{"id":76250,"date":"2025-10-20T10:16:00","date_gmt":"2025-10-20T13:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=76250"},"modified":"2025-10-20T10:17:13","modified_gmt":"2025-10-20T13:17:13","slug":"a-verdadeira-dor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=76250","title":{"rendered":"A Verdadeira Dor"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F76250&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F76250&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Bianca Agnelli<br> &#8216;Entre primos e mem\u00f3rias: O caos irresist\u00edvel de <br>A Verdadeira Dor&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1080\" data-attachment-id=\"76251\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=76251\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8230.jpeg\" data-orig-size=\"1920,1080\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;bibiselkie&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Banner x \\ud835\\udc1a\\ud835\\udc2b\\ud835\\udc2d\\ud835\\udc22\\ud835\\udc1c\\ud835\\udc28\\ud835\\udc25\\ud835\\udc22 \\ud835\\udc09\\ud835\\udc28\\ud835\\udc2e\\ud835\\udc2b\\ud835\\udc27\\ud835\\udc1a\\ud835\\udc25 - 9&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Banner x \ud835\udc1a\ud835\udc2b\ud835\udc2d\ud835\udc22\ud835\udc1c\ud835\udc28\ud835\udc25\ud835\udc22 \ud835\udc09\ud835\udc28\ud835\udc2e\ud835\udc2b\ud835\udc27\ud835\udc1a\ud835\udc25 &amp;#8211; 9\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8230.jpeg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8230.jpeg\" alt=\"Card da mat\u00e9ria sobre o filme ' 'Entre primos e mem\u00f3rias: O caos irresist\u00edvel de A Verdadeira Dor'\" class=\"wp-image-76251\" srcset=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8230.jpeg 1920w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8230-1200x675.jpeg 1200w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8230-768x432.jpeg 768w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IMG_8230-1536x864.jpeg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Card da mat\u00e9ria sobre o filme &#8216; &#8216;Entre primos e mem\u00f3rias: O caos irresist\u00edvel de A Verdadeira Dor&#8217;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Gosto quando o cinema fala de solid\u00e3o, de vidas errantes, de personagens complicados e de coisas dif\u00edceis. E quando consegue falar disso com leveza, para mim, \u00e9 sempre um sim.<\/p>\n\n\n\n<p><em>A <a href=\"http:\/\/[https:\/\/it.wikipedia.org\/wiki\/A_Real_Pain\" title=\"Real Pain\">Real Pain<\/a><\/em>&nbsp;(<em>A Verdadeira Dor<\/em>) aborda exatamente esses temas existenciais &#8211; e o faz com aquela eleg\u00e2ncia imperfeita das pessoas que falam de sentimentos importantes fingindo que n\u00e3o est\u00e3o falando de nada s\u00e9rio. Dirigido e escrito por&nbsp;<a href=\"http:\/\/[https:\/\/it.wikipedia.org\/wiki\/Jesse_Eisenberg\" title=\"Jesse Eisenberg\">Jesse Eisenberg<\/a>, que tamb\u00e9m interpreta um dos protagonistas, o filme nos leva a refletir sobre algumas quest\u00f5es emocionalmente complexas. A genealogia, por exemplo: quem disse que \u00e9 sempre algo feliz? Spoiler: quase nunca \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Descobrir onde sua av\u00f3 viveu pode ser menos \u00e9pico do que voc\u00ea imaginava &#8211; e mais\u2026 decepcionante. Ou pelo menos \u00e9 assim para Benji (<strong><a href=\"https:\/\/m.imdb.com\/it\/name\/nm0001085\/\" title=\"Kieran Culkin\">Kieran Culkin<\/a><\/strong>) e David (<strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jesse_Eisenberg#:~:text=Eisenberg%20foi%20criado%20em%20uma,que%20%C3%A9%20hoje%20a%20Ucr%C3%A2nia%20.\" title=\"Jesse Eisenberg\">Jesse Eisenberg<\/a><\/strong>), dois primos opostos que embarcam em uma viagem \u00e0 Pol\u00f4nia para homenagear a av\u00f3 falecida. A miss\u00e3o parece simples: honrar as ra\u00edzes familiares. A realidade, como tantas vezes acontece, \u00e9 bem mais contorcida.<\/p>\n\n\n\n<p>Benji \u00e9 um vulc\u00e3o que ainda n\u00e3o decidiu se vai explodir ou n\u00e3o; David \u00e9 aquele que organiza tudo, inclusive as emo\u00e7\u00f5es, como se fossem e-mails a arquivar. Observ\u00e1-los interagir \u00e9 como ver um el\u00e1stico se esticando: dois extremos que se atraem e se repelem, oscilando entre sarcasmo e afeto, irrita\u00e7\u00e3o e cumplicidade. Ao acompanhar essa peregrina\u00e7\u00e3o emocional, voc\u00ea inevitavelmente reconhece uma parte dessa din\u00e2mica em algum relacionamento seu: o caos contra a compostura, a risada que mascara o desconforto e a paci\u00eancia sendo levada ao limite.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre um tour guiado, um hotel que parece gritar \u201ctapetes tristes e luzes brancas demais\u201d, e uma s\u00e9rie de momentos de conviv\u00eancia estranhamente ternos e disfuncionais, o filme constr\u00f3i um di\u00e1logo invis\u00edvel entre os protagonistas e revela um v\u00ednculo mais profundo do que ambos gostariam de admitir &#8211; narrado atrav\u00e9s de gestos, sil\u00eancios e frases cortadas. Porque certos afetos nunca s\u00e3o ditos de verdade: apenas escapam, como fuma\u00e7a por uma janela mal fechada.<\/p>\n\n\n\n<p>E ent\u00e3o chegamos ao cerne da quest\u00e3o &#8211; \u00e0quela pergunta que talvez fosse melhor n\u00e3o fazer:&nbsp;<em>qual \u00e9 o seu direito \u00e0 felicidade<\/em>? E se, mesmo tendo todo direito e toda oportunidade, voc\u00ea simplesmente&nbsp;<em>n\u00e3o conseguisse<\/em>&nbsp;ser feliz?<\/p>\n\n\n\n<p>David \u00e9 o homem \u201cestabilizado\u201d, com esposa e filhos, que seguiu todas as instru\u00e7\u00f5es do manual. Benji \u00e9 a fa\u00edsca &#8211; o homem imaturo que trope\u00e7ou em v\u00edcios, depress\u00e3o e dor, e ainda por cima ri disso.<\/p>\n\n\n\n<p>A felicidade, neste filme e na vida real, \u00e9 caprichosa, \u00e0s vezes ausente, e quase sempre dif\u00edcil de segurar. Sabemos que ela n\u00e3o se distribui com base em m\u00e9ritos ou curr\u00edculos emocionais, e o filme nos leva a refletir sobre quanto a mem\u00f3ria transgeracional pesa nisso: o que significa ser neto de sobreviventes, e como as gera\u00e7\u00f5es seguintes herdam (e muitas vezes rejeitam) esse passado.<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria e genu\u00edna de Kieran Culkin, com seu Benji ador\u00e1vel e igualmente problem\u00e1tico, lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Protagonista na 97th Academy Awards deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para escrever o filme, Eisenberg declarou ter se inspirado em experi\u00eancias familiares e pessoais, especialmente no tema da mem\u00f3ria judaica e nos la\u00e7os entre irm\u00e3os. Um experimento cuidadosamente conduzido &#8211; e premiado no&nbsp;<strong>Sundance Film Festival 2024<\/strong>, onde recebeu o&nbsp;<strong>Waldo Salt Screenwriting Award na se\u00e7\u00e3o U.S. Dramatic.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O filme tamb\u00e9m levou dois pr\u00eamios no British Academy of Film and Television Arts (BAFTA):&nbsp;<strong>Melhor Ator Coadjuvante<\/strong>&nbsp;para Kieran Culkin e&nbsp;<strong>Melhor Roteiro Original<\/strong>&nbsp;para Jesse Eisenberg.<\/p>\n\n\n\n<p>Na dire\u00e7\u00e3o, Eisenberg escolhe uma leveza que n\u00e3o suaviza, mas aprofunda. Ele usa a Pol\u00f4nia n\u00e3o como cart\u00e3o-postal, mas como um lugar de mem\u00f3ria viva &#8211; cheio de arestas, sil\u00eancios e uma hist\u00f3ria que resiste \u00e0 ordem. A visita ao campo de concentra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um cl\u00edmax ret\u00f3rico: \u00e9 uma pausa em que a realidade se imp\u00f5e em toda a sua gravidade, sem m\u00fasica nem palavras, em uma sequ\u00eancia inesquec\u00edvel que nos mant\u00e9m presos \u00e0 tela em sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>Eisenberg assina um filme compacto &#8211; 90 minutos de precis\u00e3o cir\u00fargica &#8211; mas cheio de fissuras emocionais, ritmos desalinhados e ironia cuidadosamente medida. Ele n\u00e3o busca a catarse: a evita com eleg\u00e2ncia. Assim, em vez de um final feliz, nos entrega um&nbsp;<em>aftertaste<\/em>: uma sensa\u00e7\u00e3o agridoce que permanece na boca como uma lembran\u00e7a teimosa, daquelas que n\u00e3o desaparecem depois dos cr\u00e9ditos finais.<\/p>\n\n\n\n<p><em>A Real Pain<\/em>&nbsp;n\u00e3o pretende curar ningu\u00e9m. Convida-nos, sobretudo, a permanecer nesse ponto desconfort\u00e1vel onde a mem\u00f3ria encontra a ironia, onde o riso n\u00e3o apaga a dor &#8211; apenas a torna suport\u00e1vel. Porque existir n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, e certos dramas existenciais s\u00e3o, sim, um privil\u00e9gio dos afortunados. E porque &#8211; sejamos honestos &#8211; nem toda viagem tem um destino. Algumas terminam exatamente onde come\u00e7aram: dentro de n\u00f3s, com aquela sensa\u00e7\u00e3o precisa de que a vida, com todas as suas complica\u00e7\u00f5es, \u00e9 mesmo\u2026 uma verdadeira dor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><br>Bianca Agnelli<\/h3>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Tra cugini, fermate perse e memoria transgenerazionale: L\u2019irresistibile caos di A Real Pain <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>A Real Pain<\/em>&nbsp;affronta proprio questi temi esistenziali, e lo fa con quella grazia sghemba delle persone che parlano di sentimenti importanti fingendo di non farlo davvero. Diretto e scritto da Jesse\u202fEisenberg, che interpreta anche uno dei protagonisti, il film ci fa riflettere su giusto un paio di questioni emotivamente complesse. La genealogia, per esempio: chi l\u2019ha detto che \u00e8 sempre una cosa felice? Spoiler: non lo \u00e8 quasi mai.<\/p>\n\n\n\n<p>Scoprire dove viveva tua nonna pu\u00f2 rivelarsi meno epico di quanto potessi immaginare e pi\u00f9\u2026 deludente. O almeno lo \u00e8 per Benji (Kieran Culkin) e David (Jesse Eisenberg), due cugini agli antipodi che intraprendono un tour in Polonia per rendere omaggio alla loro nonna defunta. La missione \u00e8 semplice: onorare le radici familiari. La realt\u00e0, come spesso accade, \u00e8 pi\u00f9 contorta.<\/p>\n\n\n\n<p>Benji \u00e8 un vulcano che non ha ancora deciso se esplodere o no; David \u00e8 quello che mette ordine e controlla le emozioni come fossero email da archiviare. Guardarli interagire \u00e8 come osservare un elastico che si tende: due estremi che si attraggono e si respingono, oscillando tra sarcasmo e affetto, irritazione e complicit\u00e0. Osservandoli in questo pellegrinaggio emotivo, ti ritrovi a riconoscere almeno un pezzetto di quella dinamica in qualche tua relazione passata; il caos contro la compostezza, la risata che nasconde il malessere e la pazienza messa a dura prova.<\/p>\n\n\n\n<p>Tra un tour guidato, un hotel che sembra urlare \u00abtappeti tristi e luci troppo bianche\u00bb, una serie di momenti di convivenza bizzarra e teneramente disfunzionale, il film costruisce un dialogo invisibile tra i due protagonisti e mostra un legame pi\u00f9 profondo di quanto entrambi vorrebbero ammettere, raccontato attraverso gesti, silenzi e battute smozzicate\u2026 perch\u00e9 certi affetti non si dicono mai davvero: si lasciano trapelare, come fumo da una finestra chiusa male.<\/p>\n\n\n\n<p>E poi arriviamo dritti al punto, alla domanda che forse sarebbe meglio non porsi:&nbsp;<em>quanto diritto hai di essere felice?<\/em>&nbsp;E se, pur avendone ogni diritto e possibilit\u00e0, semplicemente&nbsp;<em>non ci riuscissi<\/em>?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>David \u00e8 l\u2019uomo sistemato, con moglie e figli, quello che ha seguito le istruzioni alla lettera. Benji \u00e8 la scheggia, l\u2019uomo immaturo che nella vita \u00e8 inciampato nelle dipendenze, nella depressione e nel dolore, e ci ride pure.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>La felicit\u00e0, in questo film e nella vita reale, \u00e8 capricciosa, a volte assente, e in ogni caso difficile da tenersi stretta. Sappiamo che non si concede in base a meriti o curriculum emotivi, e siamo spinti a chiederci quanto la memoria transgenerazionale incida su essa: interrogarci su cosa significhi essere nipoti di sopravvissuti, e su come le vite successive ereditino (e spesso rifiutino) quel passato. L\u2019interpretazione straordinaria e sincera che Kieran Culkin ci ha servito con il suo adorabile ed altrettanto problematico Benji, gli \u00e8 valsa l\u2019Oscar come migliore attore protagonista ai 97th Academy Awards di quest\u2019anno.<\/p>\n\n\n\n<p>Eisenberg, per la scrittura del film, ha dichiarato di essersi ispirato&nbsp;<strong>a esperienze familiari e personali<\/strong>, in particolare al tema della memoria ebraica e dei legami tra fratelli. Un esperimento sapientemente condotto, direi, che \u00e8 stato premiato al Sundance Film Festival 2024, ottenendo il&nbsp;<strong>Waldo Salt Screenwriting Award<\/strong>&nbsp;nella sezione U.S. Dramatic.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Anche ai British Academy of Film and Television Arts (BAFTA) il film ha ricevuto due premi: quello per il Miglior Attore Non Protagonista a Kieran Culkin e per la Migliore Sceneggiatura Originale a Jesse\u202fEisenberg.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eisenberg, alla regia, sceglie una leggerezza che non alleggerisce ma approfondisce. Usa la Polonia non come cartolina ma come luogo di memoria viva &#8211; pieno di spigoli, silenzi, e storia che non si lascia mettere in ordine. La visita al campo di concentramento non \u00e8 un climax retorico: \u00e8 una pausa di realt\u00e0 che si impone in tutta la sua gravit\u00e0, senza musica n\u00e9 parole, in una sequenza memorabile di scene che ci tiene silenziosamente incollati allo schermo.<\/p>\n\n\n\n<p>Eisenberg firma un film compatto &#8211; 90 minuti di misura chirurgica &#8211; ma denso di crepe emotive, ritmi sbilanciati e ironia ben dosata. Non cerca la catarsi: la evita con eleganza. E cos\u00ec, invece di un lieto fine, ci regala un&nbsp;<em>aftertaste<\/em>: una sensazione agrodolce che rimane in bocca come un ricordo ostinato, di quelli che non svaniscono dopo i titoli di coda.<\/p>\n\n\n\n<p><em>A Real Pain<\/em>&nbsp;non vuole guarire nessuno. Ci invita piuttosto a stare in quel punto scomodo dove la memoria incontra l\u2019ironia, dove le risate non cancellano il dolore ma lo rendono sopportabile. Perch\u00e9 esistere non \u00e8 facile, e certe seghe mentali restano privilegio dei fortunati. E perch\u00e9 &#8211; diciamolo &#8211; non ogni viaggio ha una destinazione. Alcuni finiscono dove cominciano: dentro di noi, con quella sensazione puntuale che la vita con tutte le sue complicazioni sia, s\u00ec, una vera seccatura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><br>Bianca Agnelli<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bibiselkie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/biancaxagnelli?_rdc=2&amp;_rdr#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/bibiselkie\" title=\"YouTube\">YouTube<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www\/facebook.com\/JCulturalRol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gosto quando o cinema fala de solid\u00e3o, de vidas errantes, de personagens complicados e de coisas dif\u00edceis. 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