{"id":71490,"date":"2025-01-07T10:16:50","date_gmt":"2025-01-07T13:16:50","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=71490"},"modified":"2025-01-07T10:17:06","modified_gmt":"2025-01-07T13:17:06","slug":"parasita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=71490","title":{"rendered":"Parasita"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F71490&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F71490&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">CINEMA &amp; PSICAN\u00c1LISE <br><br>Bruna Rosalem e Marcus Hemerly<br><br>&#8216;Parasita: Entre realidades vis\u00edveis e invis\u00edveis. <br>Ser, n\u00e3o-ser e o nada&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1080\" data-attachment-id=\"71491\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=71491\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG-20250106-WA0040.jpg\" data-orig-size=\"1920,1080\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20250106-WA0040\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG-20250106-WA0040.jpg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG-20250106-WA0040.jpg\" alt=\"Card da coluna Cinema &amp; Psican\u00e1lise. ''Parasita: Entre realidades vis\u00edveis e invis\u00edveis. \nSer, n\u00e3o-ser e o nada'\" class=\"wp-image-71491\" style=\"width:690px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG-20250106-WA0040.jpg 1920w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG-20250106-WA0040-1200x675.jpg 1200w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG-20250106-WA0040-768x432.jpg 768w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG-20250106-WA0040-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Card da coluna Cinema &amp; Psican\u00e1lise. &#8221;Parasita: Entre realidades vis\u00edveis e invis\u00edveis. <br>Ser, n\u00e3o-ser e o nada&#8217;<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-right\">&#8220;N\u00e3o nos esque\u00e7amos que as causas das a\u00e7\u00f5es humanas costumam ser<br>inumeravelmente mais complexas e diversas do que depois sempre as<br>explicamos, e raramente se delineiam de maneira definida.&#8221;<br>Fi\u00f3dor M. Dostoi\u00e9vski<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Quanto se pensa em cinema asi\u00e1tico, inicialmente, a tend\u00eancia prec\u00edpua \u00e9 lembrar das produ\u00e7\u00f5es japonesas mais populares no ocidente. Evidentemente, n\u00e3o se afasta o m\u00e9rito da festejada obra de Akira Kurosawa, a t\u00edtulo de exemplo, respons\u00e1vel por paralelizar o sucesso comercial a cria\u00e7\u00f5es de vi\u00e9s extremamente art\u00edstico, desde situa\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas at\u00e9 adapta\u00e7\u00f5es shakespearianas transpostas ao Jap\u00e3o feudal. Imposs\u00edvel n\u00e3o citar sua vers\u00e3o para \u2018Rei Lear\u2019 (Ran, 1985) e \u2018Macbeth\u2019 (Trono Manchado de Sangue, 1957), as quais retratam os mais densos e complexos dramas humanos. Indubitavelmente, seu astro recorrente, o expressivo Toshiro Mifune, teria o <em>status<\/em> de estrela hollywoodiana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Kurosawa ainda assentaria seu nome no novo mundo a partir do seu trabalho mais conhecido, \u2018Os Sete Samurais\u2019, (1954) \u2013 alguns referem como sua obra-prima \u2013 que inspiraria outro cl\u00e1ssico dos <em>westerns<\/em> estadunidenses, \u2018Sete homens e um destino\u2019, (1960), popularizando-se com um elenco estelar, com nomes como Yul Brynner, Charles Bronson e Steve McQueen. No entanto, a vertente da s\u00e9tima arte em testilha n\u00e3o \u00e9 lembrada t\u00e3o somente pela ilha japonesa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O cinema chin\u00eas j\u00e1 era extremamente popular quando de sua roupagem muda nos prim\u00f3rdios da imagem em movimento. Imperioso lembrar, o cinema falado surge em 1927 com o filme \u2018O cantor de jazz\u2019. Seja a partir de hist\u00f3rias mais sofisticadas em seus contornos teatrais e existencialistas, ou mesmo, derivando as fei\u00e7\u00f5es de terror voltadas ao sobrenatural das lendas nip\u00f4nicas e ao <em>body horror<\/em>, ainda nos anos 50, o tom flagrantemente experimental perpassa a cria\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica desde seus prim\u00f3rdios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, pa\u00edses como Tail\u00e2ndia e Coreia, de modo relevante, t\u00eam inovado com realiza\u00e7\u00f5es que flertam com o horror mais gr\u00e1fico de viol\u00eancia <em>extreme,<\/em> que descendem do cinema <em>exploitation<\/em> dos anos 70 e 80. Produ\u00e7\u00f5es policiais consagradas que foram elevados ao t\u00edtulo de cl\u00e1ssicos modernos, como a festejada trilogia \u2018Infernal Affairs\u2019 que serviu de inspira\u00e7\u00e3o ao filme. \u2018Os Infiltrados\u2019,<em> <\/em>de Martin Scorsese; cita-se ainda, o intenso e visceral filme de <em>serial killer<\/em> \u2018Eu vi o diabo\u2019 de 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>No plano internacional, assim como o cinema produzido na Espanha e Argentina, os roteiros altamente inventivos e pouco ortodoxos daquele continente conquistam o gosto de novas audi\u00eancias. No in\u00edcio do novo mil\u00eanio, o mundo encantado por toda a poesia do filme \u2018O tigre e o drag\u00e3o\u2019, do tailand\u00eas Ang Lee, que j\u00e1 havia alcan\u00e7ado notoriedade desde os anos 90, inclusive adaptando brilhantemente a obra de Jane Austen, com o sucesso de cr\u00edtica \u2018Raz\u00e3o e Sensibilidade\u2019, (1995).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tra\u00e7ado esse pequeno par\u00e2metro, alcan\u00e7amos a grande surpresa do Oscar de 2020, o longa \u2018Parasita\u2019. A despeito da merecida expectativa em torno do drama c\u00f4mico sul coreano, a partir do imediato sucesso nos festivais, o filme literalmente \u2018roubou a cena\u2019, arrebatando quatro estatuetas em premia\u00e7\u00f5es chave da cerim\u00f4nia, tais como roteiro original, dire\u00e7\u00e3o e entrou para a hist\u00f3ria como a primeira obra f\u00edlmica n\u00e3o falada em l\u00edngua inglesa a vencer como Melhor Filme.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No roteiro de Bong Joon Ho, que tamb\u00e9m dirige a trama, a fam\u00edlia de Ki-Taek, subempregada e, posteriormente, desempregada, vive em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias num por\u00e3o sujo de Seul. Quando o filho adolescente da fam\u00edlia come\u00e7a a ministrar aulas de ingl\u00eas a uma mo\u00e7a de fam\u00edlia rica, os Park, a partir de meios d\u00fabios, aos poucos, os Kim se infiltram no <em>staff<\/em> da fam\u00edlia privilegiada. Valendo-se das mais engenhosas conspira\u00e7\u00f5es, gradativamente, v\u00e3o tomando o lugar dos empregados antigos, e, ao mesmo tempo, se imiscuem de forma indissoci\u00e1vel \u00e0 rotina de seus empregadores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aliado a in\u00fameros questionamentos de ordem sociol\u00f3gica e pol\u00edtica subjacentes \u00e0s diferencia\u00e7\u00f5es gritantes de classe econ\u00f4mica, a pel\u00edcula suscita situa\u00e7\u00f5es pouco usuais gerando respostas ainda menos convencionais. As rela\u00e7\u00f5es grupais que ali se desenham s\u00e3o complexas e um tanto duvidosas. Deparamo-nos, aos poucos, com uma fam\u00edlia pass\u00edvel de cometer atos ilegais tentando fugir da extrema pobreza que gera ansiedade com vistas a um futuro incerto e, possivelmente, desesperador.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hist\u00f3ria americana, vemos in\u00fameros relatos de pessoas que coabitam casas de maneira parasit\u00e1ria, ou seja, se formos tomar o t\u00edtulo do filme, parasita, segundo a defini\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica: organismo que vive dentro de outro, usufruindo de moradia e alimenta\u00e7\u00e3o de forma danosa ao hospedeiro. Pessoas que vivem atr\u00e1s de portas, paredes, entradas escondidas ou em uma esp\u00e9cie de alojamento subterr\u00e2neo como se fosse duas casas em uma. A fam\u00edlia \u2018original\u2019 que reside no lugar desconhece a exist\u00eancia de outras pessoas. Estas \u00faltimas buscam alimento quando os moradores est\u00e3o dormindo ou ausentes. Assim passam a viver por algum tempo desta maneira, parasitando o outro, sugando seus recursos e tirando proveito dos pertences alheios. A produ\u00e7\u00e3o \u2018A espreita do mal\u2019, (2019), retrata bem este estilo de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo para esta pr\u00e1tica \u00e9 definido por <em>phrogging<\/em>, palavra inglesa derivada de <em>frog<\/em>, sapo em portugu\u00eas. Isto \u00e9, viver \u2018pulando\u2019 de im\u00f3vel em im\u00f3vel. H\u00e1 dois motivos para isso: a busca por uma viv\u00eancia fora dos padr\u00f5es normais, observando sorrateiramente a vida alheia, seus costumes e intimidade. E o outro motivo \u00e9 a necessidade de hospedagem e alimento. Muitos jovens americanos s\u00e3o considerados <em>phroggers<\/em>. Em 2013, estudantes de uma universidade de Ohio descobriram um morador habitando no por\u00e3o da escola. No Jap\u00e3o, em 2008, uma fam\u00edlia descobriu que uma mulher estava morando no por\u00e3o de sua casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u2018Parasita\u2019 esta situa\u00e7\u00e3o nos leva a reflex\u00f5es que v\u00e3o muito mais al\u00e9m da quest\u00e3o da falta de recursos para viver minimamente bem. O ponto excruciante que a fam\u00edlia Kim demonstra ao longo da trama parece ser a insuportabilidade de estar na mis\u00e9ria sabendo que existe diante de seus olhos um fant\u00e1stico mundo de fartura, conforto e ostenta\u00e7\u00e3o logo adiante. Um admir\u00e1vel mundo novo diametralmente oposto \u00e0 sua exist\u00eancia neste universo. E este fato \u00e9 inconceb\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>No contempor\u00e2neo livro do fil\u00f3sofo sul-coreano Byung-Chul Han, \u2018Sociedade do Cansa\u00e7o\u2019, discute quest\u00f5es como a corrida pela alta performance, a realiza\u00e7\u00e3o concomitante de v\u00e1rias atividades em um curto per\u00edodo de tempo, a dificuldade de contempla\u00e7\u00e3o, afinal \u00e9 preciso agir imediatamente de maneira perform\u00e1tica e sempre eficaz em diversos ramos seja trabalho, esporte, arte, mercado financeiro, acad\u00eamico, onde n\u00e3o haveria espa\u00e7o para reflex\u00f5es, apenas positividade e produ\u00e7\u00e3o a qualquer custo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Byung-Chul Han retrata uma sociedade cansada deste ritmo, por\u00e9m longe de pensar outras possibilidades para isso, afinal o que importa \u00e9 o ac\u00famulo e n\u00e3o mais a experi\u00eancia. Pessoas se tornam carrascas de si mesmas, incorporando cobran\u00e7as incessantes, um \u2018ideial de eu\u2019 inalcan\u00e7\u00e1vel, seguindo a premissa do \u2018eu consigo\u2019, \u2018yes, we can\u2019. E assim qualquer conquista \u00e9 poss\u00edvel. Basta querer. Temos ent\u00e3o uma sociedade depressiva, transtornada, constantemente inconformada, insuficiente, hiperativa e doente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste meandro, podemos tra\u00e7ar que mesmo sendo evidente que os Kim vivem em condi\u00e7\u00f5es extremamente prec\u00e1rias, a realidade escancara-se na impossibilidade de possuir o que \u00e9 do outro e viver nos mesmos moldes. Ou seja, na sociedade perform\u00e1tica a qualquer custo, muitas vezes sem escr\u00fapulos de Byung-Chul Han, a sa\u00edda para a fam\u00edlia Kim \u00e9 infiltrar-se, incorporando os Park quase que por osmose, sem impor limites, condutas e regras. \u00c9 manipulando, mentindo, trapaceando e usurpando que os Kim poderiam viver aquele sonho. N\u00e3o importam os meios, mas sim os fins. Ou seja, \u2018\u00e9 porque quero, que conquisto\u2019. Simples assim.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o plano macabro escorre por \u00e1gua abaixo. O que presenciamos ao final, \u00e9 o filho imerso em seus del\u00edrios agora comprando a casa e obtendo \u2018o que \u00e9 de dele por direito\u2019. Um recurso defensivo para lidar com a situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica que se configurou e sua cruel realidade, dif\u00edcil de ingerir, j\u00e1 que \u00e9 privado aos Kim herdar, comprar ou possuir qualquer fragmento da vida dos Park. Aquela vida luxuosa e vencedora aos moldes da sociedade do sucesso, da produtividade e da alta performance n\u00e3o lhe pertence. E jamais pertencer\u00e1. Seu del\u00edrio \u00e9 ref\u00fagio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 not\u00f3rio que existem verdades e vers\u00f5es, para Nietzsche, \u201ca verdade e a mentira s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es que decorrem da vida no rebanho e da linguagem que lhe corresponde\u201d. Nesse sentido, a busca pelo que se deduz de direito, muitas vezes, amolda um caleidosc\u00f3pio de indistin\u00e7\u00e3o entre a figura do indiv\u00edduo e do rebanho (coletividade). N\u00e3o raro, sem amarras ortodoxas do julgamento, fazendo com que o conceito de justi\u00e7a social, que \u00e9 din\u00e2mico, a depender do per\u00edodo hist\u00f3rico, seja buscado sem qualquer pudor, e em \u2018Parasita\u2019 isso \u00e9 gritante. Em meio aos percal\u00e7os dos Kim e dos Park, a pergunta que assoma poderia ser: o quanto a invisibilidade de uns \u00e9 motiva\u00e7\u00e3o\/fundamenta\u00e7\u00e3o para arruinar o outro, reduzi-lo a nada? Afinal, para os Kim, ao se amalgamar a casa, os Park poderiam nunca ter existido.<\/p>\n\n\n\n<p>Realmente, a linguagem cinematogr\u00e1fica nos instiga a tamanha provoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Bruna Rosalem e Marcus Hemerly<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Bruna Rosalem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/brunarodriguesfotografias\/photos?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"FACEBOOK\">FACEBOOK<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/psicanaliseecotidiano.com.br\/\" title=\"SAITE\">SAITE<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Marcus Hemerly<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcus.hemerly?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"FACEBOOK\">FACEBOOK<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marcus_hemerly\/\" title=\"INSTAGRAM\">INSTAGRAM<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quanto se pensa em cinema asi\u00e1tico, inicialmente a tend\u00eancia prec\u00edpua \u00e9 lembrar das produ\u00e7\u00f5es japonesas mais populares no ocidente. 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