{"id":78403,"date":"2026-02-11T10:51:18","date_gmt":"2026-02-11T13:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=78403"},"modified":"2026-02-11T11:17:03","modified_gmt":"2026-02-11T14:17:03","slug":"da-china-para-o-rol-jacky-yuen-man-leuk","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=78403","title":{"rendered":"Da China para o ROL, Jacky Yuen Man-leuk!"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F78403&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F78403&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Jacky Yuen apresenta aos leitores do ROL as met\u00e1foras que refletem  a antiguidade, geografia, cultura e espiritualidade da grandiosa China!<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"143\" height=\"137\" data-attachment-id=\"78404\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=78404\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cf5ecc7d-2864-47e2-b1a9-e85622bbc586.jpg\" data-orig-size=\"143,137\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"cf5ecc7d-2864-47e2-b1a9-e85622bbc586\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Jacky Yuen Man-leuk&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Jacky Yuen Man-leuk&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cf5ecc7d-2864-47e2-b1a9-e85622bbc586.jpg\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cf5ecc7d-2864-47e2-b1a9-e85622bbc586.jpg\" alt=\"Jacky Yuen Man-leuk\" class=\"wp-image-78404\" style=\"aspect-ratio:1.0438006159461617;width:203px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jacky Yuen Man-leuk<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\"><strong>Jacky Yuen Man-leuk (\u962e\u6587\u7565),<\/strong> natural de Hong Kong, na \u00e1rea profissional \u00e9 doutor em Bioqu\u00edmica (Medicina) pela Universidade Chinesa de Hong Kong e educador em biotecnologia, tendo trabalhado como professor de Qu\u00edmica e Biologia no ensino m\u00e9dio, al\u00e9m de bibliotec\u00e1rio escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea liter\u00e1ria, atua como Diretor de STEAM na Eureka Language Services Limited, consultor acad\u00eamico no Close Reading Studio, consultor do programa\u00a0<em>The Power of Words<\/em>\u00a0da Universidade Chinesa de Hong Kong, e colunista do jornal\u00a0<em>Ming Pao<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os pr\u00eamios recebidos est\u00e3o o&nbsp;<strong>Hong Kong Arts Development Award for Young Artist (Literature)<\/strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>China Motie Poetry Award \u2013 Poeta do Ano<\/strong>, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 autor de dez livros. Em 2026, publicou duas colet\u00e2neas de poesia,&nbsp;<em>Propagation<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Secondary Succession<\/em>, e escreve ocasionalmente prosa, ensaios e resenhas liter\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Jacky Yuen inaugura sua colabora\u00e7\u00e3o no <strong>ROL<\/strong> com important\u00edssima e oportuna reflex\u00e3o <strong>Escrever ou n\u00e3o escrever? Eis a quest\u00e3o.<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Escrever ou n\u00e3o escrever: eis a quest\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><strong>Algumas reflex\u00f5es a partir de um di\u00e1logo com Wang Tiankuan (\u738b\u5929\u5bec) e Xiao Yuxiang (\u856d\u5b87\u7fd4) (escritor taiwan\u00eas)<\/strong><\/em><br><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1536\" data-attachment-id=\"78407\" data-permalink=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=78407\" data-orig-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/e8c82735-ad68-4026-a31c-dc80c969f348.jpg\" data-orig-size=\"1024,1536\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"e8c82735-ad68-4026-a31c-dc80c969f348\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/e8c82735-ad68-4026-a31c-dc80c969f348.jpg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/e8c82735-ad68-4026-a31c-dc80c969f348.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-78407\" style=\"width:346px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/e8c82735-ad68-4026-a31c-dc80c969f348.jpg 1024w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/e8c82735-ad68-4026-a31c-dc80c969f348-800x1200.jpg 800w, https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/e8c82735-ad68-4026-a31c-dc80c969f348-768x1152.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem criada por IA do ChatGPT &#8211; 11 de fevereiro de 2026 &#8211; \u00e0s 10h22 &#8211; <a href=\"https:\/\/chatgpt.com\/c\/698c818f-65ac-832d-87ca-a6d911980945\">https:\/\/chatgpt.com\/c\/698c7b01-ddd0-8333-9f48-141d5cc29171<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O tema da conversa era &#8216;O caminho da escrita que eu n\u00e3o segui&#8217;. Preparei algumas fotos, apenas para exibi-las de maneira casual; n\u00e3o pretendia coment\u00e1-las uma a uma, e muitas sequer chegaram a ser mostradas no final. \u00c9 preciso sempre guardar algumas boas cartas \u2014 caso contr\u00e1rio, n\u00e3o haver\u00e1 mais espet\u00e1culo depois.<\/p>\n\n\n\n<p>Examinei rapidamente um trabalho de f\u00e9rias escrito em 2002. Com receio de falar demais, acabei pulando esse ponto, mas Tiankuan e Yuxiang, meus interlocutores, sugeriram que eu apresentasse aquele poema que havia passado como um rel\u00e2mpago pela tela dos computadores de todos. Naquela \u00e9poca eu cursava o equivalente ao primeiro ano do ensino m\u00e9dio. O professor, numa iniciativa pouco comum, sugeriu que escrev\u00eassemos um poema ou um texto em prosa a partir de uma fotografia escolhida por n\u00f3s. \u00c9 preciso lembrar que, no ensino m\u00e9dio de Hong Kong, &#8216;escrever poesia&#8217; nunca foi uma op\u00e7\u00e3o; sendo uma oportunidade rar\u00edssima, n\u00e3o vi motivo para n\u00e3o tentar. Na escola, alguns colegas gostavam de escrever poemas e troc\u00e1-los para leitura \u2014 quase sempre durante aulas entediantes, quando fic\u00e1vamos presos \u00e0s carteiras sem poder nos mover. Os versos eram passados silenciosamente em pequenos pap\u00e9is, transformando a leitura de poesia numa esp\u00e9cie de jogo proibido. Quem poderia imaginar que, mais de vinte anos depois, escrever poesia se tornaria de fato algo um pouco perigoso? Entre os colegas que escreviam poemas naquela mesma sala de aula, ao que parece, s\u00f3 eu continuei escrevendo \u2014 e talvez s\u00f3 eu ainda me preocupe com esse perigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele trabalho, escolhi na internet uma foto do colapso das Torres G\u00eameas e escrevi um longo poema de luto. No in\u00edcio de 2002, o absurdo e o horror do desastre ainda ecoavam incessantemente na mente; gravei minha incompreens\u00e3o e repulsa diante da maldade humana em uma sequ\u00eancia de versos longos e curtos cheios de paralelismos, repeti\u00e7\u00f5es, met\u00e1foras, meton\u00edmias e rimas \u2014 um amontoado de recursos aqui e ali. Hoje, as linhas j\u00e1 n\u00e3o merecem releitura: eram imaturas demais; como se diz, \u201csem t\u00e9cnica, tudo vira afeta\u00e7\u00e3o\u201d. Mas o estado de esp\u00edrito de transformar o bater no teclado em poesia \u2014 isso eu nunca deixei de recordar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 que algu\u00e9m pode realmente escrever sobre a dor do outro?<\/p>\n\n\n\n<p>Se somos incapazes de compreender verdadeiramente o outro, qual \u00e9 ent\u00e3o o sentido da escrita? N\u00e3o queremos que nos acusem de &#8216;consumir&#8217; a cat\u00e1strofe; mas, se n\u00e3o \u00e9 consumo, o que \u00e9? De que maneira deveria existir uma &#8216;escrita n\u00e3o consumidora&#8217;? Afinal, &#8216;consumo&#8217; \u00e9 necessariamente um termo pejorativo? Em vez de dizer que escrevemos sobre a dor do outro, n\u00e3o seria poss\u00edvel dizer que, em ess\u00eancia, trata-se de uma dor pessoal digerida, absorvida, assimilada? Se toda escrita \u00e9 uma forma de consumo \u2014 de si ou do outro \u2014, ent\u00e3o ler a dor do outro seria um segundo n\u00edvel de consumo? \u201cO inferno s\u00e3o os outros\u201d: literatura e olhar seriam as duas faces da mesma moeda. N\u00e3o importa como voc\u00ea a lance ao ar; ao cair, uma face aparece, mas a outra est\u00e1 sempre ali, por tr\u00e1s. E mais ainda: depois de ir e voltar do inferno, ap\u00f3s retornar ao mundo humano para encarar a mem\u00f3ria, o passado que foi observado e consumido n\u00e3o deveria atravessar o tempo para protestar contra o eu de hoje? Onde a caneta alcan\u00e7a, tudo vira inferno \u2014 \u00e9 assim?<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele trabalho recebi a nota &#8216;A-&#8216;, um resultado bastante bom. Na enorme sala de inform\u00e1tica subterr\u00e2nea, o professor projetou os trabalhos na tela branca pendurada na parede. No escuro, a imagem das torres desabando foi ampliada ao m\u00e1ximo \u2014 aterradora \u2014 e observada por toda a turma. Outro trabalho que tamb\u00e9m recebeu &#8216;A-&#8216; foi um poema sobre o conflito israelo-palestino. J\u00e1 n\u00e3o consigo lembrar os detalhes do texto \u2014 afinal, se passaram vinte anos \u2014, mas lembro que era um poema intenso, profundamente triste. Lembro do sangue nas pessoas da fotografia; parecia que hav\u00edamos encarado diretamente, um a um, os buracos sangrentos no corpo de outros seres humanos. Aquele colega depois parou de escrever. Anos mais tarde, envolveu-se em movimentos sociais, entrou para a pol\u00edtica, ocupou cargos importantes \u2014 e sofreu por isso. O caminho da escrita que n\u00e3o percorremos muitas vezes s\u00f3 se revela quando olhamos para tr\u00e1s. Mas, como escreveu Frost em &#8216;O caminho n\u00e3o tomado&#8217;, os caminhos tomados e n\u00e3o tomados s\u00e3o, na pr\u00e1tica, incompar\u00e1veis. O caminho n\u00e3o seguido torna-se um enigma eterno; um eu real e um eu fict\u00edcio se separam na bifurca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na conversa da noite passada, mencionei um artigo recente de Hon Laichu (\u97d3\u9e97\u73e0, escritor de Hong Kong) sobre a cidade H, intitulado &#8216;O trem do tempo&#8217;. A velocidade das mudan\u00e7as em H \u00e9 tal que somos facilmente arremessados para o pret\u00e9rito \u2014 ou at\u00e9 para o mais-que-perfeito \u2014, e quando nos damos conta, tudo j\u00e1 se tornou irreconhec\u00edvel. A sa\u00edda encontrada pela escritora foi saltar o quanto antes para o vag\u00e3o do futuro. <\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, no ano passado um veterano da literatura me disse algo muito parecido. Ele sabia que eu havia escrito muitos poemas sobre H, mas n\u00e3o sabia que H ainda me era estranha \u2014 como uma ilha eternamente inalcan\u00e7\u00e1vel. Voc\u00ea chega infinitamente perto, observa por anos, mas a ilha continua mudando de forma, impossibilitando qualquer desembarque verdadeiro. H est\u00e1 diante dos olhos de todos n\u00f3s, mas nunca a vimos de fato. O veterano me disse: j\u00e1 escrevemos tanto sobre seu presente e seu passado; \u00e9 hora de escrever seu futuro. Fiquei ruminando suas palavras, rasgando-as em m\u00faltiplas leituras equivocadas: &#8216;escrever para o futuro&#8217;, &#8216;escrever o futuro dela&#8217;, &#8216;escrev\u00ea-la dentro do futuro&#8217;, &#8216;escrev\u00ea-la para o futuro&#8217;. Este \u00e9 o desvio da escrita que estamos escolhendo \u2014 mas trata-se de uma escolha ou de uma necessidade?<\/p>\n\n\n\n<p>Mu-yu (\u6c90\u7fbd, escritor de Hong Kong) questiona, por meio do romance: em rela\u00e7\u00e3o a Hong Kong, temos o direito de n\u00e3o escrever? E ent\u00e3o me ocorreu um pensamento s\u00fabito: talvez escrever e n\u00e3o escrever sejam, justamente, dois estados diferentes da escrita. Quando Mu-yu escreve romances, ele n\u00e3o est\u00e1 \u201caqui\u201d. Esse \u201cjovem escritor, dif\u00edcil de imaginar que ainda n\u00e3o tenha 30 anos\u201d, disse na entrevista: \u201cQuando n\u00e3o estou no local, se escrevo ensaio ou cr\u00edtica te\u00f3rica, a quest\u00e3o da veracidade se imp\u00f5e; ent\u00e3o considero o romance. Mas ao escrever romance, surge outra pergunta: se eu escrever com facilidade \u2014 ou mal \u2014, isso n\u00e3o seria uma explora\u00e7\u00e3o das pessoas que est\u00e3o no local?\u201d Se j\u00e1 \u00e9 assim com o romance, o poeta se encontra ainda mais num impasse. O que \u00e9, afinal, o &#8216;local&#8217;? Um terreno de areia e pedra, ou o campo de vis\u00e3o de um cora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Poetas que escrevem incansavelmente sobre Hong Kong \u2014 como Liu Waitong (\u5ed6\u5049\u68e0, escritor de Hong Kong). Basta mencionar seu nome para que todos respondam com aquela resson\u00e2ncia t\u00edpica de reencontro entre velhos amigos. Um dos participantes da conversa o comparou a Du Fu (\u675c\u752b, antigo poeta chin\u00eas), o que me fez pensar imediatamente em &#8216;Vis\u00e3o da Primavera&#8217; e \u201cA Can\u00e7\u00e3o dos Carros de Guerra\u201d: o pr\u00f3ximo e o distante, o pequeno e o grande, o curto e o longo, al\u00e9m daquele enquadramento fixo \u00e0 maneira do &#8216;Oficial de Shihao&#8217;. <\/p>\n\n\n\n<p>Du Fu tamb\u00e9m teria uma &#8216;escrita do n\u00e3o escrever&#8217;? Talvez seja um mist\u00e9rio. Menciono Liu principalmente porque ele escreveu muitos poemas dialogando com autores antigos, ou assumindo a voz de outro para falar a algu\u00e9m \u2014 a ponto de causar mal-entendidos, levando muitos a acreditar que certo poema era realmente de um poeta russo. Al\u00e9m da imita\u00e7\u00e3o, ele tamb\u00e9m cria retratos de personagens fict\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Esque\u00e7o a causa inicial, mas em certo ponto da conversa, mencionar o nome de Liu Waitong tornou-se quase inevit\u00e1vel. Seus poemas sobre nossa cidade naturalmente tamb\u00e9m foram alvo de questionamentos. Alguns escritores disseram que ele escreve \u201cde forma diferente do que se espera de poemas sobre Hong Kong\u201d, que \u201ctransmite sempre uma impress\u00e3o de observador \u2014 mesmo narrando a hist\u00f3ria de Hong Kong, n\u00e3o se coloca como participante\u201d, que \u201cem termos t\u00e9cnicos, s\u00e3o bons poemas; mas h\u00e1 certa dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sensibilidade dos hongkongueses; pelo menos, para um poeta local vivendo o mesmo tempo e espa\u00e7o, \u00e9 dif\u00edcil manter tamanha abstra\u00e7\u00e3o\u201d. Liu respondeu com um texto longo; permitam-me recortar apenas o t\u00edtulo, que j\u00e1 serve como resposta concisa: \u201cMinha poesia busca a dist\u00e2ncia\u201d. Trata-se de uma dist\u00e2ncia de imagina\u00e7\u00e3o, de um horizonte elevado.<\/p>\n\n\n\n<p>A poesia n\u00e3o pode, ent\u00e3o, ocultar a identidade e recuar o eu para uma posi\u00e7\u00e3o posterior, como faz o romance? Li pouco de Fernando Pessoa, mas sua escrita por meio de heter\u00f4nimos j\u00e1 tem mais de cem anos. Hoje, se ainda precisamos assumir qualquer culpa concreta por &#8216;escrever poesia&#8217;, isso \u00e9 simplesmente absurdo. Penso em um amigo distante, um exilado de sua pr\u00f3pria terra, pa\u00eds B. Hoje ele vive de forma tranquila e confort\u00e1vel. Conversamos recentemente online; ele perguntou quando eu poderia ir visit\u00e1-lo \u2014 algo que tamb\u00e9m n\u00e3o sai da minha mente. E, claro, h\u00e1 muitas outras pessoas e coisas que tamb\u00e9m ocupam meus pensamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Yuxiang respondeu a uma pergunta do p\u00fablico online sobre compreender a dor do outro: ao menos existem Primo Levi e Paul Celan. N\u00e3o sei se eles acabaram trilhando &#8216;aquele caminho&#8217; realmente por causa de sua condi\u00e7\u00e3o de sobreviventes \u2014 por terem encarado o abismo, ou por terem conseguido sair dele. No fim, como se a morte tivesse chegado, o sofrimento foi encerrado com a pr\u00f3pria morte. <\/p>\n\n\n\n<p>O complemento textual que Yuxiang escreveu hoje \u00e9 brilhante; n\u00e3o vou reproduzi-lo aqui. Imagino que sua ideia seja que, no fim, o tratamento dos grandes escritores se assemelha \u00e0 m\u00fasica que chega ao ponto do &#8216;som m\u00e1ximo que se torna sil\u00eancio&#8217;, ou ao reconhecimento final entre l\u00e1grimas. N\u00e3o sei se entendi corretamente; afinal, como ele disse, \u201creconhecer a pequenez da literatura e manter-se imperturb\u00e1vel \u2014 isso \u00e9 o mais elevado\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Minha resposta foi: h\u00e1 tr\u00eas caminhos na escrita \u2014 tr\u00eas caminhos que n\u00e3o se excluem mutuamente: autodestrui\u00e7\u00e3o, sil\u00eancio, transcend\u00eancia. N\u00e3o discutirei a autodestrui\u00e7\u00e3o. Quanto ao sil\u00eancio, penso que se aproxima do &#8216;n\u00e3o escrever&#8217;: \u00e9 o &#8216;Sil\u00eancio \u2014 aqui \u00e9 o cume de tudo&#8217;, de Yang Mu; \u00e9 a obscuridade \u00faltima; \u00e9 o sino de um templo envolto em chuva e neblina. Quanto \u00e0 transcend\u00eancia\u2026 bem \u2014 \u00e9 transcend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes, eu nunca havia realmente compreendido &#8216;Leningrado&#8217;, de Mandelstam. At\u00e9 que, em certo per\u00edodo, eu acordava de madrugada e, mais ou menos no mesmo hor\u00e1rio, o andar de cima come\u00e7ava a fazer barulho \u2014 portas abrindo e fechando, mesas e cadeiras sendo arrastadas. S\u00f3 ent\u00e3o entendi de verdade o que significa \u201cesperei a noite inteira por um h\u00f3spede querido\u201d. O mesmo vale para Brecht, Zagajewski: seus poemas nos mostram o que \u00e9 &#8216;o mais elevado&#8217;. Coincidentemente, eu os li em tradu\u00e7\u00f5es de Huang Canran ou Li Yiliang. Convenci-me de que ali reside o que chamamos, na literatura, de for\u00e7a da &#8216;transcend\u00eancia&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu sonho de ser professor nasceu no ensino m\u00e9dio, mais ou menos na mesma \u00e9poca em que comecei a tatear as pedras do rio da poesia. A todo ex-aluno que pretende se tornar professor, digo: ao subir ao p\u00falpito, voc\u00ea \u00e9 um <em>performer<\/em> \u2014 mas n\u00e3o para interpretar outro papel. No conv\u00edvio di\u00e1rio, voc\u00ea n\u00e3o consegue enganar seus alunos. O que voc\u00ea precisa \u00e9 dar vida ao eu que \u00e9 professor. \u00c0s vezes penso que, de algum modo, \u00e9 preciso tornar-se &#8216;outro&#8217; para ent\u00e3o, numa segunda transforma\u00e7\u00e3o, tornar-se verdadeiramente si mesmo. <\/p>\n\n\n\n<p>Na poesia, \u00e9 o mesmo. Dias atr\u00e1s, uma ex-aluna apaixonada por <em>cosplay<\/em> respondeu no Instagram a uma pergunta an\u00f4nima: por que criar outro nome e se chamar por ele? Ela respondeu que, assim como escritores criam pseud\u00f4nimos, <em>cosplayers<\/em> tamb\u00e9m costumam ter um nome exclusivo para essa identidade. Senti orgulho dela: uma resposta segura, sem arrog\u00e2ncia nem submiss\u00e3o. Professores tamb\u00e9m s\u00e3o assim \u2014 alunos raramente os chamam pelo nome. E o ritual de cumprimentar a turma ao entrar na sala \u00e9 como atravessar um limiar simb\u00f3lico. <\/p>\n\n\n\n<p>Rituais, como a cerim\u00f4nia antes de filmar ou o sacrif\u00edcio ritual antes do banquete, podem ou n\u00e3o ser necess\u00e1rios sempre \u2014 depende da situa\u00e7\u00e3o \u2014, mas como poderiam ser desprovidos de sentido? Escritores tamb\u00e9m n\u00e3o teriam rituais de abertura da escrita, que tornem mais leg\u00edtimo escrever sobre o outro ou sobre si? No caminho da escrita que n\u00e3o percorremos, ser\u00e1 que tamb\u00e9m precisamos vestir um pesado casaco e um chap\u00e9u de pele, como um Mandelstam exilado na Sib\u00e9ria? N\u00e3o sei russo, mas esses rituais parecem existir: por exemplo, dar um t\u00edtulo ao poema; se n\u00e3o houver t\u00edtulo, cham\u00e1-lo simplesmente de &#8216;Sem t\u00edtulo&#8217;. Na poesia russa, muitos poemas realmente n\u00e3o t\u00eam t\u00edtulo, e os tradutores costumam usar o primeiro verso seguido de retic\u00eancias como t\u00edtulo provis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2004, fui estudar qu\u00edmica no Brooklyn College por quase um ano. Para mim, Nova York \u00e9 eternamente vibrante e solit\u00e1ria, bela e melanc\u00f3lica \u2014 como H. A diferen\u00e7a \u00e9 que em H n\u00e3o neva, enquanto o vento e a neve de Nova York s\u00e3o suficientes para fazer algu\u00e9m duvidar da vida. Quando o metr\u00f4 atravessa as imponentes pontes de ferro entre as ilhas, a luz do sol atravessa os vidros e projeta cintila\u00e7\u00f5es intermitentes no vag\u00e3o \u2014 como uma magia que congela o tempo. O universo me observa por essa fresta. E o p\u00f4r do sol, com aquela cor de gema meio cozida, voc\u00ea sabe que em breve ir\u00e1 iluminar H, no extremo oriente \u2014 o cen\u00e1rio dos meus sonhos noturnos, onde vivem meus familiares e colegas.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesse ano que entendi: eu acabaria voltando para H, essa cidade de mudan\u00e7as vertiginosas. Assim, o &#8216;eu&#8217; se dividiu entre o eu em Nova York e o eu que voltou &#8216;para c\u00e1&#8217; para estudar \u2014 tornando-se mutuamente outros, cada qual portador da prova de estar ou n\u00e3o estar no local. Afinal, o que \u00e9 o local? Um terreno de areia e pedra, ou o campo de vis\u00e3o de um cora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o lembro a data exata. Num fim de semana, entediado, caminhei sozinho at\u00e9 o extremo sul de Manhattan. Passei por Wall Street e cheguei finalmente ao local do World Trade Center. J\u00e1 haviam se passado mais de tr\u00eas anos desde o colapso. Entre morte e sobreviv\u00eancia, uma fenda por onde a luz vazava continuava a se alargar. Ali, no local, eu quase podia ouvir o som das placas do tempo se rasgando \u2014 entre o c\u00e9u e o mundo humano. Espiei atrav\u00e9s da cerca de arame: havia um enorme buraco escavado, cercado de a\u00e7o bruto e concreto. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 frente, erguia-se uma grande cruz improvisada com trilhos quebrados. Tirei fotos, mas minha aten\u00e7\u00e3o se fixava naquele buraco de v\u00e1rios andares. Se fosse apenas um vazio est\u00e1tico, tudo bem \u2014 n\u00e3o tenho nenhuma obsess\u00e3o especial por t\u00famulos. Mas havia m\u00e1quinas trabalhando no subsolo, escadas met\u00e1licas descendo at\u00e9 o fundo, rampas para ve\u00edculos pesados. O World Trade Center j\u00e1 tinha esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 e do PATH; os trilhos estavam enterrados profundamente, mas agora um trecho ficava exposto \u00e0 luz do dia. De tempos em tempos, um trem surgia de um lado, atravessava o buraco e desaparecia novamente no outro.<\/p>\n\n\n\n<p>A cada cinco anos escrevo um poema de luto sobre o World Trade Center: setembro de 2006, 2011, 2016, 2021. N\u00e3o \u00e9 um h\u00e1bito obrigat\u00f3rio \u2014 n\u00e3o fiz promessa a ningu\u00e9m, e qualquer escritor sabe que cinco anos s\u00e3o mais do que suficientes para mudar de rumo. A menos que se diga que isso \u00e9 uma resposta reiterada \u00e0quele adolescente que ficou parado, at\u00f4nito, diante do buraco no sul de Manhattan; uma resposta \u00e0quele estudante ing\u00eanuo que, sob o pretexto de fazer um trabalho escolar, acreditava que um poema rimado pudesse questionar alguma coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>O que essa contempla\u00e7\u00e3o afinal nos traz? Apenas constrangimento e impot\u00eancia? \u017di\u017eek conta, no pref\u00e1cio da edi\u00e7\u00e3o chinesa de <em>O sublime objeto da ideologia<\/em>, uma hist\u00f3ria em que Hitler se apavora e se enfurece ao cruzar, inesperadamente, o olhar de soldados feridos atrav\u00e9s da janela do trem. Mas isso, no fim, \u00e9 obra do pr\u00f3prio Hitler. A literatura seria mais parecida com a hist\u00f3ria mencionada por \u017di\u017eek sobre o violinista russo Mikhail Goldstein, que tocou para soldados nas trincheiras. Ap\u00f3s o concerto, ouviu-se do lado inimigo um pedido em russo: queriam ouvir Bach. Bach \u00e9 &#8216;transcendente&#8217;: conecta temporariamente lados em guerra, mas n\u00e3o interrompe o conflito. Quando a m\u00fasica termina, a guerra inevitavelmente retorna. \u017di\u017eek diz que \u201cessa apresenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o impediu os disparos, como sustentou a continuidade do combate, ao fornecer um pano de fundo cultural comum\u201d. Ser\u00e1 que nossos poemas acabam sendo apenas esse \u201cbreve e sublime momento de suspens\u00e3o\u201d? Ent\u00e3o, por que escrevemos poesia?<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a rela\u00e7\u00e3o amb\u00edgua entre poesia e tanques, in\u00fameros poetas j\u00e1 tentaram responder \u2014 n\u00e3o ouso falar demais. Heaney, por exemplo, disse: \u201cEm certo sentido, a efic\u00e1cia da poesia \u00e9 zero \u2014 nenhum poema jamais deteve um tanque. Mas, em outro sentido, ela \u00e9 infinita.\u201d Para Heaney, \u201co mais importante \u00e9 a energia da resposta\u201d. No fim das contas, voltamos a Frost, autor de &#8216;O caminho n\u00e3o tomado&#8217;, pois Heaney cita sua defini\u00e7\u00e3o de poesia: \u201cuma pausa moment\u00e2nea contra a confus\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De todo modo, n\u00e3o acho que devamos acatar ordens alheias que decretam o fim da escrita liter\u00e1ria. Com que direito interferem na literatura? Guardamos nossos poemas em gavetas. Lembro daqueles versos passados \u00e0s escondidas na sala de aula \u2014 como as lembran\u00e7as s\u00e3o belas. Hoje, vinte anos depois, quero entregar-lhe um bilhete escrito \u00e0 m\u00e3o e dizer: este \u00e9 o meu poema; guarde-o bem, pois quero arquiv\u00e1-lo no meu pr\u00f3prio passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas quando voc\u00ea encara os buracos criados pelos seres humanos \u2014 na superf\u00edcie da terra, como o local do World Trade Center ou cidades vazias e ru\u00ednas; nos corpos, como naquela foto do conflito israelo-palestino ou nos v\u00eddeos vindos da Ucr\u00e2nia e de tantos outros lugares; ou ainda os buracos nas estantes, nos livros e jornais, na mem\u00f3ria coletiva, na pr\u00f3pria linguagem humana \u2014, ao perceber que esses buracos est\u00e3o por toda parte, ent\u00e3o a pergunta retorna: escrever ou n\u00e3o escrever? Constru\u00edmos a autodestrui\u00e7\u00e3o, o sil\u00eancio ou a transcend\u00eancia \u2014 liter\u00e1ria, corporal e humana \u2014 por meio do &#8216;escrever&#8217; ou do &#8216;n\u00e3o escrever&#8217;? Essa \u00e9, de fato, a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Jacky Yuen Man-leuk<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/jackymlyuen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/jacky-man-leuk-yuen-393811a\/\" title=\"Linkedin\">Linkedin<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jacky Yuen Man-leuk atua como Diretor de STEAM na Eureka Language Services Limited, consultor acad\u00eamico no Close Reading Studio, consultor do programa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":78404,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[10981,9285],"tags":[16098],"class_list":["post-78403","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-apresentacao-de-colunista","category-literatura","tag-jacky-yuen-man-leuk"],"aioseo_notices":[],"views":396,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/cf5ecc7d-2864-47e2-b1a9-e85622bbc586.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":78567,"url":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=78567","url_meta":{"origin":78403,"position":0},"title":"N\u00e3o dito","author":"Jacky Yuen Man-leuk","date":"18 de fevereiro de 2026","format":false,"excerpt":"Neste mundo, muita dor a gente mesmo procura, mas muita outra simplesmente chega, sem convite. 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