{"id":76050,"date":"2025-10-07T09:02:46","date_gmt":"2025-10-07T12:02:46","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=76050"},"modified":"2025-10-07T09:03:09","modified_gmt":"2025-10-07T12:03:09","slug":"a-voz-de-hind-rajab","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=76050","title":{"rendered":"A voz de Hind Rajab"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F76050&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F76050&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Bianca Agnelli:<br> &#8216;A voz de Hind Rajab: O cinema como testemunho&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><em>La voce di Hind Rajab: Il cinema come testimonianza<\/em><br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1080\" data-attachment-id=\"76051\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=76051\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8214.jpeg\" data-orig-size=\"1920,1080\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;bibiselkie&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;\\ud835\\udc01\\ud835\\udc1a\\ud835\\udc27\\ud835\\udc27\\ud835\\udc1e\\ud835\\udc2b \\ud835\\udc00\\ud835\\udc2b\\ud835\\udc2d\\ud835\\udc22\\ud835\\udc1c\\ud835\\udc25\\ud835\\udc1e\\ud835\\udc2c \\ud835\\udc09\\ud835\\udc28\\ud835\\udc2e\\ud835\\udc2b\\ud835\\udc27\\ud835\\udc1a\\ud835\\udc25 | inspo - 5&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"\ud835\udc01\ud835\udc1a\ud835\udc27\ud835\udc27\ud835\udc1e\ud835\udc2b \ud835\udc00\ud835\udc2b\ud835\udc2d\ud835\udc22\ud835\udc1c\ud835\udc25\ud835\udc1e\ud835\udc2c \ud835\udc09\ud835\udc28\ud835\udc2e\ud835\udc2b\ud835\udc27\ud835\udc1a\ud835\udc25 | inspo &amp;#8211; 5\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8214.jpeg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8214.jpeg\" alt=\"Card do texto  'A Voz de Hind Rajab: O Cinema como Testemunho'\" class=\"wp-image-76051\" style=\"width:676px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8214.jpeg 1920w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8214-1200x675.jpeg 1200w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8214-768x432.jpeg 768w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8214-1536x864.jpeg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Card d<\/em>o <em>texto  &#8216;A Voz de Hind Rajab: O Cinema como Testemunho&#8217;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">N\u00e3o sei voc\u00eas, mas eu adoro ir ao cinema completamente despreparada.<\/p>\n\n\n\n<p>Zero trailers, zero cr\u00edticas, zero \u201cvoc\u00ea precisa ver, \u00e9 maravilhoso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quero que o filme me surpreenda, me sacuda, me fa\u00e7a duvidar das minhas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es. Quero aquele instante em que voc\u00ea se senta, as luzes se apagam, e pensa: \u201cOk, me leve pra onde quiser.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes encontro diretores cinematograficos desconhecidos, rostos que nunca vi, nomes que eu facilmente confundiria com senhas de Wi-Fi, e ainda assim &#8211; l\u00e1 est\u00e1 &#8211; aquele pequeno arrepio de curiosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque conhecer algo novo, pra mim, \u00e9 como descobrir um c\u00f4modo secreto dentro de uma casa que voc\u00ea acreditava conhecer de cor.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro, reencontrar \u00e9 bonito. Mas se perder\u2026 se perder em um filme completamente estranho \u00e9 algo muito maior. \u00c9 um ato de confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>E o cinema, assim como a vida, \u00e9 um ato de confian\u00e7a cheio de contradi\u00e7\u00f5es: alegria, dor, caos e aquele fio fin\u00edssimo que os mant\u00e9m unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi com essa consci\u00eancia que, no dia 28 de setembro, fui ao cinema. Poucas horas antes de entrar na sala, eu j\u00e1 tinha chorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque o que eu estava prestes a ver era um filme que eu n\u00e3o conhecia, mas que n\u00e3o podia ignorar &#8211; e do qual sabia, em linhas gerais, a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque Hind Rajab nunca foi apenas uma personagem: ela era uma pessoa, uma menina de cinco anos, nascida no lugar e no momento errados deste planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 algo de desarmante em pensar que o destino \u00e9 um fato geogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns nascem em bairros com mais cafeterias do que hospitais; outros, em lugares onde tanques atiram nos vidros dos carros.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00f3s, sentados em nossas confort\u00e1veis poltronas vermelhas, tentamos entender como tudo isso pode existir no mesmo mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A voz de Hind Rajab (The Voice of Hind Rajab)&nbsp;\u00e9 dirigido por&nbsp;Kaouther Ben Hania&nbsp;[<a href=\"https:\/\/m.imdb.com\/it\/name\/nm4141599\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/m.imdb.com\/it\/name\/nm4141599\/<\/a>], a cineasta tunisiana j\u00e1 indicada ao Oscar por \u201c<em>O Homem que Vendeu sua Pele\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua dire\u00e7\u00e3o \u00e9 delicada e cir\u00fargica ao mesmo tempo &#8211; como se ela soubesse que narrar a realidade \u00e9 um ato de equil\u00edbrio entre dor e dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme refaz as \u00faltimas horas de Hind, uma menina palestina presa em um carro depois que sua fam\u00edlia foi atingida durante os bombardeios em Gaza, em 29 de janeiro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Os operadores do Crescente Vermelho Palestino conseguiram entrar em contato com ela: a liga\u00e7\u00e3o durou horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvimos Hind falar, chorar, pedir ajuda, rezar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ben Hania decidiu n\u00e3o recriar essa voz, mas usar o&nbsp;\u00e1udio aut\u00eantico&nbsp;da grava\u00e7\u00e3o da chamada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os atores &#8211; entre eles&nbsp;Saja Kilani, Clara Khoury, Motaz Malhees e Amer Hlehel&nbsp;&#8211; n\u00e3o tinham ouvido o \u00e1udio completo antes das filmagens: escutavam em fones de ouvido, durante as cenas, deixando que o real se infiltrasse em suas express\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma escolha que transforma a recita\u00e7\u00e3o em algo quase medi\u00fanico: eles n\u00e3o est\u00e3o interpretando, est\u00e3o escutando.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00f3s, por reflexo, escutamos com eles.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vemos a morte, mas a sentimos respirar entre as pausas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Mostra de Cinema de Veneza, a exibi\u00e7\u00e3o foi seguida por&nbsp;vinte e quatro minutos de aplausos.<\/p>\n\n\n\n<p>Vinte e quatro. Minutos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma eternidade, mesmo para Veneza.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ningu\u00e9m conseguia se levantar: parecia que todos precisavam permanecer ali, im\u00f3veis, compartilhando o mesmo n\u00f3 na garganta.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se aplaudir fosse a \u00fanica maneira de dizer:&nbsp;<em>n\u00e3o estamos surdos, Hind, n\u00f3s te ouvimos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O filme conquistou o&nbsp;Grande Pr\u00eamio do J\u00fari&nbsp;e j\u00e1 est\u00e1 indicado como&nbsp;Melhor Filme Internacional no Oscar 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tr\u00e1s da produ\u00e7\u00e3o est\u00e3o nomes como&nbsp;Brad Pitt, Rooney Mara, Alfonso Cuar\u00f3n, Joaquin Phoenix e Jonathan Glazer&nbsp;&#8211; nomes que, de certo modo, decidiram emprestar sua voz \u00e0queles que j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam uma.<\/p>\n\n\n\n<p>Hind Rajab est\u00e1 morta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Gaza, hoje, centenas de<em>&nbsp;<\/em>milhares<em>&nbsp;<\/em>de crian\u00e7as est\u00e3o sofrendo, morrendo, enquanto o mundo desvia o olhar.<\/p>\n\n\n\n<p>A voz delas grita dentro das nossas consci\u00eancias, e o sil\u00eancio j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O cinema nos mostrou uma realidade cruel &#8211; e ignorar esse sofrimento \u00e9 cumplicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Se permanecermos parados, se escolhermos n\u00e3o ouvir, somos parte da trag\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>E todos os dias, a cada escolha, o mundo nos lembra:&nbsp;a humanidade n\u00e3o \u00e9 um luxo: \u00e9 uma responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Bianca Agnelli<\/h3>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><strong>La voce di Hind Rajab: Il cinema come testimonianza<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Non so voi, ma io adoro andare al cinema completamente impreparata.<\/p>\n\n\n\n<p>Zero trailer, zero recensioni, zero \u201cdevi assolutamente vederlo, \u00e8 stupendo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Voglio che il film mi sorprenda, mi scuota, mi faccia dubitare delle mie stesse emozioni. Voglio quel momento in cui ti siedi, le luci si spengono, e pensi: \u201cOk, portami dove vuoi.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A volte incontro registi sconosciuti, volti mai visti, nomi che potrei facilmente scambiare per password Wi-Fi, eppure &#8211; eccolo l\u00ec &#8211; quel piccolo brivido di curiosit\u00e0.<\/p>\n\n\n\n<p>Perch\u00e9 conoscere qualcosa di nuovo, per me, \u00e8 come scoprire una stanza segreta dentro una casa che credevi di conoscere a memoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Certo, ritrovarsi \u00e8 bello. Ma perdersi\u2026 perdersi in una pellicola completamente estranea \u00e8 qualcosa di pi\u00f9 grande. \u00c8 un atto di fiducia.<\/p>\n\n\n\n<p>E il cinema, come la vita, \u00e8 un atto di fiducia pieno di contraddizioni: gioia, dolore, caos, e quel filo sottilissimo che li tiene insieme.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c8 con questa consapevolezza che il 28 settembre mi sono recata al cinema. Qualche ora prima di entrare in sala, avevo gi\u00e0 pianto. Perch\u00e9 quello che sono andata a vedere era un film che non conoscevo, ma che non potevo ignorare, e di cui a grandi linee sapevo la trama.<\/p>\n\n\n\n<p>Perch\u00e9 Hind Rajab non \u00e8 mai stata solo un personaggio: era una persona, una bambina di cinque anni, nata nel momento sbagliato, nel luogo sbagliato del pianeta Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u2019\u00e8 qualcosa di disarmante nel pensare a quanto il destino sia un fatto geografico.<\/p>\n\n\n\n<p>Alcuni nascono in un quartiere con pi\u00f9 caffetterie che ospedali, altri in un posto dove i carri armati sparano ai finestrini.<\/p>\n\n\n\n<p>E noi, seduti sulle nostre comode poltrone rosse, proviamo a capire come tutto questo possa esistere nello stesso mondo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>La voce di Hind Rajab<\/em>&nbsp;(<em>The Voice of Hind Rajab<\/em>) \u00e8 diretto da&nbsp;<strong>Kaouther Ben Hania<\/strong>, la regista tunisina gi\u00e0 candidata all\u2019Oscar per&nbsp;<em>L\u2019uomo che vendette la sua pelle<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>La sua mano \u00e8 delicata e chirurgica allo stesso tempo &#8211; come se sapesse che raccontare la realt\u00e0 \u00e8 un atto di equilibrio tra dolore e dignit\u00e0.<\/p>\n\n\n\n<p>Il film ripercorre le ultime ore di Hind, una bambina palestinese intrappolata in un\u2019auto dopo che la sua famiglia \u00e8 stata colpita durante i bombardamenti a Gaza, il 29 gennaio 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Gli operatori della&nbsp;<strong>Mezzaluna Rossa Palestinese<\/strong>&nbsp;riescono a mettersi in contatto con lei: la chiamata dura ore.<\/p>\n\n\n\n<p>Sentiamo Hind parlare, piangere, chiedere aiuto, pregare.<\/p>\n\n\n\n<p>Ben Hania ha deciso di non&nbsp;<em>ricreare<\/em>&nbsp;quella voce, ma di usare&nbsp;<strong>l\u2019audio autentico della registrazione della telefonata<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Gli attori &#8211; tra cui&nbsp;<strong>Saja Kilani, Clara Khoury, Motaz Malhees e Amer Hlehel<\/strong>&nbsp;&#8211; non avevano ascoltato l\u2019audio completo prima delle riprese: lo sentivano in cuffia, durante le scene, lasciando che il reale si infiltrasse nelle loro espressioni.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c8 una scelta che trasforma la recitazione in qualcosa di quasi medianico: non stanno interpretando, stanno ascoltando.<\/p>\n\n\n\n<p>E noi, di riflesso, ascoltiamo con loro.<\/p>\n\n\n\n<p>Non vediamo la morte, ma la sentiamo respirare tra le pause.<\/p>\n\n\n\n<p>Alla Mostra del Cinema di Venezia, la proiezione \u00e8 stata seguita da&nbsp;<strong>ventiquattro minuti di applausi<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ventiquattro. Minuti.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c8 un\u2019eternit\u00e0, anche per Venezia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ma nessuno riusciva ad alzarsi: sembrava che avessero tutti bisogno di restare l\u00ec, fermi, a condividere lo stesso nodo alla gola.<\/p>\n\n\n\n<p>Come se applaudire fosse l\u2019unico modo per dire&nbsp;<em>non siamo sordi, Hind, ti abbiamo sentita<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Il film ha conquistato il&nbsp;<strong>Gran Premio della Giuria<\/strong>, ed \u00e8 gi\u00e0 candidato come&nbsp;<strong>miglior film internazionale<\/strong>agli Oscar 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Dietro la produzione ci sono nomi come&nbsp;<strong>Brad Pitt, Rooney Mara, Alfonso Cuar\u00f3n, Joaquin Phoenix e Jonathan Glazer<\/strong>&nbsp;&#8211; nomi che, in un certo senso, hanno deciso di prestare la loro voce a chi non ne ha pi\u00f9 una.<\/p>\n\n\n\n<p>Hind Rajab \u00e8 morta.<\/p>\n\n\n\n<p>A Gaza, oggi, centinaia di migliaia di bambini stanno soffrendo, morendo, mentre il mondo guarda altrove.<\/p>\n\n\n\n<p>La loro voce urla dentro le nostre coscienze, e il silenzio non \u00e8 pi\u00f9 accettabile. Il cinema ci ha mostrato una realt\u00e0 crudele e ignorare questa sofferenza \u00e8 complicit\u00e0.<\/p>\n\n\n\n<p>Se restiamo fermi, se scegliamo di non sentire, siamo parte della tragedia.<\/p>\n\n\n\n<p>E ogni giorno, ogni scelta, ci ricorda che l\u2019umanit\u00e0 non \u00e8 un lusso: \u00e8 una responsabilit\u00e0.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Bianca Agnelli<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bibiselkie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/biancaxagnelli?_rdc=2&amp;_rdr#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/bibiselkie\" title=\"YouTube\">YouTube<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quero que o filme me surpreenda, me sacuda, me fa\u00e7a duvidar das minhas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es. 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