{"id":72691,"date":"2025-04-01T16:53:24","date_gmt":"2025-04-01T19:53:24","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=72691"},"modified":"2025-04-01T16:53:41","modified_gmt":"2025-04-01T19:53:41","slug":"adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=72691","title":{"rendered":"&#8216;Adolesc\u00eancia&#8217;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F72691&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F72691&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Bianca Agnelli <br><br>&#8220;&#8216;Adolesc\u00eancia&#8217;, a s\u00e9rie da Netflix que os pais deveriam assistir&#8221;<br><br>&#8220;&#8216;Adolescence&#8217;: la serie Netflix che i genitori dovrebbero vedere&#8221;<br><br><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1080\" data-attachment-id=\"72692\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=72692\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_7629.jpeg\" data-orig-size=\"1920,1080\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;bibiselkie&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Copy of Presentaci\\u00f3n de gr\\u00e1ficos de historia y l\\u00ednea de tiempo hist\\u00f3rico antiguo beis - 2&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Copy of Presentaci\u00f3n de gr\u00e1ficos de historia y l\u00ednea de tiempo hist\u00f3rico antiguo beis &amp;#8211; 2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_7629.jpeg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_7629.jpeg\" alt=\"Card do artigo &quot;'Adolesc\u00eancia', a s\u00e9rie da Netflix que os pais deveriam assistir&quot;\" class=\"wp-image-72692\" style=\"width:788px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_7629.jpeg 1920w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_7629-1200x675.jpeg 1200w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_7629-768x432.jpeg 768w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_7629-1536x864.jpeg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Card do artigo &#8220;&#8216;Adolesc\u00eancia&#8217;, a s\u00e9rie da Netflix que os pais deveriam assistir&#8221;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Ter filhos adolescentes em 2025 n\u00e3o deve ser uma tarefa f\u00e1cil. Eu, m\u00e3e 24\/7 de uma coelhinha an\u00e3 vermelha de seis anos, s\u00f3 posso imaginar como deve ser. (Embora, acreditem, um coelho \u00e9 um filho exigente).<\/p>\n\n\n\n<p>Pais na escuta &#8211; ou melhor, na leitura &#8211;<strong>&nbsp;<\/strong>prestem aten\u00e7\u00e3o, fiquem em alerta e, se preciso, liguem o radar:&nbsp;<strong>essa s\u00e9rie da Netflix \u00e9 para voc\u00eas<\/strong>. Mas tamb\u00e9m para n\u00f3s. Para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8216;<a href=\"https:\/\/it.m.wikipedia.org\/wiki\/Adolescence_(miniserie_televisiva\" title=\"Adolescence\">Adolescence<\/a>&#8216;<a href=\"https:\/\/it.m.wikipedia.org\/wiki\/Adolescence_(miniserie_televisiva)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;<\/a>)\u00e9 uma miniss\u00e9rie dram\u00e1tica brit\u00e2nica criada por <a href=\"https:\/\/it.m.wikipedia.org\/wiki\/Jack_Thorne\" title=\"Jack Thorne \">Jack Thorne <\/a>e pelo ator <a href=\"https:\/\/it.m.wikipedia.org\/wiki\/Stephen_Graham\" title=\"Stephen Graham \">Stephen Graham<\/a>, conhecido por seus pap\u00e9is em &#8216;Boardwalk Empire&#8217; e &#8216;Piratas do Caribe&#8217;. A s\u00e9rie \u00e9 dirigida por <a href=\"https:\/\/en.m.wikipedia.org\/wiki\/Philip_Barantini\" title=\"Philip Barantini\">Philip Barantini<\/a>, famoso por seu trabalho em &#8216;Boiling Point&#8217;, e foi lan\u00e7ada na Netflix em 13 de mar\u00e7o de 2025, obtendo sucesso imediato. Na Inglaterra, alcan\u00e7ou 6,45 milh\u00f5es de espectadores na primeira semana, superando o recorde anteriormente detido por &#8216;Fool Me Once&#8217; com Michelle Keegan.<\/p>\n\n\n\n<p>A trama gira em torno de Jamie Miller (interpretado por Owen Cooper), um adolescente de 13 anos acusado de assassinato de uma colega de classe. A s\u00e9rie explora as press\u00f5es sociais e culturais que levam a tal trag\u00e9dia, abordando temas como <em>bullying<\/em> on-line, misoginia e a influ\u00eancia de figuras p\u00fablicas controversas como Andrew Tate.<\/p>\n\n\n\n<p>O que me impressionou, al\u00e9m da habilidade do diretor Philip Barantini, do incr\u00edvel plano-sequ\u00eancia nas filmagens e do roteiro intenso, foi o quanto a s\u00e9rie \u00e9 tristemente um reflexo da realidade. Sim, \u00e9 um thriller. Mas conta o que acontece todo dia em todas as escolas. Nos celulares dos adolescentes. O <em>bullying<\/em> n\u00e3o \u00e9 mais o que era antigamente, com empurr\u00f5es nos corredores e bilhetinhos maldosos. Hoje, ele \u00e9 silencioso,&nbsp;<em>invis\u00edvel<\/em>&nbsp;aos adultos. Vive nos coment\u00e1rios nas fotos do Instagram, nos grupos do WhatsApp, nas mensagens que desaparecem no Snapchat. \u00c9 ali que circulam fotos \u00edntimas de menores, que se espalham xingamentos e humilha\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 15% dos adolescentes na It\u00e1lia declararam j\u00e1 ter sido v\u00edtimas de <em>bullying<\/em> ou <em>cyberbullying<\/em> pelo menos uma vez. Esse dado vem da VI pesquisa de 2022 do Sistema de Vigil\u00e2ncia HBSC It\u00e1lia (<em>Health Behaviour in School-aged Children<\/em> &#8211; Comportamentos ligados \u00e0 sa\u00fade de crian\u00e7as em idade escolar), na v\u00e9spera do Dia Nacional contra o <em>Bullying<\/em> e o <em>Cyberbullying<\/em>. A pesquisa, coordenada pelo Instituto Superior de Sa\u00fade em parceria com as Universidades de Turim, P\u00e1dua e Siena, com o apoio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a colabora\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e M\u00e9rito, envolve todas as Regi\u00f5es e Empresas de Sa\u00fade Locais, oferecendo um panorama dos problemas adolescentes em um per\u00edodo delicado como o p\u00f3s-pandemia. Comparando os dados com estudos anteriores, observa-se um aumento significativo do <em>cyberbullying<\/em> entre 11 e 13 anos, fortemente associado ao uso das redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>bullying <\/em>on-line<em> <\/em>pode ter consequ\u00eancias&nbsp;<strong>devastadoras<\/strong>&nbsp;na sa\u00fade mental das v\u00edtimas, levando \u00e0 depress\u00e3o, ansiedade e at\u00e9 suic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 um problema &#8216;de personalidade&#8217;. \u00c9 um desconforto cultural, social, existencial. Porque a adolesc\u00eancia&nbsp;<strong>\u00e9<\/strong>&nbsp;um problema existencial. E a hist\u00f3ria \u00e9 sempre a mesma: procurar um lugar onde&nbsp;<em>pertencer<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sentir-se aceito.<\/p>\n\n\n\n<p>Spoiler: sempre haver\u00e1 algu\u00e9m que n\u00e3o vai te apreciar. N\u00f3s, adultos, sabemos bem disso, mas aos 13 anos?<\/p>\n\n\n\n<p>Quando t\u00ednhamos 13 anos, \u00e9 in\u00fatil fingir, tudo isso era importante para n\u00f3s tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Para se sentir aceito, adotam-se estrat\u00e9gias. A mais eficaz &#8211; e perigosa &#8211; \u00e9 fazer o que todo mundo faz. Ser parte do rebanho. Porque basta um idiota mirando algu\u00e9m, e o rebanho segue; porque se uma pessoa tola, m\u00e1 ou simplesmente insatisfeita com a pr\u00f3pria vida come\u00e7a a fazer coment\u00e1rios idiotas sobre um colega, os outros come\u00e7am a imitar esse comportamento. E \u00e9 assim que come\u00e7am as trag\u00e9dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Por coisas bobas. E por pessoas que seguem a manada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O lado obscuro da internet e a masculinidade t\u00f3xica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00e9rie gerou debates importantes sobre a representa\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>masculinidade t\u00f3xica<\/em>&nbsp;e a influ\u00eancia das redes sociais nos jovens. Discuss\u00f5es em escolas e universidades destacaram a atualidade e relev\u00e2ncia dos temas tratados. N\u00e3o tenho d\u00favidas de que &#8216;Adolescence&#8217; pode ser usado como ferramenta educativa para sensibilizar sobre esses problemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mulher, jovem mulher, toda essa situa\u00e7\u00e3o me causa repulsa. A cultura Incel est\u00e1 se espalhando entre os jovens: on-line. Invis\u00edvel. Os incels &#8211; abrevia\u00e7\u00e3o de <em>involuntary celibates<\/em> (celibat\u00e1rios involunt\u00e1rios) &#8211; s\u00e3o homens que odeiam as mulheres porque n\u00e3o conseguem ter um relacionamento. Reclamam que 80% das mulheres escolhem apenas 20% dos homens e despejam sua frustra\u00e7\u00e3o em um \u00f3dio visceral. Uma mistura letal de&nbsp;<strong>frustra\u00e7\u00e3o, ignor\u00e2ncia e perigo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>E eu sei disso porque, em pequena escala, vivi isso na pele. Alguns anos atr\u00e1s, postei um v\u00eddeo no YouTube, um&nbsp;<strong>pequeno sketch ir\u00f4nico<\/strong>&nbsp;sobre minhas experi\u00eancias no Tinder. Nada de revolucion\u00e1rio. Algo leve. No entanto, um f\u00f3rum chamado &#8216;o f\u00f3rum dos feios&#8217; abriu uma discuss\u00e3o sobre mim. Algu\u00e9m compartilhou meu v\u00eddeo, indignado porque eu dizia que \u201cos meninos mais bonitos n\u00e3o me davam match, obviamente\u201d. Esc\u00e2ndalo! E aqui est\u00e3o os coment\u00e1rios, que, por acaso, um dia encontrei sobre mim:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u201cEst\u00fapida feiosa\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u201cProvavelmente \u00e9 rica tamb\u00e9m\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u201cMas ela quer o dinheiro do Cristiano Ronaldo\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Subtexto:&nbsp;<em>Como essa garota ousa ter padr\u00f5es<\/em>?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu, uma garota tranquila, com um canal pequeno, ca\u00ed na mira de um grupo de incels. N\u00e3o quero nem imaginar o que escrevem sobre garotas mais expostas, mais conhecidas, mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de voltar ao assunto principal &#8211; porque, admitamos, este artigo est\u00e1 ficando muito pessoal &#8211; preciso contar outro epis\u00f3dio surreal. Um certo indiv\u00edduo, desses tipos que parecem sa\u00eddos de um roteiro de s\u00e9rie B, tempos atr\u00e1s comentou minhas fotos e v\u00eddeos reclamando do fato de eu n\u00e3o ser uma apoiadora de Matteo Salvini. Para quem n\u00e3o sabe &#8211; ou me l\u00ea de fora &#8211; Salvini \u00e9 aquele pol\u00edtico da Liga Norte, que para mim representa tudo o que \u00e9 inaceit\u00e1vel no cen\u00e1rio pol\u00edtico italiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o coment\u00e1rio dele n\u00e3o parou por a\u00ed: em um misto de confus\u00e3o e arrog\u00e2ncia, me chamou de \u201clinda &#8211; mas de um jeito quase assexuado\u201d, como se, em vez de me ver como mulher, me considerasse uma criatura et\u00e9rea, uma fada distante e impessoal. Um elogio disfar\u00e7ado de um insulto sutil, t\u00edpico de quem talvez projeta seu desconforto e ignor\u00e2ncia nos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 apenas mais um exemplo de mentalidades rid\u00edculas que circulam online.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pais: qu\u00e3o respons\u00e1veis voc\u00eas s\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na s\u00e9rie, vemos a dor da fam\u00edlia de Jamie. E d\u00f3i. N\u00e3o estamos falando de pais abusivos, ruins e cru\u00e9is. Estamos falando de pais (interpretados por Stephen Graham e Christine Tremarco) humanos. Pais que n\u00e3o s\u00e3o da pior esp\u00e9cie. Claro, talvez n\u00e3o da &#8216;melhor&#8217; esp\u00e9cie, mas essa categoria realmente existe? (Sim, ela existe. S\u00f3 que \u00e9 muito rara\u2026).<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, em que medida podemos consider\u00e1-los&nbsp;<strong>respons\u00e1veis<\/strong>&nbsp;pelas a\u00e7\u00f5es do filho?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu diria: muito. A\u00ed os vejo chorando e me pergunto: realmente eles imaginavam que o filho poderia fazer algo assim? Ou talvez a culpa esteja em outro lugar? Na sociedade? Nos professores desinteressados? Nos amigos seguidores da manada? Nos modelos errados? Nos p\u00e9ssimos \u00eddolos que se espalham online, como Andrew Tate?<\/p>\n\n\n\n<p>E os adultos, ent\u00e3o? Porque se um jovem com o c\u00f3rtex frontal ainda n\u00e3o desenvolvido pode ser influenciado por essas figuras rid\u00edculas, que desculpa t\u00eam os adultos? E at\u00e9 que ponto isso \u00e9 culpa da misoginia sist\u00eamica, da viol\u00eancia normalizada, do sexismo que permeia todos os aspectos da vida?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ser pai \u00e9 participar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voltando \u00e0 s\u00e9rie. Os pais de Jamie poderiam ter evitado tudo isso? Sim. Quando dizem que ele voltava tarde, que se trancava no quarto com o computador at\u00e9 as duas da manh\u00e3, foi a\u00ed\u2026 Esse foi o momento de agir. Ser pai, e permita-me falar isso como quem tem um coelho, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 proibir ou repreender: \u00e9 participar. \u00c9 preciso&nbsp;<strong>participar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os adolescentes n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis, eu sei. Mas entend\u00ea-los n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel. Voc\u00ea n\u00e3o vai entrar em todos os compartimentos &#8211; amigos, amores, escola &#8211; de imediato. Mas em algo, sim. As paix\u00f5es. O que seu filho realmente ama? O que o faz feliz? Se voc\u00ea n\u00e3o souber responder, pode realmente se considerar um bom pai?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei com certeza que minha coelhinha Mim\u00ed ama petiscos e passeios pelo jardim. E voc\u00ea? Sabe o que faz o cora\u00e7\u00e3o do seu filho bater mais r\u00e1pido? Se a resposta for n\u00e3o, talvez (definitivamente) seja hora de come\u00e7ar a descobrir.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dicas pr\u00e1ticas para pais e educadores (e mais alguns dados):<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Comunica\u00e7\u00e3o aberta<\/strong>: Manter um di\u00e1logo aberto e constante com seus filhos, criando um ambiente onde eles se sintam livres para expressar suas emo\u00e7\u00f5es e preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Educa\u00e7\u00e3o digital<\/strong>: Ensinar os jovens a usar a tecnologia de maneira consciente e segura, explicando os riscos do bullying online e do compartilhamento de conte\u00fados inadequados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Observa\u00e7\u00e3o atenta<\/strong>: Prestar aten\u00e7\u00e3o aos sinais de desconforto, como mudan\u00e7as de humor, isolamento social, problemas escolares ou alimentares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Interven\u00e7\u00e3o imediata<\/strong>: N\u00e3o subestime o <em>bullying <\/em>on-line, mas intervenha rapidamente, sinalizando o problema para as autoridades competentes e oferecendo suporte \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Promo\u00e7\u00e3o da igualdade de g\u00eanero<\/strong>: Ensinar os jovens a respeitar as diferen\u00e7as e a igualdade de g\u00eanero, combatendo a dissemina\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos e modelos negativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, segundo a UNICEF, cerca de 37% das crian\u00e7as e jovens na It\u00e1lia est\u00e3o expostos a mensagens de \u00f3dio on-line. E o fen\u00f4meno, agora, \u00e9 global\u2026 Por favor, n\u00e3o os deixemos sozinhos nessa&nbsp;<strong>selva digital<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p>Porque, convenhamos, criar um adolescente \u00e9 como viver um thriller psicol\u00f3gico em cap\u00edtulos: repleto de sil\u00eancios inquietantes, olhares indecifr\u00e1veis e explos\u00f5es s\u00fabitas de f\u00faria. E ent\u00e3o, pais, o que fazer? Cortar o Wi-Fi e trancar a porta do quarto? Confiscar o celular e torcer pelo melhor? N\u00e3o. \u00c9 hora de entrar&nbsp;<em>no jogo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Criar um adolescente em 2025 n\u00e3o \u00e9 uma caminhada no parque, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 bruxaria. \u00c9 ouvir sem vigiar, estar presente sem sufocar, guiar sem ditar regras. \u00c9 acender uma luz nesse labirinto emocional onde eles se perdem &#8211; antes que sejam as telas de estranhos, com inten\u00e7\u00f5es sombrias, a ilumin\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Bianca Agnelli<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">&#8220;&#8216;Adolescence&#8217;: la serie Netflix che i genitori dovrebbero vedere&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p>Avere figli adolescenti nel 2025 non dev\u2019essere una passeggiata. Io, madre 24\/7 di una coniglietta nana rossa di sei anni, posso solo immaginarlo. (Anche se, credetemi, un coniglio \u00e8 un figlio impegnativo).<\/p>\n\n\n\n<p>Genitori in ascolto &#8211; pardon, in lettura &#8211; drizzate le orecchie, i capelli e, se serve, anche le antenne:&nbsp;<strong>questa serie Netflix \u00e8 per voi<\/strong>. Ma anche per noi. Per tutti<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAdolescence\u201d \u00e8 una miniserie drammatica britannica creata da Jack Thorne e dall\u2019attore Stephen Graham, noto per i suoi ruoli in \u201cBoardwalk Empire\u201d e \u201cPirati dei Caraibi\u201d. La serie \u00e8 diretta da Philip Barantini, celebre per il suo lavoro in \u201cBoiling Point\u201d, ed \u00e8 stata rilasciata su Netflix il 13 marzo 2025, ottenendo un successo immediato. In Inghilterra, ha raggiunto 6,45 milioni di spettatori nella prima settimana, superando il record precedentemente detenuto da \u201cFool Me Once\u201d con Michelle Keegan.<\/p>\n\n\n\n<p>La trama ruota attorno a Jamie Miller (interpretato da Owen Cooper), un tredicenne accusato dell\u2019omicidio di una compagna di classe. La serie esplora le pressioni sociali e culturali che portano a tale tragedia, gettando luce su temi come il bullismo online, la misoginia e l\u2019influenza di figure pubbliche controverse come Andrew Tate.<\/p>\n\n\n\n<p>Quello che mi ha colpito, oltre alla bravura del regista Philip Barantini, l\u2019incredibile piano sequenza, e la sceneggiatura intensa, \u00e8 quanto la serie sia tristemente&nbsp;<strong>specchio della realt\u00e0<\/strong>. S\u00ec, \u00e8 un thriller. Ma racconta ci\u00f2 che accade ogni giorno in tutte le scuole. Nei telefoni degli adolescenti. Il bullismo non \u00e8 pi\u00f9 quello di una volta, fatto di spinte nei corridoi e bigliettini cattivi. Oggi \u00e8 silenzioso,&nbsp;<em>invisibile<\/em>&nbsp;agli adulti. Vive nei commenti sotto le foto di Instagram, nei gruppi WhatsApp, nei messaggi che scompaiono su Snapchat. \u00c8 l\u00ec che girano foto intime di minorenni, che si diffondono insulti, umiliazioni.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Circa il 15% degli adolescenti in Italia ha dichiarato di essere stato vittima almeno una volta di bullismo o cyberbullismo. Questo dato emerge dalla VI rilevazione 2022 del Sistema di Sorveglianza HBSC Italia (Health Behaviour in School-aged Children &#8211; Comportamenti collegati alla salute dei ragazzi in et\u00e0 scolare), alla vigilia della Giornata nazionale contro il bullismo e il cyberbullismo. La ricerca, coordinata dall\u2019Istituto Superiore di Sanit\u00e0 insieme alle Universit\u00e0 di Torino, Padova e Siena, con il supporto del Ministero della Salute e la collaborazione del Ministero dell\u2019Istruzione e del Merito, coinvolge tutte le Regioni e le Aziende Sanitarie Locali, offrendo uno spaccato delle problematiche adolescenziali in un periodo delicato come quello post-pandemico. Confrontando i dati con gli studi precedenti, notiamo che si \u00e8 registrato un aumento significativo del cyberbullismo tra gli 11 e i 13, fortemente associato all\u2019uso dei&nbsp;<strong>social network<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Il bullismo online pu\u00f2 avere conseguenze&nbsp;<strong>devastanti<\/strong>&nbsp;sulla salute mentale delle vittime, portando a depressione, ansia e persino al suicidio.<\/p>\n\n\n\n<p>Non \u00e8 un problema \u201ccaratteriale\u201d. \u00c8 un disagio culturale, sociale, esistenziale. Perch\u00e9 l\u2019adolescenza&nbsp;<strong>\u00e8<\/strong>&nbsp;un problema esistenziale. E la storia \u00e8 sempre la stessa:&nbsp;<strong>cercare un\u2019appartenenza<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Sentirsi accettati.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Spoiler: ci sar\u00e0 sempre qualcuno che non ti apprezza. Da adulti lo sappiamo bene, ma a 13 anni?<\/p>\n\n\n\n<p>Quando avevamo 13 anni, \u00e8 inutile fingerlo,&nbsp;<em>tutto ci\u00f2 era importante anche per noi<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Per sentirsi accettati, si adottano strategie. La pi\u00f9 efficace &#8211; e pi\u00f9 pericolosa &#8211; \u00e8 fare quello che fanno tutti. Essere parte del branco. Perch\u00e9 basta un idiota che prenda di mira qualcuno, e il branco seguir\u00e0; perch\u00e9 se una persona sciocca, cattiva o semplicemente insoddisfatta della propria vita, comincia a fare dei commenti stupidi su un ragazzino, gli altri compagni di classe inizieranno ad emulare il suo comportamento. Ed \u00e8 cos\u00ec che iniziano le stragi.<\/p>\n\n\n\n<p>Per cose idiote. E per i pecoroni.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Il lato oscuro di internet e la mascolinit\u00e0 tossica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>La serie ha suscitato dibattiti importanti sulla rappresentazione della mascolinit\u00e0 tossica e sull\u2019influenza dei social media sui giovani. Discussioni in scuole e universit\u00e0 hanno evidenziato l\u2019attualit\u00e0 e la rilevanza dei temi trattati. Non ho dubbi che \u201cAdolescence\u201d possa essere utilizzato come strumento educativo per sensibilizzare su questi problemi.<\/p>\n\n\n\n<p>Da donna, da giovane donna, l\u2019intera faccenda mi inorridisce. La cultura Incel si sta diffondendo tra i giovanissimi: online.&nbsp;<strong>Invisibile<\/strong>. Gli incel &#8211; abbreviazione di&nbsp;<em>involuntary celibate<\/em>&nbsp;&#8211; sono uomini che odiano le donne perch\u00e9 non riescono ad avere una relazione. Si lamentano che l\u201980% delle donne scelga solo il 20% degli uomini, e riversano la loro frustrazione in un odio viscerale. Un mix letale di frustrazione, ignoranza e pericolosit\u00e0.<\/p>\n\n\n\n<p>E lo so perch\u00e9, in piccolo, l\u2019ho vissuto sulla mia pelle. Qualche anno fa ho pubblicato un video su YouTube, un piccolo sketch ironico sulle mie esperienze su Tinder. Niente di rivoluzionario. Una cosa leggera. Eppure, un forum chiamato \u201cil forum dei brutti\u201d ha aperto una discussione su di me. Qualcuno aveva condiviso il mio video, indignato perch\u00e9 dicevo che \u201ci ragazzi pi\u00f9 belli non mi matchavano, ovviamente\u201d. Scandalo! E questi i commenti, che per caso, un giorno mi sono ritrovata a leggere su me stessa:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u201cStupida cessa\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u201cProbabilmente \u00e8 pure ricca\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u201cMa vuole i soldi che ha Cristiano Ronaldo\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sottotesto: Come si permette questa qui di avere standard?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Io, ragazza tranquillissima, con un canale piccolissimo, finita nel mirino di un branco di incel. Non voglio nemmeno immaginare cosa scrivano su ragazze pi\u00f9 esposte, pi\u00f9 conosciute, pi\u00f9 vulnerabili.<\/p>\n\n\n\n<p>Prima di tornare al discorso principale &#8211; perch\u00e9, ammettiamolo, questo articolo sta diventando troppo personale &#8211; devo raccontarvi un altro episodio davvero surreale. Un certo individuo, dei tipi che sembrano usciti da una sceneggiatura di serie B, qualche tempo fa ha commentato le mie foto e i miei video lamentandosi del fatto che non fossi una sostenitrice di Matteo Salvini. Per chi non lo sapesse &#8211; o mi legge dall\u2019estero &#8211; Salvini \u00e8 quel politico della Lega nord, il quale per me rappresenta tutto ci\u00f2 che \u00e8 inaccettabile nel panorama politico italiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ma il suo commento non si \u00e8 fermato a questo: in un misto di confusione e prepotenza, mi ha anche definito \u201cbellissima &#8211; ma in modo quasi asessuato\u201d, come se, anzich\u00e9 vedermi come una donna, mi considerasse una sorta di creatura eterea, una fata distante e impersonale. Un complimento intriso di un insulto sottile, tipico di chi, forse, proietta il proprio disagio e la propria ignoranza sugli altri.<\/p>\n\n\n\n<p>Questo \u00e8 solo un altro esempio di quelle mentalit\u00e0 ridicole che si aggirano online.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Genitori: quanto siete responsabili?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nella serie vediamo il dolore della famiglia di Jamie. E fa male. Non stiamo parlando di genitori abusivi, stronzi e cattivi.<\/p>\n\n\n\n<p>Stiamo parlando di genitori (interpretati da Stephan Graham e Christine Tremarco) umani. Di genitori non della peggior specie. Certo, forse nemmeno della \u201cmiglior\u201d specie, ma esiste davvero questa fatidica categoria? (S\u00ec, esiste. \u00c8 solo molto rara, ecco..)<\/p>\n\n\n\n<p>Dunque, in quanta percentuale possiamo considerarli responsabili per le azioni del figlio?<\/p>\n\n\n\n<p>Mi verrebbe da dire: molto. Poi li guardo piangere e mi chiedo: davvero avrebbero mai immaginato che il loro bambino potesse fare qualcosa di simile? O forse la colpa \u00e8 altrove? Nella societ\u00e0? Negli insegnanti disinteressati? Negli amici pecoroni? Nei modelli sbagliati? Nei pessimi idoli che si diffondono online, come Andrew Tate?<\/p>\n\n\n\n<p>E gli adulti, allora? Perch\u00e9 se un ragazzino con la corteccia frontale non ancora sviluppata pu\u00f2 essere influenzato da questi personaggi ridicoli, che scusa hanno gli adulti? E quanto \u00e8 colpa della&nbsp;<strong>misoginia sistemica<\/strong>, della&nbsp;<strong>violenza normalizzata<\/strong>, del&nbsp;<strong>sessismo<\/strong>&nbsp;che permea ogni aspetto della vita?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fare i genitori significa partecipare<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Torniamo alla serie. I genitori di Jamie avrebbero potuto evitare tutto questo? S\u00ec. Quando dicono che tornava tardi, che si chiudeva in camera con il computer fino alle due di notte, ecco\u2026 Quello era il momento di intervenire.&nbsp;Essere genitori, e fatevelo dire da una che ha un coniglio, non significa soltanto vietare o rimproverare: ma partecipare.&nbsp;<strong>Bisogna<\/strong>&nbsp;partecipare.<\/p>\n\n\n\n<p>Gli adolescenti non sono facili, lo so. Ma capirli non \u00e8 impossibile. Non riuscirai ad entrare subito in tutti gli scompartimenti &#8211; amici, amori, scuola. Ma in qualcosa s\u00ec. Le passioni. Cosa ama davvero tuo figlio? Cosa lo rende felice? Se non sai rispondere, puoi davvero considerarti un genitore all\u2019altezza?<\/p>\n\n\n\n<p>Io so con certezza che la mia coniglietta Mim\u00ec ama gli snack e le passeggiate in giardino. E tu? Sai cosa fa battere il cuore a tuo figlio? Se la risposta \u00e8 no, forse (decisamente) \u00e8 il caso di iniziare a scoprirlo.<\/p>\n\n\n\n<p>Consigli pratici per genitori ed educatori (e qualche dato in pi\u00f9):<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comunicazione aperta<\/strong>: Mantenere un dialogo aperto e costante con i propri figli, creando un ambiente in cui si sentano liberi di esprimere le proprie emozioni e preoccupazioni.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educazione digitale<\/strong>: Insegnare ai ragazzi un uso consapevole e sicuro della tecnologia, spiegando i rischi del bullismo online e della condivisione di contenuti inappropriati.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Osservazione attenta<\/strong>: Prestare attenzione ai segnali di disagio, come cambiamenti di umore, isolamento sociale, problemi scolastici o alimentari.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Intervento tempestivo<\/strong>: Non sottovalutare il bullismo online, ma intervenire tempestivamente segnalando il problema alle autorit\u00e0 competenti e offrendo supporto alla vittima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Promozione della parit\u00e0 di genere<\/strong>: Educare i ragazzi al rispetto delle differenze e alla parit\u00e0 di genere, contrastando la diffusione di stereotipi e modelli negativi.<\/p>\n\n\n\n<p>Aggiungo, secondo l&#8217;unicef, in Italia circa il 37% dei bambini e giovani sono esposti a messaggi di odio online. Eppure ormai il fenomeno \u00e8 globale\u2026 per favore, non lasciamoli soli in questa giungla digitale!<\/p>\n\n\n\n<p>Perch\u00e9, diciamocelo, crescere un adolescente \u00e8 un po&#8217; come un thriller psicologico a puntate: pieno di silenzi inquietanti, sguardi enigmatici e improvvisi scatti d&#8217;ira. E allora, genitori, che si fa? Si chiude il Wi-Fi e si blinda la porta della cameretta? Si sequestra il telefono e si spera nel meglio? No.<em>&nbsp;Si entra in gioco<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Crescere un adolescente nel 2025 non \u00e8 una passeggiata, ma nemmeno un atto di stregoneria. \u00c8 ascoltare senza spiare, essere presenti senza soffocare, insegnare senza predicare. \u00c8 accendere una luce in quel labirinto emotivo in cui i ragazzi si perdono, prima che a illuminarlo siano gli schermi di sconosciuti con pessime intenzioni.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><br><strong>Bianca Agnelli<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bibiselkie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"INSTAGRAM\">INSTAGRAM<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/biancaxagnelli?_rdc=2&amp;_rdr#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"FACEBOOK\">FACEBOOK<\/a><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/bibiselkie\" title=\"YOUTUBE\">YOUTUBE<\/a><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2018Adolescence\u2019 \u00e9 uma miniss\u00e9rie dram\u00e1tica brit\u00e2nica criada por Jack Thorne e pelo ator Stephen Graham, conhecido por seus pap\u00e9is em \u2018Boardwalk Empire\u2019 e&#8230; <\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":72692,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9398,9285],"tags":[633,1505,14084,7892],"class_list":["post-72691","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-literatura","tag-adolescencia","tag-bullying","tag-cyberbullying","tag-serie"],"aioseo_notices":[],"views":1281,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_7629.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":72443,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=72443","url_meta":{"origin":72691,"position":0},"title":"Palestra sobre os desafios da adolesc\u00eancia","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"14 de mar\u00e7o de 2025","format":false,"excerpt":"A palestra abordar\u00e1 os principais desafios da fase da adolesc\u00eancia sob a vis\u00e3o da psicologia. A ideia \u00e9 debater o tema e fornecer dicas para lidar com as...","rel":"","context":"Em &quot;Educa\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Educa\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=12858"},"img":{"alt_text":"Card da palestra sobre os desafios da adolesc\u00eancia","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/92ad0014-f23d-428d-a360-6ce61df1ad00.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/92ad0014-f23d-428d-a360-6ce61df1ad00.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/92ad0014-f23d-428d-a360-6ce61df1ad00.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/92ad0014-f23d-428d-a360-6ce61df1ad00.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/92ad0014-f23d-428d-a360-6ce61df1ad00.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":32532,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=32532","url_meta":{"origin":72691,"position":1},"title":"Garota Chocr\u00edvel: o di\u00e1rio de uma adolescente dos anos 80","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"14 de julho de 2020","format":false,"excerpt":"Conhe\u00e7a uma \u00e9poca sem wi-fi e divirta-se com as paquerinhas, o walkman e as brincadeiras ao ar livre de quase 40 anos atr\u00e1s no lan\u00e7amento autobiogr\u00e1fico de M\u00e1rcia Marques Eu \u2013 Di\u00e1rio de uma garota Chocr\u00edvel\u00a0conecta a realidade dos anos 80 com os adolescentes do novo mil\u00eanio por meio da\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/unnamed-1-1-209x300.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":76333,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=76333","url_meta":{"origin":72691,"position":2},"title":"Meu filho fora do quarto","author":"Lee Oliveira","date":"23 de outubro de 2025","format":false,"excerpt":"A ideia do livro nasceu da experi\u00eancia pessoal de Eder como pai e da percep\u00e7\u00e3o de que muitos pais t\u00eam perdido contato verdadeiro com seus filhos na era digital.","rel":"","context":"Em &quot;Educa\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Educa\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=12858"},"img":{"alt_text":"Meu filho fora do quarto","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-23-at-09.18.16.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-23-at-09.18.16.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-23-at-09.18.16.jpeg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-23-at-09.18.16.jpeg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":65685,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=65685","url_meta":{"origin":72691,"position":3},"title":"Meu alter ego","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"13 de abril de 2024","format":false,"excerpt":"Eu estava no in\u00edcio da adolesc\u00eancia quando assisti pela primeira vez a uma das vers\u00f5es cinematogr\u00e1ficas de \u2018O M\u00e9dico e o Monstro\u2019, um romance do escritor...","rel":"","context":"Em &quot;Cr\u00f4nicas&quot;","block_context":{"text":"Cr\u00f4nicas","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=9392"},"img":{"alt_text":"Dr. Jekill e Mr. Hyde","src":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/OIG2-3.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/OIG2-3.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/OIG2-3.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/OIG2-3.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":32959,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=32959","url_meta":{"origin":72691,"position":4},"title":"Os benef\u00edcios da leitura na adolesc\u00eancia","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"9 de agosto de 2020","format":false,"excerpt":"Al\u00e9m de contribuir para a prepara\u00e7\u00e3o de provas e vestibulares, o h\u00e1bito estimula a criatividade e diminui o stress. Confira dicas para incentivar a leitura em casa A adolesc\u00eancia, conhecida como fase de descobertas e transforma\u00e7\u00f5es, pode ser um per\u00edodo ideal para o incentivo \u00e0 leitura. O h\u00e1bito de ler\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/201932010224-300x180.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":17430,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=17430","url_meta":{"origin":72691,"position":5},"title":"O leitor participa: Cassiano Ricardo Miranda, de Sorocaba (SP), com o poema: &#039;Lavorando de cl\u00e1ssico a cl\u00e1ssico&#8230;&#039;","author":"Sergio Diniz da Costa","date":"31 de mar\u00e7o de 2018","format":false,"excerpt":"\"Plantei uma muda de poesia\/\u00a0E, ao mesmo tempo e bem perto dela,\/\u00a0Plantei uma semente de mudan\u00e7a...\" \u00a0 Lavorando de cl\u00e1ssico a cl\u00e1ssico... Plantei uma muda de poesia E, ao mesmo tempo e bem perto dela, Plantei uma semente de mudan\u00e7a... . Depois de alguns dias, A primeira, claro que um\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Comunica\u00e7\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"Comunica\u00e7\u00e3o","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?cat=7"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/14040006_1080065558738315_432637906811876355_n-300x225.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/72691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=72691"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/72691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72695,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/72691\/revisions\/72695"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/72692"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=72691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=72691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=72691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}