolores Tucunduva<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"gE iv gt\"><strong>Mais um texto erudito, elucidativo e contributivo para o nosso conhecimento: Dolores Tucunduva escreve sobre &#8216;A modernidade l\u00edquida e a vida humana transformada em objeto de consumo&#8217;<\/strong><\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<div id=\":1hk\" class=\"ii gt adP adO\">\n<div id=\":1h6\" class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nA atualidade \u00e9 conceituada por Zygmunt Bauman como \u201cmodernidade l\u00edquida\u201d, pela incapacidade de manter a forma. As rela\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es, quadros de refer\u00eancia, estilos de vida, cren\u00e7as e convic\u00e7\u00f5es mudam antes que tenham tempo de se solidificar. Nesse contexto, as vidas humanas s\u00e3o transformadas em objetos de consumo. O ser humano deixa de ser sujeito e passa a ser objeto na rela\u00e7\u00e3o de compra e venda.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nIntrodu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO fil\u00f3sofo e soci\u00f3logo polon\u00eas Zygmunt Bauman \u00e9 um dos pensadores, em seu \u00e2mbito de atua\u00e7\u00e3o, que alimentam reflex\u00f5es sobre a realidade consumista na qual o ser humano est\u00e1 inserido. Sua pesquisa n\u00e3o se limita a uma s\u00f3 \u00e1rea da academia: abrange a sociologia, a filosofia e a ci\u00eancia pol\u00edtica, analisando as complexas rela\u00e7\u00f5es nas quais as pessoas se movem. Para o autor, o consumo \u00e9 uma teia de rela\u00e7\u00f5es bem constru\u00edda em que n\u00e3o restam muitas alternativas na luta pela sobreviv\u00eancia.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO ser humano, ancorado no discurso consumista, vive a sua vida sem se questionar sobre o que realmente acontece \u00e0 sua volta. Vive-a como espectador, n\u00e3o como protagonista. Num ambiente incerto como o atual, o consumo aparece como resposta \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o das ansiedades dos indiv\u00edduos. Isso \u00e9 fundamental para compreender Bauman, quando aponta a transforma\u00e7\u00e3o da vida humana em objeto de consumo na contemporaneidade.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nA comodifica\u00e7\u00e3o ou recomodifica\u00e7\u00e3o das vidas humanas constitui longo processo que se iniciou na sociedade moderna e se torna vis\u00edvel no cen\u00e1rio da sociedade contempor\u00e2nea. Bauman a define como \u201cmodernidade l\u00edquida\u201d, devido \u00e0s mudan\u00e7as r\u00e1pidas que ocorrem sem haver um embasamento firme ou algo que d\u00ea forma. A ideia \u00e9 adaptar-se \u00e0s situa\u00e7\u00f5es como a \u00e1gua faz, de acordo com o recipiente em que \u00e9 inserida.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO presente artigo justifica-se inicialmente pela valora\u00e7\u00e3o da vida humana diante de toda estrutura e qualquer regulamento vigente. A estrutura existe para auxiliar o ser humano, e n\u00e3o o contr\u00e1rio, como apregoa a modernidade l\u00edquida. Nesse ambiente, a pessoa \u00e9 tratada como uma engrenagem da m\u00e1quina chamada consumo. Deve alimentar o sistema com a sua vida, sem perceber que tamb\u00e9m \u00e9 um objeto de desejo a ser exposto no mercado de compra e venda.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\n<strong>1. Modernidade l\u00edquida<\/strong><\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO ser humano vive em um novo per\u00edodo da hist\u00f3ria, sendo diversos os termos e conceitos utilizados para descrever esse contexto. Um dos conceitos mais usados para definir esta fase hist\u00f3rica \u00e9 \u201cmodernidade\u201d. Semelhante termo soa redundante, por incluir toda a realidade que circunda. Zygmunt Bauman define a modernidade como \u201cl\u00edquida\u201d, fluida, a imperman\u00eancia e a constante mudan\u00e7a de forma nela verificadas nunca t\u00eam um t\u00e9rmino:\n<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">&#8220;O conceito de sociedade l\u00edquida caracteriza-se pela incapacidade de manter a forma. Nossas institui\u00e7\u00f5es, quadros de refer\u00eancia, estilos de vida, cren\u00e7as e convic\u00e7\u00f5es mudam antes que tenham tempo de se solidificar em costumes, h\u00e1bitos e verdades \u201cautoevidentes\u201d. Sem d\u00favida a vida moderna foi desde o in\u00edcio \u201cdesenraizadora\u201d, \u201cderretia os s\u00f3lidos e profanava os sagrados\u201d, como os jovens Marx e Engels notaram. [\u2026] A nossa \u00e9 uma era, portanto, que se caracteriza n\u00e3o tanto por quebrar as rotinas e subverter as tradi\u00e7\u00f5es, mas por evitar que padr\u00f5es de conduta se congelem em rotinas e tradi\u00e7\u00f5es (PALLARES-BURKE, 2004, p. 304-305)&#8221;.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nBauman conceitua a modernidade como l\u00edquida devido \u00e0 sua fluidez e mobilidade, conforme os recipientes apresentados para serem preenchidos. Isso n\u00e3o ocorre com os s\u00f3lidos, pois estes t\u00eam forma definida e n\u00e3o se flexibilizam com as press\u00f5es impostas. Apropriando-se de uma afirmativa de Marx, Marshall Berman define esse fen\u00f4meno com a m\u00e1xima: \u201cTudo o que \u00e9 s\u00f3lido desmancha no ar\u201d.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nA liberdade adquirida surgiu com o derretimento dos s\u00f3lidos, tirando o indiv\u00edduo da terra firme e levando-o ao oceano das incertezas. A passagem para o est\u00e1gio final da modernidade n\u00e3o produziu maior liberdade individual: \u201cN\u00e3o no sentido de maior influ\u00eancia na composi\u00e7\u00e3o da agenda de op\u00e7\u00f5es ou de maior capacidade de negociar o c\u00f3digo de escolha. Apenas transformou o indiv\u00edduo de cidad\u00e3o pol\u00edtico em consumidor de mercado\u201d (BAUMAN, 2000, p. 84). A liberdade obtida nos tempos atuais \u00e9 ilus\u00f3ria. A pessoa vive sempre na incerteza, pois sempre h\u00e1 a possibilidade de uma escolha melhor. O pensamento n\u00e3o \u00e9 mais denso e ordenado, mas leve e desordenado, para poder abarcar tudo o que a vida pode oferecer.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nPara caracterizar a modernidade l\u00edquida, Bauman faz uma diferencia\u00e7\u00e3o no modo pelo qual as vidas humanas convivem. As comunidades existentes na modernidade s\u00f3lida eram \u00e9ticas. Bauman tamb\u00e9m as chama de compreensivas e duradouras, ou seja, genu\u00ednas. Elas se baseavam em normas e objetivos, nos quais os destinos eram partilhados visando \u00e0 sua perman\u00eancia. Na modernidade l\u00edquida, ocorre o inverso; Bauman designa suas comunidades como est\u00e9ticas. Elas se re\u00fanem em torno do entretenimento, de celebridades e de \u00eddolos. Essas comunidades est\u00e9ticas, comunidades-cabide, dificilmente oferecem la\u00e7os duradouros a seus membros.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nAs comunidades est\u00e9ticas n\u00e3o permitem a condensa\u00e7\u00e3o das comunidades \u00e9ticas. Impedem a sociabilidade entre as pessoas e, assim, contribuem muito para a perpetua\u00e7\u00e3o da solid\u00e3o do homem moderno. Para isso tornar-se poss\u00edvel na modernidade l\u00edquida, com o desmantelamento da modernidade s\u00f3lida, foi preciso adotar nova racionalidade. Surge um indiv\u00edduo diferente de tudo o que se viu na hist\u00f3ria humana. O ser humano l\u00edquido \u00e9 um dos reflexos do novo jeito de pensar, no qual \u201cvirtualmente todos os aspectos da vida humana s\u00e3o afetados quando se vive a cada momento sem que a perspectiva de longo prazo tenha mais sentido\u201d (PALLARES-BURKE, 2004, p. 322). A certeza est\u00e1 na constante mudan\u00e7a, devendo cada indiv\u00edduo buscar por si pr\u00f3prio uma maneira de melhor sobreviv\u00eancia<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\n<strong>Vida humana<\/strong><\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\"><\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">Bauman entende que o ser humano atual \u00e9 um produto do que acontece na modernidade l\u00edquida. Nos seus escritos, ele aborda o indiv\u00edduo como algu\u00e9m que integra uma sociedade e responde a ela, modelando-se aos seus ditames. A corrente filos\u00f3fica chamada \u201cestruturalismo\u201d serve de par\u00e2metro para compreender esse pensamento do fil\u00f3sofo e soci\u00f3logo polon\u00eas. Segundo essa escola, \u201ca categoria ou ideia de fundo n\u00e3o \u00e9 o ser, mas a rela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 o sujeito, mas a estrutura. [\u2026] Os homens n\u00e3o t\u00eam significado e n\u00e3o existem fora das rela\u00e7\u00f5es que o instituem e especificam o seu comportamento\u201d (REALE; ANTISERI, 2008, p. 83).<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nAs rela\u00e7\u00f5es atravessam toda a obra de Bauman, que v\u00ea o ser humano transformado numa estrutura flex\u00edvel program\u00e1vel para o consumo. As intera\u00e7\u00f5es sociais e os la\u00e7os afetivos est\u00e3o cada vez mais fracos, devido \u00e0 modernidade l\u00edquida. Tudo passa a ter um cunho econ\u00f4mico, focalizando a materialidade nas rela\u00e7\u00f5es (cf. BAUMAN, 2007, p. 18). O mundo atual oferece muitas escolhas e cada um pode agarrar uma oportunidade e lev\u00e1-la consigo no seu cotidiano. \u201cAfinal de contas, perguntar \u2018quem voc\u00ea \u00e9\u2019 s\u00f3 faz sentido se voc\u00ea acredita que pode ser outra coisa al\u00e9m de voc\u00ea mesmo\u201d (BAUMAN, 2005, p. 25). Na \u00e9poca l\u00edquido-moderna, o mundo est\u00e1 repartido em fragmentos mal ajustados e as exist\u00eancias individuais seguem o mesmo par\u00e2metro. Elas est\u00e3o fatiadas numa sucess\u00e3o de epis\u00f3dios fragilmente conectados.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nIdentidade \u00e9 uma das palavras que v\u00eam ganhando mais espa\u00e7o atualmente, quando se faz refer\u00eancia \u00e0 vida humana e ao papel do indiv\u00edduo no meio em que vive. Se no passado a \u201carte da vida\u201d consistia em encontrar os meios adequados para realizar os fins propostos, agora se trata de testar, um ap\u00f3s o outro, todos (as in\u00fameras possibilidades) os fins, de acordo com os meios ao alcance. A constru\u00e7\u00e3o da identidade \u00e9 infind\u00e1vel, pois seus experimentos nunca terminam. Quando o indiv\u00edduo assume uma, existem outras aguardando a sua vez. A liberdade de escolher uma identidade que esteja \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o no mercado de consumo acaba sendo um valor em si mesmo.<br \/>\nA liberdade do indiv\u00edduo ante os mecanismos da m\u00eddia de massa refere-se \u00e0 escolha entre o leque de possibilidades oferecido. O indiv\u00edduo \u00e9 livre desde que seja male\u00e1vel perante as investidas dos modismos criados e desmontados pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa:<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nEsta insist\u00eancia na n\u00e3o fixidez, na liberdade de manobra, na prontid\u00e3o para acrescentar e absorver novas experi\u00eancias e novas ocasi\u00f5es de prazer, seja o que for que essas ocasi\u00f5es venham a mostrar ser, adequa-se, em \u00faltima an\u00e1lise, com a conting\u00eancia essencial, e com o car\u00e1ter epis\u00f3dico e fragmentado, \u201cn\u00e3o sist\u00eamico\u201d, da exist\u00eancia p\u00f3s-moderna. [\u2026] O tra\u00e7o mais vincado da \u201cqualidade de vida\u201d \u00e9 existir sempre sob a forma de uma imagem, ao mesmo tempo em que essa imagem se encontra em perp\u00e9tua mudan\u00e7a (BAUMAN, 1995, p. 86).<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO prot\u00f3tipo do homem modulado deve ser provis\u00f3rio e n\u00e3o universalizante. Foi justamente isso que a modernidade l\u00edquida fez na forma\u00e7\u00e3o da identidade dos indiv\u00edduos. Trata-se de processo cont\u00ednuo e incessante. A c\u00f3pia de modelos prontos e acabados pela m\u00eddia \u00e9 algo que se aplica com efic\u00e1cia ao indiv\u00edduo modulado, que n\u00e3o deixa de ser algu\u00e9m que consome. O \u00fanico personagem que os praticantes do mercado podem e querem reconhecer e acolher \u00e9 o Homo consumens: \u201co solit\u00e1rio, autorreferente e autocentrado comprador que adotou a busca pela melhor barganha como uma cura para a solid\u00e3o e n\u00e3o conhece outra terapia\u201d (BAUMAN, 2004, p. 86). Ele \u00e9 o \u00fanico capaz de manter a economia em movimento, sem questionar as influ\u00eancias que levam a seguir determinado exemplo e depois descart\u00e1-lo como se troca de roupa.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\n<strong>Consumo<\/strong><\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\"><\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">O consumismo \u00e9 um conceito novo nos dicion\u00e1rios de ci\u00eancias humanas, especialmente nos de filosofia. O termo come\u00e7a a sair do \u00e2mbito estritamente econ\u00f4mico e sociol\u00f3gico, ganhando um significado dentro da filosofia: quando o ser humano deixa de ser sujeito e passa a ser objeto na rela\u00e7\u00e3o de compra e venda. Anteriormente \u00e0 primeira metade do s\u00e9culo XVIII, \u00e9poca em que a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial come\u00e7ava a se propagar, poucas refer\u00eancias s\u00e3o encontradas sobre o consumo, como \u00e9 entendido atualmente.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO consumidor estava virtualmente ausente do discurso do s\u00e9culo XVIII. De modo significativo, s\u00f3 aparece em sete dos 150 mil trabalhos da cole\u00e7\u00e3o on-line sobre esse s\u00e9culo \u2013 duas vezes como cliente privado, [\u2026] uma como cliente que sofre com os altos pre\u00e7os dos comerciantes e [\u2026] tr\u00eas em refer\u00eancia ao tempo (\u201co veloz consumidor de horas\u201d) (TRENTMANN, apud BAUMAN, 2008, p. 71).<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO consumo era visto como um componente secund\u00e1rio, com pouca relev\u00e2ncia para as teorias econ\u00f4micas e, menos ainda, para a vida cotidiana concreta. N\u00e3o aconteceu nenhuma mudan\u00e7a radical no s\u00e9culo seguinte, apesar do aumento expressivo e bem documentado nas pr\u00e1ticas de vendas, na publicidade e nas lojas.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nN\u00e3o h\u00e1 nada desligado das estruturas econ\u00f4micas vigentes. A tese do fetichismo da mercadoria de Marx tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como aliena\u00e7\u00e3o. Segundo essa tese, objetos tornam-se sujeitos e as pessoas tornam-se objetos, ocorrendo uma invers\u00e3o radical de valores. Com efeito, o ser humano foi sendo coisificado cada vez mais no capitalismo. Est\u00e1 arraigada na sociedade atual a no\u00e7\u00e3o de que tudo o que o ser humano produz \u00e9 algo vend\u00e1vel ou apresent\u00e1vel com o intuito de obter proveito pr\u00f3prio. A pessoa tenta passar uma imagem de desejo \u00e0s outras como se fosse uma mercadoria \u00e0 venda em uma loja.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO consumo em si n\u00e3o tem um n\u00facleo, mas, sim, v\u00e1rias estruturas que servem para que ele se perpetue continuamente. Para elaborar uma vis\u00e3o coesa dos consumidores e de suas estrat\u00e9gias de vida, deve-se \u201creconhecer que esses mercados est\u00e3o necessariamente incrustados em complexas matrizes pol\u00edticas e culturais que conferem aos atos de consumo sua resson\u00e2ncia e import\u00e2ncia espec\u00edficas\u201d (BAUMAN, 2008, p. 34).<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO processo acontece de forma sutil, a ponto de o indiv\u00edduo nem perceber o quanto \u00e9 modelado \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o da modernidade l\u00edquida. \u201cO consumo, pelo fato de possuir um sentido, \u00e9 uma atividade de manipula\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de signos\u201d (BAUDRILLARD, 1993, p. 206). Entra a\u00ed o papel das for\u00e7as econ\u00f4micas que determinam e direcionam as escolhas dos consumidores, visando ao seu proveito. Nesse jogo de interesses, o Estado vem sendo capitalizado e orientado pelos grupos econ\u00f4micos a propagar o estilo consumista de viver aos seus cidad\u00e3os.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\n\u201cQuando o Estado reconhece a prioridade e superioridade das leis do mercado sobre as leis da p\u00f3lis, o cidad\u00e3o transforma-se em consumidor\u201d (BAUMAN, 2000, p. 59). Ele torna-se cada vez mais individualista, pensando em seus pr\u00f3prios ganhos, enquanto aceita cada vez menos a necessidade de participar no governo do Estado. Aumenta a dist\u00e2ncia entre o ideal de democracia e a sua vers\u00e3o real existente. O que interessa ao cidad\u00e3o \u00e9 o consumo pr\u00f3prio, reduzindo-se o mundo a uma gigantesca loja de departamentos, com prateleiras cheias das mais variadas ofertas.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO questionamento b\u00e1sico sobre o consumo atualmente \u00e9 que ele foi redimensionado, passando da ideia de compra de mercadoria e servi\u00e7os para a da configura\u00e7\u00e3o de novas rela\u00e7\u00f5es sociais, principalmente no \u00e2mbito cultural. No contexto atual em que o ser humano se insere,<br \/>\n[\u2026] ningu\u00e9m pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria, e ningu\u00e9m pode manter segura sua subjetividade sem reanimar, ressuscitar e recarregar de maneira perp\u00e9tua as capacidades esperadas e exigidas de uma mercadoria vend\u00e1vel. A \u201csubjetividade\u201d do \u201csujeito\u201d, e a maior parte daquilo que essa subjetividade possibilita ao sujeito atingir, concentra-se num esfor\u00e7o sem fim para ela pr\u00f3pria se tornar, e permanecer, uma mercadoria vend\u00e1vel. A caracter\u00edstica mais proeminente da sociedade de consumidores \u2013 ainda que cuidadosamente disfar\u00e7ada e encoberta \u2013 \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o dos consumidores em mercadorias (BAUMAN, 2008, p. 20).<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO sonho dos consumidores \u00e9 tornarem-se agrad\u00e1veis no mercado das pessoas. Para isso, devem destacar-se da massa uniforme, usando tecnologias que o mercado consumidor oferece. \u00c9 uma estrutura que se retroalimenta. Na sociedade de produtores, as pessoas eram valorizadas pelo papel que desempenhavam e seu desempenho financeiro era um pr\u00eamio para medir o valor e a dignidade delas segundo sua produ\u00e7\u00e3o. No novo modelo consumista imediatista, o que interessa \u00e9 a capacidade de consumir, mesmo que n\u00e3o haja grandes rendimentos.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nA forma de planejar e organizar a vida na modernidade l\u00edquida \u00e9 antag\u00f4nica \u00e0 da modernidade s\u00f3lida. As rela\u00e7\u00f5es devem ser estabelecidas a curto prazo, aproveitando as chances que a vida oferece, abandonando as anteriores como quem troca de roupa. Planejamentos para a vida toda parecem rid\u00edculos, pois sacrificam os desejos moment\u00e2neos em vista de algo posterior no futuro.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nAs estrat\u00e9gias de marketing que faziam parte do \u00e2mbito econ\u00f4mico passam a atuar no \u00e2mbito existencial. Os objetos de consumo e as vidas humanas adquirem equival\u00eancia. Isso porque o consumo ganha nova significa\u00e7\u00e3o na modernidade l\u00edquida, segundo Bauman. \u00c9 o processo no qual as vidas humanas se transformam em objetos de consumo, indo muito al\u00e9m da simples ideia de compra e venda de mercadorias.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO objetivo crucial, talvez decisivo, do consumo na sociedade de consumidores (mesmo que raras vezes declarado com tantas palavras e ainda com menos frequ\u00eancia debatido em p\u00fablico) n\u00e3o \u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades e vontades, mas a comodifica\u00e7\u00e3o ou recomodifica\u00e7\u00e3o do consumidor: elevar a condi\u00e7\u00e3o dos consumidores \u00e0 de mercadorias vend\u00e1veis. [\u2026] Os membros da sociedade de consumidores s\u00e3o eles pr\u00f3prios mercadorias de consumo, e \u00e9 a qualidade de ser uma mercadoria de consumo que os torna membros aut\u00eanticos dessa sociedade (BAUMAN, 2008, p. 76).<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nOs indiv\u00edduos devem observar os mesmos par\u00e2metros que gostariam fossem seguidos pelos produtos a serem consumidos. S\u00e3o atra\u00eddos \u00e0s lojas com o objetivo de \u201cencontrar ferramentas e mat\u00e9rias-primas que podem (e devem) usar para se fazerem \u2018aptos a serem consumidos\u2019 \u2013 e, assim, valiosos para o mercado\u201d (BAUMAN, 2008, p. 82). Longe de ser f\u00e1cil, essa \u00e9 uma tarefa extremamente angustiante para os consumidores, devido \u00e0 volatilidade do mercado e a inexist\u00eancia de um porto seguro.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nNa academia, a voz de Bauman soa como den\u00fancia da transforma\u00e7\u00e3o do ser humano em mercadoria no \u00e2mbito da modernidade l\u00edquida. A doutrina \u00e9 incutida desde a educa\u00e7\u00e3o escolar e os meios de comunica\u00e7\u00e3o, amarrando a pessoa dentro de uma estrutura consumista. \u201c\u00c9 melhor que as crian\u00e7as se preparem desde cedo para o papel de consumidores\/compradores \u00e1vidos e informados \u2013 preferivelmente desde o ber\u00e7o. O dinheiro gasto no seu treinamento n\u00e3o ser\u00e1 desperdi\u00e7ado\u201d (BAUMAN, 2007, p. 142). A mentalidade consumista perpassa toda a vida humana, transformando as atividades cotidianas em algo que pode ser mercantilizado. As rela\u00e7\u00f5es com os outros seres humanos, incluindo os amigos e membros da fam\u00edlia, passam a ser vistas em termos de mercado, devido \u00e0 mentalidade consumista. A \u201cmercadoriza\u00e7\u00e3o\u201d das vidas humanas \u00e9 o est\u00e1gio mais violento do capitalismo parasit\u00e1rio.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\n<strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nN\u00e3o h\u00e1 como negar o papel do consumo na constru\u00e7\u00e3o da modernidade, da \u00e9tica e da pr\u00f3pria antropologia na atualidade. Com o consumo, Bauman busca explicar a forma de viver dos seres humanos. O autor traz o termo consumo para dentro do campo da filosofia, indo al\u00e9m das abordagens ent\u00e3o existentes nos campos da economia, da sociologia e da psicologia.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO consumo, na vis\u00e3o de Bauman, \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o da vida humana em mercadoria, no\u00e7\u00e3o que remete \u00e0 segunda tese de Marx, o fetichismo da mercadoria. Essa tese possui dimens\u00e3o normativa, sendo parcialmente v\u00e1lida no pensamento sociol\u00f3gico contempor\u00e2neo. Marx diz que o fetiche recorre \u00e0 regi\u00e3o nebulosa da cren\u00e7a. Os objetos tornam-se sujeitos e as pessoas viram objetos, numa total invers\u00e3o de valores.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nAs rela\u00e7\u00f5es sociais e os la\u00e7os afetivos est\u00e3o cada vez mais vulner\u00e1veis na modernidade l\u00edquida. O cunho mercadol\u00f3gico passa a interferir nas rela\u00e7\u00f5es afetivas, focalizando a materialidade do ser humano. Nunca houve tanta liberdade na escolha de parceiros nem tanta variedade de modelos de relacionamentos; no entanto, nunca os casais se sentiram t\u00e3o ansiosos e prontos para rever ou reverter o rumo da rela\u00e7\u00e3o. A rela\u00e7\u00e3o deixa de existir quando sua utilidade e seu prazer j\u00e1 n\u00e3o despertam o interesse do indiv\u00edduo, que pode substitu\u00ed-la sem se importar com os sentimentos da outra pessoa.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nA insatisfa\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es revela profundamente uma insatisfa\u00e7\u00e3o consigo mesmo, ou seja, por mais que o indiv\u00edduo esteja sempre atualizado, nunca ser\u00e1 a melhor mercadoria no mercado da afetividade. O medo e a ansiedade de ficar de fora s\u00e3o eminentes. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 reafirmada na m\u00eddia com os \u201creality shows\u201d, como, por exemplo, o Big Brother. A elimina\u00e7\u00e3o e o descarte s\u00e3o constantes e todos correm o risco de sair de cena, mesmo que cumpram corretamente as obriga\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOs sites de relacionamento criam cada vez mais espa\u00e7os para confiss\u00f5es p\u00fablicas da vida \u00edntima dos indiv\u00edduos. Isso para que as especifica\u00e7\u00f5es das mercadorias sejam bem-feitas, a fim de chamar a aten\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis pretendentes que queiram estabelecer um relacionamento. A vida interior de cada um \u00e9 exposta na m\u00eddia, j\u00e1 n\u00e3o sabendo os adolescentes diferenciar o que pertence ao p\u00fablico e ao privado. Na busca de serem atraentes e famosos, dificilmente os jovens pensam em construir uma carreira s\u00f3lida nos campos da arte, da ci\u00eancia, da filosofia, da tecnologia, entre outros. Querem tornar-se celebridades e ser desejados como objetos de consumo, mesmo que por breve momento.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nDestaca-se atualmente o grande uso de antidepressivos. Na sociedade de consumidores, nem todos conseguem ser celebridades ou a melhor op\u00e7\u00e3o no mercado. Precisam ser lembrados para serem valorizados e n\u00e3o conseguem superar o descarte. O sofrimento e o modo de aliviar as dores tamb\u00e9m alimentam o sistema, pois pensam que com medicamentos podem resolver o problema. As pessoas passam a acreditar que, para cada problema, h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o na loja. N\u00e3o foi provado que essa nova atitude diminui as dores humanas; no entanto foi comprovado, al\u00e9m de qualquer questionamento, que a induzida intoler\u00e2ncia \u00e0 dor \u00e9 fonte inesgot\u00e1vel de lucros comerciais.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nRessalta-se que o consumo aliena a vida humana de sua capacidade de refletir, pois o uso livre e consciente da raz\u00e3o limitaria a manipula\u00e7\u00e3o. Tem forte influ\u00eancia no consumo a exalta\u00e7\u00e3o do tempo presente em detrimento do passado e do futuro. Na vida \u201cagorista\u201d dos indiv\u00edduos na modernidade l\u00edquida, o motivo da pressa \u00e9, em parte, o impulso de adquirir e juntar. Mas o motivo que torna a pressa de fato imperativa \u00e9 a necessidade de descartar e substituir. Verifica-se que o n\u00edvel da velocidade \u00e9 diretamente proporcional \u00e0 intensidade do esquecimento.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nAs metanarrativas cederam lugar a informa\u00e7\u00f5es e dados pontuais. O imanentismo presente na vida das pessoas implica explorar e fazer o momento em que se vive de prazer um instante eterno. Essa nova racionalidade n\u00e3o deixa de ser a procura de algo s\u00f3lido em que se possa ancorar em confronto com a breve exist\u00eancia.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nO capitalismo parasit\u00e1rio \u00e9 que propulsiona essa ansiedade de construir-se a si mesmo com a cultura de consumo. Consumir, em Bauman, nada mais \u00e9 do que o homem investir na avalia\u00e7\u00e3o social de si pr\u00f3prio. Na sociedade de consumidores, traduz-se como vendabilidade. Isso significa obter as qualidades necess\u00e1rias para atender a demandas de mercado, tornando-se atraente. As d\u00edvidas ocorrem na op\u00e7\u00e3o por novos produtos, ainda que n\u00e3o possuam o poder aquisitivo para tanto. Essas pessoas nunca foram presas em cadeias, mas encontram-se presas \u00e0s mercadorias que compraram ou haver\u00e3o de adquirir. O prazer da compra n\u00e3o dura mais que uma semana, e a d\u00edvida talvez perdure anos. Algu\u00e9m deve ganhar com isso, pois alimenta continuamente a roda da economia. Esse endividamento pode ir al\u00e9m da concep\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, sendo a vida exaurida e sugada pelo sistema econ\u00f4mico. A pessoa acredita que \u00e9 livre, mas no fundo suas escolhas s\u00e3o fabricadas e apresentadas em uma gama de possibilidades preestabelecidas.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nSe designamos como otimista a pessoa que entende que a humanidade est\u00e1 vivendo na melhor das possibilidades e o pessimista como aquele que desconfia que o seu oponente esteja certo, Bauman n\u00e3o \u00e9 otimista nem pessimista na sua descri\u00e7\u00e3o do homem como mercadoria, mas relata a situa\u00e7\u00e3o atual e como ela veio a tornar-se manifesta. O autor acredita que outro mundo \u2013 alternativo e, quem sabe, melhor \u2013 seja poss\u00edvel e que os seres humanos sejam capazes de tornar real essa possibilidade. Mas tamb\u00e9m \u2013 infelizmente \u2013 que talvez os indiv\u00edduos prefiram ignorar os acontecimentos e continuar a viver na \u201cmenoridade\u201d.<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\">\nBibliografia<\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\"><\/div>\n<div class=\"a3s aXjCH m1585e108f38fe10e\"><strong>BAUDRILLARD, J.<\/strong> O sistema dos objetos. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 1993.<br \/>\n<strong>BAUMAN, Z.<\/strong> A vida fragmentada: ensaios sobre a moral p\u00f3s-moderna. Lisboa: Rel\u00f3gio D\u2019\u00c1gua, 1995.<br \/>\n______. Amor l\u00edquido: sobre a fragilidade dos la\u00e7os humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.<br \/>\n______. Em busca da pol\u00edtica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.<br \/>\n______. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.<br \/>\n______. Modernidade l\u00edquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.<br \/>\n______. Vida l\u00edquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.<br \/>\n______. Vida para consumo: a transforma\u00e7\u00e3o das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.<br \/>\n<strong>PALLARES-BURKE, M. L. G<\/strong>. Entrevista com Zygmunt Bauman. Revista tempo social \u2013 USP, S\u00e3o Paulo, v. 16, n. 1, jun. 2004.<br \/>\n<strong>REALE, G.; ANTISERI, D<\/strong>. Hist\u00f3ria da filosofia: de Freud \u00e0 atualidade. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2008. v. 7.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um texto erudito, elucidativo e contributivo para o nosso conhecimento: Dolores Tucunduva escreve sobre &#8216;A modernidade l\u00edquida e a vida humana transformada em objeto de consumo&#8217;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[5413,5736],"class_list":["post-6816","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-maria-dolores-tucunduva","tag-modernidade-liquida"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":9827,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=9827","url_meta":{"origin":6816,"position":0},"title":"Maria Dolores Tucunduva cumprimenta o ROL","author":"Helio Rubens","date":"28 de abril de 2017","format":false,"excerpt":"Maria Dolores Tucunduva: Parab\u00e9ns para o ROL Parab\u00e9ns car\u00edssimo amigo Helio Rubens pelo brilhante \u00a0trabalho jornal\u00edstico e pelo grande incentivo dado \u00e0 Cultura de nossa terra. 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