{"id":70070,"date":"2024-10-10T14:35:48","date_gmt":"2024-10-10T17:35:48","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=70070"},"modified":"2024-10-10T15:18:39","modified_gmt":"2024-10-10T18:18:39","slug":"nomaland-uma-reflexao-sobre-a-transitoriedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=70070","title":{"rendered":"Nomadland: uma reflex\u00e3o sobre a transitoriedade"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F70070&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F70070&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">CINEMA &amp; PSICAN\u00c1LISE<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Bruna Rosalem e Marcus Hemerly: <br><br>&#8216;Nomadland: uma reflex\u00e3o sobre a transitoriedade&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1600\" height=\"900\" data-attachment-id=\"70071\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=70071\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nomadland.jpeg\" data-orig-size=\"1600,900\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"nomadland\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nomadland.jpeg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nomadland.jpeg\" alt=\"Card da Coluna Cinema &amp; Psican\u00e1lise: 'Nomaland: uma reflex\u00e3o sobre a transitoriedade'\" class=\"wp-image-70071\" style=\"width:732px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nomadland.jpeg 1600w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nomadland-1200x675.jpeg 1200w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nomadland-768x432.jpeg 768w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nomadland-1536x864.jpeg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Card da Coluna Cinema &amp; Psican\u00e1lise: &#8216;Nomaland: uma reflex\u00e3o sobre a transitoriedade&#8217;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&#8220;Passou a dilig\u00eancia pela estrada, e foi-se;<\/em><br><em>E a estrada n\u00e3o ficou mais bela, nem sequer<\/em><br><em>mais feia.<\/em><br><em>Assim \u00e9 a a\u00e7\u00e3o humana pelo mundo afora.<\/em><br><em>Nada tiramos e nada pomos; passamos e<\/em><br><em>esquecemos;<\/em><br><em>E o sol \u00e9 sempre pontual todos os dias&#8221;.<\/em><br><strong><em>Fernando Pessoa<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">No meio selvagem, \u00e9 sabido que diversas esp\u00e9cies lidam com seus iminentes predadores a partir de sua capacidade de camuflagem e adapta\u00e7\u00e3o, seja a partir de suas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas org\u00e2nicas e fisiol\u00f3gicas, seja por peculiaridades comportamentais. O fen\u00f4meno \u00e9 observado na altera\u00e7\u00e3o de matiz das borboletas e camale\u00f5es, ou mesmo no per\u00edodo de hiberna\u00e7\u00e3o dos ursos e migra\u00e7\u00e3o das aves. E quanto ao ser humano, \u00e9 poss\u00edvel fazer aproxima\u00e7\u00f5es neste vi\u00e9s? Ser\u00edamos uma esp\u00e9cie que se adapta \u00e0s situa\u00e7\u00f5es ou criamos dispositivos para lidar com as conting\u00eancias da vida?<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito do sujeito ser atravessado ao longo de sua jornada por situa\u00e7\u00f5es inusitadas, muitas vezes, necessita criar mecanismos para sustentar tais situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas ou, ainda, vivenciar &#8216;jogos narc\u00edsicos&#8217; entre ora ceder a algo ou algu\u00e9m, ora enfrentar a todos, na tentativa de preservar certa ordem cultural e social, al\u00e9m de manter os la\u00e7os grupais nas mais diversas esferas como laborais, familiares e amorosas; o ser humano, n\u00e3o raro, necessita transpassar uma odisseia, tantas vezes, desbussolada.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 retratado de forma bastante sens\u00edvel no filme &#8216;Nomadland&#8217;, 2020, em livre tradu\u00e7\u00e3o, &#8216;Terra de n\u00f4mades&#8217;, ilustrando uma recorr\u00eancia contempor\u00e2nea pela qual pessoas resolvem (ou, talvez, lhes \u00e9 imposta) uma nova realidade de sobreviv\u00eancia: a vida na estrada, quase que sem um rumo determinado, passando a viver com poucos recursos e, na maior parte do tempo, sozinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo, dirigido por Chlo\u00e9 Zhao, vencedora do Oscar de melhor filme no ano de 2021, apresenta a personagem de Fern, vivida pela sempre vers\u00e1til Frances McDormand, tamb\u00e9m vencedora do Oscar na categoria de melhor atriz, que captou a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e cr\u00edtica desde os aclamados cl\u00e1ssicos modernos Gosto de Sangue, 1985 e Fargo, 1995. Destaque tamb\u00e9m de Frances McDormand pela escrita e dire\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de uma forte entrega no filme policial Tr\u00eas an\u00fancios para um crime (2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Fern, sexagen\u00e1ria, diante da crise econ\u00f4mica que assola sua cidade em Nevada, segue a vida, ap\u00f3s perder o marido de forma dram\u00e1tica, cuidando-o at\u00e9 a doen\u00e7a o levar de vez. Dirigindo uma esp\u00e9cie de van, para manter-se na estrada, busca v\u00e1rios tipos de trabalhos sazonais em f\u00e1bricas, ind\u00fastria de alimentos, como empacotadora, entre outros. Cruzando o pa\u00eds, depara-se, conforme desbrava longas estradas, com outras pessoas na mesma condi\u00e7\u00e3o de n\u00f4mades, por\u00e9m cada qual com suas motiva\u00e7\u00f5es, hist\u00f3rias de vida, projetos e perspectivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua nova rotina, ela conhece um acampamento que prov\u00ea assist\u00eancia a outros n\u00f4mades modernos, e, at\u00e9 mesmo, se permite flertar romanticamente em meio \u00e0 sua nada convencional realidade. Vemos na produ\u00e7\u00e3o o quanto esta maneira de viver destoa de sua fam\u00edlia. Este aspecto fica claro quando Fern vai, for\u00e7osamente, \u00e0 casa da irm\u00e3, devido a um problema mec\u00e2nico em sua van, pedir dinheiro emprestado a ela. Acompanhamos um di\u00e1logo bastante interessante ao ouvir da irm\u00e3 de Fern, o quanto estar na estrada, viver enquanto <em>homeless<\/em>, algo como uma \u201csem-teto\u201d, era muito melhor do que estar em companhia da fam\u00edlia. Ao anoitecer, Fern parece n\u00e3o suportar dormir na cama confort\u00e1vel do quarto de h\u00f3spedes, prefere retornar ao ve\u00edculo e deitar no pequeno espa\u00e7o que lhe conv\u00e9m. Ali \u00e9 mais seguro. \u00c9, de fato, seu lar.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme \u00e9 baseado no livro \u2018Nomadland: Surviving America in the Twenty-First Century\u2019 da jornalista Jessica Bruder, lan\u00e7ado em 2017, que estuda o fen\u00f4meno identificado no territ\u00f3rio estadunidense de pessoais mais idosas que se deslocam pelo pa\u00eds em busca de trabalho, de forma mais recorrente, ap\u00f3s a recess\u00e3o econ\u00f4mica de 2007\/2009. O tema j\u00e1 foi brilhantemente trabalhado na literatura a partir do livro \u2018As Vinhas da Ira\u2019, de John Steinbeck, posteriormente adaptado ao cinema por John Ford, (1940). Assim como em Nomadland, a fam\u00edlia Joad, ap\u00f3s perder suas terras em meio \u00e0 grande depress\u00e3o dos anos 30, cruza o pa\u00eds a procura de trabalho, num cen\u00e1rio totalmente avesso \u00e0 sua origem primeva, de, literalmente, ra\u00edzes agr\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um olhar mais superficial, o espectador poderia classificar Nomaland como um <em>road movie<\/em>, subclassifica\u00e7\u00e3o de filmes que s\u00e3o desenvolvidos na estrada, desdobrando-se nos mais variados g\u00eaneros e per\u00edodos, tais como Thelma &amp; Louise (1991), Sem Destino (1969), Central do Brasil (1998), Na Natureza Selvagem (2007), Kalif\u00f3rnia (1993), entre in\u00fameras festejadas produ\u00e7\u00f5es. No entanto, as fei\u00e7\u00f5es quase documentais exaltam o realismo e pertin\u00eancia da problem\u00e1tica sociol\u00f3gica trazida \u00e0 baila. N\u00e3o raro, a imers\u00e3o de um personagem em uma jornada, concomitantemente interior, \u00e9 um instrumento de autodescoberta ou reinven\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio e sua intera\u00e7\u00e3o com o meio que o circunda. Todavia, a jornada de Fern, a despeito da caracter\u00edstica resoluta que apresenta for\u00e7a \u00e0 personagem, n\u00e3o se p\u00f5e a uma marcha existencial, ainda que eventualmente, possa ganhar tais contornos, na medida em que a rotina e novas intera\u00e7\u00f5es a estimulam &#8211; ou provocam &#8211; ainda que indiretamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme adiantado, trata-se de uma s\u00fabita e imposta realidade com a qual ela precisa andar de m\u00e3os dadas, ainda que n\u00e3o voluntariamente. O ponto de interesse, contudo, tamb\u00e9m repousa no limiar entre a aceita\u00e7\u00e3o como um cen\u00e1rio transit\u00f3rio, ou o acalentar de um novo comum que come\u00e7a a sorrir em fei\u00e7\u00f5es serenas, afinal ela n\u00e3o est\u00e1 sozinha, h\u00e1 outros sujeitos no decorrer das hist\u00f3rias que se cruzam, provando o quanto estar na estrada e vagar de lugar em lugar, entre sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es, pode ser uma experi\u00eancia fant\u00e1stica. O filme nos convida a refletir sobre a transitoriedade, uma capacidade formidavelmente humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seus escritos sobre este tema, Freud (1915) dialoga com um poeta enquanto ambos caminhavam, e, segundo o poeta, dizia estar triste pela constata\u00e7\u00e3o de que toda a exuber\u00e2ncia daquela paisagem natural que observava, assim como toda a beleza criada pelos humanos, estaria fadada \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, \u00e0 finitude. Neste passo, \u00e9 inevit\u00e1vel que a sensa\u00e7\u00e3o de desamparo t\u00e3o fundamental para o entendimento e constitui\u00e7\u00e3o do sujeito, nos atravesse. Desde os prim\u00f3rdios do nascimento, estamos lidando com o fen\u00f4meno de presen\u00e7a e aus\u00eancia. Ora somos nutridos, acolhidos, tendo nossas demandas supridas, ora deparamo-nos com a espera por algo, a demora, mesmo que ainda a no\u00e7\u00e3o de tempo n\u00e3o esteja simbolizada, \u00e9 evidente que sentimos na carne os efeitos da aus\u00eancia, seja o alimento que n\u00e3o vem a contento, o carinho das presen\u00e7as materna e paterna, uma dor que n\u00e3o cessa, um mal-estar n\u00e3o apalavrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segue o poeta dizendo que tudo aquilo que um dia foi amado e admirado ao longo de sua vida parecia-lhe desprovido de valor por estar fadado \u00e0 transitoriedade. Freud ent\u00e3o contesta esta afirma\u00e7\u00e3o colocando que justamente pelas coisas n\u00e3o serem eternas \u00e9 que as fazem privilegiadas. Atribu\u00edmos mais valor \u00e0quilo que um dia deixar\u00e1 de existir.<\/p>\n\n\n\n<p>Por serem ef\u00eameros, os objetos e as rela\u00e7\u00f5es objetais que estabelecemos durante a complexa jornada da exist\u00eancia, podem se tornar valiosos. \u00c9, muitas vezes na conting\u00eancia que reside o belo, o surpreendente, o admir\u00e1vel. Freud nos traz a rela\u00e7\u00e3o da transitoriedade com a escassez do tempo; a possibilidade do fim eleva o valor da frui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nomadland, al\u00e9m de trabalhar muito bem o estilo de vida de pessoas que por diversos motivos se tornaram n\u00f4mades, transitando entre cidades e atividades laborais para se manterem na estrada, \u00e9 um filme que aponta o quanto pode ser exuberante a simplicidade da vida, desde contemplar o anoitecer ou o clarear do dia, admirar as aves e seus trajetos, o som do mar chocando-se com as rochas, a presen\u00e7a constante de animais selvagens cruzando o caminho dos viajantes, o contato com a natureza que traz frescor e leveza \u00e0 alma.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o ainda nos remete a pensar sobre o sentido que cada personagem d\u00e1 a sua vida. Que realmente a pergunta existencial, \u201cQual o sentido da vida?\u201d que insistimos em fazer, n\u00e3o tem uma resposta \u00fanica e verdadeira. Viver n\u00e3o \u00e9 uma ci\u00eancia exata, mas uma experi\u00eancia passageira. E por que n\u00e3o, incr\u00edvel? Uma das viajantes que cruza o caminho de Fern conta que sua jornada em breve findar\u00e1 devido ao avan\u00e7o de um tumor cerebral. Por\u00e9m o que esta personagem nos aponta \u00e9 que este fato, por mais triste que seja, n\u00e3o invalida suas bel\u00edssimas viv\u00eancias. Ou seja, somos atravessados constantemente pelos saberes que constru\u00edmos ao longo do tempo. Isto traz significa\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, aos moldes e estilos de cada sujeito. A ideia da transitoriedade tem seu valor por sabiamente nos advertir que nada \u00e9 para sempre. O que fica impresso s\u00e3o os efeitos trazidos pelos ensinamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Novos lugares, novas hist\u00f3rias, dramas e enredos, possibilidades e experimenta\u00e7\u00f5es. Fern aprende com o outro, seja oferecendo uma escuta \u00e0 dor, seja compartilhando alegrias e conquistas. A vida pode ser mais, ir al\u00e9m. N\u00e3o um al\u00e9m fren\u00e9tico, paranoico, a busca pela tal felicidade (ilus\u00f3ria, diga-se de passagem), mas, um al\u00e9m poss\u00edvel, significativo, precioso, terno e pac\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, a inquietude que, num primeiro momento lhe causa estranheza e insatisfa\u00e7\u00e3o, passa de algoz a companheira. Essa imers\u00e3o, revela novas formas de versatilidade at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas, e assim como Di\u00f3genes em seu barril, vagando \u00e0 procura de um par honesto. Se &#8216;perdendo&#8217; \u00e9 que Fern realmente se encontra. Poucos se entregariam a tal jornada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><br><strong>Bruna Rosalem<\/strong> e <strong>Marcus Vinicius<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><br>Contatos com os autores<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Bruna Rosalem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/psicanalistabrunarosalem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-blush-light-purple-gradient-background has-background\"><a href=\"http:\/\/www.psicanaliseecotidiano.com.br\" title=\"Saite\">Saite<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Marcus Hemerly<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/marcus.hemerly\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-pale-ocean-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marcus_hemerly_\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-right\"><br><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No meio selvagem, \u00e9 sabido que diversas esp\u00e9cies lidam com seus iminentes predadores a partir de sua capacidade de camuflagem e adapta\u00e7\u00e3o, seja a partir de&#8230; <\/p>\n","protected":false},"author":51,"featured_media":70071,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9398,9285],"tags":[13080,5388,13082],"class_list":["post-70070","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-literatura","tag-coluna-cinema-psicanalise","tag-marcus-hemerly","tag-transitoriedade"],"aioseo_notices":[],"views":738,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nomadland.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":49527,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=49527","url_meta":{"origin":70070,"position":0},"title":"Pietro Costa: &#039;Elogio \u00e0 transitoriedade&#039;","author":"Pietro Costa","date":"2 de abril de 2022","format":false,"excerpt":"Elogio \u00e0 transitoriedade Ex\u00edmio e divinal compasso da Natureza: Nada opera aos saltos, mas em grada\u00e7\u00e3o. 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